Atiradores e morteiros do EI atingem forças do Iraque em Mossul

A luta vem cobrando seu preço em mortos e feridos dos soldados, das forças especiais e das unidades policiais do Iraque

Por Redação, com Reuters – de Mossul:

Em um hospital de campanha perto da linha de frente da cidade de Mossul, um policial federal do Iraque jaz desconfortável em uma maca, com soro em um braço e curativos no peito devido aos estilhaços de um morteiro que perfuraram seu esterno.

Policiais iraquianos em quarto onde dizem que atirador do Estado Islâmico estava escondido em Mosul
Policiais iraquianos em quarto onde dizem que atirador do Estado Islâmico estava escondido em Mosul

A explosão que feriu Jaafar Kareem, de 23 anos, e dois colegas. Aconteceu em uma área onde avanços rápidos contra o Estado Islâmico realizados no começo desta semana. Desaceleraram devido aos disparos de morteiros e à ação de atiradores de elite contras os soldados iraquianos.

Ao menos 10 projéteis caíram no local naquela manhã antes de atingirem seu alvo, segundo Kareem.

– Muitos caras ficaram feridos na mesma área hoje – disse, virando a cabeça cuidadosamente para ver um militar em uma maca próxima ser tratado de um ferimento na perna.

Na quinta-feira a clínica improvisada em uma casa abandonada. Administrada por voluntários norte-americanos e médicos militares do Iraque. Tratou vários membros das forças de segurança nacional levados às pressas da linha de batalha em ambulâncias ou veículos blindados.

– Já recebemos cerca de 20 pessoas para tratamento (na quinta-feira). Cerca de 70% civis. Mas até hoje tem havido mais (baixas) militares – disse Kathy Bequary, diretora do NYC Medics, a organização a cargo da clínica.

As baixas que sua equipe vêm testemunhando ultimamente vão de ferimentos superficiais a pacientes mortos ao chegar. Inclusive um soldado com oito buracos de bala no torso, disse.

À medida que as forças iraquianas se embrenham mais a oeste de Mossul para combater militantes do Estado Islâmico. Mais resistência encontram, já que os jihadistas estão recorrendo a morteiros e franco-atiradores. Para tentar conter a ofensiva apoiada pelos Estados Unidos, que tenta expulsá-los de seu último grande bastião no país.

Luta

A luta vem cobrando seu preço em mortos e feridos dos soldados, das forças especiais e das unidades policiais do Iraque. Os militares não divulgaram o número de suas próprias baixas.

As táticas do Estado Islâmico, que incluem se abrigar entre a população civil. Também têm freado o progresso em certas áreas à medida que os combates se aproximam do centro mais povoado da cidade.

A área onde Kareem e seus colegas foram atingidos não fica a mais do que algumas centenas de metros da linha de frente, onde as forças iraquianas de fato ganharam terreno. Uma rua ampla e importante que leva ao edifício do governorado estava sob controle da Polícia Federal na quinta-feira, disse um correspondente da Reuters que visitava uma unidade de elite do Ministério do Interior.

Estados prometem acionar Justiça contra decreto de Donald Trump

Procuradores-gerais de estados como Washington e Nova York afirmam que novo veto migratório fere Constituição. Medida, que entra em vigor na próxima semana, barra entrada de refugiados e cidadãos de países muçulmanos

Por Redação, com DW – de Washington:

Anunciada há três dias, a nova ordem executiva anti-imigração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se prepara para enfrentar processos na Justiça de diferentes estados do país.

"Não vamos nos deixar intimidar por ameaças do governo federal", diz o procurador-geral de Washington, Bob Ferguson
“Não vamos nos deixar intimidar por ameaças do governo federal”, diz o procurador-geral de Washington, Bob Ferguson

Washington, Oregon, Nova York e Massachusetts anunciaram na quinta que entrarão com ações contra o decreto, que proíbe a entrada em território norte-americano de cidadãos de seis países de maioria muçulmana. O Havaí já havia anunciado que questionaria o veto na quarta-feira.

– Não vamos nos deixar intimidar por ameaças do governo federal – declarou o procurador-geral de Washington, Bob Ferguson. Em entrevista coletiva. “Você não pode usar o Twitter para escapar desta. Isso não funciona no tribunal”. Acrescentou ele, dirigindo-se ao presidente norte-americano.

Veto a muçulmanos

Em comunicado, o procurador-geral de Nova York, Eric Schneiderman, classificou a ordem executiva como “um veto a muçulmanos, mas com outro nome”, que, segundo ele, impõe políticas e protocolos que ferem a Constituição dos Estados Unidos, assim como o decreto original de janeiro.

Assinada na segunda-feira passada, a nova medida entra em vigor em 16 de março. Por 90 dias, estarão proibidos de entrar nos EUA cidadãos de Irã, Somália, Iêmen, Líbia, Síria e Sudão. A ordem executiva também suspende o programa de amparo a refugiados de qualquer país durante 120 dias.

O primeiro veto migratório foi emitido por Trump em 27 de janeiro e suspenso pela Justiça uma semana mais tarde, após um processo dos estados de Washington e Minnesota. A medida foi seguida por protestos em todo o país, gerou caos nos aeroportos e foi alvo de críticas de líderes mundias.

Os procuradores-gerais de Washington, Oregon e Nova York, os três governados por democratas, defendem que a liminar que suspendeu o primeiro decreto deveria valer também para a nova medida.

Impeachment mergulha Coreia do Sul em incerteza

Tribunal confirma impedimento de Park Geun-hye, passo que abre caminho para guinada na política interna e que pode gerar mudanças no balanço de poderes na Ásia. Em meio a protestos, país tem 20 mil policiais nas ruas

Por Redação, com DW – de Seul:

O Tribunal Constitucional da Coreia do Sul removeu oficialmente do cargo a presidente Park Geun-hye nesta sexta-feira. O afastamento, devido a um escândalo de corrupção, ocorre em um momento de tensões crescentes com os vizinhos Coreia do Norte e China, e pode gerar mudanças não só na política interna, como também no balanço de poderes na Ásia.

Simpatizantes de Park Geun-hye entram em confronto com a polícia em Seul
Simpatizantes de Park Geun-hye entram em confronto com a polícia em Seul

A decisão provocou protestos de centenas de simpatizantes de Geun-hye. As autoridades tiveram que acionar mais de 20 mil policiais para conter os tumultos nas ruas da capital Seul. Dois manifestantes morreram nos confrontos.

A comissão de oito juízes ratificou uma votação no Parlamento que determinava o impeachment de Park por envolvimento em um caso de fraude. Abrindo o caminho para um processo penal.

– (Os atos de Park) violam a Constituição e a lei e traem a confiança pública – disse o magistrado-chefe Lee Jung-mi. “Os benefícios de proteger a Constituição que podem ser ganhos ao afastar a ré são incrivelmente grandes”.

Park foi apontada como suspeita criminal. O que a torna a primeira líder democraticamente eleita da Coreia do Sul a ser afastada do cargo. Desde que a democracia substituiu a ditadura no final dos anos 1980. Choi Soon-sil, amiga íntima da presidente, é acusada de cobrar propina de conglomerados sul-coreanos, como a Samsung.

O advogado de Park, Seo Seok-gu, que anteriormente comparou o impeachment com a crucificação de Jesus Cristo. Qualificou o veredicto como uma “decisão trágica” nascida sob pressão popular e questionou a imparcialidade do que ele chamou de um “tribunal fantoche”.

Pesquisas indicam que mais de 70% dos sul-coreanos apoiam o impeachment. Número reforçado pelas centenas de milhares de manifestantes que passaram as últimas semanas clamando nas ruas pela saída definitiva da presidente.

Provocações do Norte

O ministro da Defesa sul-coreano ordenou ao Exército que monitore possíveis provocações da Coreia do Norte que eventualmente tentem explorar “situações de instabilidade no país e no exterior.”

Durante uma vídeo-conferência com os comandantes militares nesta sexta-feira, Han Min Koo advertiu que o país vizinho poderia incorrer em provocações “estratégicas ou operacionais” a qualquer momento.

Nas últimas semanas, a Coreia do Norte testou mísseis balísticos. O país também aproveitou a decisão do tribunal para afirmar que Park agora será investigada como uma “criminosa comum”.

A decisão aprofundou o clima de incerteza política e de insegurança na Coreia do Sul. Em meio a tensões com a Coreia do Norte. O país também sofre ameaças de retaliação econômica da China após um acordo de cooperação entre Seul e Washington por um sistema antimísseis.

Guinada política

A Coreia do Sul deverá realizar eleições no prazo de dois meses para a escolha de um sucessor para Park. O primeiro-ministro Hwang Kyo-ahn, presidente em exercício. Disse que vai trabalhar com seu gabinete para estabilizar o país e garantir a realização do pleito.

– Eu respeito a decisão constitucional da corte.  O gabinete deverá conduzir os assuntos de Estado de maneira estável e garantir a ordem social de forma a evitar a intensificação de conflitos internos – afirmou.

Segundo a imprensa local, Hwang poderá concorrer à presidência como candidato dos conservadores. O liberal Moon Jae-in, que perdeu para Park nas eleições de 2012. Aparece na liderança nas últimas pesquisas de opinião.

Com os conservadores enfraquecidos, o impeachment deve mudar a política sul-coreana. Com a oposição de esquerda assumindo o poder pela primeira vez numa década. Isso afetaria o balanço de poderes da Ásia. A esquerda pode reavivar a chamada “política do raio de Sol”, que prega maior contato político com a Coreia do Norte.

Tal política, afirmam observadores, pode complicar os esforços dos EUA sob o governo Donald Trump. Para isolar a Coreia do Norte, num momento em que países da região gravitam cada vez mais em direção a Pequim. Outro objetivo da oposição é justamente tentar aplacar as tensões com a China.

Republicanos aprovam projeto de lei de novo sistema de saúde

O Congresso espera aprovar o projeto de lei, que revogaria muito da Lei de Saúde Acessível de 2010, conhecida popularmente como Obamacare, dentro de algumas semanas

Por Redação, com Reuters – de Washington:

Os republicanos ultrapassaram nesta quinta-feira o primeiro obstáculo para uma reforma maciça do sistema de saúde dos Estados Unidos apoiada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, apesar de os democratas expressarem preocupação com o desconhecimento do custo do projeto de lei e de seu impacto no orçamento.

Deputado republicano Kevin Brady
Deputado republicano Kevin Brady

O comitê da Câmara dos Deputados responsável por tributação (“Ways and Means”) aprovou o projeto de lei na manhã desta quinta-feira. Depois de debater o esboço da legislação durante quase 18 horas.

O Comitê de Energia e Comércio da casa realizou sua própria maratona em uma sessão dois dias depois de a medida ser anunciada por líderes republicanos.

– Este é um passo histórico, um passo importante na anulação do Obamacare – disse o deputado republicano Kevin Brady, presidente do comitê “Ways and Means”. Referindo-se ao sistema de saúde do antecessor de Trump, Barack Obama. Depois de o comitê endossar a medida por um placar de 23 a 16.

O Congresso espera aprovar o projeto de lei, que revogaria muito da Lei de Saúde Acessível de 2010. Conhecida popularmente como Obamacare. Dentro de algumas semanas.

O projeto irá anular a obrigatoriedade de compra de planos para os cidadãos, reverter a maioria dos impostos do Obamacare. Adotar um sistema novo e menor de créditos fiscais baseado na idade. E não na renda, e reformar o Medicaid. O programa de saúde governamental voltado para os pobres.

O comitê, que está analisando as provisões do projeto de lei relativas a impostos. Não fez alterações ao texto, apesar das dezenas de tentativas dos democratas para lhe acrescentar emendas.

Defensores

Hospitais, médicos, planos de saúde e defensores dos pacientes apelaram ao Congresso depois que o esboço do projeto foi divulgado na segunda-feira. Pedindo que este reconsidere os cortes amplos e a forma como eles irão afetar o sistema de saúde. 

O projeto de lei é o primeiro teste legislativo de Trump. O caos que ele logo provocou ocorre depois da confusão criada por seu decreto presidencial proibindo a entrada de cidadãos de sete países de maioria muçulmana nos EUA, que mais tarde ele revisou.

Os parlamentares republicanos enfrentam a resistência de conservadores de suas próprias fileiras. Segundo os quais o projeto de lei, que criaria um sistema de créditos fiscais para induzir as pessoas a comprar planos de saúde no mercado. Não é radical o suficiente.

Equador diz que acordo com Odebrecht está próximo

Maior grupo de construção da América Latina, a Odebrecht admitiu em dezembro que pagou propina a autoridades de 12 países da região

Por Redação, com Reuters – do Quito:

O Equador está próximo de fechar um acordo com a empreiteira Odebrecht que permitirá ao país obter informações detalhadas sobre uma suposta rede de subornos e receber uma indenização, disse nesta quinta-feira um procurador equatoriano.

Até o momento não foram identificadas as autoridades equatorianas suspeitas de receberem pagamentos ilegais
Até o momento não foram identificadas as autoridades equatorianas suspeitas de receberem pagamentos ilegais

Maior grupo de construção da América Latina, a Odebrecht admitiu em dezembro que pagou propina a autoridades de 12 países da região. Em troca de obter contratos lucrativos, em um esquema revelado no âmbito da operação Lava Jato. No Equador, os subornos da empresa teriam alcançado US$ 33,5 milhões.

– O tema central, o penal, acho que está praticamente acordado. O que falta? Estão definindo o esquema sobre possíveis indenizações a serem pagas – disse o procurador Galo Chiriboga ao canal de TV Ecuavisa.

O procurador acrescentou que a empresa brasileira aceitou que o acordo seja público em sua maior parte. E concordou em entregar a Quito as mesmas informações repassadas a Brasil, Suíça e Estados Unidos sobre sua rede de propinas.

Até o momento não foram identificadas as autoridades equatorianas suspeitas de receberem pagamentos ilegais.

Irregularidades

O presidente do Equador, Rafael Correa, expulsou a Odebrecht em 2008 por irregularidades na construção de uma central hidrelétrica. Mas dois anos depois a empresa retornou ao país após fechar um acordo que incluiu o pagamento de uma indenização.

As autoridades locais analisam, como parte da investigação aberta pela Procuradoria em dezembro. Cerca de 30 contratos firmados pela Odebrecht com empresas públicas equatorianas.

Dentro da investigação a Procuradoria pediu que o Estado equatoriano fosse proibido de firmar novos contratos com a Odebrecht. O bloqueio de pagamentos de US$ 40 milhões à empreiteira e a apreensão de documentos e equipamentos nos escritórios da companhia no país.

O Equador trabalha no caso em parceria com Peru e Colômbia.

Angela Merkel faz apelo por unidade europeia

Antes de reunião com líderes do bloco, chanceler federal afirma que Alemanha só vai prosperar se Europa também for bem. Sobre Erdogan, ela diz que comparações com o nazismo precisam parar

Por Redação, com DW – de Berlim:

Em pronunciamento no Parlamento alemão nesta quinta-feira, a chanceler federal Angela Merkel relembrou, pouco antes da conferência dos líderes da União Europeia, a história de sucesso do bloco europeu e alertou que o Brexit – a saída do Reino Unido da UE após decisão em referendo – deve servir como alerta.

A chanceler federal Angela Merkel
A chanceler federal Angela Merkel

Ela mencionou também a questão da imigração e o recente acirramento das tensões diplomáticas entre seu país e a Turquia. Aliado-chave na contenção do fluxo de refugiados em direção à Europa..

Merkel disse que a reunião em Bruxelas deveria tratar de temas econômicos. Mas, citando como exemplo a crise dos refugiados e o Brexit. Assegurou que outros temas também serão discutidos.

Ao mencionar a atual relutância de alguns países do Leste Europeu em ceder liberdades nacionais em nome do projeto da UE. Merkel disse que a União pode progredir sem os Estados-membros. A Alemanha, afirmou, pode prosperar “apenas se a Europa estiver bem”.

Merkel fez elogios ao Tratado de Livre Comércio e Investimentos entre a UE e o Canadá (Ceta, na sigla em inglês). E pediu que a Europa evite isolar-se do resto do mundo. Numa referência indireta à postura adotada pelo presidente americano, Donald Trump. A chanceler deixou claro que a UE se defenderá contra medidas injustas de protecionismo.

Merkel avaliou de modo critico a atual política europeia para os refugiados: “Não há dúvida que fizemos progressos, mas o sistema de concessão de refúgio da UE precisa ser reformado.”

Tensões com a Turquia

A chanceler mencionou as polêmicas declarações feitas recentemente pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

Em meio ao acirramento das tensões diplomáticas entre seu país e Berlim, ele acusou a Alemanha de adotar “práticas nazistas” após o cancelamento de eventos políticos turcos em várias cidades alemãs sobre o referendo da reforma constitucional proposta por Ancara, que visa estabelecer o regime presidencialista na Turquia, ampliando os poderes do presidente.

Merkel afirmou que tais declarações são tão fora de propósito que é difícil comentá-las. Os comentários de Erdogan “não podem ser justificados”, afirmou. “As comparações com o nazismo geram apenas sofrimento. Isso precisa parar.”

Ela ainda fez críticas às restrições à liberdade de imprensa na Turquia, acrescentando que a Alemanha fará todo o possível pela libertação do jornalista teuto-turco Deniz Yücel, correspondente do jornal alemão Die Welt preso em Istambul, acusado por Erdogan de ser agente da Alemanha e membro do banido Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

A chanceler ressaltou que não é do interesse da Alemanha romper relações com a Turquia, mas acrescentou que seu país deve manter seus valores essenciais, da maneira que achar apropriado. Ela expressou o desejo de assegurar as liberdades da comunidade turca no país, que vive tensões internas entre os apoiadores do PKK e da extrema direta.

Os turcos, disse Merkel, são parte do país e contribuem para a prosperidade da Alemanha..

França: Macron consolida vantagem sobre Le Pen em pesquisa

Foi a segunda pesquisa no intervalo de uma semana que colocou o político de 39 anos à frente de Le Pen já no primeiro turno

Por Redação, com Reuters – de Paris:

O favoritismo de Emmanuel Macron para a eleição presidencial da França se fortaleceu com uma pesquisa de intenção de voto divulgada nesta quinta-feira que mostra o candidato de centro derrotando a líder de extrema-direita Marine Le Pen tanto no primeiro quanto no segundo turno da disputa.

Emmanuel Macron
Emmanuel Macron

Na sondagem da empresa Harris Interactive, Macron aparece vencendo a votação de 23 de abril com 26 % dos votos e Le Pen chegando em segundo com 25 %. O que colocaria os dois na decisão de 7 de maio. Na qual ele a derrotaria facilmente ficando com 65 % das urnas.

Foi a segunda pesquisa no intervalo de uma semana que colocou o político de 39 anos à frente de Le Pen já no primeiro turno. Sinal de que o ex-ministro da Economia centrista pode estar consolidando sua posição a 45 dias da etapa inicial.

Mas a corrida continua difícil de prever devido a uma série de surpresas. Como a decisão do atual presidente francês, o socialista François Hollande, de não concorrer à reeleição. E vitórias surpreendentes de pré-candidatos que os institutos de pesquisa haviam descartado nas primárias partidárias.

Favorito

Além disso, escândalos financeiros envolveram Le Pen e o conservador François Fillon. Que após um êxito inesperado na primária do partido Os Republicanos ainda em janeiro havia se tornado o favorito a conquistar a presidência.

Na enquete mais recente. Fillon, que está lutando para relançar uma campanha abalada. Por uma investigação judicial de alegações de que ele teria pago sua esposa regiamente por um trabalho de assistência parlamentar que ela pouco exerceu. Apareceu em terceiro lugar no primeiro turno, com 20 por cento dos votos.

Isso eliminaria o outrora líder da disputa, mas caso recupere o terreno nas próximas semanas. E garanta uma vaga no segundo turno enfrentando Le Pen. O ex-primeiro-ministro de 63 anos também a venceria por 59 %.

Nas duas simulações do 7 de maio, a margem de derrota de Le Pen é maior do que em algumas pesquisas recentes.

O chefe de campanha da política de direita, David Rachline. Minimizou o levantamento desta quinta-feira, dizendo em referência ao primeiro turno: “A realidade neste momento é que Marine (Le Pen) está na frente em quase todas as pesquisas”.

Embora as cifras de Le Pen não tenham mudado em relação à última sondagem da Harris uma quinzena atrás. Macron cresceu seis pontos percentuais. A sondagem mais recente da Harris entrevistou 4.932 pessoas entre os dias 6 e 8 de março.

Mulheres ao redor do mundo preferem trabalhar a ficar em casa

A pesquisa ouviu quase 149 mil pessoas em 142 países e territórios, incluindo o Brasil, e representa mais de 99% da população adulta global

Por Redação, com ABr – de Brasília:

Relatório divulgado nesta quarta-feira pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e pela empresa de pesquisa de opinião Gallup indica que 70% das mulheres e 66% dos homens no mundo entendem que as mulheres devem ter trabalhos remunerados. No Brasil, o índice é de 72% das mulheres e 66% dos homens.

Estátua de menina 'encarando' touro celebra Dia da Mulher em Wall Street
Estátua de menina ‘encarando’ touro celebra Dia da Mulher em Wall Street

O documento Rumo a um futuro melhor para mulheres e trabalho: vozes de mulheres e homens. Fornece um relato inédito sobre atitudes e percepções globais sobre o tema das mulheres no mundo do trabalho. A pesquisa ouviu quase 149 mil pessoas em 142 países e territórios. Incluindo o Brasil, e representa mais de 99% da população adulta global.

Os resultados mostram que mulheres em todo o mundo preferem ter trabalhos remunerados (29%).  Ou estar em situações em que poderiam trabalhar e também cuidar de suas famílias (41%). De acordo com o relatório, apenas 27% das mulheres no mundo querem ficar em casa, exercendo um trabalho não remunerado.

Ainda segundo a pesquisa, o índice de 70% de mulheres no mundo que gostariam de ter trabalhos remunerados. Inclui a maioria das mulheres que não está no mercado de trabalho. Os dados valem para quase todas as regiões do planeta. Incluindo aquelas onde a participação das mulheres na força de trabalho é tradicionalmente baixa, como Estados e territórios árabes.

Opiniões convergem

O relatório aponta que 28% dos homens gostaria que as mulheres de suas famílias tivessem trabalhos remunerados. Enquanto 29% gostariam que elas ficassem apenas em casa e 38% prefeririam que elas pudessem fazer as duas coisas.

Mulheres que trabalham em tempo integral para um empregador (mais de 30 horas por semana). São mais inclinadas a preferir situações nas quais pudessem equilibrar o trabalho e as obrigações da família e da casa. Mulheres e homens com níveis mais elevados de educação também são mais propensos a preferir que as mulheres tenham trabalhos remunerados e cuidem de suas casas e famílias.

– Esta pesquisa mostra claramente que a maioria das mulheres e dos homens em todo o mundo. Prefere que as mulheres tenham trabalhos remunerados. Políticas de apoio às famílias, que permitam que as mulheres permaneçam e progridam no trabalho remunerado. E incentivem os homens a assumir a sua parte justa do trabalho de cuidados da família e da casa. São cruciais para alcançar a igualdade de gênero no trabalho – disse o diretor-geral da OIT, Guy Ryder.

Além de investigar as preferências das pessoas sobre mulheres e trabalho. A pesquisa revelou que as mulheres são mais propensas do que os homens. A considerar trabalhos remunerados perfeitamente aceitáveis (83%). Enquanto os homens ficam um pouco atrás (77%). Os números são mais altos no Brasil, com 96% das mulheres e 94% dos homens considerando o trabalho remunerado perfeitamente aceitável para as mulheres de suas famílias.

Equilíbrio trabalho-família

Conciliar o trabalho com o cuidado das famílias, no entanto, representa um desafio significativo para as mulheres que trabalham em todo o mundo. Tanto homens quanto mulheres da maioria dos países e territórios pesquisados. Mencionam o equilíbrio entre trabalho e família como um dos maiores problemas enfrentados pelas mulheres que têm trabalhos remunerados.

Outras questões como tratamento injusto, abuso, assédio no local de trabalho, falta de trabalhos bem remunerados. E desigualdade salarial também aparecem entre os principais problemas citados em várias regiões do mundo.

Os dados também revelam que mulheres entre 15 e 29 anos são mais propensas do que as mulheres mais velhas a mencionar tratamento injusto, abuso ou assédio no trabalho. Já as mulheres entre 30 e 44 anos são mais propensas do que as de outras faixas etárias a mencionar a falta de acesso a cuidados para seus filhos e famílias. À medida que as mulheres envelhecem, elas se tornam mais propensas a mencionar os salários desiguais em relação aos homens.

Renda e emprego

Em todo o mundo, a maioria das mulheres que trabalha diz que o que ganha é uma fonte significativa (30%). Ou a principal fonte (26%) de renda da família. Os homens ainda são mais propensos que as mulheres a se declararem como principais provedores: 48% dos homens que trabalham dizem que seus rendimentos são a principal fonte de renda de sua família.

No entanto, entre mulheres e homens que trabalham e têm níveis mais elevados de educação. A diferença em relação à contribuição para a renda familiar é menor.

O relatório revela que, se uma mulher tem educação e experiência semelhantes à de um homem, mulheres e homens. São mais propensos a dizer que ela tem a mesma oportunidade de encontrar um bom trabalho na cidade ou área onde vive. Em todo o mundo, 25% das mulheres e 29% dos homens afirmam que as mulheres têm melhores oportunidades de encontrar bons trabalhos.

No Brasil, 35% das pessoas entrevistadas acham que as mulheres com experiências e qualificações educacionais. Semelhantes às dos homens têm a mesma oportunidade de encontrar um bom trabalho. Apesar disso, a proporção de brasileiros que acredita que as mulheres têm oportunidades piores em relação aos homens é maior (32%). Do que a proporção de brasileiros que enxerga oportunidades melhores para as mulheres (29%).

Japão propõem criação de arsenal para contrapor ameaça da Coreia do Norte

O Japão vem evitando dar o passo polêmico e custoso de adquirir bombardeiros ou armas como mísseis de cruzeiro com alcance suficiente para atingir outros países

Por Redação, com Reuters – de Tóquio:

Abalados pelos avanços militares da Coreia do Norte, parlamentares japoneses influentes estão aumentando a pressão para que o país desenvolva a capacidade de atacar preventivamente as instalações de mísseis do vizinho detentor de armas nucleares.

Ex-ministro da Defesa do Japão Itsunori Onodera durante discurso em Tóquio
Ex-ministro da Defesa do Japão Itsunori Onodera durante discurso em Tóquio

O Japão vem evitando dar o passo polêmico e custoso de adquirir bombardeiros ou armas. Como mísseis de cruzeiro com alcance suficiente para atingir outros países. Preferindo contar com seu aliado Estados Unidos para se contrapor a seus inimigos.

Mas a ameaça crescente representada por Pyongyang. Incluindo o lançamento simultâneo de quatro mísseis na segunda-feira, está fortalecendo o argumento de que mirar o arqueiro. Ao invés de suas setas, é uma defesa mais eficiente.

– Se bombardeiros nos atacassem ou aviões de guerra nos bombardeassem. Responderíamos ao fogo. Atacar um país atirando mísseis contra nós não é diferente – disse Itsunori Onodera, ex-ministro da Defesa que preside um comitê do governista Partido Liberal Democrata que estuda como o Japão pode se defender da ameaça dos mísseis norte-coreanos.

– A tecnologia avançou e a natureza do conflito mudou – acrescentou.

Pós-guerra

Tóquio vem ampliando há décadas os limites de sua constituição pacifista do pós-guerra. Governos sucessivos vêm dizendo que a nação tem o direito de atacar bases inimigas no exterior. Quando a intenção do inimigo de atacar o Japão é evidente, a ameaça é iminente e não há outras opções de defesa.

Embora governos anteriores tenham evitado adquirir o equipamento para fazê-lo. O partido do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, vem exortando-o a cogitar a medida.

– É hora de obtermos essa capacidade – disse Hiroshi Imazu, presidente do conselho de política de segurança da legenda. “Não sei se seriam mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro ou até o (bombardeiro) F-35, mas sem um dissuasor a Coreia do Norte irá nos ver como fracos”.

A ideia enfrentou uma resistência acirrada no passado, mas a rodada mais recente de testes norte-coreanos pode levar o Japão a agir com mais rapidez para aprovar uma política defensiva mais rígida.

– Já fizemos os trabalhos iniciais para saber como adquirir uma capacidade ofensiva – revelou uma fonte a par do planejamento militar japonês, pedindo para não ser identificada devido à sensibilidade do tema.

Qualquer arma que Tóquio adquirisse com alcance suficiente para atingir a Coreia do Norte também deixaria partes do litoral leste da China expostos a seus armamentos pela primeira vez, o que provavelmente revoltaria Pequim.

ONU critica ‘difamação’ de imigrantes nos EUA

O alto comissário da ONU para os direitos humanos, Zeid Ra’ad al-Hussein, também expressou preocupação com o novo decreto presidencial de Trump

Por Redação, com Reuters – de Genebra:

As políticas imigratórias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, podem levar a expulsões coletivas de imigrantes, o que seria uma violação da lei internacional, alertou o chefe de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quarta-feira.

Alto comissário da ONU para os direitos humanos, Zeid Ra"ad al-Hussein, em Genebra
Alto comissário da ONU para os direitos humanos, Zeid Ra”ad al-Hussein, em Genebra

O alto comissário da ONU para os direitos humanos, Zeid Ra’ad al-Hussein, também expressou preocupação com o novo decreto presidencial de Trump. Que proíbe a entrada nos EUA de cidadãos de seis países de maioria muçulmana por 90 dias. Anunciado na segunda-feira depois que a primeira e controversa tentativa de veto foi barrada nos tribunais.

É preciso uma liderança maior para abordar o crescimento da discriminação, do antissemitismo e da violência. Contra minorias étnicas e religiosas nos EUA. Disse Zeid em um discurso anual ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas em Genebra.

– A difamação de grupos inteiros, como mexicanos e muçulmanos, e as afirmações falsas de que imigrantes cometem mais crimes do que cidadãos dos EUA, são prejudiciais e alimentam abusos xenofóbicos – afirmou.

Ele mostrou consternação com as “tentativas do presidente de intimidar ou minar jornalistas e juízes”.

Políticas reformuladas

As políticas reformuladas irão aumentar consideravelmente a quantidade de imigrantes sob risco imediato de deportação. Independentemente do número de anos passados nos EUA ou dos laços familiares, explicou Zeid.

– Deportações aceleradas podem equivaler a expulsões coletivas e devoluções. Violando a lei internacional, se adotadas sem as devidas garantias processuais. Incluindo a avaliação individual – disse Zeid, referindo-se à Convenção de Refugiados da ONU. Que proíbe que pessoas em fuga de guerras, violência e perseguição sejam enviadas de volta a seus países.

Zeid se revelou particularmente apreensivo com o impacto sobre crianças “que enfrentam a possibilidade de serem detidas, ou podem ver suas famílias separadas”.