Embratel toma multa de R$ 501 milhões

A Receita Federal multou, nesta sexta-feira, a Embratel em um total de R$ 501 milhões, referentes ao recolhimento indevido de PIS e não pagamento de Cofins de vários anos anteriores, conforme foi comunicado pela Embratel Participações – controladora da operadora de serviços de telecom de longa distância – a seus investidores em uma nota oficial.

A empresa, porém, já tinha sido objeto de dois outros autos de infração na última terça-feira – uma referente ao PIS e outra ao Cofins – quando seus advogados receberam orientação da operadora para a análise dos argumentos e cálculos apresentados pela Receita Federal como base para suas ações contra a Embratel. Conforme a nota da Embratel aos investidores, a empresa “tem boa sustentação jurídica para a sua defesa, inexistindo fundamentos sólidos para as tais autuações”.

A primeira das multas da Receita é de R$ 159 milhões e está relacionada ao recolhimento do PIS antes de 1995. A segunda autuação, de R$ 342 milhões, refere-se à isenção do Cofins em exportação de serviços. A Embratel entende que suas receitas de exportação seriam beneficiadas por essa isenção e partirá para a contestação da multa.

Preços do Windows XP nos EUA são divulgados pela Microsoft

Dentro da estratégia de lançamento do Windows XP, a Microsoft já fez o anúncio oficial dos preços da tão aguardada nova versão do Windows. Na última quinta-feira, por exemplo, a Amazon.com, pela segunda vez, publicou os preços de lista (sugeridos pela Microsoft) do produto e lançou páginas em seu site para encomendas do lançamento.
Na verdade, o objetivo é o de comercializar duas versões do sistema, sendo uma para usuários domésticos e outra para os corporativos. Os preços destas versões, nos Estados Unidos, serão de US$ 199 e US$ 299, respectivamente. Já o upgrade da versão Home Edition terá o custo de US$ 99, enquanto a atualização para a Professional Edition sairá por US$ 199, de acordo com fontes da própria Microsoft.

Esses valores correspondem aos anunciados pela Amazon.com ontem. Assim como vez em julho, o site varejista divulgou os preços antes do combinado, permitindo que seus usuários já fizessem encomendas do Windows XP. No entanto, no final do dia de ontem, ela retirou o produto e seus preços do ar.

Os valores da versão do Windows XP para o Reino Unido também já foram anunciados. A versão Home Edition será comercializada por US$ 261 e US$ 130 para seu upgrade. O Windows XP Professional custará US$ 375 e sua versão de atualização, US$ 245.

Para o mercado brasileiro, ainda não há informações sobre o preço do novo sistema operacional. A data de lançamento do Windows XP, entretanto, poderá sofrer mudanças em caso de novas ações judiciais do governo norte-americano.

Microsoft entrega WindowsXP aos fabricantes de PC

A Microsoft deverá realizar a entrega do código da nova versão do sistema operacional Windows – o Windows XP – aos fabricantes de PCs em um rápido evento na sede da empresa. Para os analistas da indústria, a cerimônia de entrega do código será um alívio temporário para os executivos da Microsoft, que têm sofrido muita pressão para cumprir os prazos de lançamento do novo sistema no mercado, para não sofrer qualquer ameaça vinda do processo antimonopólio que atualmente correndo na Justiça norte-americana contra a empresa.
Diversos fabricantes incluindo IBM e Dell afirmaram que deverão tomar parte do evento de 15 minutos presidido por Bill Gates, que fará a entrega do código do novo sistema aos parceiros.

Apesar dos fabricantes não comentarem muita coisa sobre o evento programado para hoje, um representante da Dell revelou que teve de se certificar de que o enviado da companhia presente no acontecimento não tem medo de voar, já que existem boatos de que o evento terá helicópteros circulando o espaço aéreo sobre a sede da Microsoft. Mas, para os fabricantes a maior preocupação é a de ter em mãos o sistema operacional, ao invés de ter que enfrentar um passeio aéreo sobre a cidade de Redmond, onde está a matriz da Microsoft.

Na opinião de Roger Frizzell, porta-voz da Compaq Computer, “independente do que aconteça durante o evento, o principal é ter o Windows XP a tempo de lançarmos nossos equipamentos no mercado”,

Essa é uma preocupação bastante séria para os produtores de PCs, já que de posse do novo sistema operacional, os fabricantes terão, no máximo, de quatro a seis semanas para testar e depurar o software em seus sistemas. O porta-voz da Compaq revelou também que a entrega nesta sexta-feira dará à Compaq tempo suficiente para começar a oferecer máquinas com Windows XP para seus canais diretos em setembro e para as lojas de varejo, na data do lançamento oficial do XP, 25 de outubro.

A única surpresa que poderá embaçar o brilho do evento como programado pela Microsoft – de acordo com a visão de analistas e especialistas em questões legais – é o Governo do Estados Unidos, que está no meio de uma batalha judicial antimonopólio com a empresa de Bill Gates. A novidade do processo, inclusive, é que a Corte do Distrito de Colúmbia deve escolher um novo juiz para liderar a próxima fase do caso, que vai determinar novas ações para frear o comportamento anticompetitivo do qual a Microsoft vem sendo acusada e com a indicação do novo juiz, os oponentes legais de Bill Gates poderão pedir um mandado para impedir a distribuição do Windows novo XP.

Mercado de PCs registra bom desempenho no primeiro semestre

Uma boa notícia para os pessimistas de plantão. Pelo menos é o que sinaliza o estudo recente da IDC Brasil sobre o comportamento do mercado nacional de PCs no segundo trimestre deste ano, que apresentou um resultado positivo quando comparado com o segundo trimestre de 2000. No total, a indústria vendeu 786.012 computadores pessoais, o que representou um crescimento de 4% sobre o mesmo período do ano passado.

De acordo com Bruno Rossi, o analista responsável pelo estudo, pode-se observar uma queda de 3% em relação ao número de micros vendidas, quando se verifica a performance do mercado em relação ao primeiro trimestre deste ano. Por trás desse desempenho, encontram-se as crises cambial e energética e a alta da taxa básica de juros, que são fatores importantes nos resultados do varejo.

Segundo a pesquisa, um dos destaques do mercado foi o bom desempenho do segmento corporativo, em especial, o das grandes e médias empresas. Estes dois setores, junto com o governo, foram os que menos sofreram os efeitos negativos dos últimos acontecimentos no País.

No entanto, o estudo mostra que o canal de varejo foi o mais abalado com a queda da demanda por PCs. No período, sua participação total no mercado caiu 5% na média, passando a representar pouco mais de 15% das vendas totais. Seu principal cliente – o consumidor doméstico – adiou suas compras diante da ameaça de cortes de energia, pagamentos de multas sobre consumo excessivo e o aumento das tarifas. Além disso, no segundo trimestre, o custo do crédito ao consumidor acabou ficando mais caro devido ao aumento das taxas de juros básicos, que influenciam diretamente o custo do crédito no varejo.

Por outro lado, a IDC Brasil verificou que as grandes empresas foram as menos afetadas pela crise energética e o aumento do dólar. Estas empresas tiveram como evitar o repasse em seus preços pelos aumentos da moeda americana, firmaram contratos capazes de protegê-las das desvalorizações da moeda brasileira e conseguiram diluir seus custos nas suas diversas linhas de produtos. Neste segmento, a competição entre os fabricantes de PCs foi extremamente acirrada, resultando, muitas vezes, em vendas com margens negativas.

Já no mercado de notebooks – neste trimestre – houve um crescimento de 3% sobre o período imediatamente anterior. Uma das constatações da pesquisa é que, no Brasil, a demanda por notebooks continua crescendo, mesmo considerando-se os problemas que atingiram o mercado de PCs no geral. “Na verdade, notebooks sempre foram vendidos, em sua grande maioria, ao segmento corporativo de grandes e médias empresas, ou seja, segmentos que foram menos afetados nos últimos meses. Além disso, os consumidores estão percebendo vantagens entre notebooks e desktops no que se refere a consumo de energia, o que vem servindo como argumento para vendas entre os canais corporativos”, explica Rossi.

A pesquisa aponta também para uma tendência bastante concreta de que – diante do atual cenário de incertezas em relação à economia brasileira e mundial – o mercado de PCs ainda vai sofrer com a desaceleração da demanda por novos micros, principalmente, no segmento doméstico. No entanto, já existem sinais de uma melhora no volume consumido já que, em junho e julho, houve uma recuperação das compras no segmento das pequenas empresas e manutenção do consumo entre as grandes e médias.

Porém, o segmento doméstico deve levar um tempo maior para recuperar-se. Rossi adianta que, com a volta das chuvas em meados de outubro e a provável redução da taxa de juros para o consumidor final (conforme a percepção de risco sobre a economia brasileira reverta-se mais positiva e o câmbio mais estável), o canal varejo irá reagir positivamente, com o aumento das vendas para o segmento doméstico.

Para o ano de 2001, a IDC Brasil projeta para o mercado brasileiro de PCs um crescimento de 14,8% em relação ao ano passado. Ou seja, deverão ser vendidos 3,5 milhões de PCs até o final do ano.

Borland lança série de software para ensino à distância no Brasil

A Borland Latin America – fornecedora de ferramentas para implementação de soluções de e-business – vai lançar no Brasil durante a Comdex 2001 (Rua F, número 4), a série Borland e-Learning, que são cursos virtuais destinados a desenvolvedores que utilizam ferramentas e produtos Borland para desenvolver, distribuir e gerenciar aplicações de e-business.

São ao todo três cursos voltados para a plataforma Java, que estarão disponíveis no Brasil até o final de setembro: Java Productivity with JBuilder 5 (Iniciantes) – pelo preço de US$ 119 e que também está integrado na ferramenta Enterprise Java Studio já disponível no Brasil; Enterprise Java Beans por US$ 399; e Java Productivity with JBuilder 5 por US$ 309.

Todos os cursos incorporam software de auto-treinamento interativo criado especificamente para aumentar a produtividade das aplicações desenvolvidas pelos clientes que utilizam a ferramenta Borland JBuilder, com o uso do potencial completo dos recursos da plataforma Java.

“Cada vez mais nossos clientes precisam de flexibilidade na forma de aprender. A nova série e-Learning da Borland oferece a eles a possibilidade de treinamento, quando e onde for mais conveniente, de acordo com suas possibilidades”, enfatiza Bill Widmer, vice-presidente de serviços profissionais da companhia.

De acordo com a empresa, a nova série E-Learning poderá ainda ser usada em conjunto com os treinamentos oficiais Borland, aprimorando a capacitação dos técnicos envolvidos. Para conhecer melhor a linha completa de soluções de treinamento da Borland, os interessados podem visitar o site da empresa no endereço http://www.borland.com.br/services/training.

Samsung lança celulares que reproduzem filmes coloridos e melodias com até 16 acordes

Dois telefones celulares que representam o que há de mais moderno na nova tecnologia cdma1x: o Melody Phone e o VOD Phone. Essa é uma das promessas tecnológicas que estarão sendo apresentadas pela Samsung, em seu estande, durante a Comdex 2001, em São Paulo, dos dias 26 a 31 de agosto. Uma geração de telefones que, segundo o fabricante, deverá ser responsável por uma nova redivisão do mercado mundial de terminais celulares. De acordo com a Samsung, somente na Coréia – onde está situada a matriz – o cdma 1x responderá por 80% do mercado local de telefones celulares já no segundo semestre deste ano.

Uma das novidades apresentadas pelos novos telefones celulares é a capacidade de reprodução de melodias mais complexas como campainhas já que – na atual concorrência entre fabricantes de aparelhos celulares em torno do desenvolvimento de modelos menores e mais leves – a qualidade das campainhas está se tornando um apelo de venda cada vez mais importante. Como resposta à demanda do mercado, a Samsung Electronics concluiu o desenvolvimento de novos “melody phones”, que reproduzem melodias polifônicas com até 16 acordes.

Entre as 50 opções básicas estão 40 músicas e sons da natureza, além de recursos que possibilitam ao usuário fazer download de sucessos atuais através da função “Palm Top Karaoke”. Ao contrário dos telefones existentes, porém, a campainha não é produzida mecanicamente. É oferecido um som natural, consistindo de uma progressão de 16 acordes, que gera uma variedade de belas melodias.

Os lançamentos trazem ainda uma grande tela de cristal líquido interna com quatro linhas e outra do lado externo do handset que podem ser usadas para receber mensagens de texto curtas, checar o status do telefone ou identificar as chamadas. A memória de alta capacidade permite armazenar 2.400 números de telefones. Os novos “melody phones” com função expansível são os primeiros do mercado que permitem ao usuário “baixar” uma grande variedade de aplicativos e jogos em Java.

COLOR VOD PHONE

A Samsung também demonstrará, durante a feira, o primeiro celular com capacidade para reproduzir filmes coloridos – o Color VOD Phone, já à venda na Coréia.

Com um painel de cristal líquido (TFT-LCD) de 2.04 polegadas, o celular é capaz de reproduzir claramente imagens em movimento em 200.000 tonalidades de cores diferentes, além de enviar e receber dados com velocidade de até 144 Kbps, suportar VOD (video on demand), AOD (audio on demand) e outras funções avançadas.

De acordo com a Samsung, a disponibilidade do VOD Phone deverá estimular uma concorrência mais intensa entre provedores de conteúdo, já que o aparelho também possibilita o acesso móvel a vários serviços de conteúdo com filmes em cores, como por exemplo música, vídeos, transmissões via Internet, animação e notícias. Este telefone celular é baseado na primeira tecnologia sem fio padrão CDMA 1x de próxima geração que está sendo comercializada na Coréia e vem com decodificador de imagens MPEG4 e stereo-player embutidos.

Além disso, a interface Windows do celular aumenta a facilidade de uso, enquanto a agenda telefônica embutida permite armazenar até 2.400 números. O celular também pode ser conectado a um PC, possibilitando que o usuário faça download de ícones, imagens e melodias de campainha personalizadas ou se divirta com jogos Web coloridos.

Acesso Web de banda larga via satélite já disponível no Brasil

No próximo dia 29 de agosto, a Gilat do Brasil passa a oferecer serviço de conexão à internet em alta velocidade, bidirecional, via satélite, que permite velocidades de acesso de até 1Mbps para usuários corporativos. O país será o segundo mercado em que a Gilat estará disponibilizando a tecnologia de acesso em banda larga. Só nos Estados Unidos são 40 mil assinantes do serviço oferecido pela Gilat Satellite Networks internacional, que não antecipou os valores.

Segundo o diretor de Broadband da Gilat do Brasil, Artur Levinstein, a tecnologia via satélite estará disponível primeiro nas áreas onde não estão disponíveis sistemas tradicionais de conexão por cabo ou fibra ótica, sendo que os usuários de redes corporativos ainda podem ter acesso Web via satélite através do serviço de gateway SkySurfer/Blaster, que permite a conexão Internet sem a necessidade de instalação de nenhum software adicional nos micros existentes dentro de uma empresa.

Pesquisa mostra boas oportunidades para aluguel de software pela Web

Provedores de serviços de aplicação via Internet. Os ASPs (Application Service Providers), como foram batizados, são uma realidade irreversível dentro de um mundo cada vez mais interconectado e que busca custos operacionais cada vez menores.

E os ASPs se encaixam sob medidade dentro desta necessidade, já que propõem um modelo de venda de software, onde o cliente paga uma mensalidade pelo uso de um software que se encontra em um servidor Web do provedor, sem ter que gastar uma fortuna com a aquisição de caixas, manuais e upgrade de equipamentos para a instalação local do software.

Apesar de todo esse apelo, o conceito ainda não se espalhou dentro do mundo corporativo nacional e latino-americano, como demonstra uma pesquisa recente realizada pelo IDC Brasil – subsidiária regional do conhecido instituto norte-americano de pesquisas no mercado de TI e Telecom – com empresas da região.

A pesquisa, entretanto, também revela que existem oportunidades de negócios muito grandes nos próximos anos para aqueles que resolverem investir neste modelo de serviço nos próximos anos, embora apenas uma pequena porcentagem dos tomadores de decisão da América Latina demonstrem possuir um conhecimento detalhado sobre o que realmente significa o conceito de ASP e somente um pouco mais que 70% das companhias entrevistadas na região tenham indicado ter alguma familiaridade com o termo e o conceito.

“Trata-se de uma importante informação para os fornecedores de ASP que estão tratando de aproveitar-se das vantagens iniciais na região, considerando que o êxito futuro deste mercado depende em grandes parte dos seus esforços em difundir o conceito em maior profundidade entre as organizações”, afirma Danielle Andreazzi, analista de IT Services da IDC Brasil – que está desenvolvendo um raio X do mercado nacional de ASPs com conclusão prevista para outubro deste ano.

O estudo prevê que se mantenha ainda um período de “evangelização” até meados de 2002, com adoções iniciais ainda em pequena escala. Para a analista do IDC Brasil, ainda levará algum tempo para este mercado deslanchar, já que sua dinâmica de negócios difere dos comportamentos convencionais de compra e modelos tradicionais, além de requerer uma sofisticada infra-estrutura.

“ASP é um conceito novo, que enfrenta muita resistência. A avaliação do seu custo-benefício tem de ser difundida para que a taxa de adesão possa aumentar. A curto prazo, por exemplo, as empresas que o adotam contam com o baixo custo do hosting e a facilidade da administração remota, entre outras vantagens”, revela Danielle.

Para este estudo a IDC entrevistou cerca de 1.300 tomadores de decisão da América Latina, com o objetivo de verificação dos níveis de familiaridade e tendências de adoção – presentes e futuras, além de identificar as preferências dos usuários e as preocupações existentes em relação ao modelo de ASP na América Latina.

A Nova Economia faz mais uma vítima: PSINet encerra operação no Brasil

Uma combinação de falhas administrativas, investimentos mal planejados e o processo natural de depuração do mercado das chamadas empresas pontocom. Essa poderia ser uma primeira análise das causas que levaram a subsidiária brasileira do provedor norte-americano PSINet a encerrar suas operações do dia para a noite no Brasil, deixando a descoberto cerca de 3 mil usuários corporativos e 50 mil pessoas físicas assinantes dos serviços de acesso Internet da empresa.

A PSINet Brasil – que estava atuando no País há dois anos com 11 escritórios em diversas cidades brasileiras – anunciou, nesta segunda-feira, o final de suas operações em território nacional, após diversos episódios que já vinham sinalizando para as crescentes dificuldades enfrentadas pelo provedor de acesso como, por exemplo, os problemas com a Telemar desde o dia 26 de julho, quando os clientes corporativos da PSINet no Rio de Janeiro ficaram sem conexão à Internet por falta de pagamento da dívida existente com a operadora.

As dificuldades, inclusive, cresceram a ponto de parceiros do provedor como a Inter.net – uma empresa provedora de acesso Internet para o mercado de pessoas físicas e micro-empresas em 26 países – anunciarem o rompimento de relações no dia 17 deste mês, com a alegação de problemas de gerenciamento da PSINet, já que a empresa responde, no Brasil, pela rede de acesso formada com a aquisição dos provedores regionais STI, em São Paulo; Openlink, Domain, GlobalNet e Pontocom, no Rio de Janeiro; Elogica em Recife e João Pessoa; CorreioNet, em Campinas; Servnet, em Salvador e Feira de Santana; TBANet em Brasília e Curitiba; e Horizontes, em Belo Horizonte.

De acordo com diretor de operações da PSINet para a América Latina, Phelippe Kupermann, a operação brasileira vinha apresentando problemas que a estavam tornando insustentável, como o déficit operacional mensal do provedor que inviabilizava sua manutenção, mesmo com faturamento anual projetado em torno de US$ 20 milhões. Para o diretor, o problema principal não foi originado pela estrutura da empresa, mas sim pela retração inesperada do mercado brasileiro no setor de negócios e acessos Web.

Dívidas de US$ 3 bilhões nos EUA
Esse desequilíbrio nas contas da subsidiária foi o fator principal que levou ao encerramento das operações e à demissão do quadro de 200 funcionários da PSINet Brasil distribuídos pelos escritórios da empresa no País.

Kuppermann revelou, ainda, que a situação de insalubridade financeira extrema acabou inviabilizando decisões menos radicais como reduções de pessoal e infra-estrutura, com a manutenção de uma operação menor e mais modesta no Brasil.

Ele adiantou, também, que o pagamento das dívidas fiscais e trabalhistas da subsidiária estão sendo analisadas pelos advogados da matriz, além das despesas com fornecedores e acionistas em um quadro que pode ficar ainda um pouco mais sombrio já que PSINet norte-americana acumula, atualmente, um débito de US$ 3 bilhões, devido à agressiva política de aquisições desenvolvida para fazer frente à queda acentuada das ações na Nasdaq.

Ações na Justiça
A PSINet Brasil ainda poderá sofrer ações judiciais com base no Código de Defesa dos Direitos do Consumidor brasileiro, por parte dos usuários que se sentirem lesados pelo final inesperado das operações do provedor, sem a comunicação desta decisão dentro de um prazo razoável para que pudessem migrar para outros fornecedores de acesso Internet sem grandes prejuízos para seus negócios e operações Web.

De acordo com advogados especializados em Internet, as ações poderão acontecer até sem a necessidade de contratação de advogados, dependendo do valor da indenização pedida pelos usuários. No caso de ações cujo valor seja calculado entre 20 e 40 salários mínimos, estas
poderão dar entrada no Juizado Especial Civil, mas para indenizações acima de 40 salários mínimos torna-se necessária a contratação de um advogado, sendo que o processo pode levar até 8 meses para ser julgado e te

Uma luz no fim do túnel

Na última coluna, o foco foi para a pesquisa do IDC – Internacional Data Corporation – que aponta para as conseqüências de curto, médio e longo prazo do racionamento de energia resultante das trapalhadas dos inquilinos do Palácio da Alvorada e da Esplanada dos Ministérios (nos últimos oito anos) no setor de bens e serviços de Tecnologia da Informação.
Mas, a pesquisa também aponta para algumas perspectivas interessantes para alguns segmentos deste setor como o segmento de comércio eletrônico corporativo, também conhecido como B2B (ou business to business), já que o uso da Internet para a realização de negócios pode resultar em reduções expressivas de custos operacionais para as empresas, com a criação de portais para a concretização de transações empresariais via Web.
Na área de Internet, aliás, outro segmento que não está muito preocupado é o de Internet Data Centers que, segundo a pesquisa da IDC, têm registrado um aumento expressivo de clientes, na medida que são capazes de garantirem o funcionamento ininterrupto dos servidores de seus clientes e ainda gerarem economias expressivas para eles, como é o caso da Optiglobe, um dos maiores Internet Data Centers da América Latina, que vem registrando um crescimento de 25% nas vendas de seus serviços devido à crise energética brasileira.
O setor de telecomunicações, apesar da choradeira das operadoras, também foi pouco afetado pela crise. De acordo com a IDC, esta área tem sido impulsionada por dois fatores importantes: a necessidade do cumprimento das metas de universalização e aumento da demanda por serviços de comunicação de dados corporativos (intimamente interligada à necessidade crescente de fazer negócios via Internet para reduzir custos). Dessa forma, os investimentos das operadoras em infra-estrutura, até o final de 2001, devem se manter praticamente no mesmo patamar do ano passado, ou seja, com números em torno dos US$ 9,3 bilhões a US$ 9,6 bilhões nas áreas de telefonia fixa e celular, respectivamente.
No entanto, a pesquisa também emite sinais de alertas bastante claros. De acordo com o gerente de pesquisa nas áreas de Internet e TI da IDC Brasil, Mauro Peres, o País ainda não siu da rota prevista de crescimento, mesmo coma letargia do governo em relação ao problema. Segundo ele, “o Brasil não tem um problema estrutural de energia. Basta adotar políticas para que o investimento – privado, em sua maioria – retire esse obstáculo da frente da economia. Entretanto, se nada for feito, novas hidrelétricas deixarão de ser construídas, o plano de implantação de termoelétricas não sairá do papel (das 49 usinas previstas, apenas uma entrou em operação) e a nação continuará a utilizar apenas 5% da energia oriunda do gasoduto da Bolívia”.