Integrantes do MTST fazem manifestação em São Paulo

Os manifestantes atearam fogo a pneus e bloquearam a Avenida do Estado em ambos os sentidos. A Tropa de Choque foi acionada

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

Aproximadamente 100 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) fizeram um protesto na manhã desta quinta-feira na região central da cidade de São Paulo. De acordo com a Polícia Militar, o grupo reivindica moradias.

Aproximadamente 100 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) fizeram um protesto na manhã desta quinta-feira
Aproximadamente 100 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) fizeram um protesto na manhã desta quinta-feira

Os manifestantes atearam fogo a pneus e bloquearam a Avenida do Estado em ambos os sentidos. A Tropa de Choque foi acionada. O Corpo de Bombeiros trabalhava, às 7h30, no rescaldo dos objetos incendiados.

A interdição provocou trânsito intenso na altura da Rua São Caetano e os veículos são desviados por agentes de trânsito para a Avenida Mercúrio.

Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o município registrou 45 quilômetros de congestionamento, sendo a maior parte (19 quilômetros) na Zona Oeste.

Sem -terra

Cerca de 300 militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e ao Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) ocuparam, na manhã do último domingo, a Fazenda Mattei. A propriedade fica na comunidade Arvoredo, município de Pontão, no norte do Rio Grande do Sul. O objetivo dos sem-terra é denunciar a concentração e a suposta grilagem de terra no local, de acordo com os movimentos.

Os organizadores da ação dizem que a área tem aproximadamente 600 hectares. Mas o proprietário, Jair Mattei, teria declarado, para efeito fiscal em 2016, somente 185 hectares à Receita Pública Estadual da Secretaria da Fazenda.

Sem-terra acampados

— Mattei declara uma produção dez vezes maior do que suporta a propriedade escriturada. (Basta verificar) a realidade da produtividade da região — diz o agricultor Gerônimo Silva.

Os participantes da mobilização cobram dos responsáveis a investigação da produtividade da área. Querem, ainda, que seja apurada a suposta prática de grilagem de terra.