Em busca de vida além da Internet

Por mais úteis que smartphones e computadores sejam, eles também podem tornar os usuários dependentes

Por mais úteis que smartphones e computadores sejam, eles também podem tornar os usuários dependentes. Na Alemanha, projeto incentiva adolescentes a passarem menos tempo online

Por Redação, com DW – de Berlim:

O smartphone é o nosso companheiro constante: Spotifiy para música, Whatsapp para mensagens, Netflix para filmes. Muitas vezes passa-se horas por dia com os olhos no telefone, para fins particulares e de trabalho. Algumas pessoas até têm a sensação de que não podem viver sem ele. Difícil é dizer quando alguém se tornou viciado em mídia ou é apenas um usuário frequente.

Por mais úteis que smartphones e computadores sejam, eles também podem tornar os usuários dependentes
Por mais úteis que smartphones e computadores sejam, eles também podem tornar os usuários dependentes

– Você não pode considerar apenas o número de horas que a pessoa passa com o telefone – frisa o alemão Andreas Pauly, pedagogo especialistas em mídias, que diz que o vício se desenvolve em etapas.

Primeiro a pessoa tenta algo pela primeira vez, um novo videogame por exemplo. Em segundo lugar vem o estágio do prazer, quando ela se sente satisfeita usando a mídia, seguido do hábito. A quarta fase é quando o consumo de mídia vai além do normal. A última etapa, então, é o vício.

– Se você começa a negligenciar seus amigos e seus passatempos diários. Então isso está se tornando anormal – explica Pauly. Alguém que prefere jogar videogame ou ver TV em vez de passar tempo com amigos. Ou mesmo ir à escola ou trabalhar, pode estar tendo um problema.

Jovens são mais afetados

De acordo com um estudo recente, o tempo médio que os adolescentes alemães. Por exemplo, gastam online por dia é entre três e quatro horas. Eles ficam principalmente na Internet para se conectar com amigos ou ouvir música. Mas a necessidade de estar conectado digitalmente o tempo todo pode se transformar em um comportamento anormal.

Pauly cita exemplos de como os jovens usam Instagram. “Eu preciso estar online esperando para que um de meus amigos ‘curta’ uma de minhas fotos. Eu tenho tantos seguidores, que acho que eles estão esperando por mim para carregar uma nova foto. Eu uso um saco plástico para proteger o smartphone até debaixo do chuveiro, para que eu não perca nada.”

Ele explica que é possível medir os efeitos físicos de vícios comportamentais como o vício de mídia. “Dependência comportamental significa que determinados efeitos estão sendo desencadeados no cérebro. Os efeitos são semelhantes ao consumo de álcool”, explica o especialista.

Viciados que sentem que precisam de ajuda podem ser tratados em centros especiais de reabilitação. Mas devido à onipresença das mídias, não é fácil voltar à normalidade. “Eu posso viver sem álcool, para superar o vício do álcool. Mas não posso passar a minha vida sem usar a mídia online”, ressalta Pauli. E com a redução do consumo de mídia, viciados podem sofrer sintomas de abstinência, como suores frios, irritabilidade e tonturas.

Há vida fora da Internet

– É sempre melhor se as coisas não chegam tão longe. É aqui que começa o trabalho – diz Pauly. Ele trabalha para um programa de prevenção de dependência de mídia para adolescentes na cidade de Bonn, oeste da Alemanha, chamado Update.

– Estamos nos concentrando na prevenção e intervenção, quer dizer, em casos que não as coisas ainda estão tão ruins. Nesta área, realmente conseguimos chegar aos jovens. Através de aconselhamento ou reuniões de grupo, para que eles possam compartilhar sua experiência com os outros.

Pauly organiza eventos como aulas de culinária e atividades esportivas. Ele quer mostrar aos adolescentes que suas vidas não giram só em torno da web.

– É importante que crianças e adolescentes passem algum tempo fora da internet – sublinha Pauli. “Para que eles possam aprender habilidades sociais como a comunicação cara a cara. Onde não podem usar emoticons para expressar seus sentimentos”, complementa. Outro aspecto crucial é desenvolver a criatividade, algo que um computador ou um smartphone não têm.

“Antes que se torne um problema”

Um segundo programa que Pauly implementa é chamado de Net Pilots, no qual ele visita turmas de escola do ensino médio, onde realiza oficinas em que explica os riscos e vantagens da mídia para 15 alunos e dois professores.

O objetivo é que os alunos, que participam voluntariamente do curso de quatro dias, possam compartilhar seu conhecimento com seus colegas. Adolescentes são muitas vezes mais dispostos a aceitar o conselho de seus pares do que de adultos, como pais ou professores.

– A necessidade de se desligar de vez em quando da internet não se aplica apenas aos jovens – diz Pauly. “Cada vez mais empresas querem que seus funcionários fiquem offline por várias horas por dia. Se eu passar o dia usando a mídia das 6h às 22h, a luz da tela me faz dormir mal. Assim minha eficiência de trabalho é reduzida. Então, tem que haver alguns momentos para relaxar”, alerta.

– Além de reduzir a eficiência do trabalho, o excessivo consumo de mídia pode causar problemas psicológicos – salienta Hayley Hamilton, do Instituto Canadense de Pesquisa sobre Políticas de Saúde Mental.

– O alto uso de dispositivos eletrônicos, bem como das mídias sociais está ligado a problemas de saúde mental. Incluindo aumento de distúrbios psicológicos e de uma pobre autopercepção de saúde mental. Nossas novas descobertas salientam a necessidade de que cada um de nós saiba definir limites saudáveis e para que monitore o nosso uso de dispositivos eletrônicos, antes que ele se torne um problema.

Como o Facebook pretende combater notícias falsas

Verificadores independentes irão analisar informações denunciadas como falsas pelos usuários. Se classificadas como boato, as notícias aparecerão com menos frequência na plataforma

Por Redação, com DW – de Nova York:

O Facebook anunciou que vai combater o compartilhamento de informações falsas na sua plataforma por meio de uma ferramenta que sinalizará as notícias cuja veracidade esteja em discussão.

Verificadores independentes irão analisar informações denunciadas como falsas pelos usuários
Verificadores independentes irão analisar informações denunciadas como falsas pelos usuários

No seu perfil da rede social, o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, divulgou na quinta-feira  a nova medida contra a avalanche de notícias sem embasamento na Internet. “Temos a responsabilidade de garantir que o Facebook tenha impacto mais positivo no mundo”, afirmou.

Zuckerberg reconheceu os desafios que o Facebook deve enfrentar. Já que o site é mais do que “um distribuidor de notícias”. Para ele, sua rede social é “um novo tipo de plataforma para o diálogo público”.

Segundo a empresa, a nova ferramenta consistirá num pequeno sinal de advertência que será acrescentado ao lado das notícias consideradas duvidosas. Verificadores independentes serão responsáveis por analisar as notícias. Que os usuários denunciarem como falsas e incorporar o sinal de alerta se, efetivamente, se tratar de uma informação potencialmente mentirosa.

As que forem classificadas dessa forma terão menos probabilidade de aparecer no feed de notícias, ressaltou a rede social. Além disso, os verificadores independentes disponibilizarão um link explicando por que a informação compartilhada não é verdadeira.

No blog do Facebook, o gerente da empresa. Adam Mosseri, afirmou que este é apenas um passo que a plataforma está dando para combater o compartilhamento de notícias falsas e boatos. “Aprenderemos com esses testes e vamos ampliar essas ferramentas com o passar do tempo”, garantiu.

A novidade responde ao desejo do Facebook de driblar mentiras na Internet, especialmente. Após aproliferação de notícias falsas durante a campanha presidencial nos Estados Unidos.

O exemplo mais extremo disso foi a divulgação de um tiroteio que aconteceu no último dia 4 em Washington. Quando um homem armado entrou em uma pizzaria para investigar por “ele mesmo”. Uma suposta rede de prostituição infantil vinculada à ex-candidata presidencial democrata, Hillary Clinton, nesse estabelecimento.

Outra informação falsa divulgada durante as eleições americanas foi a de que o papa Francisco teria anunciado apoio ao candidato republicano Donald Trump. O que de fato não aconteceu.

Instagram

A base de usuários do Instagram cresceu para mais de 600 milhões. Disse a empresa controlada pelo Facebook. Com novas ferramentas ajudando a rede social a ganhar popularidade.

O aplicativo de compartilhamento de fotos conquistou mais 100 milhões de usuários desde junho. Quando havia anunciado a marca de 500 milhões de usuários, afirmou o grupo em mensagem divulgada em um blog.

Desde então, a empresa lançou o Instagram Stories, sua ferramenta de exibição de vídeos e fotos que desaparecem após algum tempo. Idêntica à função principal do rival Snapchat.

Em setembro, o Instagram atualizou suas ferramentas de segurança ao permitir que os usuários controlem os comentários postados em suas fotos e vídeos para combater o aumento nos casos de desrespeito online.

A empresa, que deve aumentar o faturamento do Facebook, está a caminho de gerar US$ 1,5 bilhão em receita com publicidade este ano. Conforme o grupo de pesquisas eMarketer.

Allo fala português e usa séries do Netflix para conquistar novos usuários

Anunciado em maio e lançado, finalmente, em setembro deste ano, o Allo continua sua luta para conquistar novos usuários

O assistente virtual do Google promete melhorar continuamente seu conhecimento do português, ao ponto de fornecer respostas articuladas nesse idioma

Por Marcello M Perongini – do Rio de Janeiro:

Anunciado em maio e lançado, finalmente, em setembro deste ano, o Allo continua sua luta para conquistar novos usuários, inclusive com campanhas publicitárias inspiradas em famosas séries da plataforma de entretenimento Netflix.

Anunciado em maio e lançado, finalmente, em setembro deste ano, o Allo continua sua luta para conquistar novos usuários
Anunciado em maio e lançado, finalmente, em setembro deste ano, o Allo continua sua luta para conquistar novos usuários

No mais novo vídeo sobre o aplicativo, publicado no último dia 6 de dezembro na página Facebook oficial da empresa. O Google conta como seria se os jovens atores da série Stranger Things. Um tremendo sucesso recente do Netflix, usassem o Allo, o assistente virtual do Google, para comunicar entre si.

Como na série, as personagens conversam sobre o Will Byers, que desaparece misteriosamente no primeiro episódio. Obriga os seus amigos a uma busca aterrorizante. Com a ajuda da Onze, uma menina pra lá de estranha, que parece saber o que aconteceu de verdade com o Will.

Alerta de spoiler: Pergunte ao Allo “Onde está Will Byers?” e veja a resposta.

Diferenciais do Allo

O Allo foi criado pelo Google para frear a competição do Whatsapp, Facebook Messenger e Telegram. Entre os principais concorrentes. Mas para que a sua solução pudesse se tornar indispensável, a empresa de Mountain View sabia que precisava de um diferencial de peso.

Eis então que o grande diferencial do Allo em relação aos competidores se deu por meio de seu assistente virtual. Um robô que pode ser interpelado para buscar informações ou reagir a específicos comandos. Como agendar um evento, realizar uma ligação, ou enviar diariamente algumas informações recorrentes, como as previsões do tempo ou as principais notícias do dia.

Ainda, o Allo pode ser ativado no meio de uma conversa com outras pessoas. Apenas mencionando a conta @Google. O aplicativo também permite enviar mensagens anônimas, que desaparecem após um período de tempo determinado pelo utente. Assim como a possibildade de dar mais ênfase ao tom das conversas, alterando para maior ou menor o tamanho do texto de cada mensagem enviada.

Allo em português

O assistente virtual do Google promete melhorar continuamente seu conhecimento do português, ao ponto de fornecer respostas articuladas nesse idioma. No entanto, a língua, que é uma das quatro escolhidas junto ao inglês. O hindi e o alemão, para os testes da nova plataforma de busca. Já foi aprimorada o suficiente para permitir que o Allo entenda claramente perguntas e comandos.

Enfim, há apenas alguns dias, o Allo foi personalizado com a liberação de um pacote de mais de cento e vinte adesivos virtuais. Ligados à moderna cultura digital dos jovens brasileiros. Com expressões como “Falsiane”, “Miga, sua loka”, “Mitou”, entre outros.

Marcello M Perongini, é consultor de Marketing Digital e articulista de Tecnologia, Internet e Redes Sociais do Correio do Brasil.

Musical.ly: o aplicativo chinês que conquistou os Estados Unidos

Criado na China, o aplicativo para telefones celulares conquistou os estadunidenses em ritmo de música

Com mais de 100 milhões de usuários ao redor do mundo, Musical.ly é o primeiro aplicativo social para dispositivos móveis que permite criar e compartilhar vídeos musicais

Por Marcello M Perongini – do Rio de Janeiro:

O inesperado desfecho das eleições presidenciais nos Estados Unidos não é o único acontecimento que testemunha como as coisas andam inusitadas na terra do Tio Sam.

Criado na China, o aplicativo para telefones celulares conquistou os estadunidenses em ritmo de música
Criado na China, o aplicativo para telefones celulares conquistou os estadunidenses em ritmo de música

Também no acirrado mercado de aplicativos para telefones celulares, o país norte-americano registra preferências excêntricas. Como demonstra o sucesso do Musical.ly, um aplicativo chinês que conquistou os adolescentes em ritmo de música.

Com mais de 100 milhões de usuários ao redor do mundo, Musical.ly é o primeiro aplicativo social para dispositivos móveis que permite criar e compartilhar vídeos musicais interpretados pelos próprios utilizadores.

Ao ponto de se tornar um verdadeiro fenômeno cultural nos Estados Unidos. Sobretudo após o estrondoso sucesso do show de talentos Lypsinc Battle (A “Batalha das dublagens”, em tradução livre), na televisão daquele país.

Simplicidade de uso

O aplicativo funciona de uma forma simples, já que é suficiente escolher uma música. Dentre as milhares disponíveis em seu acervo. Ou armazenadas no próprio celular, e cantá-la enquanto o aplicativo grava a interpretação.

Cada vídeo, depois, pode ser compartilhado no perfil pessoal do usuário. Fica disponível para os demais usuários votarem o melhor desempenho musical. Todo voto recebido se transforma em pontos, que permitem que o usuário aumente o número de seus fãs e conquiste a posição mais alta. Desafiando os amigos e demais usuários do aplicativo.

Filtros, efeitos e ferramentas de edição

O programa conta ainda com um grande número de recursos para editar os vídeos. Como filtros de imagem e efeitos sonoros. Além da possibilidade de cantar a música como se fosse uma dublagem, por meio do efeito lipsync, que permite ao usuário “fazer o playback” da música, através da sincronização com a melodia.

Marcello M Perongini, é consultor de Marketing Digital e articulista de Tecnologia, Internet e Redes Sociais do Correio do Brasil.

Amazon GO quer exterminar filas e chegar ao dia a dia do consumidor

Quando o assunto é comércio eletrônico, a norte-americana Amazon e a chinesa Alibaba são os líderes que todos invejam

A primeira loja de alimentos Amazon GO está em fase de teste em Seattle, mas só os funcionários da gigante do comércio eletrônico podem comprar os seus produtos

Por Marcello M Perongini – do Rio de Janeiro:

Quando o assunto é comércio eletrônico, a norte-americana Amazon e a chinesa Alibaba são os líderes que todos invejam: o primeiro pela impressionante receita, que já supera os US$ 100 bi por ano; o segundo pelos mais de US$ 10 bilhões de lucro gerados em 2015, e que fazem do Alibaba uma dos websites de comércio eletrônico mais rentáveis do mundo.

Quando o assunto é comércio eletrônico, a norte-americana Amazon e a chinesa Alibaba são os líderes que todos invejam
Quando o assunto é comércio eletrônico, a norte-americana Amazon e a chinesa Alibaba são os líderes que todos invejam

A gigante estadunidense, no entanto, está prestes a realizar um ambicioso passo para se tornar “a loja de tudo”. Como diz o título de um conhecido livro do escritor Brad Stone. Desta vez com a conquista do mercado de alimentos, um setor totalmente novo para a companhia que, há apenas alguns anos, revolucionava os padrões do comércio no mundo digital.

O mais novo desafio da Amazon é estabelecer, até dezembro de 2017, uma rede de mais de 2.000 lojas físicas em todos os Estados Unidos, que venderão produtos alimentícios e prometem acabar não apenas com as filas para pagar, mas com o conceito de caixa como um todo.

Como isso vai funcionar?

O modelo das lojas, que receberam o nome de Amazon Go, está baseado em uma nova  tecnologia batizada de Just Walk Out (“Apenas saia”, em tradução livre). Reconhece o usuário pela aproximação do telefone celular no momento de seu ingresso no estabelecimento. Passa a segui-lo durante a compra, registrando em um carrinho virtual cada item inserido no carrinho físico.

Ao sair dos espaços da loja, o sistema  Amazon encerra a compra e registra automaticamente na conta do usuário os valores a serem pagos. Em caso de desistência, ainda, o usuário pode simplesmente voltar à loja e recolocar os itens em seu lugar. Recebendo de volta o valor pago no ato da compra.

A tecnologia por trás do projeto. Envolve um complexo sistema de comunicação. Distribuido em modelos de compras preditivos, tecnologias de proximidade (como o NFC – Narrow Field Communication. Um protocolo de comunicação de curta distância entre dispositivos). Uma poderosa inteligência artifical, capaz de avaliar os hábitos de compra dos usuários. Corrigir em completa autonomia eventuais falhas na experiência de compra.

O nível de sofisticação requerido para viabilizar um modelo de lojas “sem funcionários”. Precisou de mais de quatro anos de desenvolvimento. Mas a primeira loja da Amazon GO foi enfim aberta. Está sendo testada pelos funcionários da própria Amazon em Seattle (EUA), cidade em que está localizada a sede da empresa.

Produtos vendidos na Amazon GO

Nas lojas Amazon GO, os clientes terão à disposiçao um grande número de alimentos frescos. Já organizados para o café da manhã, o almoço, o jantar e até os pequenos lanches do dia a dia. As marcas nacionais e internacionais de alimentos estarão disponíveis na Amazon GO. Ao lado das mercadorias de pequenos produtores locais.

Finalmente, os clientes poderão adquirir uma cesta de produtos conhecida como Meal Kit, que já vem com todos os ingredientes necessários para cozinhar uma refeição completa para duas pessoas, em menos de 30 minutos.

Marcello M Perongini, é consultor de Marketing Digital e articulista de Tecnologia, Internet e Redes Sociais do Correio do Brasil.

Tokyo Century investe em rival do Uber

O grupo japonês de serviços financeiros Tokyo Century fez um investimento estratégico na empresa de serviços de transporte urbano Grab

O acordo prevê a colaboração em opções de locação e aluguel para motoristas da Grabcar. Em setembro, a Grab levantou US$ 750 milhões em uma rodada de financiamento

Por Redação, com Reuters – de Cingapura:

O grupo japonês de serviços financeiros Tokyo Century fez um investimento estratégico na empresa de serviços de transporte urbano Grab, maior rival do Uber no Sudeste Asiático, disseram as empresas em comunicado nesta quinta-feira, sem especificarem o valor da transação.

O grupo japonês de serviços financeiros Tokyo Century fez um investimento estratégico na empresa de serviços de transporte urbano Grab
O grupo japonês de serviços financeiros Tokyo Century fez um investimento estratégico na empresa de serviços de transporte urbano Grab

O acordo prevê a colaboração em opções de locação e aluguel para motoristas da Grabcar. Em setembro, a Grab levantou US$ 750 milhões em uma rodada de financiamento. Na qual a empresa foi avaliada em mais de US$ 3 bilhões. De acordo com uma fonte a par do assunto.

Regras mais rígidas

O Uber defendeu seu modelo de negócios no tribunal mais alto da Europa na terça-feira. Dizendo que seu serviço facilitou a mobilidade das pessoas e reduziu a poluição. Num caso que pode levar as startups baseadas em aplicativos enfrentarem uma regulação mais rigorosa.

O aplicativo, que se expandiu para a Europa há cinco anos, tem sido atacado por empresas de táxis e alguns países da União Europeia. Porque não está sujeito às estritas regras locais de licenciamento e segurança aplicáveis a alguns concorrentes.

A disputa do Uber com o principal operador de táxi de Barcelona, que em 2014 o acusou de dirigir um serviço de táxi ilegal pelo serviço UberPOP. É vista como referência que pode levar o Tribunal de Justiça da União Europeia a classificá-lo como uma empresa de transporte em vez de um serviço digital.

A decisão sujeitaria a empresa a regras mais rígidas sobre licenciamento, seguro e segurança. Com possíveis efeitos para outras startups. Como as empresas de aluguel de casa Airbnb e de entrega de alimentos Deliveroo.

Também pode limitar os esforços da Comissão Europeia para impulsionar o comércio eletrônico. Um setor em que a UE se situa atrás da Ásia e dos Estados Unidos, para impulsionar o crescimento econômico e criar postos de trabalho.

O Uber é avaliado em mais de US$ 60 bilhões e seus investidores incluem Goldman Sachs e GV, antes conhecido como Google Ventures.

O aplicativo tem enfrentado protestos, proibições e ações legais em todo o mundo. Incluindo nos Estados Unidos e em grande parte da Europa, pois perturba as práticas comerciais existentes.

Protestos trabalhistas

Motoristas do serviço de transportes urbanos Uber se juntaram a protestos nacionais. Quando ativistas e trabalhadores que recebem baixos salários devem renovar os pedidos. Por melhores salários e pelo direito de se filiar a um sindicato. Na esteira da eleição de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, disseram organizadores.

Centenas de motoristas do Uber em duas dúzias de cidades. Incluindo São Francisco, Miami e Boston, pela primeira vez juntaram suas vozes à campanha “Luta por US$ 15”. Apoiada pelos sindicatos, que ajudou a convencer várias cidades e Estados a aumentar o salário inicial. Significativamente acima do salário mínimo dos EUA, de US$ 7,25.

Justin Berisie, 34 anos, é motorista do Uber em Denver e se juntou aos protestos de terça-feira.

– Alguém que mora nos EUA e vai trabalhar todos os dias. Esta pessoa merece viver decentemente – disse Berisie, pai de uma menina de 5 anos que está lutando para fechar as contas no fim do mês. Ele disse que ganha US$ 500 ou menos. Antes de despesas como gasolina, durante uma semana média, em que trabalha por 50 ou 60 horas.

A campanha “Luta por US$ 15” já dura quatro anos. Inclui empregados de restaurantes fast-food, trabalhadores domésticos, carregadores de bagagem em aeroportos e outros trabalhadores que recebem baixa remuneração.

Os organizadores do movimento, que é apoiado pelo Sindicato Internacional dos Trabalhadores de Serviços disseram que os protestos aconteceram em 340 cidades. Em quase 20 dos aeroportos mais movimentados do país.

Espera-se que a política dos Estados Unidos se torne menos favorável aos trabalhadores. Após a eleição de Trump. Enquanto o partido Republicano controla ambas as casas do Congresso. Bem como agências federais que governam a formação de sindicatos, regras de horas extras e muito mais.

Facebook cria ferramenta de censura para tentar entrar na China

O Facebook desenvolveu silenciosamente uma ferramenta de censura que poderia persuadir a China

O Facebook desenvolveu o software, que impede que os posts apareçam nos feeds de notícias de pessoas em geografias específicas

Por Redação, com Reuters – de Pequim/Londres:

O Facebook desenvolveu silenciosamente uma ferramenta de censura que poderia persuadir a China a permitir que a maior rede social do mundo seja permitida novamente na segunda maior economia mundial depois de uma proibição de sete anos, informou o jornal New York Times na terça-feira.

O Facebook desenvolveu silenciosamente uma ferramenta de censura que poderia persuadir a China
O Facebook desenvolveu silenciosamente uma ferramenta de censura que poderia persuadir a China

O Facebook desenvolveu o software, que impede que os posts apareçam nos feeds de notícias de pessoas em geografias específicas. Com o apoio do presidente-executivo Mark Zuckerberg, disse o jornal, citando funcionários e ex-funcionários não identificados.

Zuckerberg se reuniu em março com o chefe da propaganda da China. Liu Yunshan, que disse esperar que o Facebook possa fortalecer os intercâmbios. Melhorar a compreensão mútua com as empresas de Internet da China. De acordo com a agência de notícias Xinhua.

– Há muito tempo dizemos que estamos interessados na China e estamos gastando tempo entendendo e aprendendo mais sobre o país – disse a porta-voz do Facebook, Arielle Aryah. Em uma declaração enviada por email à agência inglesa de notícias Reuters.

– No entanto, não tomamos qualquer decisão sobre a nossa abordagem à China. Nosso foco agora é ajudar as empresas chinesas e desenvolvedores a se expandirem para novos mercados fora da China usando nossa plataforma de anúncios.

A Administração de Segurança Cibernética da China, regulador de Internet do país. Não respondeu imediatamente a um pedido de comentário por fax. O Ministério das Relações Exteriores da China recusou-se a comentar.

Reino Unido

O Facebook vai expandir presença no Reino Unido em 50 % em 2017. Juntando-se a outras empresas de tecnologia dos Estados Unidos. Apesar da incerteza provocada pelo voto do país para deixar a União Europeia.

A empresa de redes sociais disse que vai contratar mais 500 funcionários, somando ao grupo de mil que emprega no Reino Unido. Conforme se prepara para abrir uma nova sede em Londres em 2017. Seguindo outras empresas atraídas pelo talento e um mercado próspero de start-ups.

Antes do referendo de Brexit em junho. Os que defendiam da permanência na UE advertiam que as companhias internacionais poderiam procurar reduzir sua presença na região. Porque a saída do bloco tornaria o Reino Unido menos atrativo para investir.

Grandes bancos como Goldman Sachs e Citi. Eles empregam milhares de pessoas no centro financeiro de Londres. Estão considerando mudar alguns empregos para outros lugares na Europa como resultado da Brexit. Uma preocupação para a economia britânica. Onde os serviços financeiros contam para cerca de 10 %  da produção e fornecem alguns dos melhores salários.

A expansão do Facebook no Reino Unido ocorre após o Google dizer no início do mês que investiria cerca de 1 bilhão de libras esterlinas e contrataria 3 mil pessoas no país.

– O Reino Unido é definitivamente um dos melhores lugares para ser uma empresa de tecnologia – disse o vice-presidente do Facebook para Europa, Oriente Médio e África, Nicola Mendelsohn. Em uma conferência do CBI, ele afirma que era muito cedo para dizer o que Brexit significaria para o mercado de trabalho.

Zuckerberg tenta evitar que Facebook veicule notícias falsas

O conselho do Facebook propôs remover o controle majoritário de voto de Mark Zuckerberg

O Facebook insiste, há tempos, ser uma empresa de tecnologia e não de mídia. Por isso, rejeita a ideia de ser responsável pelo conteúdo que seus usuários publicam

 

Por Redação, com Reuters – de Nova York, EUA

 

O Facebook, que enfrenta críticas por não ter evitado uma enxurrada de notícias falsas de serem compartilhadas na rede social antes da eleição norte-americana, está tomando uma série de medidas para eliminar boatos e outros tipos de mentiras de seus feeds. A afirmação consta de nota do presidente da empresa, Mark Zuckerberg, distribuída neste fim de semana.

O conselho do Facebook propôs remover o controle majoritário de voto de Mark Zuckerberg
O conselho do Facebook apoia Mark Zuckerberg na tentativa de evitar que novos boatos sejam distribuídos na rede social

O Facebook insiste, há tempos, ser uma empresa de tecnologia e não de mídia. Por isso, rejeita a ideia de ser responsável pelo conteúdo que seus usuários publicam e compartilham na plataforma. Pouco após a eleição, Zuckerberg afirmou que a noção de que informações mentirosas publicadas no Facebook ajudaram a eleger Donald Trump era uma “ideia maluca”.

Ele então afirmou, no sábado, que mais de 99 por cento do que as pessoas veem no Facebook é autêntico. Afirmou que há “apenas uma pequena porção” de informações mentirosas e boatos.

Mas postou, na véspera, uma nota em tom totalmente diferente. Zuckerberg afirmou que o Facebook está trabalhando no assunto há muito tempo. Disse, ainda, que o problema é complexo tanto técnica como filosoficamente.

Notícias falsas

“Embora a porcentagem de desinformação seja relativamente pequena, temos muito mais trabalho à frente no nosso planejamento”, afirmou.

Ele listou uma série de medidas que já estão sendo implementadas na rede social. E citou maior automação para “detectar o que as pessoas sinalizam como falso antes mesmo que elas o façam”.

Ele também disse que o Facebook tornará mais fácil o relato de conteúdo falso. E trabalhará com terceiros e jornalistas para checagem de fatos e explorará símbolos de alerta para conteúdos tidos como falsos. A empresa também tentará impedir que fornecedores de notícias falsas ganhem dinheiro por meio de seu sistema de publicidade, como foi previamente anunciado.

Uber diz que ações contra aplicativo prejudicam cidadãos de Taiwan

A Uber Technologies pediu que a presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, deixe os taiuaneses decidirem se querem ou não os serviços

Nesta semana, autoridades do setor de transportes informaram que pedirão à Apple e à holding do Google que retirem os aplicativos Uber de suas lojas

Por Redação, com Reuters – de Taipé:

A Uber Technologies pediu que a presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, deixe os taiuaneses decidirem se querem ou não os serviços da empresa no país. Os comentários, feitos em uma carta aberta publicada no site do Uber nesta quinta-feira, surgem em meio à disputa travada entre o governo local e a companhia norte-americana.

A Uber Technologies pediu que a presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, deixe os taiuaneses decidirem se querem ou não os serviços
A Uber Technologies pediu que a presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, deixe os taiuaneses decidirem se querem ou não os serviços

Nesta semana, autoridades do setor de transportes informaram que pedirão à Apple e à holding do Google que retirem os aplicativos Uber de suas lojas .Incluindo o UberEATS, o mais novo serviço de entrega de comida.

No fim de outubro, o governo taiuanês comunicou que os parlamentares teriam chegado a um consenso. Sobre a elevação de potenciais multas que afetariam as operações do Uber no país dos atuais US$ 150 mil taiuaneses (US$ 4.707,36). Para até US$ 25 milhões taiuaneses.

– Esses desdobramentos ameaçam diretamente os interesses de mais de um milhão de cidadãos taiuaneses. Especialmente mães, pais, aposentados, profissionais, e os desempregados. Agora dependem das oportunidades econômicas criadas pelo Uber – disse a companhia em carta assinada por Mike Brown, gerente regional da Uber na região Ásia-Pacífico.

O Uber opera em Taiwan mais como uma plataforma online que como uma empresa de transporte. O que autoridades taiuanesas consideram uma descaracterização dos serviços. Portanto, exigem o pagamento de impostos.

A empresa alega que cumpre com as regulações locais, incluindo o pagamento de tributos. A companhia já se deparou com problemas legais similares em outros mercados da Ásia.

Uber

A Uber chegou a Taiwan em 2013 e sua crescente popularidade desagradou motoristas de taxi. Eles chegaram a promover uma grande manifestação contra o serviço no início deste ano.

O Uber opera em Taiwan como uma plataforma de tecnologia baseada em Internet, em vez de uma empresa de transportes. 

No entanto, o Uber disse que está se comunicando com as autoridades de Taiwan e cumpre com as regulamentações locais.

– O Uber não faz o que disse que iria fazer. Então estamos buscando outros caminhos ao pedir que seus aplicativos sejam removidos da (loja de aplicativos) Apple e do Google – disse à agência inglesa de notícias Reuters por telefone Liang Guo-guo. Porta-voz do Diretório Geral de Rodovias de Taiwan, que está cuidando do assunto.

Liang disse que a solicitação incluiria a remoção do aplicativo UberEATS, que o Uber lançou em Taiwan na terça-feira. Como parte de seu esforço para se expandir além do principal negócio de transporte ao redor do mundo.

Uber e Apple não responderam imediatamente com comentários. Um porta-voz do Google apontou as políticas do Google Play. Sua loja de aplicativos, que indicam que a companhia não permite aplicativos que facilitem ou promovam atividades ilegais. Mas não quis fazer mais comentários.

Twitter anuncia saída do diretor de operações

O Twitter anunciou a saída do vice-presidente de operações Adam Bain

A decisão de Bain é um revés para o Twitter, que contratou bancos para buscar ofertas de aquisição da empresa mas tem encontrado poucas propostas de interessados

Por Redação, com Reuters – de São Francisco:

O Twitter anunciou a saída do vice-presidente de operações Adam Bain, considerado por muitos como responsável por uma robusta área de negócios com propaganda na companhia de mídia social.

O Twitter anunciou a saída do vice-presidente de operações Adam Bain
O Twitter anunciou a saída do vice-presidente de operações Adam Bain

– O senhor Bain vai continuar no Twitter nas próximas semanas para auxiliar na transição do cargo – disse a companhia no final da quarta-feira.

A decisão de Bain é um revés para o Twitter, que contratou bancos para buscar ofertas de aquisição da empresa. Mas tem encontrado poucas propostas de interessados. A companhia anunciou no mês passado que vai cortar 9 % sua força de trabalho global para manter os custos baixos.

Bain será substituído pelo vice-presidente financeiro, Anthony Noto. Afirmou o Twitter, acrescentando que já iniciou a busca para um novo diretor de finanças.

Bain ingressou no Twitter em 2010, quando a empresa praticamente não tinha receita. O executivo criou uma área de venda de publicidade na companhia que gerou cerca de US$ 2,2 bilhões no ano passado.

Executivo popular

Um executivo popular que já foi considerado como um possível presidente do Twitter. Bain foi indicado para a vice-presidência de operações em outubro do ano passado.

– Creio que Bain é a pessoa mais competente do Twitter – disse o analista Michael Pachter, da Wedbrush Securities. “A única parte do negócio que realmente funcionou. Foi a parte que em que ele trabalhou, que foi publicidade”, acrescentou.

Com uma base de usuários estagnada em pouco mais de 300 milhões ante 1,7 bilhão do Facebook. Twitter viu o valor de sua ação cair para abaixo de US$ 18. Ante o pico de US$ 69 no início de 2014. A companhia abriu capital em 2013, com as ações cotadas a US$ 26.

GoPro

A fabricante de câmeras GoPro disse na última terça-feira que faria um recall de cerca de 2,5 mil de seus recém introduzidos drones Karma, porque perdem bateria durante o uso.

O recall acontece menos de uma semana. Após a GoPro reduzir as previsões de receita na temporada de festas para US$ 600 milhões. Ante US$ 650 milhões no quarto trimestre. Abaixo da estimativa média dos analistas de US$ 666,14 milhões. Devido a problemas na produção da Câmera de Ação Ultra HD Hero 5.

– A administração pode estar apressando as coisas. Eles podem estar ansiosos demais para colocar os produtos nas prateleiras e estragaram algumas coisas – disse o analista da Oppenheimer & Co, Andrew Uerkwitz.

A empresa disse que planeja retomar as vendas do Karma assim que o problema for solucionado.

A companhia disse que devolveria o dinheiro aos clientes em vez de substituir os drones. Eles foram adquiridos pelos clientes desde 23 de outubro.