Justiça determina que Comitê Rio 2016 faça reparos no Maracanã

O Comitê deverá ainda, no prazo 15 dias após a intimação, apresentar a comprovação em juízo das medidas adotadas para concretizar a decisão

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

A juíza Maria Paula Gouvea Galhardo, da 4ª Vara da Fazenda Pública da capital, determinou que o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016 faça os reparos nos estádios Maracanã e Maracanãzinho, no prazo de 30 dias, sob pena de multa diária de R$ 100 mil. A magistrada acolheu em parte o pedido de liminar (decisão provisória) do governo do Estado que move ação contra o Comitê. A decisão da Justiça foi divulgada nesta terça-feira.

Na ação, o Estado também cobra o pagamento das contas de água e luz vencidas e não quitadas durante o período de cessão do espaço
Na ação, o Estado também cobra o pagamento das contas de água e luz vencidas e não quitadas durante o período de cessão do espaço

O governo argumenta que os estádios foram cedidos ao grupo organizador dos Jogos por nove meses para a realização do evento. E que encerrado o período exclusivo de uso, deveria devolvê-los nas mesmas condições recebidas.

O Comitê deverá ainda, no prazo 15 dias após a intimação. Apresentar a comprovação em juízo das medidas adotadas para concretizar a decisão.

Na ação, o Estado também cobra o pagamento das contas de água e luz vencidas e não quitadas durante o período de cessão do espaço, previsto no Termo de Autorização do Uso. No entanto, a juíza entendeu que o governo não apresentou provas de que a dívida. Que inclusive provocou o corte no fornecimento de energia elétrica nos estádios, seria relativo ao período de ocupação pelo Comitê.

Reparos

O diretor executivo de comunicações do Comitê Rio 2016, Mário Andrada. Informou que a organização tem que fazer reparos no Maracanã estabelecidos no documento de entrega do estádio. Segundo ele, o Comitê vai entregar um plano de trabalho até o fim desta semana e os reparos serão concluídos até o fim deste mês.

– São reparos pequenos, no valor total de R$ 505 mil. O Comitê já tinha se comprometido a fazer (os reparos) em novembro, quando entregou o estádio. Não inclui a cobertura, o campo, a substituição de cadeira. Só temos que trocar algumas lâmpadas, trocar vidros, fazer uma pintura na parte interior do estádio. A gente vai fazer conforme a determinação da Justiça – disse Andrada.

Em outra liminar concedida ao Estado, em janeiro. A Justiça determinou que o Complexo do Maracanã. Liderado pela Odebrecht, assumisse os estádios. A empresa recorreu, mas não conseguiu derrubar a decisão.

Investigação não encontra evidência de fraude em lutas de boxe da Rio 2016

O órgão informou, no entanto, que um comitê especial de investigação não encontrou evidências de interferência ativa nos resultados

Por Redação, com Reuters – de Londres:

“Relações não profissionais” dentro da Associação Internacional de Boxe Amador (Aiba) criaram uma atmosfera de conspiração entre diretoria e árbitros que afetaram a entidade durante os Jogos Rio 2016, informou o órgão em comunicado nesta sexta-feira.

O órgão informou, no entanto, que um comitê especial de investigação não encontrou evidências de interferência ativa nos resultados
O órgão informou, no entanto, que um comitê especial de investigação não encontrou evidências de interferência ativa nos resultados

O órgão informou, no entanto, que um comitê especial de investigação não encontrou evidências de interferência ativa nos resultados após realização de 50 entrevistas durante um período de quatro meses.

– Um eixo indesejável de influência e tomada exclusiva de decisão foi criado e usado pela ex-diretoria, que levou à falta de realização do processo devido – disse o presidente da Aiba, Ching-kuo Wu.

– Embora não haja evidência de que isso tenha tido influência direta nos resultados no Rio, se a melhor prática não for seguida 100 por cento do tempo por nossas autoridades e árbitros e juízes, isto é inaceitável.

Copa Brasil Caixa de Cross Country

A Copa Brasil Caixa de Cross Country, que será disputada no dia 5 de fevereiro, em São Paulo, está com inscrições abertas até o próximo domingo para os clubes interessados em participar da competição. A inscrição deve ser feita pelo Sistema Extranet da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt)

O evento abre o calendário nacional de 2017 da entidade. Será realizada pela terceira vez num circuito de aproximadamente 2.000m dentro do Parque Ecológico do Tietê. Uma extensa área de lazer e de preservação ambiental, na Zona Leste da capital paulista.

Além da premiação individual nas categorias adulta, sub-20 e sub-18, haverá premiação por equipes.

Os dirigentes dos clubes que tenham dúvidas sobre a participação de seus atletas poderão recorrer ao Centro de Informações Técnicas. No dia 4 de fevereiro, das 14h às 16h30, na área da competição.

No ano passado, Juliana Paula Gomes dos Santos (BM&FBovespa-SP) e Gilberto Silvestre Lopes (Cruzeiro Caixa-MG) venceram na categoria adulta. Por equipes, ASA São Bernardo-Caixa-SP e Orcampi Unimed-SP foram campeões na mesma categoria.

Dirigente irlandês acusado de venda ilegal de ingressos promete limpar nome

Ex-chefe do Comitê Olímpico da Irlanda Patrick Hickey deixa delegacia no Rio de Janeiro

Hickey teve permissão de voltar para casa depois de pagar uma fiança de R$ 1,5 milhão na semana passada. O dinheiro lhe foi emprestado por um organismo que representa vários comitês olímpicos nacionais

Por Redação, com Reuters – de Londres:

Ex-chefe do Comitê Olímpico da Irlanda, Patrick Hickey voltou a Dublin no domingo e disse que irá continuar lutando para limpar seu nome depois de ser acusado em agosto, no Brasil, por um suposto esquema de venda ilegal de ingressos dos Jogos Olímpicos Rio 2016.

Ex-chefe do Comitê Olímpico da Irlanda Patrick Hickey deixa delegacia no Rio de Janeiro
Ex-chefe do Comitê Olímpico da Irlanda Patrick Hickey deixa delegacia no Rio de Janeiro

Hickey teve permissão de voltar para casa depois de pagar uma fiança de R$ 1,5 milhão na semana passada. O dinheiro lhe foi emprestado por um organismo que representa vários comitês olímpicos nacionais.

Em comunicado, o dirigente de 71 anos disse que é inocente das acusações. E que continuará cooperando com as autoridades brasileiras.

– Voltei à Irlanda, onde irei passar por um tratamento médico. Em andamento sob os cuidados de meu consultor médico – disse Hickey. “Passei por alguns meses extremamente traumáticos para mim e para a minha família. Mais uma vez, quero declarar que sou totalmente inocente de todas as acusações contra mim”.

– Pretendo me ater a quaisquer pedidos feitos pelas autoridades brasileiras. Farei todo o possível para limpar meu nome para que, no devido tempo, possa seguir adiante com minha vida com minha esposa e família.

Dinheiro da fiança

Hickey, que foi preso em um hotel de luxo à beira-mar em agosto no Rio. Agradeceu o organismo de comitês olímpicos por lhe oferecer o dinheiro da fiança, que lhe permitiu reaver o passaporte e sair do Brasil.

– Sou muito grato à Associação Internacional de Comitês Olímpicos Nacionais (Anoc) por angariar tão generosamente os fundos necessários para obter a libertação para minha volta à Irlanda – disse.

COI diz que Rio 2016 foi a mais perfeita das Olimpíadas imperfeitas

A Olimpíada do Rio de Janeiro pode não ter sido perfeita, mas os organizadores superaram as expectativas

Primeira sede olímpica da América do Sul, o Rio teve que lidar com uma crise política prolongada no Brasil, a pior recessão no país em décadas e uma série de problemas de organização devido à falta de verba

Por Redação, com Reuters – de Lausanne, Suíça:

A Olimpíada do Rio de Janeiro pode não ter sido perfeita, mas os organizadores superaram as expectativas, levando em conta a situação política e econômica do Brasil, afirmou o Comitê Olímpico Internacional (COI) nesta terça-feira.

A Olimpíada do Rio de Janeiro pode não ter sido perfeita, mas os organizadores superaram as expectativas
A Olimpíada do Rio de Janeiro pode não ter sido perfeita, mas os organizadores superaram as expectativas

Primeira sede olímpica da América do Sul. O Rio teve que lidar com uma crise política prolongada no Brasil, a pior recessão no país em décadas e uma série de problemas de organização devido à falta de verba.

Houve uma verdadeira corrida de obstáculos para os organizadores na reta final de preparação. O COI teve que injetar centenas de milhões de dólares de sua contribuição total antes do início do evento.

– Do ponto de vista operacional, tudo funcionou – disse o diretor-executivo dos Jogos Olímpicos do COI, Christophe Dubi, a repórteres. “Foram perfeitos? Não. Mas vendo os resultados, realmente podemos tirar o chapéu. É incrível o que eles realizaram, considerando seu ponto de vista – disse.

Dubi disse que o COI ficou satisfeito com os Jogos, especialmente com o desempenho dos atletas, que quebraram 100 recordes mundiais e olímpicos. Deram a vários países suas primeiras medalhas, e com a cobertura global da mídia, que superou recordes anteriores.

– Cumprimos bem a meta quando você considera o dinheiro que foi gasto nestes Jogos – afirmou Dubi.

Evento

O Rio conquistou o direito de sediar o evento em 2009. Durante um período de crescimento econômico no Brasil e de expectativas diferentes do COI por ser anterior à crise política e à recessão econômica.

Diante dos problemas, os organizadores tiveram que lidar com uma enxurrada diária de questionamentos e críticas em relação à organização. O começo dos Jogos foi marcado por problemas na entrada de torcedores nas arenas, o que resultou em assentos vazios.

A avaliação geral do evento, no entanto, foi positiva.

– Algumas pessoas classificaram como os mais perfeitos dos Jogos imperfeitos – disse o porta-voz do COI, Mark Adams. “Realmente é uma definição muito boa”.

COI diz que programa antidoping da Rio 2016 foi um sucesso

O doping era uma das principais preocupações antes do início dos Jogos em agosto

O doping era uma das principais preocupações antes do início dos Jogos em agosto, após dezenas de atletas russos serem banidos por revelações de um sistema de doping

Por Redação, com Reuters – de Berlim:

O programa antidoping dos Jogos Rio 2016 foi um sucesso apesar da falta de profissionais treinados e de recursos, afirmou o Comitê Olímpico Internacional (COI) nesta sexta-feira, após um relatório da Agência Mundial Antidoping (Wada) apontar “falhas sérias” no processo.

O doping era uma das principais preocupações antes do início dos Jogos em agosto
O doping era uma das principais preocupações antes do início dos Jogos em agosto

O doping era uma das principais preocupações antes do início dos Jogos em agosto. Após dezenas de atletas russos serem banidos por revelações de um sistema de doping patrocinado pelo Estado na Rússia.

O COI informou que o programa geral teve sucesso. Apesar da falta de profissionais treinados e testes inadequados. Destacados no relatório de observadores internacionais da Wada.

– O programa antidoping no Rio de Janeiro teve que superar alguns desafios também. Como a falta de recursos e voluntários/profissionais treinados – informou o COI em comunicado.

– Isto foi administrado com sucesso graças à dedicação e expertise de funcionários e voluntários internacionais da Rio 2016 – afirmou.

O relatório de 55 páginas da Wada indicou na quinta-feira que diversos atletas foram classificados como “simplesmente não pôde ser encontrado”. Enquanto houve “nenhum ou poucos testes de amostras de sangue durante a competição em esportes de alto risco” nos Jogos.

“Falhas sérias”

O programa antidoping nos Jogos Olímpicos Rio 2016 incluiu “alguns avanços impressionantes”. Mas também foi marcado por “uma série de falhas graves”. De acordo com um relatório divulgado pela Agência Mundial Antidoping (Wada).

Em um relatório de 55 páginas feito pela equipe Observador Independente. A Wada disse que vários atletas destinados a fazer testes no Rio “simplesmente não puderam ser encontrados”. Enquanto houve “pouco ou nenhum teste de sangue durante a competição em muitos esportes de alto risco”.

Muitos dos problemas foram resultado de questões de pessoal. Limitações de recursos e outras dificuldades logísticas. Houve também “um aparente colapso na transferência de conhecimento de Jogos anteriores”, segundo a Wada.

– Em última análise, muitos atletas alvo de testes na Vila dos Atletas simplesmente não puderam ser encontrados e a missão teve de ser abortada”. Escreveu a equipe Observador Independente. “Em alguns dias, até 50 % de testes planejados foram abortados.

– Alguns dos atletas em questão, então, receberam ordens para realizar testes fora de competição no dia seguinte, ou foram alvo de testes durante a competição nos dias seguintes, mas devido aos problemas logísticos … foram frequentes os casos em que esses testes não puderam ser feitos.

Equipe

A equipe também expressou surpresa de que não havia testes fora de competição no futebol, e pouco ou nenhum teste de sangue durante a competição em muitos esportes de alto risco, incluindo levantamento de peso.

Outras preocupações foram citadas sobre apoio inadequado para formação de funcionários para notificar os atletas de testes de drogas, com muitos deles não conseguindo chegar na hora designada.

– Funcionários sem formação e sem experiência não devem trabalhar nos Jogos – disse a Wada em uma de suas muitas recomendações.

– Isso mina o respeito e a confiança entre os atletas no programa antidoping, e oferece oportunidades para atletas experientes e sem escrúpulos que queiram violar o sistema para manipular o processo de controle de doping.

No geral, porém, o chefe da equipe Observador Independente, Jonathan Taylor, disse que o programa antidoping no Rio, que foi implementado e supervisionado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), foi capaz de alcançar vários resultados positivos diante de circunstâncias muito difíceis.

– Apesar de questões de pessoal, limitações de recursos e de outras dificuldades logísticas, aqueles encarregados da execução do programa, e em particular os voluntários, merecem imenso crédito por garantir que os direitos de atletas limpos fossem assegurados – afirmou Taylor em um comunicado.

Associação de boxe afasta árbitros e juízes em meio a investigação

O torneio olímpico de boxe, em agosto, foi alvo de uma polêmica em relação a um novo sistema de pontuação, e alguns boxeadores derrotados alegaram que tinham sido roubados pela arbitragem

Por Redação, com Reuters – de Londres/Rio de Janeiro:

A Associação Internacional de Boxe Amador (Aiba) afastou todos os 36 árbitros e juízes utilizados durante a Olimpíada do Rio de Janeiro. Até que uma investigação seja concluída, informou a entidade nesta quinta-feira.

A Associação Internacional de Boxe Amador (Aiba) afastou todos os 36 árbitros e juízes utilizados durante a Olimpíada do Rio de Janeiro
A Associação Internacional de Boxe Amador (Aiba) afastou todos os 36 árbitros e juízes utilizados durante a Olimpíada do Rio de Janeiro

O torneio olímpico de boxe, em agosto, foi alvo de uma polêmica. Em relação a um novo sistema de pontuação, e alguns boxeadores derrotados alegaram que tinham sido roubados pela arbitragem.

O irlandês Michael Conlan, campeão mundial de peso galo. Foi um dos primeiros críticos a vociferar contra a arbitragem no Rio, chamando os árbitros da Aiba de “ladrões”. Depois de sua controversa derrota por pontos para o russo Vladimir Nikitin nas quartas de final.

Rio 2016

– Embora a maioria das competições de boxe da Rio 2016 tenha sido recebida muito positivamente… um pequeno número de decisões em debate indicou que reformas adicionais nos procedimentos de seleção de árbitros e juízes da Aiba são necessárias – disse a entidade em um comunicado.

– Os resultados de uma investigação específica de árbitros e juízes, atualmente em andamento, permitirá à Aiba analisar plenamente que ação precisa ser adotada.

– Nesse meio tempo, foi decidido que todos os 36 árbitros e juízes que foram usados nos Jogos não irão atuar em nenhum evento da Aiba. Até a investigação ter chegado à sua conclusão, além de medidas adicionais imediatas adotadas pelas comissões.

A Aiba descartou um número desconhecido de árbitros e juízes durante a competição depois de descobrir que “menos de um punhado” das decisões das 239 lutas analisadas não estiveram no nível esperado.

A entidade também encaminhou seu diretor executivo, o francês Karim Bouzidi, para uma nova função.

Acidentes em desmontagem

Um operário morreu e outro perdeu uma perna em acidentes durante a desmontagem de equipamentos dos Jogos Olímpicos do Rio. Informou na quarta-feira à agência inglesa de notícas Reuters.

Uma fonte próxima ao assunto, que teme por novas ocorrências. Devido a dificuldades enfrentadas por prestadores de serviço em meio a atrasos no pagamento do Comitê Rio 2016.

O Comitê Rio 2016 confirmou os acidentes e a morte de uma pessoa. Ele disse que a responsabilidade por possíveis falhas é das empresas contratadas para realizar os serviços.

Segundo a fonte, que trabalha para uma empresa contratada e pediu anonimato, a segurança dos trabalhadores está fragilizada. E ameaçada desde que o Comitê dispensou recentemente mais de 100 fiscais de segurança do trabalho. Eles seriam responsáveis por acompanhar a desmontagem de instalações dos Jogos.

Operário

Nos últimos dias, um operário morreu eletrocutado num canteiro de apoio montado nas proximidades de um shopping da Zona Oeste do Rio. No chamado pólo da Barra da Tijuca, e outro teve uma perna amputada depois de se envolver em um acidente com um poste de luz. Este poste fazia parte da arena de vôlei de praia, em Copacabana.

O diretor de comunicação do Comitê Rio 2016, Mario Andrada, disse que os acidentes ocorreram por possíveis falhas nos canteiros. As responsabilidade dos contratados pelo Comitê para realizar a desmontagem dos locais dos Jogos.

– A gente não tinha nenhum controle sobre essas ocorrências; foram em instalações nossas em operações terceirizadas e nos dois acidentes ocorreram erros primários – afirmou. “A culpa não é nossa, é de quem contrata os funcionários, seja ele de menor ou maior qualidade.“

MPT

Para o Ministério Público do Trabalho, o Comitê não pode se eximir de responsabilidades. Por ter terceirizado os serviços dos Jogos. “Quando você contrata um terceirizado. Você tem que fiscalizar e ficar atento para saber se está cumprindo a lei… contratar alguém menos preparado e qualificado.

No fim das contas, chegando ao Judiciário, há responsabilização sim do contratante (Comitê)”, afirmou à Reuters a procuradora do MPT Viviann Mattos.

A fonte argumenta que os acidentes podem estar de alguma forma relacionados ao atraso do Comitê Rio 2016 no pagamento de alguns fornecedores e prestadores de serviço contratados para atuar nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

Segundo a fonte, é natural que com o atraso, as empresas passem a empregar pessoas menos capacitadas e a usar equipamentos mais baratos, o que aumenta o risco de acidentes.

– A Olimpíada foi um sucesso, mas o pós eu temo que possa terminar em tragédia. Temo que mais acidentes ocorram, ainda tem muito trabalho em altura e perigoso – declarou a fonte à agência inglesa de notícias Reuters.

– Há menos fiscalização com a segurança do trabalho, já que mais de 100 foram demitidos. Há uma pressa das empresas em finalizar a desmontagem para executar novos serviços para outros clientes e há uma desmotivação de quem trabalha, que não sabe quando vai poder receber – acrescentou.

Sem Calote

Na quarta-feira, funcionários de uma empresa terceirizada fizeram um protesto na porta do Comitê, no Rio. Para chamar a atenção para os atrasos. Procurado, o Comitê Rio 2016 admitiu que há uma descontinuidade no pagamento de alguns prestadores de serviço. Mas o diretor de comunicação garantiu “que não haverá calote“ a nenhum fornecedor.

Andrada argumentou que os atrasos pontuais têm a ver com a elevada desmobilização de contratados pelo Comitê. No momento trabalha com cerca de 400 pessoas que não estariam dando conta de atender os pagamentos dos mais de 20 mil fornecedores que atuaram nos Jogos.

– O número de fornecedores é muito grande, as medições dos contratos são muito complexas. Temos recursos grandes para receber do COI (Comitê Olímpico Internacional) e patrocinadores em novembro e vamos honrar todos os compromissos – disse ele.

O Comitê garante que vai fechar as contas dos Jogos no “zero a zero”. Ele rechaçou uma correlação entre os atrasos nos pagamentos. E um risco maior para a operação de desmontagem das arenas e equipamentos.

– É muito cômodo para o prestador de serviço dizer que a culpa é do Comitê. A gente contratou empresas e o fornecedor que tem que cuidar do seu funcionário. Não tem fluxo de caixa que justifica um fornecedor deixar seu funcionário trabalhar sem segurança – disse Andrada.

Antes do Jogos, a Superintendência Regional do Trabalho já havia chamado a atenção para irregularidades na preparação do evento que resultaram na morte de 11 pessoas.

As mortes aconteceram em obras de instalações ou de legado dos Jogos entre os anos de 2013 e 2016. As ocorrências foram registradas em obras como linha 4 do metrô, vias expressas, museus e outros.

– Se fôssemos deixar simplesmente na mão dos organizadores, o que a gente ia ver da parte dos organizadores era uma espécie de lavar as mãos – disse a procuradora do MPT.

Tóquio quer mudar locais de competição dos Jogos de 2020

As mudanças propostas, que podem incluir a transferência das disputas de remo e canoagem para uma região a 400 quilômetros de Tóquio, podem precisar da aprovação do COI

Por Redação, com agências internacionais – de Tóquio/Rio de Janeiro:

Uma comissão de Tóquio pediu nesta quinta-feira por mudanças em três locais de competição dos Jogos Olímpicos de 2020 por conta dos altos custos, mas os organizadores disseram que tais alterações podem ser difíceis de serem feitas a tempo para a Olimpíada.

Uma comissão de Tóquio pediu nesta quinta-feira por mudanças em três locais de competição dos Jogos Olímpicos de 2020 por conta dos altos custos
Uma comissão de Tóquio pediu nesta quinta-feira por mudanças em três locais de competição dos Jogos Olímpicos de 2020 por conta dos altos custos

Tóquio apresentou uma poupança de US$ 4,5 bilhões quando derrotou Madri e Istambul na disputa em 2013 para sediar os Jogos, mas recentemente a governadora Yuriko Koike realizou campanha contra os altos custos e ordenou uma revisão das despesas.

As mudanças propostas, que podem incluir a transferência das disputas de remo e canoagem para uma região a 400 quilômetros de Tóquio, podem precisar da aprovação do Comitê Olímpico Internacional (COI) e de cada uma das federações internacionais esportivas envolvidas.

A proposta seria a mudança mais recente em uma série de promessas quebradas dos organizadores, que ganharam o direito de sediar os Jogos em grande parte pela reputação do Japão em ser eficiente.

A candidatura de Tóquio, por exemplo, dizia que 85 % dos locais de competição ficariam dentro de 8 quilômetros da Vila Olímpica, no centro de Tóquio.

De acordo com um relatório preliminar, divulgado no mesmo dia de um encontro do painel executivo do comitê organizador Tóquio 2020, os custos totais podem superar em quatro vezes o preço estimado no inicio de US$ 7,24 bilhões.

Legado para a segurança do Rio

Antes mesmo do início dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, as ações de segurança já garantiam a tranquilidade para a realização dos eventos esportivos. Durante 58 dias de atividade, 23 mil militares da Marinha, Exército e Aeronáutica atuaram no Rio de Janeiro e fizeram com que moradores e turistas se sentissem mais seguros.

Já nas cinco cidades onde ocorreram jogos de futebol, cerca de 43 mil homens e mulheres foram empregados. No total, o esforço de segurança contou com 26 navios, 3.083 viaturas, 109 blindados, 51 helicópteros, 81 embarcações, 80 aeronaves e 370 motocicletas.

Em todo o País, as Forças Armadas protegeram 139 estruturas estratégicas, como linhas de transmissão, subestações de energia e de abastecimento de água. No Rio, foram monitoradas 73 estruturas estratégicas. Na capital fluminense, também foram realizadas 12.300 patrulhas marítimas, a pé, a cavalo, motorizadas e com blindados.

O Comando Conjunto de Prevenção e Combate ao Terrorismo registrou 49 ocorrências, mas nenhuma tentativa ou ameaça real de ataque terrorista foi realizada.

A Força Aérea, responsável pela defesa do espaço aéreo, fez 35 missões de interceptação, oito de interrogação e quatro com ocorrências de alteração de rota. A fiscalização de explosivos e produtos semelhantes foi uma responsabilidade do Exército antes dos eventos. Os militares apreenderam 46 toneladas de explosivos, 20,5 toneladas de nitrato de amônia, 21.500 unidades de espoletas e 147 mil metros de cordel.

Legado

Como legado dos Jogos Rio 2016, ficam equipamentos, capacitação de policiais, militares, bombeiros e outros agentes, integração entre as forças dos três níveis de governo e a certeza de que o Brasil é um País preparado para receber eventos de grande porte.

Para filtrar a entrada dos participantes dos Jogos, entre atletas, comissões técnicas, árbitros, jornalistas, dirigentes esportivos, autoridades, a Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos do Ministério da Justiça e Cidadania (SESGE/MJC) realizou a análise de antecedentes de quase 800 mil candidatos a obtenção de credencial.

Do total, 20,4 mil foram considerados não recomendados, por razões como mandados de prisão em aberto, detecção de perfil violento, histórico de crimes sexuais e ligação com organizações criminosas. Da experiência, resulta o sistema de busca de dados integrado entre todas as esferas nacionais e também internacional, capaz de fazer a pesquisa de antecedentes em pouco tempo.

Os equipamentos de inspeção eletrônica utilizados ao longo dos eventos, como aparelhos de raios X, portais de detecção de metal e detectores manuais, foram enviados para presídios em todos os Estados. O objetivo é evitar a prática da revista manual.

Para combater o tráfico de drogas e armas e o contrabando nas fronteiras, o MJC criou um Núcleo Permanente de Inteligência e Operações em cinco Estados. Já no Rio de Janeiro, foi criado o Centro de Cooperação Policial Internacional (CCPI), com sede na superintendência da Polícia Federal. Parceria entre o governo brasileiro e a Interpol, o CCPI contou com a colaboração de 250 policiais de 55 países.

O Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) contava com as imagens de alta definição em tempo real de mais de 6 mil câmeras de monitoramento georreferenciadas. Os CICCs Móveis, que funcionam em caminhões e são usados em grandes eventos, possuem câmeras acopladas, inclusive com visão noturna.

Equipamentos

Os Estados Unidos doaram equipamentos como roupas, máscaras e antídotos para ameaças terroristas do tipo QBRN (químicas, biológicas, radiológicas e nucleares). Esses e outros equipamentos ficaram para o Grupamento de Operações com Produtos Perigosos (GOPP) do Corpo de Bombeiros.

Dois helicópteros bimotores modelo EC 145, que podem realizar imageamento aéreo, transporte de equipes de intervenções táticas e salvamento aeromédico, foram cedidos à Polícia Militar. A corporação também ganhou três aeróstatos, balões que ficam a 200 metros de altura gerando e transmitindo imagens para o CICC.

Homens invadem palco de programa de TV em protesto contra nadador Lochte

Lochte estava no palco ao lado de sua parceira, a dançarina profissional Cheryl Burke, depois de sua apresentação, e ouvia as críticas dos jurados quando dois homens entraram no palco em protesto

Por Redação, com Reuters – de Nova York:

Dois homens invadiram o palco do programa de TV Dancing with the Stars para protestar contra o nadador olímpico norte-americano Ryan Lochte enquanto ele ouvia os comentários dos jurados sobre seu desempenho como dançarino no show de calouros da emissora ABC na noite de segunda-feira, de acordo com reportagens.

O nadador olímpico norte-americano Ryan Lochte
O nadador olímpico norte-americano Ryan Lochte

Lochte se envolveu em um escândalo durante a Olimpíada do Rio ao admitir que “exagerou muito” o relato sobre um suposto assalto à mão armada que ele e três nadadores dos Estados Unidos teriam sofrido após uma festa durante os Jogos.

O medalhista de ouro perdeu todos os seus quatro patrocinadores e foi suspenso das competições por 10 meses depois de se desculpar por ter mentido sobre o incidente. Ele foi indiciado pela polícia do Rio por falsa comunicação de crime.

Lochte estava no palco ao lado de sua parceira, a dançarina profissional Cheryl Burke, depois de sua apresentação, e ouvia as críticas dos jurados quando dois homens entraram no palco em protesto, segundo uma afiliada da ABC em Los Angeles.

Seguranças detiveram invasores e vários manifestantes foram escoltados para fora da plateia, relatou a emissora.

– Estou bem. Muitos sentimentos estão passando pela minha cabeça neste momento. Um pouco magoado. Vim aqui e queria fazer algo que me deixasse completamente desconfortável, e fiz – disse Lochte quando o canal voltou de um comercial, segundo vários relatos da imprensa.

O Departamento de Polícia de Los Angeles disse que dois homens de cerca de 40 anos de Los Angeles foram presos pela invasão, mas que ninguém ficou ferido durante o incidente.

O repórter Jason Nathanson, da ABC News, mostrou uma foto de dois homens com camisetas anti-Lochte algemados no Twitter.

Lochte, dono de 12 medalhas olímpicas, está participando da 23ª temporada de Dancing With the Stars, no qual celebridades fazem par com dançarinos de salão profissionais e recebem votos do público.

O programa tem sido uma alternativa popular para famosos que buscam um retorno ou ansiosos para mudar sua imagem, e já teve entre seus participantes Bristol Palin, filha da candidata a vice-presidente republicana Sarah Palin em 2008, o cantor Donny Osmond e o patinador de velocidade olímpico aposentado Apolo Ohno.

Ex-chefe do Comitê Olímpico Europeu promete enfrentar acusações de cambismo

A quadrilha parece ter realizado golpes semelhantes na Olimpíada de Inverno de Sochi de 2014 e nos Jogos Olímpicos de Londres de 2012, disseram investigadores da polícia do Rio

Por Redação, com Reuters – de Londres:

O ex-presidente do Comitê Olímpico Europeu Patrick Hickey afirmou que irá enfrentar “cada uma” das acusações de ter participado de uma quadrilha de venda ilegal de ingressos para a Olimpíada do Rio de Janeiro de 2016.

O ex-presidente do Comitê Olímpico Europeu Patrick Hickey
O ex-presidente do Comitê Olímpico Europeu Patrick Hickey

O irlandês Hickey, que também chefiou o Conselho Olímpico da Irlanda (OCI), foi solto do presídio carioca de Bangu 10 no mês passado, mas tem que permanecer no Brasil até o julgamento do caso.

– Quero deixar claro que não estou em prisão domiciliar como, além de tantas coisas neste caso, foi informado equivocadamente pela mídia – disse Hickey em um comunicado também nesta segunda-feira.

– Pretendo enfrentar todas as acusações e lutar contra cada uma delas. Sou completamente inocente de todas essas acusações e irei defender vigorosamente meu bom nome e caráter, que passei minha vida inteira construindo através de trabalho voluntário para inúmeras entidades esportivas – acrescentou.

Hickey foi preso no dia 10 de agosto, durante a Rio 2016, em um luxuoso hotel de frente para o mar. Sua prisão foi relacionada pela polícia à investigação de uma quadrilha de venda ilegal de ingressos por meio de cambistas.

A polícia acusa Hickey de operar a quadrilha dentro da empresa PRO10 Sports Management, sediada em Dublin, para canalizar entradas destinadas ao comitê irlandês, e não autorizadas para revenda, para a empresa internacional de hospitalidade em eventos esportivos THG Sports.

Todos os envolvidos negam qualquer irregularidade.

Na sexta-feira, um tribunal do Rio de Janeiro aceitou as acusações da promotoria contra Hickey, Kevin Mallon, um diretor da THG, e nove outras pessoas.

Martin Burke, diretor de esportes do OCI, quatro outros funcionários da THG e três da PRO10 Sports Management, a revendedora oficial de ingressos olímpicos da Irlanda, também foram indiciados na corte.

Com exceção de Hickey e Mallon, todos os outros deixaram o território brasileiro e atualmente são considerados fugitivos.

Na semana passada, autoridades disseram à agência inglesa de notícias Reuters que acreditam que a quadrilha atuou durante oito anos e que se preparava para outros eventos olímpicos, como os Jogos de Tóquio de 2020.

A quadrilha parece ter realizado golpes semelhantes na Olimpíada de Inverno de Sochi de 2014 e nos Jogos Olímpicos de Londres de 2012, disseram investigadores da polícia do Rio.

Ryan Lochte é suspenso por 10 meses devido a confusão na Rio 2016

Com a sanção, nadador americano ficará impedido de participar do Campeonato Mundial de Natação. Durante os Jogos Olímpicos, ele inventou assalto para encobrir ato de vandalismo em posto de gasolina

Por Redação, com DW – de Nova York:

O nadador norte-americano Ryan Lochte recebeu uma suspensão de 10 meses por causa do escândalo que envolveu o atleta e três de seus colegas nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, informaram jornais dos Estados Unidos nesta quinta-feira.

O medalhista olímpico Ryan Lochte não poderá competir no Campeonato Mundial de Natação, na Hungria
O medalhista olímpico Ryan Lochte não poderá competir no Campeonato Mundial de Natação, na Hungria

Com a sanção imposta pelo Comitê Olímpico dos Estados Unidos (USOC, na sigla em inglês) e pela Federação Americana de Natação, Lochte, que detém 12 medalhas olímpicas, ficará impedido de participar do Campeonato Mundial de Natação, em Budapeste, em julho do ano que vem.

Segundo o jornal USA Today, os outros nadadores envolvidos no incidente, James Feigen, Gunnar Bentz e Jack Conger, também sofrerão sanções, mas menores que a de Lochte. De acordo com o portal TMZ.com, as punições deles não deverão ultrapassar quatro meses.

A confusão começou depois de Lochte ter dito que ele e os outros três nadadores foram assaltados ao sair de uma festa no Rio de Janeiro, durante os Jogos. Na verdade, ele inventou o assalto para encobrir um ato de vandalismo num posto de gasolina, depois de os atletas terem sido impedidos por um segurança de deixar o local sem que pagassem pelo prejuízo. A polícia do Rio de Janeiro indiciou Lochte por falsa comunicação de crime.