Relatório que reformula ensino médio deve ser votado na próxima semana

O relatório da Medida Provisória nº 746, que trata da reformulação do ensino médio no País, deve ser votado na próxima semana

A comissão mista criada para examinar a proposta se reuniu na tarde de quinta-feira, no Senado Federal, para debater os principais pontos da medida

Por Redação, com ACS – de Brasília:

 

O relatório da Medida Provisória nº 746, que trata da reformulação do ensino médio no País, deve ser votado na próxima semana. Voltado essencialmente para a aprendizagem, o novo modelo sugerido propõe aos alunos do ensino médio mais liberdade para escolher as áreas de conhecimento de seu interesse, de acordo com sua vocação ou projeto de vida. O Congresso Nacional tem até março do próximo ano para votar a medida provisória.

O relatório da Medida Provisória nº 746, que trata da reformulação do ensino médio no País, deve ser votado na próxima semana
O relatório da Medida Provisória nº 746, que trata da reformulação do ensino médio no País, deve ser votado na próxima semana

A comissão mista criada para examinar a proposta se reuniu na tarde de quinta-feira, no Senado Federal, para debater os principais pontos da medida. Para o relator da medida, senador Pedro Chaves (PSC-MS). O texto que será apresentado é “extremamente participativo”.  “Ele contém mudanças importantes, feitas com contribuições da sociedade”, afirmou.

Ao defender um novo modelo de ensino. A secretária executiva do Ministério da Educação, Maria Helena de Castro, criticou o modelo atual. “A escola de ensino médio nada mais é do que um cursinho preparatório para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)”. Lamentou.

Currículos

– Os currículos são absurdamente enciclopédicos. Não aprofundam conhecimento em nenhuma área. Ao contrário de formar cidadãos, eles estão formando analfabetos funcionais.

Questionados sobre a necessidade de uma medida provisória para sugerir a reforma do ensino médio. Pedro Chaves e Maria Helena foram taxativos em seus argumentos. “O debate é muito antigo.

Ainda assim, as mudanças não foram para a frente”, disse a secretária. “Se não fosse a medida, não haveria debate. Estava tudo parado de novo.”

Locais da segunda prova do Enem já estão disponíveis na Internet

Estudantes fazem prova do Enem

A recomendação é que os estudantes conheçam antes o local da prova para evitar atrasos no dia do exame. O esquema da segunda aplicação será semelhante ao da primeira

Por Redação, com ABr – de Brasília:

Os locais de prova da segunda aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) estão disponíveis na página do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira  (Inep) na Internet.

Os estudantes farão as provas nos dias 3 e 4 de dezembro. Os mais de 271 mil candidatos que tiveram a prova adiada poderão consultar os novos locais na página do Participante e no aplicativo do Enem, nas plataformas Android, iOS e Windows Phone.

Estudantes fazem prova do Enem
Estudantes fazem prova do Enem

A recomendação é que os estudantes conheçam antes o local da prova para evitar atrasos no dia do exame. O esquema da segunda aplicação será semelhante ao da primeira. Os portões abrem às 12h e fecham às 13h, no horário de Brasília. As provas começam a ser aplicadas às 13h30.

No primeiro dia, os candidatos terão quatro horas e 30 minutos. Para responder a 90 questões das áreas de ciências humanas e suas tecnologias e de ciências da natureza e suas tecnologias. No segundo dia serão cinco horas e 30 minutos. Para as provas de redação, linguagens, códigos e suas tecnologias e matemática e suas tecnologias.

Segunda aplicação

O Enem foi aplicado nos dias 5 e 6 de novembro para 5,8 milhões de candidatos. Devido a ocupações de escolas, universidades e institutos federais. O Ministério da Educação adiou o exame para um grupo de estudantes que fariam a prova em 405 locais de diferentes Estados.

Esses estudantes receberam um aviso do Inep por mensagem no celular e e-mail. A ocupação de escolas ocorrem em diversos estados. Em protesto contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, que limita os gastos do governo federal pelos próximos 20 anos, e a reforma do ensino médio,

Os locais de prova serão todos alterados. Segundo o instituto, os novos locais terão o padrão necessário para a aplicação das provas e não correrão risco de ocupação até a realização do exame.

As provas serão diferentes daquelas aplicadas no início do mês, mas manterão o mesmo nível de dificuldade. De acordo com o Inep, garantirá a isonomia entre os candidatos. O resultado do Enem será divulgado para todos os participantes no dia 19 de janeiro.

Alunos vão reforçar atos contra PEC 55 e reforma do ensino médio

Mobilização de centrais sindicais e movimentos sociais terá apoio da UNE

Mobilização de centrais sindicais e movimentos sociais terá apoio da UNE, Ubes e ANPG, que também estarão em vigília para votação da PEC 55 no Senado, no próximo dia 29 deste mês

Por Redação, com RBA – de São Paulo:

A União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) vão se juntar a centrais sindicais e movimentos sociais nas mobilizações marcadas para o próximo dia 25 deste mês em todas as capitais.

Mobilização de centrais sindicais e movimentos sociais terá apoio da UNE
Mobilização de centrais sindicais e movimentos sociais terá apoio da UNE

As manifestações são um preparativo para o dia 29 de novembro. Dia da votação no Senado da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55. Quando os estudantes pretendem fazer uma grande mobilização.

A decisão foi tomada pela direção da entidades estudantis, que estiveram reunidas com representantes de ocupações de escolas e campi universitários de todo o país na segunda e terça-feira, na Universidade de Brasília (UnB).

A reunião foi para discutir os próximos passos para o movimento de ocupações contra a PEC. Também contra a Medida Provisória (MP) 746, que fragmenta e reduz o currículo do ensino médio. De autoria do governo de Michel Temer (PMDB). A MP tramita no Congresso e teve seu prazo prorrogado por mais 60 dias.

Outra bandeira dos estudantes é a derrubada da chamada “lei da mordaça”. Conjunto de projetos de lei que tramitam no Congresso. Nas assembleias estaduais e municipais em todo o país, para proibir o debate em sala de aula e criminalizar os professores.

Conforme o documento assinado pelas entidades. Os estudantes e o movimento educacional “estarão a postos para resistir contra o assalto do nosso futuro”. Eles vão “transformar Brasília na capital das ocupações”.

O documento faz duras críticas às medidas de Michel Temer. À aprovação do projeto de lei que tira da Petrobras a prerrogativa de participar da exploração de todos os campos do pré-sal. A criminalização dos movimentos sociais. Simbolizada pelas desocupações truculentas e sem mandado judicial.

O anúncio do ministro Mendonça Filho em cobrar financeiramente das entidades estudantis o adiamento do Enem. A invasão pela polícia da Escola Nacional Florestan Fernandes, do MST.

As entidades destacam ainda que a nova agenda econômica que o governo tenta impor. Tornará inviável a implementação do Plano Nacional de Educação (PNE), que contém conquistas históricas dos estudantes.

– Enquanto o PNE propõe a meta de 10% do PIB para a educação. Com a finalidade de erradicar o analfabetismo no país. Universalizar o acesso à creche, reestruturar o ensino médio em tempo integral. Expandir o ensino superior público e o número de mestres e doutores no país.

A PEC diminui os investimentos em educação, condenando o ensino público à falência. A intenção é destinar ainda mais o orçamento público para os bancos”.

Por meio das redes sociais, as lideranças estudantis lamentaram a morte do estudante Guilherme Silva Neto, de 20 anos, e do seu pai, Alexandre José da Silva Neto, no final da tarde de terça-feira. Guilherme, estudante de Matemática da Universidade Federal de Goiás. Ele era integrante do Diretório Acadêmico do seu curso e militante da ocupação da UFG.

Para a UNE, embora o caso revele uma relação particular entre pai e filho. Preocupa o fato de que a morte de Guilherme tenha envolvido uma discussão sobre as suas preferências políticas. A intolerância que isso provocou no ambiente familiar. O que reforça a necessidade de reafirmação do diálogo como saída para as divergências.

Caravana dos estudantes

A UNE está recebendo doações para a custeio da caravana por meio de depósito em conta no Banco do Brasil,Agência: 7067-X, Conta Corrente: 6635-4, em nome da
União Nacional dos Estudantes, CNPJ: 29.258.597/0001-50. Ou pela internet, por meio do link http://bit.ly/contabbune

Congresso prorroga vigência da MP do Ensino Médio

A medida provisória (MP) que trata da reforma do ensino médio, MP 746/2016, terá mais 60 dias

De acordo com a medida provisória, cerca de 1,2 mil horas, metade do tempo total do ensino médio, serão destinadas ao conteúdo obrigatório definido pela Base Nacional

Por Redação, com ABr – de Brasília:

A medida provisória (MP) que trata da reforma do ensino médio, MP 746/2016, terá mais 60 dias para ser discutida no Congresso Nacional. A prorrogação foi publicada nesta quarta-feira, no Diário Oficial da União.  Com isso, o Congresso terá até meados de janeiro para votar a medida.

A medida provisória (MP) que trata da reforma do ensino médio, MP 746/2016, terá mais 60 dias
A medida provisória (MP) que trata da reforma do ensino médio, MP 746/2016, terá mais 60 dias

A prorrogação do tempo de apreciação de MPs está prevista no regimento do Congresso Nacional. De acordo com a Resolução 1/2002, a prorrogação ocorre quando uma MP não tem a votação encerrada tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal no prazo de 60 dias.

Apresentada pelo presidente de facto Michel Temer no dia 22 de setembro, a MP do ensino médio flexibiliza os currículos e amplia progressivamente a jornada escolar.

De acordo com a medida provisória, cerca de 1,2 mil horas, metade do tempo total do ensino médio, serão destinadas ao conteúdo obrigatório definido pela Base Nacional.

No restante da formação, os alunos poderão escolher entre cinco trajetórias. Linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas. Modelo usado também na divisão das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). E formação técnica e profissional.

A medida também amplia gradualmente a carga horária do ensino médio para 7h por dia ou 1,4 mil horas por ano.

Escolas

Estudantes que ocupam escolas, universidades e institutos federais em todo o país são contrários à MP. Tanto eles quanto educadores defendem um maior debate sobre a reforma do ensino médio. Eles criticam as mudanças por meio de medidas provisórias. 

Já o governo federal defende que a MP se deve à urgência de mudanças nessa etapa de ensino que concentra os piores indicadores da educação básica. A reformulação da etapa já estava em discussão na Câmara dos Deputados por meio do Projeto de Lei 6.480/2013. A MP contém algumas sugestões do projeto.

Em enquete promovida pelo portal E-Cidadania do Senado. Mais de 71 mil pessoas se manifestaram contra a MP. Enquanto mais de 3,8 mil se declararam a favor. Os dados são das 12h desta quarta-feira.

Na semana passada. Uma pesquisa encomendada pelo Ministério da Educação ao Ibope. Mostrou 72% dos brasileiros são a favor de uma reforma no ensino médio. De acordo com a pesquisa, 24% são contra a reforma, 3% não sabem e 1% não respondeu.

Unesp faz vestibular para mais de 100 mil alunos

O vestibular da Unesp garante um mínimo de 45% das vagas de cada curso para alunos que tenham feito todo o ensino médio em escola pública

O vestibular da Unesp garante um mínimo de 45% das vagas de cada curso para alunos que tenham feito todo o ensino médio em escola pública

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

A Universidade Estadual Paulista (Unesp) realizou neste domingo a primeira fase de seu vestibular para 102.134 vestibulandos. Os estudantes deverão chegar aos locais de prova com uma hora de antecedência. Às 14 horas, os portões foram fechados. O exame teve duração de quatro horas e meia.

O vestibular da Unesp garante um mínimo de 45% das vagas de cada curso para alunos que tenham feito todo o ensino médio em escola pública
O vestibular da Unesp garante um mínimo de 45% das vagas de cada curso para alunos que tenham feito todo o ensino médio em escola pública

O vestibular, que foi aplicado em 31 cidades paulistas e ainda em Brasília (DF), Campo Grande (MS) e Uberlândia (MG). Teve 90 questões de múltipla escolha: 30 de linguagens e códigos (língua portuguesa, literatura, língua inglesa, educação física e arte), 30 de ciências humanas (história, geografia, filosofia e sociologia). E 30 de ciências da natureza e matemática (biologia, física, matemática e química).

Para realizar a prova, os candidatos  levaram um dos seguintes documentos. RG, Carteira de Habilitação, Certificado Militar, Carteira de Trabalho, Passaporte, registro Nacional de Estrangeiros, identidade expedida pelas Forças Armadas ou carteira de órgão ou conselho de classe. Cópias não serão aceitas, apenas o original dos documentos.

Os materiais escolares a serem levados pelos candidatos são lápis preto. É proibido uso de lapiseira, apontador, borracha, régua transparente, caneta esferográfica azul ou preta. Fabricada também em material transparente.

Vestibular da Unesp

O vestibular da Unesp garante um mínimo de 45% das vagas de cada curso para alunos que tenham feito todo o ensino médio em escola pública. Em 2016, a proporção de matriculados egressos do ensino público foi 46,6%.

A Unesp é uma universidade pública, gratuita. Com 34 faculdades e institutos espalhados em 24 cidades do Estado. A instituição oferece 182 cursos de graduação e 146 programas de pós-graduação.

Segundo dados de 2016, a universidade tem 51.311 alunos (37.770 na graduação, 13.541 na pós stricto sensu), 3.826 professores e 6.782 servidores técnico-administrativos.

Ocupação de escola em SP eleva consciência e participação popular

Escola estadual de Diadema foi a primeira a ser ocupada. "A escola não é mais a mesma, e nós também não”, diz estudante

Estudantes cobram mais democracia em decisões de escolas e inspiram a maior mobilização da história do país. “A escola não é mais a mesma, e nós também não”, diz aluno do Fernão Dias. Autoritarismo reage

Por Redação, com RBA – de São Paulo:

Há um ano, estudantes da Escola Estadual de Diadema decidiram, em assembleia, ocupar o colégio localizado na região do ABC paulista contra o projeto de reorganização escolar do governo Geraldo Alckmin, que pretendia fechar escolas, e que após a mobilização foi suspenso pelo governador.

Escola estadual de Diadema foi a primeira a ser ocupada. "A escola não é mais a mesma, e nós também não”, diz estudante
Escola estadual de Diadema foi a primeira a ser ocupada. “A escola não é mais a mesma, e nós também não”, diz estudante

De lá para cá, os estudantes paulistas seguiram o caminho da mobilização. E conseguiram reformas nos prédios, oferta de cursinhos populares e, sobretudo, abrir caminho para aquela que hoje é a maior mobilização estudantil da história do país.

No último mês, escolas e universidades de 20 Estados e do Distrito Federal passam ou passaram por um movimento de ocupação contra a reforma do ensino médio. Prevista na Medida Provisória (MP) 746, e contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55. Que restringe os investimentos sociais do governo federal, inclusive em educação, ambas propostas do governo Temer.

– Os secundaristas pensam a escola como um espaço democrático – conta o aluno de Contabilidade Rodrigo dos Santos Silva. Ele apoia a ocupação e dá aula em cursinho popular implantado na escola em agosto. Por reivindicação e articulação dos próprios alunos. “Da mesma forma que eles foram inspirados por outros secundaristas, eles abriram caminho para ocupações em outros Estados. Primeiro foi no Rio de Janeiro, depois em Goiás e agora esse movimento com milhares de escolas ocupadas em todo país.”

O número de universidades ocupadas chega a 171. O balanço oficial de escolas em movimento foi suspenso temporariamente devido à inconsistência de dados no Paraná, Estado com maior número de ocupações. No auge, em 28 de outubro, eram 1.198 ocupações no país, 845 naquele Estado.

No Estado de São Paulo, a mobilização teve força no início do ano, com as ocupações especialmente de escolas técnicas. Em maio, a Procuradora-Geral do Estado liberou as delegacias regionais a recorrer à Justiça para fazer reintegração de posse de imóveis públicos ocupados. “Agora houve ocupações de diretorias de ensino e de escolas nos municípios de Embu das Artes e Taboão da Serra, mas foram todas desocupadas sem mandato”, lembra Rodrigo.

Diadema

Na Escola Estadual Diadema, os estudantes permaneceram ocupados por 42 dias. Sofrendo pressões jurídicas, da imprensa comercial e de membros da direção da escola para que liberassem o prédio.

De lá para cá, conseguiram reativar o grêmio escolar, garantir representação estudantil no Conselho da Escola. Abrir o prédio aos sábados para a comunidade e implantar um cursinho pré-universitário popular e gratuito, que atende 150 vestibulandos da região.

Organizaram também uma semana de debates com intelectuais e acadêmicos sobre a crise econômica e política do país no primeiro semestre e planejam outra ainda este ano.

Inspirados no movimento secundarista do Chile, às 19h do dia 9 de novembro de 2015, um grupo de 20 alunos ocupou a escola. Prometendo ficar no local até obter um retorno no governador contra o projeto de reorganização do ensino. “Nosso objetivo é chamar a atenção do governo e obter uma resposta positiva. Nós estamos organizados pacificamente e temos o direito de ocupar o espaço público”, disse na época o porta-voz do grupo, que não se identificou.

– Antes da ocupação a própria diretoria escolhia os representantes do conselho e mantinha toda autoridade. Hoje é diferente: tudo passa pelo conselho. Ela perdeu autoridade e a democracia aumentou – diz o estudante Douglas Alves dos Santos, de 17 anos. “Os alunos conseguiram ter mais autoridade e poder na escola. Temos hoje o conhecimento de coisas que sempre deveríamos ter tido, direitos que sempre tivemos e não sabíamos, mas que começamos a exercer.”

É fato que o movimento dos estudantes elevou o grau de consciência. Mas também é que os governos estaduais, em especial em São Paulo. Passaram a endurecer nas condutas que vão da perseguição à retaliação a estudantes.

Movimento dos estudantes

Conforme reportagem publicada aqui na semana passada. Alckmin, além de tentar impor uma proposta de reorganização, ainda vem utilizando agentes da Segurança Pública do Estado para perseguir, coagir e até espancar estudantes.

A polícia é acusada de carregar lista com fotos e nomes de secundaristas e apoiadores do movimento. Ao ser abordado, o jovem é obrigado a reconhecer os colegas apresentados nas imagens. Quem não consegue, é espancado. As perseguições não cessaram, pelo contrário, se tornaram mais frequentes e e violentas, segundo fontes ouvidas pelo jornal GGN.

Outras ocupações

Algumas horas após da ocupação em Diadema, foi a vez da escola Fernão Dias, na Zona Oeste de São Paulo. A ação daqueles estudantes acabou se tornando um marco na luta dos secundaristas. Depois de a unidade permanecer uma semana sitiada pela Polícia Militar.

A partir daí, explodiram ocupações em todo Estado. No auge do movimento, em 2 de dezembro do ano passado, os estudantes paulistas chegaram a ocupar 213 escolas em todo o Estado, contra o projeto, que pretendia fechar 94 escolas e transferir compulsoriamente 311 mil estudantes.

Os alunos se dividiram em comissões, que eram responsáveis pela limpeza da escola, preparo da comida, contato com a imprensa, controle dos portões e organização de atividades culturais. Foram feitas sessões de cinema ao ar livre, shows, teatros, saraus e leituras de poesias. “As escolas nunca tiveram tanta vida cultural como agora”. Contou na época o secundarista José Vinicius da Escola Estadual Ana Rosa Araújo, na Vila Sônia, Zona Oeste de São Paulo.

Após 25 dias de intensa mobilização, o governador foi a público suspender o projeto. Em seguida, o então secretário estadual da Educação, Herman Voorwald, pediu demissão. Os frutos do movimento, no entanto, ainda estão sendo colhidos. Na Fernão Dias, o espaço da escola tem sido utilizado para atividades culturais geridas e planejadas pelos alunos. Uma demanda antiga dos estudantes, conquistada apenas após a ocupação.

Na escola Caetano de Campos, uma das mais tradicionais de São Paulo, na região central, os alunos também conseguiram participar do Conselho de Escola. Em Perus, na Zona Oeste da capital paulista, estudantes da escola Gavião Peixoto conseguiram reforma da quadra do colégio. Agora estão se mobilizando por melhorias para o anfiteatro. “As relações mudaram, os professores mudaram. A escola não é mais a mesma, e nós também não”, acredita Douglas.

Entidades estudantis repudiam ameaça do MEC

O ministro quer que a UNE, a Ubes e a União da Juventude Socialista (UJS) arquem com R$ 15 milhões dos custos da nova prova

Ministro Mendonça Filho anunciou que vai entrar na Justiça pelo ressarcimento de R$ 15 milhões pelo adiamento do Enem nas escolas ocupadas

Por Redação, com RBA – de São Paulo:

Em nota conjunta, a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e a Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG) repudiam a ameaça do ministro da Educação, Mendonça Filho, que anunciou no dia anterior a decisão de entrar com ação judicial contra elas pedindo ressarcimento das despesas decorrentes da realização de nova prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) devido às ocupações em escolas.

O ministro quer que a UNE, a Ubes e a União da Juventude Socialista (UJS) arquem com R$ 15 milhões dos custos da nova prova
O ministro quer que a UNE, a Ubes e a União da Juventude Socialista (UJS) arquem com R$ 15 milhões dos custos da nova prova

O ministro quer que a UNE, a Ubes e a União da Juventude Socialista (UJS) arquem com R$ 15 milhões dos custos da nova prova.

As organizações estudantis alegam que tal tentativa de puni-las financeiramente representa ameaça de criminalização do movimento estudantil. E visa a enfraquecer o movimento das ocupações, que lutam contra a Medida Provisória (MP) 746, da reforma do ensino médio, e contra a PEC 55, em tramitação no Senado Federal, que limita os gastos públicos por 20 anos.

– Reafirmamos que o diálogo poderia ter garantido a realização do Enem em todo o Brasil, mas esse não foi o caminho escolhido pelo MEC, que desde o princípio ameaçou os estudantes por meio do cancelamento do Enem e da responsabilização das entidades e ocupantes.

Como exemplo, as entidades ressaltaram que, durante as eleições municipais, através do diálogo. Foi possível a coexistência das ocupações nos locais de votação, sem prejuízo para o pleito. A nota afirma ainda que o Enem trata-se de uma conquista do movimento estudantil, que lutou pela democratização do acesso ao ensino universitário.

Organizações estudantis

As organizações estudantis reafirmaram a disposição de mobilização contra o que identificam como ameaças à educação. “A juventude se ergueu contra o congelamento do seu futuro. Vamos ocupar tudo, vamos barrar essa PEC e a MP do ensino médio com toda a nossa força. Nossa luta não acabou, segue e se fortalece por meio de novas instituições ocupadas e mobilizadas.”

Confira a íntegra da nota conjunta das entidades:

Nota da UNE, UBES e ANPG em repúdio às declarações de Mendonça Filho

O movimento de ocupações de escolas e universidades tomou o Brasil contra a Medida Provisória 746 da Reforma do Ensino Médio e contra a PEC 241, agora PEC 55 em tramitação no Senado Federal.

Este movimento é claramente legítimo ao sair em defesa intransigente da educação pública, gratuita, de qualidade e inclusiva, e já é vitorioso pela dimensão da sua mobilização. Já são mais de 1.200 escolas e institutos federais ocupados, além de 139 universidades em todo o país.

A União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e a Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG). Entidades nacionais representativas dos estudantes, vêm a público repudiar as declarações do ministro Mendonça Filho. Ele afirma que vai acionar a AGU para cobrar das entidades os prejuízos com o adiamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2016. Para os estudantes que fariam provas nas escolas ocupadas.

Reafirmamos que o diálogo poderia ter garantido a realização do Enem em todo o Brasil. Mas esse não foi o caminho escolhido pelo MEC. Desde o princípio ameaçou os estudantes por meio do cancelamento do Enem e da responsabilização das entidades e ocupantes.

Escolas ocupadas

Vivemos no segundo turno das eleições municipais a realização da votação em coexistência com as escolas ocupadas, propiciado pelo diálogo entre a Justiça Eleitoral e os ocupantes.

É necessário ressaltar que a existência do Enem é uma conquista do movimento estudantil que lutou em toda a sua história pela democratização da universidade. Por esse motivo, nunca seria o movimento estudantil a impedir a realização das provas. Porque sabemos que isso significa a oportunidade de milhares de nós, estudantes de escolas públicas, ingressar na universidade. É bom lembrar que vários estudantes ocupantes fizeram e farão a prova do Enem.

Reafirmamos com a presente nota a luta contra a MP 746 porque achamos que a Reforma do Ensino Médio não cabe numa medida provisória. Queremos ser ouvidos para a necessária reforma, queremos o envolvimento de toda a comunidade acadêmica nesse processo. Queremos que pare a PEC 241 (agora PEC 55 no Senado), pois ela congela os investimentos em educação e junto inviabilizam o Plano Nacional de Educação.

Ao adiar a realização do Enem nas instituições ocupadas para o mês de dezembro. O ministério tenta lamentavelmente colocar os estudantes uns contra os outros. E, ao punir financeiramente as entidades, tenta criminalizar o movimento estudantil buscando enfraquecer o movimento legítimo das ocupações.

No entanto, não terá sucesso. A juventude se ergueu contra o congelamento do seu futuro. Vamos ocupar tudo, vamos barrar essa PEC e a MP do ensino médio com toda a nossa força. Nossa luta não acabou, segue e se fortalece por meio de novas instituições ocupadas e mobilizadas.

Reivindicamos:

Pela retirada imediata da MP 746 de reforma do Ensino Médio;

Pela retomada da discussão do PL 6840/2013 sobre a Reformulação do Ensino Médio, em sua Comissão Especial no Congresso;

Por um calendário de audiências públicas para discutir e debater a Reformulação do Ensino Médio com a sociedade civil, intelectuais, entidades educacionais;

Pela não aprovação da PEC 55 (antiga PEC 241);

Contra a Lei da mordaça (escola sem partido)

Contra a criminalização do movimento estudantil e suas entidades

União Nacional dos Estudantes – UNE

União Brasileira dos Estudantes Secundaristas – UBES

Associação Nacional dos Pós-graduandos – ANPG

7 de novembro de 2016

Universidades de Portugal aceitam nota do Enem

Já são 18 as universidades portuguesas que aceitam as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como forma de seleção de estudantes brasileiros para graduação

De acordo com Carla Martins, pró-reitora de Internacionalização da UMinho, o intercâmbio é importante e beneficia alunos, docentes, pesquisadores e até os moradores das cidades de Braga e Guimarães

Por Redação, com ABr – de Lisboa:

Já são 18 as universidades portuguesas que aceitam as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como forma de seleção de estudantes brasileiros para graduação. A Universidade do Minho (UMinho), com 19 mil alunos nas cidades de Braga e Guimarães, é uma das principais instituições de ensino superior de Portugal e recebe atualmente cerca de 500 estudantes brasileiros.

Já são 18 as universidades portuguesas que aceitam as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como forma de seleção de estudantes brasileiros para graduação
Já são 18 as universidades portuguesas que aceitam as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como forma de seleção de estudantes brasileiros para graduação

De acordo com Carla Martins, pró-reitora de Internacionalização da UMinho. O intercâmbio é importante e beneficia alunos, docentes, pesquisadores e até os moradores das cidades de Braga e Guimarães.

– Os estudantes brasileiros, ao vir para a Universidade do Minho. Têm a oportunidade de estudar em um país que não é o seu de origem. E isso traz todas as vantagens de eles terem uma experiência de internacionalização no currículo. Há vários anos que apostamos na internacionalização, porque achamos que é muito importante para uma universidade ter no seu campi alunos de várias nacionalidades. Neste momento, temos cerca de alunos de 80 nacionalidades. O que faz com que este seja um ambiente muito cosmopolita, multicultural – afirmou Carla, em entrevista à Agência Brasil.

As notas do Enem servem, em Portugal, para classificar os alunos brasileiros para concorrer às vagas destinadas aos estudantes internacionais. Na Universidade do Minho, por exemplo, as vagas para estrangeiros na graduação correspondem a 20% do total. A pró-reitora explica que, no sistema português. Há um conjunto de provas específicas que os alunos têm que prestar e as notas do Enem substituem as desses exames.

– Por exemplo, se ele quer engenharia, tem que fazer o exame de matemática, física e química. No caso dos alunos brasileiros, como o Enem tem várias provas. O que acontece é que nós aproveitamos as provas que eles fizeram. E damos ponderações diferentes para cada uma das dimensões da prova – afirma Carla.

Dessa forma, as provas feitas no Brasil são utilizadas, com parâmetros de ponderação. Para efeitos de cálculo na nota da candidatura dos brasileiros para ingressar nas universidades portuguesas.

– Os estudantes brasileiros vão entrar no âmbito do Estatuto do Estudante Internacional. Para o qual há vagas específicas. Eles não competem com alunos nacionais, competem com alunos de outras nacionalidades. Ao aceitar a nota do Enem, significa que os estudantes brasileiros. A partir do momento em que fazem a prova no Brasil. Estão em condições de concorrer aos cursos da Universidade do Minho – explica Carla Martins.

Desempenho acadêmico

Segundo a pró-reitora, a experiência com os alunos brasileiros, que são a maior comunidade de estrangeiros na UMinho, tem sido muito boa. Ela afirma que a adaptação dos estudantes à universidade e às cidades é muito rápida.

– Eu acho que a língua é um fator que facilita. Isso faz que com os alunos cheguem e se sintam um bocadinho em casa. Quando comparamos o desempenho dos nacionais com o dos brasileiros, não vemos nada de diferente. Claro que temos muito bons alunos, alunos bons, médios. Mas, em geral, estou convencida de que, se estivessem numa universidade brasileira, seu desempenho seria semelhante. São ótimas notícias.

Saiba quais são as instituições de ensino superior portuguesas que aceitam os resultados do Enem:

Universidade de Coimbra

Universidade de Algarve

Instituto Politécnico de Leiria

Instituto Politécnico de Beja

Instituto Politécnico do Porto

Instituto Politécnico de Portalegre

Instituto Politécnico do Cávado e do Ave

Instituto Politécnico de Coimbra

Universidade de Aveiro

Instituto Politécnico de Guarda

Universidade de Lisboa

Universidade do Porto

Universidade da Madeira

Instituto Politécnico de Viseu

Instituto Politécnico de Santarém

Universidade dos Açores

Universidade da Beira Interior

Universidade do Minho

Provas do Enem são realizadas em todos os Estados do país

Estudantes desejam boa prova aos alunos que prestam o exame do Enem, neste fim de semana

No Distrito Federal, dez locais tiveram o Enem adiado para 3 e 4 de dezembro. Os familiares dos estudantes tiveram de lidar com o trânsito nas regiões próximas às provas

 

Por Redação – de Brasília

 

Os portões das escolas onde os 8,6 milhões de candidatos prestarão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foram fechados, precisamente, às 13h. As provas ocorrem neste sábado e no domingo, em todo o país. À exceção das instituições de ensino ocupadas por estudantes, em protesto contra medidas do governo federal.

Estudantes desejam boa prova aos alunos que prestam o exame do Enem, neste fim de semana
Estudantes desejam boa prova aos alunos que prestam o exame do Enem, neste fim de semana

No Distrito Federal, dez locais tiveram o exame adiado para 3 e 4 de dezembro. Os familiares dos estudantes tiveram de lidar com o trânsito nas regiões próximas às provas. A organização do Enem divulgou, por mensagem de texto e email aos candidatos, que quatro prédios da Universidade de Brasília (UnB) onde eles fariam prova estavam ocupados.

Fila espontânea

Graduando de Química Tecnológica, Décio Bottechia, 22 anos, foi informado do adiamento. Mas, ainda assim, foi até um bloco ocupado na UnB conferir se não haveria mesmo a prova. Ele disse acreditar que as mobilizações atrapalham a organização do evento, mas concorda com as críticas à proposta que limita os gastos públicos.

Como sempre, alguns jovens deixaram para a última hora e passaram sufoco pouco antes do fechamento dos portões, às 13h. Próximo à Universidade Paulista, na Asa Sul, os estudantes que chegaram no horário formaram uma fila espontânea de mais de 100 metros para organizar a entrada.

Nesse primeiro dia, os estudantes responderam a 90 questões de ciências humanas e ciências da natureza. Os candidatos terão quatro horas e 30 minutos para concluir as provas. A área de ciências da natureza e suas tecnologias abrange os conteúdos de química, física e biologia. Em ciências humanas e suas tecnologias, as provas são de geografia, história, filosofia, sociologia e conhecimentos gerais.

Engarrafamento

Charliane do Nascimento da Silva, 22 anos, que pretende ser enfermeira, chegou em cima da hora por causa do engarramento nas proximidades da União Pioneira da Integração Social – Faculdades Integradas (Upis), na Asa Sul.
Por ter esquecido o documento de identificação no carro e a caneta preta necessária para a prova, teve de retornar ao local onde deixou o veículo, a 150 metros do local. No retorno, não pode mais entrar.

— Eu não atrasei. Acontece que engarrafou. Estacionei e como precisava da caneta preta e do documento fui buscar no carro — disse, ofegante.

Do lado de fora, ambulantes aproveitaram para ganhar um dinheiro extra. Uma caneta preta e uma garrafa de água pequena eram vendidas por R$ 3. Um dos vendedores anunciava que a água era milagrosa.

— Água da sorte. Tomo passou. Se tomar e não passar, devolvo o dinheiro — gritava um deles.

Emanuela Ribeiro Carvalho, 16 anos, disse que está fazendo a prova como “treineira”, pois não fez o 3º ano do segundo grau ainda.

— É muito importante fazer para treinar o tempo de prova, a logística e verificar o quanto a gente sabe ou quanto precisa estudar ter sucesso no futuro — concluiu.

Alunos detidos em ocupação de escola são liberados em SP

Foram liberados por volta das 4h da madrugada desta sexta-feira os 40 estudantes

Os estudantes protestam por pautas específicas referentes à Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo (Fatec) e às Escolas Técnicas Estaduais (Etecs)

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

Foram liberados por volta das 4h da madrugada desta sexta-feira os 40 estudantes detidos após ocuparem o Centro Paula Souza (CPS), região central da capital paulista. Eles foram retirados do local na noite anterior por policiais militares e levados em dois ônibus até o 2º Distrito Policial, no Bom Retiro.

Foram liberados por volta das 4h da madrugada desta sexta-feira os 40 estudantes
Foram liberados por volta das 4h da madrugada desta sexta-feira os 40 estudantes

Os estudantes protestam por pautas específicas referentes à Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo (Fatec). E às Escolas Técnicas Estaduais (Etecs). Além de pautas nacionais. Como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Gastos Públicos, a reforma do ensino médio e retrocessos na educação.

Segundo o advogado dos estudantes, Veiga Junior. A PM não tinha mandado para a reintegração de posse e não informou o motivo da detenção dos jovens. À Agência Brasil entrou em contato com a secretaria de Segurança Pública, que ainda não se pronunciou sobre o caso.

Adiar provas do Enem

A Justiça Federal no Ceará indeferiu o pedido do procurador da República, Oscar Costa Filho, do Ministério Público Federal (MPF) no Ceará, de adiar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para todos os candidatos do país. Com a decisão da Justiça, a prova está mantida para este final de semana (5 e 6 de novembro).

O procurador pediu o adiamento do exame para todos os candidatos. Após o Ministério da Educação (MEC) adiar a prova de cerca de 191 mil candidatos. Eles fariam o exame em escolas, universidades e institutos federais ocupados por estudantes em protesto a medidas do governo federal. O exame para esses candidatos foi adiado para os dias 3 e 4 de dezembro.

O procurador argumentou que há prejuízo à isonomia do exame. Uma vez que seriam aplicadas provas e temas de redação diferentes para aqueles que forem fazer a prova apenas em dezembro.

A Justiça, no entanto, entendeu que “apesar da diversidade de temas que inafastavelmente ocorrerá com a aplicação de provas de redação distintas. Verifica-se que a garantia da isonomia decorre dos critérios de correção previamente estabelecidos. Em que há ênfase na avaliação do domínio da língua e de outras competências que não têm “o tema” como ponto central”.

MPF

O MPF chegou a pedir, como alternativa, que a prova seja mantida. Mas que não seja válida a prova de redação até “o julgamento de mérito da demanda. Assegurando assim a “igualdade de partes” e a reversibilidade dos efeitos da decisão”. A alternativa seria tomar medidas para assegurar que todos os candidatos submetam-se à mesma prova de redação. O pedido alternativo foi também negado.

Em defesa da manutenção do Enem, a Advocacia-Geral da União (AGU). Argumentou que o adiamento nacional custaria R$ 776 milhões aos cofres públicos. Segundo o MEC, o adiamento de parte dos candidatos custará cerca de R$ 12 milhões.

De acordo com a AGU, como um número elevado de provas teria que ser corrigido em um curto período de tempo. O adiamento certamente também prejudicaria o acesso dos estudantes ao ensino superior por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Bem como o cronograma do ano letivo das universidades que utilizam o Enem.

Segundo a AGU, o Enem normalmente já é composto por duas provas aplicadas em datas diferentes. Além do exame regular, a avaliação é feita em um segundo momento pelos estudantes privados de liberdade. E aqueles que foram impedidos de participar do certame por desastres naturais, como aconteceu no ano passado em dois municípios de Santa Catarina.

A AGU também defendeu que, embora com temas diferentes, a isonomia das redações está garantida na correção. O resultado da avaliação é definido com base em cinco competências expressas na matriz do Enem. Cada uma, avaliada por quatro critérios correspondentes aos conceitos: insuficiente, regular, bom e excelente. 

Os pontos observados consideram, por exemplo, o domínio da modalidade escrita. A compreensão da proposta da redação e a proposta de intervenção ao problema abordado respeitando os direitos humanos.