Estudantes do Rio combatem racismo com projeto transformador

O Criativos da Escola é um movimento global que ocorre em 35 países. Ele surgiu na Índia, com o nome Planejamento para Mudança

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

Com o título Solta esse Black, alunas da Escola Municipal Levy Miranda, localizada na Pavuna, Zona Norte do Rio, tiveram seu projeto de combate ao machismo e ao racismo dentro do colégio incluído entre as ideias premiadas pelo desafio Criativos da Escola, em sua segunda edição no Brasil. Esse foi o único projeto Fluminense na lista de ganhadores.

O Criativos da Escola é um movimento global que ocorre em 35 países
O Criativos da Escola é um movimento global que ocorre em 35 países

O Criativos da Escola é um movimento global que ocorre em 35 países. Ele surgiu na Índia, com o nome Planejamento para Mudança. A iniciativa foi lançada no Brasil em 2015. Pelo Instituto Alana, com o nome Criativos da Escola, “porque fazia mais sentido para a realidade dos alunos e dos educadores brasileiros”. Disse o assessor do projeto no Instituto Alana, Gabriel Salgado.

Uma das primeiras estratégias do projeto no Brasil foi lançar uma premiação intitulada desafio Criativos da Escola. Cujo objetivo é reconhecer e valorizar o que já é feito no país pelos estudantes do ensino fundamental e médio das escolas da rede pública e particular. “Valorizar o que os jovens já estão fazendo de iniciativas transformadoras”. Dez jurados selecionam os melhores projetos a cada edição.

As estatísticas mostram que cerca de 80% dos inscritos no ano passado eram de escolas da rede pública. Dos 11 premiados, apenas um era de escola particular. Lembrou o assessor. Na primeira edição do prêmio, 419 projetos foram inscritos. Com cinco grupos premiados.

Em 2016, o instituto recebeu 1.014 inscrições. Premiando 11 equipes de alunos e orientadores de várias regiões do país. Uma do Rio de Janeiro, três do Ceará, duas de São Paulo, duas da Bahia, uma de Minas Gerais, uma do Rio Grande do Sul e uma de Mato Grosso do Sul.

Representantes dos 11 grupos viajaram para Salvador, em dezembro passado. Para desenvolver uma série de atividades. Construir um projeto conjunto, passando a mensagem de trabalho em equipe. Cada grupo recebeu R$ 2 mil e cada educador, R$ 500.

Solta esse Black

A professora de artes da escola municipal vencedora do Rio de Janeiro, Pamela Souza da Silva. Ela informou que o projeto foi iniciado por um grupo de mais de 100 meninas. Elas a procuraram para debater questões femininas próprias da adolescência. Como o que é ser mulher. O que é ser mulher na favela. Como a sociedade vê as mulheres negras, gravidez na adolescência.

Os debates começaram com reuniões pequenas. Um grupo de estudantes questionou sobre o cabelo. Em reação a comentários machistas e racistas de colegas do sexo masculino durante as aulas. Muitas estavam na fase de transição capilar e queriam deixar de usar produtos químicos nos cabelos.

– Isso virou uma demanda nossa e decidimos partir para um projeto”. As estudantes promoveram  oficinas e debates, inclusive na internet, sobre o tema. “A gente fez um movimento lindo na escola”. A consequência foi a valorização do cabelo afro e da autoestima entre as alunas. Que “se uniram para passar por aquele momento difícil de parar de passar química e deixar o cabelo crescer”. E suplantaram piadas e comentários maldosos dos meninos – afirmou Pamela.

O movimento ganhou toda a escola. Ampliou o número de estudantes que assumiram o cabelo crespo original. Vendo beleza nisso. “O impacto na escola foi incrível. Foi além do cabelo. Até meninas que não se falavam, que tinham rixas, se uniram. Passaram a se cuidar mais, a se falar, a se olhar”, observou a professora.

Criativos da Escola

Pamela inscreveu o projeto no desafio Criativos da Escola. Disse que nenhuma participante imaginava que elas estariam entre as vencedoras da premiação. “Foi importante no âmbito pessoal e está extrapolando a escola”.

As estudantes querem agora levar o projeto para a comunidade. Um encontro já está marcado para maio próximo. Com essa finalidade, no Complexo do Chapadão, Zona Norte. Onde serão convocadas todas as mulheres de cabelo crespo para participar.

E a coisa não fica por aí. As meninas já pensam em estender o Solta esse Black a outras escolas. Para atender aos pedidos que começam a surgir para valorização do cabelo natural. “O negócio é se achar bonita do jeito que é e querer assumir o cabelo crespo natural”, disse Pamela.

Novo desafio

Entre abril e maio próximos, será divulgado o regulamento da premiação deste ano. As inscrições se estenderão até o fim de setembro. Abertas a projetos que já tenham ocorrido ou que estejam em curso. Podem participar projetos transformadores e protagonizados por estudantes. Que cumpram as exigências estabelecidas. Como trabalho em equipe, ter criatividade e empatia, ou seja,  demonstrar solidariedade.

No caso do Solta esse Black, o assessor do Instituto Alana, Gabriel Salgado. Ele afirmou que o projeto ressalta o acolhimento e a empatia das alunas. Respondendo a uma demanda não só da identidade delas, mas da comunidade onde estão inseridas.

Governo federal aumenta repasses do salário-educação em 7%

O salário-educação é uma contribuição social recolhida de todas as empresas e entidades vinculadas ao Regime Geral da Previdência Social

Por Redação, com ABr – de Brasília:

 

O Ministério da Educação anunciou  o aumento de 7% do repasse dos recursos do salário-educação para municípios, Estados e Distrito Federal em relação a 2016. No ano passado, o repasse foi R$ 11,71 bilhões e deve chegar a R$ 12,53 bilhões este ano, segundo informações do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

O Ministério da Educação anunciou  o aumento de 7% do repasse dos recursos do salário-educação
O Ministério da Educação anunciou o aumento de 7% do repasse dos recursos do salário-educação

O salário-educação é uma contribuição social recolhida de todas as empresas e entidades vinculadas ao Regime Geral da Previdência Social. Após a arrecadação, feita pela Receita Federal, cabe ao FNDE repartir os recursos. Do valor arrecadado, 90% vai para a cota estadual/municipal (2/3) e para a cota federal (1/3), e 10% devem serem utilizados pela autarquia em programas e ações voltados à educação básica.

– O salário-educação é uma das principais fontes de recursos para a manutenção e desenvolvimento do ensino no país, ao lado do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) –  disse o presidente do FNDE, Silvio Pinheiro.

Recursos

A distribuição dos recursos é feita com base no número de matrículas no ensino básico. A cota correspondente aos estados e municípios é depositada mensalmente nas contas das secretarias de educação. A cota federal é administrada pelo FNDE para reforçar o financiamento da educação básica. O objetivo é reduzir os desníveis socioeducacionais entre municípios e estados.

Professora sofre retaliação na escola por opinar contra reformas no ensino

A cientista social Carina Santos fez críticas à reforma do ensino, proposta pelo governo, e sofreu a censura na escola pública onde trabalha

Segundo Carina Santos, os professores das disciplinas ”técnicas” na escola serão admitidos por notório saber

 

Por Redação – do Rio de Janeiro

 

Professora de Sociologia em um educandário no Sul do Estado do Rio, a cientista social Carina Santos denunciou, em sua página de uma rede social, ter sido “retaliada na escola onde atuo por conta da minha posição crítica à Medida Provisória (MP) do Ensino Médio”.

A cientista social Carina Santos fez críticas à reforma do ensino, proposta pelo governo, e sofreu a censura na escola pública onde trabalha
A cientista social Carina Santos fez críticas à reforma do ensino, proposta pelo governo, e sofreu a censura na escola pública onde trabalha

“Publiquei aqui (no Facebook) que estava sendo retaliada na Escola onde atuo por conta da minha posição crítica à MP do Ensino Médio e o Programa Ensino Médio Inovador (ProEMI)”. As razões que levaram a educadora a formular as críticas, pelas quais sofreu a retaliação, em seu local de trabalho, foram especificadas:

“O projeto aumenta a carga horária, com foco no letramento e desenvolvimento das operações matemáticas. O restante do tempo vai se dividir na opção do aluno entre: Sociologia, Historia , Artes, Educação Física, Física, Química e mais letramento, com foco para a linguagem formal sem considerar a diversidade da nossa língua mater e das suas formas. Dentro dessas ”opções” consta, também, as disciplinas técnicas que tem o nome genérico de ‘’Projeto de Vida”.

Ainda segundo Santos, os professores das disciplinas ”técnicas” serão admitidos por notório saber. As regras para tal contrato não estão evidenciadas no projeto”, acrescentou.

‘Bom comportamento’

Sobre o ProEMI adaptado às regionais, a professora ressalta:

“Criam-se núcleos regionais de educação (CICs) — área de conhecimento para desenvolvimento de saberes, onde a opção será do aluno. Refletindo as divisões citadas. A carga horária aumenta gradualmente, mas o projeto tem apenas três parcelas a serem vencidas e, até onde sei, não se tem garantia de efetivo pagamento. Além da chegada de uma PEC que reduz os gastos com Educação. A conta não bate”.

Para Carina Santos, “a meritocracia está presente e tem características médias esperadas para o estudantes. Dentre elas , termos que lembrar substantivos utilizados para defesa da ‘moral e bons costumes’. Alguém se lembra a ultima vez que isso esteve em questão? 
Exemplos : ‘bom comportamento’, ‘ter bom letramento’, ‘ser bem conhecido dentre sua turma’. Quais são as perdas com isso?”.

“O projeto já chega solapando de maneira autoritária. A divisão se dará entre estudantes para o mercado de trabalho e estudante que ingressará na universidade seguindo as ‘opções’ oferecidas. O que vcs acham que irá acontecer?”, questiona.

Espaço na aula

Para a educadora, formada pela Universidade Federal Fluminense (UFF), “há um alinhamento com a tese da Escola sem Partido. Uma vez que o estudante não precisará optar por aulas de humanas”.

E cita, como exemplo:

“No ano passado tive em sala dois estudantes que mais participaram dos debates. Um deles, do Partido Militar, defensor do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). E o outro do campo popular democrático, que apoiou Lula. Ambos tinham espaço na aula, e os debates ocorriam.

“No final do período o aluno que apoiava Bolsonaro não entregou um trabalho sobre movimentos sociais por conta da sua ideologia. Esse aluno, nessa divisão, não se sentirá obrigado a refletir sobre pensamentos divergentes ao dele. Há de se constar que, embora eu tenha militado no mesmo grupo politico do aluno do campo popular, apenas no último dia de aula a sala teve conhecimento disso”.

Meritocracia

A Lei 16.639/03 do Ensino da História da África no Brasil, segundo Santos, “sequer é citada”. “O que permite à ideologia meritocrática ter mais destaque é o fato de não discutimos a origem da desigualdade racial e social no Brasil”, pontua.

Carina Santos cita o professor de História Felipe Duque, ao afirmar que a perda de autonomia do professor, afinal o projeto fala em presença constante de representações federais, como se não bastasse a tal da Gestão Integrada de Desenvolvimento (GID), embora aponte o alinhamento do projeto governamental à Escola sem Partido.


Como resultado da MP, Santos acrescenta o “aumento de trabalho, afinal, há zilhões de relatórios para justificar a contemplação do projeto. E a pulverização de professores em mais colégios, afinal há o enxugamento do currículo que se amplia gradativamente em todas as turmas nos próximos”.

Para a educadora, “o professor será agente descartável na escola onde não tem pertencimento”.

“É preciso resistir”, conclui.

Piso salarial dos professores tem reajuste de 7,64%

O piso salarial dos professores em 2017 terá um reajuste de 7,64%

O piso salarial dos docentes é reajustado anualmente, seguindo as regras da Lei 11.738/2008, a chamada Lei do Piso, que define o mínimo a ser pago a profissionais

Por Redação, com ABr – de Brasília:

O piso salarial dos professores em 2017 terá um reajuste de 7,64%. Com isso, o menor salário a ser pago a professores da educação básica da rede pública deve passar dos atuais R$ 2.135,64 para 2.298,80. O anúncio foi feito nesta quinta-feira pelo Ministério da Educação (MEC).

O piso salarial dos professores em 2017 terá um reajuste de 7,64%
O piso salarial dos professores em 2017 terá um reajuste de 7,64%

O piso salarial dos docentes é reajustado anualmente, seguindo as regras da Lei 11.738/2008. A chamada Lei do Piso, que define o mínimo a ser pago a profissionais em início de carreira, com formação de nível médio e carga horária de 40 horas semanais.

O ajuste deste ano é menor que o do ano passado, que foi de 11,36%. O valor representa um aumento real, acima da inflação de 2016, que fechou em 6,29%. O novo valor começa a valer a partir deste mês.

– Significa um reajuste acima da inflação, cumprindo a legislação – disse o ministro da Educação, Mendonça Filho. “É algo importante porque significa, na prática, a valorização do papel do professor, que é central na garantia de uma boa qualidade da educação. Não se pode ter uma educação de qualidade se não tivermos professores bem remunerados e motivados”, acrescenta.

A lei vincula o aumento à variação ocorrida no valor anual mínimo por aluno. Definido no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Pela lei, os demais níveis da carreira não recebem necessariamente o mesmo aumento, o que é negociado em cada unidade federativa.

Aumento de R$ 5,083 bilhões nos gastos municipais

Em um cenário de crise, o reajuste preocupa estados e municípios. Estudo divulgado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) mostra que o reajuste do piso salarial dos professores vai gerar um aumento de R$ 5,083 bilhões nos gastos municipais.

De acordo com a CNM, de 2009 a 2016 os gastos com a folha de magistério tiveram uma expansão de R$ 41,829 bilhões. O valor já cresceu 241,9%, muito acima da inflação relativa ao período e maior do que o próprio aumento das receitas do Fundeb.

O Fundeb é formado, na quase totalidade, por recursos provenientes dos impostos e transferências dos Estados, Distrito Federal e municípios. Vinculados à educação. Além desses recursos, ainda compõe o Fundeb, a título de complementação. Uma parcela de recursos federais. Pelo menos 60% desses recursos devem ser destinados a pagamento de pessoal.

Segundo a CNM, atualmente, os municípios comprometem, em média, 78,4% dos recursos do Fundeb. Apenas com a folha de pagamento desses profissionais. De acordo com dados do Sistema de Informação sobre Orçamentos Públicos em Educação (Siope). Em 2015, mais de 70 Municípios já comprometiam 100% desses recursos.

O ministro da Educação ressaltou que, ao final do ano passado, o governo antecipou o repasse de R$ 1,25 bilhão do Fundeb. “O pagamento foi honrado ainda dentro do exercício de 2016. O que não ocorria. O prazo para que o repasse fosse feito é até abril do ano subsequente”, disse.

Ele acrescenta que, em 2017, os repasses aos estados e municípios serão mensais. “O que vai totalizar R$ 1,3 bilhão e ajudará o fôlego dos estados e municípios e suas respectivas folhas”, finalizou.

Rio inaugura mais duas Escolas do Amanhã na Zona Oeste

Uma das metas estratégicas da Prefeitura do Rio é ter, até o fim de 2016, 35% dos alunos da Rede Municipal estudando em tempo integral, em turno de sete horas

Por Redação, com ARN – do Rio de Janeiro:

A Prefeitura do Rio inaugurou mais duas Escolas do Amanhã na Zona Oeste da cidade, nesta sexta-feira. O Espaço de Desenvolvimento Infantil Marcelo Parente e a Escola Municipal Primário Vereador Átila Nunes vão atender 300 e 720 crianças, respectivamente, na região do Anil, região de Jacarepaguá, na Zona Oeste da cidade.

Uma das metas estratégicas da Prefeitura do Rio é ter, até o fim de 2016, 35% dos alunos da Rede Municipal estudando em tempo integral
Uma das metas estratégicas da Prefeitura do Rio é ter, até o fim de 2016, 35% dos alunos da Rede Municipal estudando em tempo integral

Uma das metas estratégicas da Prefeitura do Rio é ter, até o fim de 2016, 35% dos alunos da Rede Municipal. Estudando em tempo integral. Em turno de sete horas.

Entre as medidas adotadas para alcançar a meta está o Programa Fábrica de Escolas do Amanhã Governador Leonel Brizola.

Até dezembro, terão sido entregues este ano 119 unidades escolares. Sendo 110 pelo Fábrica de Escolas do Amanhã.

Ao longo dos oitos anos da atual administração. Terão sido construídas mais de 300 unidades de ensino pela Prefeitura do Rio.

Desde 2009. A Prefeitura do Rio inaugurou ou reformou na 7ª Coordenadoria Regional de Educação, que administra o bairro que receberá a nova unidade, 31 Espaços de Desenvolvimento Infantil e seis escolas.

Até o fim de 2016, a expectativa é que a região receba 16 unidades pelo Programa Fábrica de Escolas do Amanhã. Sendo oito Espaços de Desenvolvimento Infantil e oito escolas.

As novas unidades

EDI Marcelo Parente (300 crianças)

Escola Municipal Primário Vereador Átila Nunes (720 crianças)

MEC oferece 30 mil vagas para cursos técnicos

Com duração de dois anos, cursos devem começar nas instituições públicas de todo o País até o dia 20 de dezembro

As aulas regulares e a distância serão oferecidas pela Rede e-TEC Brasil e pelo Programa de Formação Inicial em Serviço dos Profissionais da Educação Básica dos Sistemas de Ensino Público

Por Redação, com ACS – de Brasília:

Com o objetivo de proporcionar maior qualificação profissional à população brasileira, o governo federal dá continuidade à aplicação de recursos em cursos técnicos. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), cerca de 30 mil vagas estarão disponíveis ainda neste semestre. As aulas regulares e a distância serão oferecidas pela Rede e-TEC Brasil e pelo Programa de Formação Inicial em Serviço dos Profissionais da Educação Básica dos Sistemas de Ensino Público (Profuncionário).

Com duração de dois anos, cursos devem começar nas instituições públicas de todo o País até o dia 20 de dezembro
Com duração de dois anos, cursos devem começar nas instituições públicas de todo o País até o dia 20 de dezembro

Com duração de dois anos, os cursos estão previstos para começar nas instituições públicas de todo o País até o dia 20 de dezembro. Na última terça-feira, o MEC realizou uma reunião para discutir mudanças, perspectivas e o cronograma de execução das próximas atividades da Rede e-TEC e do Profuncionário.

Segundo o diretor de Integração das Redes de Educação Profissionalizante e Tecnológica do Ministério da Educação, Geraldo Andrade. A iniciativa fortalece a possibilidade de permanência e continuidade dos estudos.

– Além de ser uma tendência dessa nova geração se adaptar melhor às plataformas tecnológicas de educação a distância. Elas também estão cada vez mais interativas na metodologia ensino aprendizagem – garante Andrade.

Oferta de cursos

Para oferecer os cursos da Rede e-TEC, é preciso fazer parte do Sistema Eletrônico (SISTEC). A oferta de cursos será disciplinada pelo Catálogo Nacional de Cursos Técnicos, Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia. Do Guia Pronatec de Cursos de Formação Inicial e Continuada, publicados pelo MEC.

Profuncionários

Por meio da iniciativa Profuncionários. O MEC busca incentivar a formação em serviços profissionais não docentes. Mas que atuam nas escolas brasileiras de educação básica.

Cursos como técnico em alimentação escolar, infraestrutura escolar, multimeios didáticos e secretaria escolar. São as quatro modalidades mais procuradas e consequentemente ofertadas. Para participar, é preciso estar inscrito no Sistema Integrado de Monitoramento e Controle (SIMEC).

Censo: sobram vagas no ensino superior público e privado

Em 2015, foram oferecidas mais de 8,5 milhões de vagas em cursos de graduação, sendo 72% vagas novas e 27,7%, vagas remanescentes

Por Redação, com ABr – de Brasília:

O Censo da Educação Superior mostrou que há dificuldades em preencher todas as vagas ofertadas. Das novas vagas e vagas remanescentes oferecidas. Nas redes pública e privada em 2015, 5,6 milhões ficaram ociosas. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Das novas vagas e vagas remanescentes oferecidas nas redes pública e privada em 2015, 5,6 milhões ficaram ociosas
Das novas vagas e vagas remanescentes oferecidas nas redes pública e privada em 2015, 5,6 milhões ficaram ociosas

Em 2015, foram oferecidas mais de 8,5 milhões de vagas em cursos de graduação. Sendo 72% vagas novas e 27,7%, vagas remanescentes. Das 6.142.149 novas vagas oferecidas em 2015, 42,1% foram preenchidas, enquanto apenas 13,5% das 2.362.789 vagas remanescentes foram ocupadas no mesmo período.

Isso significa que 3.556.304 das novas vagas e 2.043.812 das remanescentes não foram ocupadas, de acordo com os dados do Censo. Mesmo na rede federal, que teve maior índice de ocupação – mais de 90% das novas vagas e 27,4% das remanescentes – sobraram 116.692 vagas.

O maior índice de vagas não preenchidas está no ensino privado. Das novas vagas, 37,8% foram preenchidas e 12,8 das remanescentes, o que totaliza  5.377.580 vagas não preenchidas.

Plano Nacional de Educação

Por lei, pelo Plano Nacional de Educação (PNE) o país terá que elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para 50% e a taxa líquida, ou seja,  da população de 18 a 24 anos, para 33%.

Deve assegurar a qualidade da oferta e expansão e ter pelo menos 40% das novas matrículas no segmento público. Até 2014, a taxa bruta era 34,2% e a líquida, 17,7%.

Entidades dizem que Base Nacional Comum Curricular precisa ter texto mais objetivo

O próximo passo é a redação da terceira versão, que deverá ser entregue ao Conselho Nacional de Educação pelo MEC ainda este ano

Por Redação, com ABr – de Brasília:

Representantes do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) entregaram ao ministro da Educação, Mendonça Filho, posicionamento conjunto com sugestões de melhoria do texto da segunda versão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

A Base Nacional Comum Curricular definirá o conjunto de conhecimentos e habilidades que os alunos devem adquirir e desenvolver em cada etapa de ensino
A Base Nacional Comum Curricular definirá o conjunto de conhecimentos e habilidades que os alunos devem adquirir e desenvolver em cada etapa de ensino

Segundo as entidades, o documento, entregue na quarta-feira, foi elaborado a partir das contribuições de mais de 9 mil professores, gestores, especialistas e entidades de educação.

Entre as principais recomendações para o texto do programa de conteúdos e saberes que servirão de base para os currículos das escolas públicas e privadas do país está a necessidade linguagem mais direta e objetiva.

Outras sugestões são a apresentação de uma organização e hierarquização mais evidente, com inclusão de elementos gráficos que facilitem o entendimento do documento, a padronização da terminologia usada e a inclusão de um glossário de termos.

O Consed e a Undime também observaram a necessidade de incluir a visão de cidadão e sociedade que a BNCC propõe, com base na Constituição de 1988, e a relação escola-família-comunidade na educação básica.

Para as entidades, houve um grande avanço da primeira para a segunda versão da BNCC na proposta de educação infantil, mas será preciso ainda observar alguns aspectos importantes no texto final. De acordo com o relatório, é necessário dar mais ênfase às práticas de oralidade e leitura; além de experiências matemáticas que potencializem a aproximação das crianças do sistema de numeração e conceitos de classificação.

É também uma recomendação que a versão final da BNCC seja acompanhada de um calendário de implementação, com horizonte temporal definido para que estados, municípios e escolas se organizem para criar as condições necessárias a fim de colocá-la em prática.

Segundo a Undime, as contribuições encerram a segunda etapa de consulta do documento, que teve sua primeira versão lançada em setembro de 2015. O próximo passo é a redação da terceira versão, que deverá ser entregue ao Conselho Nacional de Educação pelo MEC ainda este ano.

Base Nacional Comum Curricular

A Base Nacional Comum Curricular está prevista no Plano Nacional de Educação e definirá o conjunto de conhecimentos e habilidades que os alunos devem adquirir e desenvolver em cada etapa de ensino e em cada ano de escolaridade. O documento vai orientar sistemas e redes de ensino a desenvolver os próprios currículos.

A intenção é que os conteúdos definidos na Base Nacional ocupem cerca de 60% da carga horária dos estudantes da educação básica. No restante do tempo, as redes de ensino poderão definir o que ofertar, desde conteúdos regionais e atividades extras à formação técnica, por exemplo.

MEC investirá R$ 340,2 milhões na capacitação de alfabetizadores

O Pnaic visa a assegurar que todos os estudantes dos sistemas públicos de ensino estejam alfabetizados, em língua portuguesa e matemática, até o final do terceiro ano do ensino fundamental

Por Redação, com ABr – de Brasília:

O Ministério da Educação (MEC) anunciou que investirá R$ 340,2 milhões na capacitação de 310 mil alfabetizadores de todo o país até o fim deste ano. Segundo a pasta, o aperfeiçoamento de professores faz parte do novo desenho do Programa Nacional de Alfabetização na Idade Certa (Pnaic), que propõe inserir os próprios alfabetizadores no grupo de orientadores de aprendizagem. “O MEC traz a ideia de aperfeiçoamento e formação entre pares, valorizando o protagonismo dos educadores que vêm se destacando na área de alfabetização”, informou.

O Ministério da Educação (MEC) anunciou que investirá R$ 340,2 milhões na capacitação de 310 mil alfabetizadores de todo o país
O Ministério da Educação (MEC) anunciou que investirá R$ 340,2 milhões na capacitação de 310 mil alfabetizadores de todo o país

O Pnaic visa a assegurar que todos os estudantes dos sistemas públicos de ensino estejam alfabetizados, em língua portuguesa e matemática, até o final do terceiro ano do ensino fundamental, como está previsto no Plano Nacional de Educação. Segundo o MEC, entretanto, os dados da Avaliação Nacional da Alfabetização de 2014 apontam que, em leitura, apenas 11% das crianças foram plenamente alfabetizadas na idade certa.

O MEC informou que foi criado ainda um comitê gestor para o Pnaic, que deverá fortalecer a responsabilização das estruturas estaduais, regionais e locais de gestão na definição de metas e no acompanhamento direto das ações. O comitê será composto por um coordenador estadual, do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), um coordenador municipal, da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e coordenadores regionais e locais (um por município), para assegurar capilaridade, mobilização e controle social.

Outra novidade é que as instituições de capacitação, universidades públicas e centros de formação de docentes das redes públicas, organizarão a formação em serviço dos agentes envolvidos. Segundo o ministério, nesta nova versão, serão trabalhados projetos pedagógicos de formação em serviço, “marcados pela criatividade, a resolução de problemas, o uso de tecnologias educacionais e metodologias ativas, aproximando teoria e prática”.

Escola de ensino integral é modelo na superação da desigualdade

Pesquisa que mapeou escolas brasileiras e estrangeiras mostra que o ensino integral no ensino médio ajuda a superar as desigualdades

A partir das conclusões do estudo, foram elaboradas 92 recomendações para as escolas interessadas em introduzir o ensino integral

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

 

Pesquisa que mapeou escolas brasileiras e estrangeiras mostra que o ensino integral no ensino médio ajuda a superar as desigualdades em questões como inclusão social, autonomia, etnia, raça, gênero e sexualidade. O estudo foi divulgado nesta terça-feira, na capital paulista, durante o Seminário Internacional Educação Integral e Ensino Médio: Desafios e Perspectivas na Garantia da Equidade, promovido pelo Centro de Referências em Educação Integral, Instituto Unibanco e Cidade Escola Aprendiz.

Pesquisa que mapeou escolas brasileiras e estrangeiras mostra que o ensino integral no ensino médio ajuda a superar as desigualdades
Pesquisa que mapeou escolas brasileiras e estrangeiras mostra que o ensino integral no ensino médio ajuda a superar as desigualdades

Foram selecionadas 29 escolas (12 delas estrangeiras), que se destacaram pela qualidade na educação ao vencer prêmios ou por indicação de secretarias municipais e estaduais de educação. Os pesquisadores escolheram instituições de países como Estados Unidos, Afeganistão, Peru e Argentina.

– São países que têm um tipo de trajetória muito semelhante à nossa, que têm com necessidade de reafirmar a integralidade da educação, mas que ainda não conseguiram fechar a equação do desenvolvimento integral – disse Julia Dietrich, gestora do Programa Centro de Referências em Educação Integral.

Desenvolvimento integral

Julia afirmou que o ensino integral não significa apenas a ampliação do tempo do aluno dentro do ambiente escolar e tem a ver com o desenvolvimento do indivíduo em suas múltiplas dimensões (física, intelectual, emocional e social).

– Todo projeto político-pedagógico de escolas no Brasil quer formar cidadãos críticos, cientes do seu papel no mundo, capazes de transformar as suas realidades. O que a escola faz, na verdade, é inviabilizar esse processo. Cria cidadãos apáticos, fechados, com uma prioridade conteudista e não com uma abordagem do tipo: para que serve determinado conteúdo? O que a gente quer com isso?.

Ângela Meirelles de Oliveira, doutora em história e pesquisadora da USP, que também atuou na pesquisa, disse que o ensino vem sendo relacionado erroneamente à instrução no Brasil. “A gente tem que reforçar que a educação precisa lidar com o sujeito como um todo. Não pode só instruir um ser que não esteja minimamente protegido. Sem fome, sem preconceito ou não tendo sua integridade respeitada”, explica.

Escola sem partido

Para Ângela, a proposta defendida por setores da sociedade de escola sem partido representa uma falácia. “A gente sabe que ninguém quer doutrinação na educação, mas eles estão usando esse texto genérico para escamotear uma tentativa grave de controlar a fala de docentes. O grande estopim foi o que eles chamam equivocadamente da ideologia de gênero, o que não existe. O texto da lei abre para numerosos equívocos que acaba com a liberdade de opinião, com a própria noção de educação. Eles defendem que professor não é educador, um absurdo”, disse.

A partir das conclusões do estudo, foram elaboradas 92 recomendações para as escolas interessadas em introduzir o ensino integral. Além de derrubar preconceitos, os pesquisadores recomendam o fortalecimento da autonomia do estudante, a possibilidade de intervir no seu próprio currículo escolar, nas decisões da escola e a promoção da diversidade.