Resolução libera visto de trabalho para alunos universitários estrangeiros

Estudantes estrangeiros de graduação ou pós-graduação no Brasil poderão trabalhar legalmente no país

De acordo com o presidente do Conselho Nacional de Imigração, Paulo Sergio de Almeida, a medida deve reduzir o número de estudantes na informalidade

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

Estudantes estrangeiros de graduação ou pós-graduação no Brasil poderão trabalhar legalmente no país. A medida também vale para os alunos que já terminaram os cursos e pretendem ficar no país. A resolução que autoriza o trabalho de estrangeiros foi publicada na edição de quinta-feira, no Diário Oficial da União e já está em vigor.

Estudantes estrangeiros de graduação ou pós-graduação no Brasil poderão trabalhar legalmente no país
Estudantes estrangeiros de graduação ou pós-graduação no Brasil poderão trabalhar legalmente no país

A conversão do visto para estudos e trabalho não será automática. Os estudantes precisarão encaminhar o pedido à Coordenação Geral de Imigração (CGIG), no Ministério do Trabalho, que analisará os casos e expedirá as autorizações. Entre as condições para permanência, é que a função estabelecida no contrato de trabalho do estudante tenha relação com o currículo do curso que está sendo feito no Brasil.

O estudante poderá pedir o visto de trabalho após seis meses do início do curso. Nestes casos, a nova condição migratória do estrangeiro terá validade de um ano, podendo ser prorrogada enquanto durar o curso. No limite do prazo estipulado pela instituição de ensino.

Visto

O aluno tem até um ano após a conclusão do visto para pedir o visto. Ao término do período total do visto, não será permitida nova solicitação. A medida não se aplica aos estudantes com bolsa de estudo que tenha como condição o não exercício de atividade remunerada.

Antes da resolução, o trabalho para estudantes estrangeiros era vetado no país. Os interessados em permanecer no país deveriam retornar ao país de origem e fazer solicitação de visto para trabalho.

De acordo com o presidente do Conselho Nacional de Imigração, Paulo Sergio de Almeida, a medida deve reduzir o número de estudantes na informalidade. Pois muitos enfrentam dificuldades para se manter no Brasil sem trabalhar.

Enem 2016 termina sem ocorrências graves

A segunda aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2016 terminou sem registro de ocorrências na logística de aplicação

Desta vez, nenhum candidato foi eliminado por haver recusado a coleta do dado biométrico ou por estar portando equipamentos proibidos identificados por meio de detector de metal

Por Redação, com ACS – de Brasília:

A segunda aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2016 terminou sem registro de ocorrências na logística de aplicação. Apenas 11 eliminações foram registradas, três no sábado e oito no domingo, em decorrência de descumprimento de regras gerais do edital.

A segunda aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2016 terminou sem registro de ocorrências na logística de aplicação
A segunda aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2016 terminou sem registro de ocorrências na logística de aplicação

Desta vez, nenhum candidato foi eliminado por haver recusado a coleta do dado biométrico. Ou por estar portando equipamentos proibidos identificados por meio de detector de metal. “Esses números demonstram a eficácia das medidas de segurança adotadas a partir deste ano”. Avaliou o Ministro da Educação, Mendonça Filho.

A presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Maria Inês Fini. Ela ressaltou que além do atendimento aos estudantes afetados pela ocupações em locais de prova durante a primeira aplicação, nos dias 5 e 6 de novembro. Todas as situações de contingências foram analisadas com o deferimento e do atendimento aos casos devidamente justificados. “Fizemos todo o possível para e garantir a isonomia no Exame”, afirmou.

Abstenção 

A abstenção foi de 39,7% no primeiro dia e de 41,4% no segundo dia de provas. “Esses números foram altos em decorrência das situações específicas que o Inep precisou atender a fim de garantir que nenhum aluno se sentisse prejudicado ao longo da aplicação do Enem 2016”, explicou Maria Inês Fini.

Se consideradas as duas aplicações, o Enem 2016 teve a participação de 6.005.607 dos 8.627.195 inscritos. Com isso, a abstenção final ficou em 30,4%.

O Inep investiu R$ 10,5 milhões na segunda aplicação do Enem 2016. No total, 273.524 inscritos tiveram o direito de participar das provas neste final de semana. Em decorrência das ocupações em locais de prova durante a primeira aplicação, em 5 e 6 de novembro. Houve ainda 4.133 casos de estudantes convocados para participar das provas por causa de contingências ocorridas naquelas datas, como interrupção do fornecimento de energia elétrica.

Segurança

Segundo a Polícia Federal, não houve prisões durante a segunda aplicação do Enem 2016. Havia suspeitos sendo monitorados, mas nenhum desses compareceu às provas. Nesta edição do Enem, foram incluídos dois novos procedimentos de segurança: a coleta de dado biométrico e o uso de detector de metais em todos os participantes, na entrada e na saída dos banheiros, que até então era amostral.

Redação

Os participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) fizeram redação sobre “Caminhos para combater o racismo no Brasil”. Para subsidiar a produção textual dos participantes, a proposta de redação trazia quatro textos motivadores: um que trata da condição do homem negro, o segundo é um artigo de lei que tipifica o preconceito de raça ou de cor como crime; o terceiro é uma peça publicitária que distingue o racismo de injúria racial; e o quarto traz uma definição acerca do que são ações afirmativas.

Gabarito 

Nesta quarta-feira, o Inep divulga o gabarito oficial dos dois dias de prova para cada Caderno de Questões, que também estarão disponíveis para download no portal do Inep. O gabarito também será disponibilizado pelo aplicativo Enem 2016. O resultado do Enem, para todos, está previsto para 19 de janeiro de 2017.

Enem é realizado para mais de 270 mil alunos em todo o país

Alunos chegam para as provas do Enem, na segunda etapa do concurso para ingresso na universidade

Alguns alunos do 2° ano Ensino Médio que já tinham se inscrito no Enem para treinar, os chamados treineiros, reclamaram

 

Por Redação, com ABr – de Brasília e Rio de Janeiro

 

A aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi realizado, neste sábado, para os 277.624 candidatos. Eles não puderam fazer as provas no início de novembro, em razão da ocupação de escolas e universidades em diversos Estados. Os portões foram abertos às 12h30 e se fecharam às 13h. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep), nenhum dos 23 Estados que estão sediando as provas apresentou registro de problemas, até o fechamento desta matéria, às 15h35.

Alunos chegam para as provas do Enem, na segunda etapa do concurso para ingresso na universidade
Alunos chegam para as provas do Enem, na segunda etapa do concurso para ingresso na universidade

Em Brasília, o adiamento da data dividiu opiniões dos estudantes. Alguns reclamaram que a mudança trouxe mais ansiedade.

— Achei que foi um pouco desnecessário, se adiou pra um, tem que adiar pra todo mundo. Fiquei um pouco mais ansiosa — diz Edinalva Maria Santiago, 18 anos, que sonha em cursar medicina.

Já para Aline Conceição Silva, 18 anos, o tempo adiado serviu para intensificar os estudos.

— Pra mim individualmente foi bom, porque os professores tiveram tempo de passar matérias que eles não tinham passado. Espero que a prova seja no mesmo nível que os outros — diz a estudante, que pretende fazer o curso de Direito.

Enem adiado

Alguns alunos do 2° ano Ensino Médio que já tinham se inscrito no Enem para treinar, os chamados treineiros, reclamaram. A nova data coincidiu com o dia de realização da segunda etapa do Programa de Avaliação Seriada (PAS), da Universidade de Brasília (UnB).

Carolina Carvalho Santiago, de 16 anos, está no 2°ano e fez o Enem para se preparar. Um de seus alvos é o curso de medicina da UnB. Com a mudança da data ela teve que abrir mão da prova seriada.

— Estudei muito. Esse adiamento não gostei muito, porque caiu bem na data do PAS e aí você teve que escolher se ia fazer o PAS ou o Enem. E o pior que os dois você paga, então é uma perda muito grande — lamenta.

ProUni

A jovem afirma que seus pais recorrerão às instituições responsáveis pelas provas para conseguir uma nova oportunidade para realização da etapa da UnB. Caso contrário, pedirão o ressarcimento do valor pago na inscrição.

A assessoria do Cespe, órgão responsável pela aplicação das provas da UnB, informou que os estudantes teriam que escolher. Não há a possibilidade de aplicação do exame em nova data ou ressarcimento da inscrição. O Inep reafirmou que as datas da prova foram escolhidas em conformidade com o cronograma do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e o Programa Universidade pra Todos (ProUni).

No caso do PAS da UnB, a assessoria lembra que a prova deste fim de semana é direcionada para alunos do 2° ano do ensino médio. É um perfil que ainda não está apto para ingresso no ensino superior pelo Enem.

Rio de Janeiro

No Rio, o Enem foi aplicado em três locais. Em um deles, no Centro Universitário IBMR, na Praia de Botafogo, os estudantes aguardaram do lado de fora até às 12h30, quando foram chamados para começar a entrar.

O técnico em informática Rubens de Meneses, que pretende cursar uma graduação na área de informática, considerou que o adiamento da prova lhe beneficiou, pois teve mais tempo para estudar.

— Estudei cinco dias por semana. O adiamento para mim foi benéfico, deu tempo de estudar mais — disse ele, que acredita ir melhor em história e encontrar mais dificuldades em química.

Planejamento

Irmã de Rubens, Samara Rodrigues pretende conseguir uma vaga em fisioterapia. Para ela, porém, o adiamento foi pior, pois considera que ficou mais tensa.

— Para mim foi pior, pois eu sou nervosa. Era melhor ter feito antes, pois aí acabava logo. Mesmo eu tendo estudado, sempre o nervosismo vai atrapalhar. Hoje o que eu estou com mais medo é de história, mas devo ir bem em química e biologia — disse. Ela aposta em um bom resultado em redação, na prova de domingo.

Para o professor de química Pedro César Fiortti, que estava à porta acalmando alguns alunos, o adiamento foi prejudicial, pois atrapalhou o planejamento dos estudantes.

— Para a maioria não foi benéfico, pois o aluno já está preparado, vem de uma pressão enorme. Psicologicamente, eu não acredito que tenha ajudado, porque a gente já vem preparando eles para tal dia, tem todo um planejamento de aula — disse o professor.

Ministro da Educação garante que Enem não será cancelado

Segundo Mendonça Filho, não haverá cancelamento, e cuja segunda etapa será neste fim de semana

Mendonça disse que o processo de investigação que apura tentativas de fraude no Enem está sendo conduzido pela Polícia Federal, em articulação com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais

Por Redação, com ABr – de Brasília:

O ministro da Educação Mendonça Filho reforçou nesta sexta-feira, na capital paulista, que não existe “nenhuma possibilidade de cancelamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)”. neste sábado e domingo, os candidatos fazem a segunda etapa do exame.

Segundo Mendonça Filho, não haverá cancelamento, e cuja segunda etapa será neste fim de semana
Segundo Mendonça Filho, não haverá cancelamento, e cuja segunda etapa será neste fim de semana

Mendonça disse que o processo de investigação que apura tentativas de fraude no Enem está sendo conduzido pela Polícia Federal. Em articulação com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). O objetivo é identificar fraudadores e beneficiários.

Segundo o ministro, para as provas deste fim de semana, continuam os monitoramentos de combate à fraude. “Quem for pego vai ser desclassificado. Punido pela legislação criminal vigente”. Disse o ministro, que participou de força-tarefa para combate ao mosquito Aedes aegypti em uma escola da cidade de São Paulo.

Punições

Na quinta-feira, o Inep já havia informado que o Enem não será cancelado e que punições se restringirão aos envolvidos nos casos de tentativa de fraude. As denúncias de que as provas do primeiro e segundo dias do Enem.

Além da redação, vazaram para pelo menos dois candidatos antes do início do teste, vieram do Ministério Público Federal no Ceará (MPF-CE). O Inep também reiterou que não há indício de vazamento do gabarito oficial.

Locais da segunda prova do Enem já estão disponíveis na Internet

Estudantes fazem prova do Enem

A recomendação é que os estudantes conheçam antes o local da prova para evitar atrasos no dia do exame. O esquema da segunda aplicação será semelhante ao da primeira

Por Redação, com ABr – de Brasília:

Os locais de prova da segunda aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) estão disponíveis na página do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira  (Inep) na Internet.

Os estudantes farão as provas nos dias 3 e 4 de dezembro. Os mais de 271 mil candidatos que tiveram a prova adiada poderão consultar os novos locais na página do Participante e no aplicativo do Enem, nas plataformas Android, iOS e Windows Phone.

Estudantes fazem prova do Enem
Estudantes fazem prova do Enem

A recomendação é que os estudantes conheçam antes o local da prova para evitar atrasos no dia do exame. O esquema da segunda aplicação será semelhante ao da primeira. Os portões abrem às 12h e fecham às 13h, no horário de Brasília. As provas começam a ser aplicadas às 13h30.

No primeiro dia, os candidatos terão quatro horas e 30 minutos. Para responder a 90 questões das áreas de ciências humanas e suas tecnologias e de ciências da natureza e suas tecnologias. No segundo dia serão cinco horas e 30 minutos. Para as provas de redação, linguagens, códigos e suas tecnologias e matemática e suas tecnologias.

Segunda aplicação

O Enem foi aplicado nos dias 5 e 6 de novembro para 5,8 milhões de candidatos. Devido a ocupações de escolas, universidades e institutos federais. O Ministério da Educação adiou o exame para um grupo de estudantes que fariam a prova em 405 locais de diferentes Estados.

Esses estudantes receberam um aviso do Inep por mensagem no celular e e-mail. A ocupação de escolas ocorrem em diversos estados. Em protesto contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, que limita os gastos do governo federal pelos próximos 20 anos, e a reforma do ensino médio,

Os locais de prova serão todos alterados. Segundo o instituto, os novos locais terão o padrão necessário para a aplicação das provas e não correrão risco de ocupação até a realização do exame.

As provas serão diferentes daquelas aplicadas no início do mês, mas manterão o mesmo nível de dificuldade. De acordo com o Inep, garantirá a isonomia entre os candidatos. O resultado do Enem será divulgado para todos os participantes no dia 19 de janeiro.

Universitário é baleado em tentativa de assalto na USP

Um estudante do curso de Sistemas de Informação da Universidade de São Paulo (USP) Leste sofreu uma tentativa de assalto e terminou baleado

Segundo nota da universidade, o aluno foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado para o Hospital Geral de Guaianases

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

Um estudante do curso de Sistemas de Informação da Universidade de São Paulo (USP) Leste sofreu uma tentativa de assalto e terminou baleado na noite anterior. O crime ocorreu pouco depois das 21h no estacionamento da instituição.

Um estudante do curso de Sistemas de Informação da Universidade de São Paulo (USP) Leste sofreu uma tentativa de assalto e terminou baleado
Um estudante do curso de Sistemas de Informação da Universidade de São Paulo (USP) Leste sofreu uma tentativa de assalto e terminou baleado

Segundo nota da universidade, o aluno foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ele foi levado para o Hospital Geral de Guaianases. Os dois assaltantes atiraram contra o estudante, que foi atingido no pescoço.

Violência

De acordo com informações da nota. Ele estava consciente e conversando normalmente no momento do socorro, o que indica que o ferimento não foi grave.

A Polícia Militar (PM) informou que não faz a segurança da universidade, que conta com guarda particular. No campus Butantã da USP, uma base móvel da PM foi instalada em setembro do ano passado. Perto de uma das entradas da Cidade Universitária.

O caso foi registrado no 24º Distrito Policial. Ninguém foi preso. Segundo a nota da instituição, a prefeitura da área Capital Leste está em contato com os órgãos centrais de segurança. Para encaminhamento de ações destinadas à maior proteção da comunidade.

USU realiza mesa redonda com especialistas em Educação Física

Úrsula (USU) realiza o evento Diretrizes do Bacharelado na área de Educação Física

Durante o evento serão debatidos temas pertinentes à área. Como o mercado do esporte para os próximos anos, legado olímpico e formação profissional

Por Redação – do Rio de Janeiro:

A Universidade Santa Úrsula (USU) realiza, na próxima quinta-feira, às 11h, no Salão Azul, o evento Diretrizes do Bacharelado na área de Educação Física e as perspectivas para a intervenção profissional Pós Rio 2016.

Úrsula (USU) realiza o evento Diretrizes do Bacharelado na área de Educação Física
Úrsula (USU) realiza o evento Diretrizes do Bacharelado na área de Educação Física

A mesa redonda contará com a presença do Professor Dr. Luiz Roberto Liza Curi, Presidente da Câmara de Ensino Superior e Conselho Nacional de Educação, do Professor Jorge Steinhilber, Presidente do Conselho Federal de Educação Física, e do Professor Lamartine DaCosta, pesquisador da East London – Reino Unido.

Temas

Durante o evento serão debatidos temas pertinentes à área. Como o mercado do esporte para os próximos anos, legado olímpico e formação profissional.

O evento é gratuito e aberto à comunidade externa.

Evento: Diretrizes do Bacharelado na área de Educação Física e as perspectivas para a intervenção profissional Pós Rio 2016
Inscrições: http://www.usu.br/noticia_usu-realiza-mesa-redonda-com-especialistas-em-educacao-fisica
Local: Salão Azul
Horário: 11h
Aberto a comunidade externa

Unesp faz vestibular para mais de 100 mil alunos

O vestibular da Unesp garante um mínimo de 45% das vagas de cada curso para alunos que tenham feito todo o ensino médio em escola pública

O vestibular da Unesp garante um mínimo de 45% das vagas de cada curso para alunos que tenham feito todo o ensino médio em escola pública

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

A Universidade Estadual Paulista (Unesp) realizou neste domingo a primeira fase de seu vestibular para 102.134 vestibulandos. Os estudantes deverão chegar aos locais de prova com uma hora de antecedência. Às 14 horas, os portões foram fechados. O exame teve duração de quatro horas e meia.

O vestibular da Unesp garante um mínimo de 45% das vagas de cada curso para alunos que tenham feito todo o ensino médio em escola pública
O vestibular da Unesp garante um mínimo de 45% das vagas de cada curso para alunos que tenham feito todo o ensino médio em escola pública

O vestibular, que foi aplicado em 31 cidades paulistas e ainda em Brasília (DF), Campo Grande (MS) e Uberlândia (MG). Teve 90 questões de múltipla escolha: 30 de linguagens e códigos (língua portuguesa, literatura, língua inglesa, educação física e arte), 30 de ciências humanas (história, geografia, filosofia e sociologia). E 30 de ciências da natureza e matemática (biologia, física, matemática e química).

Para realizar a prova, os candidatos  levaram um dos seguintes documentos. RG, Carteira de Habilitação, Certificado Militar, Carteira de Trabalho, Passaporte, registro Nacional de Estrangeiros, identidade expedida pelas Forças Armadas ou carteira de órgão ou conselho de classe. Cópias não serão aceitas, apenas o original dos documentos.

Os materiais escolares a serem levados pelos candidatos são lápis preto. É proibido uso de lapiseira, apontador, borracha, régua transparente, caneta esferográfica azul ou preta. Fabricada também em material transparente.

Vestibular da Unesp

O vestibular da Unesp garante um mínimo de 45% das vagas de cada curso para alunos que tenham feito todo o ensino médio em escola pública. Em 2016, a proporção de matriculados egressos do ensino público foi 46,6%.

A Unesp é uma universidade pública, gratuita. Com 34 faculdades e institutos espalhados em 24 cidades do Estado. A instituição oferece 182 cursos de graduação e 146 programas de pós-graduação.

Segundo dados de 2016, a universidade tem 51.311 alunos (37.770 na graduação, 13.541 na pós stricto sensu), 3.826 professores e 6.782 servidores técnico-administrativos.

Inep divulga gabarito da avaliação de alunos do 2º ano de medicina

A Anasem é a nova avaliação do Inep voltada para os estudantes de medicina

A prova é composta por 60 questões objetivas e três discursivas, e é baseada na Teoria de Resposta ao Item (TRI), como outras avaliações do Inep

Por Redação, com ABr – de Brasília:

 

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou os gabaritos da primeira edição da Avaliação Nacional Seriada dos Estudantes de Medicina (Anasem). Os resultados finais serão divulgados no início de 2017.

A Anasem é a nova avaliação do Inep voltada para os estudantes de medicina
A Anasem é a nova avaliação do Inep voltada para os estudantes de medicina

A Anasem é a nova avaliação do Inep voltada para os estudantes de medicina. A prova foi realizada na última quarta-feira, em 158 municípios. Nos mesmos locais em que os cursos são ministrados. Os gabaritos e os cadernos de questões estão disponíveis no portal.inep.gov.br.

A prova é composta por 60 questões objetivas e três discursivas. E é baseada na Teoria de Resposta ao Item (TRI), como outras avaliações do Inep. Nesta edição, só os alunos do 2º ano do curso participaram da avaliação.

Anasem

Em 2018, a Anasem será aplicada também aos alunos do 4º ano. E em 2020 chegará aos alunos do 6º ano. A participação é obrigatória, pois a regularidade na avaliação é atestada no histórico escolar.

Os participantes receberão o resultado de seu próprio desempenho para autoavaliação. O coordenador de curso receberá o resultado dos estudantes de sua instituição. Discriminados por série, por competência e pelos conhecimentos, habilidades e atitudes, elencados na matriz de competência, além da média de sua região e a média nacional.

Ocupação de escola em SP eleva consciência e participação popular

Escola estadual de Diadema foi a primeira a ser ocupada. "A escola não é mais a mesma, e nós também não”, diz estudante

Estudantes cobram mais democracia em decisões de escolas e inspiram a maior mobilização da história do país. “A escola não é mais a mesma, e nós também não”, diz aluno do Fernão Dias. Autoritarismo reage

Por Redação, com RBA – de São Paulo:

Há um ano, estudantes da Escola Estadual de Diadema decidiram, em assembleia, ocupar o colégio localizado na região do ABC paulista contra o projeto de reorganização escolar do governo Geraldo Alckmin, que pretendia fechar escolas, e que após a mobilização foi suspenso pelo governador.

Escola estadual de Diadema foi a primeira a ser ocupada. "A escola não é mais a mesma, e nós também não”, diz estudante
Escola estadual de Diadema foi a primeira a ser ocupada. “A escola não é mais a mesma, e nós também não”, diz estudante

De lá para cá, os estudantes paulistas seguiram o caminho da mobilização. E conseguiram reformas nos prédios, oferta de cursinhos populares e, sobretudo, abrir caminho para aquela que hoje é a maior mobilização estudantil da história do país.

No último mês, escolas e universidades de 20 Estados e do Distrito Federal passam ou passaram por um movimento de ocupação contra a reforma do ensino médio. Prevista na Medida Provisória (MP) 746, e contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55. Que restringe os investimentos sociais do governo federal, inclusive em educação, ambas propostas do governo Temer.

– Os secundaristas pensam a escola como um espaço democrático – conta o aluno de Contabilidade Rodrigo dos Santos Silva. Ele apoia a ocupação e dá aula em cursinho popular implantado na escola em agosto. Por reivindicação e articulação dos próprios alunos. “Da mesma forma que eles foram inspirados por outros secundaristas, eles abriram caminho para ocupações em outros Estados. Primeiro foi no Rio de Janeiro, depois em Goiás e agora esse movimento com milhares de escolas ocupadas em todo país.”

O número de universidades ocupadas chega a 171. O balanço oficial de escolas em movimento foi suspenso temporariamente devido à inconsistência de dados no Paraná, Estado com maior número de ocupações. No auge, em 28 de outubro, eram 1.198 ocupações no país, 845 naquele Estado.

No Estado de São Paulo, a mobilização teve força no início do ano, com as ocupações especialmente de escolas técnicas. Em maio, a Procuradora-Geral do Estado liberou as delegacias regionais a recorrer à Justiça para fazer reintegração de posse de imóveis públicos ocupados. “Agora houve ocupações de diretorias de ensino e de escolas nos municípios de Embu das Artes e Taboão da Serra, mas foram todas desocupadas sem mandato”, lembra Rodrigo.

Diadema

Na Escola Estadual Diadema, os estudantes permaneceram ocupados por 42 dias. Sofrendo pressões jurídicas, da imprensa comercial e de membros da direção da escola para que liberassem o prédio.

De lá para cá, conseguiram reativar o grêmio escolar, garantir representação estudantil no Conselho da Escola. Abrir o prédio aos sábados para a comunidade e implantar um cursinho pré-universitário popular e gratuito, que atende 150 vestibulandos da região.

Organizaram também uma semana de debates com intelectuais e acadêmicos sobre a crise econômica e política do país no primeiro semestre e planejam outra ainda este ano.

Inspirados no movimento secundarista do Chile, às 19h do dia 9 de novembro de 2015, um grupo de 20 alunos ocupou a escola. Prometendo ficar no local até obter um retorno no governador contra o projeto de reorganização do ensino. “Nosso objetivo é chamar a atenção do governo e obter uma resposta positiva. Nós estamos organizados pacificamente e temos o direito de ocupar o espaço público”, disse na época o porta-voz do grupo, que não se identificou.

– Antes da ocupação a própria diretoria escolhia os representantes do conselho e mantinha toda autoridade. Hoje é diferente: tudo passa pelo conselho. Ela perdeu autoridade e a democracia aumentou – diz o estudante Douglas Alves dos Santos, de 17 anos. “Os alunos conseguiram ter mais autoridade e poder na escola. Temos hoje o conhecimento de coisas que sempre deveríamos ter tido, direitos que sempre tivemos e não sabíamos, mas que começamos a exercer.”

É fato que o movimento dos estudantes elevou o grau de consciência. Mas também é que os governos estaduais, em especial em São Paulo. Passaram a endurecer nas condutas que vão da perseguição à retaliação a estudantes.

Movimento dos estudantes

Conforme reportagem publicada aqui na semana passada. Alckmin, além de tentar impor uma proposta de reorganização, ainda vem utilizando agentes da Segurança Pública do Estado para perseguir, coagir e até espancar estudantes.

A polícia é acusada de carregar lista com fotos e nomes de secundaristas e apoiadores do movimento. Ao ser abordado, o jovem é obrigado a reconhecer os colegas apresentados nas imagens. Quem não consegue, é espancado. As perseguições não cessaram, pelo contrário, se tornaram mais frequentes e e violentas, segundo fontes ouvidas pelo jornal GGN.

Outras ocupações

Algumas horas após da ocupação em Diadema, foi a vez da escola Fernão Dias, na Zona Oeste de São Paulo. A ação daqueles estudantes acabou se tornando um marco na luta dos secundaristas. Depois de a unidade permanecer uma semana sitiada pela Polícia Militar.

A partir daí, explodiram ocupações em todo Estado. No auge do movimento, em 2 de dezembro do ano passado, os estudantes paulistas chegaram a ocupar 213 escolas em todo o Estado, contra o projeto, que pretendia fechar 94 escolas e transferir compulsoriamente 311 mil estudantes.

Os alunos se dividiram em comissões, que eram responsáveis pela limpeza da escola, preparo da comida, contato com a imprensa, controle dos portões e organização de atividades culturais. Foram feitas sessões de cinema ao ar livre, shows, teatros, saraus e leituras de poesias. “As escolas nunca tiveram tanta vida cultural como agora”. Contou na época o secundarista José Vinicius da Escola Estadual Ana Rosa Araújo, na Vila Sônia, Zona Oeste de São Paulo.

Após 25 dias de intensa mobilização, o governador foi a público suspender o projeto. Em seguida, o então secretário estadual da Educação, Herman Voorwald, pediu demissão. Os frutos do movimento, no entanto, ainda estão sendo colhidos. Na Fernão Dias, o espaço da escola tem sido utilizado para atividades culturais geridas e planejadas pelos alunos. Uma demanda antiga dos estudantes, conquistada apenas após a ocupação.

Na escola Caetano de Campos, uma das mais tradicionais de São Paulo, na região central, os alunos também conseguiram participar do Conselho de Escola. Em Perus, na Zona Oeste da capital paulista, estudantes da escola Gavião Peixoto conseguiram reforma da quadra do colégio. Agora estão se mobilizando por melhorias para o anfiteatro. “As relações mudaram, os professores mudaram. A escola não é mais a mesma, e nós também não”, acredita Douglas.