Operação com cães registra recorde de apreensão no Rio

Nos últimos três anos, o BAC teve um aumento de mais de 1.200% na quantidade de drogas apreendidas. Em janeiro de 2015, foi registrada a apreensão de 264 kg

Por Redação, com ACS – do Rio de Janeiro:

Policiais militares do Batalhão de Ações com Cães (BAC) apreenderam aproximadamente três toneladas de drogas somente no mês de janeiro. As operações aconteceram em diversas comunidades do Rio de Janeiro. Ações também apreenderam um grande volume de armamentos.

Policiais militares apreenderam três toneladas de drogas apenas em janeiro
Policiais militares apreenderam três toneladas de drogas apenas em janeiro

Nos últimos três anos, o BAC teve um aumento de mais de 1.200% na quantidade de drogas apreendidas. Em janeiro de 2015, foi registrada a apreensão de 264 kg e, no mesmo mês de 2016, 126 kg de drogas apreendidas. Já em 2017, foram 3.224 kg, o que comprova o aumento expressivo deste ano.

– O resultado é fruto do esforço coletivo dos nossos policiais e do treinamento com os nossos cães. O batalhão é pioneiro no Brasil em reprodução assistida, então, temos diversos cães que nasceram e foram treinados no próprio batalhão – explicou o primeiro-tenente do BAC, Felipe da Silva Rodrigues.

Denúncias

Segundo o tenente, a população fluminense pode ajudar nas ações fazendo denúncias.

– Se alguém observar qualquer movimentação estranha ou tiver informações de pessoas ligadas ao tráfico, é dever do cidadão denunciar – disse o policial.

Operação

No dia anterior, agentes da Operação Centro Presente, durante patrulhamento na Rua Souza e Silva, prenderam Altemir da Silva Gomes, de 28 anos, e Nilton dos Santos Azevedo, de 34 anos. Eles foram abordados quando saíram da fábrica Moinho Fluminense com um rolo de fio grosso, uma mochila e sacola preta. Com eles foram encontrados fios de cobre e disjuntores. Nilton e Altemir foram encaminhados à 4ª DP (Praça da República) e autuados por furto.

Três horas depois, policiais militares da Operação prenderam Marcio José Benedito da Conceição, de 33 anos. A equipe recebeu informações de que um homem estaria praticando furto de materiais na mesma fábrica. Os agentes foram ao local e com Márcio encontraram uma sacola com vários rolos de fio de cobre. Ele foi conduzido à 4ª DP (Praça da República) e autuado por furto. Márcio é morador de Belford Roxo e possui três anotações criminais.

Na mesma rua, na manhã de hoje, os agentes capturaram um foragido da Justiça. Após consulta ao Banco Nacional de Mandados de Prisão, foi verificado que contra Pablo Pinheiro da Silva, de 22 anos, havia um mandado de prisão pendente pelo crime de homicídio qualificado. Ele foi encaminhado à 4ª DP, onde o caso foi registrado.

Agentes da Operação Centro Presente patrulhavam a Rua Gereral Caldwel, na noite de quarta-feira, quando dois adolescentes de 15 e 12 anos em uma bicicleta tentaram fugir após perceberem a aproximação policial. Com eles foi encontrado um celular que eles confessaram ter furtado em um estabelecimento comercial na Lapa. Os menores foram encaminhados para a Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente (DPCA) e vão responder por fato análogo ao crime de furto.

Congresso articula votação imediata de anistia aos crimes políticos

PMDB

“Se fosse ao caixa 2 seria algo menos preocupante. Digo a tentativa de anistia geral. E ainda tem uma incógnita, porque há muitas investigações em andamento”, afirmou o juiz Sérgio Moro, referindo-se ao Congresso

 

Por Redação – de Brasília

 

A inclusão do senador Valdir Raupp (PMDB-RO) no rol dos investigados pela Operação Lava Jato deixou em alerta parte do Congresso. O parlamentar foi considerado réu, em uma decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), na terça-feira, e desde então, fervem os ânimos nos gabinetes. Parlamentares das mais diversas correntes políticas, da esquerda à direita, articulam-se para votar uma lei que anistia a prática do caixa 2. Há, entre eles, aqueles que defendem uma anistia geral aos crimes eleitorais cometidos até aqui.

PMDB
Raupp, citado como réu na Lava Jato, quer o apoio dos demais senadores para uma solução política

Responsável pela maioria dos processos da Lava Jato, o juiz titular da Vara Federal do Paraná, Sergio Moro, em pouco mais de três anos, já condenou 125 réus a penas que, somadas, chegam aos 1.317 anos e 21 dias. Ele acredita, no entanto, que o panorama pode mudar.

— Se fosse ao caixa 2 seria algo menos preocupante. Digo a tentativa de anistia geral. E ainda tem uma incógnita, porque há muitas investigações em andamento. Teremos de ver qual será o destino delas. Eu realmente acho que há risco de retrocesso — disse Moro a jornalistas, nesta sexta-feira. Ele refere-se, precisamente, ao projeto de anistia geral aos crimes ligados a doações eleitorais.

Estratégia no Congresso

Nas duas Casas do Parlamento, toma corpo a iniciativa de retomar a votação de uma anistia contra tais crimes. A medida valeria para o caixa 2 e para a doação oficial. A articulação ganhou corpo depois da decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) de considerar que doação oficial pode ser crime, se feita com dinheiro ilegal, e transformar o senador Valdir Raupp em réu.

Uma dessas propostas sobre financiamento eleitoral passa a ser inclusa no pacote das dez medidas anticorrupção, que entrará, em breve, na pauta do Senado. Conferidas, na Câmara, as mais de 2 milhões de assinaturas, o processo volta aos senadores. Caso o texto seja alterado para a inclusão da anistia, voltará à Câmara, que já articula a sua aprovação imediata.

— Pelo que ouvi, vão botar isso na votação das dez medidas. Eles aprovam as medidas de combate à corrupção sem distorcer o objetivo, e junto, no pacote, a anistia às doações de Caixa 2. Com o pavor que tomou conta da Casa, depois que passar na Câmara, passa fácil no Senado. Esse é o movimento em curso — disse a jornalistas o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Caminho difícil

A vida dos parlamentares envolvidos nas delações premiadas dos executivos da empreiteira Norberto Odebrecht tem um caminho difícil adiante. O recebimento da denúncia pelo STF contra Raupp é apenas o início da empreitada do MPF para estabelecer as doações legais como ferramenta de crime. Será preciso provar que os políticos sabiam da ilegalidade dos recursos e convencer os ministros disso.

O caso é exemplar para a importância dos acordos de delação premiada. Na base da ação contra Raupp estão as delações do doleiro Alberto Youssef, do operador do PMDB no esquema, Fernando Antônio Falcão Soares, o Fernando Baiano, e de Paulo Roberto Costa. Segundo os delatores, Raupp, sabia do esquema criminoso montado na Petrobras e, de posse dessa informação, pediu a Fernando Baiano que solicitasse contribuições de campanha a Paulo Roberto Costa. Este, por sua vez, encarregou Youssef de operacionalizar o pagamento. O doleiro, então, passou a tratar do caso, diretamente, com os assessores de Raupp, Maria Cléia e Pedro Rocha.

A aceitação das denúncias contra Raupp deixou a classe política em polvorosa. Trata-se de um forte indício de que caiu por terra a tese da “defesa coletiva” dos políticos. A de que uma doação oficial aprovada pela Justiça Eleitoral é um ato jurídico perfeito e, portanto, não poderia ser questionada.

Direita e esquerda

No STF, a defesa de Raupp apresentou essa tese, reproduzida em nota oficial divulgada pelo senador. “Continuo a acreditar que contribuição oficial de campanha devidamente declarada não pode ser considerada como indício e/ou prova de ilicitude”, afirmou.

A decisão do STF foi capaz até de unir PT e PSDB.

— Acho um verdadeiro absurdo aceitar a tese da ‘República de Curitiba’ de que há lavagem de dinheiro em um caso como este — afirmou o líder do PT na Câmara, Carlos Zarattini (SP). Segundo ele, agora todo o sistema eleitoral fica “comprometido”.

Na direita, por sua vez, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) afirmou que além de anistiar o caixa 2, a classe política precisará criar leis para barrar a tese do MP de que a doação oficial pode configurar crime. Segundo ele, a classe política ficou em um ambiente “de perplexidade e surpresa” diante da decisão.

Museu do Amanhã concorre a prêmio internacional de arquitetura

Museu do Amanhã

Recentemente, o museu ganhou o Selo LEED (Liderança em Energia e Projeto Ambiental, em português) série Ouro em termos de edificação

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

O Museu do Amanhã, localizado na Praça Mauá, zona portuária do Rio de Janeiro, concorre no próximo dia 16 deste mês ao prêmio internacional MIPIM (Mercado Internacional dos Profissionais Imobiliários), em Cannes, na França, na categoria Edifício Verde Mais Inovador. Na quinta-feira, o ministro do Turismo, Marx Beltrão, visitou o local pela primeira vez.

Inaugurado no final de  2015, o museu localiza-se na zona portuária do Rio
Inaugurado no final de  2015, o museu localiza-se na zona portuária do Rio

– Estou saindo daqui impressionado com a grandeza do museu, com o conceito do museu. Beltrão destacou que o Brasil é o oitavo país do mundo em recursos culturais. Ele avaliou que as chances de o Museu do Amanhã sair vitorioso na premiação são muito boas.

– É um museu ecologicamente correto. Isso é um grande diferencial. Ele tem todo um conceito moderno, mas um conceito de sustentabilidade muito diferente de outros museus. Os benefícios do ponto de vista ecológico são fundamentais para que possa funcionar gastando pouca energia. Com relação a seu sistema de refrigeração. O que torna mais barata sua manutenção. Aqui, não só conhecemos quem nós fomos, quem nós somos e quem queremos ser, a questão do amanhã. Mas há um conceito de modernidade, de tecnologia, de sustentabilidade que está impregnado aqui no museu – afirmou.

Disputa

O Museu do Amanhã disputa com projetos de Londres e de Estocolmo e de Munique, na Alemanha. “Tudo que se faz aqui, no museu, nós não fazemos pensando meramente no resultado eficaz daquilo que se implanta, mas de que forma sustentável podemos fazer aquilo acontecer”, explicou o diretor executivo do museu, Henrique Oliveira.

Segundo Oliveira, isso ocorre desde a limpeza dos vidros, feita com produtos biodegradáveis, até a limpeza do espelho d’água, que usa cloração natural, para evitar o envolvimento de produtos químicos. A energia captada é solar.

Recentemente, o museu ganhou o Selo LEED (Liderança em Energia e Projeto Ambiental, em português) série Ouro em termos de edificação, que comprova o grau de sustentabilidade no local. O espanhol Santiago Calatrava é o arquiteto do Museu do Amanhã, cujos desenvolvedores são a prefeitura do Rio e a Fundação Roberto Marinho.

Polícia Civil elucida maioria dos casos de feminicídio

Nas três regiões, outro aspecto em comum é que a maioria dos casos só é resolvida pela investigação policial, enquanto uma menor parte envolve flagrantes

Por Redação, com ACS – do Rio de Janeiro:

A Delegacia de Homicídios realizou um estudo que mostra que a maioria dos casos envolvendo assassinato de mulheres, o chamado feminicídio (Lei nº 13.104/15), foi esclarecida. Dos 47 feminicídios na capital fluminense analisados entre março de 2015 e março de 2016, 83% foram resolvidos. O percentual de resolução é alto também na Baixada Fluminense (55%) e em Niterói e São Gonçalo (56%).

Homicídios contra mulheres foram analisados em um período de um ano
Homicídios contra mulheres foram analisados em um período de um ano

Nas três regiões, outro aspecto em comum é que a maioria dos casos só é resolvida pela investigação policial, enquanto uma menor parte envolve flagrantes. Para o estudo, foi necessário separar as mortes causadas por violência urbana, por exemplo. Daquelas que realmente caracterizassem o feminicídio. Decorrente da violência doméstica e familiar, ou discriminação e desprezo à condição de mulher.

A pesquisa também aponta que, dos 132 assassinatos de mulheres investigados pelas delegacias de homicídios da capital e de Niterói e São Gonçalo. Em um período de um ano, 63 deles (ou 48%) foram considerados quando a vítima é morta devido à sua condição de sexo feminino.

A pesquisa

O estudo foi realizado pela delegada Marcela Ortiz, da Delegacia de Homicídios (DH). Avaliou casos referentes a 2015 e 2016. Quando completou um ano da entrada em vigor da lei que alterou o Código Penal para prever o feminicídio. Como circunstância qualificadora do homicídio. Incluindo o crime no rol dos hediondos, com pena de 12 a 30 anos de prisão.

– A sociedade como um todo precisa ter consciência de que esta é uma questão muito mais ampla. É um aspecto cultural. Este tipo de crime é fruto de machismo que ainda está enraizado na nossa cultura. Não haverá impunidade, mas é preciso ser combatido também com políticas sociais. Para atingir a nossa forma de pensar, para que determinadas mentalidades sejam mudadas de uma vez por todas – disse a delegada.

As esquerdas e algumas pedras no caminho

Maria Fernanda Arruda

Sem esquecer que Mário Covas, foi estratégico para se derrotar o Centrão, a Direita travestida na época, e que FHC foi o piloto do imposto das grandes fortunas

 

Por Maria Fernanda Arruda – do Rio de Janeiro

 

Os estragos que os golpistas escravagistas, entreguistas e higienistas fazem no tardio Estado de Bem Estar Social, que vínhamos experimentando sua construção desde a promulgação de nossa Constituição Cidadã, de 1988. É importante mexer em nossas memórias, tivemos mais de 11 milhões de brasileiros assinando as emendas populares, que obrigou o Estado implantar Políticas Públicas, tais como: SUS; SUAS; ECA; Combate ao Racismo; a tímida Reforma Agrária entre outras.

Maria Fernanda Arruda
Maria Fernanda Arruda é colunista do Correio do Brasil, sempre às sextas-feiras

Sem esquecer que Mário Covas, foi estratégico para se derrotar o Centrão, a Direita travestida na época, e que FHC foi o piloto do imposto das grandes fortunas. Claro que faltaram algumas Políticas Estruturantes, como: a demarcação das Terras dos Povos Originários (índios é expressão do colonizadores); Reforma Tributária Progressiva; Regulamentação da Mídia ; Auditoria da Dívida Pública.

Disputa

Essas políticas e muitas outras não foram frutos só dos governos Lula/Dilma, foram e são frutos das lutas históricas, provavelmente passando desde a invasão dos colonizadores, dos mais de 380 anos do escravagismo, das inúmeras formas de resistencia pela Democracia profunda do Estado, desprivatizando e/ou desparticularizando o Estado apropriado por grupos que o dominam já alguns séculos.

Nossa preocupação é com segmentos da esquerda que cultivam uma saída do atual momento pela via única: Lula em 2018. Tenho clareza de sua importância histórica. E de fazer essa disputa, sem deixar de ficarmos alerta, se ocorrer um adiantamento das eleições do próximo ano.

É que, da forma proposta, essa devoção e responsabilidade à “São Lula” desconsidera os estragos que golpistas estão fazendo no aparato legal. Será que teremos uma mudança significativa na representação do Congresso Nacional?

Militantes

Chamo para refletir quem está nessa direção. Podemos levar parcelas de militantes ativos e/ou vias de a se transformar em expectadores das mudanças, quando o que mais necessitamos é de militantes protagonistas ativos. 

Maria Fernanda Arruda é escritora, midiativista e colunista do Correio do Brasil.

Número de cesarianas cai pela primeira vez no Brasil

Cesariana

Os números mostram ainda que, considerando apenas partos realizados no Sistema Único de Saúde (SUS), o percentual de partos normais permanece maior, 59,8% contra 40,2% de cesarianas

Por Redação, com ABr – de Brasília:

Pela primeira vez desde 2010, o número de cesarianas na rede pública e privada de saúde não cresceu no país. Dados divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério da Saúde revelam que esse tipo de procedimento, que apresentava curva ascendente, caiu 1,5 ponto percentual em 2015. Dos 3 milhões de partos feitos no Brasil no período, 55,5% foram cesáreas e 44,5%, partos normais.

Em 2016, o ministério publicou o Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas para Cesariana, com parâmetros que devem ser seguidos pelos serviços de saúde
Em 2016, o ministério publicou o Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas para Cesariana, com parâmetros que devem ser seguidos pelos serviços de saúde

Os números mostram ainda que, considerando apenas partos realizados no Sistema Único de Saúde (SUS). O percentual de partos normais permanece maior, 59,8% contra 40,2% de cesarianas. No ano passado, segundo a pasta, dados preliminares indicam tendência de estabilização do índice, que ficou em torno de 55,5%.

Novas diretrizes

Esta semana, o governo anunciou novas diretrizes de assistência ao parto normal, que servirão de consulta para profissionais de saúde e gestantes. “A partir de agora, toda mulher terá direito de definir o seu plano de parto. Que trará informações como o local onde será feito, as orientações e os benefícios do parto normal”. Informou o ministério.

Segundo a pasta, as medidas visam ao respeito no acolhimento. Mais informações para o empoderamento da mulher no processo de decisão ao qual tem direito. “Assim, o parto deixa de ser tratado como um conjunto de técnicas. E representa momento fundamental entre mãe e filho”, acrescentou.

Para o ministério, a estabilização das cesarianas no país é consequência de medidas como a implementação da Rede Cegonha. E investimentos em 15 centros de Parto Normal; a qualificação das maternidades de alto risco. A maior presença de enfermeiras obstétricas na cena do parto e a atuação da Agência Nacional de Saúde Suplementar junto às operadoras de planos de saúde.

Capacitação

A pasta informou ainda que, por meio de cooperação com a Universidade Federal de Minas Gerais. Vai capacitar profissionais de saúde em 86 hospitais de ensino. Localizados nas 27 unidades da Federação, que fazem mais de mil partos por ano.

– Trata-se de um projeto de qualificação da atenção obstétrica e neonatal hospitalar com atividades de ensino, com produção de impacto em toda a rede de serviços da linha de cuidados da saúde da mulher e da criança. A medida totaliza, em quatro anos, investimento de R$ 13,6 milhões.

Riscos da cesárea

Em 2016, o ministério publicou o Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas para Cesariana, com parâmetros que devem ser seguidos pelos serviços de saúde. A proposta é auxiliar e orientar profissionais da saúde a diminuir o número de cesarianas desnecessárias, já que o procedimento, quando não indicado corretamente, traz riscos como o aumento da probabilidade de surgimento de problemas respiratórios para o recém-nascido e grande risco de morte materna e infantil.

Amigo de Temer conta história bem diferente a Moro para livrar Padilha

Temer e Yunes declaram-se amigos de longa data e dividem um histórico de negócios muito bem sucedidos

Caso prevaleça essa versão do amigo de Temer, Padilha estaria distante dos fatos e caberia a Cunha, em última análise, responder por mais este crime

Por Redação – de São Paulo

A versão do empresário José Yunes, amigo e ex-assessor do presidente de facto, Michel Temer, de que teria sido ‘mula’ do chefe da Casa Civil afastado Eliseu Padilha, não bate com o depoimento do ex-diretor da Odebrecht José Carvalho Filho. Ele teria autorizado o pagamento de R$ 4 milhões, dos R$ 11 milhões negociados, diretamente, com o dono da empreiteira, Marcelo Odebrecht, num jantar com Temer e Padilha. Temer saiu da sala e deixou Padilha para negociar a divisão do butim, confessou o ex-executivo em sua delação premiada.

Quadrilha

Temer e Yunes declaram-se amigos de longa data e dividem um histórico de negócios muito bem sucedidos
Temer e Yunes declaram-se amigos de longa data, com um histórico de negócios muito bem sucedidos

No repasse do dinheiro, Carvalho Filho disse aos investigadores da Operação Lava Jato, em uma versão vazada para a mídia conservadora, que um operador da Odebrecht levou uma parte dos recursos combinados ao escritório de advocacia de Yunes, em São Paulo. O mensageiro, porém, não era o doleiro Lúcio Funaro. Este seria ligado ao presidiário Eduardo Cunha, ex-deputado do PMDB fluminense. O ex-executivo foi chamado a depor, nesta sexta-feira, para explicar melhor a história de José Yunes.

Caberá ao preposto da empreiteira citar o nome do homem que transportou um pacote de dinheiro, supostamente, ao escritório de Yunes, no centro financeiro da capital paulista, em 2014, que procurou, espontaneamente, a Procuradoria-Geral da República (PGR) para detalhar, segundo seu ponto de vista, o trânsito de recursos obtidos de forma criminosa, da principal empresa que integrou a quadrilha montada para desviar recursos da Petrobras.

Dinheiro sujo

Yunes disse aos investigadores que Lúcio Funaro, ligado Cunha, deixou um pacote a seu escritório a pedido de Padilha. Garantiu, no entanto, desconhecer o conteúdo. Caso prevaleça essa versão, Padilha estaria distante dos fatos e caberia a Cunha, em última análise, responder por mais este crime.

Carvalho Filho admite a entrega do pacote e informa que continha cerca de R$ 1 milhão, em notas de R$ 100, segundo versão passada à mídia aliada ao governo. Mas quem levou o dinheiro ao escritório de Yunes foi um funcionário do Departamento de Operações Estruturadas (propinas). E ele não era Lúcio Funaro.

Quem citou Carvalho Filho à polícia foi Cláudio Melo Filho, em depoimento ao TSE na segunda-feira. Segundo Melo Filho, cabia a José Filho distribuir os R$ 4 milhões iniciais, do total de R$ 11 milhões, para o PMDB comandado por Michel Temer, nas eleições de 2014. Uma outra parte desses recursos foi entregue, segundo o ex-executivo, no escritório de Padilha, na capital gaúcha, alguns dias depois.

A história contada por Yunes foi negada também por Funaro, que também presta uma delação premiada à PGR. encaminhou ofício em que pede para prestar depoimento. Ele nega ter feito qualquer entrega no escritório do amigo de Temer. Seus advogados disseram a jornalistas que ele pretende processar Yunes por calúnia e difamação, pelas declarações prestadas, em juízo. Funaro está preso, em Curitiba, por determinação do juiz Sérgio Moro. Funaro admite que esteve, certa vez, no escritório de Yunes, mas a agenda não incluía um pacote milionário.

As respostas

José Yunes afirmou aos vários jornalistas que o procuraram, nesta manhã, por meio de seu advogado, que “jamais recebeu qualquer documento de algum representante da empresa Odebrecht”.

“(Yunes) não sabe, não conhece, nunca viu a pessoa de José Filho. A única pessoa que esteve em seu escritório foi o senhor Lúcio Funaro. Conforme esclareceu à PGR, José Yunes está à disposição para prestar qualquer outro esclarecimento. Inclusive uma acareação, conforme ele mesmo já se antecipou em dizer em sua declaração”, disseram os defensores, em nota.

José Padilha ainda não se manifestou sobre o assunto. Ele evita a pauta desde que Yunes falou à PGR. Quanto à delação de Cláudio Melo, em dezembro, negou qualquer irregularidade.

O advogado de Lúcio Funaro, Bruno Espiñera, diz que seu cliente “jamais foi operador da Odebrecht”. E “jamais foi levar dinheiro da construtora” no escritório de José Yunes.

Bumlai assume pagamentos a Delcídio, mas nega obstrução à Lava Jato

O pecuarista negou qualquer envolvimento com Cerveró, com quem não tinha nenhuma relação antes do ex-diretor ser preso, em 2015

Por Redação, com ABr – de Brasília:

O pecuarista José Carlos Bumlai confirmou nesta sexta-feira que seu filho, Maurício Bumlai, fez dois repasses de R$ 50 mil ao ex-senador Delcídio do Amaral, mas negou que o dinheiro tenha qualquer relação com a compra do silêncio do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró.

O pecuarista José Carlos Bumlai
O pecuarista José Carlos Bumlai

Na ação em que prestou depoimento nesta sexta-feira, Bumlai é réu junto com Delcídio, Lula. O banqueiro André Esteves e mais duas pessoas. Todos acusados de buscar obstruir as investigações da Operação Lava Jato. Ao tentarem impedir que Cerveró assinasse um acordo de delação premiada com a Justiça.

O pecuarista, que já foi condenado a nove anos de prisão na primeira instância em outro caso da Lava Jato. Cumpre prisão domiciliar em São Paulo. Ele foi interrogado nesta sexta-feira pelo juiz Ricardo Soares Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília.

Bumlai confirmou que Delcídio de fato falou sobre uma possível delação de Cerveró em uma conversa que teve em 2015 com seu filho, Maurício Bumlai, mas este teria recusado qualquer envolvimento com o assunto.

– Ele (Maurício) falou não, que ele não ia fazer isso, porque não tínhamos nada a ver com Nestor Cerveró. Depois ele (Delcídio) voltou e pediu ajuda em caráter pessoal. Para manter o padrão de vida que ele tem, não era com salário de senador – disse José Carlos Bumlai.

– Inicialmente o pedido foi R$ 50 mil , ele (Maurício) deu. Ai teve um segundo pedido de mais R$ 50 mil e ele deu também, e é só – afirmou Bumlai, reiterando que as quantias teriam sido entregues por seu filho somente para manter uma boa relação com o então senador, cujo poder poderia prejudicar os negócios dos Bumlai.

Envolvimento com Cerveró

O pecuarista negou qualquer envolvimento com Cerveró, com quem não tinha nenhuma relação antes do ex-diretor ser preso, em 2015. Os dois dividiram uma cela por quase um ano na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. “Se eu tivesse que pedir alguma coisa teria pedido ali”, disse Bumlai, que classificou a acusação de “absolutamente mentirosa”.

À época dos repasses, em 2015, Delcídio chegou a ser preso em pleno exercício do cargo de senador, acusado de tentar montar um esquema para impedir a delação premiada de Cerveró. Ao Conselho de Ética do Senado, no processo que resultaria na cassação de seu mandato, ele disse ter encaminhado R$ 250 mil dados por Bumlai para o ex-diretor da Petrobras a pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em depoimento anterior no mesmo caso, Bernardo Cerveró, filho de Nestor, admitiu ter recebido dois repasses de R$ 50 mil de Delcídio, a título de “ajuda à família”. Segundo ele, o então senador chegou a pedir para que seu pai não celebrasse acordo de delação premiada.

Na próxima terça-feira, às 10h está marcado o depoimento de Lula no caso. O advogado do ex-presidente confirmou que ele comparecerá à audiência. 

Nadadora ferida por queda de árvore continua internada em SP

O hospital não deu previsão de alta e a equipe médica não informou ainda se ela ficará com sequelas por conta da lesão

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

O estado de saúde da nadadora Larissa Oliveira, internada desde a última quarta-feira, no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, é bom, de acordo com boletim médico divulgado no dia anterior.

Nadadora Larissa Oliveira
Nadadora Larissa Oliveira

Ela passou por uma cirurgia em decorrência de um ferimento de 30 centímetros na coxa direita. Depois de uma árvore cair sobre o seu carro. Durante o temporal que atingiu São Paulo na quarta-feira.

O hospital não deu previsão de alta. A equipe médica não informou ainda se ela ficará com sequelas por conta da lesão. Os médicos responsáveis pelo tratamento de Larissa são Rodrigo Novaes do Canto e Ricardo Basile.

Rio 2016

Larissa participou da delegação brasileira que foi aos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Ela completou cinco provas: 100 e 200 m livres. Nos revezamentos 4×100 m medley, e 4×100 m e 4×200 m nado livre.

A atleta também já foi campeã mundial de piscina curta em Doha, em 2014, na prova de 4×50 m medley misto. E é três vezes medalhista panamericana. Foi prata no 4×200 m livre e bronze no 4×100 m livre e no 4×100 m medley, nos jogos de Toronto 2015.

Hong Kong: motoristas do Uber são considerados culpados de uso ilegal de veículos

A avaliação de especialistas é de que a decisão tem um efeito desanimador sobre os motoristas de Hong Kong que trabalham para a empresa de São Francisco

Por Redação, com Reuters – de Hong Kong:

Cinco motoristas do serviço de transporte urbano por aplicativo Uber em Hong Kong foram considerados culpados de usarem ilegalmente seus veículos para fins comerciais por um tribunal local nesta sexta-feira, em um potencial golpe às operações do Uber Technologies no pólo financeiro asiático.

A empresa continuará a realizar serviços de compartilhamento de corridas na cidade
A empresa continuará a realizar serviços de compartilhamento de corridas na cidade

A avaliação de especialistas é de que a decisão tem um efeito desanimador. Sobre os motoristas de Hong Kong que trabalham para a empresa de São Francisco. Que está lutando com problemas semelhantes com reguladores em toda a Ásia. O Uber saiu de Taiwan há menos de um mês.

O Uber disse que estava decepcionado com o veredito.

– Pensamos que é contra o interesse de vários milhões de passageiros do Uber. Motoristas e o interesse coletivo das pessoas de Hong Kong. Nós pensamos que o transporte compartilhado não deve ser um crime – disse a diretora-geral do Uber em Hong Kong, Kenneth She.

A empresa continuará a realizar serviços de compartilhamento de corridas na cidade.

Segurança

Os motoristas de Hong Kong foram condenados por conduzir um veículo a motor para o transporte de passageiros por contrato. E porque os seus seguros excluíam o uso comercial, deixando os passageiros desprotegidos.

– Eu não vejo a ação que os réus mostraram ter qualquer diferença significativa ou material daquela de … motoristas de táxis piratas no passado – afirmou o juiz So Wai-tak no julgamento.

Os motoristas, que foram presos durante uma operação policial contra a empresa em agosto de 2015, após reclamações de taxistas locais, foram multados em o equivalente a US$ 1.287,91 e tiveram suas carteiras de motorista suspensas por 12 meses.