Fraudes consomem R$ 22,5 bilhões de despesas da saúde suplementar

Os dados mostram ainda, com base em relatório da Controladoria-Geral da União, que o problema também assume grandes proporções no sistema público de saúde

Por Redação, com ABr – de Brasília:

Estudo produzido pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) estima que cerca de R$ 22,5 bilhões dos gastos de operadoras de planos de saúde no país com contas hospitalares e exames, em 2015, foram gerados indevidamente, decorrendo de fraudes e desperdícios com procedimentos desnecessários. O número representa 19% do total de despesas assistenciais feitos no periodo, que somaram R$ 117,24 bilhões.

Estudo produzido pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) estima que cerca de R$ 22,5 bilhões dos gastos de operadoras de planos de saúde
Estudo produzido pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) estima que cerca de R$ 22,5 bilhões dos gastos de operadoras de planos de saúde

No estudo evidências de práticas fraudulentas em sistemas de saúde internacionais e no Brasil. O IESS identificou que entre 12% e 18% das contas hospitalares apresentam itens indevidos. E entre 25% e 40% dos exames laboratoriais não são necessários.

Os dados mostram ainda, com base em relatório da Controladoria-Geral da União, que o problema também assume grandes proporções no sistema público de saúde. Entre 2002 e 2015, foram detectadas irregularidades de desvio de dinheiro de aproximadamente R$ 5 bilhões. O equivalente a 27,3% do total de irregularidades em todas as áreas do governo.

Na saúde privada, as principais formas de abuso se concentram em tratamentos excessivos e desnecessários. Ou na baixa qualidade no atendimento; na comercialização inadequada de medicamentos e de dispositivos médicos; e na sonegação de tributos.

Relatório

Segundo o relatório, tais práticas se originam e são mantidas sobretudo pela ausência de mecanismos de transparência para explicitar. Por exemplo, as relações entre os agentes do setor de saúde (se um profissional da área recebeu um benefício. Ou uma comissão de um fornecedor de materiais e medicamentos).

– Legislações da Alemanha e dos Estados Unidos indicam que todos os pagamentos e benefícios. Entre agentes do setor de saúde devem ser tornados públicos. A União Europeia e os Estados Unidos também instituíram marcos regulatórios. Com punições severas para atos de corrupção –destacou o estudo.

– No Brasil, falta transparência nos sistemas de precificação de insumos, serviços de saúde e também no modelo de pagamento por serviços prestados na saúde, o que inviabiliza a comparação e o controle de custos nas distintas etapas que envolvem o atendimento ao paciente e abrem espaço para práticas inadequadas, como atos de corrupção – completou o IESS. 

Isto acontece, de acordo com a entidade, principalmente em razão do modelo usado para pagamentos de serviços de saúde, a chamada conta aberta ou fee-for-service. Neste caso, a conta de serviços absorve todos os custos, insumos, procedimentos e usos dos equipamentos – mesmo quando há falhas e desperdícios ou, até mesmo, corrupção.

Um dos requisitos sugeridos pela pesquisa para combater tais práticas no setor é modernizar os sistemas de pagamento por meio da premiação à eficiência e o melhor desfecho clínico ao paciente e punindo o desperdício e a contratação de exames desnecessários, assim como reinternações ou agravamento dos quadros clínicos causados por falhas assistenciais.

Versão do Habib’s para morte de João Victor é contestada nas redes sociais

Em resposta à versão da empresa publicada no Facebook, usuários fazem referência ao vídeo em que o menino é arrastado por dois funcionários do restaurante de fast food

Por Redação, com RBA – de São Paulo:

Para tentar frear o desgaste de imagem causado pelo envolvimento de dois de seus funcionário na morte do menino João Victor, o Habib’s divulgou no dia anterior pelo Facebook sua versão sobre o ocorrido, na loja da rede na Vila Nova Cachoeirinha, Zona Norte da capital paulista. 

Em reação ao comunicado oficial, internautas continuaram manifestando indignação pelo ocorrido
Em reação ao comunicado oficial, internautas continuaram manifestando indignação pelo ocorrido

Apesar de afirmar que os envolvidos ” foram afastados e deverão responder individualmente pelas suas atitudes”. A rede de fast food segue afirmando que o menino de 13 anos sofreu um “mal súbito”. Teria sido socorrido ainda com vida, e levado à morte devido a um infarto do miocárdio. Enquanto estaria sendo socorrido por uma unidade de resgate da Polícia Militar (PM). 

Para sustentar essas alegações. A empresa afirma que, na guia de encaminhamento do pronto-socorro do Mandaqui. Onde o menino deu entrada já com parada cardiorrespiratória. 

Reação

Em reação ao comunicado oficial, internautas continuaram manifestando indignação pelo ocorrido. Eles classificaram a resposta como “arrogante” e como uma tentativa de “tirar o corpo fora”, e seguem convocando boicote contra a empresa

Segundo eles, a versão oficial entra contradição com vídeo que também circula nas redes sociais e na imprensa, que mostra o menino desacordado sendo brutalmente arrastado pelos dois funcionários.

Ate a manhã desta terça-feira, a postagem somava mais de 2 mil mensagens, amplamente negativas ao Habib’s. Por fim, a empresa afirma que aguarda laudo do Instituto Médico Legal (IML) e que após as apurações finais, “tomará medidas cabíveis e emitirá um novo comunicado”.  

Delatores entregam Temer na ação que determina a perda do mandato

Temer foi, novamente, citado na delação premiada de ex-executivo da Odebrecht, como receptador de propina

Melo Filho detalhou o encontro realizado, em dezembro de 2013, no Palácio do Jaburu no qual participaram, além dele próprio, Temer, o ministro Eliseu Padilha e Marcelo Odebrecht

 

Por Redação – de Brasília

 

Ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht, Claudio Melo Filho negocia uma redução na pena. Na delação premiada, em curso, Melo Filho confirmou ao ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Herman Benjamin que o presidente de facto, Michel Temer, negociava propina com a empreiteira. Ele participou da reunião no Palácio do Jaburu e solicitou a Marcelo Odebrecht doações para o PMDB, na campanha de 2014.

Temer foi, novamente, citado na delação premiada de ex-executivo da Odebrecht, como receptador de propina
Temer foi, novamente, citado na delação premiada de ex-executivo da Odebrecht, como receptador de propina

O ex-executivo confirmou todas as informações passadas no acordo com a Justiça. O depoimento foi prestado no âmbito da ação que investiga abuso de poder político e econômico na campanha presidencial de 2014, que poderá levar à cassação do mandato de Temer e dos direitos políticos da presidenta deposta Dilma Rousseff.

Jantar no Jaburu

Melo Filho detalhou o encontro realizado, em dezembro de 2013, no Palácio do Jaburu no qual participaram, além dele próprio, Temer, o ministro Eliseu Padilha e Marcelo Odebrecht.

— Eu participei de um jantar no Palácio do Jaburu, juntamente com Marcelo Odebrecht, Michel Temer e Eliseu Padilha. Michel Temer solicitou, direta e pessoalmente para Marcelo, apoio financeiro para as Campanhas do PMDB no ano de 2014 — disse o ex-diretor, perante o magistrado.

Em depoimento à Justiça Eleitoral na semana passada, Marcelo Odebrecht disse não se recordar de Temer ter falado ou pedido R$ 10 milhões diretamente. Mas o herdeiro da empreiteira confirmou o jantar no Palácio do Jaburu. E disse que o encontro era sobre tratativas para as doações ao PMDB nas eleições de 2014. Mas disse que não houve pedido expresso de valores por Temer.

Segundo Odebrecht, o encontro serviria para confirmar que parte da doação ao partido seria destinada à campanha de Paulo Skaf ao governo de São Paulo. O pagamento foi acertado, segundo Marcelo, entre Cláudio Melo e Eliseu Padilha. De acordo com Marcelo Odebrecht, o acerto do valor foi feito depois da saída de Temer do local.

Via Eliseu

Ainda em seu relato para os procuradores da Lava Jato, Melo Filho relatou que parte dos pagamentos solicitados, cerca de R$ 4 milhões, “foram realizados via Eliseu Padilha, preposto de Temer, sendo que um dos endereços de entrega foi o escritório de advocacia do Sr. José Yunes”, amigo de Temer e ex-assessor Especial da Presidência da República. Segundo o delator, os outros R$ 6 milhões pedidos por Temer teriam sido “alocados o Sr. Paulo Skaff”, ex-candidato do PMDB ao governo de São Paulo.

Sobre Padilha e o também ministro Moreira Franco, Melo Filho contou na sua colaboração que se valia dos dois peemedebistas para fazer chegar a Temer os interesses da empreiteira. Segundo afirmou, era de conhecimento de todos que Temer, historicamente, era o líder do grupo político do PMDB da Câmara.

— Resumindo, para fazer chegar a Michel Temer os meus pleitos, eu me valia de Eliseu Padilha ou Moreira Franco, que o representavam. Essa era uma via de mão dupla, pois o atual presidente da República também utilizava seus prepostos para atingir interesses pessoais, como no caso dos pagamentos que participei, operacionalizado via Eliseu Padilha — delatou Melo Filho.

Também prestaram depoimentos ao TSE, ao longo do dia, até as altas horas da noite desta segunda-feira os executivos Hilberto Mascarenhas e Alexandrino Alencar. Mascarenhas foi chefe do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, o Departamento de Propina da companhia. Ele processava e efetuava os pagamentos da contabilidade paralela. Já Alencar também foi diretor de relações institucionais da Odebrecht e vice-presidente da Braskem.

Novas acusações

O empreiteiro Marcelo Odebrecht não foi o único a declarar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que Eliseu Padilha, atualmente licenciado do cargo de ministro-chefe da Casa Civil, era operador financeiro do presidente Michel Temer. Em novembro do ano passado, Otávio Marques de Azevedo, ex-presidente da Andrade Gutierrez, disse ao TSE que a empreiteira acertou com Padilha o repasse de R$ 1 milhão para Temer na campanha de 2014.

A informação foi prestada no segundo depoimento de Azevedo ao tribunal. No primeiro, realizado em setembro, ele afirmara que o dinheiro tinha sido destinado a Dilma, a cabeça da chapa, e era na verdade uma propina lavada na forma de doação legal.

Em resposta, a defesa da presidenta deposta comprovou, com a apresentação de dados bancários, que o valor irrigou a conta aberta por Temer na condição de candidato a vice-presidente. Desmentido nos autos, Azevedo pediu para depor novamente. Foi quando mudou completamente sua versão, para declarar que o dinheiro foi destinado a Temer. E, ao contrário do que dissera, nada tinha a ver com propina.

Azevedo disse ao ministro Herman Benjamin que combinou a doação diretamente com Temer, em uma outra reunião no Palácio do Jaburu. Depois, seguindo o modus operandi da quadrilha, tratou com Padilha a forma de pagar a fatura.

– E aí o senhor disse que comunicou à assessoria do vice-presidente? — perguntou o advogado Flávio Caetano, da defesa de Dilma no TSE.
– Isso, respondeu Azevedo
– Quem era a pessoa?, insistiu Caetano
– Padilha

Depoimento de Azevedo

Em 2014, Temer usou a mesma estratégia para pedir dinheiro às empreiteiras. Um de seus homens de confiança procurava as empresas. Depois, levava os executivos para uma reunião com o então vice-presidente. O acordo para o repasse de recursos era sempre sacramentado pessoalmente com Temer. Foi o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha que levou Otávio Azevedo ao Jaburu.

Na semana passada, Marcelo Odebrecht disse ao TSE que acertou previamente com Padilha a liberação de 10 milhões para o grupo político de Temer, antes de se encontrar pessoalmente com o peemedebista no Palácio do Jaburu. O depoimento de Marcelo complica mais a situação jurídica de Temer do que o de Azevedo.

Primeiro, porque ele reconheceu que a Odebrecht repassou dinheiro ao grupo de Temer por fora, um “extra” que nada tinha a ver com a doação legal da empreiteira ao PMDB, que foi de 11,3 milhões de reais em 2014. Segundo, porque, conforme Marcelo Odebrecht, Padilha sabia de antemão que o “extra” sairia de uma fonte clandestina de recursos

Temer e a OAS

As declarações reforçam os indícios de que a chapa Dilma e Temer usou dinheiro sujo para vencer a última sucessão presidencial.

Em 2014, Temer também recebeu uma doação legal de R$ 5 milhões da construtora OAS. O valor foi repassado depois de ele se encontrar, no Jaburu, com Léo Pinheiro, preso pela Lava-Jato. Em mensagens telefônicas interceptadas pela operação, Pinheiro dá a entender a Cunha que o dinheiro foi transferido em troca do empenho do PMDB na defesa dos interesses da OAS, concessionário do aeroporto de Guarulhos.

Na época da transação, Moreira Franco, braço direito de Temer, era o ministro da Secretaria de Aviação Civil.

As respostas

A defesa de Michel Temer não foi encontrada para comentar o caso.

O chefe afastado da Casa Civil Eliseu Padilha também não comentou as delações em que é citado. Apenas justificou, a jornalistas, o elevado número de viagens em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB). Ele falou à Comissão de Ética Pública da Presidência, que investiga o caso, alegando medida de segurança.

Padilha disse ter deixado de usar avião de carreira depois que os xingamentos ao governo aumentaram de tom.

Chuva deixa SP em estado de atenção para alagamentos

A previsão do tempo para os próximos dias é de mais chuva, com a frente fria que se afasta do litoral paulista, mas produz ventos úmidos

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

A chuva deixou nesta segunda-feira toda a cidade de São Paulo em estado de atenção para alagamentos, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE). Os motoristas devem ficar atentos aos alagamentos nas marginais Tietê e Pinheiros.

A chuva deixou nesta segunda-feira toda a cidade de São Paulo em estado de atenção para alagamentos
A chuva deixou nesta segunda-feira toda a cidade de São Paulo em estado de atenção para alagamentos

Áreas de instabilidade na Grande São Paulo avançam sobre a cidade com deslocamento lento. A chuva é moderada nas regiões do Centro, Tremembé, Perus e Jaraguá (Zona Norte). Nas regiões da Vila Leopoldina, Lapa, Rio Pequeno e Butantã (zona oeste). Chuvas mais intensas caem nas regiões de Cangaíba, Ermelino Matarazzo e São Miguel Paulista (zona leste).

As temperaturas oscilam em torno dos 27°C em São Paulo. O aeroporto de Congonhas funcionou normalmente. Apresentando quatro voos atrasados entre meio-dia e 13h, além de quatro voos cancelados desde a sua abertura nesta manhã.

Aeroporto

O aeroporto de Guarulhos também operou normalmente, com dois voos em atraso e nenhum cancelado.

A previsão do tempo para os próximos dias é de mais chuva, com a frente fria que se afasta do litoral paulista, mas produz ventos úmidos que passam a soprar do oceano. A terça-feira terá tempo nublado, chuvas isoladas e garoa, principalmente no início e no fim do dia. Os termômetros devem variar entre 19°C e 26°C.

Pesquisa mostra que ampla maioria de brasileiros rejeita governo Temer

O 'Fora Temer!' foi o grito que cada folião, em todo o país, não pode calar na garganta

“Em abril de 2016, uns 62% aprovaram o impeachment de Dilma, mas 50% também queriam o de Temer. O descontentamento era contra a classe política inteira e não mudou de intensidade nem de direção”, afirma pesquisador

 

Por Redação – de São Paulo

 

Pesquisa divulgada nesta segunda-feira aponta que, para 84% dos brasileiros, o governo do presidente de facto, Michel Temer, segue ladeira abaixo. Não se trata de um estudo realizado por alguma instituição ligada à esquerda. A pesquisa “O Brasileiro e a Política” foi realizada pelo Instituto Locomotiva.

O 'Fora Temer!' foi o grito que cada folião, em todo o país, não pode calar na garganta
O ‘Fora Temer!’ foi o grito que cada folião, em todo o país, não pode calar na garganta. Muito menos na pesquisa de opinião

Trata-se de uma instituição com o neoliberalismo em seus alicerces, sob a direção do economista Renato Meirelles e o apoio da Ford Foundation, entre outros patrocinadores ligados às mesmas forças da direita que derrubaram o governo da presidenta Dilma Rousseff (PT).

Régua de qualidade

A aferição junto à opinião pública mostra, ainda, que 96% dos eleitores descobriram, enfim, que o país vive uma crise. Destes, 75% a consideram gravíssima. O resultado também aponta para o distanciamento entre os cidadãos e a classe política. O fenômeno ocorre há mais de uma década mas, diz o Locomotiva, volta agora à toda velocidade.

— Os dados, no conjunto, mostram que o descolamento entre dirigentes e opinião pública nunca chegou a um patamar tão grande. o que temos hoje, no país, é um caminho sem volta. Somente se resolverá quando se repactuar um novo modelo para gerir a sociedade — afirma Meirelles à jornalista Sonia Racy, colunista de um dos diários conservadores paulistanos.

Verdades absolutas

Desde 2014, lembra Meirelles, um terço do eleitorado brasileiro votou em Dilma. Um terço em Aécio. E um terço não votou, como demonstra a soma dos votos nulos, brancos e as abstenções.

— Assim, qualquer que fosse o vencedor teria contra si dois terços do Brasil. Foi principalmente a partir de 2013, quando a cidadania mudou sua régua de qualidade, tornando-se mais exigente com as autoridades. O que impressiona é como a classe política desprezou a importância disso. Até hoje ela não enxerga direito a situação — acrescentou.

Segundo o Instituto, “em um mundo que se transforma cada vez mais rápido, verdades absolutas são a todo momento destruídas, e apenas uma certeza parece segura: novas mudanças virão. Mudam as tecnologias, mudam as relações humanas, mudam os clientes, novos negócios surgem e outros tornam-se obsoletos”.

Fora Temer

“No Brasil não é diferente. Mudamos muito na última década e vamos continuar mudando. O consumidor amadureceu, o cidadão ficou mais exigente e já temos uma geração inteira que nasceu conectada. Nos últimos 10 anos, mais de 10 milhões de mulheres entraram no mercado de trabalho. (Neste período), 53 milhões de pessoas passaram a ter acesso à Internet, 50 milhões de contas bancárias foram abertas e o país ganhou 10 milhões de universitários”.

— Os dados, no conjunto, mostram que o descolamento entre dirigentes e opinião pública nunca chegou a um patamar tão grande — acrescenta Meirelles.

Para o economista, o povo que foi à rua “já sabia o que não queria, foi marcar presença a respeito”.

— Em abril de 2016, uns 62% aprovaram o impeachment de Dilma, mas 50% também queriam o de Temer. O descontentamento era contra a classe política inteira e não mudou de intensidade nem de direção. Aí você pergunta: o que eles querem? Eles não sabem. Querem é algo diferente — disse.

Classe dirigente

Em outro ponto, o efeito da mensagem religiosa passada aos brasileiros mostra a sua face.

— O estudo mostra que 64% acreditam que para melhorar dependem mesmo é de si próprios, ou de seu esforço. E 45% (as respostas são múltiplas) confiam “na fé e em Deus”. Ou seja, não esperam nada de um governo — pontua.

Uma alta parcela dos entrevistados “não acredita em governo para melhorar de vida”, constata.

— A classe dirigente fica discutindo entre Estado grande e Estado pequeno. Isso pouco importa para o cidadão. Ele quer um Estado eficiente. Que faça valer seus direitos, dê igualdade de oportunidades — acredita.

Segundo o dirigente empresarial, a descrença leva ao descolamento dos eleitores do quadro político atual.

— Aquela “família margarina” tradicional, reunida no café da manhã, constitui hoje apenas um terço do total das famílias brasileiras. Temos no país 10 milhões de pessoas que vivem sozinhas – um mercado específico, de comportamentos e expectativas pouco avaliadas. A comunicação não é mais só TV-rádio-jornal, as redes sociais se expandiram. A nova comunicação não se resume a passar mensagem e pronto, é de trocas dinâmicas — repara.

Time de futebol

Meirelles observa que, o Brasil ganhou 54 milhões de novos internautas na última década.

— É gente que vê, ouve, escreve, responde, aprova, discorda, espalha. E é um fenômeno global. Fazer análise correta do presente e previsão do futuro virou uma tarefa mais arriscada. Um exemplo: 43% dos que apoiam partidos de esquerda acreditam em Deus e dizem que isso as torna pessoas melhores. E mais: 47% desse universo dito esquerdista acha que direitos humanos não devem valer para bandidos — impressiona-se.

Na outra ponta, 85% dos que apoiam partidos ditos de direita afirmam que cabe ao governo promover justiça social.

— E 64% acham positivo o governo ter empresas estatais fortes — contabiliza.

O pesquisador acredita que, para se entender de fato, hoje, como as pessoas selecionam os fatores que formam suas avaliações de si e do mundo, é preciso levar em conta que condição financeira não é predominante. E que a posição política está empatada com o time preferido — conclui.

Pichador terá 3 dias para reparar fachada em SP

Segundo a prefeitura, a determinação é do vice-prefeito e secretário de prefeituras regionais Bruno Covas, que coordena o Programa de Combate a Pichações

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

A pessoa que for autuada pichando imóveis na cidade de São Paulo, e não quiser pagar uma multa de até R$ 10 mil, terá 3 dias (72 horas) para recuperar a paisagem urbana. O prazo passa a valer assim que um termo de compromisso for assinado. Segundo a prefeitura, a determinação é do vice-prefeito e secretário de prefeituras regionais Bruno Covas, que coordena o Programa de Combate a Pichações.

A pessoa que for autuada pichando imóveis na cidade de São Paulo, e não quiser pagar uma multa de até R$ 10 mil, terá 3 dias (72 horas) para recuperar a paisagem urbana
A pessoa que for autuada pichando imóveis na cidade de São Paulo, e não quiser pagar uma multa de até R$ 10 mil, terá 3 dias (72 horas) para recuperar a paisagem urbana

A lei Cidade Linda prevê multa de R$ 5 mil para o autor da pichação. Valor que pode chegar até R$ 10 mil se o ato for contra patrimônio público ou bem tombado. Em caso de reincidência, a multa é aplicada em dobro.

A lei previa também que, até a data de vencimento do pagamento da multa. O infrator poderia firmar um Termo de Compromisso de Reparação da Paisagem Urbana.

Mas, por determinação do vice-prefeito. O prazo para a reparação da paisagem urbana foi reduzido para apenas 72 horas, sem relação com o prazo para o vencimento da multa.

Pela lei, para que um pichador não seja multado. Ele pode reparar o bem pichado ou prestar serviço em outra atividade de zeladoria urbana. Ele também pode aderir a um programa educativo para incentivar o desenvolvimento da prática de grafite.

Estudante é detida

Uma estudante de direito, de 26 anos foi a primeira pessoa a ser multada com base na Lei Cidade Linda. Aprovada pela Câmara Municipal e sancionada pelo prefeito João Doria no mês passado. Ela foi detida em flagrante na madrugada de sábado quando pichava o muro de um estacionamento na rua Santo Antonio, no Centro da capital. Além da multa, de caráter administrativo, a estudante vai responder criminalmente por ato de vandalismo.

De acordo com a prefeitura. Entre janeiro e fevereiro deste ano, 70 pessoas foram detidas em flagrante pela Guarda Civil Metropolitana por pichação. Todas elas foram alvos de ações civis públicas movidas pela prefeitura. Que pretende cobrar judicialmente o ressarcimento dos danos. Ao término da ação. Informou a prefeitura, estes pichadores poderão ser multados.

Cresce boicote ao Habib’s pela morte do menino João Victor

No domingo, parentes e amigos de João Victor protestaram em duas lojas da rede de fast food para exigir a punição dos envolvidos

Por Redação, com RBA – de São Paulo:

Indignados com o envolvimento de dois funcionários da rede de fastfood Habib’s na morte do menino João Victor, de 13 anos, no dia 26 de fevereiro, em frente à loja da Vila Nova Cachoeirinha, na Zona Norte de São Paulo, cresce o movimento de internautas que protestam e pedem boicote à empresa. Na mensagem mais difundida, no Facebook e no Twitter, os usuários acusam a rede de racismo, acompanhado do lema “Nenhuma criança a menos”. 

Nas ruas e nas redes, pessoas pedem justiça pela morte do menino João Victor
Nas ruas e nas redes, pessoas pedem justiça pela morte do menino João Victor

Além das mensagens em seus próprios perfis, os internautas inundaram a página institucional do Habib’s, exigindo justiça pela morte do menino. O “vomitaço” virtual também é outra forma de protesto utilizado. A jornalista Hildegard Angel também endossou o boicote. “Que horror a atitude do Habbib’s. Espancarem uma criança frágil provocando sua morte. Corações de ferro. Não passo mais nem na porta. Boicote!”, postou, no Twitter. 

No domingo, familiares e amigos de João Victor, apoiados por movimentos ligados aos direitos humanos, realizaram protesto em frente à loja onde se deu o ocorrido.

Eles caminharam pela avenida Inajar de Souza por cerca de duas horas, interditando duas faixas da via, até chegarem a outra unidade do Habib’s, já na Zona Oeste da capital. Nas duas lojas, o atendimento foi suspenso e os funcionários, dispensados. 

Investigações

João Victor morreu ao sofrer uma parada cardiorrespiratória depois de ser perseguido e arrastado por dois funcionários do restaurante. De acordo com as investigações, o menino pedia dinheiro e alimentos para os clientes do estabelecimento. Em nota, o Habib’s afirmou que a conduta de João Victor ameaçava “o patrimônio físico da loja e dos clientes”.

Lobista revela esquema corrupto nos governos de Serra e Alckmin

Preto e Assad, envolvidos no esquema de corrupção montado nos governos Serra e Alckmin

Paulo Preto, citado por Assad, atuava nas obras do Rodoanel durante os governos de Geraldo Alckmin e Serra

 

Por Redação – de Curitiba e São Paulo

 

Acostumado a grandes produções, o empresário Adir Assad, 64, preso em Curitiba há oito meses, está prestes a promover um frenesi maior do que o show da banda inglesa U2, que trouxe ao Brasil em 2011. Atrás das grades desde agosto do ano passado, Assad concordou em falar aos investigadores da Operação Lava Jato, em um acordo de delação premiada.

Preto e Assad, envolvidos no esquema de corrupção montado nos governos Serra e Alckmin
Preto e Assad, envolvidos no esquema de corrupção montado nos governos Serra e Alckmin

No pedido feito ao juiz Sergio Moro, coordenador do processo, o promotor de eventos e lobista confesso prometeu detalhes sobre o repasse de cerca de R$ 100 milhões para Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto. Trata-se do ex-diretor da Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), entre 2007 e 2010, época em que o hoje senador José Serra (PSDB-SP) era governador do Estado de São Paulo.

Paulo Preto atuava nas obras do Rodoanel durante os governos de Geraldo Alckmin e Serra. Foi citado por empresários, durante as investigações, como coletor de propinas. Segundo Assad, o ex-diretor da Dersa reunia os repasses das empreiteiras responsáveis por obras na estatal do governo paulista.

Contratos fictícios

Assad também é suspeito de fraude milionária, com a emissão de notas frias para lavagem de dinheiro de empreiteiras envolvidas no esquema de corrupção na Petrobras. Às autoridades, confessou ter usado empresas de fachada para lavar recursos destinados às obras na região metropolitana de São Paulo. Entre elas, o Rodoanel, a Nova Marginal Tietê, e o Complexo Jacu-Pêssego.

Segundo o lobista, nos contratos com Dersa, as empreiteiras subcontratavam suas empresas. O valor das notas frias era transformado em dinheiro vivo. Assim, as companhias podiam indicar quem seriam os beneficiários dos recursos. Entre 2007 e 2012, foi movimentada uma cifra em torno de R$ 1,3 bilhão em contratos fictícios assinados com empreiteiras.

Além da promessa feita aos investigadores, de revelar detalhes do esquema na Dersa, Assad propôs mapear o funcionamento do sistema financeiro paralelo das empreiteiras responsável por abastecer as contas de suas empresas. Em informações vazadas para a mídia conservadora, ele promete adiantar, em detalhes, como funcionava o esquema. Além de esmiuçar o modus operandi das firmas que movimentaram bilhões de reais em bancos. As operações ocorreram no Brasil e no exterior, sem prestar serviços ou manter funcionários ou sede fixa.

As respostas

Para o advogado criminalista Miguel Pereira Neto, contratado por Adir Assad, “não é de conhecimento da defesa técnica a existência da colaboração premiada”. O defensor negou ter sido firmado algum acordo de delação.

O senador José Serra (PSDB-SP) não quis se pronunciar.

Em nota, a Dersa afirmou que, em todos os empreendimentos mencionados, firmou contratos de obras “apenas com os consórcios executores que venceram as respectivas licitações” e não com as empresas de Assad. De acordo com a estatal, foi criado em 2011 um departamento de Auditoria Interna. Teriam implatado, ainda, um Código de Conduta Ética, “aprimorando a análise e a fiscalização dos contratos dos empreendimentos de modo permanente e organizado”.

“A Companhia não compactua com irregularidades. E se mantém pronta para colaborar com as autoridades no avanço das investigações”, diz a nota.

Por meio de sua assessoria, a Andrade Gutierrez, em nome do consórcio SVM, disse que não iria se manifestar.

RN prorroga situação de calamidade no sistema prisional

O decreto também mantém por mais 180 dias o funcionamento do grupo criado para executar as medidas necessárias ao reestabelecimento da normalidade nos estabelecimentos prisionais do Estado

Por Redação, com ABr – de Brasília:

Mesmo com a permanência de efetivos da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária e da Força Nacional de Segurança Pública no Estado, o governo do Rio Grande do Norte decidiu prorrogar por mais 180 dias a situação de calamidade no sistema penitenciário estadual.

A medida visa a “legitimar a adoção e execução de medidas emergenciais
A medida visa a “legitimar a adoção e execução de medidas emergenciais

Segundo o Decreto 26.694, publicado noDiário Oficial potiguar no sábado. A medida visa a “legitimar a adoção e execução de medidas emergenciais. Que se mostrarem necessárias ao restabelecimento do normal funcionamento do sistema penitenciário”. Possibilitando a adoção de “medidas emergenciais”. Como a dispensa de licitação para a contratação de serviços e produtos.

O decreto também mantém por mais 180 dias o funcionamento do grupo criado para executar as medidas necessárias. Ao reestabelecimento da normalidade nos estabelecimentos prisionais do Estado. O grupo é coordenado pelo Secretário da Justiça e da Cidadania, Walber Virgolino da Silva Ferreira. E conta com outros oito membros, dentre eles representantes do governo, do Conselho Estadual de Direitos Humanos, da Ordem dos Advogados do Brasil, do Ministério Público, da Vara de Execução Penal, da Defensoria Pública e do Conselho Penitenciário.

Cabe à força tarefa definir a alocação de recursos orçamentários para custear as ações emergenciais relativas ao sistema penitenciário do Rio Grande do Norte. E aprovar a contratação emergencial e a execução de projetos de restauração das unidades prisionais parcialmente destruídas durante as rebeliões.

Dois meses de crise

A publicação do decreto ocorre pouco menos de dois meses após o Rio Grande do Norte ter enfrentado a mais longa e violenta rebelião. Registrada no sistema carcerário estadual – em 14 de janeiro. Integrantes de facções criminosas rivais depredaram e escaparam dos pavilhões 4 e 5 da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta. Região metropolitana de Natal. Assumiram o controle do pátio da unidade por vários dias. Passaram a protagonizar cenas de brutalidade e crueldade, deixando pelo menos 26 detentos mortos e vários feridos.

A situação levou o governo federal a enviar tropas das Forças Armadas para o Estado no fim de janeiro. Por 16 dias, homens do Exército, Marinha e Aeronáutica ajudaram as forças de segurança pública do estado a manter a ordem e garantir a segurança da população.

A Força Nacional atua no estado por 180 dias, desde o dia 20 de fevereiro. Já a Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária atua desde janeiro e teve sua permanência prorrogada por 30 dias no último dia 23.

Mais mortes

O decreto também coincidiu com a morte, no sábdo, de dois presos na Cadeia Pública de Mossoró, região oeste do Rio Grande do Norte. Os dois foram encontrados já sem vida, no interior de um banheiro, com sinais de enforcamento. Os corpos serão necropsiados pelo Instituto Técnico-Científico de Polícia para verificar as causas das mortes. A suspeita das autoridades penitenciárias é que o crime foi provocado por disputa de tráfico de drogas fora do presídio.

Foliões aproveitam blocos de carnaval em São Paulo

Segundo a prefeitura, o número de turistas em meio aos foliões do carnaval de rua paulistano subiu de 3% em 2016 para quase 10% neste ano

Por Redação,  com ABr – de São Paulo:

 

Os foliões da capital paulista puderam aproveitar os 43 blocos carnavalescos que desfilaram neste sábado nas regiões de Pinheiros, Vila Mariana e Sé. Entre os destaques da diversão foi o Bloco do Rindo à Toa, que teve concentração na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em Pinheiros.

Os foliões da capital paulista puderam aproveitar os 43 blocos carnavalescos que desfilaram neste sábado
Os foliões da capital paulista puderam aproveitar os 43 blocos carnavalescos que desfilaram neste sábado

No domingo, mais 31 blocos desfilam pela cidade. Incluindo o mais esperado, Pipoca da Rainha,  que traz a cantora Daniela Mercury, às 16h, na Rua da Consolação. Cruzamento com a Avenida Paulista. A folia só termina no dia 11. Com a reunião dos blocos Ritaleena, Esfarrapados, Nóis Trupica Mais Não Cai. Entre outros, na Praça do Patriarca, a partir do meio-dia.

Blocos

Desde o último dia 17, desfilaram 328 blocos carnavalescos em São Paulo. Fortalecendo o carnaval de rua no município.

Segundo a prefeitura, o número de turistas em meio aos foliões do carnaval de rua paulistano subiu de 3% em 2016 para quase 10% neste ano. No Sambódromo, o percentual de turistas passou de 7% para 20% do público total.