Alemanha elege presidente em meio a temor por atentado terrorista em aeroporto

Steinmeier, um social-democrata que era ministro até o mês passado, conquistou 931 dos 1.260 votos de parlamentares e representantes dos 16 Estados da Alemanha

 

Por Redação, com agências internacionais – de Berlim

 

O ex-ministro de Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, foi eleito presidente da Alemanha neste domingo, tornando-se a 12ª pessoa a ocupar o cargo cujos poderes são limitados a funções cerimoniais.

Frank-Walter foi eleito pela maioria dos votos de parlamentares e representantes de Estados da Alemanha
Frank-Walter foi eleito pela maioria dos votos de parlamentares e representantes de Estados da Alemanha

Steinmeier, um social-democrata que era ministro até o mês passado, conquistou 931 dos 1.260 votos de parlamentares e representantes dos 16 Estados da Alemanha. O antecessor, Joachim Gauck, deixa o cargo no dia 18 de março.

Suposto atentado

Logo após divulgado o resultado das urnas, autoridades alemãs fecharam o Aeroporto de Hamburgo, após denúncia de um possível atentado. O aeroporto foi reaberto logo em seguida, depois de o local ter sido completamente evacuado por mais de duas horas em razão de fortes odores que provocaram mal-estar a diversos passageiros. Alguns chegaram a receber atendimento médico. 

O governo alemão não informou qual substância teria sido responsável pelos fortes odores e pelo consequente fechamento do aeroporto, localizado no norte do país.

Mais cedo, porta-voz da polícia alemã confirmou que o aeroporto foi fechado e evacuado após o meio dia (horário local). Houve o registro de usuários com irritação nos olhos e crises de tosse provocados por um forte odor.

Voos atrasados

De acordo com o Corpo de Bombeiros, uma substância desconhecida se infiltrou nas instalações do aeroporto. Provavelmente, por meio das passagens de ar-condicionado. Os passageiros que estavam no local foram levados para a parte externa do terminal, onde receberam cuidados médicos.

De acordo com o site de monitoramento de voos flightradar24.com, alguns aviões foram desviados para outros aeroportos após o incidente.

Manifestações confrontam França com velhas divisões

Caso de jovem negro que denuncia abusos por parte da polícia gera onda de manifestações e atrai atenção novamente para as periferias, onde população se sente estigmatizada e tratada injustamente pelas autoridades

Por Redação, com DW – de Paris:

A prisão de um jovem negro nos arredores de Paris, e os abusos que ele denuncia ter sofrido por parte da polícia francesa, resultou em várias noites de protestos e distúrbios pelo país, demonstrando o sentimento de injustiça dos que vivem nos subúrbios das grandes cidades francesas. 

Protestos e distúrbios pelo país refletem o sentimento de injustiça dos que vivem nos subúrbios das grandes cidades francesas
Protestos e distúrbios pelo país refletem o sentimento de injustiça dos que vivem nos subúrbios das grandes cidades francesas

O incidente ocorreu na quinta-feira da semana passada, quando quatro policiais patrulhavam um conjunto habitacional em Aunay-sous-Bois, em Seine-Saint-Denis, nos arredores de Paris. A região é uma das mais desfavorecidas em toda a França.

Um grito de alerta avisou os traficantes sobre a presença de policiais, que decidiram verificar as identidades de um grupo de jovens nas proximidades. A situação se agravou rapidamente. Um dos policiais pôs o jovem Théodore, de 21 anos, contra uma parede.

Imagens publicadas na internet, feitas de longe, mostram que as calças do jovem teriam sido arriadas até os joelhos, sem que ninguém interviesse. Ele passou a ser agredido com um cassetete, que, segundo denuncia, foi introduzido em seu ânus numa profundidade de 10 centímetros.

O policial alega que queria afastar os joelhos do jovem. “Queria que ele perdesse o equilíbrio e caísse no chão, para algemá-lo mais facilmente”, afirmou. Théodore, que ainda está hospitalizado, contesta a versão. “Eu o vi pegar seu cassetete e empurrá-lo para dentro propositalmente.”

Um inquérito foi aberto, e os policiais foram afastados de suas atividades. Um deles está sendo acusado de estupro.

Jovens estigmatizados

Protestos eclodiram logo após o incidente em Aulnay-sous. Depois, se espalharam para cidades adjacentes. Um apelo feito por Théodore a partir do hospital para que os jovens “permaneçam unidos e ajam pacificamente” parece ter impacto limitado. Na noite de quarta-feira, centenas de pessoas protestavam nas cidades de Rennes e Nantes. Dezenas de jovens foram presos.

Tudo isso traz lembranças inevitáveis dos protestos de 2005, de semanas de duração, em virtude da morte de dois jovens eletrocutados enquanto se escondiam da polícia. Em todo o país, jovens dos subúrbios franceses queimaram automóveis e casas, resultando na prisão de 3 mil pessoas e em um grande número de feridos.

Para o sociólogo Renauld Epstein, da Universidade de Nantes, os distúrbios foram e são uma expressão de um aprofundado sentimento de injustiça.

– Os jovens nos subúrbios se sentem estigmatizados e tratados injustamente. A polícia os trata com brutalidade e os vigia constantemente, apesar de as verificações de identidade não fazerem mais sentido, os policiais sabem quem eles são – afirma. 

Entretanto, Arnaud Leduc, do sindicato da polícia Unité SGP em Seine-Saint-Denis, afirma que os controles nessa região são uma parte importante dos procedimentos policiais. “Existem ao menos dez traficantes locais na Cité 3000 e temos que fazer algo a respeito, não é?”, observa. “Além disso, o trabalho dos policiais é extremamente difícil na Cité, que é conhecida com um bairro antipolícia”, acrescenta Leduc.  

De modo geral, nos últimos cinco anos, a relação entre os jovens e a polícia vem se deteriorando. Ao ser eleito em 2012, o presidente François Hollande prometeu transformar os subúrbios franceses e reforçar o número de policiais para que eles pudessem estabelecer uma relação de confiança com a população local.  

Reformas deixadas de lado                 

O presidente anunciou também duas novas leis. A primeira delas estabeleceria que os policiais devessem emitir um recibo após as verificações de identidade, para facilitar que os cidadãos possam abrir processos contra o excesso de controles. A outra legislação deveria assegurar aos estrangeiros o direito de votar nas eleições locais.

Mas nenhuma delas foi levada adiante, afirma Thomas Kirszbaum, sociólogo da Universidade ENS Cachan.

– O governo abandonou as duas reformas que poderiam fazer com que as pessoas nos subúrbios se sentissem tratadas com mais justiça – analisa. “Diversas leis estabelecidas após a recente onda de ataques terroristas concederam aos policiais direitos ainda maiores. O que significa que eles estão sendo controlados com rigor menor ainda do que anteriormente.”

Kirszbaum diz que os ataques terroristas resultaram ainda no aumento do sentimento anti-islã na França. Os moradores dos subúrbios. Muitos deles muçulmanos, se sentem ainda mais estigmatizados.

– Em 2012, três quartos das pessoas nos subúrbios votaram em Hollande, mas agora elas se dizem extremamente decepcionadas com o governo – acrescenta.

A situação econômica também não ajudou. Desde 2012, o número de pessoas desempregadas na França aumentou em 600 mil. Segundo Kirszbaum, a maior parte delas mora nos subúrbios.

Diferenças em relação a 2005

Não se sabe a certo se os protestos deste ano continuarão a se espalhar, se estendendo durante semanas, como em 2005. Os motivos principais das revoltas dos jovens ainda permanecem.

Entretanto, o sociólogo Renauld Epstein entende as circunstâncias atuais são diferentes. Ressaltando que o presidente Holande e o prefeito de Aulnay-sous.Bois, Bruno Beschizza. Um ex-policial, reconheceram a gravidade do ocorrido e saíram em defesa do jovem Théodore.

– Em 2005, o governo negou alguns dos fatos ocorridos no início dos protestos e defendeu a polícia – lembra Epstein. “Isso contribuiu em grande parte para que os protestos se espalhassem para outras cidades, multiplicando aquele sentimento generalizado de injustiça.”

França: manifestantes vão às ruas em apoio a jovem negro

Manifestantes vão às ruas da capital francesa em apoio a jovem negro que denuncia ter sido violado com um cassetete durante uma batida policial. Protesto termina com destruição e 26 detidos

Por Redação, com DW – de Paris:

Manifestantes lançaram fogos de artifícios contra policiais e atearam fogo em carros e latas de lixo no dia anterior, essa foi a quarta noite de protestos nos subúrbios de Paris. O motivo é  caso de um jovem negro que denuncia ter sofrido abusos por parte da polícia.

Manifestantes saíram às ruas de Paris pedindo justiça por Theo, suposta vítima de abuso
Manifestantes saíram às ruas de Paris pedindo justiça por Theo, suposta vítima de abuso

Os protestos tiveram início na noite do último domingo, após um jovem de 22 anos, identificado como Theo, ter supostamente sido violado com um cassetete durante uma batida realizada por quatro policiais.

Os agentes foram suspensos de suas funções e aguardam investigação. Eles negam a acusação de abuso e afirmam que realizavam a batida no subúrbio parisiense de Aulnay-sous-Bois em busca de traficantes de drogas.

A polícia prendeu 26 pessoas na noite de quarta-feira. Os presos incluem três pessoas que supostamente atiraram fogos de artifícios contra a polícia. Segundo a procuradoria, não houve feridos.

O presidente François Hollande visitou Theo na terça-feira, no hospital onde ele está internado desde que foi abordado pelos policiais. Tanto o jovem quanto o líder francês pediram calma à população.

Theo, descrito como um talentoso jogador de futebol sem antecedentes criminais. Ele passou por uma cirurgia e está sendo tratado por ferimentos graves na área do ânus e do reto. Assim como na cabeça e no rosto. Segundo ele, um dos policiais o violou com um cassetete.

Ferimentos “não foram intencionais”

Uma investigação preliminar não identificou evidências suficientes para comprovar as alegações de abuso. Concluiu que os ferimentos não foram intencionais, disse uma fonte policial nesta quinta-feira.

Um vídeo da batida policial no subúrbio parisiense mostra um dos agentes aplicando um forte golpe horizontal com um cassetete nas nádegas do jovem. Cujas calças “baixaram sozinhas”, disse a fonte da polícia.

Os investigadores disseram ter levado em conta depoimentos da vítima, dos agentes e de testemunhas. Além de imagens de câmeras de segurança. Eles concluíram que “não há elementos suficientes para indicar que se tratou de abuso”. Um juiz ainda está analisando o caso.

O incidente reavivou controvérsias envolvendo a relação da polícia francesa com comunidades suburbanas de imigrantes. Em 2005, a morte de dois adolescentes que morreram eletrocutados quando estavam escondidos da polícia numa subestação elétrica desencadeou semanas de protestos no país.

Explosão atinge usina nuclear na França

Incidente em central na Normandia deixa cinco pessoas intoxicadas. Segundo autoridades, explosão e incêndio ocorreram fora da zona de produção nuclear, e não há risco de contaminação

Por Redação, com DW – de Paris:

Uma explosão foi registrada nesta quinta-feira na usina nuclear de Flamanville, no noroeste da França, provocando a intoxicação de cinco pessoas. Não há risco de contaminação, informaram as autoridades locais.

Usina nuclear de Flamanville fica no noroeste da França
Usina nuclear de Flamanville fica no noroeste da França

O incidente ocorreu na sala de máquinas de um dos reatores da usina, em operação desde 1986. Um porta-voz afirmou à agência de notícias Efe que a explosão e o incêndio posterior tiveram lugar fora da zona de produção nuclear da central, o que exclui o risco de fuga radioativa.

– Trata-se de um incidente técnico significativo, mas não de um acidente nuclear – disse um representante das autoridades à agência de notícias AFP.

O prefeito de La Mancha, Jacques Witkowski, afirmou ao canal BMF TV que não se tratou de um incêndio com chamas. Mas que provocou muita fumaça. Ele destacou que se trata mais de um superaquecimento de uma instalação elétrica do que de uma explosão.

Investigação

Witkowski ressaltou que o incidente já chegou ao fim e que foi aberta uma investigação para determinar as causas do problema. A companhia de energia pública EDF, responsável pela usina, afirmou em comunicado que o incêndio já foi controlado.

A usina nuclear de Flamanville fica na Normandia, próxima ao Canal da Mancha. A França depende fortemente da energia nuclear, com 58 reatores produzindo 75% da energia consumida no país. Uma lei de 2015 prevê que esse percentual seja reduzido para 50% até 2025.

Refugiados retidos em campo fazem protesto na Grécia

Dezenas de manifestantes, entre eles muitas crianças, se reuniram do lado de fora de um portão gritando “Vá embora, vá embora!” e “Mentiroso!” para o ministro da Migração grego

Por Redação, com Reuters – de Atenas:

Um grupo de imigrantes e refugiados impediu nesta segunda-feira um ministro da Grécia de entrar no antigo terminal do aeroporto de Atenas, onde estão retidos há meses, para protestar contra suas condições de vida.

Refugiados e imigrantes durante manifestação em Atenas
Refugiados e imigrantes durante manifestação em Atenas

Dezenas de manifestantes, entre eles muitas crianças, se reuniram do lado de fora de um portão gritando “Vá embora, vá embora!” e “Mentiroso!” para o ministro da Migração grego, Yannis Mouzalas. Um imigrante lhe entregou uma criança em prantos quando ele chegou ao portão lacrado.

O governo quer esvaziar todo o complexo, que consiste de instalações usadas na Olimpíada de 2004 e do antigo aeroporto de Atenas, já que o país concordou em alugá-lo a investidores particulares, em conformidade com o programa de resgate financeiro que negociou.

Afegãs

Cerca de 1,6 mil pessoas, a maioria afegãs, estão acampadas no local. Aproximadamente 600 vivem no antigo terminal de chegadas, onde aconteceu a manifestação desta segunda-feira.

O protesto, um dia depois de a mídia local noticiar que um grupo de imigrantes estava iniciando uma greve de fome, foi breve. Mouzalas disse que alguns imigrantes tentaram impedir a distribuição de comida no campo no domingo. Mas as reportagens segundo as quais estavam entrando em greve de fome eram infundadas.

– Eu entendo completamente a dor e sofrimento deles. Estamos tentando amenizá-los tanto quanto podemos – afirmou Mouzalas aos repórteres.

Cerca de 60 mil imigrantes e refugiados estão retidos na Grécia devido ao fechamento de fronteiras nos Bálcãs, o que impediu a jornada que muitos planejavam fazer para o centro e o oeste da Europa.

Republicanos criticam Donald Trump após declarações sobre Putin

 

Membros do próprio partido se distanciam do presidente norte-americano após comentários sobre o líder russo. Em entrevista, magnata respondeu a argumento de que Putin é um “assassino” afirmando que EUA não são “tão inocentes”

Por Redação, com DW  – de Washington:

Os mais recentes comentários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o presidente russo, Vladimir Putin, levaram alguns nomes do partido Republicano a se distanciarem do magnata. Democratas também lançaram críticas ao líder.

Trump (esq.) afirmou que é melhor que os EUA se entendam com Putin e a Rússia
Trump (esq.) afirmou que é melhor que os EUA se entendam com Putin e a Rússia

Em entrevista concedida por Trump à emissora Fox News no domingo, o jornalista Bill O’Reilly argumentou que o presidente russo é um “assassino”, sem especificar quem teria sido morto. Durante o governo Putin, uma série de jornalistas e opositores foram assassinados.

“Há muitos assassinos. Nós temos muitos assassinos. O que você acha: que nosso país é tão inocente?”, respondeu Trump.

O apresentador disse, então, não conhecer líderes do governo norte-americano que sejam assassinos. E Trump rebateu, referindo-se à guerra do Iraque: “Dê uma olhada no que também fizemos. Cometemos muitos erros.”

“Ele [Putin] é líder de seu país. E digo que é melhor nos entendermos com a Rússia. E se a Rússia nos ajudar na luta contra o ‘Estados Islâmico’ (EI) e contra o terrorismo islâmico em todo o mundo, isso é algo bom”, disse Trump na entrevista. “Vou me entender com ele? Não faço ideia.”

Senadores e Kremlin reagem

Em reação às declarações de Trump, o líder republicano no Senado, Mitch McConnell, criticou ações de Putin, lembrando que o presidente russo foi agente da KGB – o notório serviço secreto da era soviética –, chamando-o de “bandido” e questionando a maneira como ele foi eleito.

– Os russos anexaram a Crimeia, invadiram a Ucrânia e interferiram na nossa eleição – disse. “E não acho que haja uma equivalência entre a maneira que os russos conduzem seu país e a maneira como os Estados Unidos o faz.”

O senador republicano Ben Sasse, crítico de Trump, se manifestou na mesma linha. “Não há equivalência moral entre os EUA, a maior nação livre da história mundial, e os bandidos assassinos que defendem o clientelismo de Putin.” 

EUA e Rússia

O democrata Michael McFaul, que foi embaixador dos EUA na Rússia e conselheiro do ex-presidente Barack Obama, também se manifestou. “Essa equivalência moral que Trump continua traçando entre os EUA e a Rússia é repugnante e imprecisa”, disse.

Nesta segunda-feira, o governo russo exigiu um pedido de desculpas da Fox News pelos comentários de O’Reilly.  “Consideramos tais palavras da Fox TV inaceitáveis e insultantes”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

Já na campanha eleitoral, Trump elogiou Putin e sinalizou querer melhorar as relações com a Rússia. O magnata continuou defendendo o colega russo mesmo após as agencias de inteligência norte-americanas denunciarem a interferência de Moscou na eleição presidencial dos EUA em favor do republicano.

Governo norte-americano entra com recurso para impedir entrada de imigrantes

A ordem provocou uma série de questionamentos legais. Milhares de norte-americanos têm protestado fora dos aeroportos e tribunais em solidariedade aos muçulmanos e imigrantes

Por Redação, com ABr – de Washington:

Em mais um desdobramento na disputa entre juízes e o Executivo sobre o veto à entrada de refugiados e imigrantes estrangeiros em território norte-americano, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (EUA) entrou no sábado à noite com um recurso na Corte de Apelações pedindo o restabelecimento da ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump, que veda o ingresso em portos e aeroportos do país de cidadãos e refugiados de sete países, majoritariamente muçulmanos.

A ordem executiva assinada por Trump, anunciada no Pentágono no dia 27 de janeiro, suspende todo o sistema de admissão de refugiados dos EUA
A ordem executiva assinada por Trump, anunciada no Pentágono no dia 27 de janeiro, suspende todo o sistema de admissão de refugiados dos EUA

Em conversa com jornalistas. O presidente Donald Trump disse, em seu resort privado Mar-a-Lago, em Palm Beach, no Estado da Flórida. O recurso interposto pelo Departamento de Justiça vai ter êxito. “Nós vamos ganhar. Pela segurança do país, vamos ganhar”, afirmou.

O recurso tem como objetivo anular decisão do juiz James Robart, do Estado de Washington, na sexta-feira. Ele suspendeu temporariamente o veto do presidente à entrada nos Estados Unidos de refugiados e cidadãos do Irã, Iraque, da Líbia, Somália, do Sudão, da Síria e do Iêmen.

A ordem executiva assinada por Trump, anunciada no Pentágono no dia 27 de janeiro. Suspende todo o sistema de admissão de refugiados dos EUA. Um dos mais rigorosos do mundo, por 120 dias. Também suspende o programa de refugiados da Síria indefinidamente. Proíbe a entrada no país, por 90 dias, de pessoas dos sete países majoritariamente muçulmanos.

A ordem provocou uma série de questionamentos legais. Milhares de americanos têm protestado fora dos aeroportos e tribunais em solidariedade aos muçulmanos e imigrantes.

Depois de uma semana de caos em aeroportos norte-americanos. Devido às filas para checagem de documentação, detenções e embarques forçados de passageiros para seus países de origem. A decisão do juiz James Robart restaurou os procedimentos normais para a triagem de viajantes.

Refugiados

Os refugiados e pessoas provenientes desses sete países acham que, se não entrarem agora, podem ser impedidos de ingressar nos Estados Unidos no futuro. Caso a ordem executiva do presidente Donald Trump seja restabelecida.

A decisão provocou a ira do presidente que, em mensagem no Twitter, chamou Robart de “o assim chamado juiz” e sua decisão de “ridícula”..

Alguns juízes norte-americanos já tinham emitido ordens contra um detalhe ou outro da medida adotada por Trump. Porém, o recurso interposto pelo Departamento de Justiça visou a James Robart, de 69 anos, que ganhou as manchetes de jornais. Ampla exposição no rádio e na televisão ao se tornar a primeira autoridade a atacar o cerne de uma das várias ordens executivas baixadas pelo presidente desde que assumiu o cargo em 20 de janeiro.

O documento do Departamento de Justiça, de 125 páginas, afirma que a decisão do juiz Robart “prejudica o público” e ameaça a “segurança nacional”.

França: museu do Louvre reabre depois de ataque contra militares

As medidas de segurança, que já estão em seu nível máximo por conta do estado de emergência na França, não foram reforçadas. As lojas da galeria abriram as portas normalmente

Por Redação, com ABr – de Paris:

 

O museu do Louvre reabriu as portas nesta sábado, um dia depois do atentado contra militares na entrada da galeria Carrossel, que dá acesso ao prédio.

Com a chuva, poucos turistas se aventuraram a aguardar a abertura do museu na fila do lado de fora. No interior da galeria, onde ocorreu o ataque, já havia duas longas filas de espera. Como de costume, policiais armados de fuzis e metralhadoras também vigiavam o movimento dos visitantes, que tiveram as bolsas vasculhadas antes de entrar no museu.

Museu do Louvre é reaberto em Paris
Museu do Louvre é reaberto em Paris

As medidas de segurança, que já estão em seu nível máximo por conta do estado de emergência na França, não foram reforçadas. As lojas da galeria abriram as portas normalmente.

O ataque contra militares da Operação Sentinela, que visa justamente a prevenir atentados, ocorreu na sexta-feira pela manhã. O suspeito, que ainda não foi formalmente identificado, seria Abdallah EI H. Ele atacou os agentes com duas facas, ferindo um deles levemente no couro cabeludo, mas foi neutralizado com tiros no abdômen. Durante a ação, as 250 pessoas que estavam no museu foram colocadas em salas seguras.

Aviso no Twitter

O procurador da Justiça de Paris, François Moulin, confirmou o caráter “terrorista” do ataque dessa sexta-feira. Abdallah EI H, 29 anos, foi identificado como sendo de nacionalidade egípcia. Ele chegou como turista em Paris no dia 26 de janeiro. Sua passagem de volta estava marcada para o dia 5 de fevereiro.

Abdallah pediu visto em outubro no consulado da França em Dubai. O documento foi obtido em menos de uma semana. Abdallah estava hospedado em um apartamento alugado perto da avenida Champs Elysée. No seu quarto, a polícia não encontrou indícios de propaganda jihadista.

O suspeito está internado e não corre mais risco de morte. A Justiça francesa ainda não sabe se ele agiu sozinho ou recebeu “ordens” de algum grupo terrorista. Entretanto, poucos minutos antes da ação, ele tuitou varias mensagens mencionando o grupo Estado Islâmico, “combatentes na Síria” e “combatentes de todo o mundo”.

Mais de 7,3 milhões de pessoas, sendo que 75% são estrangeiros, visitaram o Louvre no ano passado, uma queda de cerca de 15% em relação a 2015.

Líderes europeus definem plano para conter migração

Em Malta, representantes da UE chegam a acordo sobre medidas de apoio às autoridades Líbias para impedir que imigrantes cruzem Mediterrâneo. Políticos criticam ações de Trump

Por Redação, com DW – de Malta:

Líderes europeus aprovaram nesta sexta-feira um pacote de 10 medidas para reduzir o fluxo de imigrantes no Mar Mediterrâneo com destino à Europa e criticaram recentes ações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Líderes europeus aprovaram nesta sexta-feira um pacote de 10 medidas para reduzir o fluxo de imigrantes no Mar Mediterrâneo
Líderes europeus aprovaram nesta sexta-feira um pacote de 10 medidas para reduzir o fluxo de imigrantes no Mar Mediterrâneo

Reunidos em Malta, representantes dos 28 países-membros da União Europeia (UE) decidiram aumentar o apoio fornecido às autoridade e à guarda costeira da Líbia. Para deter barcos de migrantes em seu litoral e erguer campos de refugiados no país. A UE também vai apoiar processos de repatriação voluntária para refugiados que pretendem retornar aos seus países de origem.

No ano passado, 180 mil pessoas alcançaram a Europa passando pelo Norte da África. Cerca de 4.500 não sobreviveram à jornada. A Líbia, abalada por uma guerra civil, é o principal país de trânsito.

– A situação para o migrantes é dramática na Líbia – declarou a chanceler federal alemã, Angela Merkel. “Precisamos de uma solução política para uma Líbia estável.”

Nesta quinta-feira, o primeiro-ministro italiano, Paolo Gentiloni, e seu homólogo líbio, Fayez al-Sarraj, assinaram um acordo para combater a migração ilegal no Mediterrâneo.

Críticas a Trump

Apesar do anúncio do pacote de medidas, recentes ações de Trump dominaram a primeira parte da conferência da UE. O presidente americano demonstrou apoio ao Brexit (saída do Reino Unido da UE), prevendo que outros países também vão deixar o bloco europeu. Ele também afirmou que a Otan é “obsoleta”.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, afirmou que o governo Trump não compreende o bloco europeu. “Às vezes tenho a impressão de que o novo governo não conhece a UE em detalhes, mas na Europa detalhes importam”, disse.

Segundo o presidente francês, François Hollande, a pressão exercida por Trump sobre o que a UE deve ou não fazer é “inaceitável”. “O que está em jogo é o destino da UE”. Disse em referência ao apoio a Trump demonstrado pela Polônia e Hungria.

Merkel disse que a Europa tem que prosseguir com seus planos. “A Europa tem seu destino nas próprias mãos. Acredito que quanto mais deixarmos claro como definimos nosso papel no mundo, melhor poderemos cuidar das nossas relações transatlânticas”, disse.

O chanceler austríaco, Christian Kern, criticou o veto migratório imposto por Trump a refugiados e cidadãos de sete países de origem muçulmana, classificando-o como “extremamente problemático”.

– Nós deveríamos ganhá-los (imigrantes muçulmanos) na luta contra o radicalismo e não defini-los como adversários – destacou. “Não há dúvidas de que os EUA têm responsabilidade compartilhada pela onda de refugiados devido a intervenções militares.”

Militar francês atira em agressor diante do Louvre

Militar francês dispara contra homem armado com facão nas imediações do museu em Paris, afirma polícia. Primeiro-ministro francês classifica ataque de terrorista

Por Redação, com DW – de Paris:

A polícia de Paris informou na manhã desta sexta-feira que um soldado abriu fogo diante do Museu do Louvre após ser agredido por um homem armado com um facão. 

Militar francês dispara contra homem armado com facão nas imediações do museu em ParisQuatro soldados que patrulhavam o shopping center diante da entrada do museu no subsolo teriam tentado desarmar o agressor antes de abrir fogo. Segundo as autoridades, ele gritou “Allahu Akbar” (Deus é grande, em árabe) antes de tentar atacar os militares. O homem foi atingido por cinco disparos e ficou gravemente ferido.

O primeiro-ministro francês, Bernard Cazeneuve, declarou que o ataque foi “terrorista em sua natureza”.  O Ministério do Interior afirmou que procuradores antiterrorismo estão investigando o incidente.

O agressor portava duas mochilas. Após verificação, constatou-se que estas não continham explosivos, informou a polícia. Um segundo suspeito foi detido, mas a polícia ainda não confirmou o envolvimento dele no ataque.

Louvre

O Louvre fica no coração da capital francesa e é uma das principais atrações turísticas da cidade. O museu fechou as portas após o incidente desta sexta-feira. Segundo a agência de notícias DPA, os visitantes foram solicitados a permanecer no local. As vias ao redor do museu foram bloqueadas, e as estações de metrô, fechadas.

O Ministério do Interior francês descreveu no Twitter o acontecimento como “um grave incidente para a segurança pública”, afirmando que a prioridade era uma intervenção das forças de segurança.

Patrulhas militares fazem parte das medidas de segurança implementadas após os ataques terroristas ocorridos na França em 2015 e 2016. Soldados armados são vistos regularmente nos arredores do Louvre.

O museu vem registrando uma queda no número de visitantes após a série de atentados no país. Em 2016, o número de visitantes caiu 15% em relação ao ano anterior, para 7,3 milhões.