Porta-voz de Obama nega que ex-presidente tenha grampeado Trump

Lewis garantiu que nem Obama, nem qualquer outro funcionário da Casa Branca durante a gestão do democrata espionaram qualquer cidadão norte-americano

Por Redação, com ABr – de Washington:

O porta-voz de Barack Obama, Kevin Lewis, negou que o ex-presidente dos Estados Unidos tenha grampeado os telefones do então candidato à presidência pelo Partido Republicano, Donald Trump, durante a campanha eleitoral de 2016.

Donald Trump e Barack Obama
Donald Trump e Barack Obama

Em nota divulgada na tarde de sábado, Lewis garantiu que nem Obama, nem qualquer outro funcionário da Casa Branca durante a gestão do democrata espionaram qualquer cidadão norte-americano.

– Uma regra fundamental da administração Obama foi que nenhum funcionário jamais interferisse com qualquer investigaçã. Independente conduzida pelo Departamento de Justiça. Como parte dessa prática. Nem o presidente Obama, nem qualquer outro funcionário da Casa Branca jamais ordenou a vigilância de qualquer cidadão dos EUA. Qualquer sugestão em contrário é simplesmente falsa – afirmou Lewis.

Acusação

A acusação de grampo foi feita por Trump na manhã de sábado, por meio de uma série de textos postados no microblog Twitter. Sem apresentar qualquer prova, o atual mandatário norte-americano classificou Obama como uma pessoa “ruim” e “doente”. Que teria ordenado que conversas telefônicas de Trump fossem gravadas.

Trump ainda teceu um paralelo com o caso Watergate, ocorrido em 1972, quando cinco homens ligados ao Partido Republicano foram flagrados copiando documentos e instalando escutas telefônicas na sede do comitê nacional do Partido Democrata – o mesmo ao qual Obama é filiado.

– Como o presidente Obama caiu tão baixo ao grampear meus telefones durante o sagrado processo eleitoral. Isso é Nixon/Watergate. Cara ruim (ou doente)!  – Escreveu Trump, em sua conta no Twitter, sem fornecer detalhes para provar suas acusações.

Erdogan acusa Alemanha de ‘práticas nazistas’

Presidente turco critica cancelamento de comícios em que ministros fariam campanha sobre reforma constitucional, a ser decidida em referendo. Milhares de cidadãos turcos residentes no país estão aptos a votar no pleito

Por Redação, com DW – de Berlim:

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou neste domingo que o cancelamento de comícios na Alemanha com ministros turcos por autoridades do país se assemelha a práticas do período nazista.

Erdogan: "Eu pensava que a Alemanha havia abandonado práticas nazistas há muito tempo"
Erdogan: “Eu pensava que a Alemanha havia abandonado práticas nazistas há muito tempo”

– Alemanha, você não tem qualquer relação com a democracia e você deveria saber que suas práticas atuais não são diferentes das do período nazista – disse o presidente em Istambul, num evento de campanha para o referendo constitucional marcado para 16 de abril.

– Eu pensava que a Alemanha havia abandonado práticas nazistas há muito tempo. Estávamos enganados – afirmou.

Autoridades alemãs cancelaram eventos políticos marcados para esta semana no país. Nos quais ministros do governo de Erdogan fariam campanha a favor da reforma constitucional. Que visa introduzir o sistema presidencialista no país, ampliando os poderes do presidente. A Alemanha abriga a maior diáspora turca, e em torno de 1,4 milhão de pessoas poderão votar no referendo de abril.

O cancelamento dos comícios provocou críticas por parte do governo turco. Acusou Berlim de atuar contra a campanha a favor da reforma constitucional por não querer uma Turquia estável.

– Vocês nos falam sobre democracia e então não permitem que nossos ministros falem no país – disse Erdogan.

Já na sexta-feira, o presidente turco havia criticado as autoridades alemãs por terem impedido a realização dos comícios. Em que ministros turcos pretendiam dirigir-se à comunidade turca residente no país. Mas permitirem que dirigentes curdos falem livremente. Por tal motivo, as autoridades alemãs deveriam ser levadas a julgamento por “apoiar e abrigar o terrorismo”.

Tentativa de acalmar os ânimos

Para tentar acalmar os ânimos, a chanceler federal alemã, Angela Merkel, telefonou para o primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, neste sábado, o qual descreveu a conversa como “produtiva”. Os ministros do Exterior de ambos os países devem se reunir nesta semana.

As tensões já haviam se acirrado nos últimos dias com a prisão do jornalista teuto-turco Deniz Yücel na Turquia, que gerou uma onda de indignaçãopor parte do governo, políticos e intelectuais na Alemanha. Erdogan acusou o correspondente do jornal Die Welt de ser um agente alemão e integrante do banido Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

Neste domingo, o ministro do exterior alemão, Sigmar Gabriel, alertou em um artigo publicado pelo jornal Bild am Sonntag sobre uma piora das relações entre Alemanha e Turquia, pedindo que não se desfaça a amizade entre ambos os países.

– A amizade teuto-turca é mais profunda que as tensões diplomáticas que vivemos atualmente – escreveu o ministro. “Alemães e turcos são amigos demais para permitir que, por diferenças quanto a opiniões políticas, se estabeleçam no longo prazo o ódio e a falta de compreensão.”

Donald Trump deve assinar novo decreto sobre imigrações

O presidente norte-americano argumenta que a medida tem o objetivo de proteger seus compatriotas dos terroristas e afirma ter confiança em uma vitória nos tribunais

Por Redação, com Télam – de Washington:

O governo dos Estados Unidos deve promulgar nesta segunda-feira um novo decreto sobre a proibição a pessoas de sete países para viajarem aos Estados Unidos. A informação é da Agência Télam.

O presidente norte-americano argumenta que a medida tem o objetivo de proteger seus compatriotas dos terroristas
O presidente norte-americano argumenta que a medida tem o objetivo de proteger seus compatriotas dos terroristas

Os países afetados pela medida são Irã, Iraque, Somália, Sudão, Síria e Iêmen. Segundo informou no sábado o jornal The Washington Post. A expectativa é de que a lei seja uma nova versão da proibição decretada em janeiro, cuja aplicação foi freada pelos tribunais.

Novo decreto

Trump redesenhou e definiu melhor o novo decreto, segundo fontes do governo. O presidente norte-americano argumenta que a medida tem o objetivo de proteger seus compatriotas dos terroristas. Ele afirma ter confiança em uma vitória nos tribunais.

Sábado, Trump se reuniu em sua residência na Flórida com integrantes do seu gabinete. Como o secretário de Segurança Nacional, o general da reserva John Kelly, seu estrategista-chefe Stephen Bannon e o fiscal geral Jeff Sessions.

Forças do Iraque apoiadas pelos EUA lançam ofensiva em Mossul

As forças iraquianas capturaram o lado leste de Mossul em janeiro após 100 dias de combate e lançaram seu ataque aos distritos que estão a oeste do rio Tigris em 19 de fevereiro

Por Redação, com Reuters – de Bagdá:

Forças iraquianas apoiadas pelos Estados Unidos lançaram neste domingo uma nova ofensiva em direção ao centro histórico da cidade de Mossul, controlado pelo Estado Islâmico, na margem oeste do rio Tigris, disse um porta-voz do exército iraquiano.

Forças iraquianas apoiadas pelos Estados Unidos lançaram neste domingo uma nova ofensiva em direção ao centro histórico da cidade de Mossul
Forças iraquianas apoiadas pelos Estados Unidos lançaram neste domingo uma nova ofensiva em direção ao centro histórico da cidade de Mossul

As forças iraquianas estão lutando para abrir caminho em direção ao centro da cidade, avançando pelo sul e sudoeste. Disse o General de Brigada Yahya Rasool, porta-voz do comando de operações conjuntas, à televisão estatal.

As forças iraquianas capturaram o lado leste de Mossul em janeiro após 100 dias de combate e lançaram seu ataque aos distritos que estão a oeste do rio Tigris em 19 de fevereiro.

Seu avanço no lado oeste de Mossul foi interrompido nas últimas 48 horas devido ao mau tempo.

Ataques no Iraque e Síria

Vinte e um civis foram mortos em nove ataques separados da coalizão liderada pelos Estados Unidos. Lutando contra o Estado Islâmico no Iraque e na Síria. Entre novembro e janeiro, informaram os militares norte-americanos no sábado.

Isso elevou o total de civis involuntariamente mortos pela coalizão desde o início das operações contra o grupo militante, em 2014, para 220. Afirmam as Forças Armadas em um comunicado.

– Apesar de a coalizão esforçar-se para acertar alvos militares de uma maneira que minimize o risco de vítimas civis. Em alguns incidentes, essas mortes são inevitáveis – afirma o comunicado.

A estimativa do Exército é muito menor que a de grupos de monitoramento.

Para o grupo Airwars, pelo menos 2.463 civis foram mortos por ataques aéreos da coalizão.

Até 28 de fevereiro. A coalizão havia realizado 18.666 ataques no Iraque a na Síria desde o início da operação, segundo dados militares dos EUA. 

 

Manifestações reúnem apoiadores de Trump nos EUA

Marchas concentraram manifestantes a favor do presidente em mais da metade dos estados norte-americanos. Em algumas cidades, defensores do republicano não passam de dezenas, e confrontos com opositores são registrados

Por Redação, com DW – de Nova York:

Apoiadores do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foram às ruas no dia anterior numa série de manifestações realizadas em 28 dos 50 Estados do país, segundo estimativas, de Nova York a São Francisco. A mobilização foi organizada por meio das redes sociais com a hashtag “March4Trump”.

Manifestante demonstra apoio a Trump em Washington
Manifestante demonstra apoio a Trump em Washington

Em muitas cidades, as manifestações não reuniram mais que algumas dezenas de pessoas. Em algumas, os apoiadores de Trump foram quase superados em números por opositores do republicano. Evidenciando a divisão do país.

Em frente à residência do presidente em Palm Beach, na Flórida, onde ele passa o fim de semana. Cerca de 300 pessoas expressaram seu respaldo ao republicano. Trump cumprimentou os manifestantes da janela do carro que o trazia de um clube de golfe.

Pouco depois, como em outras cidades do país, 25 opositores do presidente compareceram ao local. Ambos lados trocassem insultos, sem registro de distúrbios. Entre os apoiadores de Trump havia um bom número de latinos, especialmente cubano-americanos.

Muitos dos manifestantes chegaram em ônibus vindos de Miami, cidade ao sul de Palm Beach. Onde também se reuniram cerca de 2 mil pessoas em apoio ao presidente.

Com bandeiras norte-americanas e vários cartazes, em alguns com a mensagem “Cubans for Trump”, os simpatizantes do presidente pediram que seja dada “uma oportunidade” ao presidente.

País dividido

Marchas foram realizadas inclusive em estados de raízes democratas, como a Califórnia, onde houve pelo menos quatro concentrações a favor de Trump, nas cidades de Ventura, San Diego, Redding e Berkeley.

Em Berkeley, foram registrados momentos de tensão quando simpatizantes de Trump se encontraram com opositores. Segundo a polícia, dez pessoas foram detidas e sete ficaram levemente feridas.

Em Nova York, cerca de cem pessoas se reuniram em Nova York em frente à Trump Tower usando bonés com o slogan “Make America Great Again” (“Faça os EUA grandes de novo”), que o presidente lançou durante a campanha eleitoral.

Em Washington, cerca de 150 pessoas marcharam diante do Monumento de Washington à praça Lafayette, diante da Casa Branca, em apoio ao presidente.

Na cidade de St.Paul, em Minnesota, seis pessoas foram detidas após uma confusão entre apoiadores e opositores do presidente durante uma concentração ocorrida no capitólio estadual. As autoridades não informaram se os detidos protestavam contra ou a favor do presidente.

Numa manifestação na Carolina do Norte, apoiadores do presidente criticaram a mídia como desonesta e defenderam as propostas do presidente. “Vamos recuperar nosso país e vamos estabelecer fronteiras e ter uma imigração legal e lei e ordem”, disse a manifestante Cherie Francis, em Cary, na Catrolina do Norte.

Em Austin, no Texas, a polícia contabilizou cerca de 300 manifestantes a favor de Trump. A organizadora, Jennifer Drabbant, afirmou que houve tantos protestos contra o presidente que era preciso mostrar que há pessoas que o apoiam.

Marchas

A maioria das marchas pelo país foram pacíficas e não resultaram em violência, como a de de Lansing, no Michigan. Cerca de 200 apoiadores de Trump foram às ruas da cidade, deparando-se com cerca de 100 opositores do presidente.

– Como alguém pode ficar desapontado quando se trazem empregos de volta? E ele prometeu que vai garantir a segurança das nossas fronteiras, e é exatamente isso que está fazendo – disse Meshawn Maddock, um dos organizadores do evento em Lansing.

Brandon Blanchard, que foi às ruas em repúdio ao presidente, disse que estava manifestando seu apoio aos imigrantes, muçulmanos e transgêneros, grupos que foram alvo de políticas e da retórica de Trump. “Sinto que todo norte-americano que votou em Trump foi enganado”, disse.

Trump acusa Obama de grampear seu telefone durante a campanha

Presidente norte-americano afirma que antecessor instalou escuta na Trump Tower pouco antes de sua vitória na eleição presidencial. Sem apresentar evidências, republicano classifica suposta ingerência de “terrível”

Por Redação, com DW – de Washington:

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou neste sábado o antecessor, Barack Obama, de grampear seu telefone durante a campanha presidencial do ano passado. O republicano, no entanto, não apontou nenhuma evidência para a alegação.

Trump frequentemente usa sua conta no Twitter para atacar rivais
Trump frequentemente usa sua conta no Twitter para atacar rivais

– Terrível! Acabei de descobrir que Obama ‘grampeou’ meu telefone na Trump Toqer logo antes da vitória (na eleição). Nada foi encontrado – escreveu em uma de uma série de mensagens publicadas no Twitter. “É macartismo”, comentou, referindo-se à perseguição de militantes e simpatizantes comunistas nos EUA nos anos 1950.

Trump também comparou a suposta ingerência ao escândalo Watergate, de espionagem política, que levou à demissão do então presidente Richard Nixon, em 1974.

O porta-voz de Obama, Kevin Lewis, afirmou que era regra de seu governo que nenhum funcionário da Casa Branca interferisse em investigações do Departamento de Justiça, as quais devem decorrer livres de influência política.

– Nem o presidente Obama nem nenhum funcionário da Casa Branca jamais ordenaram a vigilância de um cidadão norte-americano – disse Lewis. Afirmando que qualquer sugestão contrária é “simplesmente falsa”. A Casa Branca não se manifestou sobre o que motivou as alegações de Trump no Twitter.

Contatos com a Rússia

 As postagens de Trump podem ser uma resposta às críticas dos democratas após a revelação de que, durante sua audiência de confirmação no Senado, o procurador-geral do país, Jeff Sessions, mentiu sobre contatos com o embaixador russo durante a campanha eleitoral. Sessions, então senador, foi um dos primeiros a declarar apoio a Trump na Casa.

Em fevereiro, o assessor de Segurança Nacional, Michael Flynn, renunciou ao cargo após a revelação de que, antes da posse de Trump, ele discutiu com o embaixador russo sanções impostas pelos EUA a Moscou.

O presidente também escreveu no Twitter neste sábado que o mesmo embaixador russo que se reuniu com Sessions “visitou a Casa Branca sob Obama 22 vezes, quatro delas somente no ano passado.”

Trump frequentemente usa sua conta no Twitter para atacar rivais. Durante anos, ele promoveu na rede social uma campanha alegando que Obama não nasceu nos Estados Unidos. Mais tarde, ele se retratou.

Jordânia anuncia execução de 15 pessoas

Al Momani afirmou que, entre os executados, está um homem condenado pelo ataque a um complexo de inteligência no ano passado, em ato que deixou cinco mortos

Por Redação, com Reuters – de Amã:

A Jordânia executou 15 pessoas neste sábado, 10 condenadas por terrorismo, incluindo um ataque realizado contra turistas ocidentais há 10 anos e o esfaqueamento de um escritor, anunciaram o porta-voz do governo, Mohammad al Momani, e uma fonte judicial.

A Jordânia executou 15 pessoas neste sábado, incluindo 10 condenadas por terrorismo
A Jordânia executou 15 pessoas neste sábado, incluindo 10 condenadas por terrorismo

Al Momani afirmou que, entre os executados, está um homem condenado pelo ataque a um complexo de inteligência no ano passado. Em ato que deixou cinco mortos.

Outros cinco condenados se envolveram em um ataque das forças de segurança a um reduto de militantes na cidade de Irbid. Deixou sete militantes e um policial mortos. O crime mais antigo cometido pelos executados data de 2003.

Executados

Esse foi o maior número de executados em um só dia na história recente do país. De acordo com uma fonte judicial.

O grupo de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional condenou os enforcamentos. Dizendo que eles foram realizados “em segredo e sem transparência”.

No passado, a Jordânia evitava executar presos políticos. Chegou a suspender penas de morte dadas a fundamentalistas islâmicos por terrorismo.

 

Campanha pré-referendo acirra tensão entre Alemanha e Turquia

Erdogan lança ataques contra Alemanha após críticas à prisão de jornalista e cancelamento de comícios. Ministro da Justiça afirma que países europeus são contra reforma constitucional por não quererem Turquia estável

Por Redação, com DW – de Berlim/Ancara:

A campanha eleitoral às vésperas de um referendo sobre uma controversa reforma constitucional na Turquia, marcado para 16 de abril, vem acirrando as tensões entre Berlim e Ancara. O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, falou em espionagem, e o ministro da Justiça, Bekir Bozdag, denunciou métodos “fascistas” adotados pelas autoridades do país europeu. Políticos alemães, por sua vez, classificam os ataques de “absurdos”.

Alemanha abriga a maior diáspora turca
Alemanha abriga a maior diáspora turca

Uma das investidas mais ferrenhas foi feita por Erdogan na sexta-feira. Em respostas às críticas de Berlim sobre a prisão do jornalista teuto-turco Deniz Yücel na Turquia. O presidente acusou o correspondente do jornal Die Welt de ser um agente alemão e integrante do banido Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

Erdogan criticou também o cancelamento de eventos na Alemanha dos quais participariam ministros turcos. Com o objetivo de fazer campanha pela reforma constitucional. Que visa introduzir o sistema presidencialista na Turquia e, assim, atribuir mais poderes ao presidente. A Alemanha abriga a maior diáspora turca. Em torno de 1,4 milhão de pessoas poderão votar no referendo de 16 de abril.

Um comício na cidade alemã de Gaggenau, do qual o ministro da Justiça turco participaria na última quinta-feira, foi cancelado pelas autoridades locais por motivos de segurança. O político classificou a medida de “fascista”.

Neste domingo, também estava prevista a presença do ministro da Economia turco, Nihat Zeybekci, em Frechen, próxima à Colônia, mas o proprietário do local cancelou o evento. Um comício em Colônia também foi cancelado por motivos de segurança.

Críticas a Merkel

Bozdag criticou a chanceler federal alemã, Angela Merkel, por não ter se distanciado do cancelamento dos eventos por parte das autoridades locais. Merkel e o ministro do Exterior alemão, Sigmar Gabriel, “não criticaram a decisão”. “Eles não dissera que a decisão tomada pelas autoridades é errada.”

Merkel disse nesta sexta-feira que a decisão foi tomada “pelos municípios e que, por questão de princípios, se aplica a liberdade de expressão na Alemanha”. O porta-voz do Ministério alemão do Exterior, Martin Schäfer, também reiterou que o governo federal não tem nenhuma responsabilidade sobre os cancelamentos dos eventos.

– Eu pergunto: não permitir que o ministro da Justiça turco se manifeste adere ou não aos direitos humanos alemães, sra. Merkel? – questionou Bozdag.

Ele também criticou o governo da Holanda, que na sexta-feira cancelou um evento de campanha com um ministro turco em Roterdã, marcado para 11 de março. Para Bozdag, está “muito claro” que alguns países da União Europeia são contra a reforma constitucional por não terem interesse numa Turquia estável e forte.

Reação alemã

Políticos alemães reagiram aos ataques trucos. A encarregada de integração do governo federal, Aydan Özguz, criticou as reações de Ancara, classificando-as de “totalmente exagerada”. “A atual escalada política não é útil para nenhum dos dois países”, disse.

O secretário do Interior da Baviera, Joachim Herrmann, também pediu moderação à Turquia. A campanha eleitoral turca não deve migrar para o solo alemão, afirmou.

Antes das críticas feitas por Erdogan nesta sexta-feira, o ministro do Exterior alemão falou ao telefone com seu homólogo turco, Mevlüt Çavuşoğlu. Ambos pretendem se reunir na próxima semana.

Neste sábado, Çavuşoğlu se mostrou decidido a fazer campanha a favor da reforma constitucional para cidadãos turcos que vivem na Europa Ocidental. “Vamos para onde quisermos. Vamos nos reunir com nossos cidadãos”, disse.

Trump: campanha arrecada fundos para grupos pró-aborto

Iniciativa “She decides” é reação a corte promovido pelo presidente dos EUA no financiamento de organizações que trabalham com planejamento familiar mundo afora. Mais de 180 milhões de euros já foram arrecadados

Por Redação, com DW – de Nova York:

A estudante de direito Mariame Keita estará na Assembleia Geral das Nações Unidas em outubro, representando a juventude belga numa iniciativa para colocar a saúde e os direitos das mulheres na vanguarda da agenda internacional. Mas a jovem confiante de 21 anos quase cai em prantos quando pensa em sua prima de 19 anos, grávida na Guiné, condenada ao ostracismo pela família por quebrar o tabu do sexo antes do casamento e que teme ser abandonada pelo parceiro.

Trump cortou assistência financeira a organizações que oferecem aborto ou aconselhamento sobre aborto
Trump cortou assistência financeira a organizações que oferecem aborto ou aconselhamento sobre aborto

– É tão triste ver isso – diz, emocionada em entrevista à agência alemã de notícias DW. “Estou muito feliz de ter tido educação sexual, de ter acesso a contraceptivos, de saber do que estamos falando.”

Marianne contou a história de sua prima numa conferência organizada pelo governo belga para financiamento de uma nova campanha sobre aborto seguro e defesa dos direitos das mulheres. A campanha She Decides (ela decide). Cujo nome é o mesmo da conferência em Bruxelas, é uma resposta ao corte do governo do presidente norte-americano, Donald Trump, de assistência financeira a organizações que oferecem aborto ou aconselhamento sobre aborto.

Cinco semanas depois de ter sido lançada pela ministra holandesa de Comércio Exterior, Liliane Ploumen, a iniciativa recebeu a adesão de quase 50 países. Além de inúmeras organizações e fundações. Com as promessas de governos e instituições. Além de US$ 50 milhões de um doador norte-americano que deseja permanecer no anonimato. Já foi levantado um total de 181 milhões de euros.

“Lei da mordaça”

– Para mim, o assunto de que estamos falando aqui é algo muito real – observa Marianne. “No verão passado, eu perguntei a minha prima se ela tinha um namorado, e ela estava tão feliz. Nem pensei na possibilidade de que ela não soubesse sobre contracepção. Porque é algo tão natural para nós aqui.”

Os parentes da moça estão entre as cerca de 225 milhões de mulheres em todo o mundo cujo acesso ao planejamento familiar. Já praticamente inexistente, está ainda mais ameaçado após a proibição determinada por Washington. Conhecida como “Política da Cidade do México” ou, mais coloquialmente, como “lei da mordaça global”.

Trump assinou o decreto em seu primeiro dia no cargo. Visando privar prestadores de serviços contraceptivos e reprodutivos no mundo todo de cerca de US$ 600 milhões no curso de seu mandato de quatro anos.

Os EUA são o maior doador bilateral de fundos para planejamento familiar em todo o mundo. Mas há décadas é considerado ilegal que o país financie diretamente abortos. Embora presidentes republicanos anteriores também tenham imposto restrições. Trump as expandiu de tal forma que até mesmo organizações que utilizam seus próprios fundos. Para quaisquer atividades relacionadas a abortos perderão o direito de receber assistência financeira dos EUA.

“Não vamos fechar os olhos”

A Marie Stopes International (MSI) é uma dessas instituições que necessitam suporte global para prestar seus serviços em todo o mundo e que reage alarmada à decisão.

– Isso significa efetivamente que as ONGs perderão toda ajuda dos EUA, mesmo se simplesmente informam uma mulher de que o aborto é uma opção legal no seu país ou se a encaminham a outro provedor ou advogado de direitos de aborto com seus recursos alternativos próprios – disse a MSI, por meio de comunicado.

Falando durante a conferência She Decides, a presidente executiva da MSI, Simon Cooke, disse que as sanções não mudarão o trabalho da MSI. “Negação de direito de aborto e recusa em reconhecer isso não significam que o problema vá desaparecer”, disse Cooke. “Na MSI, nos recusamos a fechar os olhos.”

Organização

A organização avalia que até o final do mandato de Trump, sem financiamento alternativo, o veto criará problemas que o governo norte-americano supostamente quer evitar, causando 6,5 milhões de gravidezes indesejadas, 2,1 milhões de abortos inseguros e 21.700 mortes maternas.

A Alemanha está entre os governos que não aderiram à iniciativa. Isso não agrada Renate Bähr, diretora executiva da fundação Deutsche Stiftung Weltbevölkerung (DSW). Bähr avalia que a decisão dos EUA terá “consequências catastróficas” para algumas das comunidades mais vulneráveis do mundo.

– Precisamos de governos que reagem e tentam fechar essa imensa lacuna de financiamento – afirma Baehr. “É por isso que estamos pedindo ao governo alemão que se junte a este movimento e aumente seu financiamento a projetos de saúde sexual e reprodutiva.”

Alemanha e Tunísia anunciam acordo migratório

Após problemas na deportação de tunisiano que cometeu atentado em Berlim, pacto deve acelerar expulsão de requerentes que tiveram refúgio negado na Alemanha. Merkel anuncia ainda 250 milhões de euros ao país africano

Por Redação, com DW – de Berlim:

A Alemanha e a Tunísia anunciaram nesta sexta-feira a assinatura de um novo acordo sobre imigração, durante uma visita oficial da chanceler federal alemã, Angela Merkel, à capital Túnis.

O presidente tunisiano, Béji Caïd Essebsi, e a chanceler federal alemã, Angela Merkel, em Túnis
O presidente tunisiano, Béji Caïd Essebsi, e a chanceler federal alemã, Angela Merkel, em Túnis

O pacto deve acelerar o processo de deportação para a Tunísia dos requerentes de refúgio que tiveram seus pedidos negados na Alemanha.

Como parte do acordo. O país africano se comprometeu a dar uma resposta em até 30 dias para os pedidos vindos de Berlim para a verificação de identidade de tunisianos. Já os papéis necessários para a deportação devem ser emitidos em uma semana.

O trato ocorre em meio a tensões entre Túnis e Berlim acerca da imigração desde o atentado cometido pelo tunisiano Anis Amri contra uma feira de natal na capital alemã, que deixou12 mortos.

Antes do ataque, Amri teve seu pedido de refúgio recusado pelas autoridades alemãs e deveria ter sido deportado. A expulsão, porém, não ocorreu devido a problemas burocráticos com a Tunísia. Ele não tinha documentos que provassem que ele era tunisiano, e a Tunísia inicialmente negou que ele fosse.

Em pronunciamento à imprensa ao lado de Merkel, o presidente tunisiano Béji Caïd Essebsi. Declarou que o acordo “vai contentar tanto a Tunísia como a Alemanha”. “São boas notícias para nós”, disse, por sua vez, a chanceler federal alemã, após uma reunião com o chefe de Estado em Túnis.

Doação

Merkel também anunciou a doação de 250 milhões de euros ao país africano. Que devem ser usados para promover projetos de desenvolvimento em áreas mais pobres. “Os fundos destinam-se ao desenvolvimento rural, a pequenas e médias empresas. Mas principalmente aos jovens, que são os que mais precisam de formação profissional e oportunidades de emprego”, disse a líder.

A chanceler federal também afirmou que entre 14 e 15 milhões de euros devem ser destinados aos tunisianos deportados. Numa tentativa de incentivar seu retorno voluntário. Como a Tunísia é um país relativamente estável. Os pedidos de refúgio por parte de seus cidadãos são geralmente rejeitados. Merkel estimou que cerca de 1.500 tunisianos na Alemanha devem ser deportados.

A visita da chefe de governo alemã à Tunísia faz parte de uma viagem de dois dias ao Norte da África. Com objetivo de fortalecer a cooperação entre as regiões acerca da imigração. Em Túnis, ela ainda deve se reunir com o premiê Yousseh Chahed, além de discursar perante o Parlamento da Tunísia.