Japão irá vetar interessados em venda de unidade de chips da Toshiba

O governo usaria as leis cambiais e de comércio exterior do Japão para controlar o leilão, se necessário, disse uma das fontes

Por Redação, com Reuters  – de Tóquio:

O governo japonês, preocupado com o futuro da unidade de chips de memória da Toshiba, está preparado para bloquear uma venda a interessados que sejam considerados um risco para a segurança nacional, disseram fontes, uma posição que dá aos Estados Unidos uma vantagem importante.

O governo usaria as leis cambiais e de comércio exterior do Japão para controlar o leilão
O governo usaria as leis cambiais e de comércio exterior do Japão para controlar o leilão

O governo usaria as leis cambiais e de comércio exterior do Japão para controlar o leilão, se necessário. Disse uma das fontes. As fontes estão diretamente envolvidas no processo de venda. Mas pediram para não ser identificadas porque as informações não são públicas.

Estados Unidos

– Os Estados Unidos são o único parceiro viável do ponto de vista da segurança nacional do Japão – disse outra fonte. Observando que chips de ponta estão no centro da robótica, inteligência artificial e dispositivos conectados.

Com a intenção de compensar uma baixa contábil por vir de US$ 6,3 bilhões para sua unidade nuclear norte-americana Westinghouse. E criar uma proteção para futuras perdas potenciais, a Toshiba está se apressando para vender a maior parte ou mesmo a totalidade da unidade. O segundo maior produtor de chips NAND do mundo – que está avaliada em pelo menos US$ 13 bilhões.

Número de transplantes cresce 5% no Brasil

Ao todo, 2.983 pessoas foram doadoras de órgãos no ano passado, sendo 357 para o transplante de coração. O aumento desse tipo de procedimento foi de 13% no período

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

A taxa de doadores de órgãos efetivos aumentou 5% no Brasil no ano passado, em comparação com 2015, mas continua abaixo da esperada. A informação faz parte de um levantamento estatístico sobre a realização de transplantes no país, divulgado no dia anterior pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, na sede da Academia Nacional de Medicina, no Rio. Segundo Barros, a recusa de doação de órgãos pela família ainda é um desafio para a expansão do serviço.

O número de transportes de órgãos feitos pela Força Aérea Brasileira (FAB) aumentou de cinco, em 2015, para 172 em 2016
O número de transportes de órgãos feitos pela Força Aérea Brasileira (FAB) aumentou de cinco, em 2015, para 172 em 2016

– A cada ano, batemos novos recordes, mas em algumas modalidades de transplante temos cinco anos de fila de espera. Cerca de 40% das famílias se recusam a fazer a doação dos órgão de parentes falecidos. Então, há um conjunto de medidas a tomar – disse Barros.

– Para reduzir as filas, já que temos excelente infraestrutura de hospitais especializados em transplantes. Precisamos fazer campanhas de conscientização para que as famílias autorizem a doação de órgãos. Facilitar a regulação da legislação que envolve essa questão – acrescentou.

Nas regiões Sul e Sudeste, a taxa de  recusa é de cerca de 30%; nas regiões Norte e Nordeste, o percentual chega a 40%.

Doadores

Ao todo, 2.983 pessoas foram doadoras de órgãos no ano passado, sendo 357 para o transplante de coração. O aumento desse tipo de procedimento foi de 13% no período.

O número de transportes de órgãos feitos pela Força Aérea Brasileira (FAB) aumentou de cinco, em 2015, para 172 em 2016. Desde junho do ano passado, a FAB tem uma aeronave à disposição para o transporte de órgãos ou de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Em relação à fila de espera, cerca de 41 mil pessoas aguardavam por um transplante em 2016, a maioria de rim (24.914).

Atiradores e morteiros do EI atingem forças do Iraque em Mossul

A luta vem cobrando seu preço em mortos e feridos dos soldados, das forças especiais e das unidades policiais do Iraque

Por Redação, com Reuters – de Mossul:

Em um hospital de campanha perto da linha de frente da cidade de Mossul, um policial federal do Iraque jaz desconfortável em uma maca, com soro em um braço e curativos no peito devido aos estilhaços de um morteiro que perfuraram seu esterno.

Policiais iraquianos em quarto onde dizem que atirador do Estado Islâmico estava escondido em Mosul
Policiais iraquianos em quarto onde dizem que atirador do Estado Islâmico estava escondido em Mosul

A explosão que feriu Jaafar Kareem, de 23 anos, e dois colegas. Aconteceu em uma área onde avanços rápidos contra o Estado Islâmico realizados no começo desta semana. Desaceleraram devido aos disparos de morteiros e à ação de atiradores de elite contras os soldados iraquianos.

Ao menos 10 projéteis caíram no local naquela manhã antes de atingirem seu alvo, segundo Kareem.

– Muitos caras ficaram feridos na mesma área hoje – disse, virando a cabeça cuidadosamente para ver um militar em uma maca próxima ser tratado de um ferimento na perna.

Na quinta-feira a clínica improvisada em uma casa abandonada. Administrada por voluntários norte-americanos e médicos militares do Iraque. Tratou vários membros das forças de segurança nacional levados às pressas da linha de batalha em ambulâncias ou veículos blindados.

– Já recebemos cerca de 20 pessoas para tratamento (na quinta-feira). Cerca de 70% civis. Mas até hoje tem havido mais (baixas) militares – disse Kathy Bequary, diretora do NYC Medics, a organização a cargo da clínica.

As baixas que sua equipe vêm testemunhando ultimamente vão de ferimentos superficiais a pacientes mortos ao chegar. Inclusive um soldado com oito buracos de bala no torso, disse.

À medida que as forças iraquianas se embrenham mais a oeste de Mossul para combater militantes do Estado Islâmico. Mais resistência encontram, já que os jihadistas estão recorrendo a morteiros e franco-atiradores. Para tentar conter a ofensiva apoiada pelos Estados Unidos, que tenta expulsá-los de seu último grande bastião no país.

Luta

A luta vem cobrando seu preço em mortos e feridos dos soldados, das forças especiais e das unidades policiais do Iraque. Os militares não divulgaram o número de suas próprias baixas.

As táticas do Estado Islâmico, que incluem se abrigar entre a população civil. Também têm freado o progresso em certas áreas à medida que os combates se aproximam do centro mais povoado da cidade.

A área onde Kareem e seus colegas foram atingidos não fica a mais do que algumas centenas de metros da linha de frente, onde as forças iraquianas de fato ganharam terreno. Uma rua ampla e importante que leva ao edifício do governorado estava sob controle da Polícia Federal na quinta-feira, disse um correspondente da Reuters que visitava uma unidade de elite do Ministério do Interior.

Estados prometem acionar Justiça contra decreto de Donald Trump

Procuradores-gerais de estados como Washington e Nova York afirmam que novo veto migratório fere Constituição. Medida, que entra em vigor na próxima semana, barra entrada de refugiados e cidadãos de países muçulmanos

Por Redação, com DW – de Washington:

Anunciada há três dias, a nova ordem executiva anti-imigração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se prepara para enfrentar processos na Justiça de diferentes estados do país.

"Não vamos nos deixar intimidar por ameaças do governo federal", diz o procurador-geral de Washington, Bob Ferguson
“Não vamos nos deixar intimidar por ameaças do governo federal”, diz o procurador-geral de Washington, Bob Ferguson

Washington, Oregon, Nova York e Massachusetts anunciaram na quinta que entrarão com ações contra o decreto, que proíbe a entrada em território norte-americano de cidadãos de seis países de maioria muçulmana. O Havaí já havia anunciado que questionaria o veto na quarta-feira.

– Não vamos nos deixar intimidar por ameaças do governo federal – declarou o procurador-geral de Washington, Bob Ferguson. Em entrevista coletiva. “Você não pode usar o Twitter para escapar desta. Isso não funciona no tribunal”. Acrescentou ele, dirigindo-se ao presidente norte-americano.

Veto a muçulmanos

Em comunicado, o procurador-geral de Nova York, Eric Schneiderman, classificou a ordem executiva como “um veto a muçulmanos, mas com outro nome”, que, segundo ele, impõe políticas e protocolos que ferem a Constituição dos Estados Unidos, assim como o decreto original de janeiro.

Assinada na segunda-feira passada, a nova medida entra em vigor em 16 de março. Por 90 dias, estarão proibidos de entrar nos EUA cidadãos de Irã, Somália, Iêmen, Líbia, Síria e Sudão. A ordem executiva também suspende o programa de amparo a refugiados de qualquer país durante 120 dias.

O primeiro veto migratório foi emitido por Trump em 27 de janeiro e suspenso pela Justiça uma semana mais tarde, após um processo dos estados de Washington e Minnesota. A medida foi seguida por protestos em todo o país, gerou caos nos aeroportos e foi alvo de críticas de líderes mundias.

Os procuradores-gerais de Washington, Oregon e Nova York, os três governados por democratas, defendem que a liminar que suspendeu o primeiro decreto deveria valer também para a nova medida.

Impeachment mergulha Coreia do Sul em incerteza

Tribunal confirma impedimento de Park Geun-hye, passo que abre caminho para guinada na política interna e que pode gerar mudanças no balanço de poderes na Ásia. Em meio a protestos, país tem 20 mil policiais nas ruas

Por Redação, com DW – de Seul:

O Tribunal Constitucional da Coreia do Sul removeu oficialmente do cargo a presidente Park Geun-hye nesta sexta-feira. O afastamento, devido a um escândalo de corrupção, ocorre em um momento de tensões crescentes com os vizinhos Coreia do Norte e China, e pode gerar mudanças não só na política interna, como também no balanço de poderes na Ásia.

Simpatizantes de Park Geun-hye entram em confronto com a polícia em Seul
Simpatizantes de Park Geun-hye entram em confronto com a polícia em Seul

A decisão provocou protestos de centenas de simpatizantes de Geun-hye. As autoridades tiveram que acionar mais de 20 mil policiais para conter os tumultos nas ruas da capital Seul. Dois manifestantes morreram nos confrontos.

A comissão de oito juízes ratificou uma votação no Parlamento que determinava o impeachment de Park por envolvimento em um caso de fraude. Abrindo o caminho para um processo penal.

– (Os atos de Park) violam a Constituição e a lei e traem a confiança pública – disse o magistrado-chefe Lee Jung-mi. “Os benefícios de proteger a Constituição que podem ser ganhos ao afastar a ré são incrivelmente grandes”.

Park foi apontada como suspeita criminal. O que a torna a primeira líder democraticamente eleita da Coreia do Sul a ser afastada do cargo. Desde que a democracia substituiu a ditadura no final dos anos 1980. Choi Soon-sil, amiga íntima da presidente, é acusada de cobrar propina de conglomerados sul-coreanos, como a Samsung.

O advogado de Park, Seo Seok-gu, que anteriormente comparou o impeachment com a crucificação de Jesus Cristo. Qualificou o veredicto como uma “decisão trágica” nascida sob pressão popular e questionou a imparcialidade do que ele chamou de um “tribunal fantoche”.

Pesquisas indicam que mais de 70% dos sul-coreanos apoiam o impeachment. Número reforçado pelas centenas de milhares de manifestantes que passaram as últimas semanas clamando nas ruas pela saída definitiva da presidente.

Provocações do Norte

O ministro da Defesa sul-coreano ordenou ao Exército que monitore possíveis provocações da Coreia do Norte que eventualmente tentem explorar “situações de instabilidade no país e no exterior.”

Durante uma vídeo-conferência com os comandantes militares nesta sexta-feira, Han Min Koo advertiu que o país vizinho poderia incorrer em provocações “estratégicas ou operacionais” a qualquer momento.

Nas últimas semanas, a Coreia do Norte testou mísseis balísticos. O país também aproveitou a decisão do tribunal para afirmar que Park agora será investigada como uma “criminosa comum”.

A decisão aprofundou o clima de incerteza política e de insegurança na Coreia do Sul. Em meio a tensões com a Coreia do Norte. O país também sofre ameaças de retaliação econômica da China após um acordo de cooperação entre Seul e Washington por um sistema antimísseis.

Guinada política

A Coreia do Sul deverá realizar eleições no prazo de dois meses para a escolha de um sucessor para Park. O primeiro-ministro Hwang Kyo-ahn, presidente em exercício. Disse que vai trabalhar com seu gabinete para estabilizar o país e garantir a realização do pleito.

– Eu respeito a decisão constitucional da corte.  O gabinete deverá conduzir os assuntos de Estado de maneira estável e garantir a ordem social de forma a evitar a intensificação de conflitos internos – afirmou.

Segundo a imprensa local, Hwang poderá concorrer à presidência como candidato dos conservadores. O liberal Moon Jae-in, que perdeu para Park nas eleições de 2012. Aparece na liderança nas últimas pesquisas de opinião.

Com os conservadores enfraquecidos, o impeachment deve mudar a política sul-coreana. Com a oposição de esquerda assumindo o poder pela primeira vez numa década. Isso afetaria o balanço de poderes da Ásia. A esquerda pode reavivar a chamada “política do raio de Sol”, que prega maior contato político com a Coreia do Norte.

Tal política, afirmam observadores, pode complicar os esforços dos EUA sob o governo Donald Trump. Para isolar a Coreia do Norte, num momento em que países da região gravitam cada vez mais em direção a Pequim. Outro objetivo da oposição é justamente tentar aplacar as tensões com a China.

Política externa: o PSDB e o rinoceronte

FHC insistiu em elogiar a indefensável passagem do ex-ministro José Serra no Itamaraty, durante a qual promoveu o enterro da política tradicional brasileira

Por Flávio Aguiar – de Berlim:

Seria patético, não fosse coisa de pateta. FHC (o que sobrou do professor Fernando Henrique Cardoso, o Príncipe da Sociologia que se tornou o Barão de Higienópolis) tentou defender pela imprensa a gestão de José Serra no Itamaraty. É o mesmo que elogiar o rinoceronte depois da sua passagem pela loja de porcelana.

Serra (esq) introduziu um estilo cheio de gafes, além de reduzir o Brasil a um zero à esquerda na diplomacia mundial. Aloyzio, também truculento, é o sucessor
Serra (esq) introduziu um estilo cheio de gafes, além de reduzir o Brasil a um zero à esquerda na diplomacia mundial. Aloyzio, também truculento, é o sucessor

O aparelhamento do Itamaraty pelo PSDB, dentro da política de distribuição de prebendas e sinecuras de Michel Temer. É a pior coisa que aconteceu para a política externa brasileira desde a Independência. E até desde antes, os tempos de Alexandre de Gusmão e o Tratado de Madri, de 1750 (embora este tivesse consequências funestas para as Missões Jesuíticas do Rio Grande do Sul).

José Serra promoveu o enterro da política tradicional brasileira, de sublinhar a negociação em detrimento da agressão. Coisa definida profissionalmente pelo estilo consagrado de Rio Branco. O Brasil teve políticas diplomáticas mais agressivas. Mas em tempos caracterizados por campanhas de ocupação, consequências de guerras declaradas ou não. Como foi o caso dos conflitos em torno do Rio da Prata e depois da chamada Guerra do Paraguai.

Teve ainda outros pontos de conflito, como no caso do Acre. Mas que terminaram na mesa de negociação. Ainda durante a ascensão do nazi-fascismo na Europa, diplomatas brasileiros se comportaram de maneira vergonhosa. Favorecendo a perseguição dos judeus. Mas outros se comportaram de modo mais digno, facilitando sua fuga.

Nem mesmo durante a ditadura o Brasil foi tão belicoso do ponto de vista diplomático – embora apoiasse golpes e ditaduras em seu entorno, e o governo brasileiro fizesse uma campanha sibilina para que dom Helder Câmara não ganhasse o Nobel da Paz, que acabou sendo atribuído a Willy Brandt (não que este não o merecesse) em 1971.

Cheio de gafes

José Serra introduziu um estilo cheio de gafes, como o de fazer piada de mau gosto sobre o alto número de mulheres na política mexicana, prever a vitória de Hillary Clinton, agredir os vizinhos cujos governos fossem de esquerda, além de reduzir o Brasil a um zero à esquerda na diplomacia mundial. O Itamaraty sob intervenção periga tornar-se um apêndice do Departamento de Estado norte-americano.

Agora este estilo é reconsagrado por Aloysio Nunes, o ex-companheiro Mateus dos tempos da ALN, que já partiu para a agressão ao governo venezuelano, com mais ares de pitbull do que de rinoceronte.

Está certo que o campo da diplomacia internacional está longe de ser uma loja de porcelanas. Nem por isso é um quartel de divisões de artilharia.

Personalidades

Porém seria injusto atribuir esta inoperância diplomática apenas às personalidades de ambos os chanceleres. Não. Ela se deve também ao mundo mental que impera no PSDB, anacrônico, herdeiro contumaz dos efeitos da Guerra Fria no nosso continente, crente fanático na dependência dos centros hegemônicos da política ocidental, como se estes centros ainda fossem hoje os governos de Washington, Londres, Paris, e não osmoguls financeiros assentados em Wall Street, na City londrina – a bolsa de Paris está fora de moda, e o poder na Europa se divide, em Frankfurt, entre o Banco Central Europeu e o Alemão.

Paradoxalmente, correm ecos de que a intervenção do PSDB no Itamaraty provocou um  certo alívio entre os diplomatas de carreira, mesmo aqueles que seriam simpáticos a esta guinada para o anacronismo. O motivo desta sensação seria a percepção de que para o Itamaraty profissional seria mais danoso ter que assumir diretamente a responsabilidade pela política externa de um governo tão pífio quanto o de Temer, que está reduzindo o prestígio internacional do Brasil a uma cifra mais negativa do que o seu PIB.

Flávio Aguiar é colaborador em Berlim e traz análises nada convencionais sobre o que acontece na Europa e no mundo.

Mion encara reality ‘A Casa’ como seu maior desafio na televisão

Quanto ao A Casa, em se tratando de outro programa, será apresentado nas noites de terças e quintas, com aquilo que já foi anunciado sobre ele

Por Flávio Ricco – do Rio de Janeiro:

É preciso deixar claro que o Legendários não tem nada a ver com o Get the F*ck Out of My House, formato holandês, como trabalhos do Marcos Mion, ao longo deste ano, na Record.

Serão, como ele mesmo encara, duas missões bem diferentes e desafiadoras.

Marcos Mion
Marcos Mion

O Legendários volta ao ar, como novidade estreando nas noites de sexta-feira, mas mantendo a sua mesma estrutura de sempre.

Quanto ao A Casa, em se tratando de outro programa, será apresentado nas noites de terças e quintas, com aquilo que já foi anunciado sobre ele: 100 pessoas trancadas num lugar, com apenas uma privada e quatro camas.

Pra quem gosta de ver gente sofrendo e passando apertado, nunca se produziu nada parecido.

Sobre ele, o Mion teve só uma reunião com o pessoal da Fremantle até agora e já encara esta missão como o seu maior desafio na televisão. Estreia em junho.

Inventando moda

Dony De Nuccio, apresentador do Jornal das 10, da GloboNews, está sentindo na pele as dificuldades do mercado imobiliário.

Para vender seu apartamento no Morumbi, ele está fazendo anúncio na sua página do Instagram.

Em nome da elegância

A propósito, algumas emissoras estão liberando o uso do Instagram para o pessoal do seu jornalismo permutar com lojas de roupas. O jabazinho.

A maioria não tem como comprar terno novo todo mês.

Premiado

O documentário Trans, de Fernanda Dedavid e Renata Baldi, produzido pela GloboNews, ganhou o prêmio de Mérito de Curta Documentário no Accolade Global Film Competition, em Las Jollas, Califórnia.

O filme explora a trajetória, a ambiguidade, a dúvida, o medo e a coragem de ser transgênero no Brasil.

Ponto fixo

As cenas captadas pela equipe de A Força do Querer, substituta de A Lei do Amor, em Belém vão até o capítulo 13 da novela. Não há planos de novos trabalhos naquela região.

As gravações agora estão concentradas no Rio, em externa, estúdio e cidade cenográfica.

“Caldeirão” especial

Neste sábado, ainda como parte das comemorações do Dia Internacional da Mulher, o Caldeirão vai apresentar um especial com histórias contemporâneas de diferentes perfis.

Entre elas, a criadora de um blog de viagens e a primeira cacique de uma tribo indígena.

Não vai disputar

O nome do Antonio Zimmerle chegou a ser cogitado para encabeçar uma das chapas, na disputa pela presidência do Jockey Club de São Paulo. A Assembleia Geral está convocada para a próxima terça-feira, 14.

Zimmerle, como executivo da Globo na área de programação, não aceitou.

Tem o seguinte:

Não tem nada aprovado ainda na Record sobre uma novela baseada no livro Casamento Blindado, escrito por Cristiane Cardoso, filha de Edir Macedo.

Por enquanto, só aparece numa lista de possibilidades, faltando até mesmo definir quem poderá escrever.

A propósito

A Record tem estabelecido para os próximos tempos, que Belaventura será a substituta de Escrava Isaura e Apocalipse entrará na sequência de O Rico e Lázaro.

É isso. E só isso. Daí em diante não tem mais nada definido, muito menos com sinopse aprovada.

Próxima das nove

Após Totalmente Demais, Juliana Paiva vai fazer A Força do Querer, substituta de A Lei do Amor na Globo.

Simone, uma garota antenada e vaidosa é a sua personagem.

Filha de Lilia Cabral e Humberto Martins na história, sofre com as frequentes brigas dos pais.  

Vem aí

A Bandeirantes começou a trabalhar no desenvolvimento do Hyper Liga, nome provisório de um novo projeto jornalístico semanal, que irá acionar repórteres de 20 a 28 anos.

A ideia é selecionar esse pessoal de várias partes do país e que já tenham experiências com vídeo.

Bate – Rebate

·       Vice da Rede TV!, Marcelo de Carvalho não abandonou a ideia de investir em séries de curta duração…

·       … Que, se realmente ganharem vida, vão depender do apoio de alguma produtora independente. 

·       Pedro Nercessian, de novo na Globo, fará Amaro, o melhor amigo de Ruy (Fiuk) em A Força do Querer, próxima das 21h da Globo.

·       Júlio Machado, o Clemente de Velho Chico, começou a gravar participação em Os Dias Eram Assim

·       … No papel de um agente de apostas, Marcos, viverá um estranho caso de amor com a decadente Cora, papel da Susana Vieira…

·       … Ela vai se envolver com ele para amortizar dívida de jogo. 

·       A TV Brasil, pós nova direção, deu uma agitada bem interessante em várias dos seus setores…

·       … Hoje, verifica-se, existe o esforço de aparecer como opção entre todas as TVs.

C´est fini

Começa a ser gravado segunda-feira um novo quadro do Programa da Sabrina, Meu amor é o bicho, ainda sem data de estreia.

Nele, três rapazes fantasiados como bichos vão disputar uma jovem, durante uma sequência de encontros.

Então é isso. Mas amanhã tem mais. Tchau!

 Colaboração:   José Carlos Nery

 

O vergonhoso convite da Hebráica carioca ao Bolsonaro

Nota do Editor – Existem iniciativas que são imperdoáveis – é o caso do convite da Hebráica do Rio de Janeiro ao deputado Jair Bolsonaro para pronunciar uma palestra aos seus associados. Luiz Mairovitch, presidente da Hebráica carioca, fez esse convite depois da Hebráica paulista ter cancelado o convite, e, segundo a Folha, Mairovitch tem mesmo simpatia pelo homofóbico, machista e defensor dos torturadores do regime militar, regime que torturou e matou, em 1975, o jornalista Vladimir Herzog. Realmente, Hanna Arendt tinha razão ao falar em banalização do mal. Esse convite não só é vergonhoso como um insulto a todos os judeus que tombaram na luta contra o nazismo e contra a ditadura militar brasileira, como Iara Iavelberg. Rui Martins, editor.

Por Mário Augusto Jakobskind, do Rio de Janeiro:

A Hebráica insulta a emória de Vladimir Herzog e Iara Iavelberg
A Hebráica do Rio de Janeiro insulta a memória de Vladimir Herzog e de Iara Iavelberg

O extremista Jair Bolsonaro está sendo convidado pela Hebraica do Rio de Janeiro a participar de um debate. É vergonhoso que isso aconteça, na prática uma afronta a tantas vítimas de atrocidades cometidas no Brasil e durante o nazismo na Alemanha. Uma afronta a figuras como Vladimir Herzog, assassinado pela mesma ditadura que Bolsonaro apoia até hoje elogiando torturadores, como aconteceu na Câmara dos Deputados quando o parlamentar homenageou a figura do assassino Brilhante Ustra na votação do impeachment de Dilma Rousseff.

É vergonhoso uma entidade judaica dar espaço a um facínora nazifascista defensor público de torturadores. Não se pode aceitar. É mais do que necessário pressionar a direção da Hebraica-RJ a voltar atrás. Se na fizer isso, sob o falso argumento de que pretende ouvir todos os lados, a Hebraica simplesmente repetirá o erro histórico proporcionado por alguns segmentos da colônia judaica na Alemanha, que chegaram no início da ascensão nazista, a apoiar Adolf Hitler, inclusive realizando entrevista com o assassino chefe dos nazistas em publicações judaicas.  E deu no que deu.

Recentemente, em um programa da comunidade judaica intitulado Menorah, foi dado grande espaço à família Bolsonaro, inclusive com imagens do defensor de torturadores quando visitava Israel.

Na comunidade judaica vozes se levantaram em São Paulo contra o convite feito a Bolsonaro pela Hebraica-SP. A mobilização levou a diretoria a voltar atrás e suspender a atividade que seria uma grande vergonha se fosse realizada.

Agora, a tentativa de levar adiante a atividade vergonhosa de dar espaço a um também racista, volta à tona. É mais do que lamentável que uma comunidade que foi tão discriminada ao longo da história, repita o erro ocorrido no início da ascensão do nazismo. Se não se corta o mal pela raiz, o mal pode avançar e em breve espaço de tempo atingir exatamente quem lhe deu a mão.

Ou alguém tem dúvidas sobre o que representa Bolsonaro? Uma pergunta que deve ser feita à comunidade judaica: ter ido a Israel absolve um defensor de torturadores de alguma coisa?   

O fato pode remeter também a outra discussão. Ao se criticar a política de guerra do atual governo de Israel, apoiado pelo racista Donald Trump, não é um dever de todos que pelo mundo defendem os direitos humanos? Por que o silêncio ou mesmo o apoio a um governo que comete tantas atrocidades contra os palestinos? Bolsonaro deve ser um apoiador incondicional, como Trump, desse tipo de procedimento e por isso a Hebraica deve convidá-lo para debater?

Esse raciocínio revela ignorância histórica e a vitória do senso comum, o que não pode se tolerado por quem se propõe a defender os direitos humanos em qualquer parte do mundo.

Nesse sentido, a comunidade judaica do Rio de Janeiro e os defensores dos direitos humanos de um modo geral devem cerrar fileiras e se mobilizar para impedir que seja concedido espaço a uma figura que pode amanhã com maior poder repetir os métodos do nazismo. Até porque, quem apoia publicamente torturadores é capaz de tudo em matéria de violação dos direitos humanos.

Mário Augusto Jakobskindjornalista e escritor, correspondente do jornal uruguaio Brecha; membro do Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (TvBrasil). Consultor de História do IDEA Programa de TV transmitido pelo Canal Universitário de Niterói, Sede UFF – Universidade Federal Fluminense Seus livros mais recentes: Líbia – Barrados na Fronteira; Cuba, Apesar do Bloqueio e Parla , lançados no Rio de Janeiro.

Direto da Redação é um fórum democrático de debates editado pelo jornalista Rui Martins.

Chico Alencar admite erro ao beijar mão de Aécio Neves e Jungman

Chico Alencar, pelas redes sociais, reconhece que errou ao comparecer à festa de Noblat. E diz que não deveria ter sido 'irreverente' com os tucanos

Na mensagem, Chico Alencar tece críticas à mídia, mas reconhece que não deveria ter ido ao encontro. Com ele, concorda o editor-chefe do Correio do Brasil, Gilberto de Souza, em comentário publicado nas redes sociais

 

Por Redação – de Brasília

 

Não bastassem os elogios e o beijo na mão do senador Aécio Neves (PSDB-MG), citado na Operação Lava Jato como corrupto — o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) prestou deferência idêntica ao ministro da Defesa, Raul Jungman. Depois disso, distribuiu nas redes sociais um vídeo no qual faz o mea culpa.

Chico Alencar, pelas redes sociais, reconhece que errou ao comparecer à festa de Noblat. E diz que não deveria ter sido 'irreverente' com os tucanos
Chico Alencar, nas redes sociais, reconhece que errou ao comparecer à festa de Noblat. E que não deveria ter sido tão ‘irreverente’ na presença de adversários políticos

Na mensagem, Alencar tece críticas à mídia, mas reconhece que não deveria ter ido ao encontro. Com ele, concorda o editor-chefe do Correio do Brasil, jornalista Gilberto de Souza, em comentário publicado nas redes sociais:

Lamaçal é isso aí

“Nesse lodo, apenas os peçonhentos sobrevivem. A política brasileira não será apenas esse jogo de infâmias. Não creio, sinceramente, que o deputado Chico Alencar tenha se bandeado para a direita. Ou que Aécio Neves seja, agora, o último guarda-costas do conservadorismo. De um lado, conversam por civilizados que são, com umas canas a mais na cabeça. Mas, na outra ponta, ambos municiam os grupelhos organizados, de um lado e de outro, que querem manter o visgo e arrastar à imundície o debate sobre a pior crise político-econômica já vivida por este país.

“O erro do parlamentar psolista, no que posso observar, foi a escolha do momento e o local em que essa conversa ocorreu. Primeiro, não é hora de negociar com golpistas o sequestro da democracia. Primeiro eles libertam a refém, em eleições diretas em todos os níveis. Depois, não se conversa um assunto desses numa festa com a presença do presidente de facto, onde o deputado sequer deveria estar presente. Se é que tem um mínimo apreço à biografia. Num ambiente assim, se a presença fosse obrigatória para tirar o pai da forca, os únicos assuntos possíveis seriam o tempo e o futebol.

“Infelizmente, o professor Chico Alencar marcou um gol contra”, afirma Gilberto de Souza.

Reações simétricas

O jornalista Breno Altman, editor do site de notícias Opera Mundi, no entanto, aponta um erro mais acentuado. E critica a atitude de Alencar

Segundo Altman, “o crescimento de Lula nas pesquisas provocou terremotos em dois setores supostamente antípodas da política brasileira.

“No campo conservador, se tornou o principal problema a ser enfrentado, diante do perigo real e palpável que, se nada for feito, dentro ou fora da Constituição, para barrar o líder petista, o golpe corre risco de ser derrotado pela eleição de um novo governo do campo popular.

“Mas também a ultra-esquerda entrou em pânico, com sua tese sobre a ultrapassagem do petismo perigando virar pó em tempo recorde.

“Setores do PSOL e de outras agremiações menos relevantes já dedicam mais de seu tempo e espaço para atacar o legado petista, com seus erros e virtudes, do que para enfrentar o governo usurpador.

Inimigo principal

“Isolam-se, evitam qualquer aliança, em um movimento desesperado para sobreviver diante de uma possível escalada político-social da candidatura de Lula junto à classe trabalhadora e às camadas populares.

“Do beija-mão de Chico Alencar em comilança com a presença de Aecio Neves à ausência de qualquer solidariedade no combate às perseguições da Lava Jato, o que importa a esses segmentos é abater o ex-presidente a qualquer custo, para que seu bloco político possa ter a pretensão de se apresentar como herdeiro crítico de sua base social ou parte dela.

“Cometem o mesmo e velho erro de transformar o petismo em inimigo principal, quando poderiam abrir honestamente uma discussão sobre alianças, oferecendo um programa para debate e propondo uma discussão generosa sobre a construção de uma frente popular capaz de derrotar a direita.

Alencar e Heloisa Helena

“Se assim o fizessem, ganharia o conjunto da esquerda, por avançar pelo caminho da unidade. E, também, por desbravar um programa mais avançado.

“Ganhariam também esses setores que se reivindicam a “esquerda da esquerda”. Abririam portas para debater suas ideias com a classe trabalhadora.

“Mas, infelizmente, muitos preferem continuam agindo como a sócia-fundadora Heloisa Helena. Ela não se envergonhava de comemorar ao lado da pior direita todos os ataques bem-sucedidos do conservadorismo contra Lula e seus companheiros”, conclui.

Reforma trabalhista anda a toque de caixa na Câmara e no Senado

Rodrigo Maia disse que não vê necessidade da existência da Justiça do Trabalho. E que ela deverá ser desmontada em uma futura reforma trabalhista

Em uma aparição pública, Maia comentava a necessidade de aprovação da reforma trabalhista, após a regulamentação da gorjeta, necessária pela “irresponsabilidade” da Justiça do Trabalho

 

Por Redação – de Brasília

 

Diante da série de danos propostos à Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), o presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia afirmou, nesta quinta-feira, que, para ele, a Justiça do Trabalho sequer deveria existir. Nesta declaração, o deputado do Partido Democrata (DEM) fluminense evidencia a disposição da Casa de extinguir as conquistas históricas dos trabalhadores.

Rodrigo Maia disse que não vê necessidade da existência da Justiça do Trabalho. E que ela deverá ser desmontada em uma futura reforma trabalhista
Rodrigo Maia disse que não vê necessidade da existência da Justiça do Trabalho. E que ela deverá ser desmontada em uma futura reforma trabalhista

Em uma aparição pública, Maia comentava a aprovação da regulamentação da gorjeta, necessária pela “irresponsabilidade” da Justiça do Trabalho, sem, no entanto, apontar onde ele vê essa relação.

– Tivemos que aprovar uma regulamentação da gorjeta porque foi quebrando todo mundo pela irresponsabilidade da Justiça brasileira, da Justiça do Trabalho, que não deveria nem existir — disse.

Maia ainda atribuiu os altos níveis de desemprego no país às “regras no mercado de trabalho”. Estas, segundo o parlamentar, são excessivas:

— O excesso de regras no mercado de trabalho geraram 14 milhões de desempregados.

Reformas profundas

O Presidente da Câmara mostrou-se absolutamente certo da aprovação das reformas da Câmara, que, para se ter uma ideia da profundidade, desapontarão o próprio Temer, que tem sido conhecido por ser favorável a elas, por serem muito mais profundas do que as propostas pelo presidente.

– A gente vai avançar na regulamentação trabalhista. Infelizmente, o presidente Michel não vai gostar, mas acho que a Câmara precisa dar um passo além daquilo que tá colocado no texto do governo — afirmou.

Maia teceu, ainda, comentários acerca da reforma previdenciária em curso na Câmara. O projeto reduz benefícios, exclui pensões, aumenta a idade mínima e lesa as mulheres.

Em um movimento articulado entre Executivo, Legislativo e Judiciário, a reforma trabalhista vai da terceirização geral até a prevalência do negociado sobre o legislado em prejuízo dos trabalhadores. Inclui, ainda, o fim do direito de greve e o desmonte estrutural da Justiça do Trabalho.

Juízes reagem

Presidente do Tribunal Superior da Justiça do Trabalho e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, o ministro Ives Gandra Martins Filho rebateu as declarações de Rodrigo Maia de que “a Justiça do Trabalho nem deveria existir”.

— Não é demais lembrar que não se pode julgar e condenar qualquer instituição pelos eventuais excessos de alguns de seus integrantes, pois com eles não se confunde e, se assim fosse, nenhuma mereceria existir — disse Gandra Filho.

Mais contundentes, a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) e o Colégio de Presidentes e Corregedores de Tribunais Regionais do Trabalho (Coleprecor) repudiaram a manifestação do presidente da Câmara, considerando que as afirmações de Maia “ofendem” os juízes.

Reforma trabalhista

“Há mais de 70 anos, a história da Justiça do Trabalho está ligada ao fortalecimento da sociedade brasileira, através da consolidação da democracia. Da solidariedade e da valorização do trabalho. Missão essa que tem exercido de forma célere, transparente e segura, fazendo cumprir as leis e a Constituição Federal”. Foi o que afirmaram, em nota, os presidentes da Anamatra, Germano Silveira de Siqueira, e do Coleprecor, James Magno Araújo. Segundo este último, críticas que visam ao aprimoramento das instituições são aceitáveis, mas não aquelas, “aí sim irresponsáveis”, feitas para atacar um setor do Judiciário.

“Somente em 2015, 11,75% (4.980.359 processos) do total de novos processos ingressados no Poder Judiciário representaram as ações relativas ao pagamento de verbas rescisórias. O dado revela o quanto a Justiça do Trabalho é imprescindível em um país desigual e injusto”, argumentam as entidades. Ambas dizem ainda sentir “repulsa” pela afirmação do presidente da Câmara de que a reforma trabalhista é “tímida”. E que a da Previdência não tem pontos polêmicos. “Declarações essas que revelam um profundo desconhecimento dos princípios constitucionais que regem os direitos trabalhistas e sociais. Além dos verdadeiros reflexos das propostas para o país”.

Terceirização

Ainda nesta quinta-feira, o Senado avaliava o voto em um projeto que regulamenta a terceirização. O tema é central na reforma trabalhista, em curso. A matéria ainda tramita nas comissões, mas será levada ao Plenário, segundo o presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE). A Câmara deve votar, na semana do dia 20 deste mês, outra proposta que trata do mesmo assunto.

A medida que tramita no Senado, já aprovada pelo deputados, precisa ainda passar por comissões, para então chegar ao plenário. Paralelamente, ficou acertado que os deputados votarão outro projeto, apresentado no fim da década de 1990. O acordo foi fechado em reunião na quarta-feira entre Maia (DEM-RJ), e o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR). Oliveira concorda:

— São dois projetos. Se ele (o projeto no Senado) for debatido e aprovado nas comissões e chegar à Mesa, eu vou pautá-lo.

Desatualizado

Segundo Eunício, a ideia é que a proposta que aguarda votação no Senado possa “contemplar” aquilo que o projeto em análise na Câmara, mais antigo, não aborda.

— Principalmente aquilo que é do interesse do trabalhador… aquilo que estiver desatualizado — argumentou o senador.

Na véspera, deputados da oposição criticaram a ideia da dupla votação. Alertaram para o risco de prejuízo ao trabalhador por entenderem que pode haver uma ampliação generalizada do trabalho terceirizado. O deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA) chamou a atenção para o que considerou uma “anomalia do encaminhamento”. Ele citava a perspectiva de votação dos projetos nas duas Casas.

— Uma coisa é regulamentar, regularizar e cuidar da proteção daqueles que já são terceirizados. Outra coisa é estender a terceirização indefinidamente e sem controle para todos os setores — concluiu Almeida.