Depressão afeta mais de 300 milhões de pessoas, segundo OMS

A depressão será o tema de maior destaque a ser tratado no Dia Mundial da Saúde, coordenado pela OMS e lembrado no próximo dia 7 de abril

Por Redação, com ABr – de Brasília:

O número de pessoas que vive com depressão está aumentando, 18% entre 2005 e 2015, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A estimativa é que, atualmente, mais de 300 milhões de pessoas de todas as idades sofram com a doença no mundo. O órgão alertou que a depressão é a principal causa de incapacidade laboral no planeta e, nos piores casos, pode levar ao suicídio.

O número de pessoas que vive com depressão está aumentando, 18% entre 2005 e 2015, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pela Organização Mundial da Saúde
O número de pessoas que vive com depressão está aumentando, 18% entre 2005 e 2015, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pela Organização Mundial da Saúde

A depressão será o tema de maior destaque a ser tratado no Dia Mundial da Saúde. Coordenado pela OMS e lembrado no próximo dia 7 de abril.

– A depressão é diferente de flutuações habituais de humor e respostas emocionais de curta duração aos desafios da vida cotidiana. Especialmente quando de longa duração e com intensidade moderada ou severa. A depressão pode se tornar um sério problema de saúde – destacou a organização em comunicado.

Dados

Os dados mostram que quase 800 mil pessoas morrem em razão de suicídios todos os anos. A segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos.

A organização também alertou que, apesar da existência de tratamentos efetivos para a doença. Menos da metade das pessoas afetadas pela condição no mundo. E em alguns países, menos de 10% dos casos, recebe ajuda médica. As barreiras incluem falta de recursos, falta de profissionais capacitados. O estigma social associado a transtornos mentais. Além de falhas no diagnóstico.

– O fardo da depressão e de outras condições envolvendo a saúde mental está em ascensão em todo o mundo – concluiu a OMS, ao cobrar uma resposta compreensiva e coordenada para as desordens mentais por parte de todos os países-membros.

Número de fumantes cai 42% entre beneficiários de planos de saúde

Significa que a política de combate ao tabagismo, com leis federais e aumento de incentivos fiscais, orientaram e deram mais informações sobre os riscos do tabagismo

Por Redação, com ABr – de Brasília:

O estudo Vigitel da Saúde Suplementar, divulgado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), revela que os beneficiários de planos de saúde do país fumam 42% menos, se alimentam melhor e praticam mais exercícios, mas ainda há excesso de peso e obesidade em boa parte dessa população.

O Vigitel da Saúde Suplementar identificou redução de 42% no número de fumantes entre os beneficiários de planos de saúde
O Vigitel da Saúde Suplementar identificou redução de 42% no número de fumantes entre os beneficiários de planos de saúde

O estudo Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) é feito pelo Ministério da Saúde desde 2006. Em todas as capitais e no Distrito Federal.

A partir de 2008, o Vigitel foi ampliado, em parceria com a ANS. Passou a englobar beneficiários de planos de saúde. Esta é a quarta edição da pesquisa envolvendo as duas instituições. As anteriores foram publicadas em 2009, 2012 e 2015. Tendo como referência o ano anterior.

O Vigitel da Saúde Suplementar identificou redução de 42% no número de fumantes. Entre os beneficiários de planos de saúde, que caíram de 12,4%, em 2008, para 7,2%, em 2015. “Isso é muito bom”, disse à Agência Brasil a diretora de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, Karla Santa Cruz Coelho.

Significa que a política de combate ao tabagismo, com leis federais e aumento de incentivos fiscais, orientaram e deram mais informações sobre os riscos do tabagismo, segundo ela.

Em contrapartida, ocorreu crescimento de 12,5% na proporção de beneficiários de planos de saúde com excesso de peso. A proporção de 46,5%, em 2008, subiu para 52,3% em 2015. Do mesmo modo. A proporção de obesos nessa população evoluiu 36%, passando de 12,5% para 17% no mesmo período.

Em relação à inatividade física, ou sedentarismo, houve redução de 16,2%. A proporção caiu de 19,1% para 16% na mesma comparação. “Parece que as pessoas estão mais saudáveis, fazendo mais atividades físicas.

Isso foi bom, mas ainda não se reflete na redução do peso”. Houve ainda aumento de 21,8% nas pessoas que consomem regularmente a quantidade recomendada de frutas e hortaliças. Que alcança cinco ou mais porções diárias durante cinco ou mais dias da semana.O lercentual passou de 27% para 32,9%. “Esse também é um dado positivo para a ANS”, disse Katia.

Fatores de risco

A Agência Nacional de Saúde Suplementar avalia os fatores de risco para doenças crônicas não transmissíveis (DCNT). Recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo a diretora, as DCNT matam mais pessoas no mundo por doenças que poderiam ser preveníveis. Entre as quais doenças cardiovasculares, neoplasias e doenças respiratórias crônicas.

Segundo a OMS, as doenças crônicas não transmissíveis são responsáveis por 70% dos óbitos registrados em 2014. Equivalentes a 38 milhões de mortes. No Brasil, as DCNT responderam, em 2013, por 72,6% das causas de morte.

Para reverter esse quadro, Katia Coelho destaca a necessidade de mudanças nos hábitos da população. Na saúde suplementar, a ANS estimula as operadoras a adotarem programas de promoção da saúde e prevenção de doenças. Que gerem resultados específicos para um grupo de pessoas. “A gente identifica os problemas dentro daquelas operadoras, de forma oportuna. E procede ao monitoramento para que as ações em saúde possam atuar nesses indicadores”, disse ela.

Kátia entende também ser necessário articular a rede de atenção, que deve ser interdisciplinar e intersetorial. Para isso, a ANS desenvolve diretrizes clínicas baseadas em evidências, com foco no excesso de peso e obesidade. “Porque precisamos reverter essa questão importante”. O comitê gestor da agência discute periodicamente as ações voltadas para os beneficiários de planos de saúde e planeja sua implementação.

A adesão das operadoras a esses programas é voluntária. Katia destacou. Porém, que se elas aderirem, recebem pontuação melhor na ANS. Os programas são cadastrados e avaliados por especialistas que trocam informações com as operadoras participantes de oficinas regionais com a ANS para melhorar os programas. “Muitas já têm resultados positivos e a gente traz para o debate, para que elas apresentem para as outras, dependendo do assunto que estão trabalhando”, salientou.

Exames preventivos

A ANS está em tratativas com o Ministério da Saúde para fazer novo Vigitel este ano, para avaliação da saúde suplementar em 2016. Além dos fatores de risco para doenças crônicas não transmissíveis, o Vigitel avalia exames diagnósticos preventivos do câncer, como mamografia, Papanicolau e de colo de útero.

Segundo a diretora, é muito importante a detecção precoce do câncer de colo de útero e de mama. “A gente observou que 88,3% das beneficiárias de planos de saúde fazem o exame dentro do padrão recomendado para o câncer de mama; 91,9% fizeram o Papanicolau em algum momento da vida, sendo 87,3% nos últimos três anos”, explicou.

A medida serve também para avaliar o acesso a esses exames pelas beneficiárias de planos. A conclusão, disse Katia, é que não há dificuldade para a realização desses exames na saúde suplementar. “E a gente também orienta sobre o diagnóstico precoce dessas doenças, o que permite uma sobrevida melhor dessas pacientes e um tratamento mais adequado”.

A quarta edição do Vigitel da Saúde Suplementar foi feita com base em 53.021 entrevistas por telefone, das quais 30.549 pessoas afirmaram ter plano de saúde, sendo 19.345 mulheres e 11.204 homens.

Febre amarela: governo reconhece situação de emergência em 64 cidades

De acordo com o Ministério da Integração Nacional, entre os critérios para reconhecimento da situação de emergência, estão a dificuldade no controle da doença

Por Redação, com ABr – de Belo Horizonte:

O governo federal reconheceu situação de emergência em 64 cidades devido ao surto de febre amarela. As portarias foram publicadas no Diário Oficial da União de segunda-feira pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), vinculada ao Ministério da Integração Nacional. 

Embora situadas em regiões afetadas pelo surto, três das cidades mineiras beneficiadas pela medida, e que são sedes regionais de saúde, não têm nenhum caso confirmado de febre amarela. Conforme o último boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde de Minas Gerais, divulgado na sexta-feira, Coronel Fabriciano, Governador Valadares e Manhumirim contabilizam juntas sete casos em investigação e três foram descartados. Também não há mortes suspeitas entre os moradores destas cidades. Por outro lado, como são municípios mais estruturados, suas unidades de saúde estão recebendo pacientes de cidades vizinhas.

O governo federal reconheceu situação de emergência em 64 cidades devido ao surto de febre amarela
O governo federal reconheceu situação de emergência em 64 cidades devido ao surto de febre amarela

De acordo com o Ministério da Integração Nacional, entre os critérios para reconhecimento da situação de emergência, estão a dificuldade no controle da doença. A existência de danos humanos consideráveis e a possibilidade de se normalizar a situação a partir do apoio complementar dos governos estaduais ou federal.

No início do mês passado, o governador mineiro Fernando Pimentel também havia decretado situação de emergência em saúde públicaem uma área que abrange 152 municípios.

Outro município de Minas Gerais com situação de emergência reconhecida pelo governo federal é Teófilo Otoni (também é cidade de referência). Que tem nove confirmações para a doença e mais 24 casos em investigação. O município também confirmou sete mortes por febre amarela e há mais 17 sendo analisadas.

Próximos a Teófilo Otoni estão as duas cidades com maior quantidade de óbitos confirmados. Ladainha, a cerca de 70 quilômetros, registra 12 mortes por febre amarela. Em Itambacuri, distante 35 quilômetros, oito vítimas morreram em decorrência da doença.

Além das cidades mineiras, o município capixaba Ibatiba também teve reconhecida a situação de emergência. Não há nenhuma confirmação da doença entre seus moradores. Mas há oito casos suspeitos e, em cinco deles, os pacientes estão em estado grave.

As portarias listam as cidades de Coronel Fabriciano, Governador Valadares, Manhumirim e Teófilo Otoni, em Minas Gerais, e Ibatiba, no Espírito Santo. Para que solicitem apoio emergencial para ações de socorro e assistência à população.

No final do dia, o Ministério da Saúde informou esses municípios são sedes das unidades regionais de Saúde, que abrangem mais cidades com casos registrados ou suspeitos de febre amarela.

As cidades em situação de emergência são. Água Boa, Aimorés, Alpercata, Alvarenga, Bom Jesus do Galho, Caraí, Caratinga, Chalé. Conceição de Ipanema. Conselheiro Pena, Coronel Fabriciano, Durandé, Entre Folhas, Espera Feliz, Frei Gaspar, Frei Lagonegro, Governador Valadares.

Imbé de Minas, Inhapim, Ipaba, Ipanema, Ipatinga, Itaipé, Itambacuri, Itanhomi, Itueta, José Raydan, Ladainha, Lajinha. Malacacheta, Manhuaçu, Manhumirim, Martins Soares, Mutum. Nanuque, Novo Cruzeiro, Orizânia, Padre Paraíso, Peçanha, Piedade de Caratinga, Pocrane, Poté, Reduto,

Resplendor, Santa Bárbara do Leste, Santa Maria do Suaçuí, Santa Rita de Minas, Santa Rita do Itueto, Santana do Manhuaçu, Santana do Paraíso, São João do Manhuaçu, São João da Manteninha, São João Evagelista, São José do Jacuri, São José do Mantimento, São Pedro do Suaçuí, São Sebastião do Maranhão, Setubinha, Simonésia, Taparuba, Tarumirim,Teófilo Otoni e Ubaporanga.

Dados

A Secretaria de Saúde de Minas anunciou que passará a divulgar boletins epidemiológicos apenas duas vezes por semana, às terças-feiras e às sextas-feiras. Até agora, segundo os dados da semana passada, Minas Gerais soma 1.012 notificações para febre amarela. Destes, 57 foram descartadas e 220 são casos confirmados. As mortes que tiveram confirmação para a doença são 78. Mais 96 mortes continuam sendo investigadas.

A febre amarela é causada por um vírus da família Flaviviridae e ocorre em alguns países da América do Sul, América Central e África. No meio rural e silvestre. Ela é transmitida pelo mosquito Haemagogus.

Já em área urbana, o vetor é o Aedes aegypti, o mesmo da dengue, do vírus zika e da febre chikungunya. Segundo o Ministério da Saúde, a transmissão da febre amarela no Brasil não ocorre em áreas urbanas desde 1942. Até o momento, nenhum dos casos em Minas Gerais são considerados urbanos pelos órgãos públicos.

O surto atual já registra casos confirmados em 42 municípios mineiros. Em mais 84 cidades do estado há pacientes com suspeitas. A principal medida de combate à doença é a vacinação da população.

O imunizante é ofertado gratuitamente nos postos de saúde por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). A aplicação ocorre em dose única, devendo ser reforçada após dez anos. No caso de crianças, o Ministério da Saúde recomenda a administração de uma dose aos 9 meses e um reforço aos 4 anos.

Confira dicas para cuidar da saúde durante o carnaval

O consumo de água e de alimentos leves e seguros deve ser prioridade para aquelas que vão curtir o carnaval atrás dos blocos, na praia ou em lugares com muito sol

Por Redação, com ACS – de Brasília:

Para manter-se saudável e afastar o risco de mal estar durante e depois das festas de Carnaval, o folião não deve se esquecer de cuidados básicos com a saúde.  Alimentação leve, uso de roupas frescas, de protetor solar, consumo de água frequente são as principais dicas indispensáveis para  aproveitar o feriado. Confira como garantir a diversão na folia: 

Alimentação leve, uso de roupas frescas e de protetor solar estão entre as dicas que não devem ser esquecidas pelos foliões
Alimentação leve, uso de roupas frescas e de protetor solar estão entre as dicas que não devem ser esquecidas pelos foliões

O consumo de água e de alimentos leves e seguros deve ser prioridade para aquelas que vão curtir o carnaval atrás dos blocos, na praia ou em lugares com muito sol. O ideal é consumir, no mínimo, dois litros de líquidos por dia. Podendo variar dependendo do organismo de cada pessoa.

Grávidas e mulheres que estão amamentando, por exemplo, precisam aumentar a ingestão. Sucos, chás e frutas naturais também podem entrar na contagem. Mas dê preferência à água pura. O cuidado também deve ser redobrado na época da seca e em dias quentes.

Além da água, o protetor solar é o outro produto que precisa acompanhar os foliões durante a festa. De acordo com especialistas, o protetor solar deve ser aplicado ainda em casa, e reaplicado ao longo do dia a cada 2 horas. Se houver muita transpiração ou exposição solar prolongada. Também é importante usar roupas que não incomodem e não esquentem.

Doenças

O procedimento mais indicado para evitar a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). É o uso de camisinha nas relações sexuais. O Ministério da Saúde distribui nas festas de rua e também em postos de saúde de todo o País preservativos masculinos e femininos.

Organizar-se com antecedência é a principal dica para quem vai viajar durante o carnaval. No checklist, é importante o viajante conferir se está com a vacinação em dia. Caso vá viajar para alguma área de risco.

A orientação do Ministério do Turismo é ter atenção na hora de contratar os prestadores de serviços turísticos. Como agências de viagem, guias de turismo, empresas de transporte e meios de hospedagem. 

OMS recomenda que turistas se vacinem contra febre amarela

Estrangeiros que viajarem ao Brasil para o Carnaval em áreas com surto da doença devem ser imunizados com antecedência, alerta organização. Ministério da Saúde registra 82 mortes e 243 casos confirmados

Por Redação, com DW – de Londres:

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou que turistas que pretendam viajar para áreas afetadas pelo surto de febre amarela no Brasil se vacinem contra a doença.

Surto de febre amarela no Brasil já causou 82 mortes
Surto de febre amarela no Brasil já causou 82 mortes

Em comunicado, o órgão diz que, com a chegada do carnaval, é preciso que os visitantes sejam imunizados com ao menos dez dias de antecedência.

Segundo a OMS, novas áreas foram afetadas pela surto da doença, que começou em Minas Gerais. A nova lista inclui Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Tocantins.

Em comunicado. A organização esclarece que não é necessário se vacinar caso o visitante não esteja numa área considerada de risco. Mas se as pessoas que viajaram para cidades grandes pretenderem se afastar em direção ao interior é preciso se prevenir contra a febre a amarela.

Além da vacinação, a OMS recomenda que os estrangeiros tomem cuidados adicionais para evitar serem picados por mosquitos. Procurar atendimento médico rapidamente caso os sintomas apareçam.

– Em vista de uma situação de transformação e levando em consideração a chegada de visitantes pelo carnaval nas próximas semanas. E que eles podem sair das principais cidades, a recomendação da OMS é a vacinação pelo menos 10 dias antes da viagem – diz o comunicado.

Novos casos

Em apenas uma semana. O Ministério da Saúde registrou 176 novos casos suspeitos de febre amarela. Em Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Bahia, Tocantins e Rio Grande do Norte. Ao todo, a pasta investiga 1.236 casos de pacientes que podem ter contraído a doença. Até o momento,  243 suspeitas foram confirmadas.

O Ministério da Saúde divulgou nesta quarta que 82 pessoas morreram por febre amarela em Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo desde o início do surto. Outras 112 mortes suspeitas podem ter sido causadas pela doença.

O Brasil está em alerta desde o início do ano por causa do surto de febre amarela. Que tem se manifestado em dois tipos. A silvestre, transmitida pelo Haemagogus e Sabethes, e a urbana, que é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue, do zika vírus e da febre chicungunha.

Postos de saúde devem ter teste-piloto para vírus zika em Pernambuco

O outro teste é feito por um aparelho que amplifica a presença do material genético do vírus na amostra e dá o resultado em uma tela com gráficos coloridos

Por Redação, com ABr – do Recife:

Dois sistemas de teste rápido para detectar o vírus zika em pessoas, e também em larvas e mosquitos Aedes aegypti, estão dando resultados promissores em uma pesquisa feita pelo Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami (Lika), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A previsão é de que um dos sistemas seja implantado como projeto-piloto na rede pública de saúde do estado no segundo semestre deste ano.

Aparelho desenvolvido pela Universidade Federal de Pernambuco para teste rápido do vírus Zika
Aparelho desenvolvido pela Universidade Federal de Pernambuco para teste rápido do vírus Zika

De acordo com o professor José Luiz de Lima Filho, diretor do Lika, os sistemas utilizam tecnologias distintas para chegar ao mesmo resultado. Um deles, de menor custo e mais simples, utiliza um anticorpo para detectar a presença do vírus. “Coloca a amostra num papelzinho e se tiver a presença do vírus, surge uma linha dentro do sistema indicando positividade”, explica.

Lima Filho afirma que esse modelo, caso chegue à etapa final de produção em larga escala. Pode ser disponibilizado em postos de saúde e até mesmo em farmácias. Para que o próprio paciente faça o teste. Isso porque, como o zika muitas vezes apresenta sintomas leves e até mesmo imperceptíveis, a doença acaba subnotificada.

– No caso do zika, muitas vezes as pessoas não vão ao posto de saúde. Então a epidemiologia é muito difícil. Você imagina se as pessoas tivessem essa disponibilidade – diz o professor. Ele relata que em mais de um caso positivo, na fase de testes. O resultado saiu de um voluntário que seria a amostra padrão. A pessoa dizia nunca ter sentido os sintomas. Mas a análise acabou identificando a presença do vírus.

Tecnologia

Essa tecnologia foi desenvolvida inicialmente para testagem em humanos, mas os cientistas perceberam depois que poderia ser utilizada para identificar a presença do vírus nos hospedeiros. “Se soubesse que tinha o mosquito infectado, o serviço público poderia intensificar as ações naquele local e evitar a disseminação da doenças”.

O outro teste é feito por um aparelho que amplifica a presença do material genético do vírus na amostra e dá o resultado em uma tela com gráficos coloridos  – uma linha para cada arbovírus, já que também é capaz de detectar dengue e chikungunya. Segundo o diretor do Lika, esse modelo demora mais, cerca de 10 minutos. “A vantagem é que mede qualquer tipo desses vírus”. O equipamento tem cerca de 20 centímetros e não necessita de profissionais especializados para usá-lo, basta um treinamento curto.

Produção em larga escala

Os sistemas estão em fases diferentes de desenvolvimento. O de 10 minutos já é testado na universidade, e os pesquisadores esperam certificar a tecnologia ainda no primeiro semestre. Na segunda metade do ano, protótipos devem ser colocados à prova em unidades de saúde públicas de Pernambuco.

O de três minutos passará por testes até o segundo semestre. “A gente já viu que funciona e está mudando a substância que marca a presença para ficar mais eficiente. Isso vai começar em março”, informa o professor.

Os pesquisadores esperam disponibilizar as tecnologias no mercado em 2018. O desafio agora é tornar os métodos viáveis financeiramente – o cálculo de produção em larga escala ainda não está fechado. “Como qualquer produto tecnológico, o início é caro. Inclusive, os protótipos são muito caros porque você investe muito dinheiro para certificar. Mas a gente espera que, em larga escala, seja bem mais barato para usar nos postos de saúde”, afirma o diretor do Lika.

Como a pesquisa é feita em parceria com duas empresas japonesas de equipamentos médicos, Toshiba Medical Systems Corporation e Fujirebio Inc., a previsão é de que a patente fique com elas. “Infelizmente, a gente pode montar os equipamentos, mas no país não há fábrica de semicondutores. Temos uma limitação tecnológica grande nessa área, então ainda vamos ficar dependentes dos outros por algum tempo”, acrescenta Lima Filho.

A pesquisa envolve também o Núcleo de Saúde Pública e Desenvolvimento Social da UFPE, a National Institute of Infectious Diseases (NIID) e a Universidade de Nagasaki, por meio das empresas japonesas. O desenvolvimento do método de diagnóstico rápido é a primeira etapa. Em um segundo momento, o foco será a produção de remédios e vacinas.

Cientistas criam método simples para diagnosticar Alzheimer

O Alzheimer é a forma mais comum de demência em pessoas idosas, uma doença progressiva que não tem cura e destrói a memória e outras funções mentais

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) desenvolveram um método simples, rápido e de baixo custo para detectar a doença de Alzheimer. Atualmente, os médicos contam apenas com técnicas pouco precisas para o diagnóstico, como tomografia, ressonância magnética e análise clínica dos sintomas.

Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) desenvolveram um método simples, rápido e de baixo custo para detectar a doença de Alzheimer
Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) desenvolveram um método simples, rápido e de baixo custo para detectar a doença de Alzheimer

O Alzheimer é a forma mais comum de demência em pessoas idosas, uma doença progressiva que não tem cura e destrói a memória e outras funções mentais. A causa ainda é desconhecida, mas pode ter relação com a genética.

– É muito difícil diferenciar o Alzheimer de outro tipos de demência. Normalmente, pessoas idosas tendem a ter mais demências, 60% das quais são relacionadas ao Alzheimer – disse o professor do Departamento de Química da UFSCar Ronaldo Censi Faria, um dos responsáveis pelo estudo.

Na pesquisa, os cientistas notaram que pacientes com Alzheimer apresentam alteração na proteína ADAM10, presente no sangue. Para comprovar a alteração, foram selecionados 24 voluntários com mais de 60 anos, divididos entre saudáveis, portadores de Alzheimer e de transtorno neurocognitivo leve (considerado o pré-Alzheimer). A etapa foi coordenada pela professora Márcia Regina Cominetti, do Departamento de Gerontologia.

A conclusão foi que a proteína apresentava alterações tanto nos pacientes portadores de Alzheimer como nos de pré-Alzheimer. “Nesse universo pequeno de 24 indivíduos, ficou bem notória a diferença nos valores da ADAM10. Isso mostra que (o método) tem uma boa precisão”, afirmou o professor.

Exame

O exame foi feito com o uso de biomarcadores, cujo custo material não passa de R$ 3. Tornando possível identificar diferentes estágios da doença e até mesmo predisposição ao Alzheimer. Segundo a pesquisa. Uma pequena quantidade de sangue é tratada com partículas magnéticas que são capturadas por um imã. A concentração é determinada com um dispositivo sensor descartável. O nível do biomarcador tende a aumentar, dependendo do grau da doença.

Em termos de custo, essa tecnologia é vantajosa por ser mais acessível à população. Uma vez que o valor cobrado pela tomografia computadorizada gira em torno de R$ 400 a R$ 800. Outra vantagem do biomarcador é que, se descoberto de forma precoce. O tratamento do Alzheimer pode até retardar o avanço da doença. Os métodos atuais só detectam a doença em estágios mais avançados.

De acordo com os pesquisadores, a patente do biomarcador já foi registrada, mas a previsão é que o produto leve de cinco a 10 anos para chegar ao mercado. A próxima etapa do estudo será  a ampliação do número de voluntários para 200 a 300.

Anvisa: presença de lactose deverá ser informada nos rótulos de alimentos

Qualquer alimento que contenha lactose em quantidade acima de 0,1% deverá trazer a expressão “Contém lactose” em seu rótulo

Por Redação, com ACS – de Brasília:

As novas regras para rotulagem de produtos com lactose foram publicadas na semana passada, descritas em duas resoluções da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Isso vale para alimentos com mais de 100 miligramas de lactose para cada 100 gramas ou mililitros do produto. Ou seja, qualquer alimento que contenha lactose em quantidade acima de 0,1% deverá trazer a expressão “Contém lactose” em seu rótulo.

As novas regras para rotulagem de produtos com lactose foram publicadas na semana passada
As novas regras para rotulagem de produtos com lactose foram publicadas na semana passada

A primeira resolução é a RDC 135/2017 que inclui os alimentos para dietas com restrição de lactose no regulamento de alimentos para fins especiais. A segunda é a resolução RDC 136/2017 que define como as informações de lactose devem ser colocadas no rótulo. Independentemente do tipo de alimento.

Limite de lactose

Esse limite está baseado em referências técnicas e na experiência de países que adotam a rotulagem de lactose há mais tempo, como Alemanha e Hungria. O limite de 100 miligramas é entendido como seguro para as pessoas com intolerância à lactose. De acordo com avaliação da Anvisa, a rede de laboratórios disponível no Brasil tem capacidade para avaliar a presença de lactose nesses níveis.

Os fabricantes de alimentos poderão também empregar a expressão “baixo teor de lactose” ou “baixo em lactose”. Nos casos em que a quantidade de lactose estiver entre 100mg e 1g por 100g. Ou mililitros do alimento pronto conforme instruções do fabricante.

Com as novas regras, o mercado brasileiro de alimentos terá três tipos de rotulagem para a lactose. “Zero lactose“, “baixo teor” ou “contém lactose”.

Rótulos adequados até 2019

Em até 24 meses, todos os alimentos disponíveis no mercado deverão atender à nova regra. Esse prazo foi definido com base no tempo que a indústria e seus fornecedores precisam para adequação e também para esgotarem os estoques atualmente existentes.

Apenas os estabelecimentos que preparam os alimentos, sejam eles sem embalagens ou embalados no próprio ponto de venda a pedido do consumidor. Não estão obrigados a informarem sobre o conteúdo de lactose.

Lactose

A lactose é o principal açúcar presente no leite de mamíferos. Quando alimentos contendo lactose são ingeridos. Esse açúcar é processado pela enzima lactase e transformado em glicose e galactose. Na maioria das pessoas, a atividade da enzima lactase diminui após o desmame o que as torna menos tolerante à lactose com o passar dos anos.

A prevalênciae a idade de manifestação da intolerância à lactose variam, consideravelmente. Conforme o grupo étnico. Na Europa, por exemplo, sua prevalência vai de 4%, na Dinamarca e Irlanda, a 56% na Itália.

Os principais sintomas da intolerância são abdominais. Como dor e distensão, flatulência, diarreia, náusea, vômitos ou constipação. Como resultado da má digestão de lactose. A intolerância é diferente das alergias. Neste último caso, as reações do organismo podem ser mais graves e o limite de ingestão não tem como ser definido.

Música, sexo e drogas ativam mesmas substâncias no cérebro

Estudo afirma que sistema químico-cerebral ligado à percepção do prazer é ativado quando se ouve música. Descoberta é essencial para a neurociência, dizem cientistas

Por Redação, com DW – de Londres:

O mesmo sistema químico-cerebral que proporciona as sensações de prazer geradas pelo sexo, as drogas e a comida é essencial para experimentar o prazer gerado pela música, segundo um estudo publicado na quarta-feira na revista científica Nature.

Estudo afirma que sistema químico-cerebral ligado à percepção do prazer é ativado quando se ouve música
Estudo afirma que sistema químico-cerebral ligado à percepção do prazer é ativado quando se ouve música

– Esta é a primeira prova de que os opioides próprios do cérebro estão diretamente envolvidos no prazer musical – destaca Daniel Levitin, um dos autores do estudo, desenvolvido na Universidade McGill de Montreal, no Canadá.

Trabalhos anteriores do especialista e sua equipe chegaram a produzir mapas das áreas do cérebro ativados pela música, mas só havia sido possível levantar a suspeita de que o sistema opioide era responsável pelo prazer.

“Impressões fascinantes”

Para a mais recente experiência, os cientistas bloquearam de maneira seletiva e temporária os opioides do cérebro com a naltrexona, remédio usado habitualmente em tratamentos para a dependência de drogas opiáceas e álcool.

Em seguida, eles mediram as reações dos 17 participantes do estudo aos estímulos musicais e constataram que até mesmo as músicas favoritas deixavam de gerar sensações prazerosas. “As impressões que os participantes compartilharam conosco depois do experimento foram fascinantes”, diz Levitin.

Um deles disse que sabia que a canção que acabara de escutar era uma de suas preferidas. Mas que não tinha sentido as mesmas sensações de audições anteriores. Outro comentou. “Soa bem, mas não me diz nada.”

Os pesquisadores consideram que os avanços no estudo da origem neuroquímica do prazer são fundamentais para a neurociência. Já que muitas atividades prazerosas. Como beber álcool e ter relações sexuais, podem causar dependência.

Ministério da Saúde libera R$ 54 milhões para fábricas de vacinas do Butantan

A modernização das unidades de produção atende a exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Devido à resolução anterior editada pela agência

Por Redação, com ABr – de Brasília:

O Ministério da Saúde assinou convênio para liberação de R$ 54 milhões para a produção de quatro vacinas no Instituto Butantan. Os recursos serão utilizados na aquisição de equipamentos nas fábricas responsáveis pelos imunizantes contra difteria, tétano, coqueluche e hepatite B.

O Ministério da Saúde assinou convênio para liberação de R$ 54 milhões para a produção de quatro vacinas no Instituto Butantan
O Ministério da Saúde assinou convênio para liberação de R$ 54 milhões para a produção de quatro vacinas no Instituto Butantan

A modernização das unidades de produção atende a exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Devido à resolução anterior editada pela agência, a atividade nas fábricas estava interrompida desde 2011.

Segundo o diretor do Butantan, Jorge Kalil, a vacina contra a coqueluche, que está sendo desenvolvida no instituto, é mais eficiente do que as disponíveis atualmente. Ele disse que na Europa e nos Estados Unidos é usada a vacina acelular. Que utiliza apenas algumas das proteínas que compõe a bactéria que causa a doença.

Porém, no Brasil é usado todo o microrganismo. “Nós entendemos que a bactéria inteira é que promove maior proteção na vacina. Só que ela é tóxica em adultos”, disse.

A redução da toxidade da bactéria para diminuir os efeitos colaterais da imunização é o principal avanço do produto desenvolvido pelo instituto. “Vamos precisar da fábrica para fazer os últimos testes clínicos”, afirmou o diretor, sobre a importância do dinheiro liberado.

Migrações

Segundo Kalil, a coqueluche é uma doença que reapareceu em diversos países com as recentes migrações. “Essas ondas migratórias que estamos tendo na Europa faz com que esse pessoal traga doenças que estavam extintas na Europa e nos Estados Unidos”, enfatizou.

Esse fluxo de pessoas e consequente trânsito de microrganismos é uma preocupação do governo brasileiro. “Cada vez mais, a imigração que acontece entre vários países vai necessitar de mais e mais vacinas. Nós queremos estar preparados para abastecer o nosso mercado e, também, para sermos exportadores de vacinas para todo o mundo”, ressaltou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Para o ano que vem, Barros disse que a intenção é aumentar a cobertura da imunização contra gripe. “Nós estamos ampliando de 60 milhões para 80 milhões de doses da vacina de influenza para 2018. Evidentemente, haverá uma ampliação do público a ser coberto por essa vacinação”. Destacou, sem adiantar quais serão os grupos que vão receber a vacina a partir do próximo ano.

Em relação à febre amarela, o ministro disse que foram disponibilizadas 10 milhões de doses extras da vacina contra a doença. Além do que é oferecido normalmente para o calendário anual de vacinação. “A vacina da febre amarela, que está sendo produzida em escala máxima de produção. Para que, eventualmente, em uma necessidade, nós possamos ter disponível”, acrescentou.

Na região da Zona da Mata mineira, onde, segundo Barros, está um dos principais focos da doença, 90% dos residentes já foram imunizados.