Brasileiros na Venezuela não conseguem retornar

Cerca de 100 brasileiros estão detidos em cidade fronteiriça por causa do fechamento de fronteiras ordenado por Maduro

Cerca de 100 brasileiros estão detidos em cidade fronteiriça por causa do fechamento de fronteiras ordenado por Maduro. Nova remessa de cédulas chega ao país para aliviar a falta de moeda corrente

Por Redação, com DW – de Bogotá:

O Itamaraty afirmou  que cerca de 50 pessoas procuraram o consulado brasileiro na cidade venezuelana de Santa Elena de Uiarén, próxima à fronteira, em busca de ajuda para conseguir voltar ao Brasil.

Cerca de 100 brasileiros estão detidos em cidade fronteiriça por causa do fechamento de fronteiras ordenado por Maduro
Cerca de 100 brasileiros estão detidos em cidade fronteiriça por causa do fechamento de fronteiras ordenado por Maduro

No sábado, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Ele anunciara a prorrogação do fechamento temporário das fronteiras de seu país com o Brasil e a Colômbia até o dia 2 de janeiro. Com a justificativa de evitar uma fuga de divisas.

Milhares de venezuelanos estão impedidos de receber seus salários, pagos quinzenalmente no país, devido à falta de notas nos bancos.

Segundo o vice-cônsul brasileiro em Santa Elena de Uiarén, Claudio Bezerra, cerca de 100 brasileiros estão nesta cidade venezuelana próxima à fronteira com o Estado de Roraima. Sem conseguir retornar ao Brasil.

– Eles estão preocupados, pois estão sem dinheiro, não há moedas circulando. E eles não têm comida – disse Bezerra. O Ministério das Relações Exteriores informou que estão sendo “realizadas gestões. Com vistas a buscar uma solução para o caso dos brasileiros que desejem retornar ao Brasil”.

Novas cédulas chegam ao país

No sábado, Maduro anunciou a extensão da vigência da nota de 100 bolívares, que, como anunciara o governo no domingo anterior. Deveria ser retirada de circulação na quinta-feira passada. A medida havia gerado revolta na população. Resultando em protestos e saques.

Um avião carregado de novas cédulas chegou à Venezuela no domingo, o que deverá aliviar ao menos parcialmente a falta de moeda corrente.

O presidente do Banco Central venezuelano, José Khan, informou que, no total, chegaram 13,5 milhões de notas de 500 bolívares. As cédulas de valor mais baixo dentro da nova estrutura monetária venezuelana. Que conta ainda com notas de mil, 2 mil, 5 mil, 10 mil e 20 mil bolívares. Segundo Khan. Outros 60 milhões de novas cédulas devem chegar ainda este mês.

Maduro acusou o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos por atrasar a entrega. “As notas de 500 bolívares deveriam ter chegado na última quinta-feira. Mas chegaram no domingo. Como não podiam nos deter, nos deixaram 4 dias em atraso.”

– Notas de mil, 2 mil, 20 mil e mais outras de 500 ainda chegarão. Iremos acumulá-las e, quando as liberarmos, estaremos completando nossa política monetária – afirmou o presidente.

Santos e Uribe pedem ajuda do papa para chegar à paz com as Farc

Em sua terceira visita ao Vaticano, Santos apelou pelo apoio de Francisco para encerrar uma guerra de 52 anos que matou mais de 220 mil pessoas e deslocou milhões

Por Redação, com Reuters – da Cidade do Vaticano:

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, e o líder oposicionista Álvaro Uribe se reuniram com o papa Francisco no Vaticano nesta sexta-feira, em meio a esforços do governo de Bogotá para criar um consenso para um acordo de paz com os rebeldes marxistas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, e líder oposicionista Álvaro Uribe durante encontro com papa Francisco no Vaticano
Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, e líder oposicionista Álvaro Uribe durante encontro com papa Francisco no Vaticano

Em sua terceira visita ao Vaticano, Santos apelou pelo apoio de Francisco para encerrar uma guerra de 52 anos que matou mais de 220 mil pessoas e deslocou milhões.

– Precisamos de sua ajuda – disse Santos, que em novembro assinou um acordo de paz modificado depois de ver um pacto anterior ser rejeitado em um plebiscito. Ele presenteou o pontífice com uma caneta feita com uma bala de metralhadora.

Francisco, argentino que tem ajudado a mediar esforços diplomáticos em Cuba e na Venezuela. Recebeu depois o senador e ex-presidente colombiano Uribe, que tem sido um dos críticos mais contundentes do novo acordo de paz.

Uribe argumenta que o novo entendimento, que não inclui exigências da oposição. Para que os membros das Farc cumpram penas de prisão tradicionais. Sejam impedidos de formar partidos políticos, não é duro o suficiente com a guerrilha.

Os dois ex-aliados também conversaram juntos com Francisco. Durante cerca de 20 minutos. Uma foto divulgada pelo Vaticano os mostrou sentados lado a lado. Em uma mesa no escritório particular do papa.

Prêmio Nobel da Paz

Santos recebeu o Prêmio Nobel da Paz deste ano. Por seu empenho para chegar a um acordo mediante. O qual cerca de 7 mil rebeldes estão se encaminhando para áreas especiais. De desmobilização para entregar suas armas.

Francisco expressou seu endosso ao entendimento repetidamente ao longo dos últimos quatro anos. Na reunião desta sexta-feira, ele presenteou Santos com uma medalha e cópias das três encíclicas produzidas durante seu papado.

Venezuela fecha fronteira com a Colômbia

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta terça-feira o fechamento da fronteira com a Colômbia

Maduro ordena fechamento temporário da fronteira para combater as “máfias” que, segundo ele, contrabandeiam a moeda local com o objetivo de desestabilizar a economia venezuelana

Por Redação, com DW – de Bogotá:

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta terça-feira  o fechamento da fronteira com a Colômbia por 72 horas para combater as “máfias que contrabandeiam a moeda local”, uma medida que se soma à retirada de circulação da nota de maior valor.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta terça-feira o fechamento da fronteira com a Colômbia
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta terça-feira o fechamento da fronteira com a Colômbia

– Apreendemos 64 milhões de bolívares que estavam sendo passados por caminhos e estradas. Pelo que decidi fechar a fronteira com a Colômbia por 72 horas – declarou Maduro nas estações de rádio e televisão estatais, a partir do palácio presidencial de Miraflores.

Maduro afirmou no domingo que máfias que operam em cidades fronteiriças colombianas estão há dois anos retirando notas de 100 bolívares da Venezuela. Como parte de uma “guerra financeira” para “desestabilizar a economia” do país. 

Ele acrescentou que o seu governo já conversou com o da Colômbia sobre a questão e que pretende dialogar em breve com o seu homólogo colombiano. “O presidente Nobel da Paz”, Juan Manuel Santos.

Ataque de máfias

Maduro disse que se trata de um ataque de máfias colombianas em conjunto com a oposição venezuelana. Reunida na Mesa da Unidade Democrática (MUD). “Em articulação com máfias internacionais. Através de uma ONG contratada pelo departamento do Tesouro dos Estados Unidos”.

O resultado, segundo ele, é “uma operação de ataque para deixar a Venezuela sem notas”. Por isso decidiu retirar a nota de 100 bolívares de circulação. Além de impedir que as notas armazenadas na Colômbia retornem à Venezuela. “Em 72 horas, essa nota vai ser desvalorizada para dar um duro golpe nas máfias. Que fiquem com suas notas de 100 em seus depósitos em Maicao e na Ucrânia”, disse Maduro.

O anúncio de que a moeda de 100 bolívares será retirada de circulação gerou confusão dos dois lados da fronteira. Com muitos comerciantes deixando de aceitá-las. A medida para eliminar a nota surge no momento em que o Banco Central da Venezuela. Anuncia seis novas notas, de 20 mil, 10 mil, 5 mil, 2 mil, mil e 500 bolívares. Mais três moedas, de 100, 50 e 10 bolívares, para se adaptar à galopante inflação que afeta o país.

Presidente da Colômbia recebe o Nobel da Paz

Com a presença da família real da Noruega, o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, recebeu neste sábado na prefeitura de Oslo o Prêmio Nobel da Paz

Presidente colombiano dedica prêmio às vítimas do conflito armado mais antigo da América Latina. “Talvez hoje, mais do que nunca, podemos nos atrever a imaginar um mundo sem guerras. O impossível pode ser possível

Por Redação, com DW – de Bogotá:

 

Com a presença da família real da Noruega, o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, recebeu neste sábado na prefeitura de Oslo o Prêmio Nobel da Paz por seus esforços para acabar com os mais de 50 anos de guerra civil no país.

Com a presença da família real da Noruega, o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, recebeu neste sábado na prefeitura de Oslo o Prêmio Nobel da Paz
Com a presença da família real da Noruega, o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, recebeu neste sábado na prefeitura de Oslo o Prêmio Nobel da Paz

Em seu discurso, Santos disse que recebe o prestigioso prêmio em nome dos cerca de 50 milhões de colombianos “que finalmente veem o fim de um pesadelo” que só trouxe “dor, miséria e atraso”. Ele lembrou especialmente dos mais de 8 milhões de vítimas. Deslocados e dos mais de 220 mil mulheres, homens e crianças que, “para nossa vergonha, foram assassinados nessa guerra”.

– Há apenas seis anos, os colombianos não nos atrevíamos a imaginar o final de uma guerra na qual havíamos sofrido por meio século – afirmou o líder em seu discurso. “Para a grande maioria de nós, a paz parecia um sonho impossível. E era assim por razões óbvias, pois muito poucos – quase ninguém – recordavam como era viver em um país em paz.”

Pouco dias antes da entrega do prêmio. O Congresso da Colômbia aprovou o histórico acordo de paz entre o governo e a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Numa primeira tentativa, em outubro. A população rechaçara em plebiscito o tratado de paz fechado em 26 de setembro em Cartagena entre governo e Farc.

– Há apenas dois meses, os colombianos, e, na verdade, o mundo inteiro, ficaram chocados. Quando, em um plebiscito convocado para referendar o acordo de paz com as Farc. Os votos do ‘não’ superaram por estreita margem os votos do ‘sim’ – lembrou Santos, agradecendo o voto de confiança e de fé no futuro da Colômbia que o Comitê Nobel deu, cinco dias depois do resultado negativo no plebiscito.

Ele afirmou, ainda, que com o novo acordo “termina com o conflito armado mais antigo e o último do hemisfério ocidental”. “Talvez hoje, mais do que nunca, podemos nos atrever a imaginar um mundo sem guerras. O impossível pode ser possível”, frisou.

Prêmio será doado às vítimas da guerra civil

O Nobel da Paz é dotado de 8 milhões de coroas suecas (cerca de 830 mil euros), que Santos doará para as vítimas do conflito. Além do prêmio em dinheiro, Santos recebeu uma medalha em ouro e um diploma do artista Willibald Stron.

– A guerra que causou tanto sofrimento e angústia à nossa população, em todo o nosso belo país, acabou – declarou Santos, que defendeu a necessidade de construir “uma paz estável e duradoura”.

Santos, premiado por seus “esforços decisivos” para acabar com a guerra. Ressaltou que o Nobel foi um “presente vindo do céu”. Como “o vento de popa que nos impulsionou para chegar ao nosso destino: o porto da paz!”.

Falando à agência de notícias France Presse antes da cerimônia. Santos disse que não tinha certeza se poderia repetir seu sucesso com o segundo maior grupo guerrilheiro da Colômbia. O Exército de Libertação Nacional (ELN).

– Eu não posso garantir que vamos terminar antes do final do meu mandato. Eu vou fazer o meu melhor, mas estabelecer um prazo é sempre contraproducente em negociações desse tipo – frisou.

No adeus a Fidel, centro-esquerda se reúne a convite de Raúl Castro

Presidentes, ex-presidentes e intelectuais brasileiros foram recebidos por Raúl Castro, nas despedidas de Fidel

Presidente cubano, Raúl Castro recebeu um pequeno grupo de latino-americanos, amigos do comandante revolucionário, “para as despedidas de Fidel”, relata o escritor brasileiro Fernando Morais

 

Por Redação – de São Paulo

 

O último adeus ao líder comunista Fidel Castro, em Santiago de Cuba — vilarejo distante de Havana, ponto de partida para a Revolução Cubana — teve o atributo de reunir parte da centro-esquerda brasileira. Na tarde de domingo, “horas depois do sepultamento das cinzas do Comandante Fidel Castro, o presidente Raúl Castro recebeu um pequeno grupo de latino-americanos que tinham viajado a Cuba para as despedidas de Fidel”, relata o escritor brasileiro Fernando Morais.

Presidentes, ex-presidentes e intelectuais brasileiros foram recebidos por Raúl Castro, nas despedidas de Fidel
Presidentes, ex-presidentes e intelectuais brasileiros foram recebidos por Raúl Castro, nas despedidas de Fidel

Em seu blog, Nocaute, Morais publicou a foto da reunião. Não faltou assunto sobre a onda neofascista que tem varrido parte da Europa e da vizinha América do Norte. Na primeira fila, da esquerda para a direita: Wagner Freitas (Presidente da CUT) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao lado do presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, e da presidenta deposta do Brasil Dilma Rousseff. Ainda, os presidentes cubano, Raúl Castro, venezuelano, Nicolás Maduro e boliviano, Evo Morales.

Hasta Siempre, Fidel!

Na segunda fila, Guillaume Long (chanceler do Equador) e Guilherme Boulos (líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto – MTST). Fernando Morais (escritor e editor do site Nocaute), Monica Valente (secretária de Relações internacionais do Partido dos Trabalhadores – PT). E Raúl Guillermo Castro (neto de Raúl Castro).

E na terceira fila, David Choquehuanca (chanceler da Bolívia) e Olímpio Cruz Neto. João Pedro Stédile (líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra – MST) e o jornalista Breno Altman (diretor de Redação do site Opera Mundi). No alto, Miguel Diáz-Canel (vice-presidente de Cuba), Delcy Rodríguez (chanceler da Venezuela) e Bruno Rodríguez (chanceler de Cuba).

Adeus a Fidel emociona milhares em Santiago de Cuba

Milhares de cubanos seguiram o féretro até o cemitério de Santa Efigênia, em Santiago de Cuba, onde repousam os restos do líder Fidel Castro
Amigos, familiares, chefes de Estado e o presidente de Cuba, Raúl Castro, presentes à cerimônia de despedida do líder comunista Fidel Castro
Amigos, familiares, chefes de Estado e o presidente de Cuba, Raúl Castro, na despedida do líder comunista Fidel Castro

Depois de percorrer em caravana a ilha que governou por quase meio século, as cinzas de Fidel descansarão a poucos metros dos restos mortais do herói da independência cubana José Martí

 

Por Redação, com agências internacionais – de Havana

 

Líder revolucionário cubano, morto em 25 de Novembro, aos 90 anos, o adeus a Fidel Castro comoveu milhares de cubanos, neste domingo. Suas cinzas foram enterradas nesta manhã, no cemitério de Santa Efigênia, em Santiago de Cuba.

Milhares de cubanos seguiram o féretro até o cemitério de Santa Efigênia, em Santiago de Cuba, onde repousam os restos do líder Fidel Castro
Milhares de cubanos seguiram o féretro até o cemitério de Santa Efigênia, em Santiago de Cuba, onde repousam os restos do líder Fidel Castro

O pequeno povoado foi o ponto inicial da revolução que derrubou o ditador Fulgêncio Batista. O regime era patrocinado pela máfia e o governo norte-americanos. Fidel chegou ao poder e se converteu em um lendário personagem da esquerda latino-americana.

Depois de percorrer em caravana a ilha que governou por quase meio século, as cinzas de Fidel descansarão a poucos metros dos restos mortais do herói da independência cubana José Martí e de outros próceres e mártires cubanos que o inspiraram.

— Desde que se tornou pública a notícia do falecimento do líder histórico da revolução cubana, a dor e a tristeza tomaram conta do povo — disse o presidente de Cuba, Raúl Castro, irmão mais novo de Fidel.

‘Sou Fidel’

Algumas horas depois, a televisão cubana informou que o enterro seria restrito aos amigos e familiares. Havia alguns poucos convidados especiais.

— Em nome do nosso povo, do partido, do Estado e dos familiares, reitero o agradecimento mais profundo. Agradeço pelas incontáveis mostras de afeto a Fidel. Suas ideias e sua obra continuam chegando de todos os confins do planeta — acrescentou Raúl. Ele estava cercado de outros líderes de esquerda que assistiram uma enorme cerimônia de honra.

Milhões de pessoas ao longo das cidades e povoados cubanos atravessados pelo cortejo fúnebre se despediram com lágrimas e bandeiras de Cuba. Não faltaram as mensagens pintadas nos rostos das pessoas, que cantavam “eu sou Fidel”. Foram quatro dias de cortejo através dos mil quilômetros que separam Havana de Santiago de Cuba.

Colômbia aprova acordo de paz com Farc

O Congresso da Colômbia aprovou um novo acordo de paz com os rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia

A assinatura na semana passada e a ratificação parlamentar dão início a uma contagem regressiva de seis meses para as Farc, que contam com sete mil membros, abandonarem as armas e formarem um partido político

Por Redação, com Reuters – de Bogotá:

O Congresso da Colômbia aprovou um novo acordo de paz com os rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) na noite de quarta-feira, apesar das objeções do ex-presidente e hoje senador Álvaro Uribe, que disse que o pacto continua sendo leniente demais com os insurgentes que combateram o governo durante 52 anos.

O Congresso da Colômbia aprovou um novo acordo de paz com os rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia
O Congresso da Colômbia aprovou um novo acordo de paz com os rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia

O acordo foi aprovado na Câmara dos Deputados por 130 a 0. Um dia depois de o Senado o ratificar por 75 a 0. Os parlamentares do partido de Uribe, o Centro Democrático, abandonaram o plenário das duas Casas em protesto pouco antes do começo das votações.

A assinatura na semana passada e a ratificação parlamentar dão início a uma contagem regressiva de seis meses para as Farc. Que contam com sete mil membros, abandonarem as armas e formarem um partido político.

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, e o líder rebelde Rodrigo Londoño assinaram o pacto revisado na semana passada em uma cerimônia discreta. Depois que a primeira versão do entendimento foi rejeitada em um plebiscito nacional.

Santos, que recebeu o prêmio Nobel da Paz em outubro por seus esforços de paz, quer ver o acordo implementado o mais rápido possível para manter um frágil cessar-fogo em vigor.

Os apoiadores

Os apoiadores de Uribe argumentaram que o acordo oferece concessões demais às Farc e não serve para dissuadir outros grupos envolvidos em crimes. 

– Não vamos nos esquecer do que estamos fazendo hoje, estamos tentando encerrar mais de 50 anos de guerra – disse o negociador do governo, Sergio Jaramillo.

O novo acordo para pôr fim à mais longa insurgência latino-americana. Foi formulado em pouco mais de um mês depois que o texto original. Permitiria que os rebeldes ocupassem cargos públicos e não cumprissem penas de prisão. Foi derrotado de forma inesperada e por uma margem pequena no referendo de 2 de outubro.

Documento

Embora o governo diga que o novo acordo inclui a maioria das propostas apresentadas por aqueles que o rejeitaram. O documento não alterou estas duas provisões essenciais. Isso revoltou grande parte da população amplamente conservadora da Colômbia. Que também está furiosa por Santos ter decidido ratificar o acordo no Congresso, ao invés de convocar outro plebiscito.

Bogotá e as Farc passaram quatro anos em Havana, em Cuba. Trabalhando em um entendimento para pôr fim à guerra mais duradoura da região. Matou mais de 220 mil pessoas e deslocou milhões na nação andina.

Um fim à guerra com as Farc dificilmente irá acabar com a violência na Colômbia. Já que o negócio lucrativo da cocaína deu ensejo a gangues criminosas e traficantes perigosos.

Colômbia e Farc assinam segundo acordo de paz

Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos

O novo acordo para encerrar 52 anos de guerra foi preparado em pouco mais de um mês. Depois que o documento original foi recusado de forma surpreendente em uma votação

Por Redação, com Reuters – de Bogotá:

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, e o líder rebelde marxista das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Rodrigo Londoño, estavam prontos a assinar um acordo de paz novo e revisado nesta quinta-feira em uma cerimônia muito mais sóbria do que o primeiro pacto, que foi rejeitado por milhões de colombianos em um referendo realizado no mês passado.

Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos
Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos

O novo acordo para encerrar 52 anos de guerra foi preparado em pouco mais de um mês. Depois que o documento original foi recusado de forma surpreendente em uma votação no dia 2 de outubro. Por uma pequena diferença de eleitores que o considerou leniente demais com a guerrilha.

Bogotá e as Farc passaram quatro anos em Havana, em Cuba. Trabalhando em um entendimento para pôr fim a uma guerra de 52 anos que matou mais de 220 mil pessoas e deslocou milhões na nação andina.

Pacto

O líder opositor e ex-presidente Álvaro Uribe liderou a iniciativa de rejeitar o pacto original e quer mudanças mais profundas na nova versão. Ele está furioso porque Santos irá ratificar o acordo no Congresso. Em vez de convocar uma nova consulta popular. Clamou por protestos de rua e pode boicotar o debate congressional sobre o novo pacto.

A cerimônia de assinatura deve marcar a contagem regressiva de seis meses para que o movimento rebelde de 7 mil membros abandone as armas e forme um partido político.

Muitos dos habitantes majoritariamente conservadores da Colômbia estão revoltados porque, assim como o texto original. O novo documento não atribui penas de prisão para líderes das Farc que cometeram crimes de guerra. Como sequestros e massacres, e permite que exerçam cargos políticos.

A assinatura discreta no Teatro Colón de Bogotá diante de uma maioria de membros do governo e dignitários locais irá destoar muito da comemoração de setembro. Quando a cidade litorânea de Cartagena acolheu líderes mundiais e o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon. 

Santos

Santos, recebeu o Prêmio Nobel da Paz no mês passado por seu empenho em terminar o conflito com o grupo insurgente. Ele quer oficializar o acordo o mais rápido possível para não colocar em risco o frágil o cessar-fogo bilateral.

O documento ampliado e altamente técnico de 310 páginas só parece fazer pequenas modificações no texto original. Como esclarecer direitos de propriedade particular e detalhar mais explicitamente como os rebeldes serão confinados em áreas rurais por crimes cometidos durante a guerra.

As Farc, que começaram como uma rebelião contra a pobreza rural, enfrentaram uma dúzia de governos, além de grupos paramilitares de direita.

Um fim à guerra com as Farc dificilmente irá acabar com a violência na Colômbia. Já que o negócio lucrativo da cocaína deu ensejo a gangues criminosas e traficantes perigosos.

Papa Francisco encerra ‘Ano Santo da Misericórdia’ com mensagem aos imigrantes

O papa Francisco fechou a 'Porta Santa' de um ano em que os imigrantes sofreram os mais graves abusos na Europa

Em uma cerimônia na Basílica de São Pedro, o papa Francisco fechou sua ‘Porta Santa’. O Vaticano diz que cerca de 20 milhões de peregrinos caminharam desde que foi aberta em 8 de dezembro

 

Por Redação, com Reuters – de Roma

 

O papa Francisco encerrou, neste domingo, o “Ano Santo da Misericórdia” da Igreja Católica Romana. Foi um período que inspirou a esperança entre muitos seguidores mas também foi marcado por conflitos em todo o mundo. Proliferaram-se, também, as lutas internas dentro da própria Igreja.

O papa Francisco fechou a 'Porta Santa' de um ano em que os imigrantes sofreram os mais graves abusos na Europa
O papa Francisco fechou a ‘Porta Santa’ de um ano em que os imigrantes sofreram os mais graves abusos na Europa

Em uma cerimônia na Basílica de São Pedro, Francisco fechou sua ‘Porta Santa’. O Vaticano diz que cerca de 20 milhões de peregrinos caminharam desde que foi aberta em 8 de dezembro. Buscam as bênçãos especiais e passar simbolicamente do pecado à graça.

Os Anos Santos costumam acontecer a cada 25 anos, a menos que um papa decrete um extraordinário, como este, encerrado neste domingo. Visa chamar a atenção a uma determinada necessidade ou tópico.

Esperança

O próximo seria em 2025 mas, Francisco, de 79 anos, preocupado com crescentes divisões e conflitos no mundo e a polarização entre católicos, determinou um ano especial sobre o tema da misericórdia. Trata-se de uma parte importante para a sua busca por uma igreja menos crítica e mais inclusiva.

Os católicos de todo o mundo foram convidados a perdoar uns aos outros. O papa fez inúmeros apelos aos líderes mundiais para que fizessem gestos de paz e reconciliação.

Em sua homilia, em uma missa para 70 mil pessoas na Praça de São Pedro. Foi celebrada juntamente com 17 novos cardeais nomeados, no sábado. Ele pediu pela continuidade do espírito de esperança e misericórdia.

— Pedimos a graça de nunca fechar as portas da reconciliação e do perdão, mas sim de saber superar o mal e as diferenças, abrindo todos os caminhos possíveis de esperança — concluiu.

Governo colombiano e Farc chegam a novo acordo de paz

Colombianos celebram novo acordo de paz alcançado em Havana

Reunidos em Havana, negociadores alcançam novo consenso e mudam 56 dos 57 pontos do pacto inicial, rejeitado pela população colombiana em referendo em outubro

Por Redação, com DW – de Bogotá:

O governo colombiano e as Farc selaram um novo acordo de paz. Significativamente alterado, ele contém as contribuições dos setores contrários ao pacto inicial, assinado em setembro, porém rejeitado pela população no referendo de outubro.

Colombianos celebram novo acordo de paz alcançado em Havana
Colombianos celebram novo acordo de paz alcançado em Havana

O novo documento foi assinado pelos chefes negociadores do governo, Humberto de la Calle, e da guerrilha, Ivan Márquez (conhecido como Luciano Arango). Após nove dias de intensas reuniões na capital cubana. O presidente Juan Manuel Santos disse que o acordo é de “todos os colombianos”.

– Suas iniciativas (as dos opositores) contribuíram para conseguir este novo acordo, que agora é de todos – disse Santos em pronunciamento em Bogotá. Horas depois de o novo acordo ter sido assinado em Havana pelos negociadores.

O governo colombiano e as Farc assinaram no dia 26 de setembro, em Cartagena. O acordo de paz concluído em agosto. No final de cerca de quatro anos de negociações em Havana. Para pôr fim ao conflito armado e à guerrilha mais antiga no continente norte-americano.

No entanto, a maioria dos colombianos recusou o acordo no referendo de 2 de outubro. O que levou Juan Manuel Santos, que ganhou um Nobel da Paz por seus esforços, a convocar os líderes dos movimentos opositores para chegar a um consenso e resolver o processo de paz.

Propostas

Os ex-presidentes Andrés Pastrana (1998-2002) e Álvaro Uribe Vélez (2002-2010). Eles foram as vozes mais representativas do “não”. E apresentaram, na semana passada, a Santos um documento com 500 propostas de alterações. Sobre as quais trabalharam as duas delegações de negociadores em Havana.

No total, foram feitos ajustes em 56 dos 57 temas abordados com os opositores e posteriormente colocados às Farc. 

O único ponto em que não conseguiram avanços. Segundo reconheceu Santos, foi em “que os chefes guerrilheiros não poderiam ser escolhidos” para cargos públicos.

– Eu entendo que este é o sentimento de muitos cidadãos. Na mesa de Havana os negociadores do governo insistiram muito nesse ponto. Para responder a essa preocupação – afirmou o presidente.

No Twitter, o líder das Farc, Timoleón Jiménez “Timochenko”, afirmou que “a paz está vencendo”. “Realizamos nosso maior esforço por responder aos desejos de paz e cumprimos”. Disse o chefe insurgente, cujo verdadeiro nome é Rodrigo Londoño Echeverri.

Ele também afirmou que os colombianos, com suas organizações sociais e manifestações, “são os que devem referendar o acordo”. 

Os guerrilheiros disseram que, no novo pacto, cederam até os limites do “razoável e aceitável”.

As remodelações e novos elementos que contém o novo documento poderão ser consultados no site www.mesadeconversaciones.com.co, embora o acordo completo ainda deva demorar alguns dias para estar disponível.

Dezenas de colombianos se reuniram na Praça Bolívar, em Bogotá, para comemorar sob uma chuva intermitente o novo acordo. O “Acampamento pela paz”, instalado há mais de um mês na praça, serviu de ponto de encontro.