São Luís tem potencial turístico a ser explorado, afirma Flávio

Presidente da Empresa Brasileira de Tursimo (Embratur), Flávio Dino (Pc do B), afirma que São Luís tem um grande potencial para ainda ser explorado. Veja a entrevista exclusiva, que ele concedeu a O Imparcial:

O Imparcial – Como o senhor avalia a atual situação do turismo em São Luís? De que forma poderia superar a atual situação do turismo na capital?

Flávio Dino – Vejo um imenso potencial ainda pouco explorado. São Luís é uma cidade belíssima e única no mundo. Sua formação não possui igual no Brasil, o que sempre despertou interesse de historiadores. O resultado mais visível dessa formação heterogênea, aos olhos do presente, são a nossa cultura, a nossa comida, os prédios, ruas e becos de nosso centro histórico.

Infelizmente, no entanto, um diamante tão raro está pessimamente conservado. Os governos não se preocuparam com a recuperação deste cenário histórico, nem mesmo neste ano em que os olhos do Brasil e do mundo se voltaram a São Luís por seu quarto centenário. Infelizmente, a exposição nacional e internacional que a cidade teve este ano acabou revertendo-se em reportagens de grandes jornais sobre a deterioração de um Patrimônio da Humanidade reconhecido pela UNESCO, mas que não é cuidado pelos governos locais.

Na minha visão, o ponto de partida para melhorar o turismo do Maranhão é revitalizarmos e ocuparmos o centro histórico de São Luís, pois nossa capital é a porta de entrada do estrangeiro que chega ao nosso estado.

É possível incluir o Maranhão e São Luís na rota internacional de turismo?

Com toda a certeza. Tanto São Luís em específico quanto todo o estado do Maranhão possuem atributos turísticos de primeira linha para os padrões internacionais. Tanto é que, já em 2009, no Plano Aquarela – que norteia o trabalho de divulgação da Embratur –São Luís e os Lençóis Maranhenses já constavam como destinos estrela, o mais alto posto na tabela dos destinos a serem divulgados pelo governo federal no exterior.

No governo da presidenta Dilma, você sabe que nós colocamos um desafio de estimular ao máximo que o estrangeiro que venha para os megaeventos conheça também outros estados, principalmente os vizinhos. Afinal, todos os brasileiros estamos contribuindo com impostos para a realização de obras que permitirão que os jogos ocorram. Nada mais justo que todos os estados do Brasil também ganhem com a entrada de divisas e com a projeção de imagem advindas dos megaeventos. Neste caso, o Maranhão tem uma boa chance, pelo fato de Fortaleza, que está bem próxima, ser uma das sedes.

Para alcançar esse objetivo, a Embratur tem promovido os destinos maranhenses em ações importantes, como a Feira Top Resa – maior da França e uma das 5 maiores do mundo. Lá, São Luís teve destaque especial por seu aniversário de 400 anos. Além de todas essas ações no exterior, trazemos constantemente jornalistas estrangeiros aqui para o Maranhão, para que possam conhecer de perto nossos atrativos.

Além de ações de destaque, como estas, o Maranhão está constantemente presente no calendário de feiras internacionais das quais a Embratur participa em diversos países do mundo. Em coerência com o procedimento que adota com as outras 26 unidades da federação, a Embratur paga o aluguel do espaço do Maranhão e fornece estrutura básica. Ao estado, compete montar os atrativos do estande, com o objetivo de atrair público.

De que forma a Embratur pode ajudar? Como o governo municipal pode deixar a cidade mais atrativa para o estrangeiro?

A Embratur já atua fortemente na promoção internacional de São Luís, como lhe expliquei. Obviamente, que temos de respeitar os limites republicanos de equidade no tratamento a todos os estados – já que, no governo da presidenta Dilma, sou responsável pela divulgação de todo o país.

Da parte do prefeito Edivaldo, estou seguro de que ele fará um trabalho inédito na preservação e recuperação de nosso centro histórico. Com um produto melhor, obviamente, fica mais fácil vendê-lo ao turista estrangeiro.

Obviamente que, para isso, contará com o apoio do governo federal, com recursos do PAC das Cidades Históricas. Em encontro recente com o prefeito Edivaldo, a ministra Gleisi garantiu que as portas do governo federal estarão abertas para realizar um trabalho inédito em São Luís, que resultará em melhoria da qualidade de vida do cidadão ludovicense e também do estrangeiro que nos visita.

Nova Zelândia quer incrementar turismo com estreia de Hobbit

Pré-estreia da trilogia Hobbit em Wellington atraiu 100 mil fãs.

A Nova Zelândia quer aproveitar o sucesso do filme Hobbit: uma jornada inesperada – a pré-estreia mundial nesta quarta-feira na capital Wellington atraiu cerca de cem mil visitantes – para aumentar o turismo em todo o país.

Tony Evritt, representante da secretaria de Turismo da Nova Zelândia, disse esperar que o crescimento na receita do setor possa chegar aos US$ 400 milhões (equivalente a R$ 800 milhões).

Para isso, o governo tem investido pesado na febre dos Hobbits. Somente para a pré-estreia, a municipalidade de Wellington gastou US$ 820 milhões (equivalente a R$ 1,6 milhão) e a cidade foi rebatizada de “Meio da Terra Média”, uma referência ao mundo fictício criado pelo autor J R R Tolken.

The Hobbit, escrito por Tolken, conta a história da origem do famoso Senhor dos Anéis, cuja trilogia cinematográfica faturou quase US$ 3 bilhões em todo o planeta.

Festae turismo

Wellington se preparou para o evento em grande estilo, com ruas decoradas e telões exibindo os três filmes da série Senhor do Anéis. Barraquinhas venderam produtos ligados ao filme e foi realizado um concurso de fantasias.

A fazenda onde foram filmadas as cenas das casas dos personagens, os Hobbits, virou uma grande atração turística e foi batizada de Hobbiton.

O local foi usado, tanto nos filmes da trilogia do Senhor do Anéis, quanto no novo filme e hoje os turistas podem visitar os sets de filmagem, que incluem a casa do protagonista do novo filme, Bilbo, o bolseiro.

Casas de Hobbits esperam receber cerca de 100 mil visitantes este ano.

“Desde a reconstrução do set, tem havido um aumento constante no número de visitantes. De 30 mil no ano passado, esperamos receber mais de 100 mil este ano”, disse à BBC Brasil, Kristen Madill, uma das gerentes da Hobbiton.

A fazenda foi descoberta pelo diretor de Senhor do Anéis, Peter Jackson, quando buscava de avião a locação perfeita para filmar a trilogia. Há dois anos, a área foi transformada em atração turística, com as casas refeitas com materiais mais resistentes para que o local tenha durabilidade.

O primeiro filme da nova trilogia sobre os Hobbits demorou mais de cinco anos para ser concluído e enfrentou diversos problemas, o que fez com que executivos ligados à produção sugerissem que a filmagem fosse feita na Grã-Bretanha.

Entre os contratempos, os produtores tiveram que enfrentar problemas no financiamento, polêmicas sobre o salário dos atores e, até mesmo, acusações de maus-tratos e mortes de animais, o que foi negado pelos produtores do filme.

O primeiro filme da trilogia Hobbit terá lançamento mundial em 14 de dezembro. A sequência está prevista para 13 de dezembro 2013 e o último deve chegar às telas em 18 de julho de 2014.

Identidade neo-zelandesa

Os filmes mostram paisagens paradisíacas de diversas partes da Nova Zelândia e toda a série possui uma forte identidade com o país, de onde, inclusive, vem o diretor Peter Jackson.

A secretaria de Turismo quer explorar esta ligação e aponta vários locais para os aficionados que quiserem explorar o universo Hobbit.

A secretaria de turismo da Nova Zelândia acredita que a estreia do novo filme pode atrair R$ 800 milhões.

Entre as regiões onde estão as locações escolhidas para a filmagem da nova trilogia estão Otago, a área de Nelson Tasman e o platô central do país.

Cerca de 2 mil moradores locais trabalharam na produção e o governo diz que, além do turismo, o filme ajudou também o desenvolvimento de profissionais especializados em tecnologia digital.

A secretaria de Turismo alardeia a consolidação do país como a Hollywood da região sul do Pacífico e diz que os profissionais que trabalharam no filme estariam sendo usados em outras áreas, como exames contra câncer de mama, que usam técnicas digitais.

O impacto da trilogia deve chegar até mesmo à indústria de bebidas da Nova Zelândia, já que a empresa Good George, original da cidade de Hamilton, ganhou o direito de produzir a cerveja oficial dos Hobbits.

Turismo em Israel é afetado por ofensiva em Gaza

Os viajantes que esperavam visitar a Terra Santa estão começando a pensar duas vezes

Com os combates na Faixa de Gaza entrando em seu quinto dia e os foguetes palestinos aterrissando cada vez mais dentro de Israel, os viajantes que esperavam visitar a Terra Santa estão começando a pensar duas vezes. Vários hotéis em Israel, junto com a empresa El Al, tiveram cancelamentos e acreditam que o número vai aumentar se a violência entrar na segunda semana.

– Houve cancelamentos mínimos atualmente, mas é óbvio que essa é uma situação que se desenvolve – disse uma fonte no Ministério do Turismo, que ainda precisa oferecer estatísticas oficiais.

Israel lançou uma intensa campanha aérea contra a Faixa de Gaza na quarta-feira com a intenção declarada de deter os foguetes de militantes islâmicos contra seu enclave costeiro. Desde o início da conflagração, centenas de mísseis foram lançados contra Israel, e vários em direção ao eixo comercial de Tel Aviv, que anteriormente ficara fora do alcance dos militantes de Gaza.

Sirenes de ataque aéreo soaram em Jerusalém na sexta-feira pela primeira vez em décadas antes que um foguete caísse nas redondezas, na ocupada Cisjordânia.

Três israelenses morreram quando seu prédio foi atingido em uma pequena cidade no Sul de Israel na quinta-feira, mas nenhum dos tiros de alcance mais longo atingiu áreas povoadas ou provocou feridos. No entanto, só a ameaça já tem um preço.

Uma porta-voz do Fattal, a maior rede de hotéis de Israel, disse que algumas reservas já haviam sido canceladas. “Vemos o início de uma tendência, mas apenas em alguns dias seremos capazes de ver em que direção caminha a tendência geral”, disse ela, recusando-se a dar números.

Da mesma fora, o hotel American Colony de Jerusalém divulgou que alguns hóspedes tinham cancelado as visitas no último minuto.

Uma porta-voz da El Al disse que houve alguns cancelamentos “aqui e ali”, embora nada muito significativo, enquanto a Delta e a US Airways disseram que algumas famílias de israelenses convocados pelo exército tinham decidido ficar em casa.

A diminuição não se limita a Israel. A cidade palestina de Belém, na Cisjordânia, onde a Igreja da Natividade atrai peregrinos cristãos do mundo inteiro, perdeu quase metade de suas reservas devido à violência em Gaza.

– Acho que a porcentagem dos cancelamentos atingiu 40 a 50 %  até o fim de novembro e para o mês seguinte – disse Elias al Arja, chefe da Associação Árabe de hotéis na cidade.

Quatro cruzeiros transportando 6.000 turistas preferiram não aportar em Israel devido à situação de segurança, divulgou a Rádio Israel nesta domingo.

O tráfego aéreo também foi atingido. Planos de voo para aviões que vinham e partiam do Aeroporto Internacional Ben-Gurion, em Tel Aviv, foram mudados para o norte e leste para liberar o espaço aéreo para a força aérea de Israel operar em Gaza, disse uma autoridade na indústria da aviação.

Antes do início da campanha em Gaza, Israel vinha desfrutando de um ano recorde de turistas, com 2,6 milhões de visitantes entrando no país nos primeiros nove meses do ano  7%  a mais do que o mesmo período no ano passado.