Série de explosões em Bagdá deixa mortos e feridos

Pessoas observam o estrago causado pela explosão de um caminhão-bomba em um mercado de Bagdá

Duas explosões, entre elas um ataque suicida, atingiram um mercado movimentado no bairro de Bagdá, segundo a polícia. Uma agência de notícias que apoia o Estado Islâmico disse que os agressores tinham como alvo muçulmanos xiitas

 

Por Redação, com Reuters – de Bagdá

 

Três explosões de bombas mataram 29 pessoas em Bagdá neste sábado, à medida que os combates se intensificaram na cidade de Mosul, ao norte, onde forças do governo iraquiano tentam expulsar os jihadistas do Estado Islâmico de seu último grande reduto no país.

Pessoas observam o estrago causado pela explosão de um caminhão-bomba em um mercado de Bagdá
Pessoas observam o estrago causado pela explosão de um caminhão-bomba em um mercado de Bagdá

Duas explosões, entre elas um ataque suicida, atingiram um mercado movimentado no bairro de Sinak, de acordo com a polícia. Uma agência de notícias que apoia o Estado Islâmico disse que os agressores tinham como alvo muçulmanos xiitas. Eles são considerados apóstatas pelo grupo militante.

Uma terceira explosão foi registrada mais tarde matou quatro pessoas no distrito de Nova Bagdá. Um micro-ônibus lotado com explosivos foi detonado em uma rua de comércio bastante movimentada, segundo médicos e a polícia.

Ofensiva em Bagdá

O Estado Islâmico continua a realizar ataques na capital fortemente armada mesmo após ter perdido a maior parte do território que conquistou em 2014 no norte e no oeste do Iraque.

A reconquista de Mosul pelas forças do governo pode representar o fim do autodeclarado califado do Estado Islâmico, mas os militantes ainda teriam capacidade de realizar ataques ao estilo de guerrilha, além de tentarem planejar e inspirar ataques no Ocidente.

A segunda fase de uma ofensiva contra o Estado Islâmico com apoio dos EUA, lançada na quinta-feira após semanas de impasse no conflito, encontrou resistência feroz dos militantes. Forças convencionais dos EUA têm sido vistas nessa fase bem mais perto das linhas de frente.

O terceiro dia da nova campanha foi marcado por confrontos pesados nas frentes de batalha no sudeste e no norte.

Turistas são resgatados na Jordânia após tiroteio com seis mortos

Ambulâncias e viaturas da polícia chegam ao local onde os turistas foram feitos reféns, na Jordânia

A cidadela de Karak é um castelo construído pelos Templários na Idade Média, e é um conhecido ponto turístico na Jordânia. Uma mulher canadense, dois outros civis e quatro policiais foram mortos durante a troca de tiros

 

Por Redação, com agências internacionais – de Karak, Jordânia

 

Forças de segurança jordanianas libertaram turistas feitos reféns em um castelo medieval, neste domingo. Invadiram invadir o local onde homens armados se abrigaram, depois de um tiroteio com a polícia. Uma canadense, dois outros civis e quatro policiais foram mortos durante a troca de tiros entre agressores e forças de segurança. Pelo menos 29 pessoas foram levadas para o hospital, algumas com ferimentos graves, disseram fontes.

Ambulâncias e viaturas da polícia chegam ao local onde os turistas foram feitos reféns, na Jordânia
Ambulâncias e viaturas da polícia chegam ao local onde os turistas foram feitos reféns, na Jordânia

A cidadela de Karak é um castelo construído pelos Templários na Idade Média, e é um conhecido ponto turístico na Jordânia. Segundo o diário conservador espanhol El País, chegou a haver 14 reféns dentro do castelo, mas já foram libertados. O Departamento de Segurança Nacional não indicou se foram feitos reféns.

Em junho, a Jordânia foi palco de um atentado à bomba com um automóvel próximo da fronteira com a Síria. Foram assassinados seis soldados. Até agora, o país tem-se mantido relativamente estável. Não sofreu tantas ações terroristas em comparação com os países vizinhos. Mas tem estado na mira do grupo jihadista do Estado Islâmico (EI) devido à sua participação na coligação militar liderada pelos Estados Unidos.

Ônibus humanitários são atacados durante retirada em Aleppo

Milhares de pessoas se concentraram em uma praça, em Aleppo, à espera dos ônibus

Em troca do acordo, as forças pró-governo exigiram a saída das pessoas de duas aldeias xiitas sitiadas por insurgentes. A retirada de Aleppo parou na sexta-feira, após um desacordo sobre as aldeias de al-Foua e Kefraya

 

Por Redação, com agências internacionais – de Damasco

 

Diversos ônibus que levavam combatentes e familiares do leste de Aleppo deixaram, neste domingo, o último setor da cidade síria tomado por rebeldes, após um acordo entre rebeldes e forças pró-governo permitir a retomada das retiradas.

Milhares de pessoas se concentraram em uma praça, em Aleppo, à espera dos ônibus
Milhares de pessoas se concentraram em uma praça, em Aleppo, à espera dos ônibus

Em troca do acordo, as forças pró-governo exigiram a saída das pessoas de duas aldeias xiitas sitiadas por insurgentes. A retirada de Aleppo parou na sexta-feira, após um desacordo sobre as aldeias de al-Foua e Kefraya.

Canal de TV da Síria, citando seu correspondente na cidade, afirmou que os ônibus começaram a sair de Aleppo neste domingo. Embarcavam a partir de uma praça onde mais de 15 mil pessoas se reuniram para esperar pelos ônibus. Muitos passaram a noite dormindo nas ruas em temperaturas congelantes.

‘Deus é grande’

De acordo com a televisão al-Manar, alguns ônibus e veículos do Crescente Vermelho também chegaram à entrada das duas vilas. Em ambas, a maioria dos moradores são muçulmanos xiitas, logo após o anúncio do acordo. A emissora é afiliada ao grupo libanês Hezbollah, aliado de Damasco.

No entanto, enquanto se dirigiam ao local, cinco ônibus foram atacados e queimados. A denúncia partiu do Observatório Sírio para os Direitos Humanos e a mídia estatal síria.

A televisão estatal mostrou imagens de chamas provenientes dos ônibus verdes, que se tornaram sinônimo de retiradas na Síria. Vídeos transmitidos em mídias sociais mostraram homens com armas de fogo aclamando e gritando “Deus é grande”, enquanto os ônibus queimavam.

Al Nusra

A mídia local disse que “terroristas armados”, um termo que usa para grupos que lutam contra o governo do presidente Bashar al-Assad, foram responsáveis pelo ataque. De acordo com a Mayadeen, televisão pró-Damasco, o grupo rebelde conhecido anteriormente como Frente Al Nusra estaria por trás do ataque.

Aleppo havia sido dividida entre áreas do governo e dos rebeldes durante a guerra de quase seis anos. Mas, após meses de intensos ataques aéreos, um avanço relâmpago do Exército sírio e seus aliados começou em meados de novembro forçou, em questão de semanas, a saída dos insurgentes do território dominado pelos rebeldes.

ONU reconhece falha decisiva na guerra civil da Síria

Secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon disse que a instituição falhou com o povo sírio

O Exército Árabe da Síria terminou a libertação dos quarteirões orientais de Aleppo, “o que criou condições para a regularização pacífica do conflito na Síria”, afirmou o chefe de Operações do Estado-Maior, tenente-general russo Sergei Rudskoi

 

Por Redação, com agências internacionais – de Nova York, EUA, e Damasco

 

Na sua última entrevista coletiva como secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon afirmou que a organização falhou totalmente na Síria.

— De hoje em adiante, Aleppo é sinônimo de ‘inferno. Todos nós frustramos as expetativas do povo sírio. A paz apenas triunfará quando for acompanhada por compaixão, justiça e responsabilidade pelos crimes repugnantes — disse Ban Ki-Moon.

Secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon disse que a instituição falhou com o povo sírio
Secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon disse que a instituição falhou com a Síria

Mais cedo, na sexta-feira, o Exército Árabe da Síria terminou a libertação dos quarteirões orientais de Aleppo. A vitória do presidente da Síria, Bashar Al-Assad “criou condições para a regularização pacífica do conflito na Síria”. A afirmação é do chefe de Operações do Estado-Maior, tenente-general russo Sergei Rudskoi.

O representante permanente da Rússia na sede da ONU, em Genebra, Alexei Borodavkin, também se pronunciou. Ele frisa que, após a libertação de Aleppo, a Rússia espera que as organizações humanitárias da ONU empreendam ações profissionais e despolitizadas. Que visem, de fato, ajudar os habitantes da cidade.

Todo o possível

O Ministério da Defesa da Rússia comunicou que a evacuação de militantes, efetuada em conjunto com o Exército Sírio, conseguiu separar verdadeiramente a “oposição moderada” dos terroristas. É algo que campanha norte-americana nunca foi capaz de fazer.

A operação mostra que é importante ter a vontade de chegar a um acordo com todas as partes em conflito no terreno. “A fim de alcançar a reconciliação na Síria”, frisou o Ministério, em nota. Por volta de 10 mil pessoas foram salvas na sequência da operação de retirada de militantes de Aleppo, acrescentou.

— A operação conduzida pelo Centro russo para a Reconciliação na Síria é única. Toda ação foi destinada à evacuação dos militantes e suas famílias de Aleppo. Esta operação salvou a vida de cerca de 10 mil sírios. A operação deu a oportunidade de impor o regime de cessar fogo não só em Aleppo, mas também em outras regiões sírias — afirmou o major-general Igor Konashenkov.

Militantes

O representante oficial do Ministério da Defesa russo também ressaltou que foi, “em primeiro lugar, graças aos esforços dos militares russos do Centro para a Reconciliação na Síria que a verdadeira separação entre os militantes da chamada oposição moderada e os radicais se tornou possível. Durante um ano inteiro, os nossos parceiros norte-americanos achavam que isso era impossível de ser implementado”.

— Todas as tentativas de substituir este difícil processo de negociação com a oposição armada no terreno através de conferências nas capitais do Ocidente, com os representantes do Alto Comitê para Negociações ou por meio do envio de alguns ‘observadores’ a Aleppo, são inúteis. E levam a um beco sem saída. Quanto mais cedo (as autoridades de) Paris, Londres e Washington, que nem sequer conseguem enviar ajuda humanitária para a Síria, o compreendam, mais depressa se estabelecerá a paz (na Síria) — acrescentou.

Na sexta-feira, o Estado-Maior russo comunicou que cerca de 4,5 mil militantes que operavam em Aleppo oriental eram islamistas radicais e que a maioria deles já foi evacuada.

Atentado mata 13 soldados e fere outros 55 na Turquia

No local do atentado, policiais iniciam o trabalho de resgate dos corpos. Nenhum grupo ativista assumiu a responsabilidade

O atentado pode enfurecer ainda mais o povo turco frustrado por série de bombardeios letais neste ano, vários deles reivindicados por militantes curdos, incluindo o da semana passada, que matou 44 e feriu mais de 150 pessoas

 
Por Redação, com agências internacionais – de Ancara

 

Treze soldados foram mortos e outros 55 ficaram feridos após um carro-bomba atingir, neste sábado, um ônibus que transportava militares na cidade de Kayseri, uma semana depois de um bombardeio duplo atingir a polícia em Istambul. O presidente turco, Tayyip Erdogan, atribuiu o atentado a militantes curdos.

No local do atentado, policiais iniciam o trabalho de resgate dos corpos. Nenhum grupo ativista assumiu a responsabilidade
No local do atentado, policiais iniciam o trabalho de resgate dos corpos. Nenhum grupo ativista assumiu a responsabilidade

A explosão pode enfurecer ainda mais o povo turco frustrado por série de bombardeios letais neste ano, vários deles reivindicados por militantes curdos, incluindo o da semana passada, que matou 44 e feriu mais de 150 pessoas. Não houve reivindicação imediata de responsabilidade.

“O estilo e os objetivos dos ataques mostram claramente que o foco da organização terrorista separatista é a Turquia, cortar sua força e fazer com que ela concentre sua energia e forças em outros lugares”, disse Erdogan em comunicado.

Atentado duplo

“Sabemos que estes ataques que estamos sendo submetidos não são independentes dos desenvolvimentos na nossa região, especialmente no Iraque e na Síria.”
Erdogan freqüentemente se refere ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão como “a organização terrorista separatista”. O grupo, que quer autonomia para a minoria curda, é considerado um grupo terrorista pelos Estados Unidos, União Européia e Turquia.

Mais cedo, o vice-primeiro-ministro, Veysi Kaynak, já havia comparou o ataque de agora aos atentados duplos próximos ao estádio de futebol do Besiktas, em Istambul, no sábado passado, e reivindicado posteriormente por uma ramificação do militante Partido dos Trabalhadores do Curdistão.

“O ataque do carro-bomba se assemelha ao ataque do Besiktas em termos de estilo”, disse ele a um grupo de jornalistas, acrescentando que o incidente não desviaria a Turquia de seu objetivo de combater a militância.

Condolências

Presidente russo, Vladimir Putin expressou condolências ao seu homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan, pelo ataque terrorista ocorrido na cidade turca de Kayseri, informou o Kremlin.

“Aceitem nossas condolências mais profundas pela perda de soldados turcos na sequência do ataque terrorista na cidade de Kayseri”, diz o telegrama, publicado no site do Kremlin. Além disso, o líder russo destacou que “a resposta a este tipo de ataques criminosos deve ser uma luta ainda mais decisiva contra os grupos extremistas”.

“A Rússia está disposta a continuar a reforçar a cooperação com a Turquia na luta contra o terrorismo”, afirmou Putin. Pelo menos 13 pessoas morreram e 55 ficaram feridas na explosão que ocorreu em 17 de dezembro em Kayseri. Segundo Ancara, o ataque contra um ônibus que transportava soldados na área da universidade de Erciyes foi realizado por um suicida. O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, responsabilizou pelo ataque ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), considerado como terrorista e proibido na Turquia.

Insurgentes e governo sírio tentam novo acordo para evacuar Aleppo

Parte da retirada de Aleppo é coordenada pela Cruz Vermelha

Um oficial rebelde sírio e um oficial do governo disseram neste sábado que a evacuação de Aleppo seria retomada e as duas aldeias xiitas seriam liberadas

 

Por Redação, com agências internacionais – de Damasco

 

Um novo acordo estava em marcha para completar a evacuação de áreas rebeldes ao leste de Aleppo, na Síria. A operação foi suspensa na véspera, depois que as forças pró-governo exigiram que pessoas também fossem removidas de duas aldeias sitiadas por insurgentes.

Parte da retirada de Aleppo é coordenada pela Cruz Vermelha
Parte da retirada de Aleppo é coordenada pela Cruz Vermelha

Um oficial rebelde sírio e um oficial do governo disseram neste sábado que a evacuação da área seria retomada e as duas aldeias xiitas seriam liberadas. Bem como os feridos de duas cidades próximas à fronteira libanesa e leste de Aleppo.

Mas fontes disseram que as negociações ainda estão em andamento para finalizar como as evacuações aconteceriam e quantas pessoas iriam embora. Um ponto de discórdia em conversações esta semana foi o número de pessoas que terá permissão para deixar as aldeias xiitas de al-Foua e Kefraya, na província de Idlib. As localidades estão sitiadas por insurgentes.

Fora de Aleppo

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha informou que milhares de pessoas assustadas e feridas ainda estavam no leste da cidade esperando para sair. O oficial rebelde al-Farouk Abu Bakr, falando de Aleppo mais cedo, disse que o acordo incluiria a evacuação das duas aldeias xiitas sitiadas por insurgentes. A liberação de feridos de duas cidades sitiadas por forças pró-governo perto da fronteira libanesa e a evacuação total de Aleppo oriental rebelde também foram negociadas.

As cidades de Madaya e Zabadani ainda estão bloqueadas por forças pró-governo. A operação de retirada de pessoas das últimas áreas controladas pela oposição na cidade síria foi suspensa na sexta-feira, depois que milícias pró-governo exigiram que pessoas feridas deveriam também ser retiradas de duas vilas xiitas cercadas pelos combatentes rebeldes.

Supremacia dos EUA está em declínio, afirma o Washington Post

Soldado sírio percorre as ruas de um setor de Aleppo, liberado dos rebeldes

“Nada simboliza tanto o fim do triunfo histórico impetuoso e inebriante da democracia liberal”, diz o artigo. Segundo o jornal, enquanto os EUA faziam declarações, a Rússia atacava a cidade ocupada de Aleppo

 

Por Redação, com SputnikNews – de Aleppo, Moscou e Washington

 

Com o fim da Guerra Fria, o mundo viveu uma época de dominação do Ocidente e dos ideais capitalistas, liberal-democrata, mas esses tempos acabaram. A Rússia “regressou ao palco mundial”, escreve o diário norte-americano The Washington Post (WP). Não é preciso pensar muito em exemplos de que os EUA estão cedendo posições. “Basta só olhar para Aleppo”, destaca a edição deste domingo do WP.

Soldado sírio percorre as ruas de um setor de Aleppo, liberado dos rebeldes
Soldado sírio percorre as ruas de um setor de Aleppo, liberado dos rebeldes

“Nada simboliza tanto o fim do triunfo histórico impetuoso e inebriante da democracia liberal”, diz o artigo. Segundo o jornal, enquanto os EUA faziam declarações, a Rússia atacava a cidade ocupada. Moscou anunciou o término dos ataques aéreos em 18 de outubro, mas as tropas sírias continuaram sua ofensiva. Em resultado, o território de Aleppo oriental, onde vivem mais de 90 mil pessoas, foi totalmente libertado dos extremistas em 29 de novembro.

Negociações

Neste domingo, a Rússia disse estar pronta para conversar com os Estados Unidos sobre um recuo de todos os rebeldes sírios em Aleppo. No leste da Síria, os avanços do exército sírio, com o apoio russo, ameaçam ser um golpe decisivo na rebelião.

Em pouco mais de uma semana, o exército e milícias aliadas ocuparam várias áreas do território controlado pelos opositores, em Aleppo. Seguem em uma campanha feroz que pode deixar os rebeldes com nenhuma opção a não ser negociar passagem para sair da cidade.

Dezenas de milhares de civis ainda vivem no cada vez menor enclave rebelde. O enviado da ONU na Síria sugeriu que o leste de Aleppo poderia cair antes mesmo do fim do ano. Ele esperava que, de alguma maneira, pudesse ser encontrada uma forma de se evitar uma “terrível batalha”.

Em resposta à proposta russa, um oficial de um grupo rebelde de Aleppo disse que comandantes na cidade prometeram continuar lutando. Eles apoiariam a abertura de um corredor para civis deixarem a cidade, mas não se renderiam.

Combustível

Os avanços do governo em Aleppo deixaram o presidente Bashar al-Assad mais próximo de sua maior vitória na guerra civil. O movimento cresceu nos protestos contra seu governo, em 2011.

Apoiado pela força aérea russa e milícias xiitas do Irã, Iraque e Líbano, o governo vinha gradativamente se aproximado do leste de Aleppo este ano. Vinha cercando as regiões da cidade, antes de lançar um grande assalto, em setembro.

As Nações Unidas estimam que quase 30 mil pessoas foram deslocadas pelas últimas batalhas. Sendo 18 mil delas em direção a áreas controladas pelo governo e outras 8,5 mil para o bairro Sheikh Maqsoud, dominado pelos curdos.

O fornecimentos de comida e combustível estão muito baixos no leste de Aleppo. Hospitais foram repetidamente bombardeados e não estão em operação. Centenas foram mortos nos bombardeios

Europa

Como ainda destacou o Washington Post, as tendências que provam o fim do triunfo do Ocidente podem ser observadas também na Europa. Os países europeus estão cansados das sanções e o isolamento da Rússia organizado por Obama está desaparecendo de forma inglória. O fato é testemunhado pelas visitas regulares de John Kerry a Moscou. “A União Europeia, o maior clube democrático do mundo, também se poderá dissolver em breve. Em todo o continente estão ganhando popularidade movimentos do tipo do Brexit”, conclui o artigo.

Papa Francisco encerra ‘Ano Santo da Misericórdia’ com mensagem aos imigrantes

O papa Francisco fechou a 'Porta Santa' de um ano em que os imigrantes sofreram os mais graves abusos na Europa

Em uma cerimônia na Basílica de São Pedro, o papa Francisco fechou sua ‘Porta Santa’. O Vaticano diz que cerca de 20 milhões de peregrinos caminharam desde que foi aberta em 8 de dezembro

 

Por Redação, com Reuters – de Roma

 

O papa Francisco encerrou, neste domingo, o “Ano Santo da Misericórdia” da Igreja Católica Romana. Foi um período que inspirou a esperança entre muitos seguidores mas também foi marcado por conflitos em todo o mundo. Proliferaram-se, também, as lutas internas dentro da própria Igreja.

O papa Francisco fechou a 'Porta Santa' de um ano em que os imigrantes sofreram os mais graves abusos na Europa
O papa Francisco fechou a ‘Porta Santa’ de um ano em que os imigrantes sofreram os mais graves abusos na Europa

Em uma cerimônia na Basílica de São Pedro, Francisco fechou sua ‘Porta Santa’. O Vaticano diz que cerca de 20 milhões de peregrinos caminharam desde que foi aberta em 8 de dezembro. Buscam as bênçãos especiais e passar simbolicamente do pecado à graça.

Os Anos Santos costumam acontecer a cada 25 anos, a menos que um papa decrete um extraordinário, como este, encerrado neste domingo. Visa chamar a atenção a uma determinada necessidade ou tópico.

Esperança

O próximo seria em 2025 mas, Francisco, de 79 anos, preocupado com crescentes divisões e conflitos no mundo e a polarização entre católicos, determinou um ano especial sobre o tema da misericórdia. Trata-se de uma parte importante para a sua busca por uma igreja menos crítica e mais inclusiva.

Os católicos de todo o mundo foram convidados a perdoar uns aos outros. O papa fez inúmeros apelos aos líderes mundiais para que fizessem gestos de paz e reconciliação.

Em sua homilia, em uma missa para 70 mil pessoas na Praça de São Pedro. Foi celebrada juntamente com 17 novos cardeais nomeados, no sábado. Ele pediu pela continuidade do espírito de esperança e misericórdia.

— Pedimos a graça de nunca fechar as portas da reconciliação e do perdão, mas sim de saber superar o mal e as diferenças, abrindo todos os caminhos possíveis de esperança — concluiu.

China reabre rota comercial marítima segura em porto do Paquistão

O porto de Gwadar passou a ser policiado com forças militares da China, em solo do Paquistão

Um dia antes, o atentado mais sangrento dos últimos tempos na província de Baluchistão, onde fica Gwadar, tirou a vida a mais de 50 pessoas. O ataque do grupo terrorista Daesh, ou Estado Islâmico (EI, proibido na Rússia e muitos outros países) visou prejudicar projetos financiados pela China no sudoeste e em outras regiões do Paquistão

 

Por Redação, com SputnikNews – de Islamabad, Paquistão

 

O primeiro navio chinês com mercadorias passou, neste sábado, pelo porto de Gwadar, no Paquistão, após ser reconstruído pela China, no Paquistão. com destino ao Oriente Médio. A cerimônia de abertura foi realizada em 13 de novembro com a participação de altos representantes paquistaneses, civis e militares.

O porto de Gwadar passou a ser policiado com forças militares da China, em solo do Paquistão
O porto de Gwadar passou a ser policiado com forças militares da China, em solo do Paquistão

Um dia antes, o atentado mais sangrento dos últimos tempos na província de Baluchistão, onde fica Gwadar, tirou a vida a mais de 50 pessoas. O ataque do grupo extremista Daesh, ou Estado Islâmico (EI, proibido na Rússia e muitos outros países) visou prejudicar projetos financiados pela China no sudoeste e em outras regiões do Paquistão. A informação é do The South China Morning Post, citando funcionários paquistaneses.

Destacamentos

A cerimônia teve a presença do primeiro-ministro paquistanês, Nawaz Sharif. Ele disse que Islamabad assegurará da melhor forma a segurança do porto para que as empresas estrangeiras possam usar os serviços de Gwadar. A gestão das instalações compete à China. Depois de os trabalhos de dragagem dos fundos e de modernização da infraestrutura do porto terem sido realizados, o porto foi escalado em agosto pelo primeiro navio chinês com cargas para o Paquistão.

Ao mesmo tempo, a primeira coluna rodoviária com mercadorias para o corredor econômico sino-paquistanês Xinjiang–Gwadar liga China ao Paquistão. Os detalhes não foram divulgados. Entretanto, a parte paquistanesa usou estes eventos para recordar o cumprimento das responsabilidades assumidas para assegurar a segurança do porto e do corredor. Isso está a cargo de destacamentos militares especiais.

Forte influência

Islamabad anunciou sua formação na primavera do ano em curso. Na mesma altura, soube-se que soldados chineses também vão participar da proteção das duas infraestruturas. Esta é a primeira vez que destacamentos militares chineses são usados no exterior para assegurar seus interesses econômicos. Durante 10 anos a China pretende investir no corredor econômico Xinjiang–Gwadar US$ 46 bilhões.

O especialista russo em assuntos de Ásia do Sul e Oriente Médio, Stanislav Tarasov, afirmou à agência russa de notícias SputnikNews que os chineses tentam ocupar o vácuo deixado pelos EUA.

— A China está aumentando sua já forte influência no Paquistão. Também se observa uma grande influência da China no Afeganistão. Na região está surgindo um vácuo depois de os norte-americanos terem enfraquecido e sua política ter fracassado — disse Tarasov.

Baluchistão

O economista sublinhou que a China realiza atividades na região até a nível de inteligência, porque há rumores de que ela está negociando com pashtos, balúchis e islamistas radicais. Entretanto, com a expansão econômica da China na região os riscos irão aumentar.

— De um lado há a vontade dos países árabes e africanos cooperarem com a China. Do outro, determinadas forças utilizam os islamistas para destruir capacidades energéticas, de transportes e comunicações existentes. As ações destas forças podem ser analisadas no contexto da confrontação entre os EUA e a China — explicou Tarasov.

Na opinião do consultor, contra a China será usada a questão dos balúchis. O povo balúchi habita regiões que ficam no território do Paquistão, Afeganistão e Irã. Entre eles são fortes as tendências separatistas para criar um Estado do Baluchistão. Estas intenções são usadas pelos islamistas como um instrumento de luta contra as autoridades legítimas.

Iraquianos lutam contra o Estado Islâmico nos portões de Mossul

Famílias tentam deixar Mossul antes que o exército iraquiano inicie os combates contra o Estado Islâmico

O Estado Islâmico concentrava-se na cidade fluvial de Tigris, a 15 quilômetros de Mossul, disse o comandante das operações, major-general Najm al-Jabouri

 

Por Redação, com Reuters – de Hammam al-Alil, Iraque

 

Tropas iraquianas avançavam em direção à Mosul, neste sábado, na batalha pela última cidade entre eles e a fortaleza do Estado Islâmico ao norte. Mosul, que já está sob fogo de forças especiais combatendo dentro dos distritos a leste da cidade.

Famílias tentam deixar Mossul antes que o exército iraquiano inicie os combates contra o Estado Islâmico
Famílias tentam deixar Mossul antes que o exército iraquiano inicie os combates contra o Estado Islâmico

O ataque deste sábado à Hammam al-Alil, cerca de 15 quilômetros ao sul de Mosul, tinha como alvo um grupo de pelo menos 70 combatentes. O Estado Islâmico concentrava-se na cidade fluvial de Tigris, disse o comandante das operações em Mosul, major-general Najm al-Jabouri.

Batalha decisiva

Jabouri disse que o ataque começou por volta das 10h no horário local. Alguns militantes já tentaram escapar cruzando o rio, mas outros mostraram forte resistência, e as tropas frustraram três tentativas de bombardeios suicidas.

— (A batalha) é muito importante. É a última cidade para nós antes de Mosul — disse Jabouri a jornalistas.

Helicópteros iraquianos estavam apoiando o exército, disse ele. A Infantaria conta com reforço também de caças de uma coalizão aérea liderada pelos EUA. Os jatos vêm atingindo alvos do Estado Islâmico na cidade, há vários dias.

Um comunicado do exército afirmou que forças de segurança hastearam a bandeira iraquiana sob o prédio do governo na cidade. Mas não disse se ela estava seu sob total controle.