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Protestos e homenagens marcam Dia da Mulher em SP

De acordo com a instituição, o câncer de mama, depois do carcinoma de pele não melanoma, é o mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

O Dia Internacional da Mulher, comemorado nesta quarta-feira, foi marcado na capital paulista por diferentes atividades que incluem exames gratuitos de mamografia, mutirão de testagem de HIV, ato simbólico na Bolsa de Valores, premiações, além de protestos e eventos culturais.

O Dia Internacional da Mulher, comemorado nesta quarta-feira, foi marcado na capital paulista por diferentes atividades e protestos
O Dia Internacional da Mulher, comemorado nesta quarta-feira, foi marcado na capital paulista por diferentes atividades e protestos

Das 9h às 16h, mulheres que passarem pelo Terminal Metropolitano do Jabaquara, na Zona Sul da cidade. Puderam participar de um mutirão de teste rápido de HIV. Foram disponibilizados cerca de 400 testes. Cujo resultado sai em 30 minutos. Houve também distribuição de 14 mil preservativos masculinos, 2 mil preservativos femininos e 8 mil sachês de gel lubrificante. A ação é da Secretaria Estadual da Saúde.

Outra ação foi feita pela Escola de Medicina da Universidade Federal de São Paulo. Houve mutirões de mamografia nesta quarta e vai até a próxima sexta-feira. De acordo com a instituição. O câncer de mama, depois do carcinoma de pele não melanoma, é o mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo. A ação é em parceria com a indústria farmacêutica Bayer.

Nesta manhã, a BM&Bovespa soou a campainha que indica a abertura do pregão em apoio à igualdade de gênero. O ato simbólico contou com a participação de representantes da ONU Mulheres no Brasil, Nadine Gasman, da Rede Brasil do Pacto Global da ONU, Beatriz Carneiro, da presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano. Além de representantes da Bovespa.

Protestos

Atos políticos foram marcados para o fim do dia na capital paulista. No vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista. Setores espontâneos independentes e coletivos feministas convocaram um ato, pelas redes sociais. Que já conta com mais de 15,7 mil confirmações.

O “8M – Paralisação Internacional das Mulheres SP”, marcado para esta tarde, faz parte de uma mobilização internacional que, segundo a organização, conta com a participação de pelo menos 30 países. Na pauta do protesto, estão temas como a legalização do aborto, a vulnerabilidade social de mulheres negras e a invisibilidade das mulheres lésbicas. Outro ato reuniu mulheres na Praça da Sé, no Centro da capital.

Homenagem

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) homenageou as melhores iniciativas no combate à violência contra a mulher no país. A cerimônia do Selo FBSP de Práticas Inovadoras 2017 ocorreu no Museu da Casa Brasileira.

Foram eleitas 10 iniciativas, entre elas o Núcleo de Estudo e Pesquisa em Violência de Gênero e Núcleo Policial Investigativo do Feminicídio, no Piauí. A Rede de Frente (Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica Contra Mulher), de Barras de Garças e Pontal do Araguaia, em Mato Grosso; e a Ronda Maria da Penha para Homens, na Bahia.

Na semana

No próximo domingo, a Fundação Procon-SP, da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, participa do evento Mulher ComVida, das 9h às 19h, no Parque do Carmo. O evento é organizado pelo Sindicato dos Comerciários de São Paulo e tem como público mulheres em situação de vulnerabilidade social. Os técnicos do Procon darão esclarecimentos aos consumidores sobre direitos, além de orientações sobre dívidas.