Número de transplantes cresce 5% no Brasil

Ao todo, 2.983 pessoas foram doadoras de órgãos no ano passado, sendo 357 para o transplante de coração. O aumento desse tipo de procedimento foi de 13% no período

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

A taxa de doadores de órgãos efetivos aumentou 5% no Brasil no ano passado, em comparação com 2015, mas continua abaixo da esperada. A informação faz parte de um levantamento estatístico sobre a realização de transplantes no país, divulgado no dia anterior pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, na sede da Academia Nacional de Medicina, no Rio. Segundo Barros, a recusa de doação de órgãos pela família ainda é um desafio para a expansão do serviço.

O número de transportes de órgãos feitos pela Força Aérea Brasileira (FAB) aumentou de cinco, em 2015, para 172 em 2016
O número de transportes de órgãos feitos pela Força Aérea Brasileira (FAB) aumentou de cinco, em 2015, para 172 em 2016

– A cada ano, batemos novos recordes, mas em algumas modalidades de transplante temos cinco anos de fila de espera. Cerca de 40% das famílias se recusam a fazer a doação dos órgão de parentes falecidos. Então, há um conjunto de medidas a tomar – disse Barros.

– Para reduzir as filas, já que temos excelente infraestrutura de hospitais especializados em transplantes. Precisamos fazer campanhas de conscientização para que as famílias autorizem a doação de órgãos. Facilitar a regulação da legislação que envolve essa questão – acrescentou.

Nas regiões Sul e Sudeste, a taxa de  recusa é de cerca de 30%; nas regiões Norte e Nordeste, o percentual chega a 40%.

Doadores

Ao todo, 2.983 pessoas foram doadoras de órgãos no ano passado, sendo 357 para o transplante de coração. O aumento desse tipo de procedimento foi de 13% no período.

O número de transportes de órgãos feitos pela Força Aérea Brasileira (FAB) aumentou de cinco, em 2015, para 172 em 2016. Desde junho do ano passado, a FAB tem uma aeronave à disposição para o transporte de órgãos ou de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Em relação à fila de espera, cerca de 41 mil pessoas aguardavam por um transplante em 2016, a maioria de rim (24.914).

Venda de termômetro com mercúrio será proibida

A proposta faz parte do compromisso do Brasil de banir produtos com mercúrio até 2020. Os aparelhos possuem em suas estruturas uma coluna transparente, contendo mercúrio no interior

Por Redação, com ACS – de Brasília:

partir de 2019, a comercialização de termômetros e aparelhos de medir pressão que utilizam mercúrio estará proibida no País. A decisão tem como base resolução aprovada, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Medida aprovada pela Anvisa faz parte do compromisso do Brasil de banir produtos com a substância até 2020
Medida aprovada pela Anvisa faz parte do compromisso do Brasil de banir produtos com a substância até 2020

A proposta faz parte do compromisso do Brasil de banir produtos com mercúrio até 2020. Os aparelhos possuem em suas estruturas uma coluna transparente. Contendo mercúrio no interior, com o objetivo de aferir valores de temperatura corporal (no caso do termômetro). E pressão arterial (no caso do esfigmomanômetro).

Em junho de 2016, a Anvisa abriu consulta pública sobre o tema. Na ocasião, a agência destacou o compromisso firmado com a Convenção de Minamata. Onde 140 países, incluído o Brasil, comprometeram-se com o controle do uso e redução de emissões e liberações do mercúrio para a natureza.

De acordo com a Anvisa, já existem no mercado termômetros e medidores de pressão digitais, alternativos aos com a coluna de mercúrio.

Instituto do Paraná

O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) ficará responsável pela transferência de tecnologia de quatro medicamentos biológicos. Utilizados no tratamento de câncer, artrite e doenças autoimunes.

O anúncio das parcerias foi feito, na segunda-feira, pelo ministro Ricardo Barros durante inauguração de novo espaço do Tecpar em Curitiba. Além do laboratório paranaense, outras duas instituições públicas. Biomanguinhos e Butantan, foram eleitas para o desenvolvimento da plataforma de biológicos.

A nova distribuição das Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP). Que preveem transferência de tecnologia entre laboratórios públicos e privados. Foi lançada no ano passado pelo Ministério da Saúde com objetivo de tornar mais eficiente o projeto.

Ao todo, são oito áreas priorizadas: síntese química, hemoderivados, fitoterápicos, doenças raras. Doenças negligenciadas, produtos para a saúde e medicina nuclear. Além de biológicos. A escolha de três laboratórios. Para concentrar as plataformas de biológicos levou em conta a expertise no tema. A existência de iniciativas promissoras no desenvolvimento de tecnologia monoclonal, a tecnologia mais avançada da indústria farmacêutica.

Laboratórios

– Esses laboratórios vão produzir esses medicamentos e vender de imediato para o governo com 30% de desconto. Por isso, é muito importante para o Brasil o processo de parceria para o desenvolvimento produtivo. Porque nos dá economia imediata e perspectiva de ter tecnologia produzida no país para esses e para novos medicamentos que estão sendo desenvolvidos – destacou o ministro.

Com a nova distribuição, o Tecpar vai atender à parte da demanda do Ministério da Saúde pelos medicamentos biológicos. A expectativa é que haja um investimento privado de mais de R$ 6 bilhões para o incentivo à produção dos medicamentos biológicos. Construção de pelo menos três novas fábricas, geração de empregos qualificados. E do envolvimento de cerca de 450 doutores especializados em pesquisas para auxiliar o desenvolvimento de medicamentos e produtos para a saúde.

O presidente do instituto, Júlio Félix, ressaltou a importância do incentivo do Ministério da Saúde para os laboratórios públicos. “É o início de um processo. Esse incentivo aos laboratórios públicos produtores de medicamentos amplia a participação nacional de forma a economizar para a população brasileira”, finalizou.

Os quatro produtos (Bevacizumabe, Etanercept, Infliximabe e Trastuzumabe). Que serão desenvolvidos pela Tecpar por meio de acordos com empresas privadas são estratégicos para o SUS. Atualmente importados. Com as parcerias, o País passa a ter tecnologia para fabricação nacional, reduzindo o custo para a saúde pública. Já no primeiro ano, o valor cai 30%.

Investimento

Durante o evento, o ministro Ricardo Barros assinou a compra de 30 milhões de doses da vacina antirrábica produzida pelo Tecpar. Ao todo, serão destinados ao laboratório R$ 38,4 milhões.

O Tecpar é fornecedor da vacina antirrábica ao ministério há mais de 40 anos. Frequentemente vem atualizando o seu processo produtivo, alcançando novos patamares de qualidade. Nivelando-se aos produtores mundiais. O método utilizado pelo laboratório é o do cultivo celular e o processo de perfusão, capaz de induzir maior produção de anticorpos. Desta forma, não provocar efeitos colaterais.

Novas políticas para mulheres garantem parto humanizado

Agora, além de terem maior atenção durante a gravidez, as mulheres que optarem por não engravidar terão mais facilidade para adquirir o DIU

Por Redação, com ACS – de Brasília:

O Ministério da Saúde lançou, nesta quarta-feira, Dia Internacional da Mulher, duas políticas que vão beneficiar as brasileiras. A primeira prioriza o parto normal e humanizado ao divulgar, pela primeira vez, diretrizes que orientam profissionais de saúde para o atendimento qualificado de mães e bebês. A outra é uma portaria que visa garantir os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres com maior acesso ao Dispositivo Intra-Uterino (DIU) de cobre.

O Ministério da Saúde lançou, nesta quarta-feira, Dia Internacional da Mulher, duas políticas que vão beneficiar as brasileiras
O Ministério da Saúde lançou, nesta quarta-feira, Dia Internacional da Mulher, duas políticas que vão beneficiar as brasileiras

Agora, além de terem maior atenção durante a gravidez. As mulheres que optarem por não engravidar terão mais facilidade para adquirir o DIU, que será ofertado nos hospitais/maternidades. Além das Unidades Básicas de Saúde, garantindo acesso no pós-parto e pós-abortamento.

Gravidez

Em relação à gravidez, a política lançada pelo Ministério da Saúde entende o parto não só como um conjunto de procedimentos e técnicas. Mas como um momento fundamental para a relação entre mãe e filho. Assim, a mulher passa a ser protagonista do seu parto.

As diretrizes estão voltadas à prioridade ao parto natural, de menor risco para a saúde da mãe e do bebê. E acompanham as mais recentes evidências científicas. Elas foram elaboradas por grupo de especialista e colocadas em consulta pública. Com 396 contribuições, 84% feitas por mulheres.

Todas as maternidades, casas de parto e centros de parto normal devem incorporar medidas para tornar esse atendimento mais humanizado. Tais como: liberdade de posição; dieta livre; presença de doulas e/ou acompanhante;respeito da presença da família. E intimidade da gestante; métodos de alívio da dor; direito ao uso da anestesia. Contato pele a pele imediato da mãe com a criança após o nascimento. E evitar a separação mãe-filho na primeira hora após o nascimento para procedimentos de rotina, como pesar, medir e dar banho.

As diretrizes também visam reduzir as altas taxas de intervenções desnecessárias, que deveriam ser utilizadas apenas em momento de necessidade. Mas acabam que são muito comuns.

DIU

O DIU é o método anticoncepcional mais usado no mundo, porém no Brasil ainda é pouco difundido. Ele tem longa duração (média de 10 anos). Baixo custo (R$ 15), é tão seguro quanto a pílula e é prático, a mulher não precisa lembrar de “tomar”.

A iniciativa do Ministério da Saúde pretende reafirmar o direito da mulher engravidar apenas quando ela quiser: 55% das gestações não são planejadas. Esse índice chega a 66% entre adolescentes – e só 32% das mulheres usam anticoncepcional (Pesquisa Nascer Brasil).

Foram distribuídos mais 700 mil DIUs de cobre para todos os estados do país nos últimos dois anos – investimento de R$ 14,5 milhões. Mulheres jovens e adolescentes, mulheres que não tiveram filhos ou lactantes podem utilizar o DIU de cobre.

Os hospitais terão 180 dias para se adaptar a nova regra: organizar a oferta e treinar os profissionais. Além disso, será disponibilizado um Guia prático do Uso do DIU para profissionais de saúde e para as usuárias do SUS.

O DIU é um método reversível, que pode ser retirado a qualquer momento se a mulher desejar ou se apresentar algum problema. A fertilidade retorna logo após a sua remoção.

Além do DIU, o Ministério da Saúde é responsável pela compra e distribuição dos seguintes métodos contraceptivos. A Pílula Combinada, Anticoncepção de Emergência, Mini-pílula, anticoncepcional injetável mensal e trimestral, e diafragma, assim como preservativo feminino e masculino.

Conheça os 10 vírus mais perigosos do mundo

O ebola pode ser aterrorizador, mas não é o vírus mais ameaçador que existe. Também não é o HIV. Confira abaixo a lista dos 10 vírus mais nocivos

Por Redação, com DW – de Londres:

Vírus de Marburg

O vírus mais perigoso do mundo é o Marburg. Ele leva o nome de uma pequena cidade alemã às margens do rio Lahn, onde o vírus foi documentado pela primeira vez. O Marburg provoca febre hemorrágica e, assim como o ebola, causa convulsões e sangramentos das mucosas, da pele e dos órgãos. A taxa de mortalidade do vírus é de 90%.

O ebola pode ser aterrorizador, mas não é o vírus mais ameaçador que existe
O ebola pode ser aterrorizador, mas não é o vírus mais ameaçador que existe

Ebola

Existem cinco tipos de ebola, cada um nomeado em homenagem a uma região ou país da África: Zaire, Sudão, Tai Forest, Bundibugyo e Reston. O mais mortal deles é o Zaire, com uma taxa de mortalidade de 90%. Este é o tipo de vírus que aflige atualmente os países da África Ocidental Guiné, Serra Leoa e Libéria. Os cientistas dizem que, provavelmente, morcegos trouxeram o vírus para as cidades.

Hantavírus

O termo hantavírus refere-se a diversos tipos de vírus. O nome vem de um rio onde os primeiros soldados norte-americanos infectados pensaram ter contraído a doença, durante a Guerra da Coreia, em 1950. Os sintomas incluem doença pulmonar, febre e insuficiência renal.

H5N1

Os vários tipos de vírus da gripe aviária costumam causar pânico, o que talvez seja justificado pela taxa de mortalidade, que é de 70%. Mas o risco de contrair o vírus do tipo H5N1, um dos mais conhecidos, é muito baixo. O contágio só ocorre através do contato direto com aves. Acredita-se que isso explique por que a maioria dos casos ocorre na Ásia, onde muitas pessoas vivem próximas a galinhas.

Lassa

Uma enfermeira na Nigéria foi a primeira pessoa a ser infectada pelo vírus de Lassa. Ele é transmitido por roedores. Os casos podem ser endêmicos, ou seja, se o vírus ocorre numa região específica e pode voltar a ocorrer a qualquer momento por ali. Cientistas estimam que 15% dos roedores no oeste da África portem o vírus.

Junin

O vírus Junin é associado à febre hemorrágica argentina. As pessoas infectadas apresentam inflamações nos tecidos, hemorragia e sepse – uma inflamação geral do organismo. O problema é que os sintomas parecem ser tão comuns que a doença raramente é detectada ou identificada à primeira vista.

Crimeia-Congo

O vírus da Crimeia-Congo é transmitido por carrapatos. Ele é semelhante ao ebola e ao Marburg na forma como se desenvolve. Durante os primeiros dias de infecção, os doentes apresentam sangramentos na face, na boca e na faringe.

Machupo

O vírus Machupo está associado à febre hemorrágica boliviana. A infecção causa febre alta, acompanhada de fortes sangramentos. Ele desenvolve-se de maneira semelhante ao vírus Junin. O Machupo pode ser transmitido de humano para humano, e roedores frequentemente o portam.

Kyansur

Cientistas descobriram o vírus da floresta de Kyansur na costa sudoeste da Índia em 1955. Ele é transmitido por carrapatos, mas supõe-se que ratos, aves e suínos também possam ser hospedeiros. As pessoas infectadas apresentam febre alta, fortes dores de cabeça e dores musculares, que podem causar hemorragias.

Dengue

A dengue é uma ameaça constante. Transmitida por mosquitos, a doença afeta entre 50 e 100 milhões de pessoas por ano. Apesar de atingir regiões turísticas como a Tailândia e a Índia, o vírus representa um problema sobretudo para os dois bilhões de habitantes que vivem nas áreas ameaçadas.

Entenda a diferença entre vírus e bactérias

Ambos causam doenças, às vezes fatais, mas biologicamente são completamente diferentes. Enquanto bactérias são organismos vivos, vírus não passam de partículas infecciosas

Por Redação, com DW – de Londres:

Os dois são invisíveis a olho nu, se multiplicam rapidamente em um curto período de tempo e podem causar doenças. Mas essas são as poucas características que bactérias e vírus têm em comum.

Aids é uma doença viral causada pelo vírus HIV
Aids é uma doença viral causada pelo vírus HIV

Bactérias são organismos compostos por uma única célula, que possui tudo que elas precisam para viver: genoma e estruturas celulares que produzem proteínas, abastecendo-as com energia. Esses organismos possuem um metabolismo próprio e se multiplicam ao se dividir. As bactérias nem sempre são prejudiciais: algumas são vitais para a saúde humana, como as que compõem a flora intestinal e auxiliam na digestão.

Tuberculose, cólera, tétano e difteria são algumas das doenças causadas por bactérias.

Vírus, por outro lado, não são células, mas partículas infecciosas. Para muitos cientistas, os vírus nem são considerados seres vivos. Eles podem se multiplicar somente com ajuda externa. Ao infiltrar seu material genético em células de outros seres vivos, eles as reprogramam para que elas produzam vírus até arrebentar, liberando assim essas partículas infecciosas.

Cada vírus possui uma célula hospedeira específica. Alguns atacam somente plantas, outros animais e humanos. Há também vírus que atacam apenas bactérias e fungos.

Aids, hepatite, gripe, dengue, catapora e sarampo são algumas das doenças causadas por vírus.

Os vírus  infecciosos são bem menores do que bactérias. Enquanto elas possuem na sua maioria um tamanho de 0,001 milímetro, os vírus chegam a no máximo um centésimo dessa medida.

Medicamento e vacinas

Antibióticos agem somente contra bactérias. Como vírus não vivem, não é possível matá-los. Contra eles há somente antivirais, que inibem a multiplicação dessas partículas, por exemplo, ao impedir que eles alcancem as células hospedeiras.

Mesmo assim, os médicos costumam prescrever antibióticos também para infecções virais, já que os vírus enfraquecem o sistema imunológico, possibilitando o ataque de bactérias. O antibiótico é prescrito para evitar esse ataque.

Tanto para bactérias como para vírus, é possível desenvolver vacinas.

Rio: Centro de doenças raras é habilitado para tratamento de alto custo no SUS

A medida entrou em vigor três anos após a publicação da portaria que definiu a Política de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

O Centro de Referência para Doenças Raras do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), na Zona Sul do Rio de Janeiro, foi habilitado pelo Ministério da Saúde a fazer tratamentos de alto custo na lista de cobertura do Sistema Único de Saúde (SUS).

A medida entrou em vigor três anos após a publicação da portaria que definiu a Política de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras
A medida entrou em vigor três anos após a publicação da portaria que definiu a Política de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras

– Em termos práticos, a medida prevê o financiamento para um conjunto de procedimentos realizados. O qual retornará para o IFF para ser investido tanto em capacitação profissional. Quanto em equipamentos e insumos – destacou a analista de gestão Stella Carletti. “O repasse da verba é feito a partir dos indicativos lançados pela equipe no sistema de informação. O que torna de suma importância o devido preenchimento dos campos do instrumento de registro. Uma ferramenta específica de cobrança será destinada para o faturamento dessa produção.” Além do IFF, duas instituições foram habilitadas: uma no Distrito Federal e o Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

A medida entrou em vigor três anos após a publicação da portaria que definiu a Política de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras. O coordenador da Genética Médica do IFF, Juan Llerena, comemorou a conquista. “Começar o ano com a habilitação do Centro de Doenças Raras traz boas perspectivas no que diz respeito à democratização. Ao acesso a procedimentos diagnósticos complexos e, consequentemente, um ordenamento referente ao acesso a tratamentos considerados de alto custo ao Estado. O que representa um grande desafio para a saúde pública”, disse o coordenador.

Entre as principais vantagens da habilitação. O geneticista ressalta a melhor organização do fluxo da linha de cuidado do tratamento dos portadores das doenças raras. “A portaria inclui uma gama variada de procedimentos, em sua maioria de alta complexidade. Os pacientes chegam via Central de Regulação de Vagas para os ambulatórios de especialidades. Havendo necessidade de apoio – seja na realização de serviços de diagnóstico, seja no tratamento. São encaminhados para o Centro de Doenças Raras”.

Para ele, com a habilitação, o número de atendimentos deve aumentar consideravelmente. Reduzir as ações judiciais. Juan Llerena lembrou que o acesso ao tratamento de alto custo é, na maioria dos casos, garantido na justiça.

Pacientes e parentes

À frente da Associação Anjos da Guarda, que desde 2011 presta suporte social e assistencial a pacientes e parentes no IFF. Gabriele Gomes é mãe e irmã de portador de doença rara. Ela espera que, a partir de agora, a Política de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras se cumpra efetivamente. Dando o suporte necessário aos pacientes e auxiliando no tratamento.

– Com a habilitação dos Centros de Referência e seu pleno funcionamento, poderemos proporcionar ao paciente todas as especialidades necessárias para o seu tratamento. Em um único local, promovendo um acompanhamento mais objetivo e eficaz – destacou. “O tratamento envolve muitas dificuldades, desde o fechamento do diagnóstico em si, até o acesso aos especialistas. Que se encontram, em geral, nos grandes centros urbanos, e a grande quantidade de exames periódicos”, completou Gabriele.

No domingo, parentes, amigos e pessoas com doenças raras farão uma caminhada no Parque do Flamengo, zona sul, às 9h, na terceira edição da Caminhada do Dia Mundial das Doenças Raras no Rio de Janeiro. O objetivo é conscientizar a sociedade sobre a importância de divulgar a causa e melhorar a qualidade de vida de milhões de pessoas. Ao todo, 13 entidades cariocas estão envolvidas na ação. O Dia Mundial das Doenças Raras é lembrado em 29 de fevereiro, nos anos bissextos, sendo que, nos outros anos, a data é transferida para 28 de fevereiro.

Ministério da Saúde anuncia ampliação de público alvo para seis vacinas

As mudanças, segundo a pasta, têm como objetivo aumentar a proteção de crianças, garantindo elevada cobertura vacinal

Por Redação, com ABr – de Brasília:

O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira a ampliação do público alvo para seis doses que integram o Calendário Nacional de Vacinação – tríplice viral, tetra viral, dTpa adulto, HPV, meningocócica C e hepatite A.

"Não adianta a vacina estar disponível no posto de saúde. É necessário que pelo menos 95% das crianças do município recebam a dose", destacou a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, Carla Domingues
“Não adianta a vacina estar disponível no posto de saúde. É necessário que pelo menos 95% das crianças do município recebam a dose”, destacou a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, Carla Domingues

As mudanças, segundo a pasta, têm como objetivo aumentar a proteção de crianças, garantindo elevada cobertura vacinal. Além de ampliar a imunidade de adolescentes e diminuir a circulação de doenças na população.

– Não adianta a vacina estar disponível no posto de saúde. É necessário que pelo menos 95% das crianças do município recebam a dose – destacou a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, Carla Domingues.

Entre os adultos, a meta é manter a eliminação do sarampo e da rubéola e diminuir o número de casos de caxumba e coqueluche.

Confira como fica a aplicação das seis vacinas após as alterações:

Hepatite A: passa a ser disponibilizada para crianças até 5 anos. Antes, a idade máxima era 2 anos. A vacina. Segundo o ministério, é considerada altamente eficaz, com taxas de soroconversão de 94% a 100%.

Tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela). Este ano, para crianças, há ampliação da oferta da dose, que passa a ser administrada de 15 meses até 4 anos. Antes, a aplicação era feita entre 15 meses e menores de 2 anos. A recomendação é uma primeira dose da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) aos 12 meses e uma segunda dose a tetra viral aos 15 meses.

HPV: a partir de 2017, será ofertada também para meninos. Desde 2014, a dose é oferecida a meninas de 9 a 13 anos. No próximo ano, público alvo vai incluir ainda meninas de 14 anos. Este ano. Além dos meninos, a vacina será oferecida a homens que vivem com HIV e aids entre 9 e 26 anos e para imunodeprimidos, como transplantados e pacientes oncológicos.

Meningocócica C: passa a ser disponibilizada para adolescentes de 12 e 13 anos. A faixa etária será ampliada gradativamente até 2020. Quando serão incluídos crianças e adolescentes de 9 a 13 anos. O esquema vacinal será de um reforço ou uma dose única, conforme situação vacinal.

DTpa adulto (difteria, tétano e coqueluche): passa a ser recomendada para as gestantes a partir da 20ª semana. As mulheres que perderam a oportunidade de se vacinar. Durante a gravidez devem receber a dose durante o puerpério (até 40 dias após o parto). A medida busca garantir que os bebês já nasçam protegidos contra a coqueluche por conta de anticorpos transferidos pela mãe ao feto frente a gestação.

Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola): este ano, será introduzida a segunda dose da vacina para a população de 20 a 29 anos. Anteriormente, a segunda dose era aplicada apenas em pessoas com até 19 anos. A mudança leva em consideração surtos de caxumba registrados nos últimos anos no país, sobretudo entre adolescentes e adultos jovens. As duas doses passam a ser indicadas para pessoas de 12 meses a 29 anos. Para adultos de 30 a 49 anos, permanece a indicação de apenas uma dose.

Calendário

Atualmente, são ofertadas gratuitamente via Sistema Único de Saúde (SUS) 19 vacinas recomendaras pela Organização Mundial da Saúde. Por ano, são disponibilizadas na rede pública cerca de 300 milhões de doses de imunobiológicos que combatem mais de 20 doenças.

De acordo com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, a previsão de investimentos na área, em 2017, é da ordem de R$ 3,9 bilhões. “Com este calendário ampliado, além de incluir novas doses, estamos permitindo que elas sejam tomadas em um período maior. O objetivo é que um maior percentual da população esteja imunizada”, disse.

Segundo ele, as alterações só foram possíveis em razão de uma economia de R$ 66,5 milhões obtida a partir da negociação de três vacinas: hepatite B, HPV e dTpa. Barros disse ainda que a eficiência de gestão também garantiu a compra de 11,5 milhões de doses extras da vacina contra a febre amarela.

Cadastro mapeará necessidade de equipamentos para ampliar serviços de saúde

Todas as instituições que prestam serviço assistencial em saúde podem preencher o formulário e participar da seleção, que terá critérios específicos para cada tipo de equipamento

Por Redação, com ACS – de Brasília:

Um novo cadastro permitirá que os gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) possam informar ao Ministério da Saúde quais equipamentos e materiais permanentes estão faltando para ampliar o atendimento e a assistência à população. 

Um novo cadastro permitirá que os gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) possam informar ao Ministério da Saúde quais equipamentos e materiais permanentes estão faltando
Um novo cadastro permitirá que os gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) possam informar ao Ministério da Saúde quais equipamentos e materiais permanentes estão faltando

A iniciativa inédita do governo federal tem como objetivo promover um levantamento detalhado sobre a necessidade de aquisição e distribuição desses produtos para regiões com maiores vazios assistenciais. 

Os dados levantados permitirão estudo de ações regionalizadas e integradas do governo federal. O cadastro das unidades deve ser feito até 30 de março. Por meio de um formulário disponibilizado no Portal Saúde

Informação e transparência

A medida está aliada à informação e transparência, que são consideradas prioridades pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros. “Com o preenchimento correto desse formulário, teremos condições de fazer um estudo minucioso das áreas das unidades de saúde. Que mais precisam de equipamentos de diagnóstico. Como ressonância magnética, mamógrafos, tomógrafos e raio-x e/ou de terapia, como desfibrilador, bisturi elétrico e laser oftalmológico”, destacou. 

Todas as instituições que prestam serviço assistencial em saúde podem preencher o formulário e participar da seleção. Que terá critérios específicos para cada tipo de equipamento. Os devidos parâmetros. Para implantação, infraestrutura e especialidades da unidade, recursos humanos disponíveis, além da capacidade de funcionamento e financiamento dos serviços.

América Latina: Brasil é campeão em casos de depressão

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, 11,5 milhões de brasileiros sofrem da doença. País também lidera ranking mundial de casos de transtorno de ansiedade. Mulheres são mais afetadas

Por Redação, com DW – de Londres:

Um novo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que o Brasil é o país com maior prevalência de depressão na América Latina. Segundo dados referentes a 20015 e divulgados na semana passada, 5,8% da população, ou 11,5 milhões de brasileiros, sofrem da doença.

Pelo menos 322 milhões de pessoas no mundo sofriam de depressão em 2015
Pelo menos 322 milhões de pessoas no mundo sofriam de depressão em 2015

O segundo colocado na região foi Cuba, com 5,5% de prevalência na população. O país com a menor incidência foi a Guatemala, com 3,7%.

No ranking mundial, o Brasil ocupa o terceiro lugar. A lista é encabeçada pela Ucrânia (6,3%) e seguida por Austrália e Estônia na segunda posição, ambas com 5,9%. Na Alemanha, a depressão atingiu 5,2% da população em 2015.

O Brasil também apareceu como o campeão mundial de casos de transtorno de ansiedade. Segundo a OMS, 9,3% da população brasileira (18,6 milhões de pessoas) sofria do mal em 2015. A proporção é significativamente mais alta do que a verificada na segunda posição dessa categoria, a Noruega, que registrou 7,4%. A Alemanha, por sua vez, registrou 5,8%.

O relatório não aborda em detalhes as causas da prevalência das doenças. Segundo a OMS, pelo menos 322 milhões de pessoas no mundo (4,4% da população) sofriam de depressão em 2015 – um crescimento de 18% em relação a 2005.

Gênero e idade

Os dados também mostram que a depressão é mais comum entre as mulheres (5,1%) do que entre os homens (3,6%). Mas os homens cometem mais suicídio do que as mulheres. A prevalência de suicídio entre homens por grupo de 100 mil habitantes é quase três vezes superior à verificada entre mulheres.

Segundo a OMS, 788 mil pessoas cometeram suicídio em 2015. O número representou 1,5% de todas as mortes registradas no mundo. Entre jovens de 14 a 29 anos, o suicídio foi a segunda causa de morte no ano.

A prevalência de depressão também varia conforme a idade. O pico é registrado entre os 55 e 74 anos. Nesse grupo, a prevalência mundial foi de 7,5% entre as mulheres, e 5,5% entre os homens.

Metade das 322 milhões de pessoas que sofriam de depressão em 2015 vivia no Sudeste Asiático e na região do Pacífico, áreas onde estão situados alguns dos países mais populosos do mundo, como China e Índia.

Já nos casos de transtorno de ansiedade, a média mundial de pessoas que sofrem do mal é 3,6%. A doença também acomete mais mulheres (4,6%) do que homens (2,6%) no mundo. No total, 264 milhões de pessoas têm transtornos de ansiedade – um crescimento de 14,9% em relação a 2005.

Zika provoca atrofia dos testículos, diz estudo

Cientistas norte-americanos concluem que agente infeccioso continua presente nos testículos mesmo após deixar a corrente sanguínea. Vírus afeta níveis de testosterona e pode impactar a fertilidade dos homens

Por Redação, com DW – de Nova York/Brasília:

Um estudo publicado nesta semna pela revista especializada Science Advances sugere um forte impacto do vírus zika no sistema reprodutivo masculino. A partir de testes em ratos, cientistas da Universidade de Yale concluíram que o zika provoca diminuição dos níveis de testosterona e atrofia dos testículos.

Vírus zika provoca atrofia dos testículos
Vírus zika provoca atrofia dos testículos

– Foi reportado que o vírus da zika podia ser detectado no sêmen por períodos prolongados depois da infecção no ser humano. Portanto, pensamos na hipótese de que o vírus possa se replicar nos testículos. E a comprovamos usando um modelo com ratos – explicou à agência Efe Ryuta Uraki, pesquisador que coordenou o estudo.

Os cientistas infectaram ratos e notaram que o vírus desaparecia do sangue dos animais após 21 dias, mas ainda estava presente nos testículos, que haviam encolhido “significativamente”. Segundo Uraki, isso seria um indício de que as células morreram depois da infecção.

Assim como o da dengue, o vírus zika é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti e costuma causar febre leve, erupções na pele, conjuntivite e dores musculares, além de estar relacionado com más-formações congênitas em fetos cujas mães são infectadas durante a gravidez.

Picada do mosquito infectado

Uraki também afirmou que, embora se acredite que o vírus se espalha principalmente por meio da picada do mosquito infectado. É preciso levar em conta o risco da transmissão sexual.

O pesquisador afirma que, após a infecção, “o esperma tem uma capacidade de movimento reduzida. O que poderia diminuir a fertilidade”. Por terem utilizado ratos, contudo, os cientistas ainda precisam saber se suas conclusões também se aplicam aos seres humanos.

– Como seres humanos com um sistema imunológico totalmente funcional também demonstram uma infecção persistente do zika nos testículos.

Estas descobertas têm grandes implicações para a fertilidade dos homens que foram expostos ao vírus, afirma o estudo. “Será importante controlar a fertilidade dos homens que foram infectadas com o zika para compreender melhor o impacto nos seres humanos.” 

Os especialistas também querem saber por que o vírus zika permanece presente nos testículos e por que o sistema imunológico não consegue eliminá-lo no local.

Dados

A Secretaria de Saúde de Minas anunciou que passará a divulgar boletins epidemiológicos apenas duas vezes por semana, às terças-feiras e às sextas-feiras. Até agora, segundo os dados da semana passada, Minas Gerais soma 1.012 notificações para febre amarela. Destes, 57 foram descartadas e 220 são casos confirmados. As mortes que tiveram confirmação para a doença são 78. Mais 96 mortes continuam sendo investigadas.

A febre amarela é causada por um vírus da família Flaviviridae e ocorre em alguns países da América do Sul, América Central e África. No meio rural e silvestre. Ela é transmitida pelo mosquito Haemagogus.

Já em área urbana, o vetor é o Aedes aegypti, o mesmo da dengue, do vírus zika e da febre chikungunya. Segundo o Ministério da Saúde, a transmissão da febre amarela no Brasil não ocorre em áreas urbanas desde 1942. Até o momento, nenhum dos casos em Minas Gerais são considerados urbanos pelos órgãos públicos.

O surto atual já registra casos confirmados em 42 municípios mineiros. Em mais 84 cidades do estado há pacientes com suspeitas. A principal medida de combate à doença é a vacinação da população.

O imunizante é ofertado gratuitamente nos postos de saúde por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). A aplicação ocorre em dose única, devendo ser reforçada após dez anos. No caso de crianças, o Ministério da Saúde recomenda a administração de uma dose aos 9 meses e um reforço aos 4 anos.