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Nasa localiza 613 objetos em órbita próxima à da Terra

Dois deles cruzam os céus do planeta e, até o dia 25 de Fevereiro, o maior deles, com 1 quilômetro de largura passará próximo à órbita da Terra

 

Por Redação, com Nasa – de Cabo Canaveral, EUA

 

O programa Neowise (NEO Wide-Field Infrared Survey Explorer), da agencia espacial norte-americana (Nasa, na sigla em inglês), passou a monitorar, nas últimas semanas, dois objetos estelares em trajetórias próximas da Terra, em distâncias cósmicas. É apenas um entre os mais de 600 monitorados pelo sistema.

O programa da Nasa monitora os objetos estelares em curso com a Terra
O programa da Nasa monitora os objetos estelares em curso com a Terra

O maior deles, identificado como 2016 WF9, com diâmetro de cerca de 1 quilômetro, passará a pouco mais de 50 milhões de quilômetros, em 25 de fevereiro. Na órbita em que se encontra, segundo a Nasa, não representa qualquer perigo para o planeta em que vivemos.

O segundo objeto monitorado é o o cometa C/2016 U1, detectado pela primeira vez em 21 de outubro. O corpo celeste chegará ao ponto mais próximo do Sol em 14 de janeiro, após tangenciar a Terra nas últimas 48 horas, a uma distância segura, de acordo com os cientistas do Neowise.

O programa cobriu, até dezembro do ano passado, o céu em torno da Terra, desde que a missão da Nasa foi reestabelecida. O Neowise passou por um período de inatividade e, ao ser reativado, localizou 24,1 mil objetos do sistema solar, entre eles 613 objetos próximos da Terra (NEOs, na sigla em inglês) e 110 cometas. Atualmente, o projeto reprocessa os dados da primeira missão, com o objetivo de mapear os asteróides e cometas até os limites mais externos do sistema.

Curso da Terra

Para além dos objetos que circundam o planeta, o Neowise passou a buscar, também, pequenos planetas que possam estar situados em distâncias ainda superiores ao limite atual do sistema solar. O programa foi lançado em dezembro de 2009 com o objetivo de cobrir os quadrantes estelares em quatro bandas de infravermelho. O trabalho dos cientistas seguiu até Dezembro de 2010, quando o telescópio foi congelado por hidrogênio até fevereiro de 2011. Por segurança, o equipamento foi colocado em hibernação durante o período.

Durante a missão inicial, o Neowise disparou ondas de infravermelho para mais de 158 mil planetas. Entre eles, 34 mil foram recém-descobertos. A análise destes dados permitirá aos cientistas estabelecer paralelos aos números, órbitas, tamanhos e provável composição dos asteróides que cruzam o sistema solar. Este monitoramento permitiu à agência espacial localizar o 2016 WF9 e constatar que suas características são incomuns aos demais objetos em análise.

O objeto parece ser escuro e irrefletido, característica típica de um cometa. Apesar disso, ele não tem a característica nuvem de poeira e gás que define um cometa. Esta falta de clareza também significa que o objeto tem uma origem desconhecida. “O 2016 WF9 poderia ter origens cometárias”, disse o cientista-chefe do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA , James Bauer, em nota. “Este objeto ilustra que a fronteira entre asteroides e cometas é incerta”, concluiu.