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Nadador australiano é preso após sofrer colapso na casa dos pais

O pai do atormentado medalhista olímpico contou ao jornal local, Gold Coast Bulletin, que chamou a polícia para que o ex-atleta de 36 anos recebesse ajuda

Por Redação, com Reuters – de Melbourne/Rio de Janeiro:

O famoso nadador australiano de longa distância Grant Hackett foi preso e detido pela polícia na Costa Dourada nesta quarta-feira depois de sofrer um “colapso” na casa de seus pais, noticiou a mídia local.

Nadador australiano de longa distância Grant Hackett com medalha de prata nos Jogos de Pequim, em 2008
Nadador australiano de longa distância Grant Hackett com medalha de prata nos Jogos de Pequim, em 2008

O pai do atormentado medalhista olímpico contou ao jornal local, Gold Coast Bulletin, que chamou a polícia para que o ex-atleta de 36 anos recebesse ajuda.

– Grant tem um problema médico que se manifestou aqui nesta manhã… ele estava delirando um pouco – disse Neville Hackett à publicação.

– Ele está sendo tratado por um médico. Ele é grande e forte quando não está feliz. Decidimos que ele precisa de algum tratamento. Mas ele não iria sair para se tratar nesta quarta de jeito nenhum, então chamamos a polícia.”

– A única maneira de a polícia poder fazer alguma coisa de acordo com a lei do país é prendê-lo por violência doméstica – disse.

Neville Hackett disse que o nadador não fez nenhuma ameaça. Mas que não é “o que você chamaria de uma pessoa normal”.

A rede local Channel Seven publicou imagens em vídeo de Hackett sendo levado a uma delegacia algemado.

Prisão

O porta-voz da polícia de Queensland disse que um homem foi preso “após um distúrbio em uma residência de Surfer’s Avenue, em Mermaid Waters, perto do meio dia”.

O agente de Grant Hackett não estava disponível para comentar.

Hackett conquistou o ouro nos 1.500 metros na Olimpíada de Sydney de 2000 e nos Jogos de Atenas de 2004. Ele se aposentou depois da Olimpíada de Pequim de 2008. Na qual ficou com a prata na mesma competição.

Rio 2016

Arenas que custaram centenas de milhões de reais e uma área de lazer prometida à população de uma região pobre estão fechadas ao público desde o fim dos Jogos Rio 2016 devido a problemas financeiros, falta de interesse da iniciativa privada e atraso no planejamento, o que reforça as críticas e dúvidas sobre o prometido legado da primeira Olimpíada na América do Sul.

Ginásios que foram projetados para serem transformados em escolas após os Jogos ainda estão em desmontagem e permanecem sem utilização. Assim como um novo velódromo, que apesar de não receber ciclistas. Conta com o ar condicionado ligado de forma ininterrupta para a preservação da cara pista de madeira.

Parque Aquático

No Parque Aquático, as piscinas temporárias foram removidas para serem instaladas em outros locais. Mas as crateras onde estavam permaneceram abertas. Acumulando água suja. Um risco em uma região com histórico de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

– Sem dúvida que causa um desconforto aquela sensação de que um parque bonito desse, que a gente viu há tão pouco tempo. Não estar sendo utilizado como nós todos gostaríamos. Atletas, comunidade esportiva e população – reconheceu a subsecretária de Esportes da Prefeitura do Rio, Patrícia Amorim. Acrescentando que está trabalhando para reverter a situação.

Segundo ela, a troca de governo municipal na virada do ano. O fracasso no plano da gestão anterior de repassar o Parque Olímpico da Barra à iniciativa privada por falta de interessados. Foram fatores decisivos para o problema, além do “momento muito complicado no país” no tocante à questão de recursos.

– Nesse momento todo o nosso esforço são os estudos de viabilidade financeira – disse a ex-nadadora olímpica em entrevista à agência inglesa de notícias Reuters durante visita ao parque.

População

Ela ressaltou que está trabalhando para que em um curto espaço de tempo o local volte a estar à disposição da população. Conforme prometido no plano de legado da candidatura da cidade para receber a Olimpíada.

Desde o fim dos Jogos, o Parque Olímpico não havia recebido um evento esportivo sequer nas novas arenas até o último fim de semana, Quando o Centro Olímpico de Tênis foi palco de um jogo de vôlei de praia. Sob duras críticas de tenistas que lamentaram o despejo de toneladas de areia sobre a quadra.

Quadra de tênis

– É patético você ver que já que está fechado, é melhor ter areia do que não ter nada. É patético você ter uma quadra de tênis lá. Não ser usada para tênis seis meses depois dos Jogos – disse à Reuters o ex-tenista Fernando Meligeni, 4º colocado na Olimpíada de Atlanta 1996 e crítico da gestão esportiva no país.

– No momento em que você faz uma Olimpíada e coloca de pé tantas arenas na mesma cidade você tem que se preparar. É inaceitável você acabar uma Olimpíada e não ter ninguém preparado para assumir um legado desses – acrescentou.