Luz zodiacal é vista na Primavera

 Luz zodiacal captada pelo observatório de La Silla que fica a  2.400 metros de altitude no Chile
Luz zodiacal captada pelo observatório de La Silla que fica a 2.400 metros de altitude no Chile (clique para ampliar)

A luz zodiacal é um feixe de luz fraca, quase triangular, visto no céu noturno e que se estende ao longo do plano da eclíptica, onde estão as constelações do Zodíaco. O fenômeno, captado na madrugada desta segunda-feira pelo observatório de La Silla, no Chile, cobre completamente o céu, mas só é perceptível no plano da eclíptica e é responsável por 60% da luz natural em uma noite sem Lua. É causada pela dispersão da luz solar nas partículas de poeira que são encontradas em todo o Sistema Solar. Pode ser observado no céu noturno, mesmo depois do pôr-do-sol ou antes do nascer-do-sol tanto na Primavera quanto no Outono.

Cientistas britânicos divulgam descoberta de organismo extraterrestre

A Terra, segundo os cientistas, recebe bilhões de organismos extraterrestres diariamente
A Terra, segundo os cientistas, recebe bilhões de organismos extraterrestres diariamente

Um grupo de cientistas britânicos acredita que obteve, nos resultados de análises de um organismo encontrado no espaço, provas que corroboram a existência de vida extraterrestre.

Pesquisadores da Universidade de Sheffield e do Centro de Astrobiologia da Universidade de Buckingham, ambas no Reino Unido, divulgaram neste sábado a primeira foto, inédita, de um misterioso organismo, como prova de fortes indícios científicos de que existe vida fora do planeta Terra, segundo informações do diário britânico Express.

A pequena estrutura, denominada ‘partícula do dragão’, mede cerca de 10 mícrons longitudinais e seus descobridores asseguram que se trata de uma “entidade biológica”, com posta por carbono e oxigênio, elementos básicos para a vida.

A partícula-do-dragão foi localizada na órbita terrestre
A partícula-do-dragão foi localizada na órbita terrestre

A ‘partícula do dragão’ foi obtida por um globo, lançado na estratosfera, a 27 quilômetros sobre a atmosfera terrestre, para coletar partículas espaciais durante uma recente chuva de meteoritos. As equipes científicas estão convencidas que não há com esta partícula ter chegado ao espaço a partir do nosso planeta, devendo originar-se em algum outro ponto do Universo.

Segundo o cientista Milton Wainwright, um dos responsáveis pela pesquisa, este descobrimento não apenas prova que existem formas de vida fora da Terra, como estes organismos estão “chovendo”, constantemente, sobre nosso planeta.

– As análises científicas da estrutura mostram que é formada de carbono e oxigênio, o que afasta a hipótese de que se trata de uma partícula cósmica ou vulcânica de outro tipo – disse Wainwright a jornalistas.

A única dúvida dos pesquisadores, segundo Wainwright, é se o organismo é uma forma singular ou integra outro, maior.

– Estes achados poderão alterar, para sempre, nossa percepção da vida e da evolução na Terra. Será necessário reescrever nossos livros de biologia – acrescentou.

Nave capaz de viajar à velocidade da luz começa ser projetada por cientistas

O modelo de nave para viajar a velocidade superluminal foi construído para receber um motor de dobra
O modelo de nave para viajar a velocidade superluminal foi construído para receber um motor de dobra

O designer Mark Rademaker e o cientista da NASA Harold White apresentaram, neste sábado, o projeto de uma nave espacial capaz de transportar pessoas pelo universo a uma velocidade superior à da luz.

A viagem com velocidade superluminal é teoricamente possível, utilizando o chamado motor de dobra espacial (ou propulsão de Alcubierre) que faz um campo de dobra para criar mini dobras espaciais, o que põe a nave em movimento. White é físico que passou anos para conseguir obter a velocidade da luz das naves espaciais.

Visão frontal da nave projetada por Mark Rademaker
Visão frontal da nave projetada por Mark Rademaker

Em 2011, ele publicou um relatório em que apresentou, pela primeira vez, o conceito de movimento com velocidade superluminal. Agora, a sua equipe apresentou o projeto da nave que incorpora este conceito.

O espaço atrás da nave irá expandir-se rapidamente, empurrando-a para a frente. Usando este método, será possível atingir o sistema Alpha Centauri durante apenas duas semanas (a distância entre a Terra e este sistema constitui 4,3 anos-luz).

Assista ao vídeo:

China ultrapassou a Rússia e os EUA na exploração do espaço

Gráfico divulgado pela China mostra componente enviado à Lula para pesquisa científica
Gráfico divulgado pela China mostra componente enviado à Lula para pesquisa científica

A Coréia do Sul – membro do clube cósmico de elite. Marte é explorado pela Índia. A Lua, pela China. São estas as etapas da penetração da Ásia no espaço em 2013. A Coréia do Sul conseguiu na terceira tentativa lançar um míssil do seu cosmódromo. A sonda indiana Mangalyaan, munida da aparelhagem nacional para fotografar Marte e os seus satélites, foi lançada de um cosmódromo indiano a bordo de um míssil indiano. E o veiculo lunar chinês “Coelho de Jade” (Yutu), percorre a partir do dia 15 de dezembro com êxito a superfície da Lua com a velocidade de 200 metros horários.

A “Coelho de Jade” estuda a estrutura geológica da Lua. As fotografias panorâmicas da Lua, que ele tinha enviado para a Terra, são de qualidade mais alta do que as fotos feitas outrora por sondas russas e americanas.

O veículo lunar chinês, acionado por pilhas solares, vai trabalhar três meses. Ele está munido de câmaras e radares que permitem perscrutar o solo lunar até a profundidade de algumas centenas de metros. Tudo isso é resultado de toda uma etapa de desenvolvimento da ciência espacial da China,- assegura o perito do Instituto do Extremo Oriente Alexander Larin:

“É uma grande realização da astronáutica chinesa, uma prova do salto no desenvolvimento de tecnologias espacial mais modernas. Há quem considere no mundo que a China é apenas capaz de copiar as tecnologias alheias. Mas os chineses demonstraram que a situação real é totalmente diferente. Pode-se esperar que a China realize o seu sonho chegando a ser não somente a maior economia do mundo, mas também o líder do progresso tecnológico”.

A julgar por tudo, a “Coelho de Jade” é uma obra puramente chinesa ao contrário das espaçonaves pilotadas chinesas, que tinham sido projetadas na base da experiência espacial da União Soviética. O diretor geral da companhia Grupo JC Evgueni Tchernyakov reputa que a Rússia e a China têm um novo campo para a colaboração no espaço cósmico:

“A China desenvolve muito rapidamente a sua astronáutica. Nesta etapa, a Rússia pode unir os seus esforços com a China, conservando o seu avanço tecnológico e científico em relação a este país. Um exemplo disso são projetos complicados que são bastante onerosos para o orçamento no âmbito nacional. A Rússia e a China têm a necessidade objetiva de colaborar. A China recebeu muito da Rússia para o desenvolvimento da sua astronáutica e continua a receber, o que lhe permite diminuir os prazos de criação dos elementos da estrutura espacial”.

O acadêmico da Academia Russa da Cosmonáutica Igor Marinin, redator – chefe da revista Notícias da cosmonáutica, aponta os projetos russo – chineses mais prospectivos na esfera cósmica:

“A colaboração pode ser nas pesquisas e no processamento das informações, procedentes dos satélites científicos. Seria muito útil unir o sistema de navegação chinês Bei Dou com o sistema russo GLONASS. O aumento da potência proporcionará grandes vantagens a ambos os países. Na Rússia este programa será financiado bem: logo nos próximos anos irão surgir dez novos satélites, destinados a investigar a Terra. Os chineses também têm boas pesquisas neste setor. Quanto a vôos pilotados, o mais provável que não haja nenhuma colaboração. A China dispõe de um número suficiente de cosmonaves próprias e não necessita, ao contrário dos europeus e japoneses, que não possuem cosmonaves pilotadas, realizar vôos cósmicos juntamente com a Rússia”.

O primeiro desembarque na Lua, realizado no século XXI, fez surgir publicações sobre a intenção da China de criar uma base militar neste planeta. O diretor do Centro de Pesquisas Sociopoliticas Vladimir Evseev acha que esta informação não passa de um “balão” mas qualquer ataque ao cosmos sempre tem uma “segunda intenção”:

“Não acredito que seja possível cuidar exclusivamente da exploração pacífica do espaço sem pensar, se se pode ou não, instalar lá as armas. Creio que é preciso sempre ver uma “segunda intenção” nos êxitos espacial da China. Tanto mais que agora este país pode oferecer resistência maior aos EUA no cosmos. A China sabe que se o exército americano for privado do apoio a partir do espaço, vai perder a sua vantagem principal. Tem-se em vista o bloqueio de canais de comunicação e de sistemas de pontaria. A China prepara-se para isso com o máximo de persistência. É bem provável que ela crie semelhantes sistemas que irão reduzir a zero esta vantagem dos EUA”.

Em 2013 a China colocou na órbita 20 aparelhos espaciais. Na opinião de Vladimir Evseev a maioria esmagadora dos satélites têm uma função dupla.

Pedra misteriosa em Marte contém grande quantidade de enxofre segundo a Nasa

A pedra branca e brilhante, no detalhe à direita, apareceu de repente no local fotografado pela Opportunity em uma cratera de Marte
A pedra branca e brilhante, no detalhe à direita, apareceu de repente no local fotografado pela Opportunity em uma cratera de Marte

A agência espacial norte-americana (Nasa, na sigla em inglês) não conseguiu explicar, até agora, como uma pedra apareceu misteriosamente numa foto enviada de Marte pelo robô explorador Opportunity. Os cientistas sabem, no entanto, que há uma grande quantidade de enxofre em parte do objeto. O robô, que aterrissou há uma década na região chamada Meridiani Planum, explora a borda de uma cratera por sinais de existência de água no passado.

Um outro robô, o Curiosity, aterrissou do outro lado do planeta em 2012 para a mais ambiciosa missão de procurar lugares habitáveis no passado. Contudo, no momento, os cientistas tratam de uma questão mais imediata. Em 8 de janeiro, quando se preparava para uma investigação científica, o Opportunity enviou uma foto do seu trabalho na área.

Estranhamente, ela mostrou uma pedra brilhante branca, do tamanho de um pãozinho, onde somente solo rochoso aparecia na foto tirada duas semanas antes. Pode também ter parado ali por conta da queda de um meteorito. De qualquer maneira, a pedra chamada de “Ilha Pináculo” proporciona um inesperado bônus para os cientistas.

“A maior parte da pedra tem um tom brilhante, quase branco. Uma porção é vermelha. A Ilha Pináculo pode ter sido virada de ponta-cabeça pela roda, proporcionando uma circunstância incomum para o exame do lado de baixo de uma pedra de Marte”, disse a Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos, num comunicado na véspera.

– Nós vimos essa rocha simplesmente parada ali. Parece branca nos extremos e no meio parece ter uma depressão que é vermelha e escura – lembra uma rosquinha de geleia – diz o cientista Steve Squyres, do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês) da Nasa.

Tempo ruim

Segundo o jornal britânico Independent, a sonda está parada há dias no mesmo ponto devido ao tempo ruim em Marte, portanto fez muitas fotos no local. As imagens – a que mostra e a que não mostra a rocha – têm 12 dias marcianos de diferença. Segundo Squyres, a sonda não passou por cima do ponto no qual a pedra apareceu.​ A equipe, afirma o cientista, tem duas teorias para a origem do objeto: ele foi levado até ali pela colisão de um meteoro no solo marciano ou foi jogado pelo movimento das rodas da sonda.

– Nós dirigimos um metro ou dois dali, então acho que a ideia de que uma roda misteriosamente jogou a pedra é a melhor explicação – diz Squyres.

A rocha, contudo, voltou a surpreender os cientistas quando eles a analisaram.

– Nós tiramos fotos tanto da parte da ‘rosquinha’ quanto da ‘geleia’ e conseguimos os primeiros dados da composição da ‘geleia’ na noite passada. Não é parecido com nada que nós vimos antes. Tem uma grande quantidade de enxofre, uma grande quantidade de magnésio e duas vezes mais manganês do que nós vimos em qualquer outra coisa em Marte. Eu não sei o que isso significa. Estamos completamente confusos, e todos no time estão brigando e discutindo. A beleza desta missão… eu notei que ela nunca será completada. Sempre haverá algo atormentador, algo maravilhoso além do nosso alcance, que nós não conseguiremos alcançar – e essa é a natureza da exploração – diz Squyres, que participou de um evento sobre os 10 anos da sonda.

Índia lança espaçonave a Marte enquanto Brasil patina em terra

Representação de um projeto da Índia para a exploração da superfície do planeta Marte
Representação de um projeto da Índia para a exploração da superfície do planeta Marte

Com o lançamento, nesta terça-feira, de sua primeira nave espacial para Marte, em um teste da tecnologia de baixo custo, a Índia poderá ingressar no seleto clube de nações que conseguiram explorar o planeta vermelho, tornando-se mais um país do grupo conhecido como Brics, que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, a explorar o Espaço Exterior. O Brasil, há mais de dez anos, não avança em seu programa espacial.

A Missão Orbitadora Marte, da Índia, que tem custo de US$ 73 milhões, decolou da costa sudeste indiana no fim da madrugada (horário de Brasília) desta terça-feira. Se a missão for bem-sucedida, o satélite levará cerca de 300 dias para chegar a Marte e vai buscar metano na atmosfera marciana.

– Esse é o nosso início modesto para nossa missão interplanetária – disse Deviprasad Karnik, porta-voz da Organização Indiana de Pesquisa Espacial. Apenas Estados Unidos, Europa e Rússia conseguiram até agora enviar sondas que orbitaram ou pousaram em Marte.

Marcha lenta

No dia 22 de agosto deste ano, às 13h26, completou uma década que a última tentativa de o Brasil alcançar o Espaço Exterior terminou em tragédia, com a morte de 21 profissionais civis no Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão. Desde então, o país não voltou a testar o projeto do foguete Veículo Lançador de Satélites (VLS). Há, ainda, uma possibilidade de que a Aeronáutica venha a realizar testes com o VLS, ainda este ano mas, segundo fonte ouvida pelo Correio do Brasil, “as chances são cada vez menores, pois o fim do ano se aproxima e ainda há várias fases a serem vencidas até a ignição dos motores”.

Em 2003, por uma falha na execução do projeto, houve uma ignição prematura do VLS – que tinha 21 metros de altura e colocaria em órbita dois satélites de observação terrestre –, a torre explodiu e matou os trabalhadores que se encontravam no local. O relatório final da investigação, concluído pela Aeronáutica em fevereiro de 2004, apontou um “acionamento intempestivo” (súbito) de um dos quatro motores do VLS, provocado por uma pequena peça que ligava o motor. Até hoje, porém, não se sabe com precisão o que porquê desse disparo do detonador, embora duas hipóteses tenham sido levantadas: corrente elétrica ou descarga eletrostática (transferência de energia por contato entre dois corpos).

Os investigadores descartaram a possibilidade de sabotagem, de grosseira falha humana ou de interferência meteorológica, mas apontaram “falhas latentes” e “degradação das condições de trabalho e segurança”. Esses pontos de fragilidade estavam ligados à segurança em terra (as saídas de emergência, por exemplo, levavam para dentro da própria torre de lançamento) e de voo, à perda de pessoal tecnicamente qualificado e à falta de contratações, à defasagem salarial e de recursos financeiros, à sobrecarga de trabalho e ao estresse por desgaste físico e mental dos operadores.

De acordo com o relatório, “identificou-se uma expressiva defasagem entre os recursos humanos e materiais previstos como necessários ao projeto e os efetivamente disponíveis”. Testemunhas ouvidas na época informaram que não sabiam que os motores de arranque do foguete haviam sido instalados antes do previsto. Elas ignoravam, portanto, o perigo que corriam, e algumas chegaram a reclamar de levar choque ao tocar no corpo do VLS.

Na opinião do presidente da Associação Aeroespacial Brasileira (AAB), Aydano Carleial, o desastre não foi uma indicação de falta de capacidade técnica brasileira, mas de ausência de organização e método, pois o processo foi feito com pressa e de forma improvisada, o que aumentou ainda mais os riscos.

– O grande problema foi a perda humana. A paralisação do programa espacial ocorreu mais pela comoção, pela falta de reação, pelo fato de as promessas não terem sido cumpridas”, avalia Carleial, que é engenheiro eletrônico formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e trabalhou durante anos no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), responsável por fabricar os satélites brasileiros.

Na visão do major-brigadeiro Hugo Piva, um pioneiro do nosso programa espacial, a falta de verba prejudicou seu avanço. Até 1987, quando houve uma redução do investimento, os foguetes aprovados para voar não falharam, aponta.
“Depois disso, lançaram três: todos falharam, um deles causando a maior tragédia da história”, destaca Piva, que já não trabalhava no projeto do VLS em 2003.

Honras militares

As famílias das 21 vítimas do acidente foram agraciadas com honras militares, no funeral de seus entes queridos, na presença do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de receber uma indenização de R$ 100 mil do Ministério da Defesa, além de pensões mensais proporcionais ao salário de cada um dos homens mortos.

Parentes das vítimas, no entanto, entraram na Justiça para receber um valor compatível com o que seus familiares mortos ganhariam ao longo de toda a vida profissional, mas o processo ainda se arrasta nos tribunais. Além disso, o Ministério do Planejamento está questionando as gratificações pagas nas pensões, e há a possibilidade de as famílias terem o valor reduzido ou até terem de devolver parte do que receberam.

Artur Varejão, de 28 anos e formado em engenharia, filho do também engenheiro mecânico Cesar Augusto Costalonga Varejão, morto no acidente em Alcântara, falou com o pai um dia antes da tragédia e lembra que soube do acidente por uma funcionária da base, na internet. O anúncio oficial da tragédia à família ocorreu somente às 22h daquele dia – quase 9h após a explosão.

– Meu pai nem ia lá nesse dia, porque já estava tudo pronto. Comecei a telefonar, mas celular raramente funcionava lá, então não estranhei. Aí começou a passar na TV, eram 14h quando fiquei sabendo, deu plantão na Globo, só estávamos minha mãe e eu em casa – lembrou Artur, que era muito próximo do pai e chegou a trabalhar um ano com ele no Inpe.

O jovem acompanhou o teste de ignição de um propulsor de primeiro estágio do VLS, quando perguntou:

– E se isso explode?

O pai respondeu que não sobraria nem um fio de cabelo, mas que até então nunca havia acontecido nada.

Nova torre

Entre as várias recomendações feitas pelo relatório de investigação após o acidente em Alcântara, foi pedida a modernização da plataforma de lançamento de foguetes. A atual conta com uma torre de apoio, para fuga de funcionários em caso de emergência.

Os profissionais agora têm três opções de saída: uma escada, um poste como o dos bombeiros e um tubo de tecido em que a pessoa se joga e escorrega até embaixo.

Segundo o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho, a nova torre permite uma fuga rápida, sem riscos, e tudo o que havia sido perdido foi recuperado e modernizado.

Meteorito na Rússia: sobe para 950 o número de feridos

O meteorito se inflamou pouco antes de tocar o solo, na Rússia
O meteorito se inflamou pouco antes de tocar o solo, na Rússia

O número de feridos devido à queda de um meteorito na região dos Montes Urais, Centro-Oeste da Rússia, nesta sexta-feira, aumentou para 950 pessoas, sendo que 112 foram internadas, informou a agência de notícias Lusa. A maioria dos hospitalizados (cerca de 80) é formada por crianças.

Ao entrar na atmosfera da Terra, o meteoro passou a se desintegrar e, ao longo de vários quilômetros, foi possível ver rochas ardentes brilhantes, que deixavam um rastro de fumaça no céu russo.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou ao Ministério para Situações de Emergência que adote todas as medidas para prestar assistência aos atingidos pela queda do meteorito.

O Ministério do Interior russo anunciou ter localizado três locais onde caíram fragmentos do meteorito. Segundo as autoridades locais, 300 edifícios públicos e escolas ficaram com os vidros quebrados devido à onda de choque provocada pelo impacto. O número de casas atingidas ainda está sendo calculado.

Segundo informações da agência britânica de notícias BBC, o presidente Vladimir Putin agradeceu a Deus por fragmentos grandes não terem caído em áreas muito povoadas. Um fragmento grande do meteoro caiu em um lago perto de Chebarkul, cidade na região de Chelyabinsk, localizada a cerca de 1.500 quilômetros a leste de Moscou. Chelyabinsk é o coração industrial da Rússia e abriga muitas fábricas, usinas nucleares e depósitos de resíduos nucleares.

A Academia de Ciências da Rússia estima que o meteoro pesava cerca de 10 toneladas e entrou na atmosfera da Terra a uma velocidade de pelo menos 54 mil quilômetros por hora.

Meteoro explode sobre uma vila no interior de Cuba

O meteoro explodiu no ar em vários fragmentos
O meteoro explodiu no ar em vários fragmentos

Moradores da cidade de Rodas, província de Cienfuegos, em Cuba, disseram ter presenciado a queda e a explosão de um corpo celeste na noite de quarta-feira, noticiou uma emissora de televisão local. Os cubanos afirmam que o meteoro explodiu no céu, provocando uma luz intensa e fazendo as casas do município tremerem. O feixe de luz teria o tamanho de um ônibus, relata a emissora.

Um morador de Rodas disse que, “por volta das 20h locais de quarta-feira, uma luz se movia no céu e se converteu em uma chama muito grande”. Depois de três minutos, segundo ele, pode-se ouvir uma explosão.  Especialistas cubanos acreditam que o fenômeno tenha sido causado por fragmentos de pedras e metais que ingressam na atmosfera em alta velocidade. Eles procuram restos dos fragmentos no solo.

Nesta sexta-feira, cerca de 500 pessoas ficaram feridas devido à queda de um meteoro na região dos Montes Urais, na Rússia.

Meteorito que caiu na Rússia causa mais de 500 vítimas 

O meteorito se inflamou pouco antes de tocar o solo, na Rússia
O meteorito se inflamou pouco antes de tocar o solo, na Rússia

O meteorito caído na região de Chelyabinsk nesta sexta-feira pesava dezenas de toneladas, disse o pesquisador sênior do Observatório de Pulkovo em São Petersburgo, Serguei Smirnov. O número de vítimas causadas pela queda passa de 500, segundo o Ministério das Situações de Emergência da Rússia.

“Até o presente momento, na região (de Chelyabinsk) foram registrados 514 casos de pessoas afetadas, onze delas foram hospitalizadas, incluindo duas crianças. A maioria dos afetados têm contusões e cortes e, portanto, não precisam de hospitalização. Os afetados receberam os cuidados médicos necessários” diz-se num comunicado difundido pelo centro de imprensa.

“Era uma bola de fogo muito brilhante, perfeitamente visível no céu da manhã, um objeto bastante grande com uma massa de muitas dezenas de toneladas, provavelmente,” disse Smirnov. “Ao cair, na atmosfera, um corpo semelhante começa a quebrar-se, a cair em fragmentos, sua velocidade é medida em quilômetros por segundo,” continuou.

Ele notou que a descoberta de fragmentos do meteorito vai ajudar os cientistas a obter respostas para muitas perguntas.

Assista ao momento da queda do meteorito:

Os usuários de internet, testemunhas da chuva de meteoros, escrevem sobre as impressões que o acontecido produziu neles: “Foi como uma imagem do filme sobre o fim do mundo. É que nem sequer o esperávamos. Foi muito assustador.”

“Reparei no céu quando ele estava voando e subitamente pegou fogo. Com olhos ofuscados, tive uma sensação de que estou a ponto de pegar fogo também. Senti muito calor,” disse outro.

Já o líder do partido liberal-democrata russo, Vladimir Zhirinovsky, conhecido por dar declarações provocantes, disse que a chuva não era de meteoros, mas sim consequência de testes de armamentos realizados na região pelos Estados Unidos. Zhirinovsky disse que o secretário de Estado norte-americano, John Kerry. tentou avisar seu homólogo russo, mas não o encontrou por telefone.

O primeiro-ministro russo Dmitri Medvedev reagiu à chuva de meteoros sobre os montes Urais:

– Colegas já notaram, sobre a região de Chelyabinsk, em Tyumen e em alguns outros lugares, houve uma chuva de meteoros. Este é mais um símbolo, talvez do nosso fórum – disse Medvedev durante a troca de opiniões no Fórum Econômico de Krasnoyarsk.

Segundo ele, o ocorrido é “prova de que não só a economia é vulnerável, mas todo o planeta”.

Nos anéis de Saturno, Lua Titã pode abrigar formas de vida

Os cientistas da NASA descobriram indícios de que existe vida em Titã, a maior lua de Saturno
Os cientistas da NASA descobriram indícios de que existe vida em Titã, a maior lua de Saturno

Os cientistas da NASA descobriram indícios de que existe vida em Titã, a maior lua de Saturno. De acordo com as investigações da agência espacial poderá haver extra-terrestres primitivos a viver no corpo celeste próximo de Saturno. O modelo teórico, feito por meio de informações da sonda Cassini, é mais uma prova que Titã pode ser hoje um retrato semelhante da Terra há bilhões de anos. Tais evidências aumentam as expectativas de que o satélite de Saturno pode abrigar alguma forma exótica de vida.

De acordo com informações do jornal O Globo, Titã é o único corpo celeste além da Terra no nosso Sistema Solar que contém corpos em estado líquido com estabilidade em sua superfície. Mas, enquanto na Terra há o ciclo da água, com chuva e evaporação, em Titã o ciclo envolve etano e metano, dois compostos orgânicos que fizeram parte da grande sopa de elementos químicos de onde surgiu as primeiras formas de vida na Terra.

Cientistas da missão Cassini tinham a conclusão de que os lagos de Titã não teriam gelo, porque o metano sólido é mais denso que o líquido e, portanto, afundaria. Deste modo, o gelo de etano e metano apareceria com uma temperatura de -182,75 Cº, mas desde que esse composto se misturasse pelo menos 5% com a atmosfera de Titã. Trata-se de uma condição frágil porque, de acordo com o estudo, caso a temperatura baixasse um pouco mais, o gelo afundaria. Estima-se que a aparência deste composto de gelo não seja sem cor, como na Terra, mas algo como um marrom avermelhado.

Conforme informações do jornal O Globo, o radar da sonda Cassini será capaz de testar o modelo proposto pelo estudo ao observar como a luz se reflete na superfície desses lagos e mares de hidrocarbonetos. Se o tempo ficar mais quente e o gelo derreter, por exemplo, a superfície do lago seria de apenas líquida e teria uma aparência mais escura.

Jonathan Lunine, coautor do trabalho e cientista da Universidade de Cornwell, de Nova York, disse que a descoberta dos blocos de gelo de hidrocarbonetos mostra que há variação química entre o sólido e o líquido em Titã que, na infância da Terra, foi condição importante para o surgimento da vida.