Universidades de Portugal aceitam nota do Enem

Já são 18 as universidades portuguesas que aceitam as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como forma de seleção de estudantes brasileiros para graduação

De acordo com Carla Martins, pró-reitora de Internacionalização da UMinho, o intercâmbio é importante e beneficia alunos, docentes, pesquisadores e até os moradores das cidades de Braga e Guimarães

Por Redação, com ABr – de Lisboa:

Já são 18 as universidades portuguesas que aceitam as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como forma de seleção de estudantes brasileiros para graduação. A Universidade do Minho (UMinho), com 19 mil alunos nas cidades de Braga e Guimarães, é uma das principais instituições de ensino superior de Portugal e recebe atualmente cerca de 500 estudantes brasileiros.

Já são 18 as universidades portuguesas que aceitam as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como forma de seleção de estudantes brasileiros para graduação
Já são 18 as universidades portuguesas que aceitam as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como forma de seleção de estudantes brasileiros para graduação

De acordo com Carla Martins, pró-reitora de Internacionalização da UMinho. O intercâmbio é importante e beneficia alunos, docentes, pesquisadores e até os moradores das cidades de Braga e Guimarães.

– Os estudantes brasileiros, ao vir para a Universidade do Minho. Têm a oportunidade de estudar em um país que não é o seu de origem. E isso traz todas as vantagens de eles terem uma experiência de internacionalização no currículo. Há vários anos que apostamos na internacionalização, porque achamos que é muito importante para uma universidade ter no seu campi alunos de várias nacionalidades. Neste momento, temos cerca de alunos de 80 nacionalidades. O que faz com que este seja um ambiente muito cosmopolita, multicultural – afirmou Carla, em entrevista à Agência Brasil.

As notas do Enem servem, em Portugal, para classificar os alunos brasileiros para concorrer às vagas destinadas aos estudantes internacionais. Na Universidade do Minho, por exemplo, as vagas para estrangeiros na graduação correspondem a 20% do total. A pró-reitora explica que, no sistema português. Há um conjunto de provas específicas que os alunos têm que prestar e as notas do Enem substituem as desses exames.

– Por exemplo, se ele quer engenharia, tem que fazer o exame de matemática, física e química. No caso dos alunos brasileiros, como o Enem tem várias provas. O que acontece é que nós aproveitamos as provas que eles fizeram. E damos ponderações diferentes para cada uma das dimensões da prova – afirma Carla.

Dessa forma, as provas feitas no Brasil são utilizadas, com parâmetros de ponderação. Para efeitos de cálculo na nota da candidatura dos brasileiros para ingressar nas universidades portuguesas.

– Os estudantes brasileiros vão entrar no âmbito do Estatuto do Estudante Internacional. Para o qual há vagas específicas. Eles não competem com alunos nacionais, competem com alunos de outras nacionalidades. Ao aceitar a nota do Enem, significa que os estudantes brasileiros. A partir do momento em que fazem a prova no Brasil. Estão em condições de concorrer aos cursos da Universidade do Minho – explica Carla Martins.

Desempenho acadêmico

Segundo a pró-reitora, a experiência com os alunos brasileiros, que são a maior comunidade de estrangeiros na UMinho, tem sido muito boa. Ela afirma que a adaptação dos estudantes à universidade e às cidades é muito rápida.

– Eu acho que a língua é um fator que facilita. Isso faz que com os alunos cheguem e se sintam um bocadinho em casa. Quando comparamos o desempenho dos nacionais com o dos brasileiros, não vemos nada de diferente. Claro que temos muito bons alunos, alunos bons, médios. Mas, em geral, estou convencida de que, se estivessem numa universidade brasileira, seu desempenho seria semelhante. São ótimas notícias.

Saiba quais são as instituições de ensino superior portuguesas que aceitam os resultados do Enem:

Universidade de Coimbra

Universidade de Algarve

Instituto Politécnico de Leiria

Instituto Politécnico de Beja

Instituto Politécnico do Porto

Instituto Politécnico de Portalegre

Instituto Politécnico do Cávado e do Ave

Instituto Politécnico de Coimbra

Universidade de Aveiro

Instituto Politécnico de Guarda

Universidade de Lisboa

Universidade do Porto

Universidade da Madeira

Instituto Politécnico de Viseu

Instituto Politécnico de Santarém

Universidade dos Açores

Universidade da Beira Interior

Universidade do Minho

Provas do Enem são realizadas em todos os Estados do país

Estudantes desejam boa prova aos alunos que prestam o exame do Enem, neste fim de semana

No Distrito Federal, dez locais tiveram o Enem adiado para 3 e 4 de dezembro. Os familiares dos estudantes tiveram de lidar com o trânsito nas regiões próximas às provas

 

Por Redação – de Brasília

 

Os portões das escolas onde os 8,6 milhões de candidatos prestarão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foram fechados, precisamente, às 13h. As provas ocorrem neste sábado e no domingo, em todo o país. À exceção das instituições de ensino ocupadas por estudantes, em protesto contra medidas do governo federal.

Estudantes desejam boa prova aos alunos que prestam o exame do Enem, neste fim de semana
Estudantes desejam boa prova aos alunos que prestam o exame do Enem, neste fim de semana

No Distrito Federal, dez locais tiveram o exame adiado para 3 e 4 de dezembro. Os familiares dos estudantes tiveram de lidar com o trânsito nas regiões próximas às provas. A organização do Enem divulgou, por mensagem de texto e email aos candidatos, que quatro prédios da Universidade de Brasília (UnB) onde eles fariam prova estavam ocupados.

Fila espontânea

Graduando de Química Tecnológica, Décio Bottechia, 22 anos, foi informado do adiamento. Mas, ainda assim, foi até um bloco ocupado na UnB conferir se não haveria mesmo a prova. Ele disse acreditar que as mobilizações atrapalham a organização do evento, mas concorda com as críticas à proposta que limita os gastos públicos.

Como sempre, alguns jovens deixaram para a última hora e passaram sufoco pouco antes do fechamento dos portões, às 13h. Próximo à Universidade Paulista, na Asa Sul, os estudantes que chegaram no horário formaram uma fila espontânea de mais de 100 metros para organizar a entrada.

Nesse primeiro dia, os estudantes responderam a 90 questões de ciências humanas e ciências da natureza. Os candidatos terão quatro horas e 30 minutos para concluir as provas. A área de ciências da natureza e suas tecnologias abrange os conteúdos de química, física e biologia. Em ciências humanas e suas tecnologias, as provas são de geografia, história, filosofia, sociologia e conhecimentos gerais.

Engarrafamento

Charliane do Nascimento da Silva, 22 anos, que pretende ser enfermeira, chegou em cima da hora por causa do engarramento nas proximidades da União Pioneira da Integração Social – Faculdades Integradas (Upis), na Asa Sul.
Por ter esquecido o documento de identificação no carro e a caneta preta necessária para a prova, teve de retornar ao local onde deixou o veículo, a 150 metros do local. No retorno, não pode mais entrar.

— Eu não atrasei. Acontece que engarrafou. Estacionei e como precisava da caneta preta e do documento fui buscar no carro — disse, ofegante.

Do lado de fora, ambulantes aproveitaram para ganhar um dinheiro extra. Uma caneta preta e uma garrafa de água pequena eram vendidas por R$ 3. Um dos vendedores anunciava que a água era milagrosa.

— Água da sorte. Tomo passou. Se tomar e não passar, devolvo o dinheiro — gritava um deles.

Emanuela Ribeiro Carvalho, 16 anos, disse que está fazendo a prova como “treineira”, pois não fez o 3º ano do segundo grau ainda.

— É muito importante fazer para treinar o tempo de prova, a logística e verificar o quanto a gente sabe ou quanto precisa estudar ter sucesso no futuro — concluiu.

O que levar e o que é proibido durante a prova do Enem

Nas últimas edições do Enem, candidatos foram eliminados por postar imagens da prova em redes sociais

Para fazer as provas, a redação e preencher o cartão de respostas o candidato terá de usar caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente

Por Redação, com ABr – de Brasília:

Após a rotina de estudos e em meio à ansiedade nos dias que antecedem o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o estudante deve ficar atento ao material que precisa levar no dia da prova e ao que não é permitido durante a aplicação do exame.

Nas últimas edições do Enem, candidatos foram eliminados por postar imagens da prova em redes sociais
Nas últimas edições do Enem, candidatos foram eliminados por postar imagens da prova em redes sociais

Para fazer as provas, a redação e preencher o cartão de respostas o candidato terá de usar caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente. Outra cor de tinta impossibilita a leitura óptica do cartão de respostas.

Não é autorizado o uso de celular ou qualquer aparelho eletrônico durante as provas. Os aparelhos terão de ser colocados em um porta-objetos com lacre. Que deverá ficar embaixo da cadeira até o final das provas.

Nas últimas edições do Enem, candidatos foram eliminados por postar imagens da prova em redes sociais. O diretor do Colégio Concórdia, de São Paulo, Edson Wander Eller, alerta os estudantes para o risco de tirar fotos e usar redes sociais no exame.

– Com a moda dos selfies, é comum o aluno entrar na sala e querer fotografar a prova e publicar nas redes sociais. É importante lembrar que o Ministério da Educação e outros órgãos do governo fazem o acompanhamento disso. E podem fazer com que o aluno seja desclassificado – diz o professor.

Os estudantes

O candidato também não poderá usar lápis, lapiseira, borrachas, livros, manuais, impressos. Anotações, óculos escuros, boné, chapéu, gorro e similares. Portar armas de qualquer espécie, mesmo com documento de porte. Se estiver com um desses objetos, eles deverão ser colocados no porta-objetos.

Neste ano haverá, pela primeira vez, identificação biométrica dos estudantes. O objetivo é prevenir fraudes. As impressões digitais serão colhidas durante as provas. O Ministério da Educação informou que também haverá fiscalização dos lanches dos candidatos.

Ao receber a prova, é importante que o estudante verifique se o caderno de questões e o cartão de respostas têm a mesma quantidade de itens e se não há defeito gráfico.  É recomendado ler e conferir as informações no caderno de questões, no cartão-resposta, na folha de redação e na lista de presença.

O aluno poderá deixar o local após duas horas do início da prova. Só é possível sair com o caderno de questões nos últimos 30 minutos antes do fim das provas. Caso descumpra qualquer uma dessas regras, será eliminado.

O documento de identidade com foto é obrigatório para fazer o exame. Pode ser apresentada a carteira de identidade. A identidade expedida pelo Ministério da Justiça para estrangeiros. As carteiras expedidas por ordens ou conselhos de classes validadas por lei, a carteira de trabalho, o certificado de reservista, o passaporte ou a carteira de habilitação.

Se tiver perdido o documento, o estudante deve apresentar boletim de ocorrência com data de, no máximo, 90 dias antes da prova.

Contrários à PEC do Teto, alunos ocupam reitoria da UnB

Estudantes da Universidade de Brasília (UnB) ocuparam a reitoria da instituição na noite anterior

Os alunos estenderam faixas nas quais pedem a renúncia do presidente de facto Michel Temer e se manifestam contrários à Proposta de Emenda à Constituição 

Por Redação, com ABr – de Brasília:

Estudantes da Universidade de Brasília (UnB) ocuparam a reitoria da instituição na noite anterior. Além da reitoria, os alunos ocupam desde domingo à noite o campus de Planaltina. A ocupação da reitoria foi decidida em assembleia que contou com a participação de mais de 1 mil estudantes.

Estudantes da Universidade de Brasília (UnB) ocuparam a reitoria da instituição na noite anterior
Estudantes da Universidade de Brasília (UnB) ocuparam a reitoria da instituição na noite anterior

Os alunos estenderam faixas nas quais pedem a renúncia do presidente Michel Temer e se manifestam contrários à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) enviada ao Congresso Nacional pelo governo federal para restringir os gastos, atualmente em discussão no Senado Federal.

À Agência Brasil tentou contato com os estudantes na manhã de hoje, mas eles decidiram que não falarão com a imprensa e só irão se posicionar pelo Facebook.

A administração da UnB vai se reunir no início da tarde e deve divulgar um posicionamento ainda hoje, de acordo com a assessoria de imprensa.

Os estudantes ocuparam também um dos edifícios da universidade. Na manhã de hoje, um grupo contrário à ocupação foi ao local para pedir a saída dos alunos, de acordo com relatos de estudantes que fazem parte do movimento.

O Diretório Central de Estudantes (DCE) da UnB, divulgou nota na página do Facebook na qual diz que a assembleia que decidiu pela ocupação, com 1,4 mil assinaturas, não atingiu o quórum mínimo estatutário para representar todos os 48,6 mil estudantes. Segundo o DCE, faltaram 34 assinaturas. A entidade acrescenta que reconhece a legitimidade do movimento.

Entenda o movimento

No Distrito Federal, além da UnB, seis escolas estão ocupadas, de acordo com a Secretaria de Educação. Até ontem, eram sete as escolas ocupadas.

A pressão para que os alunos deixem as escolas cresce. Além de decisões judiciais, parentes, estudantes que não aderiram ao movimento e grupos contrários têm pressionado para que os alunos deixem as ocupações.

Estudantes que ocupavam o Centro de Ensino Médio Asa Branca (Cemab), em Taguatinga (DF), entraram em confronto com outro grupo, que quer a desocupação da escola, no início da noite. De acordo com a Polícia Militar do Distrito Federal, foram usadas bombas caseiras e coquetéis molotov na ação.

– Representantes da Secretaria de Educação mantêm constante diálogo com os estudantes buscando a desocupação das escolas de maneira pacífica – diz o órgão em nota, acrescentando que o secretário de Educação, Júlio Gregório Filho, assegura que nenhuma discussão sobre o ensino médio ocorrerá sem a participação ativa dos estudantes no processo.

Alunos também ocupam a reitoria do Instituto Federal Brasília (IFB). De acordo com a instituição, além da reitoria, três dos dez campi estão ocupados por alunos. O número também diminuiu já que, no domingo, o campus São Sebastião foi desocupado e as atividades retornaram ao normal, segundo o IFB.

Pelo país

As ocupações ocorrem em diversos Estados do país. Estudantes do ensino médio, superior e educação profissional têm buscado pressionar o governo. Por meio de ocupações de escolas, universidades, institutos federais e outros locais. Não há um balanço nacional oficial. Segundo a União Nacional dos Estudantes (UNE). Até segunda-feira, 134 campi universitários e mais de 1 mil escolas e institutos federais estavam ocupados.

Os estudantes são contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita os gastos do governo federal pelos próximos 20 anos, a chamada PEC do Teto. Estudos mostram que a medida pode reduzir os repasses para a área de educação. Limitados por um teto geral, resultarão na necessidade de retirada de recursos de outras áreas para investimento no ensino. O governo defende a medida como um ajuste necessário em meio à crise que o país enfrenta e diz que educação e saúde não serão prejudicadas.

Os estudantes também são contrários à reforma do ensino médio, proposta pela Medida Provisória (MP) 746/2016, enviada ao Congresso. Para o governo, a proposta vai acelerar a reformulação da etapa de ensino que concentra mais reprovações e abandono de estudantes. Os alunos argumentam que a reforma deve ser debatida amplamente antes de ser implantada por MP.

Enem

O Ministério da Educação deu prazo até essa segunda-feira para a desocupação dos locais de prova do Enem. Caso isso não fosse feito, o exame seria cancelado nessas localidades. A pasta divulgará na tarde de hoje se haverá necessidade ou não do cancelamento do exame e em quais locais.

O Enem será realizado no próximo sábado e domingo. As provas serão aplicadas a 8,6 milhões de inscritos de mais 1,7 mil municípios.

Estudantes erram mais nas provas de matemática, física e química do Enem

Professores aconselham estudantes pesquisarem os conteúdos de matemática que mais têm caído nas provas do Enem

A taxa de acertos nestas três disciplinas foram as menores no período analisado. Em matemática, o índice de acerto foi de 29%. Tanto em química quanto em física, de 26%

Por Redação, com ABr – de Brasília:

As disciplinas da área de exatas são as vilãs para muitos estudantes nas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), como mostra um levantamento sobre erros e acertos. Foi nas provas de matemática, física e química que os candidatos mais erraram questões no Enem entre os anos de 2009 e 2014.

O levantamento foi feito pela plataforma AppProva a partir da análise de microdados do exame e o objetivo é auxiliar professores e estudantes para aprimorarem o desempenho nas provas. As provas do Enem serão realizadas nos dias 5 e 6 de novembro.

Professores aconselham estudantes pesquisarem os conteúdos de matemática que mais têm caído nas provas do Enem
Professores aconselham estudantes pesquisarem os conteúdos de matemática que mais têm caído nas provas do Enem

A taxa de acertos nestas três disciplinas foram as menores no período analisado. Em matemática, o índice de acerto foi de 29%. Tanto em química quanto em física, de 26%. Levando em conta apenas o exame de 2014, a taxa de acerto em química foi de 27% e em matemática e física, de 25%.

Dentro da matemática, os conteúdos que os estudantes mais erraram foram sistema de equações, funções do segundo grau e escala. Em física, o conteúdo campeão de erros é a dinâmica e em química há empate entre equilíbrio químico e estequiometria.

Matemática é a maior prova

O diretor do colégio e curso SEI, no Rio de Janeiro, Daniel Vitor Noleto, lembra que a prova de matemática é a maior do Enem, com 45 questões, e aponta algumas dicas para o candidato se sair bem.

Ele aconselha os estudantes pesquisarem os conteúdos de matemática que mais têm caído nas provas do Enem para dedicar atenção a eles. Outra sugestão é também direcionar mais tempo de estudo para as áreas da matemática onde o estudante tem mais dificuldade.

– É importante ver o que você tem mais dificuldade dentro da matemática. Estudar a fundo esse conteúdo, pesquisar o que mais tem caído em matemática. Pegar esses assuntos que são mais importantes e estudar bem. Durante a reta final para garantir o máximo de pontos nesta que é uma a maior prova do Enem – disse.

Taxas de acerto mais elevadas

Já as disciplinas com as maiores taxas de acerto no Enem entre 2009 e 2014 são língua portuguesa (44%), história (38%) e biologia (36%).

A prova do Enem é dividida em quatro áreas de conhecimento: ciências humanas; ciências da natureza; linguagens e códigos; e matemática. O levantamento também analisou os conteúdos que os candidatos mais acertaram dentro dessas áreas.

Em ciências humanas, houve mais acertos nos temas que envolvem ética e política, em ciências da natureza nos conteúdos de anatomia e filosofia. Na matemática, os estudantes acertaram mais progressões aritméticas e, em linguagens, a interpretação de propagandas.

A partir dos microdados do Enem divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a plataforma AppProva analisou as taxas de acertos dos alunos por grandes áreas, disciplinas, conteúdos, habilidades e questões.

MP pede interdição de campus da UERJ em Petrópolis

O pedido é baseado em laudos que apontam risco à segurança dos estudantes no prédio principal do campus

O pedido é baseado em laudos que apontam risco à segurança dos estudantes no prédio principal do campus, que fica na Avenida Barão do Rio Branco, 279. Segundo laudos técnicos

Por Theófilo Rodrigues/O Cafezinho – do Rio de Janeiro

A forte crise econômica pela qual passa o governo do Rio de Janeiro atingiu em cheio a educação no estado. A Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a UERJ, terá que interditar seu campus em Petrópolis, importante cidade fluminense. É o que mostram os documentos obtidos em primeira mão pelo Cafezinho e que publicamos agora com exclusividade.

O pedido é baseado em laudos que apontam risco à segurança dos estudantes no prédio principal do campus
O pedido é baseado em laudos que apontam risco à segurança dos estudantes no prédio principal do campus

De acordo com a Ação civil pública ajuizada pela promotora de Justiça Zilda Januzzi Veloso Beck, do Ministério Público Estadual em Petrópolis (processo número 0031203-87.2016.8.19.0042), o campus da UERJ em Petrópolis deverá ser interditado imediatamente.

O pedido é baseado em laudos que apontam risco à segurança dos estudantes no prédio principal do campus, que fica na Avenida Barão do Rio Branco, 279. Segundo laudos técnicos, o imóvel apresenta sérios danos estruturais.

Na ação, a promotora frisa que, apesar de documentos mostrarem que a universidade tinha conhecimento dos problemas desde 2014, instalou no espaço o campus da universidade, iniciando neste ano, em prédio anexo, o curso superior de Arquitetura.

A fim de garantir a manutenção das aulas, ela determina que a UERJ transfira os estudantes para outro espaço, seguro, até a realização de obras.

UERJ

Na ação, do dia 21 de outubro. A promotora Zilda Januzzi diz que a interdição é necessária uma vez que nem o Governo do Estado nem a UERJ mostraram interesse em solucionar a questão. E lembra que o fato de as aulas estarem sendo ministradas em sala anexa ao prédio principal “não elide o risco, de maneira nenhuma. Na medida em que o acesso a este referido anexo é feito após se passar pelo casario tombado, além de outros caminhos que também oferecem risco (…)”.

A promotora chegou a agendar para o dia 19 de outubro reunião com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação Estadual, a qual está a UERJ atrelada. Mas nem o Secretário, nem o representante do campus da UERJ em Petrópolis, compareceram.

O inquérito civil público foi instaurado após denúncia da Associação Petropolitana dos Estudantes (APE). Que recebeu de estudantes informações sobre riscos no prédio. Segundo informações da promotoria, a própria UERJ tinha ciência dos riscos, identificados em laudo técnico feito a pedido da própria universidade em 2014.

Laudo

No laudo, já naquela época, técnicos da empresa Pacifici Projeto e Construção orientavam a interdição imediata do prédio. Para o escoramento emergencial do telhado e do teto. A promotora lembra que o prédio havia sido comprado pelo Governo do Estado naquele mesmo ano por R$ 2,2 milhões.

No inquérito, a promotoria pediu vistoria de órgãos técnicos, como a Defesa Civil e a Associação Petropolitana de Engenheiros e Arquitetos. Do Corpo de Bombeiros, que já imediatamente verificou a inexistência de certificado de aprovação. A promotora frisa que todos os laudos apontaram riscos.

Além de pedir a interdição do prédio e a suspensão das aulas no campus. O Ministério Público pede que a turma seja transferida para outro imóvel, até o fim das as obras de restauro do espaço. Que é tombado pelo patrimônio histórico (trata-se da casa do Barão do Rio Branco, onde, em 1903. Brasil e Bolívia assinaram o tratado que resultou na incorporação do território do Acre ao país).

Imóvel principal tombado

Ela pede que sejam realizadas obras de escoramento do imóvel principal tombado. Em especial para evitar desabamento do telhado, especialmente diante do início do período de fortes chuvas em Petrópolis. E fixa multa diária no valor de R$ 5 mil em caso de descumprimento. “Sem prejuízo de improbidade administrativa por descumprimento de decisão judicial e crime de desobediência”.

Conforme foi apurado pelo Cafezinho. A imprensa petropolitana recebeu na semana passada a  denúncia. No entanto, nada foi publicado nos veículos da cidade. Um estudante da UERJ, que preferiu não ser identificado. Apresentou a seguinte suspeita: “fica parecendo que a imprensa preferiu esconder essa informação para não prejudicar o candidato do governo do Estado que disputará a eleição neste domingo”. Uma pena…

Servidores da UFPE fazem paralisação contra a PEC 241

Os professores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) aderiram à paralisação nacional “em defesa da educação, do SUS e dos direitos trabalhistas”

A categoria também se coloca contra a Medida Provisória (MP) 746, que reforma o Ensino Médio, e a PLC 54, que renegocia a dívida dos estados com a União, mas condiciona a repactuação à adequação de investimentos no setor público

Por Redação, com ABr – de Recife:

Os professores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) aderiram à paralisação nacional “em defesa da educação, do SUS e dos direitos trabalhistas”, e fizeram uma paralisação de 24 horas nesta terça-feira, contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que limita gastos do poder público, e deve ser votada hoje em segundo turno pela Câmara dos Deputados.

Os professores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) aderiram à paralisação nacional “em defesa da educação, do SUS e dos direitos trabalhistas”
Os professores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) aderiram à paralisação nacional “em defesa da educação, do SUS e dos direitos trabalhistas”

A decisão foi tomada durante assembleia da Associação dos Docentes da UFPE (Adufepe), realizada no dia 11 de outubro. O percentual de adesão dos professores da UFPE à greve ainda não foi divulgado pela Adufepe ou pela universidade.

Em nota divulgada pela entidade, a proposta é chamada de “PEC da Maldade e PEC dos Desmontes”. Segundo o texto, “a medida é um ataque direto aos direitos constitucionais (adquiridos em anos de lutas) e ao cerne do papel social do Estado, refletindo nas políticas públicas para a saúde, educação e, por fim, aos serviços sociais”.

Medida Provisória

A categoria também se coloca contra a Medida Provisória (MP) 746, que reforma o Ensino Médio. E a PLC 54, que renegocia a dívida dos Estados com a União. Mas condiciona a repactuação à adequação de investimentos no setor público. “A Adufepe repudia veementemente qualquer projeto de lei que vem com o objetivo de reduzir o Estado Brasileiro”, conclui a nota.

Os docentes avisam ainda que não descartam a possibilidade de participar de uma greve geral dos servidores públicos federais. Convocada pelas centrais sindicais para o dia 9 de novembro.

Estudantes mobilizados

Na segunda-feira, estudantes da UFPE fizeram um protesto na BR-101. Eles protestaram contra a PEC 241, em frente à reitoria da universidade. Nessa e em outras instituições, parte dos prédios estão ocupada por alunos. Que também são contrários à proposta que tramita no Congresso Nacional.

Estudantes da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) ocuparam o campus de Vitória de Santo Antão, no interior do estado, no dia 17 de outubro. No dia 20, foi a vez dos alunos da Universidade de Pernambuco (UPE) ocuparem o prédio da reitoria, no Recife.

No Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), segundo o movimento estudantil. Já existem acampamentos contra a PEC nos campi de Recife, Pesqueira, Ouricuri, Petrolina e Olinda.

Servidores da UnB deflagram greve contra a PEC 241

Os servidores técnico-administrativos da Universidade de Brasília (UnB) paralisam suas atividades a partir desta segunda-feira

A PEC, que será votada esta semana, pretende ajustar as contas da União e, para isso, limita os gastos públicos por 20 anos e altera as regras de financiamento da saúde e da educação

Por Redação, com ABr – de Brasília:

Os servidores técnico-administrativos da Universidade de Brasília (UnB) paralisam suas atividades a partir desta segunda-feira. A greve, aprovada em assembleia na semana passada, é contra o Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 241/16. Os servidores realizam também ato contra a PEC hoje, em frente ao Museu da República, às 16 horas.

Os servidores técnico-administrativos da Universidade de Brasília (UnB) paralisam suas atividades a partir desta segunda-feira
Os servidores técnico-administrativos da Universidade de Brasília (UnB) paralisam suas atividades a partir desta segunda-feira

A PEC, que será votada esta semana, pretende ajustar as contas da União e, para isso, limita os gastos públicos por 20 anos e altera as regras de financiamento da saúde e da educação. A medida prevê ainda um limite de despesas anual aos Três Poderes, Ministério Público da União e da Defensoria Pública da União.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub). A proposta fere os direitos dos trabalhadores e ameaça os direitos sociais. Para educação e saúde, a regra começa a valer em 2018. Usando o parâmetro de 2017. A mudança foi incluída no relatório feito pelo deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), relator da proposta na Comissão Especial da Câmara dos Deputados.

Greve

Para o coordenador do Sintfub Mauro Mendes o movimento de greve foi construído e é resultado da luta organizada dos trabalhadores e do Sintfub. “Já estivemos em várias plenárias trabalhando a proposta do indicativo de greve com os servidores. Vale ressaltar que essa greve é contra essa medida desastrosa do governo”, disse.

Mendes afirma ainda que o objetivo é mobilizar a categoria para buscar seus direitos. ”Não adianta só votar a greve e ficarem em seus departamentos. O momento de lutar é esse, não dá para ficar esperando os ataques implementados pelo governo”, ressaltou.

Mendes completa dizendo que “a discussão envolve a reforma da previdência e dos direitos trabalhistas, e vai atingir todos os servidores públicos e todos setores produtivos do nosso país”.

Para o coordenador geral da Federação de Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra), Rogério Marzola, a proposta reduzirá as verbas da saúde e da educação.

– A PEC 241/16, arrebenta com os servidores públicos e a sociedade. A proposta é que em 20 anos. Todas as verbas da saúde, educação e saneamento básico só cresçam de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Isso na prática significa uma redução nos valores do Produto Interno Bruto (PIB). Que estão sendo gastos com a saúde e educação que já são precários – disse.

USP: docentes pedem esclarecimento sobre contratação ‘secreta’ de consultoria

Universidade de São Paulo contratou consultoria McKinsey&Company para criar um novo modelo de gestão. Para a comunidade universitária, Alckmin encaminha a privatização

Por Redação, com RBA – de São Paulo:

A diretoria da Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo (Adusp) quer esclarecimentos à reitoria da USP sobre a contratação da consultoria McKinsey&Company para criar um novo modelo de captação de recursos e gestão de orçamento para a universidade.

A diretoria da Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo (Adusp) quer esclarecimentos à reitoria da USP sobre a contratação da consultoria McKinsey&Company
A diretoria da Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo (Adusp) quer esclarecimentos à reitoria da USP sobre a contratação da consultoria McKinsey&Company

– Em qualquer órgão público, as administrações devem também ser públicas. Se a reitoria vê necessidade de alguma iniciativa nessa direção, ela deveria consultar a estrutura administrativa da universidade. Isso é muito grave – afirma o ex-presidente da Adusp Ciro Correia.

A contratação só foi descoberta por causa de uma denúncia anônima recebida pela Adusp. Acionada pela comunidade acadêmica e pela imprensa. A reitoria já demitiu a contratação da consultoria. E firmou que os custos do projeto estão sendo pagos com a doação de ex-alunos da USP.

– A universidade que são ex-alunos, mas sabemos que são empresários que estudaram lá, por exemplo, o Paulo Maluf da Associação dos ex-alunos – contesta o diretor do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), Magno de Carvalho.

Laboratórios precarizados

O diretor do sindicato trabalha na universidade há mais de 35 anos e afirma que nunca assistiu tamanho sucateamento como agora. “Todo esses problemas que estamos vendo, resultou na saída de 1,9 mil funcionários, nos laboratórios precarizados e pesquisas de grande importância que estão parando.”

– Nenhum grupo econômico, nenhum setor privado, investe desinteressadamente da universidade pública. Quando eles fazem um convênio que tem algum recurso envolvido. É porque sabem que estarão comprando experiência instalada na universidade. O uso de laboratórios da universidade. Há valores que lhe são vantajosa se eles tivessem que pagar pelos mesmo serviços –  diz Correia.

A Adusp protocolou um ofício ao reitor Marco Antonio Zago no dia 19 de setembro e promete entrar com um processo na justiça caso não receba uma resposta.

Alunos protestam contra reforma do ensino médio em SP

A reformulação do Ensino Médio entrou em vigor no último dia 22 de setembro a partir de uma Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Michel Temer

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

Estudantes secundaristas fizeram na manhã desta terça-feira na capital paulista um protesto contra a Reforma do Ensino Médio. Após concentração no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), o grupo segue animado por tambores, interrompendo o trânsito na Avenida 9 de Julho.

Após concentração no vão-livre do Masp, o grupo segue pela Avenida 9 de Julho até a Secretaria de Educação
Após concentração no vão-livre do Masp, o grupo segue pela Avenida 9 de Julho até a Secretaria de Educação

Com faixas e bandeiras, a passeata deve ir até a Secretaria de Educação, na Praça da República, no centro. O trajeto foi definido em assembleia no início do ato. Nesse momento também foi feito um manifesto conjunto dos estudantes. Condenando o corte de disciplinas no currículo obrigatório. A privatização da gestão de escolas e a Proposta de Emenda Constitucional 241, que estabele um limite para os gastos públicos.

Medida Provisória

A reformulação do Ensino Médio entrou em vigor no último dia 22 de setembro. A partir de uma Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Michel Temer. Além da flexibilização dos currículos, está previsto um aumendo gradual da jornada escolar.

As mudanças já estavam em discussão no Congresso Nacional no Projeto de Lei 6480/2013. Agora voltam em formato de MP, com o prazo de 120 dias para ser votada.

– Juntas (PEC e MP) elas são uma precarização geral do ensino”, diz Lilith Passos (16 anos), estudante do 2° ano do ensino médio. “Vão contra tudo o que a gente lutou nas ocupações no ano passado – acrescentou em referência ao movimento em que os secundaristas paralisaram as atividades em diversas escolas contra a reorganização escolar proposta em 2015 pelo governo de São Paulo. A ideia, abandonada após os protestos, previa o fechamento de estabelecimentos de ensino e a realocação de milhares de alunos.

As mudanças no currículo vão, na opinião da estudante Biana Politto, reduzir o espaço para fazer reflexões na sala de aula. “Eles querem tirar as matérias que mais fazem a gente ter um pensamento crítico”, reclamou a jovem de 18 anos, aluna do ensino técnico. Pelo texto elaborado pelo governo, as disciplinas obrigatórias serão discutidas em paralelo dentro da Base Curricular Comum.

Para a estudante, o sistema de abrir opções para escolha dos alunos tem poucas chances de funcionar. “A gente sabe que as matéria que forem opcionais não vão ter mesmo. História era matéria obrigatória quando eu estudei. Mas praticamente não tive aula de história por falta de professor e outras coisas”, comparou.