MPF defende multa superior a R$ 1,38 milhão para Facebook Brasil

De acordo com nota à imprensa do MPF, naquele mês a empresa se recusou a interceptar dados de dois investigados por tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico

Por Redação, com Reuters – de São Paulo:

O Ministério Público Federal (MPF) informou nesta terça-feira que manifestou à Justiça ser favorável à correção da multa de R$ 1,38 milhão cobrada ao Facebook Brasil por descumprir uma ordem judicial em fevereiro de 2016.

O Ministério Público Federal informou que manifestou à Justiça ser favorável à correção da multa de R$ 1,38 milhão cobrada ao Facebook Brasil
O Ministério Público Federal informou que manifestou à Justiça ser favorável à correção da multa de R$ 1,38 milhão cobrada ao Facebook Brasil

De acordo com nota à imprensa do MPF, naquele mês a empresa se recusou a interceptar dados de dois investigados. Por tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico.

Os alvos da quebra de sigilo com aval da Justiça Federal no Rio de Janeiro eram os perfis dos suspeitos no Facebook e seus dados no Facebook Messenger.

A Procuradoria Regional da República da 2ª Região (PRR2) disse que a multa deve ser corrigida. Considerando cobranças diárias de R$ 20 mil a partir da comunicação recebida, em março. Por um funcionário da empresa.

Procurado, o Facebook Brasil não comentou de imediato o assunto.

No parecer ao Tribunal Regional Federal (TRF-2ª Região), o MPF também opinou que a multa diária não deve ser aplicada em conjunto ao Facebook Brasil. E a seu funcionário, que recebeu a comunicação processual.

Para a procuradoria, a denúncia contra o funcionário partiu de um equívoco do juiz, que deu a entender que a pessoa física sujeita a multas é o presidente da empresa.

Fed

O presidente Federal Reserve da Filadélfia, Patrick Harker,

defendeu na segunda-feira maior regulação sobre as fintechs. Setor em franco crescimento que inclui desde empresas de aplicativos de pagamentos até plataformas de crédito online.

Harker se concentrou sobre a regulação de empresas de serviços financeiros de base tecnológica. Que temem que o aumento da agenda regulatória sufoque a inovação.

Por não aceitarem depósitos de clientes, as fintechs não são sujeitas a muitas leis bancárias federais.

– É improvável que o aumento na supervisão seja recebida de braços abertos. Mas devo dizer que isto é do interesse das fintechs – disse Harker em comentários preparados para o congresso Global Interdependence Center. “O que fintechs não vão querer é que a regulação venha após uma crise.”

França: Facebook, Google e empresas de mídia lançam iniciativa para combater notícias falsas

O Facebook foi alvo de críticas por não fazer o suficiente para impedir que informações falsas fossem republicadas em sua plataforma durante a campanha presidencial norte-americana

Por Redação, com Reuters – de Paris:

Facebook, Google e empresas de mídia lançaram nesta segunda-feira uma iniciativa para combater a circulação de notícias falsas na França, à medida que se aproximam as eleições presidenciais do país.

O Facebook disse que vai trabalhar com várias companhias jornalísticas, incluindo Agence France-Presse, BFM TV e os jornais L’Express e Le Monde, para garantir que notícias falsas não sejam publicadas em sua plataforma.

Facebook, Google e empresas de mídia lançaram nesta segunda-feira uma iniciativa para combater a circulação de notícias falsas na França
Facebook, Google e empresas de mídia lançaram nesta segunda-feira uma iniciativa para combater a circulação de notícias falsas na França

O Google também participará da iniciativa, chamada de Cross Check pelos parceiros.

O Facebook foi alvo de críticas por não fazer o suficiente para impedir que informações falsas fossem republicadas em sua plataforma. Durante a campanha presidencial norte-americana. Em resposta, adotou medidas para combater o problema.

Preocupações similares sobre a disseminação de notícias falsas ganharam força antes das eleições na França, que acontecem em abril e maio.

Nos Estados Unidos, o Facebook informou que os usuários futuramente conseguirão identificar com maior facilidade artigos falsos. E que vem trabalhando com organizações como o site de verificação de informações Snopes, a ABC News e a Associated Press para checar a autenticidade das histórias.

No mês passado, a empresa também lançou iniciativa contra notícias falsas na Alemanha. Onde autoridades do governo temem que a disseminação de discursos de ódio e notícias falsas possam influenciar as eleições parlamentares em setembro. Nas quais a chanceler alemã, Angela Merkel, buscará seu quarto mandato.

Programa de vistos

Entre os principais empregadores de tecnologia do Vale do Silício, o Facebook poderia ser a empresa mais vulnerável à esperada repressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aos vistos de trabalho temporário, de acordo com uma análise da agência inglesa de notícias Reuters de documentos do Departamento de Trabalho dos EUA.

Mais de 15 % dos funcionários do Facebook em 2016 usaram visto de trabalho temporário. Dando ao líder de mídia social uma classificação legal como uma empresa H-1B “dependente”. Essa é uma proporção maior do que o da Google da Alphabet, da Apple, da Amazon.com ou Microsoft.

Isso poderia causar problemas para o Facebook se Trump ou o Congresso decidirem tornar o programa H-1B mais restritivo. Como o presidente e alguns parlamentares republicanos ameaçaram fazer.

Tanto Trump como o procurador-geral nomeado, senador Jeff Session, se opuseram ao programa na sua forma atual. Eles também indicaram que estão abertos a reformulá-lo para “garantir que os beneficiários do programa sejam os melhores e os mais brilhantes”. De acordo com um projeto de decreto presidencial visto pela Reuters.

A Reuters não pôde confirmar imediatamente a autenticidade do rascunho.

A administração Trump não propôs nenhuma nova regulamentação que mirando empresas com a classificação H-1B “dependente”. Mas o fato de que, entre as principais empresas de tecnologia. O Facebook sozinho se encaixa nessa categoria sugere que é o mais exposto na indústria a quaisquer mudanças na política de vistos H-1B.

O Facebook se recusou a comentar sobre o assunto.

Representantes

Representantes da administração de Trump não puderam ser contatados imediatamente para comentar. O secretário de Imprensa da Casa Branca. Sean Spicer, disse na última segunda-feira que Trump miraria os vistos H-1B como parte de um esforço maior de reforma de imigração. Por meio de decretos e ação do Congresso, mas não deu detalhes.

Os vistos H-1B são destinados a estrangeiros em profissões “especializadas”. Geralmente requerem educação superior, o que, de acordo com os Serviços de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS) inclui. Mas não se limita a cientistas, engenheiros ou programadores de computador. O governo concede 85 mil a cada ano, principalmente através de um sistema de loteria.

Google, Uber, Starbucks e Airbnb ajudarão refugiados nos EUA

O tema ganhou destaque recentemente após a polêmicadecisão do presidente Donald Trump de suspender a entrada de cidadãos de sete países muçulmanos nos EUA

Por Redação, com Ansa – de Washington:

Grandes empresas dos Estados Unidos, como Starbucks, Google, Uber e Airbnb, decidiram adotar políticas de apoio a imigrantes. O tema ganhou destaque recentemente após a polêmicadecisão do presidente Donald Trump de suspender a entrada de cidadãos de sete países muçulmanos nos EUA por pelo menos 90 dias. As informações são da Agência Ansa.

Grandes empresas dos Estados Unidos - como Starbucks, Google, Uber e Airbnb – decidiram adotar políticas de apoio a imigrantes
Grandes empresas dos Estados Unidos – como Starbucks, Google, Uber e Airbnb – decidiram adotar políticas de apoio a imigrantes

A famosa cadeia de cafeterias Starbucks afirmou que empregará 10 mil refugiados em suas lojas em todo o mundo. Dará preferência, nos EUA, a imigrantes que serviram às Forças Armadas do país. “Existem mais de 65 milhões de cidadãos do mundo reconhecidos como refugiados pelas Nações Unidas. Nós estamos desenvolvendo planos de contratar 10 mil deles em 75 países onde a Starbucks faz negócios”, afirmou o CEO da companhia, Howard Schultz.

– Nós somos todos obrigados a assegurar que nossos políticos eleitos nos ouçam individualmente e coletivamente. A Starbucks está fazendo a sua parte – disse Schultz, que ressaltou que fará seu melhor para que a empresa e seus funcionários não sejam afetados por outras medidas de Trump. Como o aumento de impostos sobre produtos mexicanos.

A gigante Google também se mostrou indignada com as restrições apresentadas pelo mandatário republicano e anunciou que criou um fundo de US$ 4 milhões. Dos quais US$ 2 milhões são oriundos de doações de funcionários da empresa. Destinado a quatro organizações que lidam com imigrantes. A American Civil Liberties Union, a Immigrant Legal Resource Center. O International Rescue Comittee e o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur).

Doações

Em um comunicado aos funcionários, o CEO da companhia, Sundar Pichai. Afirmou que altos executivos da Google também farão doações para o fundo. Além disso, Pichai pediu na sexta-feira que todos os funcionários da empresa que possam ser afetados pelas medidas de Trump. Voltem imediatamente para os EUA. Contatem a empresa para receber ajuda. Segundo o CEO, mais de 100 funcionários são atingidos pelo decreto do presidente norte-americano.

Já o Uber disse que criará um fundo de defesa legal de US$ 3 milhões para ajudar seus motoristas afetados por medidas de Trump relacionadas à imigração. O CEO da empresa, Travis Kalanick, disse que o Uber pressionará o governo dos EUA a devolver o direito de viajar de qualquer cidadão norte-americano. Independente da sua nacionalidade de origem. No entanto, muitos consideram hipócrita a decisão de Kalanick. Já que ele se reunirá com Trump na próxima sexta para tratar de negócios.

A plataforma de hospedagem Airbnb informou no domingo. Através do seu CEO, Brian Chesky, que providenciará moradia gratuita para refugiados e para qualquer pessoa que não puder entrar nos EUA. “Nós temos 3 milhões de casas. Então nós definitivamente podemos encontrar um lugar para essas pessoas ficarem”. Afirmou Chesky, em nota oficial, ressaltando que impedir a entrada de pessoas como decidido por Trump “não está certo”.

Gigantes da indústria norte-americana criticam decreto contra imigrantes

O presidente-executivo da Apple, Tim Cook,

O diretor-executivo do serviço de transporte privado urbano Uber, Travis Kalanick, também expressou sua preocupação com a política do presidente Trump contra imigrantes

 

Por Redação, com agências internacionais – de Nova York, EUA

 

Presidentes de uma série de grandes empresas norte-americanas aderiram à crítica em relação ao novo decreto do presidente recém-empossado, Donald Trump, que suspende a entrada de todos os refugiados, comunica o portal Mashable.

O presidente-executivo da Apple, Tim Cook,
O presidente-executivo da Apple, Tim Cook, criticou a política contra imigrantes adotada por Trump

“Apple não sobreviveria sem imigrantes, sem falar da prosperidade ou desenvolvimento que temos hoje em dia”, diz a edição, citando o chefe da multinacional Apple, Tim Cook.

O empresário assinalou que o decreto de Trump afetou alguns dos seus colaboradores de modo direto e que a empresa fará todo o possível para ajudá-los. Segundo disse o CEO da Apple, citado pelo Mashable, a corporação já entrou em contato com a Casa Branca e tentou explicar até que ponto será negativo o impacto que este documento terá na sociedade.

O diretor-executivo do serviço de transporte privado urbano Uber, Travis Kalanick, também expressou sua preocupação com a política do presidente e afirmou que seus funcionários também foram atingidos por este golpe. De acordo com ele, o decreto afetou “milhares de motoristas”.

Imigrantes bem-vindos

Os diretores da Netflix, provedora global de filmes e seriados de televisão via streaming, Reed Hastings, e o chefe do Twitter, Jack Dorsey, expressaram solidariedade com essa crítica e disseram que suas empresas obtiveram mais sucesso graças ao fato de lá trabalharem imigrantes. Dorsey frisou que o novo decreto prejudica a economia.

Mais cedo, o fundador da rede social Facebook, Mark Zuckerberg, realçou que “os EUA são uma nação de migrantes” e que as pessoas devem ter orgulho nisso.

A suspensão do acolhimento vigora pelo menos durante os próximos 120 dias, enquanto a aceitação de refugiados da Síria fica proibida por tempo indeterminado. Além disso, são endurecidas as regras de entrada no país, enquanto a entrada a partir de vários países de maioria muçulmana é suspensa por 90 dias. Segundo comunica a agência inglesa de notícias Reuters, trata-se do Iraque, Irã, Síria, Sudão, Iêmen, Líbia e Somália.

Zuckerberg diz estar reconsiderando compra de terras no Havaí

Zuckerberg apresentou o que é conhecido como ações de título silencioso para garantir porções de terra dentro de seu terreno à beira-mar em Kauai

Por Redação, com Reuters – de Nova York:

O diretor-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, disse estar reconsiderando suas iniciativas para forçar a venda de trechos de terra pertencentes a nativos do Havaí que se encontram dentro de uma grande propriedade que ele comprou na ilha de Kauai, depois de ser duramente criticado.

O diretor-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg
O diretor-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg

Zuckerberg apresentou o que é conhecido como ações de título silencioso. Para garantir porções de terra dentro de seu terreno à beira-mar em Kauai. O sistema de título silencioso é usado para estabelecer a posse de terras. Em que a herança ocorreu ao longo de gerações e carece de documentação formal e para forçar a venda.

– Baseados na reação da comunidade local, estamos reconsiderando o processo de título silencioso e debatendo como ir adiante – disse Zuckerberg em um comunicado na noite de terça-feira.

– Queremos ter certeza de que estamos seguindo um processo que protege os interesses dos proprietários. Respeita a tradição dos havaianos nativos e preserva o meio ambiente – acrescentou.

O representante do Estado havaiano, Kaniela Ing, que em reação à polêmica introduziu um projeto de lei obrigando a mediação em ações. Que envolvam havaianos nativos e comparou os planos de Zuckerberg. Aos dos barões do açúcar que tomaram terras dos aborígenes nos anos 1800, disse ter ficado encorajado com a notícia.

Local

– Eu mahalo (agradeço) o senhor Zuckerberg por suas palavras de aloha (boas energias) e disposição para conversar – disse Ing em um comunicado na quarta-feira. Depois ele exortou o executivo de Internet a abandonar suas ações legais. Apoiar uma organização legal local e “se unir a nós na mesa para reiniciar um diálogo positivo como administradores mútuos da terra e da cultura”.

O comunicado de Zuckerberg veio à tona poucos dias depois de ele publicar uma explicação para seus planos no Havaí em sua conta de Facebook. Já que as notícias sobre suas ações provocaram manchetes e revolta.

Terreno

Na postagem, ele disse que o terreno é composto de várias propriedades. Embora tenha tratado com a maioria dos donos a respeito dos trechos para chegar a um acordo justo. Apresentou as ações para identificar todos os proprietários parciais. Segundo ele, os trechos de terra poderiam ser divididos entre centenas de descendentes.

– Para a maioria dessas pessoas, agora elas irão receber dinheiro por algo que nem sabiam ter. Ninguém será forçado a deixar sua terra – escreve.

A Forbes noticiou que Zuckerberg pagou quase US$ 100 milhões pelos 283 hectares de praias isoladas no norte de Kauai em 2014.

O problema dos robôs na Internet

Desde a eleição norte-americana, manipulação da informação virou tema no ambiente político atual. Mas, com tantos “bots” nas redes sociais, como é possível encontrar a verdade na web?

Por Redação, com DW – Londres:

Com o aumento da importância das redes sociais na formação da nossa visão de mundo, o modo pelo qual websites como Facebook e Twitter levam a informação aos usuários nunca foi tão significante.

Com o aumento da importância das redes sociais na formação da nossa visão de mundo
Com o aumento da importância das redes sociais na formação da nossa visão de mundo

Onde antes cidadãos comuns estavam acostumados a julgar a importância, a popularidade ou a credibilidade de políticos. Modelos econômicos ou movimentos ideológicos baseados em reportagens profissionais. Em pesquisas de opinião pública ou simplesmente através da propaganda de boca, eles estão agora à mercê daquilo que é tendência ou considerado aceito em seus feeds da rede social.

É aqui que os bots (da palavra inglesa robots). Os robôs das redes sociais, entram em ação. Usando bots pré-programados de uma variedade de empresas, da BMW a Spotify, é possível criar um software próprio para salvar todas as canções que se recomendou num aplicativo de música. Para postar automaticamente fotos no Instagram ou numa conta do Twitter ou mesmo abrir o portão da garagem. No entanto, alguns criam seus bots com softwares maliciosos, os malwares.

A manifestação mais óbvia de tais projetos pode ser vista no Facebook e no Twitter. Onde contas falsas estão configuradas com milhares de seguidores inexistentes para dar uma ilusão de veracidade.

Aliada a um software de certo tipo de bot, tais contas podem alcançar pessoas por meio de tuítes e postagens com mensagens específicas. Ou até mesmo retuitar ou curtir os tuítes de alguém. Aumentando assim a popularidade desse usuário.

Notícias falsas

A manipulação de dados é um tema quente no ambiente político atual. O ministro alemão da Justiça, Heiko Maas. Afirmou, em fins do ano passado, temer que notícias falsas possam espalhar desinformação antes das eleições parlamentares no final deste ano.

E ele tem bons motivos para se preocupar. Ainda que as notícias falsas sejam escritas e publicadas por seres humanos. Muitas vezes, elas são distribuídas e apoiadas por milhões de contas-fantasma em sites populares como Twitter, Facebook, Reddit e através de email.

Um estudo realizado pelo portal Buzzfeed News logo após a vitória eleitoral de Donald Trump mostrou que mentiras sobre a votação. Conseguiram movimentar mais as plataformas de mídia social que as histórias verídicas de 19 grandes meios de comunicação juntos.

Uma reportagem realizada pelo Political Bots, uma equipe de pesquisadores das principais universidades do mundo. Constatou que mais de 30 milhões de contas do Twitter pertenceriam a perfis falsos.

Descobriu-se também que, antes das eleições presidenciais americanas, o número de bots pró-Trump, que promoviam notícias falsas. Foi cinco vezes maior que os pró-Hillary Clinton.

– Bots – programas de computador comandados através de algoritmos para fazer tarefas online específicas. Invadiram as conversas políticas em todo o mundo – advertiu a reportagem. “O uso generalizado de tais híbridos de softwares e humanos. Como também a natureza obscura e muitas vezes discriminatória dos algoritmos por trás deles. Ameaçam minar o potencial político – organizacional, comunicativo, entre outros – de sistemas de mídia social.”

Na Internet, os bots são usados para realizar ataques DDos, que podem derrubar sistemas inteiros.

Combatendo o problema

Companhias como a Hoaxmap combatem as notícias falsas desde fevereiro de 2016. Mas empresas de mídia social, autoridades e governos ainda tentam recuperar o tempo perdido.

Recentemente, o Facebook anunciou uma iniciativa para combater as notícias falsas em sua plataforma. Por meio de novas ferramentas que tornarão mais fácil para os usuários marcar tais histórias em sua linha do tempo.

Em parceria com a empresa berlinense Correctiv, um coletivo de jornalismo investigativo independente, apartidário e sem fins lucrativos. O Facebook espera usar um terceiro rosto avaliando o material marcado.

O governo alemão quer enfrentar o problema de frente, com um novo órgão ligado ao Ministério do Interior em Berlim, o chamado “Centro de Defesa contra a Desinformação.”

Pesquisadores da Universidade de Cambridge, no entanto, dizem que uma “vacina psicológica” protege as pessoas contra notícias falsas. Mas, como acontece com outras vacinas, pode levar décadas até ser elaborada.

Facebook irá criar plano para startups na ‘Estação F’ em Paris

A visita de Sandberg a Paris acontece quando a empresa tenta evitar regulamentação mais rigorosa da Alemanha para impedir que ela seja usada como plataforma para divulgar notícias falsas

Por Redação, com Reuters – de Paris/Berlim:

O Facebook informou nesta terça-feira que irá criar um plano para ajudar startups no campus Estação F, em Paris. O plano foi revelado pela chefe de operações do Facebook, Sheryl Sandberg, durante uma visita à capital francesa.

O Facebook informou nesta terça-feira que irá criar um plano para ajudar startups no campus Estação F, em Paris
O Facebook informou nesta terça-feira que irá criar um plano para ajudar startups no campus Estação F, em Paris

A visita de Sandberg a Paris acontece quando a empresa tenta evitar regulamentação mais rigorosa da Alemanha para impedir que ela seja usada como plataforma para divulgar notícias falsas.

Os principais gerentes do Facebook dizem que estão fazendo mais para combater os falsos textos de notícias e o discurso de ódio.

Sandberg se recusou a comentar sobre o noticiário falso durante uma coletiva de imprensa em Paris.

Notícias falsas

Facebook disse no domingo que vai atualizar suas plataformas de mídia social na Alemanha dentro de semanas para reduzir a divulgação de notícias falsas.

– No mês passado, anunciamos medidas para enfrentar o desafio de notícias falsas no Facebook – disse a redação em língua alemã da empresa de tecnologia dos Estados Unidos.

– Vamos colocar essas atualizações na Alemanha nas próximas semanas.

O ministro alemão da Justiça, Heiko Mass, pediu repetidamente ao Facebook que respeite as leis contra a difamação na Alemanha. São mais rigorosas do que as dos Estados Unidos.

Outros funcionários do governo expressaram preocupação de que notícias falsas. E “discursos de ódio” na Internet possam influenciar a eleição parlamentar de setembro. Na qual a chanceler Angela Merkel busca um quarto mandato.

A nota do Facebook disse que a empresa tornará mais fácil relatar itens suspeitos de serem notícias falsas e trabalhar com organizações externas de verificação de fatos.

Sinais de alerta seriam anexados às notícias identificadas como não críveis e as razões que levaram a essa decisão.

O Facebook também tornará impossível para spammers forjar os sites de agências de notícias respeitáveis, disse.

Alemanha tem visto um aumento no discurso de ódio na Internet. Após um afluxo de mais de um milhão de imigrantes.

Produtora de Angry Birds

A produtora finlandesa de videogames e animação Rovio Entertainment está ampliando a busca por novos jogos de sucesso. Com a abertura de um estúdio de desenvolvimento em Londres. Focado em games multiplayer que não vão depender apenas da marca Angry Birds.

A Rovio tem enfrentado dificuldades nos últimos anos com a queda no lucro da franquia Angry Birds. O que fez a empresa fazer profundos cortes de empregos e vender ativos.

Mas no ano passado, a Rovio lançou um filme de animação Angry Birds 3D que teve sucesso e gerou novos acordos de licenciamento para a companhia.

Agora a empresa está investindo para criar uma equipe de cerca de 20 pessoas em Londres que serão dedicadas a criar jogos multiplayer massivos online (MMO), com foco em novos personagens.

– MMO é um gênero que está crescendo em dispositivos móveis. Mas não está totalmente saturado. Não estamos buscando por uma posição de nicho. Mas um game muito amplo e inclusivo – disse Wilhelm Taht, diretor de jogos da Rovio, à agência inglesa de notícias Reuters.

O game original Angry Birds, no qual os jogadores usam estilingues para atacar porcos que estão roubando os ovos das aves. Foi lançado em 2009 e continua sendo o principal aplicativo pago de todos os tempos.

Questionado sobre o sucesso de Pokémon Go, da Nintendo, Taht disse que o título realmente colocou a tecnologia de realidade ampliada (AR, na sigla em inglês) no mapa da indústria.

– Nós vamos, claro, acompanhar a AR como uma tecnologia e ferramenta – disse ele.

Google e Facebook estão em pé de guerra contra as notícias falsas

A guerra aos boatos e às notícias falsas se tornou prioridade para o Google e o Facebook, após duras críticas recebidas durante a campanha eleitoral nos Estados Unidos

Por Marcello M Perongini – do Rio de Janeiro:

Desde a vitória do controverso bilionário norte-americano Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos, a Internet como um todo foi ao mesmo tempo alvo de fortes críticas e espaço de apaixonadas discussões, em virtude de uma suposta parcialidade na divulgação de notícias duvidosas, inexatas ou abertamente falsas, que teriam favorecido o candidato republicano.

O Google e o Facebook foram alvo de uma enxurrada de críticas
O Google e o Facebook foram alvo de uma enxurrada de críticas

Em particular, o Google e o Facebook foram alvo de uma enxurrada de críticas. Motivou ambas as corporações a procurar amparo em suas respectivas equipes de engenheiros de software. Cada uma das poderosas companhias do mercado digital. Afirmam os respectivos porta-vozes, estaria já trabalhando para aprimorar o reconhecimento de notícias falsas e informar. Assim, aos usuários do motor de busca e da famosa rede social.

Nenhuma das companhias explicou como pretende identificar os sites mentirosos. Mas algumas das medidas que serão aplicadas nesses casos incluem a impossibilidade de patrocinar com verba publicitária os conteúdos dos sites denunciados como fontes inverídicas.

O Google foi o primeiro a oferecer uma forma de proteção contra boatos e notícias falsas. Por meio do recurso Fact check, que sinaliza as informações factuais corretas. Publicadas por fontes críveis e fidedignas.

O mecanismo é alimentado por uma tag. Aplicada às informações que são publicadas na Internet, e segundo o Google haverá o monitoramento do uso do recurso. Para garantir que fontes falsas de informação não o utilizem para ludibrirar o leitor.

Usuários

No contexto das redes sociais, depois, o principal problema foi a viralidade com que as notícias foram se espalhando entre os usuários. O que obrigou o próprio Mark Zuckerberg, fundador e administrador do Facebook, a intervir para justificar o papel da sua plataforma. Durante a campanha eleitoral nos Estados Unidos: “99% daquilo que as pessoas publicam no Facebook é autêntico. Apenas uma pequena parte das notícias são falsas ou erradas”.

Segundo ele, no entanto, “acreditar que tais notícias tenham influído nas eleições é uma ideia insensata”. Pois os eleitores teriam decidido seu voto com base nas suas próprias experiências.

A confiança do número um de Menlo Park, sede central do Facebook na Califórnia. Porém contestada por nada menos que a Universidade de Stanford. Em em novembro de 2016 apresentou os resultados de uma pesquisa realizada durante cerca de dois anos. E que demonstra a dificuldade dos adolescentes e jovens adultos em identificar fontes de notícias falsas ou enganosas, nas redes sociais e nas buscas do Google.

A pesquisa analisou os resultados de testes conduzidos com 7.804 estudantes de ensino fundamental, de ensino médio e de faculdades, em 12 Estados norte-americanos.

Apesar das convicções de seus executivos. Finalmente, as notícias falsas podem representar uma ameaça muito séria para a credibilidade das grandes companhias digitais. E em alguns casos isso pode até se traduzir em perdas econômicas.

Na Alemanha, por exemplo. A grande preocupação para com a difusão de boatos e informações erradas (sobretudo em vista da campanha eleitoral para as próximas eleições políticas no país). Levou o governo a ameaçar uma multa de até € 500.000 para as plataformas que permitirem a circulação de notícias falsas ou difamatórias.

Marcello M Perongini, é consultor de Marketing Digital e articulista de Tecnologia, Internet e Redes Sociais do Correio do Brasil.

Snapchat elege Londres para sede internacional

A empresa, que tem 150 milhões de usuários diários em todo o mundo, registrará no Reino Unido vendas em países onde não tem uma entidade local

Por Redação, com Reuters – de Londres/Pequim:

O aplicativo de mensagens Snapchat disse que faria de Londres a sede de suas operações internacionais, dando outro voto de confiança para o ambiente de tecnologia do Reuno Unido, num momento em que o país se prepara para deixar a União Europeia.

O aplicativo de mensagens Snapchat disse que faria de Londres a sede de suas operações internacionais
O aplicativo de mensagens Snapchat disse que faria de Londres a sede de suas operações internacionais

A empresa, que tem 150 milhões de usuários diários em todo o mundo. Registrará no Reino Unido vendas em países onde não tem uma entidade local. Em vez de encaminhá-los para jurisdições fiscais mais baixas como a Irlanda e Luxemburgo.

A Snap, que planeja ir a mercado neste ano na maior oferta de ações nos Estados Unidos desde 2014. Disse que as fortes indústrias criativas do Reino Unido tornaram o país “um ótimo lugar para construir um negócio global”.

Apesar da incerteza gerada pelo voto do Brexit, Londres permaneceu atraente para empresas de tecnologia global devido ao a talentos nos setores criativos e de tecnologia, muitos dos quais vieram da Europa e mais longe.

A posição da cidade como um centro financeiro global também fornece acesso ao financiamento para startups e capital para grandes empresas.

Desde a decisão do referendo em junho do ano passado, empresas como Google, Facebook e Amazon aumentaram seu investimento, para o deleite do governo de Theresa May.

China

O videogame Pokémon Go e outros jogos de realidade aumentada não deverão ser lançados na China em breve, depois que o censor estatal afirmou que não vai conceder licenças de operação até que riscos potenciais de segurança sejam avaliados.

A China é o mercado de celulares e jogos online do mundo. Pokémon Go foi lançado no ano passado e desde então obteve milhões de usuários ao redor do mundo.

Mas o game tem sido responsabilizado por acidentes de trânsito. Alguns fatais envolvendo jogadores distraídos. Preocupações sobre privacidade de dados por causa dos recursos de geolocalização do aplicativo têm criado controvérsia.

Segundo o órgão censor na China, que tem “nível de responsabilidade elevado sobre segurança nacional. Segurança de pessoas e propriedades”, os riscos de Pokémon Go incluem “ameaça à segurança de informação geográfica. Ameaça ao transporte e à segurança pessoal de consumidores”.

Pokémon Go depende de serviços do Google como o Maps, que é bloqueado na China.

WeChat

O WeChat, maior rede de mídia social móvel da China, está oferecendo aos seus 768 milhões de usuários uma função que lhes permite contornar lojas de aplicativos, como a da Apple.

O lançamento do “Xiaochengxu”, que se traduz como “miniprogramas”. Desafia a ideia do fundador da Apple, Steve Jobs, de uma loja de aplicativos supervisionada pelo fabricante do iPhone. O dispositivo que marcou seu décimo aniversário na segunda-feira.

As lojas de aplicativos administradas pela Apple e Google geram bilhões de dólares em receita global e a China é um mercado-chave. Pois seus usuários dependem fortemente de seus telefones para tarefas diárias que vão desde compras de supermercado até compromissos.

A Tencent Holdings Ltd, da WeChat. Informou nesta terça-feira que a função permite que os usuários acessem os serviços dos comerciantes sem precisar baixar seus aplicativos.

Estes seriam transferidos no passado através das lojas de aplicativos da Apple ou pelas companhias locais, tais como 360 e a plataforma própria de Tencent, para apps do Android.

A Tencent informou ter visto uma “resposta encorajadora” de comerciantes, incluindo Didi Chuxing, Dianping.com, Meituan.com, 58.com, JD, bem como companhias aéreas, agências de viagens e hotéis.

Verizon diz que companhia tem incerteza sobre acordo com Yahoo

Uma importante executiva do grupo norte-americano de telecomunicações Verizon afirmou que a companhia está incerta sobre a planejada aquisição dos negócios de internet do Yahoo

O Yahoo passou a ser alvo de novas investigações de autoridades federais e parlamentares dos Estados Unidos no mês passado depois de revelar a maior invasão de dados

Por Redação, com Reuters – de Nova York/Londres:

Uma importante executiva do grupo norte-americano de telecomunicações Verizon afirmou que a companhia está incerta sobre a planejada aquisição dos negócios de internet do Yahoo.

Uma importante executiva do grupo norte-americano de telecomunicações Verizon afirmou que a companhia está incerta sobre a planejada aquisição dos negócios de internet do Yahoo
Uma importante executiva do grupo norte-americano de telecomunicações Verizon afirmou que a companhia está incerta sobre a planejada aquisição dos negócios de internet do Yahoo

O Yahoo passou a ser alvo de novas investigações de autoridades federais e parlamentares dos Estados Unidos no mês passado depois de revelar a maior invasão de dados conhecida da história. O que fez a Verizon cobrar termos mais favoráveis para a aquisição.

– Eu não posso dizer hoje com confiança se vamos fazer de uma forma ou de outra porque ainda não sabemos – disse Marni Walden, presidente de inovação de produtos e novos negócios da Verizon durante conferência de tecnologia em Las Vegas.

Walden acrescentou que os méritos da transação ainda fazem sentido e que há certos aspectos da investigação que ainda têm que ser concluídos. Ela não informou um prazo para a conclusão do negócio.

– Acreditamos que vai levar semanas pelo menos. Nós não termos interesse em arrastar isso para sempre. Não é nossa intenção – disse a executiva.

Bitcoin

A bitcoin recuava mais de 10 % nesta sexta-feira depois que o banco central da China pediu para os investidores serem racionais ao lidarem com a moeda virtual.

A bitcoin acumulou valorização de mais de 40 % em duas semanas. Atingindo na quarta-feira maior nível em três anos, de US$ 1.139,89. Pouco abaixo do recorde de US$ 1.163, na bolsa Bitstamp, baseada na Europa.

Na quinta-feira, a moeda digital, que tem mostrado correlação inversa com o iuan chinês nos últimos meses. Despencava enquanto o iuan subia. Em determinado momento, a Bitcoin caiu 20 % antes de fechar o dia em recuo de mais de 10 %.

Os preços da bitcoin têm mostrado flutuações anormais. Afirmou o escritório de Xangai do Banco Popular da China (PBOC) em comunicado. A autoridade monetária frisou que a bitcoin não é uma moeda e não pode circular como uma moeda real no mercado.

Ex-funcionário processa Snapchat

Um ex-funcionário levou o Snapchat para o tribunal. Acusando o aplicativo de mensagens de enganar investidores e parceiros comerciais para aumentar sua oferta pública inicial. Disse o Hollywood Reporter, citando um documento judicial.

No processo apresentado na quarta-feira em um tribunal da Califórnia por Anthony Pompliano, que já trabalhou com o Facebook. Também se alegou que ele foi demitido por ser um denunciante, informou a revista.

A Snap Inc, dona da Snapchat, rejeitou as acusações.

– Nós analisamos a queixa. Ela não tem mérito. Foi totalmente inventada por um ex-funcionário desapontado – disse uma porta-voz da Snap à agência inglesa de notícias Reuters em uma declaração por email.

O ex-funcionário, que liderou a equipe de crescimento da Snapchat durante suas três semanas com a empresa. Ele disse que soube de falsas declarações e pediu aos executivos que corrigissem os problemas. Pompliano afirmou que estava sob pressão para violar as informações confidenciais e proprietárias do Facebook, segundo a revista.