Pará: tráfego na BR-163 volta a ser interrompido por causa da chuva

Há duas semanas, por causa das chuvas intensas na região e do aumento do tráfego de caminhões carregados, vários pontos de atoleiros se formaram em um trecho de 47 quilômetros

Por Redação, com ABr – de Brasília:

 

O tráfego na BR-163, no sudoeste do Pará, voltou a ser interrompido às 9h deste sábado por causa da chuva forte na região, informou o Exército. A rodovia ficará interditada até avaliação sobre o seu estado. Na noite anterior, os caminhões começaram a ser liberados no sentido do município paraense de Miritituba. Mais cedo, o fluxo no sentido sul, em direção a Mato Grosso, também havia sido liberado.

Chuva forte e tráfego intenso de caminhões levaram à formação de atoleiros na BR-163
Chuva forte e tráfego intenso de caminhões levaram à formação de atoleiros na BR-163

A BR-163, conhecida como Rodovia Cuiabá-Santarém, é a principal ligação entre a maior região produtora de grão do país, em Mato Grosso. Os portos da Região Norte, principalmente em Miritituba e Santarém, no Pará.

Há duas semanas, por causa das chuvas intensas na região e do aumento do tráfego de caminhões carregados. Vários pontos de atoleiros se formaram em um trecho de 47 quilômetros (km). Localizado entre as comunidades de Santa Luzia e Bela Vista do Caracol. A fila de caminhões chegou a ocupar mais de 50 km.

O Exército e a Polícia Rodoviária Federal estão trabalhando nos pontos de retenção em apoio ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Que faz a manutenção da rodovia, e à Defesa Civil de Itaituba, que presta auxílio aos motoristas e suas famílias e aos moradores dos vilarejos próximos à estrada.

Segundo o Dnit, 756,6 km da BR-163 no Pará estão pavimentados, faltando 190 km. Desde a divisa com Mato Grosso até Miritituba, faltam 100 km para serem asfaltados. Em 2016, foram asfaltados 20 quilômetros. O trecho da rodovia onde se verificam os pontos críticos devido às chuvas será pavimentado este ano. De acordo com o Dnit. A meta é asfaltar 60 km em 2017 e concluir o asfaltamento até o porto de Miritituba até 2018.

O órgão informou que, até a conclusão das obras, serão adotadas medidas emergenciais. Como o controle de tráfego e a drenagem para escoar água da estrada. Dando passagem aos veículos, especialmente os caminhões com cargas mais pesadas.

Economia de R$ 1,4 bilhão

Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a conclusão da obra da BR-163, iniciada em 1973, levará a uma economia de R$ 1,4 bilhão por ano com o transporte de cargas. Divulgado em 2013, o estudo BR-163. Quebra de Paradigma no Transporte do Comércio Exterior aponta que a economia resultará da redução de gastos logísticos ao mudar a via de exportação do Sul e Sudeste para os portos do Norte do Brasil, uma rota mais curta e mais barata.

– Para se ter uma ideia, a conclusão da estrada reduziria de três a cinco dias a viagem de navio entre o Brasil e a Europa se comparado à rota partindo de Santos (SP) ou Paranaguá (PR) –informou a CNI, ao destacar que a viagem entre os portos das regiões Sul e Sudeste e a Europa demora em torno de 15 dias.

Segundo a CNI, na direção inversa, a rodovia também possibilitará que mercadorias produzidas na Zona Franca de Manaus. Como motos e eletroeletrônicos, sejam movimentadas para a Região Centro-Sul a partir de Santarém. Reduzindo dois dias em relação à rota utilizada atualmente. Hoje, a produção de Manaus é transportada via barcaça até Belém e segue por 2,9 mil quilômetros por rodovia até a capital paulista.

Escolhas de assessores envolvidos na Lava Jato comprometem Temer

Aloysio Cunha

Padilha pede para prorrogar licença e Aloysio Nunes responde como réu a inquérito na Corte Suprema que investiga diversas práticas criminosas no âmbito da Operação Lava Jato

 

Por Redação – de Brasília

 

Chefe da Casa Civil licenciado, o ex-deputado Eliseu Padilha, sem foro privilegiado, quer se manter distante do seu escritório, no Palácio do Planalto. Ele segue internado após uma cirurgia na próstata, no Hospital Moinhos de Vento, na capital gaúcha. Padilha apresentou um atestado médico por obstrução urinária, emitido no último dia 20.



Sem previsão de alta, assessores do ministro informaram que ele passa bem e pretende retornar ao trabalho na segunda-feira, caso seja liberado pelos médicos. Observadores da cena política, no entanto, consideram como certo o adiamento na sua volta ao trabalho. Nem tanto pelas condições de saúde e mais por sua exposição pública, após citado no depoimento do empresário José Yunes. O amigo pessoal do presidente de facto, Michel Temer, acusou-o de receptação de propina.

Segundo boletim médico divulgado nesta sexta-feira, Padilha “encontra-se com boa evolução do quadro de saúde, recuperando-se adequadamente do procedimento urológico cirúrgico realizado no dia 27 de fevereiro”. Em setembro, o ministro, que tem 71 anos, recebeu atendimento médico após um pico de pressão arterial.

Ex-comunista

Aloysio Cunha
Através de assessoria, Nunes negou o recebimento de dinheiro de caixa 2, proveniente da Lava Jato

Aparentemente bem de saúde, o ex-comunista Aloysio Nunes, hoje senador do PSDB paulista, poderá ser afastado do cargo de chanceler do governo instituído após o golpe de Estado, em curso. Nunes é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF), acusado de crime eleitoral, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

O ex-motorista do guerrilheiro Carlos Marighella foi convidado para o cargo na quinta-feira, e aceitou a missão. Ele ocupará, não se sabe ainda por quanto tempo, a vaga deixada por José Serra, que pediu demissão alegando fortes dores na coluna. Historiadores investigam se Nunes estava infiltrado pela agência norte-americana de inteligência (CIA, na sigla em inglês), na ação que culminou na morte de Marighella, em São Paulo, durante a ditadura civil-militar instaurada em 1º de Abril de 1964.

Atualmente, Nunes responde à investigação no STF desde setembro de 2015. Citado no processo da lavra do ministro Celso de Mello, foi citado na delação premiada do empreiteiro Ricardo Pessoa, da empreiteira UTC. Segundo Pessoa, Nunes recebeu da construtora R$ 300 mil de forma oficial e outros R$ 200 mil em dinheiro do caixa 2, na campanha ao Senado, em 2010. O dinheiro seria oriundo de propina paga para favorecer contratos entre a empreiteira e a Petrobras.

Explosivo

Segundo o pedido assinado por Rodrigo Janot, procurador-Geral da República, para a abertura da investigação, Nunes estaria mais complicado ainda. Apesar de o testemunho de Pessoa estar relacionado à Operação Lava Jato, os “fatos criminosos” atribuídos ao senador tucano estariam ligados a fraudes diversas.

Questionado sobre outras práticas delituosas, durante tentativa de entrevista efetuada por Rodrigo Pilha, blogueiro e ativista digital, em Brasília, Nunes quis partir para as vias de fato. Foi impedido por seus seguranças, após dirigir uma série de impropérios ao repórter.

Assista à reação de Aloysio Nunes:

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=yuO6wPidF7I]

 

Este fato apenas comprova o temperamento explosivo do senador tucano, escolhido por Temer para a condução da política externa brasileira. O fato preocupa muitos diplomatas do Itamaraty. Como presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Aloysio também ganhou fama pelo tom destemperado de suas manifestações.

Alinhado

Diplomatas de alto escalão, ouvidos por um dos diários conservadores paulistanos, “preferiam a chamada ‘solução externa’ para o cargo”. O governo Temer já encerra um caráter de provisoriedade – acaba em pouco mais de um ano e meio.

Nunes tende a manter a linha de Serra. Este último promoveu a reorientação que afastou o Brasil dos governos de esquerda na América Latina. Apoia a expulsão do Mercosul, na prática, da Venezuela e alinha, integralmente, o país à linha imperialista de Washington.

SP: Mancha Alvi Verde suspende atividades após assassinato de fundador

O assassinato ocorreu quando três carros abordaram Moacir, que estava parado em um semáforo. Um homem desceu do veículo e disparou contra ele

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

A Mancha Alvi Verde (antiga Mancha Verde), torcida organizada do Palmeiras, anunciou a suspensão das atividades por tempo indeterminado após o assassinato de seu fundador, Moacir Bianchi. Ele morreu atingido por disparos de arma de fogo na zona sul da capital paulista.

Na página da Mancha Alvi Verde no Facebook foi publicada uma homenagem a Moacir
Na página da Mancha Alvi Verde no Facebook foi publicada uma homenagem a Moacir

Segundo o boletim de ocorrência, a vítima foi encontrada à 1h42 de quinta-feira, no interior de um carro preto, na Avenida Presidente Wilson. O assassinato ocorreu quando três carros abordaram Moacir, que estava parado em um semáforo.

Violência

Um homem desceu do veículo e disparou contra ele. O Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o caso.

Na página da Mancha Alvi Verde no Facebook foi publicada uma homenagem a Moacir. “Uma pessoa que tanto lutou para que a Mancha Verde pudesse se tornar uma grande torcida e para que a torcida do Palmeiras fosse respeitada. Moacir fez da Mancha Verde a sua vida. Seu nome está escrito em nossa história e jamais será apagado”, diz o texto.

TSE registra 15,6 mil fraudes em títulos de eleitor

O Estado com o maior número de fraudes identificadas por meio do registro biométrico foi Alagoas, onde 2.188 títulos de eleitor foram considerados irregulares

Por Redação, com ABr – de Brasília:

A Justiça Eleitoral identificou mais de 15,6 mil fraudes entre as eleições de 2014 e 2016, por meio do cruzamento de informações biométricas. São eleitores que foram a diferentes cartórios, se passaram por outras pessoas e conseguiram emitir mais de um título, o que é ilegal. Eles foram identificados por meio das digitais.

A Justiça Eleitoral identificou mais de 15,6 mil fraudes entre as eleições de 2014 e 2016, por meio do cruzamento de informações biométricas
A Justiça Eleitoral identificou mais de 15,6 mil fraudes entre as eleições de 2014 e 2016, por meio do cruzamento de informações biométricas

O Estado com o maior número de fraudes identificadas por meio do registro biométrico foi Alagoas. Onde 2.188 títulos de eleitor foram considerados irregulares, segundo o levantamento feito pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em seguida vieram São Paulo (1.733) e Goiás (1.503).

Em Goiás, um único homem conseguiu emitir 51 títulos de eleitor, todos em diferentes cartórios. Ele só foi identificado porque em todos os cadastros constava a mesma impressão digital, que é única para cada indivíduo. Neste caso, o registro biométrico o impediu de votar repetidas vezes.

Dados

Além de resultar no cancelamento das inscrições irregulares, os dados foram enviados pelo presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, ao Ministério Público Federal, para que sejam apurados os “indícios de configuração de eventual ilícito eleitoral ou de outra natureza”, escreveu o magistrado. As investigações podem acarretar ações penais.

É possível, entretanto, que em várias partes do país as fraudes tenham passado despercebidas. Isso porque dos 144 milhões de eleitores brasileiros, somente 46,3 milhões tinham cadastro biométrico nas eleições de 2016. O registro biométrico começou a ser implantado no Brasil em 2008. A meta do TSE é que todo o eleitorado esteja cadastrado até 2022.

Polícia investiga possível omissão de gestores em desvio de recursos da UFPR

De acordo com a PF, pessoas aliciadas pelo grupo se passavam por beneficiários das bolsas de estudo e pesquisa, recebiam em suas contas-correntes os valores pagos indevidamente

Por Redação, com ABr – de Brasília:

A Polícia Federal (PF) investiga se gestores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) foram omissos e, assim, não identificaram o suposto desvio de pelo menos R$ 7,3 milhões que a instituição deveria destinar a beneficiários de bolsas de estudo e pesquisa ou se estavam envolvidos com o esquema e, por isso, não denunciaram a fraude.

A Polícia Federal (PF) investiga se gestores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) foram omissos e, assim, não identificaram o suposto desvio
A Polícia Federal (PF) investiga se gestores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) foram omissos e, assim, não identificaram o suposto desvio

No último dia 15, quando foi deflagrada a primeira fase da chamada Operação Research. O chefe da delegacia de Combate à Corrupção e Crimes Financeiros, Felipe Eduardo Hideo Hayashi, declarou que os investigadores estavam “estarrecidos, chocados, com a grosseira fraude desvelada na Universidade Federal do Paraná”.

Nesta sexta-feira, as autoridades policiais voltaram a destacar que as “fraudes” na concessão das bolsas eram “grosseiras”. Evidenciando falhas nos controles de processos internos da universidade e reforçando a necessidade de investigar o comportamento de outros servidores da instituição. Além dos já sob suspeita. Há indícios de fraudes na concessão de bolsas desde 2008 e suspeita de que outras espécies de desvios possam ter ocorrido.

– A falha no controle interno diante de uma fraude grosseira como esta pode implicar uma responsabilidade. Por omissão dos gestores da universidade. Mas isso ainda está sendo apurado. Estamos verificando se eles tinham conhecimento. Ou se houve algum tipo de negligência na conduta deles – declarou Hayashi, durante entrevista coletiva sobre a segunda fase da Operação Research, deflagrada esta manhã.

Ele acrescentou que os reitores e servidores já ouvidos negam conhecimento dos desfalques.

Presos

Cinco pessoas foram presas nesta sexta-feira, em caráter temporário. Entre os detidos está uma servidora aposentada da universidade federal, sua filha e seu genro. A PF não confirmou o nome da funcionária. Também foram detidas esta manhã duas filhas da ex-secretária administrativa Tânia Márcia Catapan. Detida durante a primeira fase da operação, deflagrada no último dia 15. Junto com a servidora Conceição Abadia de Abreu Mendonça.

No total, 19 mandados judiciais foram cumpridos nesta sexta-feira em Curitiba, Campo Grande, Sorocaba (SP) e Erechim (RS). Sendo seis de busca e apreensão; cinco de prisão temporária e oito de condução coercitiva (quando a pessoa é levada a uma delegacia para prestar depoimento e liberada em seguida). Durante a primeira fase, no mês passado, 27 pessoas, além de Tânia Márcia e Conceição Abadia, já tinham sido detidas.

Segundo o delegado Felipe Hayashi. A participação de parentes das três servidoras da UFPR que estão presas no esquema criminoso revela a existência de, pelo menos, três núcleos familiares no cerne da fraude.

De acordo com a PF, pessoas aliciadas pelo grupo se passavam por beneficiários das bolsas de estudo e pesquisa. Recebiam em suas contas-correntes os valores pagos indevidamente e, por fim, devolviam parte do valor às servidoras ou a seus familiares. Pelo menos 30 “laranjas” já foram identificados. Os investigadores acreditam que todos tinham consciência de participar de algo ilícito e receberam algum favorecimento financeiro em troca.

UFPR

Em nota, a UFPR reiterou seu compromisso com o esclarecimento dos fatos e que está confiante de que as responsabilidades serão devidamente apuradas. “Resguardando as garantias e os direitos individuais previstos na Constituição, como o direito de defesa e a presunção de inocência”. A instituição diz ter interesse no rápido esclarecimento. Para que “a verba desviada retorne o mais rápido possível ao erário”.

A universidade diz apurar as suspeitas de irregularidades desde dezembro de 2016. Quando a própria instituição afirma ter denunciado o caso à PF. Tânia Márcia Catapan e Conceição Abadia de Abreu Mendonça. As duas servidoras presas em fevereiro, já estavam suspensas de suas funções. Por determinação do atual reitor, Ricardo Marcelo Fonseca, que determinou a abertura de sindicância em dezembro de 2016. Quando afirma ter tomado conhecimento das suspeitas.

A apuração das suspeitas contam com a colaboração da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas da União (TCU).

PF deflagra segunda fase da operação que investiga desvios de recursos da UFPR

De acordo com a PF, nesta fase o alvo da investigação é o núcleo de pessoas que agia para desviar recursos a título de bolsas da universidade

Por Redação, com ABr – de Brasília:

A segunda fase da Operação Research da Polícia Federal (PF), que investiga desvios de recursos da ordem de R$ 7,3 milhões da Universidade Federal do Paraná (UFPR), foi deflagrada na manhã desta sexta-feira.

Agentes da Polícia Federal cumprem mandados no âmbito da Operação Research, que investiga desvios de recursos da ordem de R$ 7,3 milhões
Agentes da Polícia Federal cumprem mandados no âmbito da Operação Research, que investiga desvios de recursos da ordem de R$ 7,3 milhões

Cerca de 50 policiais federais cumpriram 19 mandados judiciais. Sendo seis de busca e apreensão; cinco de prisão temporária e oito de condução coercitiva. Quando a pessoa é levada para a delegacia e depois é liberada.

Título de bolsas da universidade

A operação ocorreu em quatro cidades: Curitiba, no Paraná; Campo Grande, em Mato Grosso do Sul; Sorocaba, em São Paulo; e Erechim, no Rio Grande do Sul.

De acordo com a PF, nesta fase o alvo da investigação é o núcleo de pessoas que agia para desviar recursos a título de bolsas da universidade. Na primeira fase, realizada no dia 15 de fevereiro, 28 pessoas foram presas.

O nome da operação, Research (pesquisa em inglês). É uma referência ao objetivo central das bolsas concedidas pela unidade, destinadas a estudos e pesquisas pelos contemplados.

Janot prepara lista de investigados com foro especial na Corte Suprema

Alckmin está citado em mais de um processo que investiga corrupção ocorrida durante seu governo, no Estado de São Paulo

Ao todo, cerca de 30 pedidos contra ministros, senadores e deputados já estariam prontos para ser apresentados por Janot ao Supremo Tribunal Federal (STF)

 

Por Redação – de Brasília

 

Procurador-geral da República, Rodrigo Janot tentará apresentar, no início da semana que vem, os primeiros pedidos de abertura de inquérito com base nas delações de executivos da Odebrecht. A lista tende a atingir, frontalmente, a carreira de políticos em pleno voo no Congresso e no atual governo. A expectativa é forte e tem sido alimentada desde dezembro do ano passado. Na ocasião, foram concluídos os acordos de delação com 78 executivos da construtora Norberto Odebrecht.

Alckmin está citado em mais de um processo que investiga corrupção ocorrida durante seu governo, no Estado de São Paulo
Alckmin está citado em mais de um processo que investiga corrupção ocorrida durante seu governo, no Estado de São Paulo

Ao todo, cerca de 30 pedidos contra ministros, senadores e deputados já estariam prontos para ser apresentados ao Supremo Tribunal Federal (STF). Entre eles, ao menos um ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) já estaria alinhavado.

De resto, três ministros do TCU foram citados nas investigações da Operação Lava Jato: Aroldo Cedraz, Raimundo Carreiro e Vital do Rêgo. Os nomes de Cedraz e Carreiro constam das investigações sobre possível tráfico de influência e venda de informações privilegiadas do advogado Tiago Cedraz, filho do ex-presidente do TCU, para o dono da UTC, Ricardo Pessoa, um dos primeiros empreiteiros a fazer acordo de delação.

Lista de Janot

Os procuradores também finalizam os pedidos de inquéritos a serem apresentados ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra governadores suspeitos de receberem propina para facilitar a concessão de contratos da Odebrecht. Até agora, não foram vazados os nomes dos suspeitos, no primeiro escalão da República. Sabe-se, no entanto, que os delatores citaram os nomes dos governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB); Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), e Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB).

Os procuradores avaliam um extenso material sobre políticos que receberam algum tipo de vantagem da empreiteira. Principalmente, aqueles sem foro nos tribunais superiores. As informações serão destinadas a 120 procuradores ou promotores que participaram, no ano passado, de um esforço concentrado da PGR. Eles interrogaram os 78 delatores e cumpriram as metas e os acordos de delação foram fechados em tempo recorde.

Promotores e procuradores nos Estados dependem de decisão do ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no STF. Cabe a ele enviar o material apurado. Mas, para deliberar sobre cada caso, Janot terá que destacar as acusações que pesam contra cada um dos suspeitos. Além disso, apontar os motivos legais que justificariam a transferência das investigações para a Justiça de primeira instância.

Integrantes do MTST fazem manifestação em São Paulo

Os manifestantes atearam fogo a pneus e bloquearam a Avenida do Estado em ambos os sentidos. A Tropa de Choque foi acionada

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

Aproximadamente 100 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) fizeram um protesto na manhã desta quinta-feira na região central da cidade de São Paulo. De acordo com a Polícia Militar, o grupo reivindica moradias.

Aproximadamente 100 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) fizeram um protesto na manhã desta quinta-feira
Aproximadamente 100 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) fizeram um protesto na manhã desta quinta-feira

Os manifestantes atearam fogo a pneus e bloquearam a Avenida do Estado em ambos os sentidos. A Tropa de Choque foi acionada. O Corpo de Bombeiros trabalhava, às 7h30, no rescaldo dos objetos incendiados.

A interdição provocou trânsito intenso na altura da Rua São Caetano e os veículos são desviados por agentes de trânsito para a Avenida Mercúrio.

Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o município registrou 45 quilômetros de congestionamento, sendo a maior parte (19 quilômetros) na Zona Oeste.

Sem -terra

Cerca de 300 militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e ao Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) ocuparam, na manhã do último domingo, a Fazenda Mattei. A propriedade fica na comunidade Arvoredo, município de Pontão, no norte do Rio Grande do Sul. O objetivo dos sem-terra é denunciar a concentração e a suposta grilagem de terra no local, de acordo com os movimentos.

Os organizadores da ação dizem que a área tem aproximadamente 600 hectares. Mas o proprietário, Jair Mattei, teria declarado, para efeito fiscal em 2016, somente 185 hectares à Receita Pública Estadual da Secretaria da Fazenda.

Sem-terra acampados

— Mattei declara uma produção dez vezes maior do que suporta a propriedade escriturada. (Basta verificar) a realidade da produtividade da região — diz o agricultor Gerônimo Silva.

Os participantes da mobilização cobram dos responsáveis a investigação da produtividade da área. Querem, ainda, que seja apurada a suposta prática de grilagem de terra.

TSE ouve ex-diretores da Odebrecht em ação contra chapa Dilma-Temer

A defesa de Dilma Rousseff nega qualquer irregularidade e diz que todo o processo de contratação das empresas e de distribuição dos produtos foi documentado e monitorado

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

Após o empresário Marcelo Odebrecht depor no dia anterior, em Curitiba, no processo que investiga irregularidades nas contas da campanha presidencial de 2014 na chapa Dilma-Temer, o ex-presidente da construtora Odebrecht Benedicto Júnior e o ex-presidente da Odebrecht Ambiental Fernando Reis foram ouvidos nesta quinta-feira pelo ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Herman Benjamim, no Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro (TRF-RJ).

Em dezembro de 2014, as contas da campanha da então presidenta Dilma Rousseff e de seu vice na chapa, Michel Temer, foram aprovadas com ressalvas, por unanimidade, no TSE
Em dezembro de 2014, as contas da campanha da então presidenta Dilma Rousseff e de seu vice na chapa, Michel Temer, foram aprovadas com ressalvas, por unanimidade, no TSE

Em dezembro de 2014. As contas da campanha da então presidenta Dilma Rousseff e de seu vice na chapa, Michel Temer, foram aprovadas com ressalvas. Por unanimidade, no TSE. No entanto, o processo foi reaberto porque o PSDB questionou a aprovação. Por entender que há irregularidades nas prestações de contas apresentadas por Dilma.

Segundo entendimento do TSE, a prestação contábil do presidente e do vice-presidente é julgada em conjunto.

Defesa de Dilma

A defesa de Dilma Rousseff nega qualquer irregularidade. E diz que todo o processo de contratação das empresas e de distribuição dos produtos foi documentado e monitorado.

No início do mês. A defesa do presidente de facto Michel Temer sustentou no TSE que a campanha eleitoral do PMDB não tem relação com os pagamentos suspeitos. De acordo com os advogados, não se tem conhecimento de qualquer irregularidade no pagamento dos serviços.

Trens colidem e pessoas ficam feridas em São Paulo

O Corpo de Bombeiros socorreu seis pessoas que ficaram feridas sem gravidade. Três foram atendidas no local e três foram encaminhadas para pronto-socorros próximos

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

 

Dois trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) colidiram nesta quinta-feira na cidade de Barueri por volta das 8h. Segundo a assessoria de imprensa, a maquinista de um dos veículos sofreu um mal súbito e não conseguiu frear a tempo de evitar a batida no outro.

Dois trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) colidiram nesta quinta-feira na cidade de Barueri
Dois trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) colidiram nesta quinta-feira na cidade de Barueri

O Corpo de Bombeiros socorreu seis pessoas que ficaram feridas sem gravidade. Três foram atendidas no local e três foram encaminhadas para pronto-socorros próximos.

O acidente ocorreu na Estação Barueri, onde existem quatro vias, e a CPTM informou que a operação não foi prejudicada.

Acidentes

O número de acidentes e problemas técnicos do sistema têm aumentado.

No mês passado, foram registrados três descarrilamentos na capital paulista. No dia 23, um trem saiu dos trilhos na Linha 12 – Safira. No dia 21, um trem da Linha 5 – Lilás descarrilou na zona sul da capital. No último dia 7, um trem descarrilou na Linha 3 – Vermelha, nas proximidades da Estação Corinthians-Itaquera, Zona Leste.