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Dirigente do COI acusado de receber propina deixa cargo nos Jogos de 2024

Fredericks, ex-corredor olímpico da Namíbia, negou ter cometido qualquer irregularidade e disse que estava deixando o cargo para não ser uma distração devido à investigação

Por Redação, com Reuters – de Berlim:

O membro do Comitê Olímpico Internacional (COI) Frank Fredericks renunciou nesta terça-feira ao cargo de chefe da comissão de avaliação dos Jogos de 2024 após a abertura de uma investigação sobre dinheiro que teria recebido de um consultor de marketing acusado de envolvimento em uma série de escândalos, inclusive uma suspeita de compra de voto do Rio de Janeiro na disputa pelos Jogos de 2016.

Membro do COI Frank Fredericks simula uma largada em estádio de Madri
Membro do COI Frank Fredericks simula uma largada em estádio de Madri

Fredericks, ex-corredor olímpico da Namíbia. Ele negou ter cometido qualquer irregularidade. E disse que estava deixando o cargo para não ser uma distração devido à investigação. Na segunda-feira ele já havia renunciado a seu posto como integrante da força-tarefa da Associação Internacional das Federações de Atletismo (Iaaf).

Como chefe da comissão de avaliação do COI. Fredericks seria o líder das visitas de inspeção às cidades candidatas Los Angeles e Paris, nas próximas semanas. E apresentaria um relatório ao COI antes da votação para a escolha da sed de 2024, em setembro.

Jogos de 2016

Na semana passada, o jornal francês Le Monde envolveu Fredericks em uma denúncia de compra de voto do Rio na eleição de 2009 em que a cidade foi escolhida como sede dos Jogos de 2016.

Segundo o jornal, ele teria recebido quase US$ 300 mil de Papa Massata Diack. Que por sua vez teria recebido pagamento de US$ 1,5 milhão de um empresário brasileiro dias antes da eleição da sede olímpica.

Papa Massata Diack, filho do ex-presidente da Iaaf e ex-membro do COI Lamine Diack. Ele foi banido pela federação de atletismo no ano passado devido a acusações de corrupção. Lamine Diack. Por sua vez, está atualmente aguardando julgamento na França por acusações de corrupção e lavagem de dinheiro.