Gigantes da indústria norte-americana criticam decreto contra imigrantes

O diretor-executivo do serviço de transporte privado urbano Uber, Travis Kalanick, também expressou sua preocupação com a política do presidente Trump contra imigrantes

 

Por Redação, com agências internacionais – de Nova York, EUA

 

Presidentes de uma série de grandes empresas norte-americanas aderiram à crítica em relação ao novo decreto do presidente recém-empossado, Donald Trump, que suspende a entrada de todos os refugiados, comunica o portal Mashable.

O presidente-executivo da Apple, Tim Cook,
O presidente-executivo da Apple, Tim Cook, criticou a política contra imigrantes adotada por Trump

“Apple não sobreviveria sem imigrantes, sem falar da prosperidade ou desenvolvimento que temos hoje em dia”, diz a edição, citando o chefe da multinacional Apple, Tim Cook.

O empresário assinalou que o decreto de Trump afetou alguns dos seus colaboradores de modo direto e que a empresa fará todo o possível para ajudá-los. Segundo disse o CEO da Apple, citado pelo Mashable, a corporação já entrou em contato com a Casa Branca e tentou explicar até que ponto será negativo o impacto que este documento terá na sociedade.

O diretor-executivo do serviço de transporte privado urbano Uber, Travis Kalanick, também expressou sua preocupação com a política do presidente e afirmou que seus funcionários também foram atingidos por este golpe. De acordo com ele, o decreto afetou “milhares de motoristas”.

Imigrantes bem-vindos

Os diretores da Netflix, provedora global de filmes e seriados de televisão via streaming, Reed Hastings, e o chefe do Twitter, Jack Dorsey, expressaram solidariedade com essa crítica e disseram que suas empresas obtiveram mais sucesso graças ao fato de lá trabalharem imigrantes. Dorsey frisou que o novo decreto prejudica a economia.

Mais cedo, o fundador da rede social Facebook, Mark Zuckerberg, realçou que “os EUA são uma nação de migrantes” e que as pessoas devem ter orgulho nisso.

A suspensão do acolhimento vigora pelo menos durante os próximos 120 dias, enquanto a aceitação de refugiados da Síria fica proibida por tempo indeterminado. Além disso, são endurecidas as regras de entrada no país, enquanto a entrada a partir de vários países de maioria muçulmana é suspensa por 90 dias. Segundo comunica a agência inglesa de notícias Reuters, trata-se do Iraque, Irã, Síria, Sudão, Iêmen, Líbia e Somália.