Chuvas deixam parte de SP em estado de atenção

O estado de atenção é decretado quando se considera que as chuvas têm potencial para a formação de alagamentos (precipitação intermitente ou contínua e/ou moderada à forte)

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

A Zona Leste e parte da Zona Norte da capital paulista e a Marginal Tietê entraram em estado de atenção para alagamentos às 10h12 deste sábado, de acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE).

A capital e região metropolitana têm sido atingidas por fortes chuvas nos últimos dias
A capital e região metropolitana têm sido atingidas por fortes chuvas nos últimos dias

O estado de atenção é decretado quando se considera que as chuvas têm potencial para a formação de alagamentos (precipitação intermitente ou contínua e/ou moderada à forte).

Na Zona Norte, o estado de atenção se estendeu às subprefeituras de Jaçanã/Tremembé, Santana/Tucuruvi, e Vila Maria/Guilherme.

Áreas de instabilidade associadas à presença da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) estão se deslocando no sentido norte para sul, da região de Guarulhos e Mairiporã, para as zonas Leste e bairros da zona Norte que fazem divisa com Guarulhos, segundo o CGE.

Imagens do radar meteorológico mostram precipitação forte com pontos moderados nos bairros de Jaçanã, Tremembé, Vila Medeiros e Vila Maria. Na Zona Leste, o mesmo quadro é observado nos bairros de Ermelino Matarazzo, Vila Jacuí, Jardim Helena, São Miguel Paulista e Cangaíba.

Conforme previsão dos meteorologistas do CGE. As próximas horas seguem com tempo instável. Com chuvas que podem atuar em outras regiões da capital paulista. Com potencial para formação de alagamentos e transbordamentos de córregos e rios. A temperatura é de 20,9ºC em média.

A capital e região metropolitana têm sido atingidas por fortes chuvas nos últimos dias. Segundo o CGE, o solo encharcado aumenta o potencial para deslizamentos de terra nas áreas de encosta. Além de alagamentos. Devido ao tempo fechado e chuvoso, a máxima alcança 24°C.

Mais chuvas para os paulistas

O CGE divulgou que o tempo segue instável no domingo. Pela manhã devem ocorrer períodos de melhoria com pequenas aberturas de sol. No entanto, áreas de instabilidade devem se formar e provocar pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas e rajadas de vento à tarde. As chuvas persistem, mas com menor intensidade no período da noite. Mínima de 18°C ao amanhecer e máxima de 26°C à tarde.

Na próxima segunda-feira, muitas nuvens e chuvas devem se concentrar entre a tarde e a noite. Há potencial para alagamentos e deslizamentos, segundo o CGE. Os termômetros oscilam entre 19°C e 26°C.

Afogamento

Na sexta-feira, uma pessoa morreu afogada durante a chuva na capital paulista. De acordo com o Corpo de Bombeiros, houve um chamado às 19h20 em Perdizes, Zona Oeste da cidade. A vítima estava presa sob um ônibus na rua Cardoso de Almeida. A morte foi constatada no local.

De acordo com a Defesa Civil, nos bairros Freguesia do Ó, Sé, Butantã e Pinheiros foram registrados pontos de alagamentos transitáveis. Na avenida 23 de Maio, o túnel do Anhangabaú ficou parcialmente alagado e permaneceu interditado temporariamente, informou o órgão.

Foram registrados, ainda, pelo menos dois pontos de alagamentos intransitáveis, na rua Teixeira Leite e na Marginal Pinheiros sentido Interlagos, perto da Ponte Ary Torres. A Defesa Civil ressalta que não houve, até o momento, registro de pessoas desalojadas, desabrigadas ou desaparecidas.

Justiça manda Metrô pagar pensão a mulher de ambulante morto em estação

Decisão pela indenização à família do vendedor considerou que houve falha na segurança do Metrô

O pedido de tutela de urgência foi ajuizado pela mulher do ambulante, que alegou ter sua subsistência comprometida após a morte do marido

Por Redação, com RBA – de São Paulo:

Uma decisão liminar da Justiça de São Paulo determinou que a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) pague pensão mensal de R$ 2.232,54 a mulher do vendedor ambulante assassinado na estação Pedro II. Ainda cabe recurso da decisão.

Decisão pela indenização à família do vendedor considerou que houve falha na segurança do Metrô
Decisão pela indenização à família do vendedor considerou que houve falha na segurança do Metrô

O valor estipulado, que corresponde ao rendimento médio do falecido, deverá ser depositado no dia 20 de cada mês. Já a partir de janeiro, sob pena de multa de 10%. A decisão é do juiz André Augusto Salvador Bezerra, da 42ª Vara Cível da Capital.

De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). O pedido de tutela de urgência foi ajuizado pela mulher do ambulante, que alegou ter sua subsistência comprometida após a morte do marido. O homem foi espancado até a morte no interior da estação do metrô ao tentar defender travestis de agressão.

Violência

O juiz entendeu que o crime ocorreu dentro das dependências da estação do metrô. Cuja segurança, em princípio, caberia à empresa. “É certo que outras circunstâncias poderão ser verificadas ao longo do processo e que, em tese. Podem elidir a responsabilidade do requerido. Todavia, por ora, o que se tem nos autos é a notícia de uma falha na própria segurança oferecida”, afirmou o magistrado.

– Necessário, pois, tomada de providência jurisdicional urgente, a fim de que a subsistência da autora não fique comprometida – determinou o juiz.

SP: polícia volta a usar violência em reintegração de posse

Líder do MST, o cientista social Guilherme Boulos foi preso ao apelar para os policiais para que aguardassem a abertura do Fórum, onde uma liminar dos manifestantes seria julgada

São cerca de 700 famílias que pediam o adiamento da reintegração para que pudessem se inscrever em programas de habitação da prefeitura. Recurso do MP também foi ignorado

Por Redação, com RBA – de São Paulo:

Com bombas, balas de borracha, gás lacrimogênio e muita violência, a tropa de choque da Polícia Militar executou na manhã desta terça-feira ação de reintegração de posse da Ocupação Colonial, na região de São Mateus, Zona Leste de São Paulo. No local, cerca de 700 famílias ocupavam uma área composta por dois terrenos particulares e um terreno da prefeitura e que agora não tem para onde ir. 

Policia Militar não poupou a utilização de forte aparato e violência na reintegração da Ocupação Colonial
Policia Militar não poupou a utilização de forte aparato e violência na reintegração da Ocupação Colonial

Dezenas de policiais do batalhão de choque, além de caminhões blindados, estavam concentrados desde o início da manhã. A Justiça de São Paulo decidiu pela reintegração há cinco dias. Os moradores da ocupação tentaram negociar o adiamento da desocupação para que, ao menos, as famílias fossem devidamente cadastradas em programas de habitação da prefeitura. 

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) também chegou a entrar com ação pedindo a suspensão da reintegração. Ainda assim, a reintegração foi executada, antes mesmo que a Justiça pudesse julgar o pedido do MP.

Líder do MST, o cientista social Guilherme Boulos foi preso ao apelar para os policiais para que aguardassem a abertura do Fórum, onde uma liminar dos manifestantes seria julgada
Líder do MTST, o cientista social Guilherme Boulos foi preso ao apelar para os policiais para que aguardassem a abertura do Fórum, onde uma liminar dos manifestantes seria julgada

Lideranças do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) pediam que os policiais aguardassem algumas horas até o horário de abertura do Fórum, quando o recurso poderia ser julgado. “Se o juiz acata esse pedido de adiamento, olha a situação que vai se criar”, apelava Guilherme Boulos, líder do movimento.

– Um terreno abandonado há mais de quarenta anos. Ninguém nunca fez nada. Agora que a gente fez alguma coisa para sair do aluguel, eles vêm tomar – reclamou outro morador. 

Moradores

Os moradores chegaram a esboçar resistência, com uma barricada na rua de acesso à ocupação. Há relatos de moradores feridos, repórteres que sofreram asfixia devido ao uso de gás lacrimogênio pelos policiais, e até animais de estimação machucados pela ação policial. A repórter da Rádio Brasil Atual, Anelize Moreira, também passou mal, por efeitos das bombas de gás.

É a primeira reintegração de posse executada na gestão do prefeito João Dória (PSDB), que afirmou diversas vezes que não iria tolerar ocupações. 

Até às 9h30, os moradores ainda acompanhavam a desocupação e tentavam retirar seus pertences. Eles deverão rumar para um novo acampamento, ainda sem local definido. “Não tenho lugar. Não sei o que vou fazer.

Vou por as minhas coisas na garagem de uma amiga, e não tenho para onde ir. Sou sozinha, tenho 70 anos. Não sei o que fazer da minha vida”, relatou uma moradora da ocupação. Os moradores da Ocupação Colonial encontravam-se dispersos pela região, abrigados da chuva por vizinhos. As crianças foram abrigadas em uma igreja também nas proximidades.

MTST

Em sua página no Facebook, o MTST comunicou que Guilherme Boulos, havia sido preso pela PM de São Paulo. Em nota, o movimento classifica a prisão como “absurda” e ressalta que Boulos esteve o tempo todo procurando uma mediação para o conflito.

Boulous foi preso por desobediência, e conduzido ao 49º DP, onde prestou depoimento.”Não aceitaremos calados que além de massacrem o povo da ocupação Colonial, jogando-os nas ruas, ainda querem prender quem tentou o tempo todo e de forma pacífica ajuda-los”, afirma a nota.

Guilherme, foi detido por negociar assistência para as 700 famílias que foram expulsas da ocupação Colonial. A tropa de choque alega desobediência e arbitrariamente cita a participação do mesmo em atos contra o Governo Temer. Como justificativa para detenção e diz ter horas de gravações dele em outras manifestações. Mostrando clara perseguição política aos movimentos sociais.

Bombeiros retomam buscas por homem desaparecido durante chuva em SP

Os bombeiros retomaram nesta terça-feira, as buscas por Odair José Chagas, de 38 anos, em Guarulhos, na Grande São Paulo

No município de São Paulo, os bombeiros atenderam 34 chamadas de ocorrências relacionadas à chuva, como de pessoas ilhadas

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

Os bombeiros retomaram nesta terça-feira, as buscas por Odair José Chagas, de 38 anos, em Guarulhos, na Grande São Paulo. Ele estava com a esposa quando o carro foi arrastado pela enchente e caiu no Córrego Taboão na noite de domingo.

Os bombeiros retomaram nesta terça-feira, as buscas por Odair José Chagas, de 38 anos, em Guarulhos, na Grande São Paulo
Os bombeiros retomaram nesta terça-feira, as buscas por Odair José Chagas, de 38 anos, em Guarulhos, na Grande São Paulo

Após buscas, o Corpo de Bombeiros encontrou o veículo com o corpo da analista contábil Maria Santos Chagas, de 39 anos, às 4h30 de segunda-feira.

Depois que familiares e vizinhos comunicaram o desaparecimento do marido de Maria, os bombeiros fizeram uma varredura ontem à noite em todo o córrego Taboão, que desemboca no Rio Tietê, buscando o corpo, mas não encontraram.

Chuva

Em Guarulhos, no domingo, o Córrego Taboão transbordou e atingiu vários bairros. Principalmente o Jardim Santa Emília. A capital paulista registrou, no nesno dia, o transbordamento do Córrego Paciência, na Zona Norte, às 23h, do Córrego Tremembé, na Zona Norte, à meia-noite; e do Córrego Franquinho, na Zona Leste, à meia-noite e meia.

No município de São Paulo, os bombeiros atenderam 34 chamadas de ocorrências relacionadas à chuva, como de pessoas ilhadas. O Centro de Gerenciamento de Emergências registrou seis pontos de alagamento intransitáveis.

Chuva causa alagamentos em São Paulo

No município de São Paulo, os Bombeiros atenderam 34 chamadas de ocorrências relacionadas à chuva, como pessoas ilhadas

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

Uma mulher morreu afogada em Guarulhos, na Grande São Paulo, após seu carro ser arrastado pela enchente e cair no Córrego Taboão na noite de domingo. Após buscas, o Corpo de Bombeiros encontrou o veículo com o corpo da vítima às 4h30 desta segunda-feira.

O Centro de Gerenciamento de Emergências registrou seis pontos de alagamento intransitáveis
O Centro de Gerenciamento de Emergências registrou seis pontos de alagamento intransitáveis

Em Guarulhos, o Córrego Taboão transbordou e atingiu vários bairros, principalmente o Jardim Santa Emília. A capital paulista registrou o transbordamento do Córrego Paciência, Zona Norte, às 23h, do Córrego Tremembé, Zona Norte, à meia-noite; e do Córrego Franquinho, Zona Leste, à meia-noite e meia.

No município de São Paulo, os Bombeiros atenderam 34 chamadas de ocorrências relacionadas à chuva, como pessoas ilhadas. O Centro de Gerenciamento de Emergências registrou seis pontos de alagamento intransitáveis.

A cidade de Francisco Morato teve, às 22h30, chuva de forte intensidade e curta duração, que alagou o centro e os bairros Cento e Vinte, Jardim Silvia e Jardim Alegria, segundo a Defesa Civil. Houve deslizamento de terra na Rua Moacir Flex, onde os Bombeiros resgataram quatro moradores, que ficaram presos dentro de casa. O imóvel foi interditado e a família está em casa de parentes.

Em Itapevi, a enxurrada provocou erosão do solo às 19h30, na Chácara Vitápolis, que atingiu um veículo e uma casa abaixo do nível da rua. Os quatro moradores foram alojados na casa de parentes.

Interior do Estado

Na região de Campinas, a cidade de Cabreúva, registrou forte chuva às 21h, que alagou ruas e 10 residências. Segundo a Defesa Civil, 45 pessoas tiveram de deixar suas casas. Na cidade de Jaú, 10 casas ficaram alagadas e pessoas ficaram ilhadas. A Defesa Civil interditou três casas no bairro Chácara Flora, pois sofreram avarias na estrutura. As famílias foram para casas de parentes.

SP: após 10 anos ninguém foi condenado por acidente no Metrô

Os acusados, engenheiros ou funcionários do Metrô ou das empreiteiras, já haviam sido absolvidos em julgamento na primeira instância

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

Dez anos depois do desabamento das obras da linha 4-amarela do Metrô de São Paulo, a serem completados nesta quinta-feira, ninguém foi responsabilizado pelo acidente que vitimou sete pessoas no local onde hoje está instalada a Estação Pinheiros.

Acidente na linha 4-amarela do Metrô paulista matou sete pessoas e destruiu casas
Acidente na linha 4-amarela do Metrô paulista matou sete pessoas e destruiu casas

Em novembro de 2016, por 2 votos a 1. Os desembargadores da 7ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo mantiveram a absolvição de 12 pessoas envolvidas na tragédia. Os acusados, engenheiros ou funcionários do Metrô ou das empreiteiras, já haviam sido absolvidos em julgamento na primeira instância. Outros dois acusados foram retirados do segundo julgamento pelo próprio Ministério Público. Responsável pela acusação, que entendeu que eles não tinham culpa.

A absolvição revoltou Celso Alambert, 77 anos, pai de Márcio Alambert, 31 anos, que morreu na tragédia. “Isso gera revolta. Como é que vão fazer uma obra desse porte sem responsável? Nesse caso tinha que ter um engenheiro responsável. Um geólogo, uma fiscalização sobre as obras. Mas sabe como é que é, né? Se fossem cidadãos comuns já teriam sido punidos. Mas envolve muita gente graúda, então acaba tudo em pizza”, reclamou.

O corretor Antonio Manuel Dias Teixeira, que perdeu um imóvel no acidente, também reclamou da falta de punição pelo acidente. “Isso é uma coisa que também me deixou revoltado e chateado. E aqueles que morreram? Eu estou vivo, tudo bem. Mas tem os que morreram. Não havia responsáveis?”, questionou.

O acidente ocorreu por volta das 15h do dia 12 de janeiro de 2007, na rua Capri. O cobrador Wescley Adriano da Silva ocupava o seu lugar no micro-ônibus que fazia a linha Casa Verde-Pinheiros quando uma cratera se abriu no canteiro de obras da estação. “Engolindo” a van em que ele se encontrava.

Além dele, também morreram no acidente o motorista da van Reinaldo Aparecido Leite, os passageiros Márcio Alambert e Valéria Alves Marmit. O motorista de um caminhão que trabalhava na obra e que também foi “engolido” pela cratera Francisco Sabino Torres. A aposentada Abigail de Azevedo e o office boy Cícero Augustino da.Silva, que chegavam ao ponto de ônibus no momento do acidente.

MP recorreu da absolvição

Em dezembro do ano passado, o Ministério Público decidiu recorrer da absolvição ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Que ainda não se pronunciou sobre o assunto. No recurso, de 72 páginas, o procurador-geral de Justiça, Gianpaolo Poggio Smanio. O promotor de Justiça designado Victor Eduardo Rios Gonçalves alegam que “era previsível que o desabamento poderia ocorrer”. E que, mesmo assim, os réus determinaram o prosseguimento das obras, agindo, portanto, com imprudência e negligência.

No documento, eles afirmam que “as falhas originárias do projeto e da execução da obra, aliadas à desconsideração do quadro de instabilidade do canteiro. Com o consequente avanço das escavações e o aumento do ritmo e da velocidade das detonações. Levaram ao desmoronamento do túnel, com a morte de sete vítimas”.

Eles também dizem que essas mortes poderiam ter sido evitadas, independentemente do desmoronamento. “Se o entorno do local tivesse sido interditado para o trânsito de pedestres e de veículos logo após os primeiros sinais de risco iminente de ruptura do local. Sinais esses, inclusive, que possibilitaram a evacuação do subsolo, com a retirada dos obreiros que trabalhavam na escavação”.

Procurado pela Agência Brasil para falar sobre o caso, o Ministério Público não concedeu entrevista e se pronunciou apenas enviando o documento de recurso ao STJ.

Indenizações

O Consórcio Via Amarela, responsável pelas obras. Informou que nenhuma família deixou de fechar acordo de indenização com a empresa. Em 2009, a assessoria de imprensa da Via informou que “todas as famílias das (sete) vítimas fatais do acidente” foram indenizadas em até 90 dias. Após o acidente e “todos os moradores, inicialmente deslocados de suas residências e instalados em hotéis da região, foram indenizados. Retomaram sua rotina sem ter que recorrer à Justiça”.

Procurado pela Agência Brasil este ano, o Consórcio Via Amarela respondeu que, “logo após o acidente, prestou todo o apoio necessário aos familiares das vítimas. Assim como já promoveu o pagamento das indenizações cabíveis”. Sem revelar a quantidade e o valor das indenizações que foram pagas.

Na época do acidente, a subprefeitura de Pinheiros informou que, dos 94 imóveis que sofreram danos. Sete tiveram que ser demolidos e outros 14 foram condenados. Mas os demais foram todos liberados.

Já o Metrô informou que as obras de construção da estação Pinheiros estavam completamente seguradas. O que possibilitou “a cobertura a todos os prejuízos causados pelo acidente ocorrido em 2007. Também a indenização a todas as pessoas e empresas prejudicadas por parte do consórcio de empreiteiras responsável pelas obras”.

Segundo o Metrô, “todo esse processo (de pagamento de indenizações) foi acompanhado. Intermediado pelo governo do Estado que, assim como o Metrô, não foi parte do processo judicial que absolveu em duas instâncias a todos os acusados”.

A empresa também informou que “sempre adotou em suas obras métodos construtivos e procedimentos de segurança com certificações internacionais que garantem a confiabilidade de execução”.

Em um documento sobre o acidente na estação Pinheiros, publicado em outubro de 2008 e disponível no site do Metrô. Referente ao pagamento de indenizações e ao reassentamento das famílias até agosto de 2008. O Metrô informa que 271 pessoas foram impactadas pelo acidente, número que exclui 57 proprietários de imóveis que não viviam no local ou o ocupavam.

Companhia

A companhia informou que 99 imóveis foram atingidos pelo acidente, 58 deles residenciais. Desse total, 14 foram condenados, sete precisaram ser demolidos, 10 tiveram um impacto mínimo e foram liberados, 65 foram liberados mais tarde. Após laudos da prefeitura e outros três foram liberados sem intervenção da prefeitura.

Entre as famílias, após o acidente, quatro decidiram permanecer no imóvel, 34 retornaram a suas moradias, nove se referiam a casos atípicos e 62 tiveram que ser reassentadas.

Das sete vítimas fatais, o Metrô diz que foram fechados oito acordos de indenização. Já que uma das vítimas tinha duas famílias. Além disso, foram firmados 106 acordos (número que não necessariamente significa o total de famílias. Porque cada família que pode ter fechado mais de um acordo0.

Além de oito acordos com terceiros (ambulantes ou pessoas que perderam carros estacionados próximos ao local do acidente). Segundo o Metrô, 20 ações foram para a Justiça.

Houve famílias que receberam duas indenizações: uma do consórcio, pelos danos provocados pelo acidente e outra da prefeitura, que retirou as famílias de algumas casas da região para construir um terminal de ônibus no local, ao lado da estação de Metrô.

Este foi o caso do corretor Antonio Manuel Dias Teixeira, que perdeu um imóvel no acidente. Ele diz que a indenização ainda não foi totalmente paga e que o valor acertado foi baixo.

Linha ainda não terminada

Passados dez anos, a linha 4-amarela do Metrô de São Paulo ainda não foi totalmente concluída e entregue. Prevista para funcionar na Copa do Mundo de 2014. Ainda faltam estações a serem terminadas.

Segundo o Metrô, a implantação da linha foi dividida em duas fases, sendo que a primeira custou R$ 3,1 bilhões e teve as obras iniciadas em 2006. Passando a funcionar a partir de 2010, com seis estações operando, entre Luz e Butantã.

Em 2012 foram iniciadas as obras da segunda fase, que abrange as estações Butantã e Vila Sônia e a construção de outras cinco estações – uma delas, a Fradique Coutinho, inaugurada em 2014.

Em 2015, a empreiteira responsável abandonou as obras e o Metrô rescindiu o contrato, retomando os trabalhos com um novo consórcio em agosto de 2016. Com isso, as estações Higienópolis-Mackenzie. E Oscar Freire deverão ser concluídas em dezembro de 2017, restando as estações São Paulo-Morumbi para 2018 e Vila Sônia para 2020. A segunda fase, de acordo com o Metrô, tem o custo de R$ 1,7 bilhão.

 

Reajuste de tarifas de ônibus passa a valer em SP

A Secretaria de Transportes Metropolitanos argumenta que o governo buscou a fórmula que beneficia a maior parte dos usuários do transporte metropolitano

Os passageiros que ainda têm saldo nos cartões pagam o valor antigo nas catracas, mas quem comprou bilhetes a partir de domingo já pagou o preço reajustado

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

O governo de São Paulo informou que não recebeu notificação da liminar do Tribunal de Justiça de São Paulo que suspendeu na última sexta-feira o reajuste nas tarifas de integração entre ônibus e trilhos em São Paulo. Com isso, o aumento passou a valer para os passageiros na Grande São Paulo desde domingo.

A Secretaria de Transportes Metropolitanos argumenta que o governo buscou a fórmula que beneficia a maior parte dos usuários do transporte metropolitano
A Secretaria de Transportes Metropolitanos argumenta que o governo buscou a fórmula que beneficia a maior parte dos usuários do transporte metropolitano

A integração foi reajustada de R$ 5,92 para R$ 6,80. Está valendo também a cobrança da taxa de integração nos terminais metropolitanos, que antes era gratuita. Passou a ser cobrada em valores que variam de R$ 1 e R$ 1,65. Os passageiros que ainda têm saldo nos cartões pagam o valor antigo nas catracas, mas quem comprou bilhetes a partir de domingo já pagou o preço reajustado.

Segundo a decisão do juiz Paulo Furtado de Oliveira Filho, manter o preço da tarifa básica do transporte público na capital, que foi congelada em R$ 3,80, mas elevar o preço da integração (ônibus com o metrô ou o trem) é injusta.

Medida

– A medida é mais benéfica a quem reside em locais mais centrais e se utiliza apenas do metrô. Cuja tarifa básica foi mantida. Mas revela-se gravosa a quem reside em locais mais distantes e se utiliza do trem e do metrô. Cuja tarifa integrada foi aumentada acima da inflação – disse. Em São Paulo, a administração de ônibus é da prefeitura. Enquanto o governo estadual responde pelo Metrô e pela CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

A Secretaria de Transportes Metropolitanos argumenta que o governo buscou a fórmula que beneficia a maior parte dos usuários do transporte metropolitano e que, ao mesmo tempo, preserva a saúde financeira do sistema, recompondo a inflação do período. O governo afirma que manteve um desconto na integração, embora o percentual tenha caído de 22% para 10,5%.

O governo estadual terá prazo de 20 dias úteis para recorrer da liminar. Assim que for notificada sobre a liminar, a secretaria informou que irá se pronunciar.

SP: MPF investiga causas do incêndio em armazém de fertilizantes

O Ministério Público Federal (MPF) determinou a abertura de um inquérito para apurar as circunstâncias do incêndio que atingiu um armazém da Vale Fertilizantes

O prédio teve evacuação imediata e nenhum funcionário ficou ferido. A fumaça emitida, resultado da queima de nitrato, de cor laranja avermelhada, é tóxica

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

O Ministério Público Federal (MPF) determinou a abertura de um inquérito para apurar as circunstâncias do incêndio que atingiu um armazém da Vale Fertilizantes, no Complexo Industrial de Cubatão, na Baixada Santista. O fogo teve início na tarde de quinta e só foi completamente extinto no início da manhã desta sexta-feira.

O Ministério Público Federal (MPF) determinou a abertura de um inquérito para apurar as circunstâncias do incêndio que atingiu um armazém da Vale Fertilizantes
O Ministério Público Federal (MPF) determinou a abertura de um inquérito para apurar as circunstâncias do incêndio que atingiu um armazém da Vale Fertilizantes

O MPF considera urgente a apuração das causas e a extensão dos prejuízos causados pelo incêndio. Para o órgão, é preciso apurar a possibilidade de risco a saúde da população e trabalhadores da região, além de prováveis danos ao meio ambiente, devido a emissão de fumaça tóxica.

Um bombeiro chegou a ser socorrido, vítima de intoxicação. De acordo com a prefeitura de Cubatão, 218 moradores da Comunidade Mantiqueira, na divisa com Santos pelo lado continental. Precisaram deixar suas casas, por cautela. Eles foram levados em ônibus da prefeitura para a escola municipal João Ramalho, na Vila Nova. Às 21h30, as famílias foram liberadas e voltaram para casa.

O acesso ao porto de Santos foi fechado às 16h30 de ontem e reaberto por volta das 19h. De acordo com a Marinha. O fechamento temporário não causou prejuízos, já que esse era o período de intervalo de entrada de navios.

O fogo começou na tarde de quinta-feira, com a explosão em uma correia transportadora que alimenta o armazém da unidade de nitrato de amônia. O prédio teve evacuação imediata e nenhum funcionário ficou ferido. A fumaça emitida, resultado da queima de nitrato, de cor laranja avermelhada, é tóxica.

Drone

Técnicos da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) estiveram no local e, com ajuda de um drone, monitoraram a área. Segundo o órgão, não há maiores riscos, embora o nitrato de amônia possa ter causado irritações nos olhos, na pele e no trato respiratório das pessoas.

Marco Antônio do Vale, coordenador da área de Segurança, Saúde e Meio Ambiente do Sindicato dos Químicos da Baixada Santista, disse ontem à Rádio Nacional, que havia informe preliminar que indicava aquecimento anormal na correia.

A Vale Fertilizantes, por sua vez, informou que a empresa não tinha recebido tal alerta. Segundo a empresa, o controle das operações é rígido e, diante de qualquer risco, as atividades são paralisadas.

Em nota, a Vale Fertilizantes disse que está trabalhando com o Corpo de Bombeiros e autoridades locais e não medirá esforços para minimizar os efeitos do incidente para a população. As causas do incêndio estão sendo apuradas, bem como eventuais danos ambientais.

Vereador assume prefeitura de Embu das Artes

No pedido à Justiça, o promotor sustentou que o prefeito eleito “usou contribuições provenientes de lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de entorpecentes

No pedido à Justiça, o promotor sustentou que o prefeito eleito “usou contribuições provenientes de lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de entorpecentes

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

Depois de ser eleito presidente da Câmara dos Vereadores de Embu das Artes, na Grande São Paulo, o vereador Hugo Prado (PSB) assumiu a prefeitura no lugar de Claudinei Alves dos Santos, conhecido como Ney Santos, que venceu as eleições, mas está foragido.

No pedido à Justiça, o promotor sustentou que o prefeito eleito “usou contribuições provenientes de lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de entorpecentes
No pedido à Justiça, o promotor sustentou que o prefeito eleito “usou contribuições provenientes de lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de entorpecentes

Durante a sessão solene de posse no domingo, foi lida uma carta de Ney em que ele se defende. Dizendo que está sendo injustiçado e perseguido pela oposição desde 2010. “Com denúncias falsas e mentiras”. Na carta, Ney diz ainda que irá se apresentar à Justiça em breve, o que ainda não fez porque teme pela sua vida.

Claudinei Alves dos Santos é considerado foragido desde a deflagração da Operação Xibalba, no dia 9 de dezembro, quando foram cumpridos 49 mandados de busca e cumpridos 14 mandados de prisão preventiva. As investigações identificaram uma organização criminosa para lavagem de dinheiro do tráfico de drogas. Supostamente liderada pelo prefeito eleito de Embu, segundo o Ministério Público.

No pedido à Justiça. O promotor sustentou que o prefeito eleito “usou contribuições provenientes de lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de entorpecentes. Incluindo os valores doados pelo próprio eleito à campanha”. De acordo com o pedido, esses delitos seriam realizados pela organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), da qual o investigado seria integrante.

Passagens de ônibus em Guarulhos

Logo após a cerimônia de posse, o novo prefeito de Guarulhos, Gustavo Henric Costa (PSB). Conhecido por Guti. Declarou que vai cancelar o aumento de 18,42% nas passagens de ônibus no município. A decisão da gestão anterior, do prefeito Sebastião Almeida (PT). Previa aumento de R$ 3,80 para R$ 4,50.

Como o reajuste pegou a população de surpresa no dia 29 de dezembro. A Justiça determinou a suspensão temporária. A decisão partiu de uma ação popular que foi aceita pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, na Comarca de Guarulhos.

A antiga gestão havia informado que, após a suspensão, os novos valores voltariam a vigorar na cidade. A justificativa para o aumento era alta dos custos dos insumos.

Prefeito sai da prisão para tomar posse no cargo em Osasco

Rogério Lins tomou posse como prefeito de Osasco, menos de 48 horas após sair da cadeia

Além de Rogério Lins, Também tomaram posse em Osasco a vice-prefeita eleita, Ana Maria Rossi (PR), e 21 vereadores eleitos, seis deles também tinham sido detidos na operação policial

 

Por Redação – de São Paulo

 

Após 48 horas depois de deixar a prisão, o prefeito de Osasco, na Grande São Paulo, Rogério Lins (PTN), tomou posse. Ele assumiu o cargo na manhã deste domingo. A solenidade, que durou cerca de uma hora, foi realizada na Câmara de Vereadores.

Rogério Lins tomou posse como prefeito de Osasco, menos de 48 horas após sair da cadeia
Rogério Lins tomou posse como prefeito de Osasco, menos de 48 horas após sair da cadeia

Também tomaram posse a vice-prefeita eleita, Ana Maria Rossi (PR), e 21 vereadores eleitos, seis deles também tinham sido detidos na Operação que pediu a prisão de Lins e obtiveram habeas corpus.

Fiança

Lins deixou a cadeia em Tremembé, no interior paulista, no começo da tarde de sexta-feira, depois de conseguir habeas corpus. Ele se entregou à polícia no domingo de Natal ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos, vindo de Miami (EUA). Lins era considerado foragido desde o começo de dezembro. Ele tocou no assunto, em seu discurso de posse.

— Eu continuo sem entender quais foram as verdadeiras e reais razões que levaram a acontecer o pedido preventivo de prisão. Tudo no final será esclarecido. Essa injustiça, que já foi corrigida preliminarmente na segunda instância, vai ser definitivamente esclarecida. E a verdade virá à tona — disse.

O alvará de soltura foi expedido na quinta-feira pelo desembargador Fábio Gouvêa, da Seção de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo. O magistrado determinou que o político pague fiança de R$ 300 mil até esta segunda-feira. Caso contrário, será preso novamente.

Presos

O vereador licenciado é acusado de envolvimento em um esquema milionário de fraudes na contratação de servidores fantasmas. Estima-se que a quadrilha tenha causado um prejuízo de R$ 21 milhões aos cofres públicos. Ele nega as acusações e afirma:

— Não tenho dúvida que a verdade virá à tona e a nossa inocência será comprovada.

No dia 6 de dezembro, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP)  deflagrou a quinta fase da Operação Caça-Fantasmas. Lins e 13 vereadores de Osasco foram presos.

Lins foi eleito no segundo turno das eleições de outubro, com 61,21% dos votos, derrotando o atual prefeito, Jorge Lapas (PDT), que tinha sido eleito em 2012 pelo PT, sigla que deixou em março do ano passado.