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Malásia busca quatro suspeito por morte de Kim Jong-nam

Polícia malaia diz que suspeitos deixaram o país no mesmo dia do ataque contra o meio-irmão do ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un. Governo sul-coreano acusa regime de Pyongyang de “estar por trás” do assassinato

Por Redação, com DW – de Kuala Lumpur:

A polícia da Malásia afirmou neste domingo que procura quatro homens de nacionalidade norte-coreana pelo assassinato no aeroporto de Kuala Lumpur de Kim Jong-nam, o meio-irmão do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un.

A polícia da Malásia afirmou neste domingo que procura quatro homens de nacionalidade norte-coreana pelo assassinato no aeroporto de Kuala Lumpur de Kim Jong-nam
A polícia da Malásia afirmou neste domingo que procura quatro homens de nacionalidade norte-coreana pelo assassinato no aeroporto de Kuala Lumpur de Kim Jong-nam

– Os quatro suspeitos são da Coreia do Norte (…), e podemos confirmar que os quatro deixaram o país no mesmo dia do ataque no último dia 13 – afirmou o subdiretor da Polícia da Malásia, Noor Rashid Ibrahim.

O responsável da polícia afirmou que não sabia se os quatro suspeitos pertencem ao governo da Coreia do Norte. Mas explicou que estão “em contato com a Interpol e outros organismos relevantes na região” para prendê-los.

As pessoas procuradas são Ri Jae-nam, de 57 anos, que chegou na Malásia em 1 de fevereiro. O Jong-gil, de 55 anos, que entrou no país em 7 de fevereiro. Hong Song Hac, de 34 anos, no dia 31 de janeiro; e Rhi Ji Hyon, de 33 anos, em  4 de fevereiro.

Kim Jong-nam morreu na manhã da segunda-feira dia 13 quando era levado ao hospital. Depois que, aparentemente, duas mulheres o envenenaram no terminal de saídas internacionais do aeroporto de Kuala Lumpur. Onde ia pegar um voo de volta a Macau, onde vivia autoexilado.

A Polícia da Malásia mantém detidos duas mulheres. Uma vietnamita e outra indonésia, um malaio e um norte-coreano em relação ao suposto assassinato.

Seul acusa Pyongyang por morte

O governo da Coreia do Sul disse neste domingo que o regime de Pyongyang “está por trás” do assassinato de Kim Jong-nam. Já que cinco suspeitos são de nacionalidade norte-coreana.

– Levando em conta que cinco suspeitos foram identificados como norte-coreanos. O governo considera que o regime da Coreia do Norte está por trás do incidente – declarou um porta-voz do ministério da Unificação de Seul a veículos de comunicação locais.

A reação da Coreia do Sul é conhecida depois que a polícia da Malásia deteve na sexta-feira um norte-coreano de 46 anos em relação com o suposto assassinato de Kim Jong-nam. Ele revelou que procura outros quatro cidadãos dessa mesma nacionalidade por seu envolvimento no incidente.

As autoridades da Malásia asseguraram que a investigação segue em andamento. E não quiseram assinalar a causa exata da morte nem especular sobre quem está por trás do suposto assassinato.

– Não estamos interessados em política ou outros elementos. No que estamos interessados é por que se cometeu um crime desta classe em nosso país. Nosso trabalho é descobrir a verdade e levar os culpados à justiça – declarou Noor Rashid.

Na terça-feira passada, o governo sul-coreano qualificou de “brutal e desumano”. O assassinato de Kim Jong-nam e os serviços de inteligência de Seul revelaram que Pyongyang já havia tentado assassinar o meio irmão de Kim Jong-un em 2012.