Gabarito da segunda prova do Enem está disponível na Internet

Os gabaritos das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) aplicadas no último fim de semana estão disponíveis na Internet

As notas da prova podem ser usadas para pleitear vagas no ensino superior público pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para pedir bolsas no ensino superior privado pelo Programa Universidade para Todos

Por Redação, com ABr – de Brasília:

Os gabaritos das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) aplicadas no último fim de semana estão disponíveis na Internet e também no aplicativo do Enem. Os cadernos de questões estão disponíveis para download, dando acesso a todos os itens do exame.

Os gabaritos das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) aplicadas no último fim de semana estão disponíveis na Internet
Os gabaritos das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) aplicadas no último fim de semana estão disponíveis na Internet

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Uma questão sobre efeito estufa, na prova de Ciências da Natureza e suas Tecnologias, foi anulada. Ela tem número diferente dependendo da cor do caderno de questões, Caderno Branco (Questão 58), Caderno Amarelo (Questão 52), Caderno Azul (Questão 60), Caderno Rosa (Questão 88).

De acordo com o Inep, como a prova do Enem é baseada na Teoria de Resposta ao Item (TRI), a anulação não tem impacto no resultado final.

Questão anulada

A questão foi anulada na prova regular porque a escala do gráfico apresentado permitia diferentes interpretações. O item foi mantido na prova aplicada a participantes com deficiência visual.
Segundo o Inep, foram disponibilizados quatro gráficos representando cinco gases responsáveis pelo fenômeno de efeito estufa e suas respectivas concentrações na atmosfera entre os anos de 1978 e 2010.

A questão pedia que o participante indicasse qual dos gases apresentava maior aumento percentual de concentração na atmosfera nas últimas duas décadas. Embora não haja incorreções nos dados, as escalas apresentadas nos gráficos. Podem ter dificultado a visualização dos pontos relativos à concentração de gases e assim. A partir de um cálculo mais sofisticado, permitido uma segunda interpretação por alguns participantes.

Na prova ledor, aplicada para deficientes visuais, as questões com imagens são adaptadas. E não há possibilidade de uma segunda interpretação. Por esta razão, o item não foi anulado.

Teoria de Resposta ao Item

Mesmo com o gabarito em mãos, os candidatos não conseguirão saber a nota que tiraram. Porque o sistema de correção do Enem usa a metodologia da Teoria de Resposta ao Item (TRI), que não estabelece previamente um valor fixo para cada questão.

O valor varia conforme o percentual de acertos e erros dos estudantes naquele item. Assim, se a questão tiver grande número de acertos será considerada fácil e, por essa razão, valerá menos pontos. O estudante que acertar um item com alto índice de erros, por exemplo, ganhará mais pontos por ele.

Dessa forma, o candidato só saberá a sua nota nas provas objetivas após a divulgação do resultado final.

Os resultados individuais serão divulgados apenas no dia 19 de janeiro. Quando todos os participantes. Inclusive aqueles que fizeram o exame nos dias 5 e 6 de novembro, saberão exatamente quanto tiraram em cada uma das provas.

Segunda aplicação

O Enem foi aplicado no início de novembro para 5,8 milhões de candidatos. Um grupo de 277.624 estudantes, no entanto, teve o exame adiado. De acordo com o Inep, dos inscritos para a segunda aplicação, 273.521 (98,52%) não puderam participar do Enem regular por causa das ocupações. Em escolas, universidades e institutos federais. Enquanto 4.103 candidatos (1,47%) foram afetados por contingências como a interrupção do fornecimento de energia elétrica.

As notas da prova podem ser usadas para pleitear vagas no ensino superior público pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Para pedir bolsas no ensino superior privado pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e para participar do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Além disso, os candidatos com mais de 18 anos podem usar o Enem para receber a certificação do ensino médio.

Brasil tem primeira queda em matemática desde 2003

O Brasil está estacionado entre os piores desempenhos do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), de acordo com os resultados da avaliação de 2015

O Pisa mediu o conhecimento dos estudantes de 72 países em leitura, ciências e matemática. Nas três, a média dos estudantes brasileiros ficou abaixo da dos demais países

Por Redação, com ABr – de Brasília:

O Brasil está estacionado entre os piores desempenhos do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), de acordo com os resultados da avaliação de 2015, divulgados nesta terça-feira pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O Brasil está estacionado entre os piores desempenhos do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), de acordo com os resultados da avaliação de 2015
O Brasil está estacionado entre os piores desempenhos do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), de acordo com os resultados da avaliação de 2015

O Pisa mediu o conhecimento dos estudantes de 72 países em leitura, ciências e matemática. Nas três, a média dos estudantes brasileiros ficou abaixo da dos demais países. Em matemática, o país apresentou a primeira queda desde 2003, início da série histórica da avaliação.

Em ciências, a média do Brasil foi 401 pontos, enquanto a média dos países da OCDE foi 493. Em leitura, o país obteve 407 pontos, abaixo dos 493 pontos dos países-membros da OCDE. Em matemática, o desempenho brasileiro foi de 377 contra 490 da OCDE.

De acordo com os critérios da organização, 30 pontos no Pisa equivalem a um ano de estudos. Isso significa que, em média. Os estudantes brasileiros estão cerca de três anos atrás em ciências e leitura e mais de três anos em matemática.

O Pisa testa os conhecimentos de estudantes de 15 anos de idade em matemática, leitura e ciências. A avaliação é feita a cada três anos, e cada aplicação é focada em uma das áreas. Em 2015, o foco foi em ciências, que concentrou o maior número de questões da avaliação.

Participaram da edição do ano passado 540 mil estudantes que, por amostragem, representam 29 milhões de alunos dos países participantes. A avaliação incluiu os 35 países-membros da OCDE, além de economias parceiras, como o Brasil.

No país, participaram 23.141 estudantes de 841 escolas. A maior parte deles (77%) estava matriculada no ensino médio, na rede estadual (73,8%), em escolas urbanas (95,4%).

Abaixo da média

Em matemática, o país teve uma trajetória positiva desde 2003, início da série histórica, quando obteve 356 pontos. Nas avaliações seguintes, obteve 370 em 2006 e 386, em 2009. Em 2012, o país atingiu 389 pontos.

Houve uma elevação real de 21 pontos na média dos alunos no período de 2003 a 2012. Em 2015, no entanto, o país caiu para 377, o que significa um declínio de 11,4 pontos. Apesar de ser uma queda, pelos critérios da OCDE, não se trata de grande diferença.

Nas demais avaliações, o país está estagnado. Em ciências, a proficiência média do Brasil foi 390 em 2006; 405 em 2009; e 402 em 2012. As pontuações não apresentam diferenças estatísticas, segundo o relatório da OCDE, o que mostra que o país está estagnado.

O mesmo ocorre em leitura. Em 2000, o país obteve 396; em 2003, 403; em 2006, 393; em 2009, 412 e em 2012, 407. Essas diferenças são consideradas insignificantes estatisticamente.

Ranking

Em comparação com os demais países, o Brasil ocupa a 63ª posição em ciências; a 59ª posição em leitura e a 65ª posição em matemática. O ranking considera 70 economias – foram excluídas a Malásia e o Cazaquistão, que não seguiram as mesmas regras de amostragem dos demais países, o que não permite a comparação.

No topo do ranking de ciências estão Cingapura (556), o Japão (538) e a Estônia (534). Em leitura estão Cingapura (535), Hong Kong (China), o Canadá (527) e a Finlândia (526). Em matemática, Cingapura também aparece em primeiro lugar, com 564 pontos, seguida de Hong Kong (548) e Macau (China), com 544 pontos. 

A OCDE pondera que as condições socioeconômica do Brasil e dos países da OCDE são diferentes. Enquanto no Brasil, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita considerado no estudo é de US$ 15,9 mil, a média da OCDE é de US$ 39,3 mil por habitante. Os países-membros da organização também investem mais por estudantes dos 6 aos 15 anos, US$ US$ 90,3 mil, enquanto no Brasil esse gasto é de menos da metade, 38,2 mil.

Outros países, no entanto, como a Colômbia, o México e o Uruguai gastam menos por estudante que o Brasil e tiveram um desempenho melhor em ciências. Respectivamente, 416, 416 e 435 pontos. O Chile, que gasta o mesmo que o Brasil, também obteve uma pontuação maior, de 447.

Ministério da Educação

Na avaliação da secretária executiva do Ministério da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, o resultado geral do Brasil “é muito ruim em comparação até com países que têm investimento menor que o nosso em educação. Inclusive, um nível de desenvolvimento inferior ao do Brasil. Países como a Colômbia e o México, que tinham um desempenho parecido e agora ja superaram o Brasil”, afirma.

De acordo com Maria Helena, é possível “dar um salto de qualidade” desde que haja políticas públicas adequadas. Segundo ela, a formação de professores é chave nesse processo. Ela aposta na definição da Base Nacional Comum Curricular para melhorar o ensino.

A base vai definir o mínimo que estudantes devem aprender. Desde o ensino infantil até o ensino médio. O documento, que está em discussão para o ensino médio e em fase final de elaboração para as demais etapas, vai orientar também a formação dos professores.

– Acho que o Pisa é bom relatório para que se entenda as enormes dificuldades do país, que não melhora a educação básica e, ao mesmo tempo, pensa em melhorar a economia. Só vai conseguir melhorar (a economia) se melhorar a educação básica – acrescenta.

Enem 2016 termina sem ocorrências graves

A segunda aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2016 terminou sem registro de ocorrências na logística de aplicação

Desta vez, nenhum candidato foi eliminado por haver recusado a coleta do dado biométrico ou por estar portando equipamentos proibidos identificados por meio de detector de metal

Por Redação, com ACS – de Brasília:

A segunda aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2016 terminou sem registro de ocorrências na logística de aplicação. Apenas 11 eliminações foram registradas, três no sábado e oito no domingo, em decorrência de descumprimento de regras gerais do edital.

A segunda aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2016 terminou sem registro de ocorrências na logística de aplicação
A segunda aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2016 terminou sem registro de ocorrências na logística de aplicação

Desta vez, nenhum candidato foi eliminado por haver recusado a coleta do dado biométrico. Ou por estar portando equipamentos proibidos identificados por meio de detector de metal. “Esses números demonstram a eficácia das medidas de segurança adotadas a partir deste ano”. Avaliou o Ministro da Educação, Mendonça Filho.

A presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Maria Inês Fini. Ela ressaltou que além do atendimento aos estudantes afetados pela ocupações em locais de prova durante a primeira aplicação, nos dias 5 e 6 de novembro. Todas as situações de contingências foram analisadas com o deferimento e do atendimento aos casos devidamente justificados. “Fizemos todo o possível para e garantir a isonomia no Exame”, afirmou.

Abstenção 

A abstenção foi de 39,7% no primeiro dia e de 41,4% no segundo dia de provas. “Esses números foram altos em decorrência das situações específicas que o Inep precisou atender a fim de garantir que nenhum aluno se sentisse prejudicado ao longo da aplicação do Enem 2016”, explicou Maria Inês Fini.

Se consideradas as duas aplicações, o Enem 2016 teve a participação de 6.005.607 dos 8.627.195 inscritos. Com isso, a abstenção final ficou em 30,4%.

O Inep investiu R$ 10,5 milhões na segunda aplicação do Enem 2016. No total, 273.524 inscritos tiveram o direito de participar das provas neste final de semana. Em decorrência das ocupações em locais de prova durante a primeira aplicação, em 5 e 6 de novembro. Houve ainda 4.133 casos de estudantes convocados para participar das provas por causa de contingências ocorridas naquelas datas, como interrupção do fornecimento de energia elétrica.

Segurança

Segundo a Polícia Federal, não houve prisões durante a segunda aplicação do Enem 2016. Havia suspeitos sendo monitorados, mas nenhum desses compareceu às provas. Nesta edição do Enem, foram incluídos dois novos procedimentos de segurança: a coleta de dado biométrico e o uso de detector de metais em todos os participantes, na entrada e na saída dos banheiros, que até então era amostral.

Redação

Os participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) fizeram redação sobre “Caminhos para combater o racismo no Brasil”. Para subsidiar a produção textual dos participantes, a proposta de redação trazia quatro textos motivadores: um que trata da condição do homem negro, o segundo é um artigo de lei que tipifica o preconceito de raça ou de cor como crime; o terceiro é uma peça publicitária que distingue o racismo de injúria racial; e o quarto traz uma definição acerca do que são ações afirmativas.

Gabarito 

Nesta quarta-feira, o Inep divulga o gabarito oficial dos dois dias de prova para cada Caderno de Questões, que também estarão disponíveis para download no portal do Inep. O gabarito também será disponibilizado pelo aplicativo Enem 2016. O resultado do Enem, para todos, está previsto para 19 de janeiro de 2017.

Enem é realizado para mais de 270 mil alunos em todo o país

Alunos chegam para as provas do Enem, na segunda etapa do concurso para ingresso na universidade

Alguns alunos do 2° ano Ensino Médio que já tinham se inscrito no Enem para treinar, os chamados treineiros, reclamaram

 

Por Redação, com ABr – de Brasília e Rio de Janeiro

 

A aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi realizado, neste sábado, para os 277.624 candidatos. Eles não puderam fazer as provas no início de novembro, em razão da ocupação de escolas e universidades em diversos Estados. Os portões foram abertos às 12h30 e se fecharam às 13h. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep), nenhum dos 23 Estados que estão sediando as provas apresentou registro de problemas, até o fechamento desta matéria, às 15h35.

Alunos chegam para as provas do Enem, na segunda etapa do concurso para ingresso na universidade
Alunos chegam para as provas do Enem, na segunda etapa do concurso para ingresso na universidade

Em Brasília, o adiamento da data dividiu opiniões dos estudantes. Alguns reclamaram que a mudança trouxe mais ansiedade.

— Achei que foi um pouco desnecessário, se adiou pra um, tem que adiar pra todo mundo. Fiquei um pouco mais ansiosa — diz Edinalva Maria Santiago, 18 anos, que sonha em cursar medicina.

Já para Aline Conceição Silva, 18 anos, o tempo adiado serviu para intensificar os estudos.

— Pra mim individualmente foi bom, porque os professores tiveram tempo de passar matérias que eles não tinham passado. Espero que a prova seja no mesmo nível que os outros — diz a estudante, que pretende fazer o curso de Direito.

Enem adiado

Alguns alunos do 2° ano Ensino Médio que já tinham se inscrito no Enem para treinar, os chamados treineiros, reclamaram. A nova data coincidiu com o dia de realização da segunda etapa do Programa de Avaliação Seriada (PAS), da Universidade de Brasília (UnB).

Carolina Carvalho Santiago, de 16 anos, está no 2°ano e fez o Enem para se preparar. Um de seus alvos é o curso de medicina da UnB. Com a mudança da data ela teve que abrir mão da prova seriada.

— Estudei muito. Esse adiamento não gostei muito, porque caiu bem na data do PAS e aí você teve que escolher se ia fazer o PAS ou o Enem. E o pior que os dois você paga, então é uma perda muito grande — lamenta.

ProUni

A jovem afirma que seus pais recorrerão às instituições responsáveis pelas provas para conseguir uma nova oportunidade para realização da etapa da UnB. Caso contrário, pedirão o ressarcimento do valor pago na inscrição.

A assessoria do Cespe, órgão responsável pela aplicação das provas da UnB, informou que os estudantes teriam que escolher. Não há a possibilidade de aplicação do exame em nova data ou ressarcimento da inscrição. O Inep reafirmou que as datas da prova foram escolhidas em conformidade com o cronograma do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e o Programa Universidade pra Todos (ProUni).

No caso do PAS da UnB, a assessoria lembra que a prova deste fim de semana é direcionada para alunos do 2° ano do ensino médio. É um perfil que ainda não está apto para ingresso no ensino superior pelo Enem.

Rio de Janeiro

No Rio, o Enem foi aplicado em três locais. Em um deles, no Centro Universitário IBMR, na Praia de Botafogo, os estudantes aguardaram do lado de fora até às 12h30, quando foram chamados para começar a entrar.

O técnico em informática Rubens de Meneses, que pretende cursar uma graduação na área de informática, considerou que o adiamento da prova lhe beneficiou, pois teve mais tempo para estudar.

— Estudei cinco dias por semana. O adiamento para mim foi benéfico, deu tempo de estudar mais — disse ele, que acredita ir melhor em história e encontrar mais dificuldades em química.

Planejamento

Irmã de Rubens, Samara Rodrigues pretende conseguir uma vaga em fisioterapia. Para ela, porém, o adiamento foi pior, pois considera que ficou mais tensa.

— Para mim foi pior, pois eu sou nervosa. Era melhor ter feito antes, pois aí acabava logo. Mesmo eu tendo estudado, sempre o nervosismo vai atrapalhar. Hoje o que eu estou com mais medo é de história, mas devo ir bem em química e biologia — disse. Ela aposta em um bom resultado em redação, na prova de domingo.

Para o professor de química Pedro César Fiortti, que estava à porta acalmando alguns alunos, o adiamento foi prejudicial, pois atrapalhou o planejamento dos estudantes.

— Para a maioria não foi benéfico, pois o aluno já está preparado, vem de uma pressão enorme. Psicologicamente, eu não acredito que tenha ajudado, porque a gente já vem preparando eles para tal dia, tem todo um planejamento de aula — disse o professor.

Ministro da Educação garante que Enem não será cancelado

Segundo Mendonça Filho, não haverá cancelamento, e cuja segunda etapa será neste fim de semana

Mendonça disse que o processo de investigação que apura tentativas de fraude no Enem está sendo conduzido pela Polícia Federal, em articulação com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais

Por Redação, com ABr – de Brasília:

O ministro da Educação Mendonça Filho reforçou nesta sexta-feira, na capital paulista, que não existe “nenhuma possibilidade de cancelamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)”. neste sábado e domingo, os candidatos fazem a segunda etapa do exame.

Segundo Mendonça Filho, não haverá cancelamento, e cuja segunda etapa será neste fim de semana
Segundo Mendonça Filho, não haverá cancelamento, e cuja segunda etapa será neste fim de semana

Mendonça disse que o processo de investigação que apura tentativas de fraude no Enem está sendo conduzido pela Polícia Federal. Em articulação com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). O objetivo é identificar fraudadores e beneficiários.

Segundo o ministro, para as provas deste fim de semana, continuam os monitoramentos de combate à fraude. “Quem for pego vai ser desclassificado. Punido pela legislação criminal vigente”. Disse o ministro, que participou de força-tarefa para combate ao mosquito Aedes aegypti em uma escola da cidade de São Paulo.

Punições

Na quinta-feira, o Inep já havia informado que o Enem não será cancelado e que punições se restringirão aos envolvidos nos casos de tentativa de fraude. As denúncias de que as provas do primeiro e segundo dias do Enem.

Além da redação, vazaram para pelo menos dois candidatos antes do início do teste, vieram do Ministério Público Federal no Ceará (MPF-CE). O Inep também reiterou que não há indício de vazamento do gabarito oficial.

MEC oferece 30 mil vagas para cursos técnicos

Com duração de dois anos, cursos devem começar nas instituições públicas de todo o País até o dia 20 de dezembro

As aulas regulares e a distância serão oferecidas pela Rede e-TEC Brasil e pelo Programa de Formação Inicial em Serviço dos Profissionais da Educação Básica dos Sistemas de Ensino Público

Por Redação, com ACS – de Brasília:

Com o objetivo de proporcionar maior qualificação profissional à população brasileira, o governo federal dá continuidade à aplicação de recursos em cursos técnicos. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), cerca de 30 mil vagas estarão disponíveis ainda neste semestre. As aulas regulares e a distância serão oferecidas pela Rede e-TEC Brasil e pelo Programa de Formação Inicial em Serviço dos Profissionais da Educação Básica dos Sistemas de Ensino Público (Profuncionário).

Com duração de dois anos, cursos devem começar nas instituições públicas de todo o País até o dia 20 de dezembro
Com duração de dois anos, cursos devem começar nas instituições públicas de todo o País até o dia 20 de dezembro

Com duração de dois anos, os cursos estão previstos para começar nas instituições públicas de todo o País até o dia 20 de dezembro. Na última terça-feira, o MEC realizou uma reunião para discutir mudanças, perspectivas e o cronograma de execução das próximas atividades da Rede e-TEC e do Profuncionário.

Segundo o diretor de Integração das Redes de Educação Profissionalizante e Tecnológica do Ministério da Educação, Geraldo Andrade. A iniciativa fortalece a possibilidade de permanência e continuidade dos estudos.

– Além de ser uma tendência dessa nova geração se adaptar melhor às plataformas tecnológicas de educação a distância. Elas também estão cada vez mais interativas na metodologia ensino aprendizagem – garante Andrade.

Oferta de cursos

Para oferecer os cursos da Rede e-TEC, é preciso fazer parte do Sistema Eletrônico (SISTEC). A oferta de cursos será disciplinada pelo Catálogo Nacional de Cursos Técnicos, Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia. Do Guia Pronatec de Cursos de Formação Inicial e Continuada, publicados pelo MEC.

Profuncionários

Por meio da iniciativa Profuncionários. O MEC busca incentivar a formação em serviços profissionais não docentes. Mas que atuam nas escolas brasileiras de educação básica.

Cursos como técnico em alimentação escolar, infraestrutura escolar, multimeios didáticos e secretaria escolar. São as quatro modalidades mais procuradas e consequentemente ofertadas. Para participar, é preciso estar inscrito no Sistema Integrado de Monitoramento e Controle (SIMEC).

Protesto de estudantes contra PEC teve confronto com a PM

Manifestantes entram em confronto com a PM em frente ao Congresso

Durante o percurso, a polícia seguiu “empurrando” os manifestantes em direção à Rodoviária de Brasília em uma tentativa de dispersar o grupo. Bombas de gás lacrimogênio

Por Redação, com ABr – de Brasília:

Após a Polícia Militar (PM) dispersar o protesto de estudantes que ocupavam o gramado em frente ao Congresso Nacional, os manifestante seguiram pela Esplanada dos Ministérios em direção ao Museu Nacional.

Manifestantes entram em confronto com a PM em frente ao Congresso
Manifestantes entram em confronto com a PM em frente ao Congresso

Durante o percurso, a polícia seguiu “empurrando” os manifestantes em direção à Rodoviária de Brasília. Em uma tentativa de dispersar o grupo. Bombas de gás lacrimogênio foram disparadas. Um carro que estava estacionado em frente à Catedral Metropolitana foi incendiado.

O Corpo de Bombeiros esteve no local para apagar o fogo do carro e das barricadas que tinham sido montadas pelos manifestantes. Durante o percurso, os estudantes derrubaram banheiros químicos que estavam no trajeto e tentaram  bloquear a pista. 

O trânsito no local foi  interrompido.  O coronel Julian Fontes, que esteve à frente da operação, disse que a ordem é que a PM proteja o patrimônio.

O carro de som que acompanhava o protesto pedia que a polícia parasse de jogar bombas e que a manifestação permanecesse em frente ao museu, de onde havia partido.

Votação no Congresso

A organização estimou a participação de 15 mil pessoas. Enquanto Polícia Militar do Distrito Federal calculou em cerca de 10 mil o número de presentes. O grupo caminhou até a frente do Congresso Nacional. Ao chegar ao gramado, houve tumulto e confronto entre os manifestantes e a polícia

O conflito se intensificou quando um grupo de manifestantes virou um carro de reportagem estacionado próximo à rampa do Congresso. A polícia reagiu disparando bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo.

O arquivamento da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 55 é uma das pricipais pautas do movimento de estudantes que organizaram caravanas para vir à capital. Com mais de 300 ônibus.

O ato em Brasília foi organizado por entidades estudantis e educacionais. Entre elas a União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG).

Alunos ocupam reitoria da UFABC contra PEC 55

Alunos de baixa renda vindos de outros estados dependem de bolsas para garantir a permanência na universidade

Os estudantes alertam que a medida pode agravar ainda mais a situação dos alunos que já estão sofrendo com cortes nas bolsas de assistência estudantil

Por Redação, com RBA – de São Paulo:

Cerca de 50 estudantes da da Universidade Federal do ABC (UFABC) ocuparam a reitoria do campus de Santo André desde o dia 25 deste mês, contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, em tramitação no Senado, que propõe o congelamento dos investimentos públicos por 20 anos e que deve ir à votação, em primeiro turno, nesta-terça-feira.

Alunos de baixa renda vindos de outros estados dependem de bolsas para garantir a permanência na universidade
Alunos de baixa renda vindos de outros estados dependem de bolsas para garantir a permanência na universidade

Os estudantes alertam que a medida pode agravar ainda mais a situação dos alunos que já estão sofrendo com cortes nas bolsas de assistência estudantil.

– De 2015 para 2016, a gente teve um corte de metade das bolsas socioeconômicas, que são as bolsas que garantem o projeto pedagógico da universidade, que é a inclusão e excelência.

– Com os cortes, vários alunos de outros estados voltaram para casa – elata Isis Mustafá, estudante de ciências e humanidades, em entrevista à repórter Michelle Gomes, para o Seu Jornal, da TVT.

Moradores

Gaúcha, Isis recebe auxílio-moradia de R$ 300 e bolsa-alimentação. Ela ressalta que as bolsas são fundamentais para que alunos de baixa renda vindos de outros Estados tenham condições de permanecer na universidade.

– Tenho uma colega que ficou dois meses dormindo no sofá de um amigo, porque perdeu a bolsa. Ela trancou o curso, no último quadrimestre, e voltou para o interior de São Paulo.

Além disso, os projetos de pesquisa também ficam ameaçados. Luiza Fegadolli. Também do curso de ciências e humanidades, recebe bolsa de R$ 400 por mês para dedicar 20 horas semanais. A um projeto de extensão que pesquisa o consumo consciente. “O meu projeto, em especial, já tinha orçamento previsto até o final desse ano.

Para o ano que vem, a gente vai ter uma diminuição em vários projetos”, conta Luiza. No seu grupo de pesquisa, as bolsas serão reduzidas de seis para quatro, no ano que vem. Ressalta a aluna.

Os estudantes também reivindicam a reintegração dos funcionários terceirizados. Eles foram demitidos por fazer uma paralisação ontra o assédio moral e garantia formal de que não haverá mais cortes na assistência estudantil.

 Eles pretendem manter a ocupação até que as reivindicações sejam atendidas. “O movimento, acima de tudo. E uma oportunidade para promover os espaços democráticos e a unidade dos estudantes”, conclui Luiza.

Ensino médio: veja como os Estados pretendem implementar a MP

Ensino médio tem 8,1 milhões de matrículas, a maioria em escolas públicas (87%) da rede estadual (80%). Parecer sobre a Medida Provisória 746/2016, que estabelece a reforma do ensino médio, deve ser apresentado esta semana à comissão mista do Congresso Nacional

Atualmente, o ensino médio tem 8,1 milhões de matrículas, a maioria em escolas públicas (87%) da rede estadual (80%), ou seja, a implementação da MP recairá principalmente sobre os Estados

Por Redação, com ABr – de Brasília:

Nesta semana, o senador Pedro Chaves (PSC-MS), relator da Medida Provisória (MP) 746/2016, que estabelece a reforma do ensino médio, deverá apresentar seu parecer à comissão mista que analisa a medida no Congresso Nacional.

Ensino médio tem 8,1 milhões de matrículas, a maioria em escolas públicas (87%) da rede estadual (80%). Parecer sobre a Medida Provisória 746/2016, que estabelece a reforma do ensino médio, deve ser apresentado esta semana à comissão mista do Congresso Nacional
Ensino médio tem 8,1 milhões de matrículas, a maioria em escolas públicas (87%) da rede estadual (80%). Parecer sobre a Medida Provisória 746/2016, que estabelece a reforma do ensino médio, deve ser apresentado esta semana à comissão mista do Congresso Nacional

Às vésperas da apresentação,no encontro do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed). Ocorreu até a última sexta-feira em Brasília, à Agência Brasil conversou com alguns dos secretários sobre as mudanças previstas na MP e sobre como estão se organizando para implementá-las.

Atualmente, o ensino médio tem 8,1 milhões de matrículas. A maioria em escolas públicas (87%) da rede estadual (80%). Ou seja, a implementação da MP recairá principalmente sobre os Estados.

As realidades são diferentes em cada unidade da Federação. Algumas estão mais adiantadas e pretendem começar a colocar o modelo em prática em 2018. Como São Paulo. Para o Rio de Janeiro. A crise financeira implica que o Estado tome “uma fase de cada vez”.

Entre as principais alterações que constam na MP estão a ampliação da jornada escolar das atuais quatro horas obrigatórias por dia para sete horas, progressivamente.

Quanto à estrutura curricular. A MP estabelece que parte do ensino médio seja voltada para os conteúdos que serão definidos na Base Nacional Comum Curricular. Atualmente em discussão no Ministério da Educação (MEC). Parte para itinerários formativos, que serão escolhidos pelos estudantes.

A MP define cinco itinerários. Linguagens; matemática; ciências da natureza; ciências humanas; e formação técnica e profissional.

Com a flexibilização. Apenas português e matemática serão obrigatórios nos três anos do ensino médio.

A MP sofre resistência no país por parte de professores, educadores e estudantes, que promovem atos, greves e ocupações em diversos Estados. Para os secretários, o desafio é também promover o diálogo com os diversos setores da educação.

Distrito Federal

Uma das possibilidades de implementação da MP discutida no Distrito Federal é o modelo de escolas vocacionadas. Ou seja, escolas que concentrem um ou alguns dos itinerários formativos. E que os estudantes tenham escolas mais ou menos próximas umas das outras. Com várias possibilidades para que possam escolher.

Segundo o secretário de Educação, Júlio Gregório. As discussões ainda estão em curso. Os debates serão levados às escolas, que elegerão representantes para discussões nas regionais de ensino.

– É importante que tenhamos um ensino médio que contemple as possibilidades de o aluno ser protagonista do processo. E poder optar de acordo com a sua área, sua aptidão – diz.

Quanto à oferta de ensino técnico. Uma das propostas é colocar à disposição dos estudantes os cursos oferecidos  nas escolas técnicas. Que já existem e serão construídas no DF. Ampliar a oferta para além dos estudantes que fazem o ensino médio nesses locais, atendendo às escolas próximas.

– Esse desenho de articulação permite inclusive a otimização do orçamento. As escolas técnicas são mais caras. Quando planejamos esse desenho, socializamos melhor o dinheiro investido no centro de formação. Na medida em que você o coloca à disposição do maior número de alunos, integrando a educação – explica.

Rio de Janeiro

Diante de um grave crise financeira. O Estado do Rio de Janeiro se prepara para aderir gradualmente ao novo modelo. “Todos os Estados estão com a mesma dificuldade. Os mesmos questionamentos.

Existe um orçamento, existe uma arrecadação, isso tem que ser adaptado”. Diz a representante  da Subsecretaria de Infraestrutura da Secretaria de Educação, Julia Sant’anna.

Ela afirma, no entanto, que a MP será aplicada e que o Estado tem escolas de referência. Onde metodologias de ensino semelhantes já são aplicadas. Isso deverá facilitar a ampliação para a rede.

O Estado aderiu integralmente, com todas as vagas que lhe são reservadas. Ao Programa de Fomento à Implementação de Escolas em Tempo Integral para o ensino médio. Pelo qual o MEC oferece R$ 2 mil a mais por aluno por ano para ajudar os Estados. 

– Não é uma mudança fácil, mas é um passo, depois outro passo, é exequível – diz Julia. “O Rio de Janeiro está aderindo com 100% do que pode aderir. Vamos dando passos conforme for caminhando a arrecadação”. 

Pernambuco

Pernambuco é tido como referência pelo Ministério da Educação na implantação do tempo integral no ensino médio. Atualmente, segundo o secretário de Educação, Fred Amâncio, 43% das escolas funcionam com uma jornada de sete horas por dia. Ou seja, os estudantes ficam mais tempo na escola e têm atividades no contraturno.

Amâncio atribui ao tempo integral o fato de o ensino médio do Estado ter saído da 21ª posição, em 2007. No Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que mede a qualidade da educação Por meio de avaliações em português e matemática, e ter alcançado o topo doranking, em 2015, junto com São Paulo, na última divulgação.

– Nós iniciamos esse processo. Algumas experiências que temos em tempo integral talvez tenham facilitado esse processo em Pernambuco, mas é claro que a MP vai implicar todo um redesenho da rede, vai redesenhar a estrutura da escola – observa. “Nosso desafio daqui para a frente, a partir da aprovação, será intensificar os debates”.

Alagoas

Alagoas discute como implementar as mudança em um Estado de distintas realidades, segundo o secretário de Educação, Luciano Barbosa. “Temos que mapear a carência de profissionais em determinadas regiões do alto sertão alagoano, médio sertão, zona da mata, de cada região. Em Maceió é mais fácil de reter recursos humanos”, diz.

O Estado têm 13 gerências regionais e, em cada um delas, há uma discussão técnica sobre a melhor adequação da rede de nível de médio à MP. “Isso está sendo discutido em função da realidade. Com um Ideb de 2,8 em 2015, o Estado teve o segundo pior resultado, junto com o Rio Grande do Norte. 

– Temos uma dívida muito grande com educação, precisamos implementar, talvez mais rapidamente, medidas que em outros Estados já foram implementadas – diz Barbosa.

São Paulo

O Estado de São Paulo se prepara para iniciar as mudanças na rede a partir de 2018, segundo o secretário adjunto de Educação, Francisco Carbonari. “Como essa implantação vai evoluir, vai condicionar o tempo (de implantação em toda a rede).

Se a implantação for bem sucedida, as coisas ficarão mais fáceis, se houver algum problema na implantação, as coisas ficarão mais difíceis”, afirma. Até lá, o Estado deverá amadurecer um modelo para tirar a MP do papel.

A intenção do Estado é acabar com as disciplinas. “Temos alguns modelos, o principal deles é romper com o esquema estrutural das disciplinas para trabalhar com componentes curriculares.

Não é uma coisa simples e demanda um trabalho grande porque temos uma cultura institucionalizada de trabalho por disciplina, as formações dos professores são focadas no trabalho por disciplinas”.

Sobre a expansão do modelo definido para toda a rede, o Estado ainda não tem previsão, principalmente por questões financeiras.”Talvez São paulo seja percentualmente o Estado que mais sofre com queda de arrecadação, que é onde ela cai mais significativamente.

Existem questões que a conjuntura vai definir e a gente não tem, neste momento, informações suficientes para dar essa respostas”, diz Carbonari.

Amazonas

Um dos modelos que o Amazonas examina é perguntar para os estudantes o que eles querem cursar, qual itinerário formativo pretendem seguir em cada escola e, a partir daí, a secretaria oferece, de acordo com a demanda.

– Não é simples, mas é o caminho que eu defendo, não dá para colocar o aluno no centro da discussão e não contemplar os sonhos e as vontadades dele – diz o secretário de Educação, Algemiro Ferreira.

Quanto à infraestrutura, a secretaria pretende começar ofertando o que falta às escolas que já têm mais recursos. O Estado é um dos que oferecem ensino de quatro horas em parte da rede. A partir de 2017, a intenção é ampliar essa oferta para cinco horas por dia.

– Selecionaremos as escolas com quadras, com laboratório, que precisam de investimento mínimo, para já fazê-lo em 2017. As que precisam de adequação maior, de quadras de esporte, gradativamente vamos estruturando.

O secretário defende que a reforma seja feita gradativamente. “Não se consegue fazer um reordenamento de uma vez só”. Ele lembra que o Estado passa por dificuldades financeiras, como o restante do país, e que isso também freia a implementação em curto período de tempo.

Santa Catarina

Santa Catarina passou recentemente, em 2014, por um processo de revisão do currículo e, de acordo com a secretário adjunta de Educação, Elza Marina Moretto, a intenção é conciliar as mudanças recentes com a MP.  “Temos a tradição de base curricular de Santa Catarina. Mudam as equipes gestoras, mas a proposta continua avançando, foi construída com base na democracia”, afirma.

No Estado, segundo Elza, 25% da rede têm acesso ao ensino técnico, o que favorece a implantação da reforma. O principal desafio agora é “apaziguar a rede do ponto de vista de como estão interpretando a reforma do ensino médio.

Se tivesse se constituído por um projeto de lei, a coisa tinha ganhado outro caminho, a MP é sempre uma coisa meio antipática, sempre verticalizada. As pessoas estão se perdendo na discussão de que é uma MP e não estão discutindo tanto o conteúdo da medida”.

Elza acrescenta que a questão financeira deverá pesar na implementação. “A gente sabe que para fazer tudo isso tem que ter financiamento. Não dá para fazer toda essa inovação com o dinheiro que temos. Vai requerer contratação de professor, mudança curricular, infraestrutura, coisa que a curto, médio e longo prazo vai ter que ser pensado”.

Estados pedem mais tempo para implementar reforma do ensino médio

Secretários estaduais de educação dizem que precisam de tempo e de recursos para executar as mudanças no ensino médio previstas na Medida Provisória 746/2016

Outra alteração que o senador deve fazer na MP é propor a prorrogação da jornada para 5 horas por dia já a partir de 2018 para todos os Estados

Por Redação, com ABr – de Brasília:

 

Secretários estaduais de educação dizem que precisam de tempo e de recursos para executar as mudanças no ensino médio previstas na Medida Provisória 746/2016, em tramitação no Congresso Nacional. Eles concordam que a etapa precisa de mudanças e de se adequar aos interesses dos estudantes, mas pedem algumas alterações no texto da medida.

Secretários estaduais de educação dizem que precisam de tempo e de recursos para executar as mudanças no ensino médio previstas na Medida Provisória 746/2016
Secretários estaduais de educação dizem que precisam de tempo e de recursos para executar as mudanças no ensino médio previstas na Medida Provisória 746/2016

O texto da MP está em análise em uma comissão mista. A intenção dos parlamentares é que o relatório do senador Pedro Chaves (PSC-MS) seja entregue nesta semana. A partir daí, o documento poderá ser discutido e votado. 

Uma das principais demandas dos gestores estaduais é a ampliação da duração da política de fomento. Na qual o governo federal transfere recursos adicionais para os Estados ampliarem a jornada escolar para 7 horas diárias. Atualmente, o ensino médio deve ter pelo menos 4 horas por dia. Pelo texto original, o apoio deve durar no máximo quatro anos.

– É inadmissível a gente pensar que (o fomento) possa encerrar com um ou dois anos. Porque isso é um investimento de longo prazo. Tem que diluir não só melhorias de estrutura física das escolas, mas estrutura de custeio – diz o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Fred Amâncio.

Amâncio é secretário de Educação de Pernambuco, Estado que é considerado referência pelo Ministério da Educação (MEC) na implantação do tempo integral no ensino médio. Atualmente, segundo o secretário, 43% das escolas funcionam com uma jornada de 7 horas diárias. Ou seja, os estudantes ficam mais tempo na escola e têm atividades no contraturno.

Amâncio atribui ao tempo integral o fato de o ensino médio do Estado ter saído da 21ª posição em 2007 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Que mede a qualidade da educação por meio de avaliações em português e matemática. E ter alcançado o topo do ranking, em 2015, ao lado de São Paulo.

– Costumo dizer que o Brasil tem, no ensino médio, educação parcial. Em todos os países referência do mundo, os jovens ficam 7 horas na escola. No Brasil, a maioria dos estudantes fica 4 horas – diz.

– É importante a gente dar um passo no processo de ampliação e isso envolve investimento. A gente tem levado essa discussão não apenas nas audiências públicas, mas em conversas com o MEC. O programa de fortalecimento é muito importante – completa.

A MP da Reforma do Ensino Médio estabelece que a jornada escolar deve ser “progressivamente ampliada”. Mas não dá um prazo para que todas as escolas concluam esse processo. O Programa de Fomento à Implementação de Escolas em Tempo Integral oferece, para o ensino médio, R$ 2 mil a mais por aluno por ano para ajudar os estados.

Pelo Plano Nacional de Educação (PNE), lei aprovada em 2014. O Brasil deve ter pelo menos 25% dos estudantes em tempo integral até 2024. Atualmente, são 18,7% levando em consideração toda a educação básica. No ensino médio, são apenas 6,4% das matrículas.

Currículo

Além da prorrogação da jornada, a MP estabelece que parte da formação do estudante do ensino médio seja voltada para os conteúdos da Base Nacional Comum Curricular, que ainda está em discussão no MEC. E parte destinada à formação em uma ênfase escolhida pelo próprio estudante. As ênfases serão em linguagens; matemática; ciências da natureza; ciências humanas; e formação técnica e profissional.

Segundo Amâncio, entre os pedidos dos gestores está a maior flexibilidade para que os Estados elaborem os próprios currículos. Uma das possibilidades, ainda em discussão entre os Estados. É que possam definir, de acordo com a realidade de cada local, outras ênfases de formação.

– Acreditamos que os cinco (itinerários) que estão propostos são importantes. Mas por que não ter a possibilidade de construir algo ainda diferenciado? Já que existe a visão de flexibilidade, pode-se pensar em algo que possa atender os estados. Por exemplo, em alguns Estados, o aspecto cultural é muito forte, no Nordeste temos isso muito arraigado. Por que não ter algumas linhas de itinerário formativo cultural? – diz.

O secretário diz ainda que essa mudança estrutural não será algo simples e que os estados precisarão de tempo. “Acho que precisa deixar mais claro (na MP). Que as redes estaduais vão ter mais autonomia para estabelecer o seu planejamento de implantação ao longo dos anos. Isso não é um processo. Envolve investimento, envolve mudanças em toda uma cultura.”

Segundo ele, havia um entendimento de que com a conclusão da Base Nacional Curricular. Esse modelo já estaria disponível em 2018. “Nossa expectativa é que o texto venha prevendo um planejamento da implantação ao longo dos anos. Porque não é da noite para o dia que se faz uma mudança desse porte.”

Relator

Presente na reunião do Consed, que ocorreu até a última sexta-feira, em Brasília, o relator da MP na comissão mista que analisa a medida. Senador Pedro Chaves (PSC-MS), disse que pretende estender a duração do fomento do MEC aos Estados por dez anos. O anúncio foi bem visto pelos secretários.

Outra alteração que o senador deve fazer na MP é propor a prorrogação da jornada para 5 horas por dia já a partir de 2018 para todos os Estados. Segundo Amâncio, um prazo mais factível seria que isso pudesse ser feito até 2022.

O senador deverá apresentar o relatório com as alterações na próxima quarta-feira. O relatório deverá ser discutido e votado na comissão mista que analisa a medida. Onde poderá sofrer alterações. O documento deverá passar ainda pelos plenários da Câmara e do Senado. O prazo para que todo o processo seja concluído é março de 2017.