Como o Facebook pretende combater notícias falsas

Verificadores independentes irão analisar informações denunciadas como falsas pelos usuários. Se classificadas como boato, as notícias aparecerão com menos frequência na plataforma

Por Redação, com DW – de Nova York:

O Facebook anunciou que vai combater o compartilhamento de informações falsas na sua plataforma por meio de uma ferramenta que sinalizará as notícias cuja veracidade esteja em discussão.

Verificadores independentes irão analisar informações denunciadas como falsas pelos usuários
Verificadores independentes irão analisar informações denunciadas como falsas pelos usuários

No seu perfil da rede social, o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, divulgou na quinta-feira  a nova medida contra a avalanche de notícias sem embasamento na Internet. “Temos a responsabilidade de garantir que o Facebook tenha impacto mais positivo no mundo”, afirmou.

Zuckerberg reconheceu os desafios que o Facebook deve enfrentar. Já que o site é mais do que “um distribuidor de notícias”. Para ele, sua rede social é “um novo tipo de plataforma para o diálogo público”.

Segundo a empresa, a nova ferramenta consistirá num pequeno sinal de advertência que será acrescentado ao lado das notícias consideradas duvidosas. Verificadores independentes serão responsáveis por analisar as notícias. Que os usuários denunciarem como falsas e incorporar o sinal de alerta se, efetivamente, se tratar de uma informação potencialmente mentirosa.

As que forem classificadas dessa forma terão menos probabilidade de aparecer no feed de notícias, ressaltou a rede social. Além disso, os verificadores independentes disponibilizarão um link explicando por que a informação compartilhada não é verdadeira.

No blog do Facebook, o gerente da empresa. Adam Mosseri, afirmou que este é apenas um passo que a plataforma está dando para combater o compartilhamento de notícias falsas e boatos. “Aprenderemos com esses testes e vamos ampliar essas ferramentas com o passar do tempo”, garantiu.

A novidade responde ao desejo do Facebook de driblar mentiras na Internet, especialmente. Após aproliferação de notícias falsas durante a campanha presidencial nos Estados Unidos.

O exemplo mais extremo disso foi a divulgação de um tiroteio que aconteceu no último dia 4 em Washington. Quando um homem armado entrou em uma pizzaria para investigar por “ele mesmo”. Uma suposta rede de prostituição infantil vinculada à ex-candidata presidencial democrata, Hillary Clinton, nesse estabelecimento.

Outra informação falsa divulgada durante as eleições americanas foi a de que o papa Francisco teria anunciado apoio ao candidato republicano Donald Trump. O que de fato não aconteceu.

Instagram

A base de usuários do Instagram cresceu para mais de 600 milhões. Disse a empresa controlada pelo Facebook. Com novas ferramentas ajudando a rede social a ganhar popularidade.

O aplicativo de compartilhamento de fotos conquistou mais 100 milhões de usuários desde junho. Quando havia anunciado a marca de 500 milhões de usuários, afirmou o grupo em mensagem divulgada em um blog.

Desde então, a empresa lançou o Instagram Stories, sua ferramenta de exibição de vídeos e fotos que desaparecem após algum tempo. Idêntica à função principal do rival Snapchat.

Em setembro, o Instagram atualizou suas ferramentas de segurança ao permitir que os usuários controlem os comentários postados em suas fotos e vídeos para combater o aumento nos casos de desrespeito online.

A empresa, que deve aumentar o faturamento do Facebook, está a caminho de gerar US$ 1,5 bilhão em receita com publicidade este ano. Conforme o grupo de pesquisas eMarketer.