Operação com cães registra recorde de apreensão no Rio

Nos últimos três anos, o BAC teve um aumento de mais de 1.200% na quantidade de drogas apreendidas. Em janeiro de 2015, foi registrada a apreensão de 264 kg

Por Redação, com ACS – do Rio de Janeiro:

Policiais militares do Batalhão de Ações com Cães (BAC) apreenderam aproximadamente três toneladas de drogas somente no mês de janeiro. As operações aconteceram em diversas comunidades do Rio de Janeiro. Ações também apreenderam um grande volume de armamentos.

Policiais militares apreenderam três toneladas de drogas apenas em janeiro
Policiais militares apreenderam três toneladas de drogas apenas em janeiro

Nos últimos três anos, o BAC teve um aumento de mais de 1.200% na quantidade de drogas apreendidas. Em janeiro de 2015, foi registrada a apreensão de 264 kg e, no mesmo mês de 2016, 126 kg de drogas apreendidas. Já em 2017, foram 3.224 kg, o que comprova o aumento expressivo deste ano.

– O resultado é fruto do esforço coletivo dos nossos policiais e do treinamento com os nossos cães. O batalhão é pioneiro no Brasil em reprodução assistida, então, temos diversos cães que nasceram e foram treinados no próprio batalhão – explicou o primeiro-tenente do BAC, Felipe da Silva Rodrigues.

Denúncias

Segundo o tenente, a população fluminense pode ajudar nas ações fazendo denúncias.

– Se alguém observar qualquer movimentação estranha ou tiver informações de pessoas ligadas ao tráfico, é dever do cidadão denunciar – disse o policial.

Operação

No dia anterior, agentes da Operação Centro Presente, durante patrulhamento na Rua Souza e Silva, prenderam Altemir da Silva Gomes, de 28 anos, e Nilton dos Santos Azevedo, de 34 anos. Eles foram abordados quando saíram da fábrica Moinho Fluminense com um rolo de fio grosso, uma mochila e sacola preta. Com eles foram encontrados fios de cobre e disjuntores. Nilton e Altemir foram encaminhados à 4ª DP (Praça da República) e autuados por furto.

Três horas depois, policiais militares da Operação prenderam Marcio José Benedito da Conceição, de 33 anos. A equipe recebeu informações de que um homem estaria praticando furto de materiais na mesma fábrica. Os agentes foram ao local e com Márcio encontraram uma sacola com vários rolos de fio de cobre. Ele foi conduzido à 4ª DP (Praça da República) e autuado por furto. Márcio é morador de Belford Roxo e possui três anotações criminais.

Na mesma rua, na manhã de hoje, os agentes capturaram um foragido da Justiça. Após consulta ao Banco Nacional de Mandados de Prisão, foi verificado que contra Pablo Pinheiro da Silva, de 22 anos, havia um mandado de prisão pendente pelo crime de homicídio qualificado. Ele foi encaminhado à 4ª DP, onde o caso foi registrado.

Agentes da Operação Centro Presente patrulhavam a Rua Gereral Caldwel, na noite de quarta-feira, quando dois adolescentes de 15 e 12 anos em uma bicicleta tentaram fugir após perceberem a aproximação policial. Com eles foi encontrado um celular que eles confessaram ter furtado em um estabelecimento comercial na Lapa. Os menores foram encaminhados para a Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente (DPCA) e vão responder por fato análogo ao crime de furto.

Novas regras para deportação geram apreensão entre imigrantes nos EUA

As medidas ampliaram o número de pessoas “deportáveis”, deram aos agentes imigratórios maior autonomia de decisão e ampliaram as possibilidades para as deportações aceleradas

Por Redação, com ABr – de Washington:

As novas diretrizes para a política imigratória norte-americana, adotadas pelo Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (United States Department of Homeland Security – DHS, na sigla em inglês) trouxeram mais rigor para o setor. As medidas ampliaram o número de pessoas “deportáveis”, deram aos agentes imigratórios maior autonomia de decisão e ampliaram as possibilidades para as deportações aceleradas (quando o imigrante não tem direito a uma audiência judicial).

As medidas ampliaram o número de pessoas "deportáveis"
As medidas ampliaram o número de pessoas “deportáveis”

Para repercutir o alcance das novas diretrizes, à Agência Brasil conversou com a advogada especializada em imigração Fernanda Hottle e com alguns imigrantes brasileiros que vivem nos Estados Unidos (EUA) em situação irregular.

Confira abaixo os principais pontos sobre as novas regras e o seu possível impacto para a comunidade de imigrantes sem documentação, bem como para os brasileiros que planejam viver no país.

Agentes com mais poder

Com as novas regras, os agentes do Immigration and Customs Enforcement (ICE). Órgão responsável pelo controle de imigração e aduana nos EUA. Passam a ter mais poder de ação e de decisão sobre os “deportáveis”.

Antes, a orientação era de que um agente podia não efetivar a deportação. Caso o imigrante não tivesse antecedentes criminais graves, como tráfico de drogas e crimes de violência.

A advogada Fernanda Hottle, que também é presidente do Conselho de Cidadãos em Atlanta, no Estado da Geórgia. Ela disse que na gestão de Barack Obama a orientação era deportar de maneira estrita apenas os imigrantes acusados de crimes graves.

O restante dos irregulares não estava “no radar” de deportáveis. “Embora não estivesse escrito. Os agentes podiam fazer vista grossa para quem não tinha cometido crime grave e não abrir um processo para deportá-lo”, comentou.

O novo texto diz que o agente poderá enviar o caso à Justiça. Emitindo um documento de acusação para o processo de deportação, caso não seja convencido pelo imigrante de delitos não considerados graves. Como dirigir sem carteira de motorista. “A deportação, agora, passa a depender mais do julgamento do agente e há margem para fatores mais subjetivos”, disse Fernanda Hottle.

Deportação Acelerada (Express)

Outra mudança importante é a relacionada às deportações aceleradas (ou express). Antes, a regra previa que somente pessoas detidas a pelo menos 100 milhas da fronteira dos EUA. Nos 14 primeiros dias após sua chegada. Podiam ser encaminhadas diretamente à deportação. Sem o direito de serem ouvidas por um juiz. Agora, a deportação acelerada poderá ser executada para todos os imigrantes irregulares que estejam no país há menos de dois anos.

A simples detenção de um imigrante que esteja dirigindo sem carteira de motorista. Por exemplo, poderá levá-lo a uma deportação expressa. Sem direito a uma audiência, se ele não conseguir provar que está no país há mais de dois anos.

Do mesmo modo, no caso de uma pessoa que vive irregularmente nos EUA há menos de dois anos com um visto de turista. Por exemplo, os agentes precisam apenas checar a data do seu carimbo de entrada no país para decidir pela deportação.

Vários imigrantes brasileiros que vivem sem documentação nos EUA entraram legalmente no país. Mas não mudaram o status de seu visto de turismo para um que autorize a permanência por mais tempo. Portanto, estão irregulares.

O prazo para permanência com visto de turismo nos EUA é de até seis meses. Para quem vive nos Estados Unidos sem documentação. A advogada recomenda que sempre carreguem um documento qualquer que comprove a sua estadia no país. “Pode ser imposto de renda, certidão de nascimento de filho, etc”, explica.

Além disso, ela recomenda muito cuidado para evitar descumprir as regras em situações cotidianas. “Se a pessoa não tem carteira de motorista, ela não deve dirigir”, exemplifica.

Brasileiros devem planejar

Fernanda Hottle ponderou que o momento deve ser de cautela para os brasileiros que tenham interesse de vir morar nos Estados Unidos. “É preciso planejar bem a vinda. Para evitar perder o status legal”, diz. Ela comenta que muitos brasileiros chegam aos EUA sem planejamento para tentar conseguir um visto que permita a estadia prolongada. Como estudante ou outra opção disponível, e sem levar em conta os custos financeiros para se manter no país pelo tempo necessário para o processo.

– A ideia de vou lá ver no que dá e tentar a sorte não é uma boa escolha agora. O clima está muito hostil para os imigrantes – disse. Ela informa que apenas este ano cerca de 170 imigrantes irregulares foram deportados na Geórgia e nas Carolinas do Sul e do Norte. Todos tinham tido deportações anteriores ou antecedentes criminais. Mas, segundo o jornal USA Today, nos três Estados também houve deportações de 20 pessoas sem documentação que não tinham registros criminais.

Anistia e revisão da lei migratória

De acordo com as autoridades americanas, os EUA têm cerca de 11 milhões de imigrantes irregulares. O projeto de Donald Trump é deportar cerca de 3 milhões de pessoas sem documentação. Números do próprio governo revelam que, do total de irregulares, cerca de 8 milhões já foram absorvidos pelo mercado, especialmente nos setores agrícola, de construção civil e serviços.

Fernanda Hottle acredita que, embora Trump não tenha prometido anistiar parte das pessoas sem documentação, isso pode ser feito no futuro.  “Em sua plataforma, ele falou em consertar a lei imigratória. Que necessita de reforma. Isso incluiria uma revisão e, possivelmente, uma anistia. Como também ordenar o fluxo imigratório e controlá-lo. Porque, de fato, perdeu-se o controle”, comentou.

Parte da população dos EUA é favorável a um plano de imigração. Uma pesquisa da rede CBS News, divulgada esta semana, diz que 60% dos norte-americanos acreditam que os imigrantes em situação irregular poderiam, eventualmente, ter direito a solicitar cidadania. Somente 13% disseram não a essa opção.

Tempo e ansiedade

Outro ponto sobre as diretrizes de deportação é que a aceleração de processos e o aumento da demanda por deportações vai custar caro aos cofres públicos, pois terão de ser contratados mais agentes de imigração e ampliada a estrutura judicial. Cerca de 10 mil novos agentes precisarão ser contratados e centros de detenção deverão ser construídos. Por isso, o processo não será realizado de maneira rápida.

Para os imigrantes irregulares que vivem nos Estados Unidos, a indefinição gera ansiedade. A manicure brasileira Karla Ribeiro, 25 anos, da cidade de Venda Nova do Imigrante, no Espírito Santo, chegou ao país pouco depois do marido, em junho de 2015. Ambos viajaram com vistos de turista. “Viemos como turistas e acredito que deveríamos ter sido melhor orientados para alterar o visto para um de estudante. Mas, infelizmente, não fizemos isso”, disse.

Karla disse à Agência Brasil que não se sente apreensiva quando vê deportações, porque até então são casos de pessoas que tinham alguma pendência judicial ou algum crime cometido. “Mas não me sinto confortável para dirigir, porque sei que se eu for pega, corro grande risco agora, não de ser presa, mas de ser deportada”, afirmou.

Ela contou que já viveu algumas situações de apreensão por causa de boatos que geram pânico e medo. “Semana passada, um grupo de brasileiros no WhatsApp deu um alerta de que havia muitas viaturas em uma avenida na cidade em que vivo. O comentário era de que seria umablitz da polícia e ficamos em alerta. Mas era somente porque naquele local havia uma obra”.

PF anuncia maior apreensão de cocaína na Bahia

As investigações, que começaram há cerca de dois meses, indicam que a droga vinha do Paraná e seria distribuída em Salvador e outras cidades do interior da Bahia

Por Redação, com ABr – de Brasília:

A Polícia Federal anunciou nesta sexta-feira a maior apreensão de cocaína já realizada no Estado da Bahia. A apreensão de aproximadamente 810 quilos de cocaína ocorreu em Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador, na tarde de quinta. Três pessoas foram presas.

A Polícia Federal anunciou nesta sexta-feira a maior apreensão de cocaína já realizada no Estado da Bahia
A Polícia Federal anunciou nesta sexta-feira a maior apreensão de cocaína já realizada no Estado da Bahia

Ao investigar a quadrilha, a polícia descobriu um galpão, em Lauro de Freitas, usado para armazenar drogas. A abordagem na quinta-feira foi feita no local. No momento em que chegava um caminhão carregado com cerca de 600 quilos de cocaína escondidos em um compartimento embaixo da carroceria. Segundo a PF, o restante da droga estava no galpão, dentro de uma caixa d’água.

As investigações, que começaram há cerca de dois meses, indicam que a droga vinha do Paraná e seria distribuída em Salvador e outras cidades do interior da Bahia. Os presos foram encaminhados para a Superintendência da PF e, em seguida, para o sistema prisional, onde devem ficar à disposição da justiça.

Todos foram indiciados por tráfico de drogas e associação para o tráfico. A PF informou que vai continuar as investigações, para que outras pessoas envolvidas no esquema sejam identificadas.

Funasa no Maranhão

A Polícia Federal deflagrou no dia anterior duas fases simultâneas da Operação Sermão aos Peixes. Que investiga o desvio de recursos do Fundo Nacional de Saúde (Funasa). Destinados ao Estado do Maranhão. Uma das fases, a Operação Voadores, revelou que mais de R$ 36 milhões foram desviados por meio de cheques.

Três pessoas envolvidas no esquema tiveram a prisão preventiva decretada. Dez foram conduzidas a prestar esclarecimentos sobre os fatos investigados. Também foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão.

Os policiais cumpriram as ordens judiciais nas cidades de São Luís e Imperatriz, no Maranhão, em Palmas e Araguaína, no Tocantins, em Goiânia e Arenópolis, em Goiás, e em Juquitiba, em São Paulo.

A primeira fase da Operação Sermão aos Peixes ocorreu em novembro do ano passado. A partir de investigações que revelaram que duas organizações privadas. Responsáveis pela gestão de unidades de saúde pública do Maranhão estavam desviando verbas para enriquecimento ilícito e financiamento de campanha política.

Voadores

A fase Voadores, deflagrada hoje, mostrou que diretores do Instituto Cidadania e Natureza (ICN), uma das entidades privadas envolvidas nos desvios, sacavam cheques nos caixas de bancos das contas vinculadas às organizações e depositavam em contas pessoais e de pessoas próximas.

Para disfarçar a prática, os cheques tinham valores redondos até R$ 10 mil, o que não exige no banco a identificação de quem saca o valor. A prática é chamada de smurfing. Segundo a Polícia Federal, foram emitidos 4.177 cheques entre janeiro de 2010 e dezembro de 2013.

Já a fase Abscôndito, deflagrada ao mesmo tempo que a fase Voadores, teve o objetivo de apurar o vazamento e as condutas de destruição e ocultação de provas ocorridas na deflagração da primeira fase da operação Sermão aos Peixes.

Repasse

À época, o ex-secretário da Saúde do Maranhão, Ricardo Murad, responsável pelo repasse da gestão das unidades de saúde às entidades privadas. Ele divulgou em sua página do Facebook detalhes sobre a operação.

Murad foi uma das pessoas que prestaram depoimento na primeira fase. Após ser ouvido, ele divulgou nota negando o desvio de dinheiro público por meio dos contratos com as organizações privadas.

Segundo a PF, a divulgação da informação propiciou a destruição e ocultação de provas. Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão. Os policiais verificaram, por exemplo, que havia computadores sem o disco rígido.

Além disso, uma aeronave de propriedade do Centro Oncológico Brasileiro (Cobra), também investigada no esquema e que seria apreendida. Foi vendida e transferida para outra empresa três dias após a deflagração da operação. Por preço cinco vezes menor do que o valor de mercado. Segundo dados das investigações. Há indícios de que o avião foi comprado com recursos desviados da organização Bem Viver.

Por causa do vazamento de informações, a primeira fase da operação Sermão aos Peixes teve início antes do previsto e contou apenas com o efetivo policial local, o que fez com que os mandados demorassem três dias para serem cumpridos.

Na fase Abscôndito, deflagrada hoje, a Polícia Federal encontrou e apreendeu uma aeronave, que é avaliada em R$ 2,5 milhões. Entre os demais itens apreendidos estão quatro carros de luxo, R$ 77 mil reais e diversos cheques.

À Agência Brasil tentou contato telefônico com o Instituto Cidadania e Natureza (ICN), a organização Bem Viver e o Centro Oncológico Brasileiro (Cobra) por meio dos números informados na internet, mas as chamadas não completaram.

Polícia faz operação contra roubo de carga em São Paulo

A operação quer desarticular uma organização criminosa
A operação quer desarticular uma organização criminosa
A operação quer desarticular uma organização criminosa

Uma operação entre as polícias Federal (PF), Militar e Ministério Público Estadual (MP) cumpre 15 mandados de prisão e 20 mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira contra roubo de carga em cidades da região de Campinas, interior de São Paulo. Segundo o MP, nove prisões já foram efetuadas anteriormente para combater esse crime.

A operação quer desarticular uma organização criminosa. Os acusados poderão responder por receptação qualificada de mercadorias, como diversos tipos de alimentos, e a adulteração de placas dos caminhões.

Segundo a Polícia Federal, a investigação começou em fevereiro deste ano, pois os roubos seguiam um mesmo padrão, e ocorriam nas estradas da região de Campinas. Os furtos ocorriam nas rodovias Anhanguera, Bandeirantes e estradas de Jundiaí, Vinhedo, Itatiba, Louveira, Itupeva, Itapecerica da Serra.

A PF informou que as ações criminosas eram caracterizadas por violência e grave ameaça. Há suspeita da participação de motoristas e empregados de transportadoras, devido à facilidade com que o grupo tinha para executar os roubos.

A organização criminosa chegou a usar bloqueadores de sinais dos rastreadores, além de ter montado um esquema em armazéns, que serviam como entreposto do crime, funcionando como empresas de fachada para a emissão de notas fiscais, para cobertura das vendas e distribuição dos produtos.

Polícia faz operação para prender acusados de tráfico de drogas em São Gonçalo

De acordo com o MP, a organização tem três núcleos, dos quais dois são comandados de dentro de presídios
De acordo com o MP, a organização tem três núcleos, dos quais dois são comandados de dentro de presídios
De acordo com o MP, a organização tem três núcleos, dos quais dois são comandados de dentro de presídios

O Ministério Público (MP) e a Polícia Civil fizeram nesta quinta-feira operação para cumprir 36 mandados de prisão e 12 mandados de busca e apreensão de adolescentes em comunidades de São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Eles são acusados de integrar uma organização criminosa que atua na venda de drogas e roubos na cidade.

Até o momento, já foram presas 20 pessoas. Seis adolescentes também já foram apreendidos pelos policiais. Segundo o Ministério Público, a quadrilha controla pontos de venda de droga nas comunidades de Jardim Catarina, Guaxindiba, Itaoca e Trindade. Eles também são acusados de assaltar pedestres e motoristas e de roubar casas.

De acordo com o MP, a organização tem três núcleos, dos quais dois são comandados de dentro de presídios. O MP acusa Telmo de Souza Capela, conhecido como Telminho, e Tiago Rangel da Fonseca, o TH, de coordenar as ações de seus grupos de dentro da prisão. Já Schumaker Antonacio do Rosário, conhecido como Gordão, acusado de chefiar o terceiro núcleo, estava em liberdade.

Apreensão de produtos contrabandeados aumentou 34% em um ano

O Estado de São Paulo é o destino preferido dos contrabandistas
O Estado de São Paulo é o destino preferido dos contrabandistas
O Estado de São Paulo é o destino preferido dos contrabandistas

 

A quantidade de produtos contrabandeados apreendidos cresceu 34% nos últimos 12 meses na comparação com o mesmo período do ano anterior, de acordo com balanço das operações de combate ao contrabando, divulgado nesta terça-feira pela Associação Brasileira de Combate ao Contrabando (ABCF). No total, houve 1,2 mil operações da associação em conjunto com a polícia civil.

A ABCF é uma entidade sem fins lucrativos que atua contra o contrabando e denuncia a existência no mercado de produtos adulterados aos órgãos governamentais de fiscalização.

O Estado de São Paulo é o destino preferido dos contrabandistas, seguido do Paraná, Rio Grande do Sul, de Minas Gerais, da Bahia, de Pernambuco, Goiás, do Pará e Rio de Janeiro.

De acordo com o balanço da associação, foram feitas 436 operações tendo como resultado a apreensão de mais de 650 mil maços de cigarros e 1,3 milhão de peças de roupas. No segmento de luxo (bolsas, óculos e assessórios) houve 10 mil acessórios apreendidos. Houve ainda as seguintes apreensões: 3,5 mil charutos, 20 mil rolos de fios e cabos elétricos, 10 toneladas de autopeças e 20 mil unidades de cervejas e bebidas.

Segundo o diretor da ABCF, Rodolpho Ramazzini, ao comprar esses produtos o cidadão brasileiro está causando mal a si mesmo e à sociedade. “Estamos perdendo a luta contra o contrabando, e o Brasil não está atuando devidamente para combater essa prática. Cada dia temos que aumentar o trabalho de inteligência porque esse é um crime institucionalizado.”

Para Ramazzini, as fronteiras desguarnecidas e os portos abertos facilitam a entrada de produtos ilegais, sendo necessário o aumento de postos e agentes de fiscalização nessas áreas. “Quando falamos de contrabando em larga escala estamos falando das fronteiras secas com o Paraguai, com a Bolívia e com a Colômbia. Chegamos à conclusão de que facções criminosas atuam e lavam o dinheiro obtido com tráfico de drogas e venda de armas com contrabando de cigarros e eletroeletrônicos que passam por essas fronteiras.”

Anvisa determina apreensão e distribuição de lote de medicamento falso

A agência também determinou a apreensão e a inutilização dos produtos remanescentes no mercado
A agência também determinou a apreensão e a inutilização dos produtos remanescentes no mercado

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da fabricação, distribuição, divulgação e comercialização do medicamento Reumatex, fabricado por empresa desconhecida. A agência também determinou a apreensão e a inutilização dos produtos remanescentes no mercado. A resolução foi publicada nesta quarta-feira no Diário Oficial da União.

O medicamento estava sendo fabricado e comercializado irregularmente, já que não tem registro. O produto tinha na embalagem o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica de uma empresa que desconhece o Reumatex e o registro no Ministério da Saúde de outro remédio.

Por causa da presença de corpo estranho em ampola do medicamento Contracep, um anticoncepcional injetável, a Anvisa também determinou a suspensão da distribuição e comércio do lote 601530.1. O remédio é fabricado pela empresa Germed Farmacêutica Ltda e o lote tem validade até 1/16. A empresa terá que recolher as unidades existentes no mercado relativas ao lote afetado.

SUS

O Sistema Único de Saúde (SUS) passa a oferecer novo tratamento a pacientes com Tumor Estromal Gastrointestinal (Gist na sigla em inglês), considerado raro. O medicamento mesilato de imatinibe será usado para quimioterapia adjuvante, tratamento recomendado para paciente com risco do retorno da doença. O medicamento já era usado pelo SUS em tratamentos de outros cânceres como leucemia mieloide crônica e leucemia linfoblástica aguda, além da quimioterapia paliativa do próprio Gist.

De acordo com o Ministério da Saúde, o objetivo do uso do medicamento mesilato de imatinibe no tratamento pós-cirúrgico é reduzir o risco de os pacientes terem recaída na doença. A previsão é que 500 pacientes sejam beneficiados por ano, e estima-se que o custo anual para inclusão do novo tratamento seja em torno de R$ 5,8 milhões.

O Gist é um tumor raro. Ocorre em ambos os sexos e em qualquer faixa etária, sendo mais comum em pessoas acima dos 40 anos de idade. Esses tumores correspondem a 1% das neoplasias primárias do trato digestivo, e estima-se que seja sete a 20 casos por 1 milhão de habitantes. Cerca de 20% dos casos são assintomáticos, e os tumores são encontrados durante endoscopias, exames de imagem do abdômen ou procedimentos cirúrgicos, como gastrectomias.

PRF apreende 4 toneladas de maconha no Rio

Policia
O motorista levaria a droga até a cidade do Rio de Janeiro e receberia mil reais pelo trabalho

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou nesta quinta-feira que apreendeu aproximadamente quatro toneladas de maconha na quarta. A ação aconteceu na BR 040, no município de Três Rios, região Serrana do Rio de Janeiro, e a droga estava escondida em dois carros, transportados por um caminhão.

Durante a fiscalização, os policiais abordaram um caminhão graneleiro com placa do Mato Grosso do Sul. Segundo a PRF, a atitude do motorista chamou a atenção da equipe.

– Antes que a gente pedisse a documentação, o condutor, um homem de 45 anos, foi logo entregando a carteira de habilitação e explicando que só possuía permissão para dirigir carros – afirmou um dos agentes responsáveis pela apreensão.

De acordo com o policial, foi constatado que o motorista também tinha habilitação para dirigir caminhão. “Acredito que ele tenha mentido para desviar nossa atenção”, explicou.

O motorista disse que o caminhão estava vazio, mas quando a lona que o cobria foi retirada, os policiais encontraram dois carros. Quando os agentes abriram as portas dos veículos, vários tabletes de maconha caíram no chão.

Ainda segundo informações da PRF, os dois veículos foram preparados para transportar a droga, já que todos os bancos foram arrancados e até o compartimento do motor estava cheio de droga.

O motorista, que já havia cumprido pena por roubo, foi preso em flagrante por tráfico de drogas. A PRF informou que o motorista declarou que levaria a droga até a cidade do Rio de Janeiro e receberia mil reais pelo transporte. A ocorrência será encaminhada à Polícia Federal.

Os agentes que participaram da ocorrência creditam que o motorista não esteja falando a verdade, já que as placas do caminhão eram de Mato Grosso do Sul. A ocorrência será encaminhada à Polícia Federal.

PM ocupa 12 comunidades do Rio com 700 homens

Tráfico
Com 700 homens da PM em 12 comunidades da cidade do Rio, o objetivo é capturar líderes do tráfico de drogas

A Polícia Militar do Rio está com mais de 700 homens ocupando vários pontos da capital nesta segunda-feira tentando capturar líderes do tráfico de drogas em pelo menos 12 comunidades da cidade.

De acordo com as primeiras informações, cinco suspeitos já foram presos na Favela de Antares, em Santa Cruz, na Zona Oeste da cidade.

Além de reprimir o tráfico, a operação objetiva, prender criminosos, apreender material relacionado ao tráfico e apreender motos irregulares.

Ainda de acordo com a polícia, já foram apreendiddos e levados para 36ª DP (Santa Cruz) 25 granadas, 54 tabletes de maconha, uma pistola calibre 9 milímetros, radiotransmissores, material para endolação de drogas, munição, R$ 209 em espécie e cartões de crédito.

O coronel Rogério Leitão, que está à frente do 2º Comando de Policiamento de Área (CPA), responsável pela ação desta segunda-feira, informou ainda que os policiais localizaram uma casa que pertenceria ao traficante Fabiano Atanasio da Silva, o FB, de 34 anos, no alto do Morro do Chapadão, em Costa Barros.

Polícia prende três e apreende fuzil e caça-níqueis em favela da Zona Norte do Rio

Apreensão
Em ação desencadeada pela polícia carioca, três pessoas foram presas e seis máquinas caça-níqueis, munições e um caderno com anotações do tráfico de drogas foram apreendidos

Três pessoas foram presas e um fuzil Rugger apreendido durante ação desencadeada, na manhã desta quinta-feira, por policiais da 14ª DP (Leblon), na Favela Parque Alegria, no Caju, na Zona Norte da cidade. Na ação, os agentes também apreenderam seis máquinas caça-níqueis, munições e um caderno com anotações do tráfico de drogas.

A operação, que visava a cumprir mandados de prisão e busca e apreensão, expedidos pela Justiça, contra integrantes da gangue do Rolex, contou com apoio de agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE).

Na Rua do Campo, nº 1, naquela comunidade, os policiais localizaram uma boca de fumo, onde prenderam o trio e apreenderam o material. As investigações continuam para localizar e prender integrantes da quadrilha que age roubando relógios de marcas famosas na Zona Sul do Rio.