China alerta sobre tensão na Península da Coreia do Norte

Pequim propõe suspensão dos testes de misses norte-coreanos em troca do fim dos exercícios militares conjuntos entre Seul e Washington. ONU denuncia “graves violações” de Pyongyang

Por Redação, com DW – de Pequim:

A China lançou nesta quarta-feira um apelo pela suspensão das atividades nucleares e balísticas da Coreia do Norte em troca do fim dos exercícios militares conjuntos realizados por Coreia do Sul e Estados Unidos.

Segundo o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, este seria o primeiro passo para evitar uma “colisão frontal” entre as duas partes.

A Coreia do Norte lançou quarto mísseis balísticos em direção a bases americanas no Japão
A Coreia do Norte lançou quarto mísseis balísticos em direção a bases americanas no Japão

– Os dois lados são como dois trens acelerando um na direção do outro, sem que nenhuma das partes esteja disposta a ceder – disse Wang a repórteres. “Nossa prioridade agora é acionar as luzes vermelhas e puxar o freio de ambos os trens.”

A suspensão das atividades dos dois lados do conflito poderá ajudar a “romper o dilema de segurança. Trazer as duas partes de volta à mesa de negociações”, ressaltou o ministro.

Na segunda-feira, a Coreia do Norte lançou quarto mísseis balísticos em direção a bases norte-americanas localizadas no Japão, três dos quais caíram em águas territoriais japonesas.

Seul e Washington, por sua vez, iniciaram na semana passada os exercícios militares conjuntos realizados anualmente. Que ambos os países afirmam ser de caráter estritamente defensivo. Pyongyang, porém, os considera uma provocação e uma preparação do país vizinho para uma eventual guerra entre as Coreias.

Outro motivo do acirramento das tensões é a prevista instalação do sistema norte-americano de defesa em altitudes altas THAAD na Coreia do Sul. Que visa impedir a chegada de mísseis lançados pelo país vizinho. Pequim acredita que o sistema seja capaz de atingir também o seu território. Ameaçando seus interesses de segurança.

ONU condena “grave violação”

Nesta terça-feira, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma declaração condenando os recentes lançamentos de mísseis da Coreia do Norte. Considerando-os uma “grave violação” das resoluções da ONU. Que proíbem o país de desenvolver tais tecnologias. O órgão expressou preocupação com o que chamou de “comportamento cada vez mais desestabilizador” de Pyongyang.

O órgão máximo da ONU lamentou também que o país utilize recursos para desenvolver armamentos. Enquanto a população enfrenta sérias dificuldades, e ameaçou “adotar novas medidas substanciais” contra Pyongyang. A declaração foi aprovada pelos representantes dos 15 países do Conselho de Segurança, apesar das tensões entre os EUA e a China em razão da instalação do THAAD na Coreia do Sul.

O Conselho pediu aos 193 países que integram a ONU que realizem esforços para implementar assanções impostas desde 2006 à Coreia do Norte. Um relatório recente de um painel de especialistas questionava o comprometimento da China com as sanções. E denunciava que a Coreia do Norte estabeleceu empresas de fachada em outros países. Principalmente na China e na Malásia – para tentar driblar as restrições.

Donald Trump apoia novo plano de saúde da Câmara

A proposta irá desmantelar a lei de saúde pública de 2010 do ex-presidente democrata Barack Obama, anulando a penalidade para os norte-americanos sem plano médico

Por Redação, com Reuters – de Washington:

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apoiou nesta terça-feira o esboço de uma proposta dos republicanos para substituir o sistema de saúde de seu antecessor, conhecido como Obamacare, que foi revelada na véspera, dizendo que a legislação proposta está “disponível para análise e negociação”.

Presidente dos EUA, Donald Trump
Presidente dos EUA, Donald Trump

Em um tuíte publicado nesta manhã, Trump descreveu o projeto de lei apresentado por seus correligionários na Câmara dos Deputados como “nosso novo maravilhoso projeto de lei para o sistema de saúde”.

A proposta irá desmantelar a lei de saúde pública de 2010 do ex-presidente democrata Barack Obama, anulando a penalidade para os norte-americanos sem plano médico e cortando um financiamento adicional para os pobres.

A medida logo foi criticada pelos democratas.

Obamacare

Embora o Obamacare seja um alvo em comum dos republicanos há tempos. A proposta também foi recebida com ceticismos por alguns membros do partido. Preocupados com os créditos fiscais da nova lei para a compra de planos de saúde. E com as mudanças na cobertura do Medicaid, o programa de saúde governamental voltado para os pobres.

A proposta precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados, que tem maioria republicana. E pelo Senado, onde enfrenta mais exigências para sua aprovação. O que torna seu futuro incerto.

Tropas do Iraque avançam em Mossul

Após intensos combates, forças locais apoiadas pelos EUA retomam complexo do governo, o que deverá possibilitar início de ofensiva no oeste da cidade, onde 750 mil ainda estão isoladas pelo “Estado Islâmico”

Por Redação, com DW – de Mossul:

As forças iraquianas, apoiadas pelos Estados Unidos, realizaram significativos na luta para retomar Mossul das mãos do grupo extremista “Estado Islâmico” (EI) com a reconquista, nesta terça-feira, do complexo da sede do governo provincial de Nineveh, no oeste da cidade. 

Retomada da sede do governo pelas tropas iraquianas poderá viabilizar início de ofensiva no oeste de Mossul
Retomada da sede do governo pelas tropas iraquianas poderá viabilizar início de ofensiva no oeste de Mossul

Após intensos combates, as tropas da polícia iraquiana reassumiram o controle do local. Onde se encontram a sede da polícia, os tribunais e os escritórios da companhia de abastecimento de água.

A sede do governo da província é localizada próximo às margens do rio Tigre e à área mais densamente povoada de Mossul, a cidade velha. Esta região, repleta de ruas estreitas que impedem a passagem dos veículos blindados. É considerada pelos militares como a mais difícil de ser recuperada. Acredita-se que centenas de milhares de civis estejam confinados nessa parte da cidade.

As tropas iraquianas também retomaram a ponte Al-Hurriya. O que deverá permitir restabelecer a ligação entre o leste da cidade. Conquistado anteriormente pelas forças do governo, com o oeste.

Esta é a segunda das cinco pontes que atravessam o rio Tigre a ser retomada pelas forças de segurança. Todas elas foram danificadas ou destruídas. As forças iraquianas terão de fazer reparos ou construir pontes flutuantes. Para religar as duas margens do rio que divide a cidade. Os bairros a leste do rio Tigre foram completamente libertados no mês de janeiro.

Ofensiva

A ofensiva na parte oeste de Mossul foi iniciada há duas semanas. As autoridades iraquianas informaram que as forças de segurança recapturaram o museu da cidade, cujo acervo foi amplamente danificado pelos jihadistas, que divulgaram em fevereiro de 2015 um vídeo com imagens da destruição de artefatos preciosos.

Os intensos combates pela retomada de Mossul forçaram o deslocamento de mais de 50 mil pessoas, segundo a Organização Internacional para a Migração (OIM). Esse número, porém, representa uma pequena parcela dos 750 mil que, acredita-se, ainda estão sob domínio do EI no oeste da cidade.

EUA começam instalação de sistema antimísseis na Coreia do Sul

A medida dos EUA deve ampliar as tensões entre Coreia do Sul e China, que diz que a instalação do Thaad destrói o equilíbrio da segurança regional

Por Redação, com Reuters – de Seul:

Os Estados Unidos começaram as movimentações nesta terça-feira para instalar os primeiros elementos de um avançado sistema de defesa antimísseis na Coreia do Sul, depois que a Coreia do Norte lançou quatro mísseis balísticos em um teste, informou o Comando dos EUA no Pacífico, apesar da firme oposição da China.

A medida dos EUA deve ampliar as tensões entre Coreia do Sul e China
A medida dos EUA deve ampliar as tensões entre Coreia do Sul e China

O anúncio foi feito enquanto a mídia estatal norte-coreana. Dizia que o líder do país, Kim Jong Un, havia supervisionado pessoalmente os lançamentos de segunda-feira. De uma instalação militar que está posicionada de forma a atacar bases dos EUA no Japão. Ampliando as ameaças contra Washington. No momento em que tropas norte-americanas realizam exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul.

– Ações provocativas contínuas da Coreia do Norte. Incluindo o lançamento ontem de múltiplos mísseis, apenas confirmam a prudência da decisão de nossa aliança no ano passado de instalar o Thaad na Coreia do Sul – disse o comandante dos EUA no Pacífico, almirante Harry Harris. Em comunicado, fazendo referência ao sistema antimísseis Terminal de Defesa Aérea de Alta Altitude (Thaad, na sigla em inglês).

Medida

A medida dos EUA deve ampliar as tensões entre Coreia do Sul e China, que diz que a instalação do Thaad destrói o equilíbrio da segurança regional.

Os quatro mísseis balísticos lançados pela Coreia do Norte caíram no mar na direção da costa noroeste do Japão. Despertando reações indignadas de Seul e Tóquio, dias após o regime de Pyongyang ter prometido retaliar pelos exercícios militares de EUA e Coreia do Sul, que a Coreia do Norte considera ser uma preparação para guerra.

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, conversaram sobre o lançamento dos mísseis. Durante um telefonema. Trump também conversou com o presidente interino da Coreia do Sul, Hwang Kyo-ahn.

Centrais sindicais convocam manifestação na Argentina

O presidente Mauricio Macri prometeu reduzir a inflação de cerca de 30%, que herdou da antecessora Cristina Kirchner, ao assumir em dezembro de 2015

Por Redação, com ABr – de Buenos Aires:

As centrais sindicais e organizações sociais da Argentina convocaram uma manifestação, nesta terça-feira, para exigir do governo aumentos salariais que compensem a inflação. O Banco Central estabeleceu, para este ano, meta inflacionária de 17%, mas no ano passado o custo de vida aumentou 40%.

Centrais sindicais convocam protesto na Argentina
Centrais sindicais convocam protesto na Argentina

No dia anterior, os professores iniciaram greve nacional, que atrasou o início das aulas. Em uma grande manifestação, no centro de Buenos Aires, eles exigiram aumentos salariais de 35%. O governo ofereceu 18%, para poder cumprir a meta inflacionária.

O presidente Mauricio Macri prometeu reduzir a inflação de cerca de 30%, que herdou da antecessora Cristina Kirchner, ao assumir em dezembro de 2015. No seu primeiro ano de governo, o custo de vida aumentou, graças, em parte, aos reajustes das tarifas públicas.

Crise

O governo também prometeu abrir a economia para atrair investimentos. Segundo a Central dos Trabalhadores da Argentina, 400 postos de trabalho foram fechados. A queda de braço entre o governo e os sindicatos ocorre em ano de campanha eleitoral.

Em outubro serão realizadas eleições legislativas, e Macri precisa obter maioria no Congresso se quiser aprovar as reformas que prometeu. Sua rival política, a ex-presidente Cristina Kirchner, que lidera a Frente para a Vitória, da oposição, foi convocada para depor na Justiça sobre um caso de lavagem de dinheiro, no mesmo dia do protesto sindical. Ela pediu a seus seguidores que, em vez de acompanhá-la ao tribunal, saiam às ruas em apoio aos sindicatos.

EUA: republicanos revelam plano para substituir Obamacare

Maioria governista na Câmara dos Representantes divulga propostas para substituir reforma da saúde do governo anterior. Mudança poderá deixar muitos norte-americanos sem acesso à assistência médica

Por Redação, com DW – de Washington:

Deputados republicanos, que compõem maioria na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, divulgaram uma lei que visa substituir a reforma na saúde estabelecida pelo ex-presidente Barack Obama, conhecida como Obamacare.

Proposta republicana diminui o papel do governo em ajudar os cidadãos a arcar com os custos dos planos de saúde
Proposta republicana diminui o papel do governo em ajudar os cidadãos a arcar com os custos dos planos de saúde

O pacote de medidas, empacotado sob o nome Lei Americana de Assistência Médica. Diminui o papel do governo em ajudar os cidadãos a arcar com os custos dos planos de saúde e poderá deixar muitos norte-americanos sem assistência médica.  

A proposta republicana foi apresentada em dois projetos de lei, que essencialmente visam a criação de um sistema de créditos fiscais. Para ajudar as pessoas a contratar planos de saúde. Liberando as empresas da obrigação de oferecer uma alternativa a seus funcionários.

Esse crédito fiscal oscilaria entre 2 mil e 4 mil dólares por ano. O que significa que as pessoas de baixa renda terão menos apoio do que o oferecido pelo Obamacare.

A proposta, porém, mantém alguns das conquistas do plano anterior. Como a proibição às seguradoras de aumentarem os preços dos planos de saúde em caso de doenças pré-existentes.

Os republicanos querem acabar com os créditos fiscais com base na renda salarial. Que ajudam milhões de norte-americanos a arcar com os custos dos planos de saúde. Esse sistema seria substituído por outro que aumentaria os créditos de acordo com a idade do beneficiado.

Os governistas afirmam que o sistema atual não permite que os cidadãos escolham um plano de saúde entre várias opções, os forçando a optar pelas ofertas do governo, além obrigar as empresas a completar a cobertura de seus funcionários.

Congelamento do Medicaid

O projeto de lei prevê o congelamento das inscrições na extensão do programa Medicaid, estabelecido pelo Obamacare, que possibilitou o acesso à assistência médica a mais de 11 milhões de pessoas de baixa renda. De outro modo, essas pessoas não teriam acesso aos planos de saúde.

O congelamento deverá entrar em efeito no dia 1º de janeiro de 2020. A partir daí, os estados que acrescentarem pessoas ao Medicaid deixarão de receber as verbas federais previstas no programa.

Os projetos de lei ainda serão revistos pela comissão de orçamento do Congresso, que avaliará o impacto das mudanças. Até o momento, quatro senadores republicanos já anunciaram que vão se opor à proposta.

Rob Portman, de Ohio, Shelley Moore Capito, da Virgínia Ocidental, Cory Gardner, do Colorado, e Lisa Murkowski, do Alasca, divulgaram uma carta nesta segunda-feira, afirmado que a proposta não protege adequadamente os cidadãos de seus estados, onde o Obamacare ampliou significativamente o acesso ao Medicaid.

Alguns senadores conservadores, como Ted Cruz, derrotado por Trump nas primárias republicanas, criticaram o texto, o que poderá trazer dificuldades para a aprovação final das propostas.

Alemanha tenta aplacar tensão com Turquia

Berlim diz ser inaceitável declaração de Erdogan sobre “práticas nazistas” na Alemanha atual. Mas exalta relações bilaterais como especiais e pede que “cabeças frias” prevaleçam

Por Redação, com DW – de Berlim:

Autoridades alemãs rebateram nesta segunda-feira as declarações do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, que comparou o cancelamento de comícios na Alemanha sobre o referendo constitucional na Turquia, com a presença de ministros turcos, a “práticas nazistas”.

Erdogan atribuiu o cancelamento de comícios na Alemanha sobre o referendo constitucional na Turquia a "práticas nazistas"
Erdogan atribuiu o cancelamento de comícios na Alemanha sobre o referendo constitucional na Turquia a “práticas nazistas”

Nos últimos dias, diversas cidades alemãs cancelaram os eventos alegando preocupações com a segurança. Os ministros do governo de Erdogan fariam campanha a favor da reforma constitucional que visa introduzir o sistema presidencialista no país. Ampliando os poderes do presidente. A Alemanha abriga a maior diáspora turca, e em torno de 1,4 milhão de pessoas poderão votar no referendo no dia 16 de abril.

O governo turco acusou Berlim de atuar contra a campanha a favor da reforma constitucional por não querer uma Turquia estável.

– Alemanha, você não tem qualquer relação com a democracia e você deveria saber que suas práticas atuais não são diferentes das do período nazista – disse o presidente em Istambul. Num evento de campanha para o referendo. “Eu pensava que a Alemanha havia abandonado práticas nazistas há muito tempo. Estávamos enganados.”

Steffen Seibert, porta-voz da chanceler federal Angela Merkel. Ele afirmou que “comparações com o nazismo são sempre absurdas e fora de lugar. Uma vez que leva a apenas uma coisa: a banalização dos crimes contra a humanidade cometidos pelos nazistas”.

“Absolutamente inaceitável”

Ao mesmo tempo em que encorajou a Turquia a “falar abertamente e de modo crítico”. Seibert disse que os dois países devem lembrar o “significado especial” de suas relações próximas e “deixar que as ‘cabeças frias’ prevaleçam”.

Horas antes, o chefe de gabinete da chancelaria, Peter Altmaier, afirmou que a comparação com o nazismo é “absolutamente inaceitável”. “O governo deixará isso bem claro”, afirmou. “Não há qualquer razão para permitir que sejamos repreendidos dessa maneira.”

Erdogan alertou que Berlim não deve tentar impedi-lo de falar em solo alemão. “Se não me deixarem entrar ou não me deixarem falar. Farei com que o mundo se levante”, ameaçou.

No domingo, o ministro alemão da Justiça. Heiko Maas, afirmou que os comentários de Erdogan eram “absurdos, lamentáveis e grotescos”. E que tinham como objetivo provocar reações de Berlim. “Temos que cuidar para que não nos deixemos ser provocados”, observou.

Ele alertou contra romper relações diplomáticas ou não permitir a entrada de Erdogan no país. Afirmando que essas medidas jogarão a Turquia “diretamente nos braços de (presidente russo) Vladimir Putin, o que ninguém deseja”.

Acirramento das tensões

O ministro alemão do Exterior e vice de Merkel, Sigmar Gabriel, disse que, apesar de a Alemanha respeitar os valores da liberdade de expressão, os que fizerem pronunciamentos no país devem “respeitar as regras”.

O líder da comunidade turca na Alemanha, Gökay Sofuoglu, condenou a fala do presidente turco, afirmando que desta vez Erdogan foi longe demais.

As tensões entre Berlim e Ancara já haviam se agravado nos últimos dias com a prisão do jornalista teuto-turco Deniz Yücel na Turquia, que gerou uma onda de indignação por parte do governo, políticos e intelectuais alemães. Erdogan acusou o correspondente do jornal Die Welt de ser um agente da Alemanha e integrante do banido Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

Alemanha e Turquia são, além disso, parceiros importantes na crise migratória. Mais de um milhão de refugiados – em sua maioria sírios – entraram na Alemanha desde 2015. E foi só o acordo firmado entre a União Europeia e a Turquia para impedir a chegada de migrantes ao continente, em vigor desde março de 2016, conseguiu sustar decisivamente o fluxo migratório.

Trump irá retirar Iraque de novo decreto de restrição de viagens

A autoridade de alto escalão da Casa Branca disse que o novo decreto presidencial irá manter uma proibição de entrada de 90 dias para cidadãos de seis países de maioria muçulmana

Por Redação, com Reuters – de Washington:

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, irá retirar o Iraque de uma lista de países incluídos em uma restrição de viagens aos EUA quando assinar um novo decreto presidencial nesta segunda-feira, depois que sua polêmica primeira tentativa foi bloqueada nos tribunais do país, disse uma fonte da Casa Branca.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, irá retirar o Iraque de uma lista de países incluídos em uma restrição de viagens aos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, irá retirar o Iraque de uma lista de países incluídos em uma restrição de viagens aos EUA

A autoridade de alto escalão da Casa Branca disse que o novo decreto presidencial irá manter uma proibição de entrada de 90 dias para cidadãos de seis países de maioria muçulmana. Irã, Líbia, Síria, Somália, Sudão e Iêmen.

O Iraque foi removido da lista de nações do decreto original, emitido em 27 de janeiro. Porque seu governo adotou novos procedimentos de verificação, como uma vistoria mais rígida de vistos. E o compartilhamento de dados. Por estar trabalhando com Washington para conter os militantes do Estado Islâmico, segundo a fonte.

Milhares de iraquianos lutam há anos ao lado das tropas norte-americanas. Ou atuam como tradutores desde a invasão comandada pelos EUA em 2003. Muitos se restabeleceram em solo norte-americano. Depois de serem ameaçados por trabalhar com os militares dos EUA.

O funcionário da Casa Branca disse que o novo decreto presidencial, que o presidente republicano deve assinar nesta segunda-feira. Também garante que milhares de moradores permanentes legalizados nos EUA. Os possuidores do chamado green card, dos países listados não sejam afetados pela restrição de viagens.

Restrição original

Mais de duas dúzias de ações civis foram abertas em cortes norte-americanas contestando a restrição original. O Estado de Washington conseguiu que o 9o Tribunal de Apelações a suspendesse argumentando que ela violava proteções constitucionais contra a discriminação religiosa.

Trump criticou publicamente os juízes que arbitraram contra ele e prometeu levar o caso à Suprema Corte. Mas depois decidiu redigir um novo decreto com mudanças com o objetivo de torná-lo mais fácil de defender nos tribunais.

Enquanto o primeiro decreto impunha restrições imediatas, a nova diretiva terá um intervalo de adoção ainda indefinido para limitar as interrupções que complicaram a vida de alguns viajantes, disse a fonte.  

Refugiados “em trânsito” e que já foram aprovados poderão viajar aos EUA.

O decreto presidencial original de Trump impedia o ingresso de viajantes dos sete países escolhidos nos EUA durante 90 dias e de todos os refugiados durante 120 dias. Os refugiados da Síria seriam barrados por tempo indeterminado, mas não terão tratamento diferenciado no novo decreto.

Coreia do Norte lança quatro mísseis balísticos no mar

Alguns mísseis caíram na água a apenas 300 quilômetros da costa noroeste do Japão, disse o ministro da Defesa japonês, Tomomi Inada, em Tóquio

Por Redação, com Reuters – de Seul:

A Coreia do Norte disparou quatro mísseis balísticos no mar na direção da costa noroeste do Japão nesta segunda-feira, o que provocou protestos de Coreia do Sul e Japão, dias após o regime norte-coreano ter prometido retaliar os exercícios militares conjuntos realizados por Estados Unidos e Coreia do Sul.

A Coreia do Norte disparou quatro mísseis balísticos no mar na direção da costa noroeste do Japão nesta segunda-feira
A Coreia do Norte disparou quatro mísseis balísticos no mar na direção da costa noroeste do Japão nesta segunda-feira

As Forças Armadas da Coreia do Sul disseram que os mísseis provavelmente não eram mísseis balísticos intercontinentais (ICBM). Que podem atingir os Estados Unidos. Os mísseis voaram em média 1.000 quilômetros e atingiram uma altura de 260 quilômetros.

Alguns mísseis caíram na água a apenas 300 quilômetros da costa noroeste do Japão. Disse o ministro da Defesa japonês, Tomomi Inada, em Tóquio.

Mísseis

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, disse que “protestos firmes” foram apresentados à Coreia do Norte. Tem arsenal nuclear e que realiza com frequência testes nucleares e de mísseis desafiando sanções da ONU.

O presidente interino da Coreia do Sul, Hwang Kyo-ahn, condenou os lançamentos e disse que representam uma provocação direta à comunidade internacional. Seul disse ainda que vai agir para implantar rapidamente um sistema antimísseis dos EUA, apesar da forte objeção da China.

FBI pressiona governo a desmentir Donald Trump

Agência põe Departamento de Justiça, do qual depende, em rota de colisão com o presidente, que acusa, sem provas, gestão Obama de ter grampeado seu telefone. Denúncia causa mal-estar institucional em Washington

Por Redação, com DW – de Washington:

Após o presidente Donald Trump pedir ao Congresso norte-americano uma investigação sobre supostas escutas telefônicas em suas conversas durante a campanha eleitoral, o FBI pediu no domingo ao Departamento de Justiça, ministério do qual depende, que rejeite a denúncia.

No fim de semana, Trump acusou seu antecessor, Barack Obama, de ter ordenado a interceptação de suas conversas telefônicas
No fim de semana, Trump acusou seu antecessor, Barack Obama, de ter ordenado a interceptação de suas conversas telefônicas

No fim de semana, Trump acusou seu antecessor, Barack Obama, de ter ordenado a interceptação de suas conversas telefônicas na Trump Tower, em Nova York. Antes das eleições de novembro. O ex-presidente negou a acusação.

Ao pedir que o Departamento de Justiça rejeite a acusação de Trump. O diretor do FBI, James Comey, questionou a veracidade das declarações do presidente, que não apresentou provas sobre as supostas interceptações telefônicas.

A solicitação de Comey está sendo encarada pela imprensa norte-americana como rara: ela coloca a maior autoridade de Justiça do governo na posição de questionar a honestidade de uma declaração do presidente.

Segundo o jornal New York Times, citando autoridades do governo. Comey alegou que “não há provas para sustentar (a denúncia) e insinuar que o FBI desobedeceu a lei”. O FBI mantém silêncio sobre o assunto.

Relatórios

O porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, citou apenas a existência de relatórios sobre “investigações de motivação política”. Ao comentar o pedido do presidente para que o Congresso abrisse uma investigação sobre o caso. Sarah Sanders, porta-voz de Trump, afirmou que, se confirmada a denúncia, este seria o “maior caso de abuso de poder já ocorrido por parte do Executivo”.    

Em declaração no Twitter, Trump chegou a comparar o episódio com o escândalo de Watergate nos anos 1960. Quando o ex-presidente Richard Nixon ordenou a interceptação de conversas telefônicas de adversários políticos.                                               

O diretor de inteligência do governo Obama, James Clapper, também refutou a denúncia de Trump. Ao afirmar que “não houve atividade de interceptação telefônica contra o presidente enquanto candidato ou contra a sua campanha”.

Até o momento, o Departamento de Justiça não fez nenhuma declaração sobre o assunto.

As acusações geraram um novo imbróglio no agitado primeiro mês e meio do governo Trump. Dias antes, o procurador-geral, Jeff Sessions, que chefia o Departamento de Justiça, se afastou do caso sobre ingerência russa nas eleições depois que foi confirmado que ele tinha se reunido no ano passado com o embaixador russo em Washington, Serguei Kislyak