Número de cesarianas cai pela primeira vez no Brasil

Cesariana

Os números mostram ainda que, considerando apenas partos realizados no Sistema Único de Saúde (SUS), o percentual de partos normais permanece maior, 59,8% contra 40,2% de cesarianas

Por Redação, com ABr – de Brasília:

Pela primeira vez desde 2010, o número de cesarianas na rede pública e privada de saúde não cresceu no país. Dados divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério da Saúde revelam que esse tipo de procedimento, que apresentava curva ascendente, caiu 1,5 ponto percentual em 2015. Dos 3 milhões de partos feitos no Brasil no período, 55,5% foram cesáreas e 44,5%, partos normais.

Em 2016, o ministério publicou o Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas para Cesariana, com parâmetros que devem ser seguidos pelos serviços de saúde
Em 2016, o ministério publicou o Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas para Cesariana, com parâmetros que devem ser seguidos pelos serviços de saúde

Os números mostram ainda que, considerando apenas partos realizados no Sistema Único de Saúde (SUS). O percentual de partos normais permanece maior, 59,8% contra 40,2% de cesarianas. No ano passado, segundo a pasta, dados preliminares indicam tendência de estabilização do índice, que ficou em torno de 55,5%.

Novas diretrizes

Esta semana, o governo anunciou novas diretrizes de assistência ao parto normal, que servirão de consulta para profissionais de saúde e gestantes. “A partir de agora, toda mulher terá direito de definir o seu plano de parto. Que trará informações como o local onde será feito, as orientações e os benefícios do parto normal”. Informou o ministério.

Segundo a pasta, as medidas visam ao respeito no acolhimento. Mais informações para o empoderamento da mulher no processo de decisão ao qual tem direito. “Assim, o parto deixa de ser tratado como um conjunto de técnicas. E representa momento fundamental entre mãe e filho”, acrescentou.

Para o ministério, a estabilização das cesarianas no país é consequência de medidas como a implementação da Rede Cegonha. E investimentos em 15 centros de Parto Normal; a qualificação das maternidades de alto risco. A maior presença de enfermeiras obstétricas na cena do parto e a atuação da Agência Nacional de Saúde Suplementar junto às operadoras de planos de saúde.

Capacitação

A pasta informou ainda que, por meio de cooperação com a Universidade Federal de Minas Gerais. Vai capacitar profissionais de saúde em 86 hospitais de ensino. Localizados nas 27 unidades da Federação, que fazem mais de mil partos por ano.

– Trata-se de um projeto de qualificação da atenção obstétrica e neonatal hospitalar com atividades de ensino, com produção de impacto em toda a rede de serviços da linha de cuidados da saúde da mulher e da criança. A medida totaliza, em quatro anos, investimento de R$ 13,6 milhões.

Riscos da cesárea

Em 2016, o ministério publicou o Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas para Cesariana, com parâmetros que devem ser seguidos pelos serviços de saúde. A proposta é auxiliar e orientar profissionais da saúde a diminuir o número de cesarianas desnecessárias, já que o procedimento, quando não indicado corretamente, traz riscos como o aumento da probabilidade de surgimento de problemas respiratórios para o recém-nascido e grande risco de morte materna e infantil.

Amigo de Temer conta história bem diferente a Moro para livrar Padilha

Temer e Yunes declaram-se amigos de longa data e dividem um histórico de negócios muito bem sucedidos

Caso prevaleça essa versão do amigo de Temer, Padilha estaria distante dos fatos e caberia a Cunha, em última análise, responder por mais este crime

Por Redação – de São Paulo

A versão do empresário José Yunes, amigo e ex-assessor do presidente de facto, Michel Temer, de que teria sido ‘mula’ do chefe da Casa Civil afastado Eliseu Padilha, não bate com o depoimento do ex-diretor da Odebrecht José Carvalho Filho. Ele teria autorizado o pagamento de R$ 4 milhões, dos R$ 11 milhões negociados, diretamente, com o dono da empreiteira, Marcelo Odebrecht, num jantar com Temer e Padilha. Temer saiu da sala e deixou Padilha para negociar a divisão do butim, confessou o ex-executivo em sua delação premiada.

Quadrilha

Temer e Yunes declaram-se amigos de longa data e dividem um histórico de negócios muito bem sucedidos
Temer e Yunes declaram-se amigos de longa data, com um histórico de negócios muito bem sucedidos

No repasse do dinheiro, Carvalho Filho disse aos investigadores da Operação Lava Jato, em uma versão vazada para a mídia conservadora, que um operador da Odebrecht levou uma parte dos recursos combinados ao escritório de advocacia de Yunes, em São Paulo. O mensageiro, porém, não era o doleiro Lúcio Funaro. Este seria ligado ao presidiário Eduardo Cunha, ex-deputado do PMDB fluminense. O ex-executivo foi chamado a depor, nesta sexta-feira, para explicar melhor a história de José Yunes.

Caberá ao preposto da empreiteira citar o nome do homem que transportou um pacote de dinheiro, supostamente, ao escritório de Yunes, no centro financeiro da capital paulista, em 2014, que procurou, espontaneamente, a Procuradoria-Geral da República (PGR) para detalhar, segundo seu ponto de vista, o trânsito de recursos obtidos de forma criminosa, da principal empresa que integrou a quadrilha montada para desviar recursos da Petrobras.

Dinheiro sujo

Yunes disse aos investigadores que Lúcio Funaro, ligado Cunha, deixou um pacote a seu escritório a pedido de Padilha. Garantiu, no entanto, desconhecer o conteúdo. Caso prevaleça essa versão, Padilha estaria distante dos fatos e caberia a Cunha, em última análise, responder por mais este crime.

Carvalho Filho admite a entrega do pacote e informa que continha cerca de R$ 1 milhão, em notas de R$ 100, segundo versão passada à mídia aliada ao governo. Mas quem levou o dinheiro ao escritório de Yunes foi um funcionário do Departamento de Operações Estruturadas (propinas). E ele não era Lúcio Funaro.

Quem citou Carvalho Filho à polícia foi Cláudio Melo Filho, em depoimento ao TSE na segunda-feira. Segundo Melo Filho, cabia a José Filho distribuir os R$ 4 milhões iniciais, do total de R$ 11 milhões, para o PMDB comandado por Michel Temer, nas eleições de 2014. Uma outra parte desses recursos foi entregue, segundo o ex-executivo, no escritório de Padilha, na capital gaúcha, alguns dias depois.

A história contada por Yunes foi negada também por Funaro, que também presta uma delação premiada à PGR. encaminhou ofício em que pede para prestar depoimento. Ele nega ter feito qualquer entrega no escritório do amigo de Temer. Seus advogados disseram a jornalistas que ele pretende processar Yunes por calúnia e difamação, pelas declarações prestadas, em juízo. Funaro está preso, em Curitiba, por determinação do juiz Sérgio Moro. Funaro admite que esteve, certa vez, no escritório de Yunes, mas a agenda não incluía um pacote milionário.

As respostas

José Yunes afirmou aos vários jornalistas que o procuraram, nesta manhã, por meio de seu advogado, que “jamais recebeu qualquer documento de algum representante da empresa Odebrecht”.

“(Yunes) não sabe, não conhece, nunca viu a pessoa de José Filho. A única pessoa que esteve em seu escritório foi o senhor Lúcio Funaro. Conforme esclareceu à PGR, José Yunes está à disposição para prestar qualquer outro esclarecimento. Inclusive uma acareação, conforme ele mesmo já se antecipou em dizer em sua declaração”, disseram os defensores, em nota.

José Padilha ainda não se manifestou sobre o assunto. Ele evita a pauta desde que Yunes falou à PGR. Quanto à delação de Cláudio Melo, em dezembro, negou qualquer irregularidade.

O advogado de Lúcio Funaro, Bruno Espiñera, diz que seu cliente “jamais foi operador da Odebrecht”. E “jamais foi levar dinheiro da construtora” no escritório de José Yunes.

Bumlai assume pagamentos a Delcídio, mas nega obstrução à Lava Jato

O pecuarista negou qualquer envolvimento com Cerveró, com quem não tinha nenhuma relação antes do ex-diretor ser preso, em 2015

Por Redação, com ABr – de Brasília:

O pecuarista José Carlos Bumlai confirmou nesta sexta-feira que seu filho, Maurício Bumlai, fez dois repasses de R$ 50 mil ao ex-senador Delcídio do Amaral, mas negou que o dinheiro tenha qualquer relação com a compra do silêncio do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró.

O pecuarista José Carlos Bumlai
O pecuarista José Carlos Bumlai

Na ação em que prestou depoimento nesta sexta-feira, Bumlai é réu junto com Delcídio, Lula. O banqueiro André Esteves e mais duas pessoas. Todos acusados de buscar obstruir as investigações da Operação Lava Jato. Ao tentarem impedir que Cerveró assinasse um acordo de delação premiada com a Justiça.

O pecuarista, que já foi condenado a nove anos de prisão na primeira instância em outro caso da Lava Jato. Cumpre prisão domiciliar em São Paulo. Ele foi interrogado nesta sexta-feira pelo juiz Ricardo Soares Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília.

Bumlai confirmou que Delcídio de fato falou sobre uma possível delação de Cerveró em uma conversa que teve em 2015 com seu filho, Maurício Bumlai, mas este teria recusado qualquer envolvimento com o assunto.

– Ele (Maurício) falou não, que ele não ia fazer isso, porque não tínhamos nada a ver com Nestor Cerveró. Depois ele (Delcídio) voltou e pediu ajuda em caráter pessoal. Para manter o padrão de vida que ele tem, não era com salário de senador – disse José Carlos Bumlai.

– Inicialmente o pedido foi R$ 50 mil , ele (Maurício) deu. Ai teve um segundo pedido de mais R$ 50 mil e ele deu também, e é só – afirmou Bumlai, reiterando que as quantias teriam sido entregues por seu filho somente para manter uma boa relação com o então senador, cujo poder poderia prejudicar os negócios dos Bumlai.

Envolvimento com Cerveró

O pecuarista negou qualquer envolvimento com Cerveró, com quem não tinha nenhuma relação antes do ex-diretor ser preso, em 2015. Os dois dividiram uma cela por quase um ano na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. “Se eu tivesse que pedir alguma coisa teria pedido ali”, disse Bumlai, que classificou a acusação de “absolutamente mentirosa”.

À época dos repasses, em 2015, Delcídio chegou a ser preso em pleno exercício do cargo de senador, acusado de tentar montar um esquema para impedir a delação premiada de Cerveró. Ao Conselho de Ética do Senado, no processo que resultaria na cassação de seu mandato, ele disse ter encaminhado R$ 250 mil dados por Bumlai para o ex-diretor da Petrobras a pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em depoimento anterior no mesmo caso, Bernardo Cerveró, filho de Nestor, admitiu ter recebido dois repasses de R$ 50 mil de Delcídio, a título de “ajuda à família”. Segundo ele, o então senador chegou a pedir para que seu pai não celebrasse acordo de delação premiada.

Na próxima terça-feira, às 10h está marcado o depoimento de Lula no caso. O advogado do ex-presidente confirmou que ele comparecerá à audiência. 

Gilmar Mendes sinaliza que chance é grande de Temer perder mandato

Presidente do TSE, Gilmar Mendes entrou com pedido de extinção do PT

“Evidente que o vice participa da campanha”, disse o ministro do STF, Gilmar Mendes. Nessa frase, Mendes admite a possibilidade de cassação da chapa Dilma-Temer

 

Por Redação – de Brasília

 

A eventual cassação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da chapa Dilma-Temer por abuso de poder econômico é cada vez mais provável. Além do voto do relator, ministro Herman Benjamin, possivelmente favorável à cassação, o presidente da Corte, ministro Gilmar Mendes, também sinaliza no mesmo sentido. Para colocar panos quentes, no entanto, Mendes admite ser possível que o presidente de facto, Michel Temer, sobreva com seus direitos políticos intactos. Tal fato o autorizaria a concorrer novamente em uma eleição indireta feita pelo Congresso, disse à agência inglesa Reuters o presidente do TSE, Gilmar Mendes.

Presidente do TSE, Gilmar Mendes entrou com pedido de extinção do PT
Presidente do TSE, Gilmar Mendes sinaliza que Temer terá seu mandato cassado

A avaliação do ministro é que o caixa 2 – hoje praticamente confirmado depois que executivos da empreiteira Odebrecht afirmaram ao Tribunal terem doado dezenas de milhões de reais em contabilidade paralela – beneficia a chapa como um todo.

– Evidente que o vice participa da campanha. Mas quem sustenta a chapa é o presidente, o cabeça de chapa – disse o ministro. Ele ressalta que o caso de abuso de poder econômico beneficia a chapa como um todo.

Elegibilidade

No caso, avaliou o ministro, a chapa como um todo seria cassada, mas a presidenta Dilma Rousseff — cassada após o golpe de Estado jurídico-midiático-parlamentar — poderia se tornar inelegível por ser considera responsável pela ação. Já seu vice na chapa, por ter uma responsabilidade menor, ainda manteria sua elegibilidade.

A mesma tese foi defendida pelo presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE) em entrevista à rede de televisão SBT na última segunda-feira.

— A única regra clara que se coloca é que o presidente Michel Temer pode ser, inclusive, candidato novamente. Não se sabe se uma eleição direta, não se sabe se uma eleição indireta — disse Eunício.

Eleição indireta

Mendes garante que a eleição direta nessas circunstâncias não existe. A legislação, diz, é clara: depois da metade do mandato a eleição precisa ser indireta. Na tese que circula também no PMDB, tendo maioria no Congresso, Temer facilmente se reelegeria presidente, caso seja inevitável que a chapa seja cassada.

A posição da defesa do presidente é pedir a separação das contas de Temer e Dilma. Ele alega que as contabilidades eram separadas e foram apresentadas prestações de contas individuais. O TSE, no entanto, tende a não aceitar. O próprio ministro relator, Herman Benjamin, já declarou não concordar com a separação.

Decisão final

Com os depoimentos dos executivos da Odebrecht confirmando as doações milionárias em caixa dois – em valores que, apenas em 2014, chegam a quase metade do valor oficial declarado – dificilmente o relator não concluirá pela existência de crime eleitoral. Para Gilmar Mendes, uma decisão de Herman Benjamin não deve sair antes do final do semestre.

— Dificilmente vai ser antes de junho e pode ter desdobramentos. Como ele abriu, pode ter pedidos de novos depoimentos por parte das partes, e provas e perícias. Há possibilidade de delay. Não é de se excluir que (o processo) dure até o ano que vem — disse o ministro. Ele ressaltou que pode também haver pedidos de vistas.

Fechamento de escolas rurais obriga alunos a passar mais tempo na estrada

Com idades entre 5 e 8 anos, filhos de agricultores viajam até cinco horas todos os dias para estudar. Falta de escolas expulsa famílias e beneficia o agronegócio, diz MST

Por Redação, com RBA – de São Paulo:

Todos os dias, crianças com idades entre 5 e 8 anos saem de casa às 4 e meia da manhã para chegar a tempo na aula, que começa às 7h. Se estiver chovendo, têm de caminhar dois quilômetros até o ônibus, que não consegue ir até elas por causa da lama no caminho. E quando o tempo está seco, elas ficam expostas a doenças respiratórias causadas pela poeira na estrada. Quem conta sobre essa rotina difícil, comum para crianças e adolescentes filhos de trabalhadores rurais da região de São Carlos – uma das mais importantes cidades do interior paulista, região considerada das mais prósperas do meio rural brasileiro – , é o professor Luiz Bezerra Neto, do Departamento de Educação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Integrante do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Educação no Campo (Gepec), ele conhece de perto essa realidade.

De 2002 para cá foram extintas mais de 30 mil escolas rurais, obrigando pais a mandar seus filhos para escolas distantes, em estradas perigosas e veículos mal conservados
De 2002 para cá foram extintas mais de 30 mil escolas rurais, obrigando pais a mandar seus filhos para escolas distantes, em estradas perigosas e veículos mal conservados

– E olha que nem estou me referindo à situação no Norte e Nordeste, onde tudo é sabidamente mais precário. Falo de casos que acompanhei no município onde trabalho, no interior do estado mais rico da federação, em que crianças ficam cinco horas dentro do transporte escolar, e apenas quatro em sala de aula. Em que condições vão chegar em casa? – Questiona. 

Outra dificuldade imposta aos pequenos alunos de São Carlos, como aponta o professor, é no retorno, após as 11h, quando a aula termina. Como nem todas estudam no mesmo lugar e são atendidas por um único ônibus, umas têm de esperar mais de uma hora pela chegada das outras, até que o grupo seja unido novamente e possa seguir a viagem de volta.

Se não houver problema com o ônibus – geralmente são velhos e mal conservados – todas chegam em casa bem mais tarde, cansadas e com lição para fazer. Sobra pouco tempo para o convívio com a família ou mesmo para brincar. Para quem sai da cama antes de o sol raiar, o sono não demora e mais um dia termina.

Gepec

Pelos dados do Gepec, de 2002 para cá foram fechadas mais de 30 mil escolas rurais no país, levando muito mais crianças em todo o país a viver essa dura realidade, marcada por viagens arriscadas em estradas e veículos mal conservados, sem a presença de um monitor para cuidar da segurança, especialmente das menores, durante o trajeto, sem alimentação adequada, com poucas horas de sono e o consequente cansaço. Fora os outros prejuízos. “Sem escola perto de casa, que foi fechada, a tendência é o aluno abandonar os estudos e ficar em desvantagem de oportunidades no campo ou na cidade”, diz Luiz Bezerra. 

Para ele, a preocupação de muitos governantes não é a criança, o estudante. “A escola não tem ido à criança. Tem sido o contrário. A criança é que tem ido à escola. Um governante que se preocupa com a educação da população deveria estar levando a escola até ela”, afirma.

Em geral, o argumento dos gestores para fechar escolas é sempre o mesmo: corte de despesas. E para não contratar professores e merendeiras, preferem fechar a escola e contratar transporte escolar. A opção é péssima para os trabalhadores e seus filhos também porque dificulta o controle social sobre o pagamento da despesa.

– Ao contrário da manutenção de uma escola, mais fácil de ser fiscalizada pela comunidade, o transporte é de difícil controle. A comunidade não tem acesso, por exemplo, à quilometragem percorrida pelos ônibus em busca dos alunos. Por isso muito governante – não todos – opta pela oferta desse serviço. Não temos como provar, mas sabemos que isso possibilita o desvio de verbas – aponta o professor da UFSCar.

Insegurança

No litoral sul da Bahia, no município de Prado, há sete assentamentos. A maioria das 538 famílias que se dedicam à agricultura de subsistência, tem filhos em idade escolar. No entanto, na região já foram fechadas seis escolas nos últimos anos. Para muitos pais, a única alternativa é mandar as crianças para o município vizinho de Alcobaça, mesmo contra a vontade.

O dirigente regional do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) Carlos Roberto da Silva, o Beto, conta que há inúmeros motivos de preocupação. “Os pais ficam trabalhando na roça e não sabem o que os filhos estão fazendo na outra cidade. Se tiver aula vaga, quem garante que eles não vão para a praia? Defendemos que cada assentamento tenha sua própria escola, até porque a lei garante que a criança estude perto de casa”, diz. 

Outro temor, conforme o dirigente do MST, é em relação à segurança das crianças no transporte escolar, sem a presença de um monitor. E lembra que os mais velhos, em idade de cursar o ensino médio, só podem estudar à noite, na cidade. “Muitos deixam de estudar porque chegam em casa à 1 hora da manhã e precisam levantar cedo.”

O MST defende uma escola por assentamento porque, além das necessidades pedagógicas comuns, há necessidades específicas de cada um deles. “Precisamos melhorar a qualidade da educação no campo, e não piorar, fechando as poucas escolas que temos e mandando as crianças estudar tão longe. O descaso é tão grande que até mesmo nas escolas que construímos com nossos próprios recursos faltam educadores. A prefeita não foi capaz de contratar educador”, diz o líder do movimento.

No início de fevereiro, os assentados se organizaram em comissão de pais e alunos para pressionar a prefeita de Prado, Mayra Brito (PP), a investir nas escolas em vez de fechá-las. Como a gestora não os recebeu, a comunidade ocupou a prefeitura para forçar o diálogo, que não ocorreu. Em vez disso, a prefeita obteve liminar na Justiça e a Polícia Militar fez a desocupação do local.  

Sucateamento

Quando não são fechadas, as escolas do campo são sucateadas, agravando a situação de falta de infraestrutura. Há unidades sem professores, merendeira, carteiras, materiais e muitas onde falta até água para beber – como acontece no sul da Bahia, por exemplo. E nas menores, com poucos alunos, é muito comum a chamada classe multisseriada. Nela, alunos de idades diferentes, em séries diferentes, assistem aula com o mesmo professor. 

O sistema até poderia funcionar, caso houvesse integração entre as crianças e investimento na formação docente e em recursos pedagógicos. O problema é que, ao dividir as quatro horas de aula entre as três ou quatro turmas, o tempo dedicado a cada uma delas é bem menor, em torno de duas horas diárias – a metade. Com isso, os alunos recebem menos conteúdo do que aqueles que frequentam turmas regulares.

– Os cursos de Pedagogia não contemplam a discussão teórica sobre como trabalhar com classe multisseriada, o que ensinar em determinados momentos, a metodologia mais adequada para que esses alunos tenham acesso integral ao currículo válido em todo o país para que quando forem prestar um vestibular, disputar uma vaga, tenham a mesma eficiência que os alunos que frequentaram escola com ensino de melhor qualidade – afirma Luiz Bezerra, da UFSCar.

Para ele, o combate à multisseriação não altera a situação, mas sim ao tempo reduzido de aula desses alunos, que aprendem muito menos conteúdo. Se isso for corrigido, acredita, melhora o nível de aprendizagem e aumentam as chances desses estudantes.

Expulsão do campo

Sintoma do desprezo histórico dos governantes pela educação pública destinada aos filhos da classe trabalhadora, seja do campo ou da cidade, onde muitas classes têm sido extintas, o  fechamento de escolas do campo é outra face da perversidade dos conflitos agrários. “Sabemos que as prefeituras são pressionadas pelos ruralistas. Então, fechar a escola é mais uma estratégia que impulsiona o êxodo rural”, diz o dirigente do MST Carlos Roberto da Silva, o Beto.

O professor da UFSCar concorda: Fechar escolas rurais significa expulsar as famílias de suas terras. Ou assentamentos para outras áreas na medida que buscam dar educação aos seus filhos. “Porque se quiserem mantê-lo na escola. Vão ter de buscar outro lugar para morar. Dependendo da região, as escolas ficam distantes 10, 15, 20 quilômetros daquela que foi fechada”. Lembra o professor da UFSCar.  

Assim, segundo ele, o agronegócio fragiliza também os assentamentos e desestimula a luta pela reforma agrária. Afinal, sem escola, as chances de sucesso são menores do que quando se abre uma escola para os assentados e seus filhos. “Muitas vezes, para sair de uma ponta do assentamento para ir à outra, onde fica a escola. O aluno acaba levando horas. Isso dificulta a permanência da criança na escola e da família ali.”

Em meio a enormes desafios,  só resta a luta. “Ir às ruas, denunciar a situação e arregimentar aliados”, diz Bezerra. Para o professor, a saída é a união contra o latifúndio. Todas as formas de opressão impostas pelo poder econômico.

– Em suma, fazer o que o movimento vem fazendo, ocupar terras e escolas e, forjar novas formas de enfrentamento. Este enfrentamento tem que ocorrer também nas universidades, nas escolas, nos sindicatos. Sobretudo através das lutas dos movimentos sociais. Não podemos, de forma nenhuma, dar trégua nesta luta. A escola no campo pode ser um bom espaço de discussão desta realidade.

Militares apreendem armas brancas e celulares em 10 presídios

Os artefatos foram encontrados em 10 presídios de cinco Estados que pediram ao Ministério da Defesa o apoio das Forças Armadas: Amazonas, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Norte e Mato Grosso do Sul

Por Redação, com ABr – de Brasília:

Em 46 dias, militares da Marinha, da Aeronáutica e do Exército que integram as equipes autorizadas a vistoriar os presídios brasileiros em busca de itens ilícitos apreenderam mais de 2 mil armas brancas e 271 celulares.

Três estabelecimentos prisionais inspecionados foram, recentemente, palco de rebeliões e assassinatos de detentos
Três estabelecimentos prisionais inspecionados foram, recentemente, palco de rebeliões e assassinatos de detentos

Os artefatos foram encontrados em 10 presídios de cinco Estados que pediram ao Ministério da Defesa o apoio das Forças Armadas. Amazonas, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Norte e Mato Grosso do Sul.

As ações da primeira etapa da Operação Varredura ocorreram entre 17 de janeiro e 3 de março, em articulação com o Ministério da Justiça e Segurança Pública e com os órgãos de segurança dos governos estaduais.

Também foram encontrados acessórios (160) e baterias (29) para celular; tabletes de entorpecentes (18); trouxinhas de drogas (45), recipientes com bebidas alcoólicas (seis), substâncias suspeitas (185) e itens de posse proibida, como dinheiro ou eletrodomésticos (3.038).

Rebeliões

Três estabelecimentos prisionais inspecionados foram, recentemente, palco de rebeliões e assassinatos de detentos. A Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, região metropolitana de Natal. A Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, zona rural de Boa Vista; e o Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus.

As outras unidades carcerárias vistoriadas foram a Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa (AM). Penitenciária Estadual de Parnamirim (RN), Penitenciária Agrícola de Mossoró (RN). Cadeia Pública de Mossoró (RN), Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho (MS). Cadeia Pública de Natal (RN). E a Casa de Detenção José Mário Alves da Silva/Urso Branco (RO).

Segundo o Ministério da Defesa, cerca de 4 mil homens da Marinha e do Exército participaram das 10 primeiras operações. Foram usados equipamentos modernos como detectores por raio X e de metais, que foram empregados em grandes eventos, como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.

No Dia Internacional da Mulher, Dilma denuncia golpe de Estado

Dilma já se prepara, diante do afastamento inevitável, para deixar o governo

“Esse governo golpista não reconhece função social da maternidade, da amamentação e do trabalho que a mulher desempenha”, afirmou Dilma

 

Por Redação – do Rio de Janeiro

 

No Dia Internacional da Mulher, a presidenta deposta Dilma Rousseff alertou para os desmontes promovidos pelo governo de Michel Temer (PMDB) das políticas voltadas para a equidade de gênero, que colocam em risco as conquistas nos últimos anos. Em vídeo publicado em seu site oficial e nas redes sociais nesta quarta-feira, Dilma afirmou que as mulheres não têm nada de frágil.

— Todos os nossos avanços foram conquistados com esforço, coragem e determinação. As mulheres sabem, a democracia é o lado certo da história — disse.

Dilma já se prepara, diante do afastamento inevitável, para deixar o governo
Dilma, no Dia Internacional da Mulher, denuncia o desmonte dos programas sociais, após o golpe de Estado

Dilma acrescentou que o governo Temer vem desarticulando e fragilizando políticas de proteção, como a Casa da Mulher Brasileira. O programa Mulher Viver Sem Violência e o Disque 180 foram afetados, afirmou a presidenta. Programas sociais como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida, que beneficiam prioritariamente as mulheres e suas famílias também foram desmontados, acrescentou.

Direitos a menos

A reforma da Previdência é outra ameaça o direito das mulheres.

— Esse governo golpista não reconhece a função social da maternidade, da amamentação e do trabalho que a mulher desempenha, todas essas questões previstas na Constituição de 1988. Querem obriga-las a recolher 49 anos de contribuição previdenciária, uma visão extremamente perversa que exige que a mulher comece a trabalhar com 16 anos para receber integralmente a aposentadoria, que desconhece que ela cumpre pelo menos três jornadas de trabalho — afirmou.

Por fim, Dilma conclama as mulheres a resistir:

— Apesar de todos esses ataques, tenho certeza, resistiremos com todas as nossas energias para defender a democracia e impedir a redução das liberdades e dos direitos individuais e coletivos do povo brasileiro.

Assista ao vídeo:

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=GlA0GgHi3sA]

Sem provas

No front jurídico, Dilma tem acumulado algumas vitórias. Ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) têm sinalizado que as provas disponíveis até agora no processo que investiga abuso de poder pela chapa de Dilma Rousseff e Michel Temer, em 2014, não obrigam a corte a declarar sua inelegibilidade. Já a situação de Temer segue cada vez mais complicada.


Diante das últimas posições dos magistrados, basta a comprovação do caixa 2 em uma campanha para Temer ser cassado. Como Dilma já não exerce mais a Presidência da República, apenas Temer poderia ser afastado do cargo.

Quanto à inelegibilidade, que atingiria Dilma, somente poderia ocorrer se fosse comprovado que ela tinha conhecimento do caixa 2. Mesmo assim, se o crime ocorresse na época da campanha. Nenhum delator afirmou, até hoje, que Dilma participou de tais tratativas .

Brasil: mais de 500 mulheres são agredidas por hora, segundo estudo

As agressões verbais e morais, como xingamentos e humilhações, atingiram 22% da população feminina. Ao longo do ano passado, 29% das mulheres passaram por algum tipo de violência

Por Redação, com ABr – de Brasília:

A cada hora, 503 mulheres sofreram algum tipo de agressão física em 2016, segundo pesquisa do instituto Datafolha encomendada pelo Fórum de Segurança Pública. O estudo, divulgado nesta quarta-feira, foi feito com entrevistas presenciais em 130 municípios brasileiros. No total, foram 4,4 milhões de mulheres, 9% da população acima de 16 anos, que relataram ter sido vítimas de socos, chutes, empurrões ou outra forma de violência.

A cada três brasileiros, incluídos homens e mulheres, dois presenciaram algum tipo de agressão a mulheres em 2016
A cada três brasileiros, incluídos homens e mulheres, dois presenciaram algum tipo de agressão a mulheres em 2016

As agressões verbais e morais, como xingamentos e humilhações, atingiram 22% da população feminina. Ao longo do ano passado, 29% das mulheres passaram por algum tipo de violência, física ou moral. Entre as pretas (expressão usada pelo IBGE), o índice sobe para 32,5% e chega a 45% entre as jovens (de 16 a 24 anos).

Foram vítimas de ameaças com armas de fogo ou com facas 4% – 1,9 milhão de mulheres. Espancamentos e estrangulamentos vitimaram 3%, o que representa 1,4 milhão de mulheres. Enquanto 257 mil, 1% do total, chegaram a ser baleadas.

A cada três brasileiros, incluídos homens e mulheres, dois presenciaram algum tipo de agressão a mulheres em 2016, desde violência física direta, a assédio, ameaças e humilhações. O percentual é de 73% entre as pessoas pretas e 60% entre as brancas.

Companheiros e conhecidos

A maior parte dos agressores, segundo os relatos das mulheres, era conhecida (61%). Os cônjugues, namorados e companheiros aparecem como responsáveis em 19% dos casos. Os ex-companheiros representam 16% dos agressores. A própria casa das vítimas recebeu o maior percentual de citações como local da violência (43%). Entre as mulheres entre 35 e 44 anos, 38% das agressões partiram dos namorados ou cônjugues.

Sobre as reações após a violência, 52% disseram não ter feito nada após a agressão, 13% procuraram ajuda da família, 12% buscaram apoio de amigos e 11% foram a uma delegacia da mulher. Entre as mais jovens (16 a 24 anos), o índice das que não fizeram nada após a agressão é de 59%.

O assédio atingiu 40% das mulheres no último ano. Entre as mais jovens (16 a 24 anos), o percentual chega a 70%, sendo que 68% ouviram comentários desrespeitosos quando estavam na rua. O índice é de 52% entre a população feminina entre 25 e 34 anos. Nesse grupo, 47% foram assediados na rua, 19% no ambiente de trabalho e 15% no transporte público.

Greenfield: PF investiga suspeita de cooptação de testemunhas

Foram emitidos seis mandados judiciais pela Justiça Federal do Distrito Federal para cumprimento nos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul

Por Redação, com Reuters – de Brasília:

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira a segunda fase da operação Greenfield, que investiga suspeitas de irregularidades em fundos de pensão de estatais envolvendo a holding J&F Investimentos, para investigar um suposto esquema de cooptação de testemunhas com pagamento de suborno mascarado em um contrato de R$ 190 milhões, informou a PF em comunicado.

Agente da Polícia Federal durante uma operação no Rio de Janeiro
Agente da Polícia Federal durante uma operação no Rio de Janeiro

Foram emitidos seis mandados judiciais pela Justiça Federal do Distrito Federal para cumprimento nos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Incluindo um mandado de prisão temporária, disse a Polícia Federal.

A operação Greenfield envolve a holding da família Batista J&F Investimentos e suas subsidiárias JBS e Eldorado Brasil Celulose. Os executivos do grupo Wesley e Joesley Batista chegaram a ser proibidos pela Justiça de comandarem empresas em decorrência da Greenfield. E só foram liberados da restrição depois que a J&F aceitou apresentar garantia financeira de R$ 1,5 bilhão.

De acordo com a PF. A nova fase da Greenfield investiga suspeita de que um contrato de R$ 190 milhões. Entre “os dois principais sócios de um dos maiores grupos empresariais investigados pela Greenfield”. Tenha sido empregado para mascarar pagamento de suborno a um empresário concorrente. Para que não revelasse informações de interesse da investigação.

Testemunha

– A suspeita, trazida por uma testemunha à investigação, é que o contrato de fornecimento de massa florestal de eucalipto. Para produção de celulose seja apenas uma forma de recompensar o silêncio de um ex-sócio que poderia auxiliar a investigação – afirmou a PF, acrescentando que a investigação corre sob sigilo judicial e, por isso, não pode identificar os alvos.

A operação Greenfield foi deflagrada originalmente pela PF em setembro para investigar suspeita de fraude nos fundos de pensão de estatais Previ (do Banco do Brasil), Petros (da Petrobras ). Postalis (dos Correios) e Funcef (da Caixa Econômica Federal (CEF.UL). Tendo como base 10 casos revelados a partir do exame das causas de déficits bilionários apresentados pelos fundos.

Procurada pela agência inglesa de notícias Reuters. A J&F não respondeu de imediato a um pedido de comentários sobre a ação policial desta quarta-feira.

Protestos e homenagens marcam Dia da Mulher em SP

De acordo com a instituição, o câncer de mama, depois do carcinoma de pele não melanoma, é o mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

O Dia Internacional da Mulher, comemorado nesta quarta-feira, foi marcado na capital paulista por diferentes atividades que incluem exames gratuitos de mamografia, mutirão de testagem de HIV, ato simbólico na Bolsa de Valores, premiações, além de protestos e eventos culturais.

O Dia Internacional da Mulher, comemorado nesta quarta-feira, foi marcado na capital paulista por diferentes atividades e protestos
O Dia Internacional da Mulher, comemorado nesta quarta-feira, foi marcado na capital paulista por diferentes atividades e protestos

Das 9h às 16h, mulheres que passarem pelo Terminal Metropolitano do Jabaquara, na Zona Sul da cidade. Puderam participar de um mutirão de teste rápido de HIV. Foram disponibilizados cerca de 400 testes. Cujo resultado sai em 30 minutos. Houve também distribuição de 14 mil preservativos masculinos, 2 mil preservativos femininos e 8 mil sachês de gel lubrificante. A ação é da Secretaria Estadual da Saúde.

Outra ação foi feita pela Escola de Medicina da Universidade Federal de São Paulo. Houve mutirões de mamografia nesta quarta e vai até a próxima sexta-feira. De acordo com a instituição. O câncer de mama, depois do carcinoma de pele não melanoma, é o mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo. A ação é em parceria com a indústria farmacêutica Bayer.

Nesta manhã, a BM&Bovespa soou a campainha que indica a abertura do pregão em apoio à igualdade de gênero. O ato simbólico contou com a participação de representantes da ONU Mulheres no Brasil, Nadine Gasman, da Rede Brasil do Pacto Global da ONU, Beatriz Carneiro, da presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano. Além de representantes da Bovespa.

Protestos

Atos políticos foram marcados para o fim do dia na capital paulista. No vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista. Setores espontâneos independentes e coletivos feministas convocaram um ato, pelas redes sociais. Que já conta com mais de 15,7 mil confirmações.

O “8M – Paralisação Internacional das Mulheres SP”, marcado para esta tarde, faz parte de uma mobilização internacional que, segundo a organização, conta com a participação de pelo menos 30 países. Na pauta do protesto, estão temas como a legalização do aborto, a vulnerabilidade social de mulheres negras e a invisibilidade das mulheres lésbicas. Outro ato reuniu mulheres na Praça da Sé, no Centro da capital.

Homenagem

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) homenageou as melhores iniciativas no combate à violência contra a mulher no país. A cerimônia do Selo FBSP de Práticas Inovadoras 2017 ocorreu no Museu da Casa Brasileira.

Foram eleitas 10 iniciativas, entre elas o Núcleo de Estudo e Pesquisa em Violência de Gênero e Núcleo Policial Investigativo do Feminicídio, no Piauí. A Rede de Frente (Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica Contra Mulher), de Barras de Garças e Pontal do Araguaia, em Mato Grosso; e a Ronda Maria da Penha para Homens, na Bahia.

Na semana

No próximo domingo, a Fundação Procon-SP, da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, participa do evento Mulher ComVida, das 9h às 19h, no Parque do Carmo. O evento é organizado pelo Sindicato dos Comerciários de São Paulo e tem como público mulheres em situação de vulnerabilidade social. Os técnicos do Procon darão esclarecimentos aos consumidores sobre direitos, além de orientações sobre dívidas.