Economia francesa precisa consultar o psicanalista

O medo da recessão está presente. A economia francesa teria efetivamente a necessidade de alongar-se, para algumas sessões, sobre um divã. Exatamente para chegar a um acordo entre os seus indicadores, freqüentemente contraditórios. E abordar, frontalmente, a pergunta que não quer calar há algumas semanas: Vai-se devagar, mas para a recessão? Há vários meses, o moral dos empresários não poderia estar melhor. O indicador Isee, que mede o pessimismo do mercado a cada mês, perdeu três pontos em junho, chegando ao mais baixo nível desde abril de 1999. Mas quando se pergunta aos executivos franceses quanto ao plano de cargos e salários de suas empresas, rapidamente coram e prevêem cenários piores, como a estabilização da produção, às vezes mesmo certa melhoria.
Bolha estourada – A bateria dos primeiros resultados semestrais dos grupos franceses dá uma boa idéia idéia geral. Um primeiro grupo tem tido demoradas sessões de martírio. Nele se encontram a Alcatel, a Sagem e a Rhodia. Os dois primeiros ainda sentem as chicotadas da bolha Telecom. O grupo químico, por sua vez, é retardado pela demanda mundial (sobretudo dos americanos), e reclama que os preços das matérias primas continuam elevados.
Um segundo grupo de empresas parece ter escapado do fogo. Nele se encontra a indústria automobilística PSA (com lucratividade em alta de 36 por cento), que não pára de conquistar o mercado europeu. Ainda, a Danone que, apesar do boicote, melhorou seus resultados em 6,4 por cento. A Air France também cresceu 38 por cento, apesar da retração do tráfego aéreo mundial. Ou ainda a Fleury-Michon que, “em momento algum vê sinais inquietantes de recessão”, assegura um porta-voz deste grupo agroalimentar.

Cavallo considera Argentina adolescente rebelde em plena crise

O ministro da Economia da Argentina, Domingo Cavallo, comparou o seu país com um “adolescente rebelde” em um artigo escrito especialmente para o jornal britânico Financial Times.

“Se você é um investidor com interesses na Argentina, você sabe que vai ter emoções fortes. É como se o país, como um adolescente rebelde, sempre tenha que chegar à beira da crise antes de a razão acabar prevalecendo,” afirmou ele.

No artigo, cujo título é “A Argentina precisa crescer”, o ministro volta a dizer que o país não precisa desvalorizar o peso e nem decretar moratória.

Entre outras coisas, Cavallo diz que “a dívida Argentina não é um problema”.

Dívida administrável

Segundo o ministro, os níveis da dívida do país são “completamente administráveis”.

Além disso, Cavallo argumenta que o fato do país estar propondo um pacote econômico com a meta de atingir um déficit fiscal zero e ter conseguido rolar suas dívidas de curto prazo eliminam qualquer possibilidade de calote.

O ministro também diz que uma desvalorização do peso “não resolveria os problemas” do país.

“Uma desvalorização iria levar automaticamente a uma dolarização de facto da economia, eliminando qualquer possibilidade de ajuste no câmbio,” diz o ministro, lembrando que para cada peso em circulação, o Banco Central argentino precisa manter um dólar em caixa.

Blair visita o Brasil depois a Argentina

O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, iniciou no domingo pela Jamaica o seu giro pelo Caribe e América do Sul, no que será a primeira visita de um chefe de governo britânico ao Brasil e à Argentina.

Blair, que também vai ao México, desembarcou em Brasília na manhã desta segunda-feira; em seguida, ele vai a São Paulo e, depois, a Foz do Iguaçu, onde se reunirá com os presidentes Fernando Henrique Cardoso e Fernando de la Rúa, da Argentina.

O primeiro-ministro britânico vai atravessar a fronteira para se reunir também em solo argentino, por algumas poucas horas, com Fernando de la Rúa.

Depois de discutir com líderes jamaicanos os problemas que o país vem enfrentando com o tráfico de drogas, Tony Blair embarca para o Brasil, onde chegará acompanhado de um grupo de empresários britânicos.

Parceria comercial

Apesar de Grã-Bretanha e Argentina ainda não terem chegado a uma acordo definitivo em relação às ilhas Malvinas ou Falklands, a assessoria de Blair em Londres garantiu que, assim como no Brasil e no México, os assuntos que o primeiro-ministro vai discutir com o presidente argentino serão de caráter econômico.

Junto com Tony Blair estarão 13 empresários britânicos de diversos setores, entre eles, o petrolífero e o automobilístico.

Em São Paulo, além de se reunir com o governador, Geraldo Alckmin, e com a prefeita, Martha Suplicy, o primeiro-ministro vai se encontrar com empresários locais.

Blair também vai a São José dos Campos visitar a Embraer.

Brizola diz que Malan é o poste do FMI

O presidente do PDT, Leonel Brizola, afirmou que existe um esquema alimentado por forças internacionais capaz de eleger até um poste para a Presidência da República. Esse “poste”, segundo o ex-governador, estaria ligado ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e seria o ministro da Fazenda, Pedro Malan.

– Deve haver um círculo rindo de nós. Enquanto buscamos aliança, o poste já está eleito. E o mais indicado é Pedro Malan – disse Brizola.