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Papa Francisco encerra ‘Ano Santo da Misericórdia’ com mensagem aos imigrantes

Em uma cerimônia na Basílica de São Pedro, o papa Francisco fechou sua ‘Porta Santa’. O Vaticano diz que cerca de 20 milhões de peregrinos caminharam desde que foi aberta em 8 de dezembro

 

Por Redação, com Reuters – de Roma

 

O papa Francisco encerrou, neste domingo, o “Ano Santo da Misericórdia” da Igreja Católica Romana. Foi um período que inspirou a esperança entre muitos seguidores mas também foi marcado por conflitos em todo o mundo. Proliferaram-se, também, as lutas internas dentro da própria Igreja.

O papa Francisco fechou a 'Porta Santa' de um ano em que os imigrantes sofreram os mais graves abusos na Europa
O papa Francisco fechou a ‘Porta Santa’ de um ano em que os imigrantes sofreram os mais graves abusos na Europa

Em uma cerimônia na Basílica de São Pedro, Francisco fechou sua ‘Porta Santa’. O Vaticano diz que cerca de 20 milhões de peregrinos caminharam desde que foi aberta em 8 de dezembro. Buscam as bênçãos especiais e passar simbolicamente do pecado à graça.

Os Anos Santos costumam acontecer a cada 25 anos, a menos que um papa decrete um extraordinário, como este, encerrado neste domingo. Visa chamar a atenção a uma determinada necessidade ou tópico.

Esperança

O próximo seria em 2025 mas, Francisco, de 79 anos, preocupado com crescentes divisões e conflitos no mundo e a polarização entre católicos, determinou um ano especial sobre o tema da misericórdia. Trata-se de uma parte importante para a sua busca por uma igreja menos crítica e mais inclusiva.

Os católicos de todo o mundo foram convidados a perdoar uns aos outros. O papa fez inúmeros apelos aos líderes mundiais para que fizessem gestos de paz e reconciliação.

Em sua homilia, em uma missa para 70 mil pessoas na Praça de São Pedro. Foi celebrada juntamente com 17 novos cardeais nomeados, no sábado. Ele pediu pela continuidade do espírito de esperança e misericórdia.

— Pedimos a graça de nunca fechar as portas da reconciliação e do perdão, mas sim de saber superar o mal e as diferenças, abrindo todos os caminhos possíveis de esperança — concluiu.