Crise humanitária síria é a maior dos últimos séculos

Por Miguel Fernández Martínez/Prensa Latina – de Damasco

A Síria enfrenta a pior crise humanitária já vista no mundo após a II Guerra Mundial, com cifras que superam os 4 milhões de refugiados e cerca de 11 milhões de deslocados em consequência da guerra. Ninguém mais se assombra ao ler manchetes que ressaltam os milhares de refugiados sírios que esperam um comboio para a Europa na fronteira entre Grécia e Macedônia, buscando chegar à Alemanha, França ou a qualquer nação que os acolha como asilados.

A guerra civil na Síria deixa um saldo de mais de 5 milhões de menores refugiados ou deslocados
A guerra civil na Síria deixa um saldo de mais de 5 milhões de menores refugiados ou deslocados

O terror, a miséria, e sobretudo a falta de segurança nos lugares ocupados pelos grupos terroristas do Estado Islâmico (EI) e a Frente Al-Nusra, entre outras organizações extremistas armadas presentes aqui, provocaram esta avalanche humana que coloca a Síria hoje entre os primeiros emissores de refugiados.

As cifras são assustadoras: quase 1 milhão e 200 mil sírios refugiados no Líbano, mais de 832 mil na Turquia, 612 mil na Jordânia, 217 mil no Iraque e 138 mil no Egito, sem contar outras dezenas de milhares espalhados pela Europa, América e outros rincões do mundo.

Deslocamentos

Após mais de 50 meses de guerra civil, a imposição de dogmas religiosos nas regiões ocupadas pelos jihadistas, a perda de moradias e propriedades e o risco permanente a morrer no fogo cruzado, milhões de sírios optaram por deixar seus territórios e buscar amparo em lugares seguros.

Mas estas não são as únicas causas destes deslocamentos em massa. Também respondem a manobras políticas desenvolvidas pelos estrategistas que organizaram esta guerra e que estão dirigidas a gerar o caos, a fragmentação do país.

Mas sobretudo, para debilitar as forças armadas do governo sírio de potenciais combatentes que reforçam a capacidade do exército e as milícias.

Segundo o intelectual francês Thierry Meyssan, fundador da Rede Voltaire, além das razões lógicas que impõem o conflito armado entre a população civil, esta onda de imigrantes é consequência da estratégia desenhada pelos Estados Unidos para a região e posta em prática a partir de 2001.

Em uma recente entrevista oferecida por Meyssan ao site sérvio Geopolitika, afirmou que “Washington já não tenta se apoderar do controle dos Estados, mas sim destruir os Estados e de impor um caos que torna impossível organizar algo sem contar com a vontade norte-americana”.

Para o analista galês, tudo se baseia na aplicação das teorias do filósofo Leo Strauss – paradigma teórico de muitos oficiais do Departamento de Defesa norte-americano -, que afirmam que “o verdadeiro poder não se exerce em uma situação de imobilidade mas, pelo contrário, mediante a destruição de toda forma de resistência”.

Outro olhar

Recentemente, a diretora executiva do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA), Ertharin Cousin, solicitou à comunidade internacional US$ 163 milhões para garantir o apoio aos refugiados sírios em diferentes países. Em particular, para atender as necessidades de aproximadamente 1,5 milhões que vivem amontoados na Jordânia, Líbano, Turquia, Iraque e Egito.

Segundo dados publicados por meios de imprensa e oferecidos pela Comissão espanhola de Ajuda ao Refugiado (CEAR), nestas ocasiões uma das principais vias de saída para os refugiados sírios é através das máfias migratórias.

Muitas famílias refugiadas – sublinha um relatório da CEAR – reúnem suas poupanças e chegam a pagar aos traficantes até 4 mil e 500 euros pela viagem de um único passageiro para a Europa, que inclui o bilhete de avião, o passaporte e a documentação falsa.

Explica que os refugiados costumam permanecer na Turquia vários meses esperando instruções da máfia para dali, e sem levantar suspeitas, voar a diferentes países da América Latina, como Colômbia e Brasil, ainda que os itinerários aéreos possam variar.

Este caos humanitário afeta, fundamentalmente, às crianças diante as condições médicas, alimentares, escolares e psicológicas que desaparecem e deixam um saldo de mais de 5 milhões de menores refugiados ou deslocados, e a alarmante cifra de 10 mil crianças mortas desde o início da guerra.

Também se impõe a miséria na qual se encontram as famílias dos deslocados e refugiados que obriga, principalmente aos menores, a se dedicar à mendicância, ou a buscar qualquer forma de subsistência.

Situação hoje

Esta é a situação que vive a Síria hoje, com uma população que se debate entre dois fogos, com mais de 240 mil mortos em consequência da guerra, e ante o olhar de países desenvolvidos que continuam apostando no terrorismo, como via rápida para alcançar seus propósitos hegemônicos e expansionistas. Enquanto as famílias sírias seguem buscando vias de escape, ainda que tenham que superar obstáculos, para além das balas.

O governo da Turquia ordenou em data recente a construção de um muro de concreto de três metros de altura em um trecho de oito quilômetros da fronteira comum com a Síria. Ainda que os porta-vozes do governo encabeçado pelo presidente Recep Tayyip Erdogan tenham se apressado em dizer que a medida foi adotada em consequência da recente onda de ataques terroristas no sul do país, está claro que o que busca é frear o fluxo migratório dos povoados sírios.

De outra parte, os traficantes de seres humanos lucram, com ganhos que apontam a quase US$ 500 mil por cada travessia clandestina pelo mar, um terrível cemitério que continua custando vidas inocentes.

Forças ocidentais criticam África do Sul por denúncia aos EUA

Por Redação, com Sputnik Brasil – de Cidado do Cabo e Londres

A África do Sul acusou, frontalmente, os EUA por causar a guerra na Ucrânia, no intuito claro de confrontar Otan e Moscou para desestabilizar, econômica e politicamente, o leste europeu. O Congresso Nacional Africano (CNA), partido dirigente da África do Sul, rejeita, assim, “a amizade com o Ocidente, podendo provocar problemas para si” ameaça a edição britânica da revista ultraconservadora The Economist.

Militante do CNA caminha com a bandeira da legenda pelas ruas da Cidade do Cabo
Militante do CNA caminha com a bandeira da legenda pelas ruas da Cidade do Cabo

O CNA preparou o relatório intitulado A Better Africa in a Better and Just World (A África Melhor em um Mundo Melhor e Justo, em tradução livre) para uma conferência política, apelando ao país para se voltar dos EUA à Rússia e à China. Os políticos sul-africanos consideram que o conflito ucraniano é uma parte da estratégia de Washington contra a Rússia.

“A guerra na Ucrânia não se realiza pela Ucrânia. O objetivo é a Rússia. Os vizinhos da Rússia são empurrados para tomar uma posição hostil para com a Rússia, tal como a China, e para aderir à UE e OTAN. São criados Estados pró-ocidentais para cercar a Rússia; os seus territórios são usados para instalar o material bélico da OTAN dirigido contra a Rússia”, diz o relatório.

A The Economist vai mais longe, afirma que o CNA desviou-se do patrimônio de Nelson Mandela e está sob o perigo de “tornar a África do Sul um palhaço nem somente na África”.

Mencionando que os EUA e a UE são parceiros comerciais mais importantes do país, a edição mostra, mais uma vez, que o Ocidente intimida os seus aliados, ameaçando parar o apoio de bilhões de dólares. “Embora o Ocidente afirme que o apoio está dado no âmbito da linha para a igualdade universal, parece que os países mais fracos são abandonados caso realizem o seu direito de expressar a sua própria opinião”, comenta a agência russa de notícias Sputnik.

A revista britânica também classifica a política externa da África do Sul incompetente e imoral:

“Se agora o Congresso Nacional Africano rejeita os amigos liberais da República da África do Sul e liga o seu destino a uma séria dos ‘regimes perigosos’ (os países do BRICS), presta um mau serviço aos africanos”, diz o artigo.

Desde fevereiro de 2014, Kiev e Ocidente acusam a Rússia de apoiar os independentistas ucranianos e de interferir nos assuntos internos da Ucrânia. Kremlin, no entanto, garante não ter qualquer envolvimento na crise interna ucraniana e diz estar totalmente interessada numa resolução pacífica do conflito no país vizinho.

ONU: funcionários estão entre os mortos em ataque no Mali

Por Redação, com ABr – de Bamako, Mali:

Cinco funcionários que trabalhavam para a missão da Organização das Nações Unidas (ONU) no Mali estão entre os 12 mortos de um ataque com sequestro de reféns, em um hotel em Sevaré, no centro do país. A informação foi divulgada neste sábado pela ONU.

 

Uma fonte do governo maliano informou, em comunicado, que sete pessoas ligadas ao assalto foram detidas
Uma fonte do governo maliano informou, em comunicado, que sete pessoas ligadas ao assalto foram detidas

 

O ataque ocorreu na sexta-feira, quando homens armados, supostos jihadistas,  invadiram o hotel onde estavam instalados vários estrangeiros. As forças especiais do Mali combateram o ataque, mas 12 pessoas morreram na operação.

A informação da Minusma, a missão da ONU no Mali, é que entre os 12 mortos, cinco são funcionários de empresas subcontratadas pela organização no país: um malinês, um nepalês, um sul-africano e dois ucranianos.

Uma fonte do governo maliano informou, em comunicado, que sete pessoas ligadas ao assalto foram detidas.

Nenhum grupo reivindicou o ataque até o momento, mas as autoridades suspeitam do envolvimento de seguidores de Amadou Kouffa, um jihadista local próximo da Al Qaeda no Magrebe Islâmico.

O último atentado contra estrangeiros no Mali ocorreu em março, em um restaurante da capital, Bamako, e deixou cinco mortos, dois deles europeus.

Benim: presidente anuncia envio de 800 militares para combater Boko Haram

Por Redação, com ABr – de Cotonou, Benim

O presidente do Benim, Thomas Boni Yayi anunciou, neste fim de semana, o envio de 800 militares para a nova força regional encarregada de combater o grupo radical Boko Haram, após um encontro com o seu colega nigeriano, Muhammadu Buhari.

 

Desde 2009, os jihadistas do Boko Haram já mataram mais de 15 mil pessoas na Nigéria
Desde 2009, os jihadistas do Boko Haram já mataram mais de 15 mil pessoas na Nigéria

 

Buhari, que tomou posse em 29 de maio, enfrenta uma nova onda de violência islâmica na Nigéria. Mais de 800 pessoas foram mortas no Nordeste do país em dois meses. A violência se estendeu aos vizinhos Chade e Camarões, atingidos nas últimas semanas por atentados suicidas.

Depois de uma visita ao Camarões, no início da semana, para falar da luta contra o grupo radical, o presidente da Nigéria esteve no sábado em Cotonou – a maior cidade do Benim – onde participou das celebrações do 55º aniversário da independência do país, ao lado de Boni Yayi.

– O Benim demonstra a sua solidariedade aos seus irmãos da região com o envio de um contingente de 800 homens para combater definitivamente esses bandidos – disse Boni Yayi à imprensa após o seu encontro com Buhari.

A força de intervenção conjunta multinacional, da qual devem participar a Nigéria, o Níger, o Chade, Camarões e Benim, deverá contar com 8,7 mil militares e ficará sediada em N’Djamena, no Chade.

A força militar, liderada pelo general nigeriano Iliya Abbah, deverá entrar em ação imediatamente, segundo declarações recentes de Buhari e de outros líderes nigerianos.

Desde 2009, os jihadistas do Boko Haram já mataram mais de 15 mil pessoas na Nigéria. Recentemente, a ação do grupo tem se espalhado para além das fronteiras do país, com ataques em massa nos últimos meses também no Chade e em Camarões.

Zimbábue defende extradição de norte-americano que matou leão

O dentista norte-americano que matou o leão Cecil há um mês no Zimbábue pagou por uma caçada ilegal e deveria ser extraditado para ser julgado no país africano, disse a ministra do Meio Ambiente zimbabuana, Oppah Muchinguri, nesta sexta-feira.

Em entrevista à imprensa, Oppah se referiu a Walter Palmer, de 55 anos, como um “caçador estrangeiro” e disse ter conhecimento de que o procurador-geral havia iniciado o processo para pedir a extradição aos Estados Unidos.

– Estamos apelando às autoridades responsáveis ​​pela sua extradição ao Zimbábue, para que ele possa ser responsabilizado por sua ação ilegal – disse.

Palmer admitiu ter matado o leão Cecil, de 13 anos, favorito dos turistas estrangeiros e objeto de um estudo da Universidade Oxford, mas disse que havia contratado guias profissionais e acreditava que todas as necessárias licenças de caça estavam em ordem.

Muchinguri também disse que o uso de um arco e flecha para matar o leão, que teria sido atraído com uma isca para fora do Parque Nacional de Hwange e, só então, morto por Palmer, violou a regulamentação da caça do Zimbábue.

Palmer, um caçador de animais selvagens, conseguiu voltar para os Estados Unidos antes de as autoridades do Zimbábue ficarem cientes da controvérsia em torno da morte de Cecil.

– Era tarde demais para deter o caçador estrangeiro porque ele já tinha fugido para seu país – disse Muchinguri.

O assassinato provocou indignação contra Palmer na mídia social nos Estados Unidos. A Casa Branca disse na quinta-feira que iria avaliar uma petição pública de mais de 100 mil assinaturas pela sua extradição.

 

Quênia: Barack Obama retorna à terra natal do pai

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai chegar ao Quênia nesta sexta-feira
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai chegar ao Quênia nesta sexta-feira
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai chegar ao Quênia nesta sexta-feira

 

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai chegar ao Quênia nesta sexta-feira com a missão de fortalecer a segurança dos EUA e os laços econômicos, mas sua ligação pessoal com a terra natal de seu pai vai dominar uma viagem que os quenianos veem como sendo de um filho nativo de volta para casa.

O Quênia é um importante aliado do Ocidente na batalha contra o grupo islâmico somali Al Shabaab, que massacrou 148 pessoas em abril em uma universidade queniana perto da fronteira com a Somália. É provável que o foco de Obama nas negociações em Nairóbi seja a cooperação no campo da segurança.

Ele também vai passar um período de tempo com membros de sua família, mas não vai viajar para a aldeia que está mais associada com seus parentes quenianos, disseram funcionários da Casa Branca.

– Do mesmo modo que as pessoas em geral têm curiosidade por sua origem, visitar o Quênia lhe dá uma oportunidade de fazer essa conexão pessoal – disse Valerie Jarrett, assessora e amiga da família de Obama, em entrevista.

Obama visitou o Quênia quando era senador dos Estados Unidos, em 2006. Ele manifestou uma certa decepção pelo fato de que desta vez terá menos liberdade para ver o país, mas disse que estava ansioso pela viagem.

– Minha esperança é que… nós possamos transmitir a mensagem de que os EUA são um parceiro forte, e não apenas para o Quênia, mas para a África subsaariana em geral – disse.

Em Nairóbi, ele vai participar da Cúpula Global de Empreendedorismo, prestar homenagem às vítimas e sobreviventes do atentado à embaixada dos EUA em 1998 e jantar com o presidente Uhuru Kenyatta, que foi alvo de processo no Tribunal Penal Internacional por crimes contra a humanidade, o que, em grande parte, impediu que Obama fosse antes ao Quênia. As acusações foram retiradas em março.

Os críticos de Obama têm afirmado que seu histórico em relação à África é desfavorável em comparação com o de seu antecessor, George W. Bush, cujo programa emergencial de ajuda para o enfrentamento da aids o tornou um herói no continente. Conselheiros de Obama destacam suas iniciativas em energia elétrica, agricultura e comércio como parte de seu legado na África.

 

Burundi vai às urnas em clima de tensão

Presidente Pierre Nkurunziza deve confirmar o terceiro mandato, apesar dos protestos contra a sua candidatura
Presidente Pierre Nkurunziza deve confirmar o terceiro mandato, apesar dos protestos contra a sua candidatura
Presidente Pierre Nkurunziza deve confirmar o terceiro mandato, apesar dos protestos contra a sua candidatura

 

Pelo menos um policial e um civil foram mortos nas horas que antecederam o início das eleições presidenciais no Burúndi, que aconteceram nesta terça-feira. Explosões e tiros foram ouvidos pela capital, Bujumbura.

O assessor de comunicação da presidência, Willy Nyamitiwe, culpou a oposição e os organizadores dos protestos que ocorrem há semanas pelos incidentes. “As pessoas estão fazendo isso para intimidar os eleitores. Eles não querem que os eleitores vão as urnas”, disse Nyamitiwe.

Os protestos começaram em abril, quando o presidente Pierre Nkurunziza, de 51 anos, anunciou que concorreria a um terceiro mandato. Grupos da sociedade civil e opositores defendem que a candidatura de Nkurunziza é inconstitucional e uma violação do acordo de paz que pôs um fim a 12 anos de guerra civil e massacres de motivação étnica em 2006.

Segundo observadores, o início da votação foi de aparente tranquilidade. Cerca de 3,8 milhões de eleitores são esperados. A expectativa é de que Nkurunziza vença o pleito, assumindo pela terceira vez o mandato, apesar de três meses de protestos, apelos da comunidade internacional e instabilidade política, com milhares de pessoas fugindo da violência no país.

Um dos principais líderes da oposição, Agathon Rwasa, desistiu formalmente de concorrer, argumentando que a eleição não pode ser livre nem justa. Ele não fez campanha. O oposicionista Jean Minani, como muitos outros, também boicotou as eleições.

A mídia local informa que integrantes da oposição estão saindo do país, engrossando assim as estimativas de êxodo de mais de 150 mil pessoas, que temem o recomeço de um conflito militar. Em meados de maio, rebeldes tentaram derrubar Nkurunziza depois de não conseguirem organizar uma rebelião no norte do país.

Conforme informações da organização Médicos Sem Fronteiras, milhares de pessoas fogem do país todos os dias pelas florestas em direção à Tanzânia. “Muitos fugiram à noite, no escuro e sem os seus pertences”, afirmou a ONG.

Doadores ocidentais e países vizinhos estão preocupados com a tensão na região e com o histórico de conflitos étnicos no país. Eles sugeriram que as eleições fossem adiadas. Nkurunziza se baseia em uma decisão judicial para concorrer novamente a um terceiro mandato. O governo também argumentou que já atrasou as votações o máximo que podia e prometeu um pleito justo.

As votações já começaram na área rural e também na capital, onde eleitores formaram filas nos locais de votação. O apoio a Nkurunziza é muito forte na capital. Mas, em alguns distritos de Bujumbura, poucas pessoas foram às urnas. Conforme a agência de notícias Reuters, muitas delas se encontravam fechadas mesmo após a hora oficial de abertura, às 6h.

Argélia diz que nove soldados foram mortos em ataque reivindicado por al Qaeda

A Al Qaeda no Magrebe Islâmico reivindicou o ataque
A Al Qaeda no Magrebe Islâmico reivindicou o ataque
A Al Qaeda no Magrebe Islâmico reivindicou o ataque

 

Pelo menos nove soldados da Argélia foram mortos quando militantes islâmitas fizeram uma emboscada a oeste da capital Argel na semana passada em um dos ataques mais mortais em meses, disse o ministro da Defesa neste domingo.

A Al Qaeda no Magrebe Islâmico reivindicou o ataque de sexta-feira na região de Ain Defla em comunicado publicado em uma conta de mídia social.

Uma fonte de segurança havia dito no sábado que 11 soldados foram mortos. O comunicado do ministro deste domingo é o primeiro comunicado oficial do ataque.

Desde que o conflito com o exército islamista teve início nos anos 90 com mais de 200 mil pessoas mortas, a Argélia se tornou um dos estados mais estáveis da África do Norte e um aliado chave do ocidente na campanha contra a militância islâmica na região.

Muçulmanos na Nigéria

Na última sexta-feira, duas explosões atingiram uma área de orações ao ar livre na cidade nigeriana de Damaturu, matando pelo menos cinco pessoas, à medida que muçulmanos se juntavam para marcar o Eid al-Fitr, segundo testemunhas.

– Estava sentado quando ouvi duas explosões. Eu vi os corpos de cinco pessoas muitos estavam feridos – disse Muhammad Adamu, empresário que estava na área de orações, ao lado da via principal que leva ao centro da cidade predominantemente muçulmana, quando as explosões aconteceram às 4h (horário de Brasília).

Outra testemunha, o pregador muçulmano Ustaz Abdullahi, também disse que viu cinco pessoas mortas.

Ninguém reivindicou imediatamente responsabilidade pelas explosões, mas tais incidentes são geralmente feitos pelo grupo islâmico Boko Haram. Na última quinta-feira, cerca de 50 pessoas foram mortas em ataques a bomba em um mercado em Gombe, a cerca de 200 quilômetros de Damaturu.

 

 

Atentados deixam mortos e feridos na Nigéria

Ataques têm como alvo mesquita e restaurante na região central do país. Em uma semana, mais de 260 pessoas morreram em explosões no país, pressionando presidente a agir contra extremistas do Boko Haram
Ataques têm como alvo mesquita e restaurante na região central do país. Em uma semana, mais de 260 pessoas morreram em explosões no país, pressionando presidente a agir contra extremistas do Boko Haram
Ataques têm como alvo mesquita e restaurante na região central do país. Em uma semana, mais de 260 pessoas morreram em explosões no país, pressionando presidente a agir contra extremistas do Boko Haram

 

Um duplo atentado a um restaurante e a uma mesquita na cidade de Jos, na região central da Nigéria, deixou pelo menos 44 mortos, informaram as autoridades locais nesta segunda-feira.

De acordo com um porta-voz da Agência de Gerenciamento de Emergência Nacional, 23 pessoas morreram num ataque suicida no restaurante e 21 após a explosão de uma granada diante da mesquita. Outras 47 pessoas ficaram feridas nos ataques, realizados com minutos de diferença na noite de domingo.

Até o momento, ninguém reivindicou a autoria dos atentados. No entanto, as investidas ocorreram após uma onda de ataques atribuídos aos militantes do grupo Boko Haram. Jos, no nordeste, já foi alvo da organização terrorista antes.

Segundo a agência de notícias AFP, somente neste mês, 267 pessoas morreram em explosões e ataques suicidas no país, incluindo os 44 mortos de domingo. Desde 29 de maio, quando Muhammadu Buhari assumiu a presidência da Nigéria, foram 524 mortos.

Buhari, ex-general do Exército, prometeu acabar com os radicais do Boko Haram e tem em vista o emprego de uma ampla força regional no fim deste mês. Entretanto, com o número de ataques e mortos aumentando e os militares aparentemente incapazes de evitar ataques a civis, o presidente está sob pressão para agir rapidamente.

Tunísia decreta estado de emergência após ataques do EI

O policiamento foi reforçado nas praias da Tunísia, muito procurada por turistas europeus
O policiamento foi reforçado nas praias da Tunísia, muito procurada por turistas europeus

O presidente da Tunísia, Beji Caid Essebsi, declarou estado de emergência, neste sábado, para dar ao governo mais poder depois de um ataque de militantes ligados ao Estado Islâmico (EI) a um hotel no litoral, no qual 38 turistas estrangeiros, a maioria deles britânicos, foram mortos. A lei emergencial da Tunísia temporariamente concede ao Executivo mais flexibilidade, entrega ao Exército e à polícia mais autoridade e restringe alguns direitos, como o de assembleias públicas.

O ataque ao balneário de Sousse, na última sexta-feira, aconteceu depois um ataque armado ao Museu de Bardo, em Túnis, em março – dois dos piores atentados na Tunísia na história moderna, o que prejudica a vital indústria do turismo do país. Oficiais tunisianos disseram que os três homens armados nos dois ataques foram treinados ao mesmo tempo, nos campos jihadistas da Líbia, onde o conflito entre dois governos rivais permitiu que grupos militantes islâmicos ganhassem força.

A última vez que a Tunísia entrou em estado de emergência foi durante a insurgência de 2011 contra o autocrata Zine el-Abidine Ben Ali. Autoridades tunisianas acreditam que o grupo militante Ansar al-Sharia é responsável por orquestrar o ataque contra o hotel de Sousse, que motivou milhares de turistas a deixarem a Tunísia e deve causar um prejuízo de US$ 1,5 bilhão no setor. Militantes do Estado Islâmico, no entanto, reivindicaram a autoria do massacre, em que homens armados atiraram em turistas que estavam na praia e na piscina.