Pepe Mujica chega ao Brasil para rever velho amigo e assinar tratados

Ex-guerrilheiro do Movimento de Libertação Nacional Tupamaro que lutou contra a ditadura, o presidente do Uruguai, José Pepe Mujica, de 75 anos, assumiu o governo no último 1º. Segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Mujica representa a personalização de uma liderança revolucionária e da fé na democracia. Mujica tem afinidades políticas e ideológicas com Lula, além de admiração mútua.

A interlocutores, Lula costuma dizer que o uruguaio é o símbolo da renovação política e exemplo  para a América Latina.  Na sua biografia, Mujica tem 14 anos de prisão por ter participado de sequestros e assaltos em defesa da democracia. Apesar de pouco tempo no governo, é uma das figuras mais populares no Uruguai. Pelo menos uma vez por semana ele reúne seus assessores diretos para almoçar em um bar simples, sem segurança especial nem cuidados extras, na área antiga de Montevidéu, capital uruguaia.

Na política e economia externas, Mujica e Lula têm posições semelhantes. O uruguaio é favorável ao fortalecimento dos blocos como o Mercosul, a União das Nações Sul- Americanas (Unasul), e a recém criada  Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos – que exclui os Estados e o Canadá.

Como Lula, Mujica condenou a deposição do ex-presidente de Honduras, Manuel Zelaya. O hondurenho foi deposto por um golpe de Estado em 28 de junho de 2009. A ação foi organizada por um movimento integrado pelas Forças Armadas, a Suprema Corte e membros do Congresso Nacional. Em janeiro, assumiu o novo presidente do país, Porfirio Pepe Lobo.

Porém, há também divergências entre o Brasil e o Uruguai. Os uruguaios reclamam da falta de apoio do Brasil e do Mercosul em busca de uma solução para a chamada “crise das papeleiras”. É o impasse que envolve fábricas de celulose por causa da construção de duas usinas na fronteira entre o Uruguai e a Argentina. Os termos do acordo ainda não têm definição. O assunto está na Corte Internacional de Justiça.

Internamente, Mujica demonstra que vai manter firme as metas que definiu. Ele quer fazer uma espécie de revisão nos processos judiciais referentes às violações dos direitos humanos ocorridas durante a ditadura uruguaia – de 1973 a 1985. A iniciativa deve gerar polêmicas com setores conservadores e militares que resistem à medida. O novo presidente já avisou também que é favorável à libertação dos militares com mais de 70 anos, que estão presos.

Nas eleições uruguaias, Mujica venceu com 53% dos votos contra 42% do seu adversário, o ex-presidente Luis Lacalle. Com um discurso de conciliação, o presidente realiza reuniões desde a sua eleição em busca de acordos políticos para garantir a governabilidade.

Amigos de longa data

Amigos há pelo menos 30 anos, os presidentes Lula e Pepe Mujica, se reencontraram nesta segunda-feira. Em pauta, acordos bilaterais, política e economia externa. Um dos acordos é a criação de uma comissão de integração do setor produtivo para facilitar o comércio bilateral, reduzindo a burocracia e o tempo, os outros se referem às obras de interconexão energética e construção de pontes e hidrovias.

Há apenas 28 dias no cargo, Mujica já estabeleceu um estilo próprio: não abandonou a simplicidade e a garra que caracterizam o guerrilheiro que combateu a ditadura no Uruguai. Para a viagem ao Brasil, o uruguaio escolheu voo comercial. De Brasília ele segue para Caracas, na Venezuela, também em avião de carreira – nada de aeronave presidencial.

Lula e Mujica vão tratar também de temas internacionais, como a reconstrução do Haiti e a situação do governo do presidente de Honduras, Porfirio Pepe Lobo – isolado desde o golpe de Estado no país em junho de 2009. O Mercosul é outro assunto que consta da pauta.

Mujica quer ampliar o comércio com o Brasil, que é atualmente de US$ 2,6 bilhões. A proposta já examinada por ele e Lula é definir a permanência de uma comissão de integração do setor produtivo para dar mais agilidade nas negociações comerciais, reduzindo processos operacionais e permitindo que eventuais acordos ocorram mais rapidamente.

O Uruguai esporta para o Brasil carne bovina, cereais, semente, leite, madeira e carvão, e compra do país combustíveis e óleos, máquinas, veículos, tratores e caldeiras.

Também está em pauta a interconexão energética elétrica de uma linha de transmissão de 500 megawatts. Mujica e Lula devem fechar também a parceria para a construção da segunda ponte sobre o rio Jaguarão – que é 32 quilômetros navegáveis e divide as cidades de Jaguarão (no Rio Grande do Sul) e Rio Branco (no Uruguai). No local há apenas uma ponte que não é suficiente para atender às necessidades da região.

Os dois presidentes querem definir ainda um acordo para investimentos no incremento na infraestrutura portuária a partir da Lagoa Mirim – a segunda maior lagoa do Brasil –, na fronteira do extremo sul do Brasil com o Uruguai até a Lagoa dos Patos, a maior do país.

Energia elétrica

A complementação de acordos na área de energia elétrica é um dos principais assuntos que traz El Pepe ao Brasil, como também é chamado José Mujica em seu país, e uma comitiva técnica que o acompanha para tratar dos negócios bilaterais.

A energia elétrica foi um dos primeiros temas a ocupar a agenda de Mujica após sua posse no dia 1º de março deste ano. Tanto é assim que já no dia 16 de março a Eletrobrás e a estatal uruguaia Administración Nacional de Usinas y Transmisiones Eléctricas (UTE) assinaram contrato para construção de obras de interligação entre os países, trabalho que avançará até 2012, de acordo com avaliação do ministro uruguaio da Indústria, Roberto Kreimerman.

O projeto envolve a construção de uma subestação de 500/230KV em Candiota (RS); uma linha de transmissão em 500 quilovolts (KV) com 60 quilômetros (km) de extensão até a fronteira com o Uruguai; e outra linha em 230 KV com 9 km, que será conectada à subestação Presidente Médici, da Companhia Estadual de Energia Elétrica do Rio Grande do Sul (CEEE). A Eletrosul coordenará a implantação da subestação e das linhas de transmissão. A empresa também será a responsável pela operação e manutenção das instalações.

A interconexão elétrica Brasil/Uruguai requer investimentos que serão divididos entre os dois países. O Uruguai captará parte do dinheiro no Fundo para a Convergência Estrutural e Fortalecimento Institucional do Mercosul (Focem), criado exatamente para iniciativas de estímulo econômico entre os países integrantes do bloco econômico regional, composto ainda pela Argentina e pelo Paraguai.

Estima-se que o Uruguai investirá cerca de US$ 120 milhões na primeira etapa das obras e US$ 135 milhões, na segunda. O projeto contará com empréstimos obtidos na Corporação Andina de Fomento e no Citibank, além de recursos próprios da empresa estatal de energia. A Eletrobrás investirá US$ 75 milhões. Em troca, o Uruguai pagará imposto fixo mensal durante 30 anos, como amortização ao investimento da estatal brasileira.

O governo uruguaio considera que esta interconexão elétrica com o Brasil é fundamental para o futuro do desenvolvimento energético do país vizinho. O investimento nas obras Brasil/Uruguai integra o plano de internacionalização da Eletrobrás. A empresa avalia, ainda, empreendimentos de geração de energia elétrica no Peru, na Nicarágua, na Argentina e na Costa Rica, entre outros países.

Danilo Gentili responde a crítica sobre racismo: “Você será apenas preto e eu, branco”

preto
Gentili diz que preto é cor, como branco, amarelo, vermelho. Negro é Darth Vader

O humorista Danilo Gentili postou, nesta terça-feira, uma piada em seu microblog, no Twitter, sobre o sucesso que fazem os jogadores junto às mulheres:

“King Kong, um macaco que, depois que vai para a cidade e fica famoso, pega uma loira. Quem ele acha que é? Jogador de futebol?”

Minutos depois, a Organização Não Governamental (ONG) Afrobras manifestou-se, publicamente, e advertiu que irá, nos próximos dias, “fazer uma carta de repúdio”.

“Estamos avaliando ainda uma representação criminal. Isso foi indevido, inoportuno, de mau gosto e desrespeitoso. Desrespeitou todos os negros brasileiros e também a democracia. Democracia é você agir com responsabilidade”, disse, em nota, José Vicente, presidente da ONG.

Na réplica, logo em seguida, Gentili emendou um tratado sobre o racismo que, distribuído pelas redes sociais, já atingiu a marca dos 100 mil leitores.

Leia a seguir, na íntegra, a resposta séria de um profissional do humorismo:

“Alguém pode me dar uma explicação razoável por que posso chamar gay de veado, gordo de baleia, branco de lagartixa, mas nunca um negro de macaco?” (GENIAL) “Na piada do King Kong, não disse a cor do jogador. Disse que a loira saiu com o cara porque é famoso. A cabeça de vocês é que têm preconceito.”

Mas, calma! Essa não foi a tal resposta genial que está no título, e sim ESTA:

Se você me disser que é da raça negra, preciso dizer que você também é racista, pois, assim como os criadores de cachorros, acredita que somos separados por raças. E se acredita nisso vai ter que confessar que uma raça é melhor ou pior que a outra, pois, se todas as raças são iguais, então a divisão por raça é estúpida e desnecessária. Pra que perder tempo separando algo se no fundo dá tudo no mesmo?

Quem propagou a ideia que “negro” é uma raça foram os escravagistas. Eles usaram isso como desculpa para vender os pretos como escravos: “Podemos tratá-los como animais, afinal eles são de uma outra raça que não é a nossa. Eles são da raça negra”.

Então quando vejo um cara dizendo que tem orgulho de ser da raça negra, eu juro que nem me passa pela cabeça chamá-lo de macaco, MAS SIM DE BURRO.

Falando em burro, cresci ouvindo que eu sou uma girafa. E também cresci chamando um dos meus melhores amigos de elefante. Já ouvi muita gente chamar loira caucasiana de burra, gay de v***** e ruivo de salsicha, que nada mais é do que ser chamado de restos de porco e boi misturados.

Mas se alguém chama um preto de macaco é crucificado. E isso pra mim não faz sentido. Qual o preconceito com o macaco? Imagina no zoológico como o macaco não deve se sentir triste quando ouve os outros animais comentando:

– O macaco é o pior de todos. Quando um humano se xinga de burro ou elefante dão risada. Mas quando xingam de macaco vão presos. Ser macaco é uma coisa terrível. Graças a Deus não somos macacos.

Prefiro ser chamado de macaco a ser chamado de girafa. Peça a um cientista que faça um teste de Q.I. com uma girafa e com um macaco. Veja quem tira a maior nota.

Quando queremos muito ofender e atacar alguém, por motivos desconhecidos, não xingamos diretamente a pessoa, e sim a mãe dela. Posso afirmar aqui então que Darwin foi o maior racista da história por dizer que eu vim do macaco?

Mas o que quero dizer é que na verdade não sei qual o problema em chamar um preto de preto. Esse é o nome da cor não é? Eu sou um ser humano da cor branca. O japonês da cor amarela. O índio da cor vermelha. O africano da cor preta. Se querem igualdade deveriam assumir o termo “preto” pois esse é o nome da cor. Não fica destoante isso: “Branco, Amarelo, Vermelho, Negro”?. O Darth Vader pra mim é negro. Mas o Bill Cosby, Richard Pryor e Eddie Murphy que inspiram meu trabalho, não. Mas se gostam tanto assim do termo negro, ok, eu uso, não vejo problemas. No fim das contas, é só uma palavra. E embora o dicionário seja um dos livros mais vendidos do mundo, penso que palavras não definem muitas coisas e sim atitudes.

Digo isso porque a patrulha do politicamente correto é tão imbecil e superficial que tenho absoluta certeza que serei censurado se um dia escutarem eu dizer: “E aí seu PRETO, senta aqui e toma uma comigo!”. Porém, se eu usar o tom correto e a postura certa ao dizer “Desculpe meu querido, mas já que é um afrodescendente, é melhor evitar sentar aqui. Mas eu arrumo uma outra mesa muito mais bonita pra você!” Sei que receberei elogios dessas mesmas pessoas; afinal eu usei os termos politicamente corretos e não a palavra “preto” ou “macaco”, que são palavras tão horríveis.

Os politicamente corretos acham que são como o Superman, o cara dotado de dons superiores, que vai defender os fracos, oprimidos e impotentes. E acredite: isso é racismo, pois transmite a ideia de superioridade que essas pessoas sentem de si em relação aos seus “defendidos”

Agora peço que não sejam racistas comigo, por favor. Não é só porque eu sou branco que eu escravizei um preto. Eu juro que nunca fiz nada parecido com isso, nem mesmo em pensamento. Não tenham esse preconceito comigo. Na verdade, SOU ÍTALO-DESCENDENTE. ITALIANOS NÃO ESCRAVIZARAM AFRICANOS NO BRASIL. VIERAM PRA CÁ E, ASSIM COMO OS PRETOS, TRABALHARAM NA LAVOURA. A DIFERENÇA É QUE ESCRAVA ISAURA FEZ MAIS SUCESSO QUE TERRA NOSTRA.

Ok. O que acabei de dizer foi uma piada de mau gosto porque eu não disse nela como os pretos sofreram mais que os italianos. Ok. Eu sei que os negros sofreram mais que qualquer raça no Brasil. Foram chicoteados. Torturados. Foi algo tão desumano que só um ser humano seria capaz de fazer igual. Brancos caçaram negros como animais. Mas também os compraram de outros negros. Sim. Ser dono de escravo nunca foi privilégio caucasiano, e sim da sociedade dominante. Na África, uma tribo vencedora escravizava a outra e as vendia para os brancos sujos.

Lembra que eu disse que era ítalo-descendente? Então. Os italianos podem nunca ter escravizados os pretos, mas os romanos escravizaram os judeus. E eles já se vingaram de mim com juros e correção monetária, pois já fui escravo durante anos de um carnê das Casas Bahia.

Se é engraçado piada de gay e gordo, por que não é a de preto? Porque foram escravos no passado hoje são café com leite no mundo do humor? É isso? Eu posso fazer a piada com gay só porque seus ancestrais nunca foram escravos? Pense bem, talvez o gay na infância também tenha sofrido abusos de alguém mais velho com o chicote.

Se você acha que vai impor respeito me obrigando a usar o termo “negro” ou “afrodescendente” , tudo bem, eu posso fazer isso só pra agradar. Na minha cabeça, você será apenas preto e eu, branco, da mesma raça – a raça humana. E você nunca me verá por aí com uma camiseta escrita “100% humano”, pois não tenho orgulho nenhum de ser dessa raça que discute coisas idiotas de uma forma superficial e discrimina o próprio irmão.”

Brasileirinhos Apátridas criam o Estado Emigrante

No começo da campanha Brasileirinhos Apátridas senti haver um tabú a ser derrubado, principalmente nos EUA – falar em filhos de emigrantes brasileiros pegava mal, o pessoal queria uma outra fórmula mais simpática -filhos de brasileiros nascidos no Exterior.

Ora, sem os brasileiros do Exterior assumirem sua condição de emigrantes seria difícil se pleitear grandes coisas. Seus filhos teriam nascido numa viagem de férias? Seriam prematuros vindos numa escala de avião?

Existem emigrantes de diversas classes e mesmo os clandestinos, mas todos são emigrantes, pois deixaram o Brasil e se fixaram num outro país com intenção de ficar por algum tempo, embora a maioria vá acabar ficando para sempre. A conscientização da condição de emigrante é básica para se reunir e formar comunidades e se fazer reivindicações.

Acho que o tabú foi quebrado. Hoje já se pode dizer, sem medo de ofender, que o movimento Brasileirinhos Apátridas, em favor dos filhos da emigração brasileira (nos EUA, nos países europeus ou no Japão) foi o primeiro movimento aglutinador dos emigrantes brasileiros que também organizou as primeiras manifestações internacionais da emigração brasileira diante de Consulados, em diversas partes do mundo.

A Internet foi um extraordinário instrumento de reunião, pois facilitou o encontro entre emigrantes de diferentes países e permitiu se sentirem próximos, mesmo juntos, na defesa dos mesmos objetivos.

A emigração brasileira é ainda um fenõmeno social recente, estamos longe da experiência dos portugueses, acostumados a emigrar mesmo antes da descoberta do Brasil. Isso porém, não excusa o governo e o Itamarati de entrar num curso intensivo de aprendizado em matéria de emigração. Com a grande vantagem de dispor, nesse aprendizado, de comunidades brasileiras ativas, prontas a mostrarem suas necessidades mais prementes, mesmo porque até agora praticamente nada se fez em favor dos emigrantes.

A grande prova foi o erro cometido na revisão constitucional de 94, retirando-se a nacionalidade dos filhos dos emigrantes e os mais de 13 anos para se corrigir esse erro. Embora eu tivesse sido crítico severo quanto aos Consulados, durante esse período, pois sonegavam uma informação correta aos pais emigrantes sobre a nacionalidade de seus filhos, sou condescendente com os legisladores. Na verdade, o Brasil tem numerosos problemas internos para resolver e é compreensível o desinteresse com que foi tratada a situação dos brasileirinhos, até surgirem os deputados Carlito Merss, Rita Camata e Leo Alcântara.

Na verdade, se a comunidade brasileira emigrante tivesse esperado um gesto paternalista dos legisladores ou do governo, nada teria sido solucionado. Os emigrantes são 2,5% da população, não têm peso político e estão espalhados pelo planeta.

Foi necessário um exercício de cidadania em termos coletivos e com dimensão internacional. E essa a grande importância – além de ter obtido a restituição da nacionalidade brasileira aos filhos da emigração – do movimento Brasileirinhos Apátridas: criou uma consciência internacional entre os emigrantes brasileiros que permitiu agirem reivindicando unidos em favor de seus filhos.

O objetivo era bastante consensual, mas isso em nada minimiza a luta e a vitória dos emigrantes. Foi agora aberto o caminho para novas lutas, pois os emigrantes perceberam terem força ao agirem unidos.

Quais poderão ser as novas campanhas ? Por que não em favor da aposentadoria dos emigrantes, para que seja contado o tempo trabalhado no Exterior para quem retorna ao Brasil e no Brasil para qu

GM anuncia recall do Celta

Os proprietários do modelo Celta fabricados em 2003 e 2004 devem comparecer a uma concessionária autorizada da GM para verificar os cintos de segurança, de acordo com nota divulgada pela montadora.

Há a possibilidade de ter havido a inversão de montagem dos componentes, o que pode afetar o funcionamento dos cintos. Os consumidores devem observar os números dos chassis para saberem se estão ou não incluídos no recall. Os convocados são: Celta 2003 chassi 3G210877 até 3G222553, e Celta 2004 chassi 4G100008 até 4G158354.

Honda começa a produzir o novo Fit em SP

A Honda já iniciou a produção do Fit em sua unidade no interior de São Paulo e deve apresentar o carro ao público no próximo dia 29. Conhecido como Jazz na Europa, o Fit será o segundo carro da empresa fabricado no Brasil, depois do Civic.

A intenção é disputar mercado com modelos como o Chevrolet Meriva, no segmento que tem atraído a atenção de todas as montadoras, o dos monovolumes.

O Brasil será o segundo país a fabricar o Fit, depois do Japão, onde é líder de vendas. No País, a previsão é de vender 30 mil unidades ao ano. Somente no segundo semestre a Honda iniciará as exportações do Fit para países da América do Sul, mas em pequena quantidade.

O Fit é um compacto espaçoso por dentro e pequeno por fora. O posicionamento do tanque de combustível, colocado no centro do chassi, abaixo dos bancos dianteiros, além do assoalho traseiro plano e a frente reduzida permitiram ampliar o espaço na cabine.

O modelo nacional será equipado com motor 1.4 i-DSI, que rende 83 cv de potência. O preço não foi informado pela marca, mas deve ficar entre R$ 30 mil e R$ 35 mil.

O carro chega com 70% de nacionalização, o dobro do Civic, que quando começou a ser fabricado em Sumaré tinha apenas 35% de componentes produzidos localmente. Hoje, esse índice também já está em 70%. Para os dois modelos, motor e transmissão são importados do Japão.

Sinal vermelho para a produção de carros nacionais

A retração das vendas de veículos obrigou as montadoras a frear a produção em julho. Números divulgados hoje pela Anfavea (Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores) mostram que foram produzidas 147.020 unidades em julho, uma queda de 6,8% em relação ao mesmo mês de 2001.
Na comparação com junho de 2002, quando a produção totalizou 147.503 veículos, o recuo foi de 0,3% e janeiro a julho, foram produzidos 1,037 milhão de veículos, o que corresponde a uma diminuição de 9,1% em relação aos primeiros sete meses de 2001, quando 1,140 milhão de unidades foram fabricadas.

A queda na produção de veículos já era esperada, já que muitas montadoras programaram férias coletivas ou paradas programadas para adequação ao mercado. A temporada de férias coletivas começou em maio, quando a General Motors deu dez dias de folga para 2.000 dos 8.600 funcionários da fábrica de São José dos Campos. Em junho, as montadoras adotaram a estratégia de reduzir a produção por meio de férias coletivas mais intensamente. A Fiat deu 20 dias de folga para 1.000 dos 9.000 funcionários de Betim (MG). A Renault deu dez dias de folga para os funcionários da fábrica de São José dos Pinhais (PR) e a GM parou a produção do Celta por dois dias, na unidade de Gravataí (RS).

A temporada de férias coletivas continuou em julho e prossegue este mês. No mês passado, a Volkswagen deu nove dias de folga para 15 mil funcionários da unidade Anchieta da Volkswagen, em São Bernardo, no ABC paulista. Para este mês, a montadora adotou a ‘Semana Volkswagen”, com folga em quatro das cinco sextas-feiras de agosto nas fábricas de São Bernardo e Taubaté, além de férias coletivas para 2.500 trabalhadores da unidade Anchieta.

A Ford deu dias de férias coletivas para 1.500 funcionários da linha de carros de São Bernardo, que retornam quinta-feira ao trabalho. A General Motors de São Caetano e DaimlerChrysler, de São Bernardo também deram folga para seus trabalhadores, que emendaram o feriado estadual de 9 de julho.
A GM também colocou 7.000 trabalhadores em férias em julho, sendo 4.500 da unidade de São Caetano e 2.500 de São José dos Campos, no interior de SP. As férias acabam hoje. Ao mesmo tempo, a GM fechou com o Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, filiado à Força Sindical, para resolver, pelo menos até março de 2003, o excedente de 700 funcionários da fábrica local.

Até lá, a montadora vai adotar medidas como PDV (programa de demissão voluntária), redução da jornada e lay-off (afastamento temporário com diminuição de salários) para driblar a queda das vendas de carros para o mercado interno e elevação de estoques. A Fiat programou dois períodos de dez dias de férias para 1.000 funcionários de Betim (MG) no mês passado. Um começou no dia 17 de julho e outro no dia 22. A Renault abriu ontem um PDV (programa de demissão voluntária) para 140 trabalhadores na fábrica de São José dos Pinhais (região metropolitana de Curitiba), que emprega cerca de 3.000 pessoas.

Os cortes são decorrentes do término de um dos dois turnos de trabalho na unidade que produz o Clio e o Scenic. A fábrica já fez quatro paradas de uma semana cada desde o início do ano, para adequar seu estoque à demanda de mercado. Mas as medidas foram insuficientes e a Renault tem um estoque de 16 mil veículos.

GM e FIAT Pensam em fusão

Apesar do jornal britânico “The Independent” ter anunciado que as duas empresas já tinham tomado as primeiras medidas para a fusão, a GM declarou hoje que é “muito prematuro falar em fusão”. A FIAT não se manifestou a respeito, mas o jornal britânico insiste que a fusão entre os dois conglomerados deve ter inicio brevemente na América Latina. A FIAT, como se sabe, vem enfrentando sérias dificuldades depois do fracasso de seus novos modelos na Europa.