EUA começam instalação de sistema antimísseis na Coreia do Sul

A medida dos EUA deve ampliar as tensões entre Coreia do Sul e China, que diz que a instalação do Thaad destrói o equilíbrio da segurança regional

Por Redação, com Reuters – de Seul:

Os Estados Unidos começaram as movimentações nesta terça-feira para instalar os primeiros elementos de um avançado sistema de defesa antimísseis na Coreia do Sul, depois que a Coreia do Norte lançou quatro mísseis balísticos em um teste, informou o Comando dos EUA no Pacífico, apesar da firme oposição da China.

A medida dos EUA deve ampliar as tensões entre Coreia do Sul e China
A medida dos EUA deve ampliar as tensões entre Coreia do Sul e China

O anúncio foi feito enquanto a mídia estatal norte-coreana. Dizia que o líder do país, Kim Jong Un, havia supervisionado pessoalmente os lançamentos de segunda-feira. De uma instalação militar que está posicionada de forma a atacar bases dos EUA no Japão. Ampliando as ameaças contra Washington. No momento em que tropas norte-americanas realizam exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul.

– Ações provocativas contínuas da Coreia do Norte. Incluindo o lançamento ontem de múltiplos mísseis, apenas confirmam a prudência da decisão de nossa aliança no ano passado de instalar o Thaad na Coreia do Sul – disse o comandante dos EUA no Pacífico, almirante Harry Harris. Em comunicado, fazendo referência ao sistema antimísseis Terminal de Defesa Aérea de Alta Altitude (Thaad, na sigla em inglês).

Medida

A medida dos EUA deve ampliar as tensões entre Coreia do Sul e China, que diz que a instalação do Thaad destrói o equilíbrio da segurança regional.

Os quatro mísseis balísticos lançados pela Coreia do Norte caíram no mar na direção da costa noroeste do Japão. Despertando reações indignadas de Seul e Tóquio, dias após o regime de Pyongyang ter prometido retaliar pelos exercícios militares de EUA e Coreia do Sul, que a Coreia do Norte considera ser uma preparação para guerra.

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, conversaram sobre o lançamento dos mísseis. Durante um telefonema. Trump também conversou com o presidente interino da Coreia do Sul, Hwang Kyo-ahn.

Medvedev endurece o discurso depois da eleição de Obama

O presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, expressou na quarta-feira a esperança de que, com um novo presidente, as relações com os Estados Unidos melhorem, mas também prometeu retaliar o plano de defesa de antimísseis norte-americano.

As relações entre Washington e Moscou se deterioraram, alcançando níveis parecidos ao do período pós-Guerra Fria durante o governo de George W. Bush. Muitos russos esperam uma melhora com Barack Obama.

– Eu gostaria de enfatizar: não temos problemas com o povo americano. Nós não temos nenhum anti-americanismo inato – disse Medvedev em seu discurso anual no parlamento.

– Esperamos que nossos parceiros, o novo governo dos Estados Unidos, escolham a favor das relações plenas com a Rússia – disse Medvedev.

Medvedev atacou o plano norte-americano de colocar partes de seu sistema de defesa antimísseis na Europa e disse que Moscou responderá ao plano, alinhando mísseis em sua base em Kaliningrado.

Ele acusou Washington de agravar a crise financeira global e afirmou que a política internacional “egoísta” dos Estados Unidos iniciou a guerra entre Rússia e Geórgia, em agosto.

Ao tomar posse, Bush disse que gostava e confiava no ex-presidente russo Vladimir Putin, mas as relações logo esfriaram. Outros políticos russos também disseram esperar que Obama traga uma nova abordagem.

Durante a campanha, Obama apresentou uma retórica dura contra a Rússia, mas muitos russos preferem ele ao rival John McCain, que apóia fortemente a Geórgia. Depois do conflito, Putin afirmou que ele foi orquestrado para beneficiar um dos partido na corrida presidencial, referindo-se a John McCain.

Medvedev ameaça resposta militar a escudo de antimísseis dos EUA

O presidente russo, Dmitry Medvedev, disse na terça-feira que responderia militarmente à instalação de mísseis dos Estados Unidos em regiões próximas da fronteira da Rússia.

A secretária de Estado dos EUA Condoleezza Rice assinou um acordo na Polônia na semana passada para a organização e preparação de dez mísseis interceptadores dos Estados Unidos no país, como parte de um escudo antimísseis. Washington diz que o escudo, que também envolve sistemas de rastreamento na República Tcheca, tem a intenção de proteger contra lançamentos de Estados nocivos, uma referência especialmente aplicada ao Irã.

– Esses mísseis estão próximos de nossas fronteiras e são uma ameaça – disse Medvedev à rede Al-Jazeera de televisão.

– Isso irá criar tensões adicionais e teremos que responder de algum jeito, naturalmente usando meios militares – completou.

A Rússia rejeita os argumentos dos Estados Unidos para o escudo e o vê como uma ameaça à sua defesa nuclear.

Medvedev havia falado antes de uma possível resposta militar, mas os comentários desta terça-feira foram os primeiros nessa linha desde que Rice concluiu o acordo.

Líderes políticos e militares da Rússia nunca especificaram quais medidas militares poderiam tomar.

Algumas autoridades militares sugeriram que a organização de mísseis na região de Kaliningrado, enclave russo na região báltica, e na ex-aliada soviética Belarus podem ser boas opções.

Rússia promete responder a acordo de escudo antimísseis

A Rússia deu uma dura resposta ao anúncio de um acordo entre os Estados Unidos e a Polônia para colocar um sistema de defesa norte-americano contra mísseis em solo polonês.

– Neste caso, a Rússia terá de reagir e não somente por meio de protestos diplomáticos – disse o Ministério das Relações Exteriores russo em um comunicado publicado em seu site (www.mid.ru) na quarta-feira.

O comunicado qualifica o escudo como “um dos instrumentos de um pacote de projetos militares norte-americanos extremamente perigosos, que envolvem o desenvolvimento unilateral de um sistema global de escudos de mísseis”.

A Rússia desaprova a decisão de alinhar uma bateria de mísseis norte-americanos Patriot na Polônia, dizendo que isto não daria proteção a nenhum “perigo imaginário” oferecido pelo Irã.