Vênus podia ter sido habitado, segundo pesquisadores da NASA

Cientistas do Instituto Goddard de Pesquisa Espacial comprovaram que Vênus podia ter sido habitado, assim como a Terra, há cerca de três bilhões de anos

Pesquisadores da NASA transferiram dados topográficos e isotópicos da atmosfera de Vênus para um software climático especial

Por Redação, com Sputnik – de Moscou:

 

Cientistas do Instituto Goddard de Pesquisa Espacial comprovaram que Vênus podia ter sido habitado, assim como a Terra, há cerca de três bilhões de anos.

A atmosfera de Vênus não oferece condições propícias para habitação, por ela possuir nuvens tóxicas, temperaturas excessivas e grande pressão atmosférica.

Cientistas do Instituto Goddard de Pesquisa Espacial comprovaram que Vênus podia ter sido habitado, assim como a Terra, há cerca de três bilhões de anos
Cientistas do Instituto Goddard de Pesquisa Espacial comprovaram que Vênus podia ter sido habitado, assim como a Terra, há cerca de três bilhões de anos

Porém, segundo a publicação da revista científica Geophysical Research Letters, Vênus poderia ter sido habitado por seres humanos, se não tivesse mudado tão drasticamente no decorrer do tempo.

No período entre 2.9 e 700 milhões de anos atrás, Vênus tinha uma aparência completamente diferente, aparência que possibilitava a habitação de seres humanos.

Pesquisadores da NASA transferiram dados topográficos e isotópicos da atmosfera de Vênus para um software climático especial. Isso permitiu descobrir que nos tempos antigos o planeta podia ter tido uma temperatura média de superfície equivalente a 52 graus Fahrenheit e oceanos líquidos com profundidade de 1,700 pés. Mas num certo período, a atividade vulcânica mudou a realidade da superfície do planeta.

– Provavelmente em ambos os planetas (Terra e Vênus), nos oceanos com água líquida, havia rochas e moléculas orgânicas que possibilitavam a evolução química nestes oceanos – revelou à revista New Scientist o co-autor David Grinspoon do Instituto de Ciêncial Planetária no estado norte-americano do Arizona.

Segundo ele, esses fatos são exigências necessárias para a origem da vida.

A habitação de Vênus teria sido possível somente se o planeta tivesse ocupado a órbita do Sol e tivesse um movimento de translação semelhante ao da Terra, equivalente a mais ou menos 225 para uma translação completa. Se a velocidade do movimento fosse maior, as temperaturas seriam mais altas em Vênus.

Os cientistas precisam de mais dados para revelar mais detalhes. Segundo eles, se nós tivéssemos um mundo parecido a Vênus, que girasse devagar em volta do Sol, esse seria um bom lugar para viver, pois as temperaturas seriam iguais as da Terra.

Vale lembrar que a teoria de habitabilidade de Vênus abre novas possibilidades de pesquisa sobre a origem da vida na Terra.

Telescópio descobre galáxias e buraco negro a 200 milhões de anos-luz

O rádio telescópio Meerkat alcança uma região ainda pouco explorada do universo, a 200 milhões de anos-luz

Com apenas um quarto da sua capacidade utilizada, o rádio telescópio MeerKat já capturou 1,3 mil galáxias em um detalhe ínfimo do universo, onde havia apenas 70 conhecidas

 

Por Redação, com ACS – de Cidade do Cabo

 

A montagem do MeerKat também capturou a imagem de um imenso buraco negro no centro de uma das galáxias reconhecidas, a aproximadamente 200 milhões de anos-luz, onde nuvens de hidrogênio formam novas estrelas em grande número. Ainda que operando com apenas um quarto de sua eventual capacidade, o MeerKat construído na África do Sul demonstrou seu imenso poder, na madrugada deste domingo.

O rádio telescópio Meerkat alcança uma região ainda pouco explorada do universo, a 200 milhões de anos-luz
O rádio telescópio Meerkat alcança uma região ainda pouco explorada do universo, a 200 milhões de anos-luz

Do telescópio Byrd em West Virginia ao Telescópio Arecibo, em Porto Rico, ao sistema MeerKAT na África do Sul, o mundo dispõe de gigantescos radiotelescópios. Essas matrizes de grandes proporções são precisas e poderosas, mas em 2024, tendem a ser superadas pela capacidade da Matriz Quilômetro Quadrado (SKA, na sigla original) — um sistema de telescópio grande o bastante para responder as mais profundas dúvidas da ciência sobre a natureza do universo.

Os sistemas implantados nos telecópios têm duas variantes — pratos individuais enormes como o de 305 metros de largura do Aricebo, ou um conjunto de pratos menores coordenados, como o da matriz MeerKat, na África do Sul. As matrizes têm uma vantagem importante sobre os pratos únicos — os pratos individuais menores podem ser espalhados em uma área maior do que a que um único poderia cobrir, garantir à matriz uma área de coleta mais vasta.

“Grandes áreas de coleta se traduzem em grandes campos de visão pesquisáveis e mais dados para se estudar. O MeerKAT, o atual recordista em tamanho e a matriz telescópica mais precisa, tem uma área de coleta de cerca de 18 mil metros quadrados. Quando o SKA, cujo custo será de US$ 1,9 bilhão, estiver pronto, ele proverá, como seu nome sugere, uma área de coleta de um milhão de metros quadrados. Ele será cinquenta vezes mais preciso do que qualquer outro sistema de rádio do planeta e capaz de varrer o céu dez mil vezes mais rapidamente do que qualquer sistema atual. Dez mil”, define o relatório da MeerKat a que a reportagem do Correio do Brasil teve acesso.

O desenvolvimento do projeto do SKA ocorre desde 1991 e é composto por 20 nações. “O sistema será quebrado em duas partes — um sítio na área rural da África do Sul (tal qual os sítios remotos em Botsuana, Gana, Quênia, Madagascar, Ilhas Maurício, Moçambique, Namíbia e Zâmbia). A outra metade nas regiões mais remotas da Austrália e Nova Zelândia. Esses locais foram escolhidos porque o hemisfério sul tem uma vista melhor da Via Láctea e  oferecem quantidades baixas de interferência de rádio pelo homem”, acrescenta o documento.

A matriz em si será populada por cerca de 3 mil receptores individuais de 15 metros de altura e 12 de largura que, com a ajuda de suas matrizes irmãs, abrangerá o espectro entre 70 MHz e 10 GHz. O SKA terá um grupo central de receptores em cada sítio, bem como ramificações de 3200 km que saem do seu central (motivo pelo qual o grupo sul africano também firmou parcerias com outras oito nações da África). Esses braços serão interligados por linhas de fibra ótica de alta velocidade que despejarão cerca de 937 mil terabytes de dados para um super computador de processamento central todo dia — isso é 100 vezes o tráfego mundial da Internet. Além disso, o sistema também empregará uma matriz de abertura de frequência média composta de 250 estações separadas, cada uma usando 160 mil receptores, e uma matriz de abertura de baixa frequência com 2,5 milhões de receptores usados para detectar hidrogênio neutro, um bloco construtivo do começo do universo. “No fim das contas, isso gerará as imagens de maior resolução de toda a astronomia”, conclui.

Sonda da Nasa chega a Júpiter

A viagem da sonda Juno, movida por energia solar, até Júpiter durou quase cinco anos

Segundo a Nasa, Juno deve desacelerar para uma velocidade de 542 metros por segundo no intuito de ser capturada pela órbita do planeta

Por Redação, com ABr – de Brasília:

 

A sonda Juno, da agência espacial norte-americana Nasa, chegou nesta segunda-feira ao planeta Júpiter, conforme divulgado pelo órgão. Esta é a primeira vez que um artefato desse tipo entra na órbita do planeta. A viagem da sonda, movida por energia solar, até Júpiter durou quase cinco anos.

A viagem da sonda Juno, movida por energia solar, até Júpiter durou quase cinco anos
A viagem da sonda Juno, movida por energia solar, até Júpiter durou quase cinco anos

Segundo a Nasa, Juno deve desacelerar para uma velocidade de 542 metros por segundo no intuito de ser capturada pela órbita do planeta. Uma vez na órbita de Júpiter, a sonda dará 37 voltas ao redor do planeta num período estimado em 20 meses, percorrendo cerca de 5 mil quilômetros.

– Esta é a primeira nave a orbitar os polos de Júpiter, fornecendo novas respostas para mistérios em curso relacionados ao núcleo do planeta, composição e campos magnéticos – destacou a Nasa em comunicado.

Projetos da estação espacial lunar serão apresentados em 2017

A Estação ISS Lunar vai servir como nó intermédio entre a Terra e a Lua, necessário para manutenção, reparação, comunicação e navegação

Os projetos da estação incluirão projetos de construção de módulos habitáveis, energéticos e nodais bem como colocação de meios de transporte

Por Redação, com Sputnik Brasil – de Moscou:

A Estação ISS Lunar vai servir como nó intermédio entre a Terra e a Lua, necessário para manutenção, reparação, comunicação e navegação.

Os participantes do projeto de exploração da Estação Espacial Internacional (ISS em inglês) vão apresentar as suas propostas de criação e exploração da estação no primeiro semestre de 2017, comunica a mídia russa citando o serviço de imprensa da empresa RKK Energia, uma das empresas mais importantes da Rússia no setor espacial.

A Estação ISS Lunar vai servir como nó intermédio entre a Terra e a Lua, necessário para manutenção, reparação, comunicação e navegação
A Estação ISS Lunar vai servir como nó intermédio entre a Terra e a Lua, necessário para manutenção, reparação, comunicação e navegação

Antes disso a RKK Energia tinha avançado a sua intenção de criar uma tal estação de reparação junto com a agência espacial norte-americana NASA. Se espera que a estação seja colocada em funcionamento até o ano de 2020.

Atualmente as partes estão discutindo a aparência exterior da estação, as prescrições funcionais aplicáveis, os elementos e a interface.

Os projetos da estação incluirão projetos de construção de módulos habitáveis, energéticos e nodais bem como colocação de meios de transporte. A estação vai ser usada como o nó intermédio entre a Terra e a Lua.

Cientistas encontram novo planeta extrassolar

O planeta foi descoberto através do telescópio K2 Kepler da NASA

O telescópio Kepler é o primeiro aparelho da NASA que está equipado com um fonômetro bastante sensível para executar a missão de busca de planetas extrassolares análogos à Terra e que ficam fora do Sistema Solar

Por Redação, com Sputnik Brasil – de Washington:

Uma equipe internacional de astrônomos divulgou uma informação sobre a descoberta do novo planeta extrassolar K2-39b que, segundo todas as leis da física, não pode existir.

O planeta foi descoberto através do telescópio K2 Kepler da NASA
O planeta foi descoberto através do telescópio K2 Kepler da NASA

Ele se encontra na proximidade de uma estrela subgigante que devia se ter destruído sob pressão e influência das forças gigantes, escreve o portal científico Phys.org.

O planeta foi descoberto através do telescópio K2 Kepler da NASA.

O espectrógrafo de alta precisão do telescópio do observatório La Silva e o equipamento dos observatórios Las Campanas (Chile) e La Palma, nas Ilhas Canárias, contribuíram para determinar as características do planeta.

As medições terrestres permitiram provar a existência do planeta e determinar como ele influencia a estrela em torno da que está gravitando.

Um ano deste planeta é igual a 4,6 dias na Terra. Isto é um sinal de que o planeta fica muito perto de sua estrela, ou seja, as forças das marés devem ter uma influência destrutiva sobre ele.

Os autores afirmam que tais planetas se encontram muito raramente e o prazo da sua existência, segundo as leis cósmicas, é muito curto, apenas 150 milhões anos.

O telescópio Kepler é o primeiro aparelho da NASA que está equipado com um fonômetro bastante sensível para executar a missão de busca de planetas extrassolares análogos à Terra e que ficam fora do Sistema Solar.

NASA enviará satélites para procurar vida em Júpiter

A NASA pode enviar duas sondas para o satélite de Júpiter Europa, que tem um oceano sob os gelos potencialmente habitável

A NASA trabalha há mais de cinco anos no projeto de estação interplanetária “Europa-Clipper”, que deve tornar-se a segunda nave espacial depois da sonda “Galileo”

Por Redação, com Sputnik Brasil – de Washington:

A NASA pode enviar duas sondas para o satélite de Júpiter Europa, que tem um oceano sob os gelos potencialmente habitável.

Serão a sonda “Europa-Clipper” e um pousador adicional (uma sonda espacial que tem por finalidade pousar e permanecer na superfície de um corpo celeste), cujo desenvolvimento o Congresso dos Estados Unidos se comprometeu a financiar, escreve a edição Vice.

A NASA pode enviar duas sondas para o satélite de Júpiter Europa, que tem um oceano sob os gelos potencialmente habitável
A NASA pode enviar duas sondas para o satélite de Júpiter Europa, que tem um oceano sob os gelos potencialmente habitável

– Aumentamos significativamente o financiamento dos programas planetários da NASA. As últimas pesquisas mostram que o estudo do satélite Europa é muito importante para a ciência, existe alta probabilidade de haver vida no seu oceano, e tal descobrimento será um momento revolucionário para história da humanidade – disse John Culberson, o congressista republicano da Câmara dos Representantes.

Culberson, presidente do Comitê de Dotações da Câmara no domínio da exploração espacial, disse que os legisladores devem considerar o estudo do satélite Europa um dos objetivos prioritários da NASA, e que eles estão dispostos a alocar fundos adicionais para enviar não uma, mas duas sondas para o satélite de Júpiter.

No próximo ano, o Congresso está disposto a alocar cinco vezes mais do que a NASA pediu para preparar o voo para o Europa, focalizando no desenvolvimento do “Europa-Clipper”, que custará US$ 260 milhões em vez de US$ 49 milhões (R$ 925 e R$ 174 respectivamente).

Inicialmente, de acordo com a NASA e os legisladores, para o Europa irá a sonda “Clipper”, e só depois do pouso bem sucedido será enviada a segunda sonda.

A NASA trabalha há mais de cinco anos no projeto de estação interplanetária “Europa-Clipper”, que deve tornar-se a segunda nave espacial depois da sonda “Galileo” a visitar a zona do mais misterioso e interessante satélite de Júpiter. Em maio do ano passado, a NASA definiu e anunciou uma lista de nove instrumentos científicos que vão para o Europa com a sonda.

A sonda “Europa-Clipper” vai para ao Europa e Júpiter não sozinho, o seu vizinho e concorrente será um aparelho JUICE russo-europeu, que será lançado da Terra em 2022 e atingirá o planeta gigante aproximadamente no ano de 2030.

Os legisladores dos EUA estão dispostos a vencer esta corrida, eles apressam a NASA e propõem lançar o “Clipper” e o pousador antes da data prevista, a plataforma orbital até o final de 2022, e o pousador, até 2024. O custo total do projeto ainda não é conhecido, mas é provável que ele seja superior a um bilhão de dólares.

Meteoro corta os céus e explode nos EUA

O termo bola de fogo é usado para descrever o brilho provocado pela entrada de um meteoro na atmosfera terrestre

O termo bola de fogo é  usado para descrever o brilho provocado pela entrada de um meteoro na atmosfera terrestre

 

Por Redação, com agências internacionais – de Washington:

 

Um meteoro cruzou os céus da Nova Inglaterra, no nordeste dos Estados Unidos na madrugada de terça-feira, câmeras instaladas em um carro da polícia de Portland, no Maine, flagraram o fenômeno chamado bola de fogo, por volta de 0h30.

O termo bola de fogo é usado para descrever o brilho provocado pela entrada de um meteoro na atmosfera terrestre
O termo bola de fogo é usado para descrever o brilho provocado pela entrada de um meteoro na atmosfera terrestre

O termo bola de fogo é  usado para descrever o brilho provocado pela entrada de um meteoro na atmosfera terrestre. Segundo a Sociedade Americana de Meteoros, foram relatados mais de 150 avistamentos em toda a Nova Inglaterra (que engloba os Estados de Connecticut, Maine, Massachusetts, New Hampshire, Rhode Island e Vermont), Nova York, Nova Jersei, Pensilvânia e em partes do Canadá.

– Uma das coisas mais fantásticas que eu já vi no céu noturno — relatou uma testemunha.

Em entrevista à CNN, Mike Hankey, da Sociedade Americana de Meteoros, explicou que detritos espaciais atingem a Terra o tempo todo, e “quanto maior o detrito, maior o flash luminoso”. Baseado nos vídeos que flagraram o evento, Hankey estima que o objeto deveria ser parte de um asteroide, com o tamanho aproximado de um carro.

— Esses eventos são totalmente inofensivos e acontecem todos os dias no planeta — disse Hankey. Mas uma pessoa ver algo assim é um evento único da vida. Ela precisa estar no lugar certo, na hora certa.

Em sua página no Facebook, o departamento de polícia de Maine brincou com a situação, tratando a bola de fogo como um “meteoro ou espaço nave alienígena”.

– Vamos esperar que os visitantes sejam amigáveis – escreveram os policiais.

Planeta Terra é atingido por raios cósmicos de uma supernova

Momento no horizonte de eventos na explosão de uma supernova, segundo representação gráfica da Nasa

Os pesquisadores que estudam os raios cósmicos, núcleos atômicos de alta velocidade produzidos por vários eventos violentos no espaço, detectaram certos núcleos de isótopo de ferro Fe-6

Por Redação, com Sputnik – de Moscou

Os cientistas detectaram, após analisar os raios cósmicos que estão atingindo a Terra, restos de uma supernova, surgida relativamente perto ao nosso planeta vários milhões de anos atrás.

Momento no horizonte de eventos na explosão de uma supernova, segundo representação gráfica da Nasa
Momento no horizonte de eventos na explosão de uma supernova, segundo representação gráfica da Nasa

Os pesquisadores que estudam os raios cósmicos, núcleos atômicos de alta velocidade produzidos por vários eventos violentos no espaço, detectaram certos núcleos de isótopo de ferro Fe-60, o que é um subproduto das explosões de supernovas com a duração de meia-vida de 2,6 milhões de anos.

“O núcleo de ferro de raios cósmicos radioativos detectado por nós é a prova concreta que indica que nas proximidade da nossa galáxia nos últimos milhões de anos existiu uma supernova”, disse Robert Binnis, o autor principal da pesquisa.

O professor da Universidade de Washington em St. Louis (EUA) fez esta declaração comentando a publicação da pesquisa na revista Science.

Considera-se que ferro radioativo é produzido durante o colapso dos núcleo de supernovas, uma vez que é o colapso que produz maiores quantias de energia no espaço e que acontece quando o núcleo de ferro de uma estrela massiva explode devido à força da gravidade.

No âmbito da pesquisa, os cientistas estudaram dados sobre raios cósmicos que se encontram na nossa galáxia, coletados ao longo de 17 anos pelo satélite Advanced Composition Explorer (ACE) da NASA.

“O fato de conseguirmos ver nem que seja um único Fe-60 significa que estes núcleos de raios cósmicos são relativamente recentes (surgidos nos últimos milhões de anos) e que a origem deve ser relativamente perto, a cerca de 3.000 anos-luz”, disse Eric Christian, co-autor da pesquisa.

Os autores da pesquisa notaram também que os raios cósmicos de alta energia são extremamente raros.

Voo teste para Marte pousa com sucesso no Pacífico

A espaçonave Orion passou por seu primeiro teste para a viagem a Marte
A espaçonave Orion passou por seu primeiro teste para a viagem a Marte

A nave Orion, projetada para levar astronautas a Marte na década de 2030, dá duas voltas na Terra, em voo que serviu para agência espacial norte-americana avaliar reentrada na atmosfera e exposição à radiação.

Com um dia de atraso, a cápsula espacial americana Orion foi lançada na véspera para o seu primeiro voo de teste. Acoplada a um foguete do tipo Delta IV, a cápsula não tripulada partiu da base espacial em Cabo Canaveral, na Flórida, e pousou com sucesso no sudoeste da costa californiana no final da tarde.

Em cerca de quatro horas e meia no espaço, a Orion deu duas voltas na Terra e atingiu 5,8 mil quilômetros de altitude – dez vezes mais alto do que a órbita da Estação Espacial Internacional (ISS). Em sua conta no Twitter, a Nasa publicou fotos que mostram o pouso da cápsula com apoio de oito paraquedas – os três principais do tamanho de um campo de futebol.

No voo de teste, a Nasa analisou o comportamento do escudo térmico da Orion, que precisa suportar temperaturas de 2.200ºC durante a reentrada a uma velocidade de 32 mil quilômetros por hora na atmosfera terrestre. Além disso, os engenheiros da Nasa receberam dados sobre a exposição da cápsula à radiação. A agência espacial observou também a separação da cápsula do foguete durante a decolagem e o funcionamento do sistema de paraquedas na aterrissagem no Oceano Pacífico.

Em sua conta no YouTube, a Nasa publicou um vídeo com a decolagem da cápsula Orion. O clipe, de cerca de 10 minutos, mostra imagens de uma câmera acoplada na cápsula enquanto ela se distancia da Terra.

Na primeira tentativa, na quinta-feira, a decolagem foi adiada duas vezes: primeiro por que um barco estava próximo demais da base espacial, depois por problemas técnicos. Em seguida, foi cancelada devido às condições meteorológicas.

Um primeiro voo tripulado da cápsula Orion não deve acontecer antes de 2021. Em meados da década de 2030, a Nasa pretende levar astronautas a Marte. Este voo de teste custou US$ 370 milhões. No total, o programa já custou acumulou US$ 9,1 bilhões à agência espacial norte-americana.

Nova expedição ao espaço contará com russo, norte-americano e italiana

Portugal
Imagem divulgada pela Nasa, nesta segunda-feira, mostra Portugal e Espanha a noite, vistos do alto, pela Estação Espacial Internacional (clique para ampliar)

A Comissão Nacional de Baikonur aprovou a tripulação da nova expedição à Estação Espacial Internacional (EEI), declarou à agência russa de notícias RIA Novosti um representante da Agência Federal Espacial Roscosmos. “A missão envolverá o cosmonauta russo da Roscosmos Anton Shkaplerov, a astronauta da Agência Espacial Europeia Samantha Cristoforetti (Itália), bem como o astronauta norte-americano da NASA Terry Virts, comandante da nova expedição EEI-43. O lançamento ao espaço está marcado para 24 de novembro às 00h01, horário de Moscou, não a partir da plataforma Gagarin, que está em obras, mas a partir da 31ª plataforma do cosmódromo, onde se realiza geralmente o lançamento de naves Progress”, disse o representante da agência.

Segundo Virts, ele e Barry Wilmore irão, em janeiro e início de fevereiro, efetuar três saídas para o espaço aberto a partir da Estação Espacial Internacional (EEI) de acordo com o programa norte-americano de preparação da estação para a recepção de novas naves. Ele falou aos jornalistas ao embarcar no cosmódromo de Baikonur.

Virts partirá para a EEI no dia 24 de novembro integrado na sua nova tripulação. Wilmore já está atualmente trabalhando na estação.

– As duas primeiras saídas para o espaço serão efetuadas sobretudo para preparar o sistema de acoplamento para a recepção das novas naves, assim como para instalar a cablagem até ao mecanismo de acoplamento – acrescentou.

Segundo ele afirmou, a segunda saída será dedicada à instalação e afinação do sistema de comunicações para o acoplamento das futuras naves.

– Também teremos de realizar trabalhos de reparação e recuperação com o manipulador, eles têm de ser realizados a cada vários anos para manter o manipulador em bom estado de funcionamento – informou Virts.