Enem 2017 será em dois domingos consecutivos em novembro

Por Redação, com ABr – de Brasília:

O Ministério da Educação (MEC) anunciou mudanças no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que, este ano, será realizado em dois domingos consecutivos, dias 5 e 12 de novembro, e não mais em um único fim de semana. As inscrições estarão abertas de 8 a 19 de maio. O resultado do exame será divulgado no dia 19 de janeiro de 2018.

Estudantes chegam para as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2016
Estudantes chegam para as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2016

A medida deverá beneficiar os sabatistas, integrantes de religiões que guardam o sábado. Até o ano passado, eles tinham que ficar isolados em uma sala das 13h (horário de início da prova). Até o sol se pôr e faziam as provas de sábado à noite. 

– As mudanças garantem mais tranquilidade para os estudantes, que terão mais espaço entre uma prova e outra e, ao mesmo tempo. Resolve uma questão histórica dos sabatistas, que tinham a condição muito desumana de ficarem confinados aguardando o pôr do sol. Para iniciar a aplicação da prova. Além de aspectos relativos a segurança. A gente amplia a segurança da aplicação das duas provas tendo em vista esse espaço de dois domingos – disse o ministro da Educação, Mendonça Filho.

No primeiro domingo, os estudantes farão provas de ciências humanas, linguagens e redação. No segundo, as provas serão de matemática e ciências da natureza. Até o ano passado, o exame era realizado em um sábado e um domingo, no mesmo fim de semana, e a prova de redação era aplicada no segundo dia de exame. Com a mudança, no primeiro domingo os estudantes terão cinco horas e meia de prova e, no segundo, quatro horas e meia. 

Os candidatos interessados em fazer o exame devem pagar uma taxa de inscrição. O MEC ainda discute o valor a ser cobrado. A taxa deve ser conhecida a partir da publicação do edital, prevista para 10 de abril. São isentos do pagamento da taxa os estudantes concluintes do ensino médio em escolas públicas e os participantes de baixa renda. Os estudantes isentos que não comparecerem e não justificarem a ausência perderão o benefício em 2018, caso queiram fazer a prova novamente. 

As mudanças foram feitas com base em consulta pública realizada pelo ministério. Cerca de 600 mil pessoas participaram da consulta, que ficou disponível no período de 18 de janeiro a 17 de fevereiro.

Segurança

Cada prova será identificada com o nome do andidato, tanto o caderno de questões quanto o caderno de respostas. “Com isso, tem instrumento a mais para identificar e eventualmente permitir a rastreabilidade, saber se porventura uma prova foi subtraída ou canalizada para uso indevido”, destacou Mendonça Filho. No ano passado, operações da Polícia Federal foram realizadas no dia de aplicação do exame. As provas também teriam vazado para alguns candidatos.

Enem por computador

A consulta pública mostrou que 70,1% dos participantes são contra a aplicação do Enem por computador. A ideia vem sendo discutida desde 2012. Mendonça cogitava fazer testes de aplicação este ano. “Imaginava que haveria receptividade maior para a prova aplicada em computador, mas é algo que acontecerá, num espaço de tempo não definido, certamente será uma evolução que ocorrerá também para a aplicação do Enem”, disse o ministro.

USP apresenta proposta de austeridade para conter crise

Além das demissões, o reitor tem buscado sanear as contas da instituição, com uma série de medidas, como cortes em investimentos e revisão de contratos

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

A reitoria da Universidade de São Paulo (USP) apresentou nesta terça-feira, ao Conselho Universitário, uma proposta de austeridade financeira para a instituição. A íntegra do plano não foi divulgada, mas um dos seus objetivos é a redução de gastos com a folha de pagamentos. Nos últimos três anos, foram abertos dois programas de demissão voluntária que resultaram na dispensa de 3,5 mil servidores da USP. 

A reitoria da Universidade de São Paulo (USP) apresentou nesta terça-feira, ao Conselho Universitário, uma proposta de austeridade financeira para a instituição
A reitoria da Universidade de São Paulo (USP) apresentou nesta terça-feira, ao Conselho Universitário, uma proposta de austeridade financeira para a instituição

Em um vídeo divulgado no site da universidade. O reitor Marco Antonio Zago destaca os principais pontos que serão levados para apreciação do conselho. Ele enfatiza a necessidade de que o comprometimento do orçamento da USP com salários retorne ao patamar de 85%.

Atualmente, essas despesas ultrapassam os 100% das receitas da instituição. Contribuindo para o déficit de cerca de R$ 660 milhões apresentado em 2016. Diz a universidade, que enfrenta uma crise desde 2014.

Além das demissões, o reitor tem buscado sanear as contas da instituição, com uma série de medidas, como cortes em investimentos e revisão de contratos. “O Conselho Universitário – responsável pelas decisões administrativas da USP- vai discutir e votar parâmetros que fortalecerão o equilíbrio financeiro nos próximos anos.

Tais critérios vão garantir que os docentes e servidores da casa recebam seus salários em dia. E que as atividades-fim da universidade continuem a ter excelência”. Disse Zago, ao defender a proposta chamada de Parâmetros de Sustentabilidade.

A USP também vem tentando reduzir os gastos com as atividades não consideradas como foco da instituição. Neste ano, foi desativada uma das creches da Cidade Universitária, na Zona Oeste da capital paulista. E com a redução no quadro de funcionários a partir dos planos de demissão voluntária, o Hospital Universitário teve de reduzir o número de atendimentos no ano passado.

Qualidade

As entidades de representação de funcionários e professores se opõem às propostas. Para a Associação dos Docentes da USP (Adusp). É preciso buscar mais receitas. Segundo a entidade, a USP cresceu ao longo dos últimos anos sem que houvesse expansão dos recursos destinados à ela e a outras duas universidades estaduais. A Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

As três instituições são financiadas com 9,57% da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do estado. A Adusp defende que esse percentual seja revisto, destinando 11,2% das receitas do ICMS para as três universidades.

Para o presidente da associação. César Augusto Minto a proposta da reitoria coloca em risco a qualidade das atividades desempenhadas pela USP. “Muito provavelmente, nós não vamos conseguir manter a qualidade do ensino, pesquisa e extensão que é hoje realizado”, disse.

Ele critica ainda a falta de discussão e planejamento das medidas que vem sendo tomadas pela universidade. Dizendo que as dispensas do plano de demissões impactaram negativamente em diversos setores. “Tudo isso, sem discutir abertamente com a comunidade. Sem planejamento prévio. Os dois planos de demissão voluntária foram feitos sem nenhum estudo prévio de consequências”, enfatizou.

Rio: professores usam tecnologia para incentivar alunos

Na rede estadual de ensino, alguns dispositivos têm sido desenvolvidos por educadores, visando enriquecer as aulas e despertar o interesse dos jovens

Por Redação, com ACS – do Rio de Janeiro:

Cada vez mais professores têm deixado de lado o antigo quadro de giz para dar lugar a ferramentas tecnológicas. Na rede estadual de ensino, alguns dispositivos têm sido desenvolvidos por educadores, visando enriquecer as aulas e despertar o interesse dos jovens.

Docentes da rede estadual desenvolveram aplicativos para enriquecer as aulas
Docentes da rede estadual desenvolveram aplicativos para enriquecer as aulas

Entre os exemplos, estão os aplicativos pedagógicos Universos & Tribos, Profissap e Sonhe!. Os Apps foram idealizados por docentes de escolas estaduais como parte do projeto TecEscola, que tem o apoio da Secretaria de Educação.

O professor de Matemática Fábio Gonçalves Polck desenvolveu com a colega de Biologia Maria de Fátima da Cunha Carneiro o aplicativo Universos & Tribos.

Trata-se de um quiz – perguntas e respostas – voltado para o conhecimento nas disciplinas que lecionam.

– Com o smartphone, o estudante tem acesso a exercícios em sala de aula, na rua e em casa. No ano passado, utilizei o recurso com alunos que ficaram em recuperação e deu certo. Tanto que a maioria conseguiu atingir as notas necessárias para aprovação. O perfil do aluno mudou e, aos poucos, também estamos mudando o jeito de ensinar – disse o professor.

Segundo Fábio, que leciona no Colégio Estadual Amaro Cavalcanti, no Largo do Machado, na Zona Sul do Rio. A recepção das turmas novas, da 1ª série do Ensino Médio, foi positiva neste início de ano letivo.

– Conversei com a turma e avisei que vamos trabalhar muito com a tecnologia. Além do uso do aplicativo e da troca de e-mails com exercícios. Também mostrei o site Conexão Escola (www.conexaoescola.rj.gov.br), que tem material de estudos – afirmou o docente.

Teste vocacional

Já o aplicativo Profissap propõe um direcionamento para a área de interesse, com a descrição de profissões.

– É como um teste vocacional. A proposta é descrever as profissões, informar os locais onde existem universidades e apresentar depoimentos de profissionais de diferentes áreas – explicou Rita de Cássia Garcia, do Colégio Professor Antonio Maria Teixeira, uma das idealizadoras do App.

Aplicativos abordam diversos temas

Os alunos da rede estadual de ensino estão tendo acesso a diversas áreas de interesse por meio dos aplicativos criados por docentes como Pedro Menezes. O professor de Filosofia desenvolveu o Sonhe! para dar suporte aos planos dos estudantes, fornecendo informações sobre temas como Matemática, Música e História.

– Tentei sair do trivial. O aplicativo conta com o desenvolvimento de projetos relacionados ao que o aluno gosta. É uma forma de pensar o mundo a partir do conhecimento que adquire na escola – ressaltou Pedro, que leciona no Colégio Ministro Orozimbo Nonato, em Higienópolis, na Zona Norte do Rio.

Também responsável pelo aplicativo Sonhe!, Mauro Ferreira de Oliveira, professor do Colégio Agripino Grieco, em Engenho de Dentro, na Zona Norte, e do Ciep Túlio Roberto, em Duque de Caxias, considerou a experiência grandiosa.

– A tecnologia na sala de aula é uma grande parceria para o conhecimento – destacou Mauro.

Para o ano letivo de 2017, a proposta dos educadores é atualizar os Apps, a partir do feedback de alunos e professores. Os aplicativos estão disponíveis para os sistemas operacionais Android e IOS.

 

Ministério da Educação amplia prazo de pré-seleção do Fies

O financiamento do curso de graduação disponibilizado pelo MEC estará aberto no primeiro semestre deste ano para 150 mil alunos

Por Redação, com ABr – de Brasília:

O Ministério da Educação (MEC) prorrogou o período de pré-seleção da lista de espera do processo seletivo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). O prazo se encerraria na sexta-feira, mas foi estendido para o dia 17 de março. A mudança foi publicada no Diário Oficial da União.

O Ministério da Educação (MEC) prorrogou o período de pré-seleção da lista de espera do processo seletivo do Fundo de Financiamento Estudantil
O Ministério da Educação (MEC) prorrogou o período de pré-seleção da lista de espera do processo seletivo do Fundo de Financiamento Estudantil

Os estudantes interessados devem monitorar o site do programa para checar a divulgação do resultado. Caso apareça como pré-selecionado, o estudante deve acessar o Sistema Informatizado do Fies (SisFies). Efetivar a inscrição em cinco dias úteis. A partir da data de divulgação do resultado no sistema. No ato da inscrição, o candidato deve escolher a instituição bancária e a agência de sua preferência.

Depois de inscrito no sistema, o estudante deve validar as informações na Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição de educação superior em até dez dias. Por mais dez dias, o candidato (ou seus fiadores) deve comparecer a um agente financeiro do Fies para formalizar a contratação do financiamento.

Curso de graduação

O financiamento do curso de graduação disponibilizado pelo MEC estará aberto no primeiro semestre deste ano para 150 mil alunos.

Para ter direito ao benefício, o estudante deve comprovar renda bruta mensal de até três salários-mínimos por pessoa da família. Além de ter participado de alguma edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a partir de 2010, com nota mínima de 450 pontos nas provas de conhecimentos gerais e nota superior a zero na redação.

Estudantes do Rio combatem racismo com projeto transformador

O Criativos da Escola é um movimento global que ocorre em 35 países. Ele surgiu na Índia, com o nome Planejamento para Mudança

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

Com o título Solta esse Black, alunas da Escola Municipal Levy Miranda, localizada na Pavuna, Zona Norte do Rio, tiveram seu projeto de combate ao machismo e ao racismo dentro do colégio incluído entre as ideias premiadas pelo desafio Criativos da Escola, em sua segunda edição no Brasil. Esse foi o único projeto Fluminense na lista de ganhadores.

O Criativos da Escola é um movimento global que ocorre em 35 países
O Criativos da Escola é um movimento global que ocorre em 35 países

O Criativos da Escola é um movimento global que ocorre em 35 países. Ele surgiu na Índia, com o nome Planejamento para Mudança. A iniciativa foi lançada no Brasil em 2015. Pelo Instituto Alana, com o nome Criativos da Escola, “porque fazia mais sentido para a realidade dos alunos e dos educadores brasileiros”. Disse o assessor do projeto no Instituto Alana, Gabriel Salgado.

Uma das primeiras estratégias do projeto no Brasil foi lançar uma premiação intitulada desafio Criativos da Escola. Cujo objetivo é reconhecer e valorizar o que já é feito no país pelos estudantes do ensino fundamental e médio das escolas da rede pública e particular. “Valorizar o que os jovens já estão fazendo de iniciativas transformadoras”. Dez jurados selecionam os melhores projetos a cada edição.

As estatísticas mostram que cerca de 80% dos inscritos no ano passado eram de escolas da rede pública. Dos 11 premiados, apenas um era de escola particular. Lembrou o assessor. Na primeira edição do prêmio, 419 projetos foram inscritos. Com cinco grupos premiados.

Em 2016, o instituto recebeu 1.014 inscrições. Premiando 11 equipes de alunos e orientadores de várias regiões do país. Uma do Rio de Janeiro, três do Ceará, duas de São Paulo, duas da Bahia, uma de Minas Gerais, uma do Rio Grande do Sul e uma de Mato Grosso do Sul.

Representantes dos 11 grupos viajaram para Salvador, em dezembro passado. Para desenvolver uma série de atividades. Construir um projeto conjunto, passando a mensagem de trabalho em equipe. Cada grupo recebeu R$ 2 mil e cada educador, R$ 500.

Solta esse Black

A professora de artes da escola municipal vencedora do Rio de Janeiro, Pamela Souza da Silva. Ela informou que o projeto foi iniciado por um grupo de mais de 100 meninas. Elas a procuraram para debater questões femininas próprias da adolescência. Como o que é ser mulher. O que é ser mulher na favela. Como a sociedade vê as mulheres negras, gravidez na adolescência.

Os debates começaram com reuniões pequenas. Um grupo de estudantes questionou sobre o cabelo. Em reação a comentários machistas e racistas de colegas do sexo masculino durante as aulas. Muitas estavam na fase de transição capilar e queriam deixar de usar produtos químicos nos cabelos.

– Isso virou uma demanda nossa e decidimos partir para um projeto”. As estudantes promoveram  oficinas e debates, inclusive na internet, sobre o tema. “A gente fez um movimento lindo na escola”. A consequência foi a valorização do cabelo afro e da autoestima entre as alunas. Que “se uniram para passar por aquele momento difícil de parar de passar química e deixar o cabelo crescer”. E suplantaram piadas e comentários maldosos dos meninos – afirmou Pamela.

O movimento ganhou toda a escola. Ampliou o número de estudantes que assumiram o cabelo crespo original. Vendo beleza nisso. “O impacto na escola foi incrível. Foi além do cabelo. Até meninas que não se falavam, que tinham rixas, se uniram. Passaram a se cuidar mais, a se falar, a se olhar”, observou a professora.

Criativos da Escola

Pamela inscreveu o projeto no desafio Criativos da Escola. Disse que nenhuma participante imaginava que elas estariam entre as vencedoras da premiação. “Foi importante no âmbito pessoal e está extrapolando a escola”.

As estudantes querem agora levar o projeto para a comunidade. Um encontro já está marcado para maio próximo. Com essa finalidade, no Complexo do Chapadão, Zona Norte. Onde serão convocadas todas as mulheres de cabelo crespo para participar.

E a coisa não fica por aí. As meninas já pensam em estender o Solta esse Black a outras escolas. Para atender aos pedidos que começam a surgir para valorização do cabelo natural. “O negócio é se achar bonita do jeito que é e querer assumir o cabelo crespo natural”, disse Pamela.

Novo desafio

Entre abril e maio próximos, será divulgado o regulamento da premiação deste ano. As inscrições se estenderão até o fim de setembro. Abertas a projetos que já tenham ocorrido ou que estejam em curso. Podem participar projetos transformadores e protagonizados por estudantes. Que cumpram as exigências estabelecidas. Como trabalho em equipe, ter criatividade e empatia, ou seja,  demonstrar solidariedade.

No caso do Solta esse Black, o assessor do Instituto Alana, Gabriel Salgado. Ele afirmou que o projeto ressalta o acolhimento e a empatia das alunas. Respondendo a uma demanda não só da identidade delas, mas da comunidade onde estão inseridas.

Governo federal aumenta repasses do salário-educação em 7%

O salário-educação é uma contribuição social recolhida de todas as empresas e entidades vinculadas ao Regime Geral da Previdência Social

Por Redação, com ABr – de Brasília:

 

O Ministério da Educação anunciou  o aumento de 7% do repasse dos recursos do salário-educação para municípios, Estados e Distrito Federal em relação a 2016. No ano passado, o repasse foi R$ 11,71 bilhões e deve chegar a R$ 12,53 bilhões este ano, segundo informações do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

O Ministério da Educação anunciou  o aumento de 7% do repasse dos recursos do salário-educação
O Ministério da Educação anunciou o aumento de 7% do repasse dos recursos do salário-educação

O salário-educação é uma contribuição social recolhida de todas as empresas e entidades vinculadas ao Regime Geral da Previdência Social. Após a arrecadação, feita pela Receita Federal, cabe ao FNDE repartir os recursos. Do valor arrecadado, 90% vai para a cota estadual/municipal (2/3) e para a cota federal (1/3), e 10% devem serem utilizados pela autarquia em programas e ações voltados à educação básica.

– O salário-educação é uma das principais fontes de recursos para a manutenção e desenvolvimento do ensino no país, ao lado do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) –  disse o presidente do FNDE, Silvio Pinheiro.

Recursos

A distribuição dos recursos é feita com base no número de matrículas no ensino básico. A cota correspondente aos estados e municípios é depositada mensalmente nas contas das secretarias de educação. A cota federal é administrada pelo FNDE para reforçar o financiamento da educação básica. O objetivo é reduzir os desníveis socioeducacionais entre municípios e estados.

Ministério da Educação libera resultado do Fies

O Fies oferece financiamento a estudantes em cursos de instituições privadas de ensino superior. A taxa efetiva de juros do programa é de 6,5% ao ano

Por Redação, com ABr – de Brasília:

O resultado do processo seletivo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para o primeiro semestre deste ano foi divulgado nesta segunda-feira. Os estudantes poderão consultar a lista dos candidatos pré-selecionados na chamada regular, bem como a lista de espera, no site do programa e na instituição em que fez a inscrição. Nesta edição, são ofertados 150 mil financiamentos.

O resultado do processo seletivo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para o primeiro semestre deste ano foi divulgado nesta segunda-feira
O resultado do processo seletivo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para o primeiro semestre deste ano foi divulgado nesta segunda-feira

Os estudantes classificados com base no número de vagas do curso serão pré–selecionados na chamada única. Os demais, não pré–selecionados, serão automaticamente incluídos em lista de espera.

A partir desta terça-feira, até o dia 20 de m6es, os estudantes da chamada única deverão concluir a inscrição no SisFies. Para os que ficaram na lista de espera, o prazo para concluir a inscrição é o dia 3 de março.

O Fies oferece financiamento a estudantes em cursos de instituições privadas de ensino superior. A taxa efetiva de juros do programa é de 6,5% ao ano. O percentual de financiamento é definido de acordo com o comprometimento da renda familiar mensal bruta per capita do estudante. O candidato deve ter renda familiar mensal de até três salários mínimos por pessoa.

Neste semestre, o governo reduziu o teto do financiamento aos estudantes. O limite mensal do Fies passou de R$ 7 mil para R$ 5 mil.

Vagas

A oferta de vagas do programa dá prioridade aos cursos de engenharias, formação de professores e áreas de saúde. Além das áreas prioritárias, o programa valoriza os cursos com melhores índices de qualidade em avaliações do Ministério da Educação.

Para participar é preciso ter tirado pelo menos 450 pontos na média das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e não ter zerado a redação.

Reforma do ensino médio ainda demora a chegar às escolas, prevê MEC

A reforma curricular do MEC para o ensino médio ainda demora a chegar às salas de aula

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), elemento fundamental para a implementação da reforma ainda está em discussão no Ministério da Educação (MEC)

 

Por Redação, com ABr – de Brasília

 

Aprovada nessa quarta-feira, a reforma do ensino médio poderá ser implementada apenas em 2020. Assim, não deve chegar imediatamente a todas as escolas. A previsão é dos Estados e das escolas particulares.

A reforma curricular do MEC para o ensino médio ainda demora a chegar às salas de aula
A reforma curricular do MEC para o ensino médio ainda demora a chegar às salas de aula

Isso porque a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), elemento fundamental para a implementação da reforma ainda está em discussão no Ministério da Educação (MEC).

“Quem entra nos holofotes agora é a Base, o início da implantação da reforma é atrelado à Base”, diz a instituição, em nota. A BNCC do ensino médio será definida pelo MEC e encaminhada para a aprovação do Conselho Nacional de Educação (CNE). Depois retornará à pasta para homologação.

Novo modelo

“Se isso ocorrer no segundo semestre, teremos até 2020 para iniciar o processo. Claro que vai depender de grande discussão, de várias definições. Começa agora uma etapa de discussão nos estados de como se dará a implementação”, diz.

A reforma do ensino médio define que as escolas devem passar a oferecer opções de itinerários formativos para os estudantes. Eles deverão optar por uma formação com ênfase em linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas ou formação técnica.
Parte da formação (40%) será voltado para a ênfase escolhida e o restante do tempo, para a formação comum, definida pela Base Nacional Comum Curricular.

Os Estados devem começar a implementar o novo modelo no segundo ano letivo subsequente à data de publicação da BNCC. Isso pode ser antecipado para o primeiro ano, desde que com antecedência mínima de 180 dias entre a publicação da Base Nacional e o início do ano letivo – ou seja, caso aprovada no primeiro semestre, poderia começar a vigorar em 2019.

Melhor proposta

A diretora da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), Amábile Pacios, acredita que a reforma deve ser implementada em 2020 porque não há tempo hábil, sobretudo para o setor público se adequar. As escolas, segundo ela, precisam ter os projetos político-pedagógicos encaminhados às secretarias de educação para começarem a implementar as mudanças.

— O setor (privado) é mais ágil na mudanças, mas no final depende da secretaria de Educação, que define as normas e as propostas a serem implementadas. De qualquer maneira, vamos fazer a melhor proposta e prestar o melhor serviço — acrescenta. 

Atualmente, o ensino médio tem 8,1 milhões de matrículas, a maioria em escolas públicas (87%) da rede estadual (80%), ou seja, a implementação da MP recairá principalmente sobre os estados. A reforma se estende a todas as escolas, ou seja, a rede particular também terá que se adequar.

Em termos de implementação cada estado poderá definir a melhor forma de ofertar os itinerários formativos. As escolas particulares estudam parcerias entre si. Uma das possibilidades é que um conjunto de escolas próximas ofertem cada uma um itinerário e atenda também os estudantes das demais.

Mudanças

A reforma do ensino médio define ainda que as escolas devem ampliar a carga horária para 5 horas diárias – atualmente a obrigação é 4 horas diárias – em cinco anos. A intenção é que progressivamente ampliem a carga horária para 7 horas diárias, para ofertar educação em tempo integral.

Segundo Amâncio, mais da metade dos estados ainda têm a carga horária de 4h. Já nas esocolar particulares, segundo Amábile, a maioria já está adequada à nova regra.

— Será um desafio para os estados, cada um vai ter que fazer o seu planejamento — diz.

O financiamento será um dos grandes entraves, segundo ele, uma vez que vários estados enfrentam crises e endividamento.

— Sabemos que a reforma tem um impacto (no orçamento). Isso impacta no tempo de implementação da reforma. Cada Estado vai depender das suas contas, não é questão apenas de vontade — afirmou.

Formação técnica

O governo federal já anunciou duas principais linhas de auxílio aos estados. Uma delas é o Programa de Fomento à Implementação de Escolas em Tempo Integral oferece, para o ensino médio, R$ 2 mil a mais por aluno por ano para ajudar os estados. A ajuda, que seria por até quatro anos, foi prorrogada para dez anos.

Outra linha é o MedioTec destinado a ofertar formação técnica e profissional a estudantes do ensino médio. Ao todo, serão ofertadas 82 mil vagas. Segundo Amâncio, isso fará com que a ênfase em ensino técnico seja a primeira a entrar em vigor nas escolas. Nessa semana foi feito um workshop em Brasília para os secretários estaduais.

A expectativa é que o programa comece a funcionar no segundo semestre.

Senado aprova MP do Ensino Médio e texto vai a sanção

Entre as principais mudanças estão a ampliação de 50% para 60% a composição do currículo da etapa de ensino preenchido pela Base Nacional Comum

Por Redação, com ABr – de Brasília:

O plenário do Senado aprovou a Medida Provisória que trata da Reforma do Ensino Médio. O texto foi aprovado por 43 votos favoráveis e 13 contrários e seguirá agora para sanção do presidente de facto da República, Michel Temer. A MP não sofreu alterações em relação ao texto final da Câmara dos Deputados.

O plenário do Senado aprovou a Medida Provisória que trata da Reforma do Ensino Médio
O plenário do Senado aprovou a Medida Provisória que trata da Reforma do Ensino Médio

Entre as principais mudanças estão a ampliação de 50% para 60% a composição do currículo da etapa de ensino preenchido pela Base Nacional Comum. Os 40% restantes serão destinados aos chamados itinerários formativos. Em que o estudante poderá escolher entre cinco áreas de estudo. Linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnica e profissional. O projeto prevê que os alunos poderão escolher a área na qual vão se aprofundar já no início do ensino médio.

Quando passou pela Câmara, a medida recebeu emenda restabelecendo a obrigatoriedade das disciplinas de. Educação física, arte, sociologia e filosofia na Base Nacional Comum Curricular. Que estavam fora do texto original. A oposição no Senado tentou obstruir a votação e apresentou diversas sugestões de emenda para tentar modificar o texto. Mas elas foram rejeitadas pela maioria do plenário.

Foi mantida ainda a permissão para que profissionais com notório saber. Ou seja, sem formação acadêmica específica para lecionar, possam dar aulas no ensino técnico e profissional. Isso permitirá, por exemplo, a um engenheiro dar aulas de matemática ou física e não mais necessariamente um professor com licenciatura nessas áreas.

Carga horária

A proposta também estabelece uma meta de ampliação da carga horária para pelo menos mil horas anuais no prazo máximo de cinco anos para todas as escolas do ensino médio, com apoio financeiro do governo federal.

Escolas já podem se inscrever na olimpíada de astronomia

A olimpíada gerou a Mostra Brasileira de Foguetes, que tem em torno de 90 mil participantes por ano e também está com inscrições abertas

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

 

Estão abertas as inscrições para escolas que desejem participar da 20ª Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). As inscrições se estenderão até 19 de março. Na avaliação do coordenador nacional da OBA, o físico João Batista Garcia Canalle, 2017 é um ano especial. “Não é todo dia que uma olimpíada científica faz 20 anos de existência no Brasil, sem interrupções”.

Estão abertas as inscrições para escolas que desejem participar da 20ª Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica
Estão abertas as inscrições para escolas que desejem participar da 20ª Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica

Canalle admitiu, porém, que, com a situação de dificuldades econômicas por que passa o país. Com redução de verbas destinadas a instituições científicas. As perspectivas não são muito animadoras no objetivo de ultrapassar 1 milhão de alunos inscritos este ano. Pela falta de recursos para divulgação.

– Por outro lado, a gente está mantendo a animação, fazendo divulgação pela mídia, para tentar envolver mais escolas. Manter, pelo menos, 800 mil alunos por ano, que é a nossa média há quase dez anos – disse.

O coordenador sublinhou a importância da astronomia e astronáutica para os estudantes dos ensinos fundamental e médio. A primeira questão, segundo Canalle, é a consciência global. “As pessoas acham que planeta é uma coisa que está no céu.

Terra

No entanto, esquecem que moram em um planeta, a Terra, que está também no céu. Mas as pessoas não têm essa percepção. Ao desconhecerem isso, não percebem que esse é o nosso lar. Não tem como nós morarmos em outro planeta do sistema solar, exceto talvez Marte, com muito recurso e em um futuro muito distante, e com muita tecnologia”.

O coordenador nacional disse que a olimpíada visa despertar as crianças e jovens para a importância de bem conservar o planeta Terra. “Aqui é o nosso lar, dependemos dessa estrela (o sol). A lua tem a sua importância na estabilidade da orientação do eixo de rotação da Terra, favorece o movimento das massas oceânicas com as marés. Ou seja, nós somos seres planetários e, no entanto, por ignorância, pensamos que ainda vivemos em um mundo de terra plana”.

Olimpíada

A olimpíada ocorrerá, em uma única fase, no dia 19 de maio. Escolas públicas e particulares de todo o país podem se cadastrar pelo site www.oba.org.br. Nesses 20 anos de existência, a olimpíada superou a marca de 8 milhões de participantes.

A cada ano, são distribuídas cerca de 40 mil medalhas. Na edição de 2016, a olimpíada teve a participação de 744.107 estudantes de 7.915 escolas de todos os estados do Brasil e do Distrito Federal.

A olimpíada gerou a Mostra Brasileira de Foguetes, que tem em torno de 90 mil participantes por ano e também está com inscrições abertas. O mostra avalia a capacidade dos estudantes de construir e lançar, o mais distante possível, foguetes feitos de garrafa pet, tubo de papel ou canudo de refrigerante.

Os melhores classificados na olimpíiada representam o país nas olimpíadas Internacional de Astronomia e Astrofísica e Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica de 2018. Os participantes concorrem ainda a vagas nas Jornadas Espaciais, que ocorrem em São José dos Campos (SP).