Mike Pence tenta acalmar europeus

Em Bruxelas, Mike Pence destaca “forte compromisso” dos Estados Unidos em manter parceria com a União Europeia. Declarações do novo presidente norte-americano causaram irritação entre membros do bloco

Por Redação, com DW – de Bruxelas:

Em visita a Bruxelas, o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, disse nesta segunda-feira que há um “forte compromisso” do presidente norte-americano, Donald Trump, com a parceria com a União Europeia (UE) e a cooperação em áreas como economia e combate ao terrorismo.

Vice-presidente dos EUA, Mike Pence, com presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, em Bruxelas
Vice-presidente dos EUA, Mike Pence, com presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, em Bruxelas

Pence é o primeiro representante do governo Trump a visitar as instituições europeias na capital belga. O novo presidente dos EUA provocou nos últimos meses irritação entre os europeus. Ao criticar repetidamente a UE como ineficiente e burocrática. Afirmando que o Brexit é uma “coisa maravilhosa”.

– Independentemente das nossas diferenças, nossos dois continentes compartilham da mesma herança, dos mesmos valores. Acima de tudo, da promoção da paz e da prosperidade por meio da paz, da democracia e do Estado de direito – declarou Pence a repórteres.

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk. Ele afirmou que as palavras de Pence são “promissoras para o futuro” e “esclarecem muito sobre a abordagem da nova administração em Washington”.

Tusk, no entanto, não deixou de citar o desconforto causado entre os europeus com as recentes declarações de Trump. Nos últimos meses “houve declarações demasiadas e até, algumas vezes, surpreendentes sobre nossas relações e nossa segurança comum, para fingirmos que tudo continua como antes”. A reunião com Pence era “realmente necessária” aos europeus, disse.

Parceiros há décadas

Depois do encontro com Tusk, o vice-presidente norte-americano seguiu para uma reunião presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

– Abordaremos assuntos que, às vezes, podem dar a impressão de criar divergências. Não acredito que seja o momento de criar divisões entre UE e EUA – frisou Juncker antes do encontro bilateral.

– Somos parceiros há tantas décadas no mundo, a estabilidade global depende fortemente das boas relações entre EUA e UE – acrescentou o dirigente europeu ao lado de Pence.

O político de Luxemburgo louvou o fato de o vice-presidente norte-americano ter escolhido a Europa para realizar sua primeira viagem ao exterior e assegurou que os EUA “precisam de uma UE forte, unida em todos os assuntos possíveis”.

Em particular, Juncker se referiu à defesa, uma área na qual o bloco quer “acelerar” seus “próprios esforços”, incluindo não só gastos em defesa, mas também a ajuda humanitária e ao desenvolvimento.

O líder europeu também destacou que a importância das relações econômicas entre UE e EUA. “A economia norte-americana é mais dependente das trocas comerciais com a UE do que alguns nos EUA possam pensar”, afirmou Juncker.

O vice-presidente norte-americano disse estar ansioso por uma discussão detalhada entre os dois lados “sobre o caminho a seguir”.

Protesto contra Trump

Pence havia se encontrado antes com a chefe de política externa da UE, Federica Mogherini. Eles discutiram sobre a importância de uma associação transatlântica forte e “essencial para ambos”, nas palavras de Mogherini.

Após a reunião, Pence afirmou querer “estudar formas para que possamos aprofundar nosso relacionamento”.

Dezenas de pessoas protestaram contra Trump na manhã desta segunda-feira nos arredores das instituições da UE, com slogans contra a política do presidente norte-americano em relação ao meio ambiente, migração e aos direitos das mulheres, entre outros.

Na noite de domingo, Pence já havia se reunido com primeiro-ministro belga, Charles Michel, em Bruxelas. O chefe de governo europeu deu uma mensagem clara ao representante norte-americano.”A fragmentação da União Europeia não é uma opção”, disse Michel após a reunião, acrescentando acreditar que Pence entendeu a mensagem.

Itália registra novo terremoto de 4 graus

A região central da Itália vem registrando uma sequência de tremores desde o que devastou Amatrice, em 24 de agosto, totalizando quase 50 mil terremotos desde então

Por Redação, com Ansa – de Roma:

Um terremoto de 4 graus na escala Richter foi registrado na cidade de Áquila, na Itália, nesta segunda-feira, informou o Instituto Nacional de Geologia e Vulcanologia (INGV). O tremor ocorreu às 4h13, hora local ((00h13 no Brasil), e atingiu outras cidades da região central da Itália, como as comunas da região de Marcas. O sismo teve 11 quilômetros de profundidade e o epicentro foi registrado a 3 quilômetros (km) de Montereale e a 14 km de Amatrice – devastada por um tremor em agosto do ano passado. A informação é da Agência Ansa.

Um terremoto de 4 graus na escala Richter foi registrado na cidade de Áquila, na Itália, nesta segunda-feira, informou o Instituto Nacional de Geologia e Vulcanologia (INGV)
Um terremoto de 4 graus na escala Richter foi registrado na cidade de Áquila, na Itália, nesta segunda-feira, informou o Instituto Nacional de Geologia e Vulcanologia (INGV)

A região central da Itália vem registrando uma sequência de tremores desde o que devastou Amatrice, em 24 de agosto, totalizando quase 50 mil terremotos desde então.

Norcia

Outra cidade devastada pelos terremotos de agosto, Norcia, teve um domingo diferente. As primeiras 18 casas de madeira foram entregues aos moradores que perderam tudo. Todos os beneficiados moram no bairro de San Pellegrino.

– Este é o resultado de cinco meses difíceis. Mas é também a melhor resposta que o Estado poderia dar. Hoje, podemos dizer que as instituições fizeram o melhor possível. Mesmo com tantas dificuldades – disse o prefeito da comuna, Nicola Alemanno.

Uma das idosas que recebeu a moradia não escondeu a emoção e disse que está “tremendo toda” ao voltar a ter uma casa.

Tajani visita áreas afetadas

O novo presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani. Ele visitou a área central da Itália no domingo para demonstrar o apoio da União Europeia à população. “A mensagem que trago de Bruxelas é que a Europa não esquecerá o que aconteceu.

A Europa já fez muito para os terremotos de Áquila e da Emília Romana e fará muito para o centro da Itália”. Disse Tajani durante a visita, lembrando dos sismos de 2009.

O presidente ressaltou que o bloco já liberou 2 bilhões de euros em ajuda. Mas lembrou que a Defesa Civil deu um retrato no qual se contam 25 bilhões de euros em danos. “Quando existe uma emergência, não há direita ou esquerda.

– Busquei levar ao debate (do Parlamento) a sensação de impotência da população. A sensação de viver como se a cabeça estivesse sempre girando. Eu percebi que a população quer ficar em seu território e tem vontade de recomeçar – acrescentou.

EUA pressionam Europa a aumentar gastos com defesa

Os militares da UE operam 19 tipos de veículos blindados de combate à infantaria, em comparação com um dos EUA

Por Redação, com Reuters – de Munique:

Os Estados Unidos redobraram neste sábado uma antiga demanda para que Alemanha e outros países da Europa gastem mais com defesa, dizendo que a incapacidade deles de atender a meta da Otan de 2 % em gastos militares estava minando a aliança do Atlântico (Otan).

Os Estados Unidos redobraram neste sábado uma antiga demanda para que Alemanha e outros países da Europa gastem mais com defesa
Os Estados Unidos redobraram neste sábado uma antiga demanda para que Alemanha e outros países da Europa gastem mais com defesa

– Quando até mesmo um aliado falha em fazer sua parte. Isso afeta toda a nossa capacidade de vir ao resgate de outros – disse o vice-presidente norte-americano Mike Pense na Conferência de Segurança de Munique. Enquanto assegurava aos aliados da Otan o apoio incondicional de Washington.

O ministro alemão das Relações Exteriores Sigmar Gabriel disse que a Alemanha segue comprometida em atingir a meta da Otan. Mas que seria difícil aumentar rapidamente o seu orçamento com defesa em 25 bilhões de euros que seriam necessários. A Alemanha gasta atualmente cerca de 1,2 % do Produto Interno Bruto (PIB) nas Forças Armadas.

Ele pediu por uma abordagem mais ampla que também fale sobre os riscos de segurança. Como as mudanças climáticas, e disse que a Alemanha deveria obter crédito pelos 30 a 40 bilhões de euros que está gastando. Para integrar mais de um milhão de refugiados. Muitos dos quais foram deslocados como resultado de intervenções militares que falharam no passado.

O Secretário-Geral de Segurança da Otan Jens Stoltenberg disse na Conferência que a Europa precisa integrar melhor sua fragmentada indústria de defesa. Mas que isso continuava sendo um desafio político para países buscando proteger suas próprias indústrias e empregos.

União de defesa na Europa

A Comissária da Indústria da UE, Elzbieta Bienkowska. Disse a portas fechadas que “devemos construir progressivamente uma união de defesa na Europa”, segundo um dos presentes.

Os militares da UE operam 19 tipos de veículos blindados de combate à infantaria. Em comparação com um dos EUA. Enquanto 25 bilhões de euros de gastos com defesa são desperdiçados a cada ano, segundo dados da Comissão Europeia.

Gabriel também questionou a sabedoria de fixar a meta de gastos militares da Otan ao PIB, observando que a Grécia atingiu a meta. Mas estava tendo problemas para pagar suas pensões.

O ministro francês das Relações Exteriores Jean-Marc Ayrault disse que era importante focar o aumento das despesas em necessidades de equipamento, em vez de pensões militares.

 

Mike Pence diz que compromisso com Otan é ‘inabalável’

Mike Pence reitera comprometimento do governo norte-americano com aliança militar e a Europa durante a Conferência de Segurança de Munique, mas quer que aliados aumentem os investimentos em defesa para chegar a 2% do PIB

 

Por Redação, com DW – de Munique:

O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, reiterou neste sábado o compromisso de Donald Trump com a Otan e Europa, mas advertiu que seus aliados devem também cumprir com a palavra e que “chegou o momento de fazer mais”.

Pence discursa na Conferência de Segurança de Munique
Pence discursa na Conferência de Segurança de Munique

Pence se expressou desta forma na Conferência de Segurança de Munique (CSM). Onde destacou que os destinos dos países de ambos os lados do Atlântico Norte estão “entrelaçados”. Unidos pelos “ideais nobres” como a “liberdade, a democracia, a justiça e o estado de direito”.

– Em nome do presidente Trump, trago esta segurança: os EUA apoiam decididamente a Otan e será inabalável nosso compromisso com esta aliança transatlântica – afirmou Pence perante o auditório. No qual estava o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, e a chanceler federal alemã, Angela Merkel.

A segunda mensagem do governo Trump também foi clara. Há a expectativa que os aliados cumpram com seus compromissos e aumentem os investimentos em defesa para chegar a 2% do Produto Interno Bruto (PIB). Fato só alcançado agora por EUA e outros quatro países da Otan.

Pence destacou que os EUA vão aumentar “de forma significativa” sua despesa militar. Mas insistiu que a defesa coletiva exige também que os europeus respeitem seus compromissos, “descumpridos por muitos e por tempo demais”.

Neste contexto citou de novo Trump para assegurar que a paz não pode se dar por feita e só é garantida com a força.

“EUA serão sempre o maior aliado da Europa”

Diante das dúvidas e incerteza, Pence insistiu que os EUA seguirão ao lado da Europa. Como sempre fez durante gerações em defesa dos princípios da democracia, soberania e integridade territorial.

– Tenham certeza, os EUA são hoje e serão sempre vosso maior aliado – manifestou o vice-presidente, que lembrou o desdobramento de tropas no flanco oriental da Otan perante a ameaça russa.

Diante do presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, afirmou que serão exigidas responsabilidades a Moscou e o cumprimento dos acordos de Minsk. Começando pelo fim da violência no leste do país.

Ele afirmou, ainda, que os EUA continuarão pedindo responsabilidades à Rússia. Embora Trump acredite que podem ser encontradas novas bases para uma relação.

– Nossa liderança do mundo livre não desfalecerá. Nem sequer por um momento. Nossa força e a desta aliança não se deriva somente da força de nosso armamento. Mas em nossos valores compartilhados – frisou.

Espanha: princesa Cristina é absolvida em caso de fraude

Irma do rei Felipe 6º e marido foram julgados por crimes de corrupção. Ele recebeu pena de seis anos e três meses de prisão, e ambos devem pagar multas de milhares de euros

Por Redação, com DW – de Madri:

No veredicto mais aguardado da história recente da Espanha, Cristina de Borbón, irmã do rei Felipe 6º, foi absolvida de crimes de corrupção enquanto seu marido, Iñaki Urdangarín, recebeu pena de seis anos e três meses de prisão.

Infanta Cristina insiste na inocência do marido
Infanta Cristina insiste na inocência do marido

Ela e o marido foram julgados com outras 15 pessoas por desvio de recursos públicos. Entre outros crimes. Ambos terão de pagar multa de 265 mil euros e poderão recorrer da decisão na Corte Suprema espanhola.

O advogado de Cristina disse que ela recebeu com satisfação a decisão do tribunal. Embora tenha regido com desgosto à condenação do marido, uma vez que “continua acreditando em sua inocência”.

O principal acusado no caso era o ex-sócio de Urdangarín, Diego Torres, que foi condenado a oito anos e meio de prisão por cinco crimes de corrupção. O cunhado do rei da Espanha foi condenado por enriquecimento ilícito com recursos públicos através de um esquema de contratação organizado pelo Instituto Nóos, uma associação sem fins lucrativos presidida por ele.

Recursos públicos

O caso foi julgando na Audiência Provincial de Palma. A promotoria havia pedido 19 anos de prisão para Urdangarín, que acabou sendo condenado por prevaricação, utilização indevida de recursos públicos, fraude, tráfico de influência e delitos contra o fisco. Além da multa que dividirá com Cristina, lhe foi imputada ainda outra no valor de 512.500 euros.

Um porta-voz da família real afirmou que a Casa do Rei possui “respeito absoluto à independência do Poder Judiciário”.

Cristina, de 50 anos, foi o primeiro membro da família real da Espanha a ser julgado desde que a monarquia foi reinstalada, após a morte do general Francisco Franco, em 1975.

Dúvidas quanto a Trump pairam sobre Conferência de Munique

Encontro internacional de segurança começa centrado nas incertezas que rodeiam a política externa norte-americana. Na capital da Baviera, Pence fará seu primeiro discurso no exterior como vice-presidente

Por Redação, com DW – de Munique:

A Conferência de Segurança de Munique (CSM) começou nesta sexta-feira centrada nas incertezas que rodeiam a política externa norte-americana em relação a questões-chave, como a relação dos EUA com a Rússia e a postura do país quanto a Síria, Ucrânia, Irã e à aliança militar Otan.

Entre participantes da CSM de 2017 estão mais de 45 ministros do Exterior e cerca de 30 ministros da Defesa
Entre participantes da CSM de 2017 estão mais de 45 ministros do Exterior e cerca de 30 ministros da Defesa

– A eleição nos EUA trouxe uma situação de incerteza que não se via há décadas – afirmou o presidente da CSM, o alemão Wolfgang Ischinger. Ele disse acreditar que a conferência contribuirá para reduzir os “temores” suscitados pelo presidente Donald Trump.

Neste ano, a conferência contará com a presença. Entre outros, do vice-presidente dos EUA, Mike Pence, e do secretário de Defesa norte-americano, James Mattis; da chanceler federal alemã, Angela Merkel. O secretário-geral da ONU, António Guterres; da chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini. Os ministros do Exterior da China, Wang Yi; do Reino Unido, Boris Johnson; e da Rússia, Serguei Lavrov.

Mensagens contraditórias de Washington

Ischinger destacou a importância da presença de Pence, que deverá destacar no sábado pela manhã. Em seu primeiro discurso no exterior desde que se tornou vice-presidente, os principais pontos da política externa norte-americana.

– Todos nós esperamos que o vice-presidente norte-americano dê uma declaração abordando todas essas questões sobre as quais temos perguntado nas últimas semanas: o que os EUA sob o comando de Trump realmente querem? – questionou Ischinger.

O presidente da CSM concorda que Washington tem emitido mensagens contraditórias nas últimas semanas, mas considera que o novo governo tentará transmitir em Munique uma “boa imagem”, mais unificada.

Em relação à Otan, Ischinger considera que será benéfico no longo prazo para os europeus aumentarem seus orçamentos de defesa e, por isso, sua autonomia em matéria de segurança.

Para ele, este é o momento de a União Europeia avançar rumo a uma “União de Defesa”, reforçar suas capacidades militares, cooperar em “treinamento, formação e manutenção” e acabar com o individualismo com o qual operam os 28 países-membros.

Crise na Síria e Ucrânia

A conferência colocará cara a cara Lavrov e o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, sob a sombra do conflito entre governo e separatistas pró-Rússia na Ucrânia e das tensões entre os dois países desde a anexação da península da Crimeia.

É provável que a tensão também fique no ar no domingo pela manhã, quando o ministro da Defesa israelense, Avigdor Lieberman; o ministro do Exterior saudita, Adel al-Jubeir, e do Irã, Mohammad Javad Zarif, farão declarações e responderão a perguntas no mesmo palco.

Além de discursos, a CSM abrigará centenas de encontros bilaterais, aproveitando a presença de atores-chave do cenário mundial em Munique.

Além dos políticos acima citados, estarão presentes os presidentes do Afeganistão e da Polônia; os primeiros-ministros da Noruega, Iraque e Turquia; mais de 45 ministros do Exterior, cerca de 30 ministros da Defesa e 90 parlamentares.

Campanha de Donald Trump manteve contatos frequentes com russos

“New York Times” revela que consultas com inteligência da Rússia eram frequentes durante o ano que antecedeu a vitória eleitoral do republicano. Ligações coincidem com momento em que magnata começou a elogiar Putin

Por Redação, com DW – de Washington:

Membros da campanha eleitoral do presidente Donald Trump mantiveram contatos frequentes com altos funcionários da inteligência russa ao longo do ano que antecedeu a eleição norte-americana, revela em reportagem na terça-feira o jornal The New York Times.

Os contatos ocorreram na mesma época em que Trump (esq.) elogiava publicamente o presidente russo, Vladimir Putin
Os contatos ocorreram na mesma época em que Trump (esq.) elogiava publicamente o presidente russo, Vladimir Putin

A revelação, feita com base em registros telefônicos e em ligações  interceptadas. Chega ao público um dia após a renúncia do assessor de Segurança Nacional Michael Flynn, que mentiu à Casa Branca sobre conversas que manteve com o embaixador russo em Washington.

O NYT diz que, segundo quatro fontes familiarizadas com as investigações. As comunicações entre a Rússia e a campanha de Trump foram interceptadas em atividades de rotina dos serviços de inteligência que monitoram cidadãos e autoridades russas conhecidas das agências norte-americanas

Segundo o jornal, agências de segurança e inteligência interceptaram as comunicações na mesma época em que descobriram provas de que a Rússia tentava sabotar as eleições presidenciais através de ciberataques ao Comitê Nacional do Partido Democrata.

Antes da posse do novo governo. O então presidente Barack Obama foi informado das comunicações. Entre supostos membros da inteligência russa e membros da campanha e funcionários das empresas Trump.

Ligações

As agências norte-americanas ficaram alarmadas com a quantidade de contatos. Ocorridos na mesma época em que Trump se pronunciava favoravelmente ao presidente russo, Vladimir Putin. O conteúdo das ligações, porém, não foi revelado pela reportagem.

As conversas gravadas não têm associação com os telefonemas de Flynn. Nos quais ele teria discutido com o embaixador russo as sanções impostas pelo governo Obama em reação à suposta interferência russa nas eleições.

O porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer. Ele afirmou na terça-feira que o presidente sabia há semanas que Flynn tinha mentido para o governo. Especialmente para o vice-presidente Mike Pence, mas não tomou nenhuma atitude imediatamente.

Investigação independente

Enquanto aumentam os pedidos por uma investigação independente sobre a controvérsia envolvendo Michael Flynn, a Casa Branca. Informou que semanas de investigações internas não haviam encontrado evidências de má conduta. Mas que o episódio acabou comprometendo a confiança nele, motivo pelo qual o governo pediu sua renúncia.

Inicialmente, o governo tentou dar a impressão de que a decisão de remover Flynn se baseava no fato de que ele tinha mentido para o vice-presidente. No dia seguinte, porém, foi revelado que Pence, que havia publicamente defendido Flynn, foi informado sobre a situação apenas na última quinta-feira.

Republicanos e democratas no Congresso pedem que o caso seja investigado. Ainda que haja divergências sobre o alcance das investigações. Os democratas insistem que o presidente deve prestar esclarecimentos. Enquanto os republicanos querem manter o foco em Flynn.

O líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, afirmou ser “altamente provável” que o ex-assessor tenha que testemunhar perante um comitê de inteligência do Congresso.

Presidenciável francês é alvo de notícias falsas da Rússia

O centrista independente Macron vem crescendo na campanha, e pesquisas de opinião o apontam como favorito a vencer o segundo turno da eleição em maio

Por Redação, com Reuters – de Paris:

O candidato presidencial francês Emmanuel Macron está sendo alvo de “notícias falsas” da mídia da Rússia, e sua campanha está recebendo milhares de ataques cibernéticos, disse o chefe de seu partido nesta segunda-feira.

Candidato presidencial francês Emmanuel Macron
Candidato presidencial francês Emmanuel Macron

Richard Ferrand, secretário-geral do partido En Marche! de Macron, disse que os veículos de mídia estatais russos Russia Today e Sputnik. Divulgaram reportagens falsas com o objetivo de colocar a opinião pública contra Macron.

O centrista independente Macron vem crescendo na campanha. Pesquisas de opinião o apontam como favorito a vencer o segundo turno da eleição em maio.

Ferrand afirmou que Macron, sendo ferrenhamente pró-Europa, é alvo da Rússia por querer um continente forte. Unido que tenha papel de destaque em questões mundiais. Inclusive perante Moscou.

No início deste mês, o Sputnik publicou uma entrevista com um parlamentar conservador da França que acusa Macron. Um ex-banqueiro de investimento, de ser um agente do “grande sistema bancário americano”. Relato que foi reproduzido a seguir pelo Russia Today.

– Dois grandes veículos de mídia pertencentes ao Estado russo, Russia Today e Sputnik, espalham notícias falsas diariamente. Depois elas são reproduzidas, citadas e influenciam o (processo) democrático – disse Ferrand.

Wikileaks

O jornal russo Izvestia também noticiou comentários do fundador do site de vazamentos Wikileaks, Julian Assange. Que disse que sua organização tem “informações interessantes”. Sobre Macron, que as enquetes mostram derrotando com facilidade a líder de extrema direita Marine Le Pen em 7 de maio.

Além disso, Ferrand sustentou que a campanha de Macron está sendo atingida por “centenas, senão milhares” de ataques a sistemas de computadores partindo de localidades da Rússia.

Pedindo uma ação do governo para evitar a intromissão estrangeira na campanha eleitoral, Ferrand disse. “O que queremos é que as autoridades do mais alto nível tomem o assunto em mãos para garantir que não haja interferência estrangeira em nossa democracia. Os americanos viram isso, mas era tarde demais”.

Suíça facilita naturalização de estrangeiros

Sob o sistema antigo eles enfrentavam um procedimento de naturalização demorado e muitas vezes caro, mas agora irão passar pelo mesmo processo otimizado dos estrangeiros que se casam com cidadãos suíços

Por Redação, com Reuters – de Zurique:

A familiaridade crescente dos suíços com estrangeiros morando no país e um processo gradual de obtenção de cidadania ajudaram a frustrar os esforços da extrema-direita para explorar o sentimento antimuçulmano em uma votação que facilitou a naturalização de imigrantes da terceira geração.

Analistas políticos opinaram que o SVP exagerou na campanha
Analistas políticos opinaram que o SVP exagerou na campanha

O Partido do Povo da Suíça (SVP, na sigla em alemão) usou cartazes mostrando uma mulher vestindo burca com o slogan “não à naturalização sem verificação” para combater a medida, que obteve 60 por cento de aprovação em um referendo no domingo, mesmo em meio ao clima cada vez mais hostil aos imigrantes em muitos países europeus.

Analistas políticos opinaram que o SVP exagerou na campanha.

“Glarner tropeça na burca” foi a manchete do tablóide de grande circulação Blick, observando que o ativista de campanha Andreas Glarner, do SVP, não conseguiu liderar a votação nem mesmo na cidade da qual é prefeito.

– Vocês são bem-vindos. Vocês são necessários aqui – disse Nico Menzato, colunista do Blick, à comunidade de jovens que seguem sendo estrangeiros mesmo depois de seus avôs terem criado raízes locais.

Sob o sistema antigo eles enfrentavam um procedimento de naturalização demorado. Muitas vezes caro, mas agora irão passar pelo mesmo processo otimizado dos estrangeiros que se casam com cidadãos suíços.

Cerca de 25 mil pessoas. a maioria de Itália, Turquia e Bálcãs, podem ter acesso ao novo tratamento.

Emenda constitucional

A nova emenda constitucional simplifica. Mas não torna automática, a naturalização de pessoas bem integradas de não mais de 25 anos que nasceram na Suíça. Compartilham seus valores culturais. Falam uma das línguas nacionais e não vivem de subsídio estatal.

– Acho que os cartazes agressivos dos opositores foram bastante contraproducentes – disse Ada Marra, parlamentar do Partido Social Democrata. Cujos pais trocaram a Itália pela Suíça e que tem passaportes dos dois países. Ao jornal Tages-Anzeiger.

Ela foi uma das principais forças por trás do referendo vinculante, no qual os eleitores tiveram a palavra final, como manda a democracia direta do país.

Nova avalanche volta a causar fatalidade no Norte da Itália

A avalanche ocorreu na cidade de Demonte, no Norte da Itália, bastante procurada por alpinistas e excursionistas de montanha. O homem caminhava acompanhado por quatro amigos, sendo que todos se salvaram

 

Por Redação, com agências internacionais – de Cuneo, Itália

 

Uma avalanche na província de Cuneo, no Norte da Itália, matou um excursionista, segundo autoridades confirmaram neste domingo. A fatalidade ocorre quase um mês depois de outro deslizamento de neve ter feito 29 vítimas no Hotel Rigopiano, no centro do país.

A pequena Cuneo, no Norte da Itália, é uma agradável estação de esqui, nas montanhas
A pequena Cuneo, no Norte da Itália, uma agradável estação de esqui nas montanhas, foi atingida por uma avalanche no final da tarde de sábado

O incidente ocorreu na cidade de Demonte, bastante procurada por alpinistas e excursionistas de montanha. O homem caminhava acompanhado por quatro amigos, sendo que todos se salvaram.

O risco de avalanches na região do Piemonti era forte devido às nevascas dos últimos dias. Além disso, a zona é considerada apropriada para esportistas experientes.

Avalanche fatal

No último dia 18, uma avalanche soterrou o Hotel Rigopiano, no centro da Itália, e deixou 29 mortos. A suspeita é que o deslizamento tenha sido provocado pelos terremotos daquela manhã. Alguns especialistas, porém, não viram qualquer ligação entre os dois fenômenos.

No entanto, 11 pessoas conseguiram escapar com vida do deslizamento de neve, ocorrido por volta de 16h30 do dia 18 de janeiro. Nove deles permaneceram debaixo dos escombros por mais de 40 horas.

O cozinheiro Giampiero Parete, 38 anos, estava de férias com a família no hotel, mas se salvou devido a uma obra do acaso. Ele tinha acabado de ir a seu carro pegar um remédio para a dor de cabeça da esposa, Adriana (43), quando 50 mil toneladas de neve caíram sobre o prédio.