Iraque espera ajuda da Rússia para libertar Mossul do Estado Islâmico

O grupo terrorista tomou a cidade de Mossul em julho de 2014. Atualmente, ela é a única cidade controlada pelo Estado Islâmico em todo o país

Por Redação, com Sputnik – de Bagdá:

Iraque espera que Rússia continue fornecendo informações para as Forças de Segurança do Iraque sobre as posições e capacidades dos militantes do Estado Islâmico durante operação militar de libertação da cidade de Mossul.

A cidade de Mossul é a segunda maior do Iraque e foi tomada pelo grupo Daesh
A cidade de Mossul é a segunda maior do Iraque e foi tomada pelo grupo Daesh

A cidade de Mossul é a segunda maior do Iraque e foi tomada pelo grupo Daesh (organização terrorista proibida na Rússia) em 2014. O jornal Izvestya relata sobre a situação, citando um diplomata do Ministério do Exterior do Iraque: “Nossas tropas recebem toda a informação necessária do centro de coordenação em Bagdá, onde trabalham especialistas do Iraque, da Rússia e do Irã, encarregados de preparar e coordenar operações militares. Estes dados ajudam na realização de ofensivas mais eficazes contra o EI, quando comparadas as realizadas somente pelas nossas forças na base de informação de nossos serviços de inteligência.”

O grupo terrorista tomou a cidade de Mossul em julho de 2014. Atualmente, ela é a única cidade controlada pelo Estado Islâmico em todo o país.

As Forças de Bagdá, apoiadas pela aviação dos EUA e aliados locais, bem como pelos militantes curdos, vêm avançando nos últimos meses na região de Mossul. O Pentágono expressa vontade de realizar operação de libertação de Mossul já para o início de outubro deste ano, mas a fonte do jornal não está segura sobre o período de realização.

Operações contra o Estado Islâmico em cidades menores, como Ramadi ou Fallujah, duraram semanas. A libertação de Mossul é um desafio mais sério e complexo. Estima-se que, atualmente, 1,5 milhão de pessoas vivem na cidade. Durante a operação, os militantes provavelmente irão usar civis como escudos humanos, impossibilitando uma resposta mais eficaz ao terrorismo. Isto explica o porquê que levará mais tempo para preparação da operação.

No entanto, há uma grande chance da ofensiva ser lançada nos próximos meses, pois as autoridades iraquianas, de acordo com o diplomata, planejam libertar a cidade antes do final do ano.

Karim Nouri, porta-voz das Forças de Mobilização Popular do Iraque (al-Hashd al-Shaabi) considera a realização de operação neste período como o melhor cenário. Além disso, segundo ele, os EUA seguem os seus próprios interesses no que diz respeito à operação de libertação de Mossul. “É evidente que (para os EUA) existem outros motivos políticos. Poderiam ser as eleições presidenciais próximas, a crescente influência do Irã na região e nossas atividades. Em qualquer caso, a luta será feroz, mas não queremos a participação dos EUA, porque eles jogam claramente o seu próprio jogo”, disse. De acordo com Nouri, a Rússia é límpida em seus esforços para destruir EI. Moscou se envolve ativamente nas operações contra o terrorismo no Oriente Médio desde 30 de setembro de 2015, quando lançou uma operação aérea para eliminar os grupos terroristas na Síria. Este envolvimento militar foi autorizado por Damasco, conclui.