Enem 2017 será em dois domingos consecutivos em novembro

Por Redação, com ABr – de Brasília:

O Ministério da Educação (MEC) anunciou mudanças no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que, este ano, será realizado em dois domingos consecutivos, dias 5 e 12 de novembro, e não mais em um único fim de semana. As inscrições estarão abertas de 8 a 19 de maio. O resultado do exame será divulgado no dia 19 de janeiro de 2018.

Estudantes chegam para as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2016
Estudantes chegam para as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2016

A medida deverá beneficiar os sabatistas, integrantes de religiões que guardam o sábado. Até o ano passado, eles tinham que ficar isolados em uma sala das 13h (horário de início da prova). Até o sol se pôr e faziam as provas de sábado à noite. 

– As mudanças garantem mais tranquilidade para os estudantes, que terão mais espaço entre uma prova e outra e, ao mesmo tempo. Resolve uma questão histórica dos sabatistas, que tinham a condição muito desumana de ficarem confinados aguardando o pôr do sol. Para iniciar a aplicação da prova. Além de aspectos relativos a segurança. A gente amplia a segurança da aplicação das duas provas tendo em vista esse espaço de dois domingos – disse o ministro da Educação, Mendonça Filho.

No primeiro domingo, os estudantes farão provas de ciências humanas, linguagens e redação. No segundo, as provas serão de matemática e ciências da natureza. Até o ano passado, o exame era realizado em um sábado e um domingo, no mesmo fim de semana, e a prova de redação era aplicada no segundo dia de exame. Com a mudança, no primeiro domingo os estudantes terão cinco horas e meia de prova e, no segundo, quatro horas e meia. 

Os candidatos interessados em fazer o exame devem pagar uma taxa de inscrição. O MEC ainda discute o valor a ser cobrado. A taxa deve ser conhecida a partir da publicação do edital, prevista para 10 de abril. São isentos do pagamento da taxa os estudantes concluintes do ensino médio em escolas públicas e os participantes de baixa renda. Os estudantes isentos que não comparecerem e não justificarem a ausência perderão o benefício em 2018, caso queiram fazer a prova novamente. 

As mudanças foram feitas com base em consulta pública realizada pelo ministério. Cerca de 600 mil pessoas participaram da consulta, que ficou disponível no período de 18 de janeiro a 17 de fevereiro.

Segurança

Cada prova será identificada com o nome do andidato, tanto o caderno de questões quanto o caderno de respostas. “Com isso, tem instrumento a mais para identificar e eventualmente permitir a rastreabilidade, saber se porventura uma prova foi subtraída ou canalizada para uso indevido”, destacou Mendonça Filho. No ano passado, operações da Polícia Federal foram realizadas no dia de aplicação do exame. As provas também teriam vazado para alguns candidatos.

Enem por computador

A consulta pública mostrou que 70,1% dos participantes são contra a aplicação do Enem por computador. A ideia vem sendo discutida desde 2012. Mendonça cogitava fazer testes de aplicação este ano. “Imaginava que haveria receptividade maior para a prova aplicada em computador, mas é algo que acontecerá, num espaço de tempo não definido, certamente será uma evolução que ocorrerá também para a aplicação do Enem”, disse o ministro.

Fechamento de escolas rurais obriga alunos a passar mais tempo na estrada

Com idades entre 5 e 8 anos, filhos de agricultores viajam até cinco horas todos os dias para estudar. Falta de escolas expulsa famílias e beneficia o agronegócio, diz MST

Por Redação, com RBA – de São Paulo:

Todos os dias, crianças com idades entre 5 e 8 anos saem de casa às 4 e meia da manhã para chegar a tempo na aula, que começa às 7h. Se estiver chovendo, têm de caminhar dois quilômetros até o ônibus, que não consegue ir até elas por causa da lama no caminho. E quando o tempo está seco, elas ficam expostas a doenças respiratórias causadas pela poeira na estrada. Quem conta sobre essa rotina difícil, comum para crianças e adolescentes filhos de trabalhadores rurais da região de São Carlos – uma das mais importantes cidades do interior paulista, região considerada das mais prósperas do meio rural brasileiro – , é o professor Luiz Bezerra Neto, do Departamento de Educação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Integrante do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Educação no Campo (Gepec), ele conhece de perto essa realidade.

De 2002 para cá foram extintas mais de 30 mil escolas rurais, obrigando pais a mandar seus filhos para escolas distantes, em estradas perigosas e veículos mal conservados
De 2002 para cá foram extintas mais de 30 mil escolas rurais, obrigando pais a mandar seus filhos para escolas distantes, em estradas perigosas e veículos mal conservados

– E olha que nem estou me referindo à situação no Norte e Nordeste, onde tudo é sabidamente mais precário. Falo de casos que acompanhei no município onde trabalho, no interior do estado mais rico da federação, em que crianças ficam cinco horas dentro do transporte escolar, e apenas quatro em sala de aula. Em que condições vão chegar em casa? – Questiona. 

Outra dificuldade imposta aos pequenos alunos de São Carlos, como aponta o professor, é no retorno, após as 11h, quando a aula termina. Como nem todas estudam no mesmo lugar e são atendidas por um único ônibus, umas têm de esperar mais de uma hora pela chegada das outras, até que o grupo seja unido novamente e possa seguir a viagem de volta.

Se não houver problema com o ônibus – geralmente são velhos e mal conservados – todas chegam em casa bem mais tarde, cansadas e com lição para fazer. Sobra pouco tempo para o convívio com a família ou mesmo para brincar. Para quem sai da cama antes de o sol raiar, o sono não demora e mais um dia termina.

Gepec

Pelos dados do Gepec, de 2002 para cá foram fechadas mais de 30 mil escolas rurais no país, levando muito mais crianças em todo o país a viver essa dura realidade, marcada por viagens arriscadas em estradas e veículos mal conservados, sem a presença de um monitor para cuidar da segurança, especialmente das menores, durante o trajeto, sem alimentação adequada, com poucas horas de sono e o consequente cansaço. Fora os outros prejuízos. “Sem escola perto de casa, que foi fechada, a tendência é o aluno abandonar os estudos e ficar em desvantagem de oportunidades no campo ou na cidade”, diz Luiz Bezerra. 

Para ele, a preocupação de muitos governantes não é a criança, o estudante. “A escola não tem ido à criança. Tem sido o contrário. A criança é que tem ido à escola. Um governante que se preocupa com a educação da população deveria estar levando a escola até ela”, afirma.

Em geral, o argumento dos gestores para fechar escolas é sempre o mesmo: corte de despesas. E para não contratar professores e merendeiras, preferem fechar a escola e contratar transporte escolar. A opção é péssima para os trabalhadores e seus filhos também porque dificulta o controle social sobre o pagamento da despesa.

– Ao contrário da manutenção de uma escola, mais fácil de ser fiscalizada pela comunidade, o transporte é de difícil controle. A comunidade não tem acesso, por exemplo, à quilometragem percorrida pelos ônibus em busca dos alunos. Por isso muito governante – não todos – opta pela oferta desse serviço. Não temos como provar, mas sabemos que isso possibilita o desvio de verbas – aponta o professor da UFSCar.

Insegurança

No litoral sul da Bahia, no município de Prado, há sete assentamentos. A maioria das 538 famílias que se dedicam à agricultura de subsistência, tem filhos em idade escolar. No entanto, na região já foram fechadas seis escolas nos últimos anos. Para muitos pais, a única alternativa é mandar as crianças para o município vizinho de Alcobaça, mesmo contra a vontade.

O dirigente regional do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) Carlos Roberto da Silva, o Beto, conta que há inúmeros motivos de preocupação. “Os pais ficam trabalhando na roça e não sabem o que os filhos estão fazendo na outra cidade. Se tiver aula vaga, quem garante que eles não vão para a praia? Defendemos que cada assentamento tenha sua própria escola, até porque a lei garante que a criança estude perto de casa”, diz. 

Outro temor, conforme o dirigente do MST, é em relação à segurança das crianças no transporte escolar, sem a presença de um monitor. E lembra que os mais velhos, em idade de cursar o ensino médio, só podem estudar à noite, na cidade. “Muitos deixam de estudar porque chegam em casa à 1 hora da manhã e precisam levantar cedo.”

O MST defende uma escola por assentamento porque, além das necessidades pedagógicas comuns, há necessidades específicas de cada um deles. “Precisamos melhorar a qualidade da educação no campo, e não piorar, fechando as poucas escolas que temos e mandando as crianças estudar tão longe. O descaso é tão grande que até mesmo nas escolas que construímos com nossos próprios recursos faltam educadores. A prefeita não foi capaz de contratar educador”, diz o líder do movimento.

No início de fevereiro, os assentados se organizaram em comissão de pais e alunos para pressionar a prefeita de Prado, Mayra Brito (PP), a investir nas escolas em vez de fechá-las. Como a gestora não os recebeu, a comunidade ocupou a prefeitura para forçar o diálogo, que não ocorreu. Em vez disso, a prefeita obteve liminar na Justiça e a Polícia Militar fez a desocupação do local.  

Sucateamento

Quando não são fechadas, as escolas do campo são sucateadas, agravando a situação de falta de infraestrutura. Há unidades sem professores, merendeira, carteiras, materiais e muitas onde falta até água para beber – como acontece no sul da Bahia, por exemplo. E nas menores, com poucos alunos, é muito comum a chamada classe multisseriada. Nela, alunos de idades diferentes, em séries diferentes, assistem aula com o mesmo professor. 

O sistema até poderia funcionar, caso houvesse integração entre as crianças e investimento na formação docente e em recursos pedagógicos. O problema é que, ao dividir as quatro horas de aula entre as três ou quatro turmas, o tempo dedicado a cada uma delas é bem menor, em torno de duas horas diárias – a metade. Com isso, os alunos recebem menos conteúdo do que aqueles que frequentam turmas regulares.

– Os cursos de Pedagogia não contemplam a discussão teórica sobre como trabalhar com classe multisseriada, o que ensinar em determinados momentos, a metodologia mais adequada para que esses alunos tenham acesso integral ao currículo válido em todo o país para que quando forem prestar um vestibular, disputar uma vaga, tenham a mesma eficiência que os alunos que frequentaram escola com ensino de melhor qualidade – afirma Luiz Bezerra, da UFSCar.

Para ele, o combate à multisseriação não altera a situação, mas sim ao tempo reduzido de aula desses alunos, que aprendem muito menos conteúdo. Se isso for corrigido, acredita, melhora o nível de aprendizagem e aumentam as chances desses estudantes.

Expulsão do campo

Sintoma do desprezo histórico dos governantes pela educação pública destinada aos filhos da classe trabalhadora, seja do campo ou da cidade, onde muitas classes têm sido extintas, o  fechamento de escolas do campo é outra face da perversidade dos conflitos agrários. “Sabemos que as prefeituras são pressionadas pelos ruralistas. Então, fechar a escola é mais uma estratégia que impulsiona o êxodo rural”, diz o dirigente do MST Carlos Roberto da Silva, o Beto.

O professor da UFSCar concorda: Fechar escolas rurais significa expulsar as famílias de suas terras. Ou assentamentos para outras áreas na medida que buscam dar educação aos seus filhos. “Porque se quiserem mantê-lo na escola. Vão ter de buscar outro lugar para morar. Dependendo da região, as escolas ficam distantes 10, 15, 20 quilômetros daquela que foi fechada”. Lembra o professor da UFSCar.  

Assim, segundo ele, o agronegócio fragiliza também os assentamentos e desestimula a luta pela reforma agrária. Afinal, sem escola, as chances de sucesso são menores do que quando se abre uma escola para os assentados e seus filhos. “Muitas vezes, para sair de uma ponta do assentamento para ir à outra, onde fica a escola. O aluno acaba levando horas. Isso dificulta a permanência da criança na escola e da família ali.”

Em meio a enormes desafios,  só resta a luta. “Ir às ruas, denunciar a situação e arregimentar aliados”, diz Bezerra. Para o professor, a saída é a união contra o latifúndio. Todas as formas de opressão impostas pelo poder econômico.

– Em suma, fazer o que o movimento vem fazendo, ocupar terras e escolas e, forjar novas formas de enfrentamento. Este enfrentamento tem que ocorrer também nas universidades, nas escolas, nos sindicatos. Sobretudo através das lutas dos movimentos sociais. Não podemos, de forma nenhuma, dar trégua nesta luta. A escola no campo pode ser um bom espaço de discussão desta realidade.

Rio: professores usam tecnologia para incentivar alunos

Na rede estadual de ensino, alguns dispositivos têm sido desenvolvidos por educadores, visando enriquecer as aulas e despertar o interesse dos jovens

Por Redação, com ACS – do Rio de Janeiro:

Cada vez mais professores têm deixado de lado o antigo quadro de giz para dar lugar a ferramentas tecnológicas. Na rede estadual de ensino, alguns dispositivos têm sido desenvolvidos por educadores, visando enriquecer as aulas e despertar o interesse dos jovens.

Docentes da rede estadual desenvolveram aplicativos para enriquecer as aulas
Docentes da rede estadual desenvolveram aplicativos para enriquecer as aulas

Entre os exemplos, estão os aplicativos pedagógicos Universos & Tribos, Profissap e Sonhe!. Os Apps foram idealizados por docentes de escolas estaduais como parte do projeto TecEscola, que tem o apoio da Secretaria de Educação.

O professor de Matemática Fábio Gonçalves Polck desenvolveu com a colega de Biologia Maria de Fátima da Cunha Carneiro o aplicativo Universos & Tribos.

Trata-se de um quiz – perguntas e respostas – voltado para o conhecimento nas disciplinas que lecionam.

– Com o smartphone, o estudante tem acesso a exercícios em sala de aula, na rua e em casa. No ano passado, utilizei o recurso com alunos que ficaram em recuperação e deu certo. Tanto que a maioria conseguiu atingir as notas necessárias para aprovação. O perfil do aluno mudou e, aos poucos, também estamos mudando o jeito de ensinar – disse o professor.

Segundo Fábio, que leciona no Colégio Estadual Amaro Cavalcanti, no Largo do Machado, na Zona Sul do Rio. A recepção das turmas novas, da 1ª série do Ensino Médio, foi positiva neste início de ano letivo.

– Conversei com a turma e avisei que vamos trabalhar muito com a tecnologia. Além do uso do aplicativo e da troca de e-mails com exercícios. Também mostrei o site Conexão Escola (www.conexaoescola.rj.gov.br), que tem material de estudos – afirmou o docente.

Teste vocacional

Já o aplicativo Profissap propõe um direcionamento para a área de interesse, com a descrição de profissões.

– É como um teste vocacional. A proposta é descrever as profissões, informar os locais onde existem universidades e apresentar depoimentos de profissionais de diferentes áreas – explicou Rita de Cássia Garcia, do Colégio Professor Antonio Maria Teixeira, uma das idealizadoras do App.

Aplicativos abordam diversos temas

Os alunos da rede estadual de ensino estão tendo acesso a diversas áreas de interesse por meio dos aplicativos criados por docentes como Pedro Menezes. O professor de Filosofia desenvolveu o Sonhe! para dar suporte aos planos dos estudantes, fornecendo informações sobre temas como Matemática, Música e História.

– Tentei sair do trivial. O aplicativo conta com o desenvolvimento de projetos relacionados ao que o aluno gosta. É uma forma de pensar o mundo a partir do conhecimento que adquire na escola – ressaltou Pedro, que leciona no Colégio Ministro Orozimbo Nonato, em Higienópolis, na Zona Norte do Rio.

Também responsável pelo aplicativo Sonhe!, Mauro Ferreira de Oliveira, professor do Colégio Agripino Grieco, em Engenho de Dentro, na Zona Norte, e do Ciep Túlio Roberto, em Duque de Caxias, considerou a experiência grandiosa.

– A tecnologia na sala de aula é uma grande parceria para o conhecimento – destacou Mauro.

Para o ano letivo de 2017, a proposta dos educadores é atualizar os Apps, a partir do feedback de alunos e professores. Os aplicativos estão disponíveis para os sistemas operacionais Android e IOS.

 

Incrições para o Sisu começam esta semana

O Sisu seleciona os estudantes com base na nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Cabe a cada instituição definir o cálculo que utilizará para a seleção dos novos alunos

Por Redação, com ABr – de Brasília:

 

As inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) começam esta semana, do dia 24 ao dia 27 deste mês. As vagas já estão disponíveis e os estudantes podem aproveitar o final de semana para pesquisar as melhores opções.

As inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) começam esta semana
As inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) começam esta semana

A consulta pode ser feita no site do Sisu por curso, instituição e município. Ao todo, são 238.397 vagas 131 instituições públicas.

O Sisu seleciona os estudantes com base na nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Cabe a cada instituição definir o cálculo que utilizará para a seleção dos novos alunos.

Para participar do processo, o estudante não pode ter tirado nota zero na redação do exame. Ao todo, mais de 6,1 milhões fizeram o Enem em 2016.

Nota de corte 

Após a abertura das inscrições, uma vez por dia, são divulgadas ao notas de corte de cada um dos cursos, tanto pelo sistema universal quanto pelo sistema de cotas.

O candidato também pode consultar, em seu boletim, a sua classificação parcial na opção de curso escolhido. Ao final do período de inscrição, é divulgada a lista de selecionados.

No boletim de acompanhamento, o candidato pode consultar sua classificação e o resultado final. Ao longo do período de inscrição, o candidato pode mudar as opções de curso.

O Ministério da Educação (MEC) ressalta que o tanto a classificação parcial quanto a nota de corte são calculadas a partir das notas dos candidatos inscritos na mesma opção. Portanto, são apenas uma referência, não sendo garantia de seleção para a vaga ofertada.

O resultado será divulgado no dia 30. O período de matrícula será de 3 a 7 de fevereiro. Os candidatos que não forem selecionados na chamada regular para as vagas poderão participar da lista de espera, entre 30 de janeiro e 10 de fevereiro. Esses candidatos serão convocados a partir do dia 16 de fevereiro, caso haja vagas remanescentes.

Alunos e funcionários fazem ato em defesa da Uerj

A universidade enfrenta um problema de falta de recursos que tem causado prejuízos às atividades acadêmicas, e aos atendimentos do Hospital Universitário Pedro Ernesto

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

Cerca de 50 estudantes e funcionários da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) fizeram nesta quarta-feira um ato em defesa da instituição. A universidade enfrenta um problema de falta de recursos que tem causado prejuízos às atividades acadêmicas, e aos atendimentos do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe). Os manifestantes se reuniram no Largo do Machado, zona sul do Rio, e seguiram em direção ao Palácio Guanabara, sede do governo fluminense.

Cerca de 50 estudantes e funcionários da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) fizeram nesta quarta-feira um ato em defesa da instituição
Cerca de 50 estudantes e funcionários da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) fizeram nesta quarta-feira um ato em defesa da instituição

De acordo com a estudante de ciências sociais da Uerj Natália Trindade, estas recorrentes manifestações buscam despertar a opinião pública da sociedade para os problemas que a universidade enfrenta. Ela diz que esta é a única forma de conseguir apoio, já que o governador não dialoga com os estudantes e servidores.

– A população precisa nos dar este apoio. A Uerj é um patrimônio do nosso Estado. Ela não é minha, é de todos. Nossa situação hoje é triste, lamentável. Se uma pessoa entrar em qualquer um dos campus terá uma sensação de que falta absolutamente tudo.

– Só não estamos piores que as delegacias, pois ainda temos folhas de papel-ofício. De resto, falta tudo: limpeza, alimentação, ventiladores, etc. Estamos reivindicando o básico para que a Uerj sobreviva – explicou.

Manifestação

Carlos Abreu, coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação, da Universidade Federal Fluminense,  participou do ato. Segundo ele, para reforçar uma luta que deveria ser de todos. 

– É um ditado batido, mas a união faz a força. A Uerj, diferentemente de nós, é do Estado. Mas nós também passamos por problemas já que o governo federal não nos dá nada. Então é extremamente necessário estarmos aqui fazendo coro com nossos irmãos.

– O que está sendo feito com estes jovens e os servidores em geral é um ataque desumano. Que se cortem os gastos na própria carne dos políticos e não na nossa educação. Educação é a maior riqueza que este país deveria ter – disse Carlos Abreu.

Os alunos da Uerj tiveram suas aulas adiadas do dia 17 para o próximo dia 23.  A estudante Natália diz que realmente não há condição para o retorno às aulas por conta da escassez em todos os setores da instituição. Ela pediu que os estudantes sejam reconhecidos como a solução para a crise e não como um problema.

Alunos têm acesso a sistema informatizado do Fies

O Sistema Informatizado do Fundo de Financiamento Estudantil (SisFies) será aberto para os alunos a partir desta segunda-feira

A renovação vale somente para contratos formalizados até 31 de dezembro de 2016. As novas inscrições estão previstas para fevereiro

Por Redação, com ABr – de Brasília:

O Sistema Informatizado do Fundo de Financiamento Estudantil (SisFies) será aberto para os alunos a partir desta segunda-feira. Os estudantes podem, portanto, renovar seus contratos, já que os aditamentos são feitos pela Internet. A renovação vale somente para contratos formalizados até 31 de dezembro de 2016. As novas inscrições estão previstas para fevereiro.

O Sistema Informatizado do Fundo de Financiamento Estudantil (SisFies) será aberto para os alunos a partir desta segunda-feira
O Sistema Informatizado do Fundo de Financiamento Estudantil (SisFies) será aberto para os alunos a partir desta segunda-feira

Os contratos do Fies devem ser renovados a cada semestre. O pedido de aditamento é feito inicialmente pelas faculdades e, em seguida, os alunos devem validar as informações inseridas pelas instituições no SisFies.

Na última segunda-feira, o acesso ao sistema foi aberto às instituições de ensino superior para o cadastro de dados dos alunos beneficiados. Agora, os estudantes devem confirmar as informações. O prazo para as instituições inserirem os dados vai até o dia 30 de abril.

No caso de aditamento não simplificado, quando há alteração nas cláusulas do contrato, como mudança de fiador, o estudante precisa levar a documentação comprobatória ao agente financeiro para finalizar a renovação. Já nos aditamentos simplificados, a renovação é formalizada a partir da validação do estudante no sistema.

Evitar problemas

A abertura do SisFies para os aditamentos foi uma das primeiras medidas anunciadas este ano pelo Ministério da Educação (MEC). A intenção é evitar os problemas que ocorreram no ano passado. No segundo semestre de 2016, as renovações dos contratos, que geralmente ocorrem no início do semestre, só puderam ser feitas a partir de outubro, devido a atrasos de pagamentos. De acordo com o MEC, cerca de 98% dos estudantes conseguiram renovar o financiamento, o que totalizou um orçamento de R$ 8,6 bilhões.

O Fies oferece financiamento de cursos superiores em instituições privadas a uma taxa de juros de 6,5% ao ano. O aluno só começa a pagar a dívida após a formatura. O percentual do custeio é definido de acordo com o comprometimento da renda familiar mensal bruta per capita do estudante. Atualmente, mais de 2 milhões de alunos participam do programa.

Fies: alunos poderão renovar os contratos na próxima semana

O Fies oferece financiamento de cursos superiores em instituições privadas a uma taxa de juros de 6,5% ao ano

Os aditamentos são feitos pela Internet, no Sistema Informatizado do Fies (SisFies).  A renovação vale somente para contratos formalizados até 31 de dezembro de 2016

Por Redação, com ABr – de Brasília:

Os estudantes poderão  renovar os contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) a partir do dia 16 de janeiro, segundo o Ministério da Educação (MEC). Os aditamentos são feitos pela Internet, no Sistema Informatizado do Fies (SisFies).  A renovação vale somente para contratos formalizados até 31 de dezembro de 2016. As novas inscrições estão previstas para fevereiro.

O Fies oferece financiamento de cursos superiores em instituições privadas a uma taxa de juros de 6,5% ao ano
O Fies oferece financiamento de cursos superiores em instituições privadas a uma taxa de juros de 6,5% ao ano

Os contratos do Fies devem ser renovados a cada semestre. O pedido de aditamento é feito inicialmente pelas faculdades e, em seguida, os estudantes devem validar as informações inseridas pelas instituições no SisFies. Na segunda-feira, as instituições de ensino superior começaram a cadastrar os dados dos estudantes beneficiados pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Após essa etapa, os estudantes devem entrar no sistema e confirmar os dados. O prazo para as instituições inserirem os dados dos estudantes vai até o dia 30 de abril. 

No caso de aditamento não simplificado, quando há alteração nas cláusulas do contrato, como mudança de fiador, por exemplo, o estudante precisa levar a documentação comprobatória ao agente financeiro para finalizar a renovação. Já nos aditamentos simplificados, a renovação é formalizada a partir da validação do estudante no sistema.

Evitar problemas

A abertura do SisFies para os aditamentos foi uma das primeiras medidas anunciadas este ano pelo Ministério da Educação (MEC). A intenção é evitar os problemas que ocorreram no ano passado. No segundo semestre de 2016, as renovações dos contratos, que geralmente ocorrem no início do semestre, só puderam ser feitas a partir de outubro, devido a atrasos de pagamentos. De acordo com o MEC, cerca de 98% dos estudantes conseguiram renovar o financiamento, o que totalizou um orçamento de R$ 8,6 bilhões. 

O Fies oferece financiamento de cursos superiores em instituições privadas a uma taxa de juros de 6,5% ao ano. O aluno só começa a pagar a dívida após a formatura. O percentual do custeio é definido de acordo com o comprometimento da renda familiar mensal bruta per capita do estudante. Atualmente, mais de 2 milhões de estudantes participam do programa.

Resolução libera visto de trabalho para alunos universitários estrangeiros

Estudantes estrangeiros de graduação ou pós-graduação no Brasil poderão trabalhar legalmente no país

De acordo com o presidente do Conselho Nacional de Imigração, Paulo Sergio de Almeida, a medida deve reduzir o número de estudantes na informalidade

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

Estudantes estrangeiros de graduação ou pós-graduação no Brasil poderão trabalhar legalmente no país. A medida também vale para os alunos que já terminaram os cursos e pretendem ficar no país. A resolução que autoriza o trabalho de estrangeiros foi publicada na edição de quinta-feira, no Diário Oficial da União e já está em vigor.

Estudantes estrangeiros de graduação ou pós-graduação no Brasil poderão trabalhar legalmente no país
Estudantes estrangeiros de graduação ou pós-graduação no Brasil poderão trabalhar legalmente no país

A conversão do visto para estudos e trabalho não será automática. Os estudantes precisarão encaminhar o pedido à Coordenação Geral de Imigração (CGIG), no Ministério do Trabalho, que analisará os casos e expedirá as autorizações. Entre as condições para permanência, é que a função estabelecida no contrato de trabalho do estudante tenha relação com o currículo do curso que está sendo feito no Brasil.

O estudante poderá pedir o visto de trabalho após seis meses do início do curso. Nestes casos, a nova condição migratória do estrangeiro terá validade de um ano, podendo ser prorrogada enquanto durar o curso. No limite do prazo estipulado pela instituição de ensino.

Visto

O aluno tem até um ano após a conclusão do visto para pedir o visto. Ao término do período total do visto, não será permitida nova solicitação. A medida não se aplica aos estudantes com bolsa de estudo que tenha como condição o não exercício de atividade remunerada.

Antes da resolução, o trabalho para estudantes estrangeiros era vetado no país. Os interessados em permanecer no país deveriam retornar ao país de origem e fazer solicitação de visto para trabalho.

De acordo com o presidente do Conselho Nacional de Imigração, Paulo Sergio de Almeida, a medida deve reduzir o número de estudantes na informalidade. Pois muitos enfrentam dificuldades para se manter no Brasil sem trabalhar.

Brasil tem primeira queda em matemática desde 2003

O Brasil está estacionado entre os piores desempenhos do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), de acordo com os resultados da avaliação de 2015

O Pisa mediu o conhecimento dos estudantes de 72 países em leitura, ciências e matemática. Nas três, a média dos estudantes brasileiros ficou abaixo da dos demais países

Por Redação, com ABr – de Brasília:

O Brasil está estacionado entre os piores desempenhos do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), de acordo com os resultados da avaliação de 2015, divulgados nesta terça-feira pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O Brasil está estacionado entre os piores desempenhos do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), de acordo com os resultados da avaliação de 2015
O Brasil está estacionado entre os piores desempenhos do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), de acordo com os resultados da avaliação de 2015

O Pisa mediu o conhecimento dos estudantes de 72 países em leitura, ciências e matemática. Nas três, a média dos estudantes brasileiros ficou abaixo da dos demais países. Em matemática, o país apresentou a primeira queda desde 2003, início da série histórica da avaliação.

Em ciências, a média do Brasil foi 401 pontos, enquanto a média dos países da OCDE foi 493. Em leitura, o país obteve 407 pontos, abaixo dos 493 pontos dos países-membros da OCDE. Em matemática, o desempenho brasileiro foi de 377 contra 490 da OCDE.

De acordo com os critérios da organização, 30 pontos no Pisa equivalem a um ano de estudos. Isso significa que, em média. Os estudantes brasileiros estão cerca de três anos atrás em ciências e leitura e mais de três anos em matemática.

O Pisa testa os conhecimentos de estudantes de 15 anos de idade em matemática, leitura e ciências. A avaliação é feita a cada três anos, e cada aplicação é focada em uma das áreas. Em 2015, o foco foi em ciências, que concentrou o maior número de questões da avaliação.

Participaram da edição do ano passado 540 mil estudantes que, por amostragem, representam 29 milhões de alunos dos países participantes. A avaliação incluiu os 35 países-membros da OCDE, além de economias parceiras, como o Brasil.

No país, participaram 23.141 estudantes de 841 escolas. A maior parte deles (77%) estava matriculada no ensino médio, na rede estadual (73,8%), em escolas urbanas (95,4%).

Abaixo da média

Em matemática, o país teve uma trajetória positiva desde 2003, início da série histórica, quando obteve 356 pontos. Nas avaliações seguintes, obteve 370 em 2006 e 386, em 2009. Em 2012, o país atingiu 389 pontos.

Houve uma elevação real de 21 pontos na média dos alunos no período de 2003 a 2012. Em 2015, no entanto, o país caiu para 377, o que significa um declínio de 11,4 pontos. Apesar de ser uma queda, pelos critérios da OCDE, não se trata de grande diferença.

Nas demais avaliações, o país está estagnado. Em ciências, a proficiência média do Brasil foi 390 em 2006; 405 em 2009; e 402 em 2012. As pontuações não apresentam diferenças estatísticas, segundo o relatório da OCDE, o que mostra que o país está estagnado.

O mesmo ocorre em leitura. Em 2000, o país obteve 396; em 2003, 403; em 2006, 393; em 2009, 412 e em 2012, 407. Essas diferenças são consideradas insignificantes estatisticamente.

Ranking

Em comparação com os demais países, o Brasil ocupa a 63ª posição em ciências; a 59ª posição em leitura e a 65ª posição em matemática. O ranking considera 70 economias – foram excluídas a Malásia e o Cazaquistão, que não seguiram as mesmas regras de amostragem dos demais países, o que não permite a comparação.

No topo do ranking de ciências estão Cingapura (556), o Japão (538) e a Estônia (534). Em leitura estão Cingapura (535), Hong Kong (China), o Canadá (527) e a Finlândia (526). Em matemática, Cingapura também aparece em primeiro lugar, com 564 pontos, seguida de Hong Kong (548) e Macau (China), com 544 pontos. 

A OCDE pondera que as condições socioeconômica do Brasil e dos países da OCDE são diferentes. Enquanto no Brasil, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita considerado no estudo é de US$ 15,9 mil, a média da OCDE é de US$ 39,3 mil por habitante. Os países-membros da organização também investem mais por estudantes dos 6 aos 15 anos, US$ US$ 90,3 mil, enquanto no Brasil esse gasto é de menos da metade, 38,2 mil.

Outros países, no entanto, como a Colômbia, o México e o Uruguai gastam menos por estudante que o Brasil e tiveram um desempenho melhor em ciências. Respectivamente, 416, 416 e 435 pontos. O Chile, que gasta o mesmo que o Brasil, também obteve uma pontuação maior, de 447.

Ministério da Educação

Na avaliação da secretária executiva do Ministério da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, o resultado geral do Brasil “é muito ruim em comparação até com países que têm investimento menor que o nosso em educação. Inclusive, um nível de desenvolvimento inferior ao do Brasil. Países como a Colômbia e o México, que tinham um desempenho parecido e agora ja superaram o Brasil”, afirma.

De acordo com Maria Helena, é possível “dar um salto de qualidade” desde que haja políticas públicas adequadas. Segundo ela, a formação de professores é chave nesse processo. Ela aposta na definição da Base Nacional Comum Curricular para melhorar o ensino.

A base vai definir o mínimo que estudantes devem aprender. Desde o ensino infantil até o ensino médio. O documento, que está em discussão para o ensino médio e em fase final de elaboração para as demais etapas, vai orientar também a formação dos professores.

– Acho que o Pisa é bom relatório para que se entenda as enormes dificuldades do país, que não melhora a educação básica e, ao mesmo tempo, pensa em melhorar a economia. Só vai conseguir melhorar (a economia) se melhorar a educação básica – acrescenta.

Alunos ocupam reitoria da UFABC contra PEC 55

Alunos de baixa renda vindos de outros estados dependem de bolsas para garantir a permanência na universidade

Os estudantes alertam que a medida pode agravar ainda mais a situação dos alunos que já estão sofrendo com cortes nas bolsas de assistência estudantil

Por Redação, com RBA – de São Paulo:

Cerca de 50 estudantes da da Universidade Federal do ABC (UFABC) ocuparam a reitoria do campus de Santo André desde o dia 25 deste mês, contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, em tramitação no Senado, que propõe o congelamento dos investimentos públicos por 20 anos e que deve ir à votação, em primeiro turno, nesta-terça-feira.

Alunos de baixa renda vindos de outros estados dependem de bolsas para garantir a permanência na universidade
Alunos de baixa renda vindos de outros estados dependem de bolsas para garantir a permanência na universidade

Os estudantes alertam que a medida pode agravar ainda mais a situação dos alunos que já estão sofrendo com cortes nas bolsas de assistência estudantil.

– De 2015 para 2016, a gente teve um corte de metade das bolsas socioeconômicas, que são as bolsas que garantem o projeto pedagógico da universidade, que é a inclusão e excelência.

– Com os cortes, vários alunos de outros estados voltaram para casa – elata Isis Mustafá, estudante de ciências e humanidades, em entrevista à repórter Michelle Gomes, para o Seu Jornal, da TVT.

Moradores

Gaúcha, Isis recebe auxílio-moradia de R$ 300 e bolsa-alimentação. Ela ressalta que as bolsas são fundamentais para que alunos de baixa renda vindos de outros Estados tenham condições de permanecer na universidade.

– Tenho uma colega que ficou dois meses dormindo no sofá de um amigo, porque perdeu a bolsa. Ela trancou o curso, no último quadrimestre, e voltou para o interior de São Paulo.

Além disso, os projetos de pesquisa também ficam ameaçados. Luiza Fegadolli. Também do curso de ciências e humanidades, recebe bolsa de R$ 400 por mês para dedicar 20 horas semanais. A um projeto de extensão que pesquisa o consumo consciente. “O meu projeto, em especial, já tinha orçamento previsto até o final desse ano.

Para o ano que vem, a gente vai ter uma diminuição em vários projetos”, conta Luiza. No seu grupo de pesquisa, as bolsas serão reduzidas de seis para quatro, no ano que vem. Ressalta a aluna.

Os estudantes também reivindicam a reintegração dos funcionários terceirizados. Eles foram demitidos por fazer uma paralisação ontra o assédio moral e garantia formal de que não haverá mais cortes na assistência estudantil.

 Eles pretendem manter a ocupação até que as reivindicações sejam atendidas. “O movimento, acima de tudo. E uma oportunidade para promover os espaços democráticos e a unidade dos estudantes”, conclui Luiza.