Nadadora ferida por queda de árvore continua internada em SP

O hospital não deu previsão de alta e a equipe médica não informou ainda se ela ficará com sequelas por conta da lesão

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

O estado de saúde da nadadora Larissa Oliveira, internada desde a última quarta-feira, no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, é bom, de acordo com boletim médico divulgado no dia anterior.

Nadadora Larissa Oliveira
Nadadora Larissa Oliveira

Ela passou por uma cirurgia em decorrência de um ferimento de 30 centímetros na coxa direita. Depois de uma árvore cair sobre o seu carro. Durante o temporal que atingiu São Paulo na quarta-feira.

O hospital não deu previsão de alta. A equipe médica não informou ainda se ela ficará com sequelas por conta da lesão. Os médicos responsáveis pelo tratamento de Larissa são Rodrigo Novaes do Canto e Ricardo Basile.

Rio 2016

Larissa participou da delegação brasileira que foi aos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Ela completou cinco provas: 100 e 200 m livres. Nos revezamentos 4×100 m medley, e 4×100 m e 4×200 m nado livre.

A atleta também já foi campeã mundial de piscina curta em Doha, em 2014, na prova de 4×50 m medley misto. E é três vezes medalhista panamericana. Foi prata no 4×200 m livre e bronze no 4×100 m livre e no 4×100 m medley, nos jogos de Toronto 2015.

Inauguração da Árvore de Natal é adiada após ventania

Por Redação, com agências – do Rio de Janeiro:

Uma forte ventania que atingiu o Rio de Janeiro na madrugada desta sexta-feira, destruindo e danificando a estrutura da Árvore de Natal da Lagoa, fez com que os organizadores transferisse a inauguração para outro dia, informou a empresa responsável pela montagem da árvore desde a sua primeira edição, em 1996.

De acordo com a assessoria da empresa, equipe de engenheiros contratados estão avaliando a extensão do danos , o incidente não deixou ninguém ferido. A inauguração estava marcada para o próximo dia 28 deste mês.

A moradora da região Lucia Figueira, disse que ficou surpresa com a queda da árvore, “eu caminho todo dia e ela estava praticamente pronta”. Todo ano vejo a evolução dela.

Um dos três maiores eventos da cidade, após o Carnaval e o Réveillon, a Árvore da Lagoa já se tornou referência internacional de Natal
Um dos três maiores eventos da cidade, após o Carnaval e o Réveillon, a Árvore da Lagoa já se tornou referência internacional de Natal

O espetáculo de inauguração da Árvore, um dos marcos do início das comemorações das festas de fim de ano do Rio,  no Parque do Cantagalo,  estava marcado a apresentação da Cia. de Dança Carlinhos de Jesus e Cia. Nós da Dança, e participação do Coral da Fundação Bradesco e dos cantores Daniel, Giulia Soncini e Simone. O espetáculo, com entrada franca, seria apresentado pelo ator Otaviano Costa.

Um dos três maiores eventos da cidade, após o Carnaval e o Réveillon, a Árvore da Lagoa já se tornou referência internacional de Natal, atraindo a atenção de milhares de pessoas de todos os cantos do País e do exterior. Desde 1996, ano da primeira edição, a Árvore conta com o patrocínio exclusivo do Grupo Bradesco Seguros, segurador oficial e patrocinador dos Jogos Rio 2016, e o apoio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro.

Composta por 3,3 milhões de microlâmpadas, 200 mil a mais do que em 2014, 140 km de mangueiras luminosas, contra 120 km da edição anterior, 100 refletores de led e 2.150 estrobos, a cenografia da 20ª Árvore de Natal da Bradesco Seguros, assinada por Abel Gomes, levará a uma reflexão sobre a renovação ao longo do ciclo da vida. Passando por cinco fases cenográficas, o espetáculo de luzes, cores e sons terá início com Gotas de Chuva que surgirão em um fundo azul, que dará lugar ao verde, fazendo com que plantas da mesma cor brotem por toda a parte. Em seguida, flores vermelhas vão nascer e logo se destacar, simbolizando a magia do renascer.

Com 85 metros de altura, o equivalente à de um edifício de 28 andares, a Árvore de Natal da Bradesco Seguros pesa 542 toneladas e seu “esqueleto” é formado por 24 km de estruturas tubulares. A Árvore está sendo montada sobre uma base de 810 metros quadrados, composta por 11 flutuadores, que pesam entre 12 e 16 toneladas, interligados por vigas.

A megaestrutura da edição 2015 da maior árvore de Natal flutuante do mundo começou a ser montada em 16 de setembro, com a chegada dos flutuadores que compõem o arranjo naval para sustentação da Árvore à Subsecretaria Adjunta de Operações Aéreas (Saoa), às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas.

Árvore da Lagoa irá destacar o Natal da renovação

Por Redação, com ARN – do Rio de Janeiro:

A Árvore de Natal da Lagoa Rodrigo de Freitas, Zona Sul do Rio de Janeiro, a maior árvore de Natal flutuante do mundo, segundo o Guinness Book of Records, comemora a 20ª edição consecutiva com o tema “O Natal da Renovação”.

O espetáculo de inauguração da Árvore, um dos marcos do início das comemorações das festas de fim de ano do Rio, será em 28 de novembro, no Parque do Cantagalo, e contará com a apresentação da Cia. de Dança Carlinhos de Jesus e Cia. Nós da Dança, e participação do Coral da Fundação Bradesco e dos cantores Daniel, Giulia Soncini e Simone. O espetáculo, com entrada franca, será apresentado pelo ator Otaviano Costa.

Um dos três maiores eventos da cidade, após o Carnaval e o Réveillon, a Árvore da Lagoa já se tornou referência internacional de Natal, atraindo a atenção de milhares de pessoas de todos os cantos do País e do exterior. Desde 1996, ano da primeira edição, a Árvore conta com o patrocínio exclusivo do Grupo Bradesco Seguros – segurador oficial e patrocinador dos Jogos Rio 2016, e o apoio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro.

A Árvore de Natal da Lagoa Rodrigo de Freitas, Zona Sul do Rio de Janeiro, a maior árvore de Natal flutuante do mundo
A Árvore de Natal da Lagoa Rodrigo de Freitas, Zona Sul do Rio de Janeiro, a maior árvore de Natal flutuante do mundo

Composta por 3,3 milhões de microlâmpadas, 200 mil a mais do que em 2014, 140 km de mangueiras luminosas, contra 120 km da edição anterior, 100 refletores de led e 2.150 estrobos, a cenografia da 20ª Árvore de Natal da Bradesco Seguros, assinada por Abel Gomes, levará a uma reflexão sobre a renovação ao longo do ciclo da vida. Passando por cinco fases cenográficas, o espetáculo de luzes, cores e sons terá início com GOTAS DE CHUVA que surgirão em um fundo azul, que dará lugar ao verde, fazendo com que plantas da mesma cor brotem por toda a parte. Em seguida, flores vermelhas vão nascer e logo se destacar, simbolizando a magia do renascer.

A noite chegará, então, representada por estrelas de diversos tamanhos e intensidades, até que a cor dourada vai transitar entre tons de azul, fazendo surgir, em uma constelação, a imagem de um MAPA-MÚNDI. Nele, pontos de luz vão representar a população mundial, em uma referência aos sentimentos de paz, fraternidade e união entre os povos. O brilho de uma estrela destacará o Rio de Janeiro, cidade sede dos Jogos Rio 2016, maior evento esportivo do planeta, símbolo da confraternização mundial.

Em seguida, o dourado vai predominar mais uma vez na cenografia, na forma da tradicional árvore de Natal. Enfeitada por grandiosas bolas, adornos dourados e folhas de trigo, o ícone natalino, em dégradé vermelho, remeterá à comunhão das famílias de todo o mundo.A apresentação culminará no acendimento da 20ª Árvore de Natal da Bradesco Seguros. A já tradicional queima de fogos, sincronizada com efeitos especiais de som e luzes, trará mais brilho e emoção para a noite.

Com 85 metros de altura, o equivalente à de um edifício de 28 andares, a Árvore de Natal da Bradesco Seguros pesa 542 toneladas e seu “esqueleto” é formado por 24 km de estruturas tubulares. A Árvore está sendo montada sobre uma base de 810 metros quadrados, composta por 11 flutuadores, que pesam entre 12 e 16 toneladas, interligados por vigas.

A megaestrutura da edição 2015 da maior árvore de Natal flutuante do mundo começou a ser montada em 16 de setembro, com a chegada dos flutuadores que compõem o arranjo naval para sustentação da Árvore à Subsecretaria Adjunta de Operações Aéreas (Saoa), às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas.

Um carrilhão eletrônico, importado da Itália, semelhante ao usado na Basílica de São Pedro, no Vaticano, reproduzirá os sons das badaladas de sinos originais, com alta fidelidade e nitidez. O sistema permitirá a execução de músicas em dias e horários programados, sem qualquer intervenção manual, garantindo que as canções sejam ouvidas às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas. Na programação estão previstas composições natalinas, além da música-tema da Árvore de Natal da Bradesco Seguros, criada pelos irmãos Marcos e Paulo Sérgio Valle.

Ações Digitais

Além da transmissão ao vivo do espetáculo de inauguração, o site da Árvore de Natal da Bradesco Seguros, disponível em português, inglês e espanhol, trará o conceito da pintura para ilustrar suas páginas e também as redes sociais. A novidade será a seção interativa “Eu amo a Árvore”. Por meio do endereço arvorenatalbradescoseguros.com.br, os fãs poderão registrar suas experiências e emoções ao visitar a Árvore ou contar uma história marcante envolvendo este símbolo do Natal. Para participar, basta ter uma conta no Facebook, fazer login e decorar a Árvore virtual.

A 20ª edição consecutiva inovará, também, ao usar pela primeira vez o aplicativo Periscope para transmitir, em tempo real, diversos momentos da Árvore, como a inauguração, permitindo que os usuários assistam e interajam. #ArvoreDeNatalBS.

Paraná: aposentado cuida do meio ambiente plantando árvores

Por Redação, com ABr – de Brasília:

Na data em que se comemora o Dia da Árvore, nesta segunda-feira, um aposentado de Paranavaí, município do noroeste do Paraná, dá exemplo de conscientização e cuidado com o meio ambiente. Desde 2001, Osvaldo Oliveira coleciona árvores e já tem cerca 700 exemplares de 106 espécies.

Ele conta que é eletrotécnico e durante o tempo em que trabalhou para a concessionária de energia elétrica do estado, na inspeção de linhas de transmissão, viu diversas áreas de florestas e nascentes de água serem extintas, ou pela especulação imobiliária ou pelas plantações de cana. “Fico indignado com a maneira com que as pessoas tratam o meio ambiente. E fiquei pensando: tenho que fazer alguma coisa. Já que todo mundo corta, então vou fazer o contrário: vou plantar”.

Estudo feito nos Estados Unidos mostrou que o número total de árvores no planeta caiu 46%
Estudo feito nos Estados Unidos mostrou que o número total de árvores no planeta caiu 46%

A chácara Recanto Peroba Rosa tem 5 mil metros quadrados e para irrigar o bosque, Osvaldo fez uma parceria com a empresa instalada no sítio vizinho, de captação da água da chuva. Toda a água que atinge o pátio da empresa é direcionada a valetas cavadas entre as árvores.

– Aprendi que o que faz com que o ar se torne mais fresco é água, e a única coisa que segura água no ar de forma natural é árvore. Então, se as pessoas querem um ambiente mais úmido, com mais qualidade de vida, têm que plantar árvores – disse.

Osvaldo conta ainda que sempre mantém mudas para doar a pessoas que o procuram e que é possível entrar em contato pela página da chácara no Facebook. “Meu interesse é estimular o debate sobre o assunto, fazer com que as pessoas gostem da ideia e também plantem árvores, melhorando a qualidade do meio ambiente”, disse.

Apesar de exemplos como o de Osvaldo, pesquisa recente conduzida pela Universidade de Yale, em Connecticut, nos Estados Unidos, mostrou que o número total de árvores no planeta caiu 46% desde o princípio da civilização. O estudo indica que há mais de 3 trilhões de árvores em todo o mundo. Pesquisadores de 15 países colaboraram com o estudo, que foi publicado na revista Nature.

As maiores densidades foram encontradas nas florestas boreais, onde estão 24% (740 bilhões) das árvores do planeta, como as regiões subárticas: Rússia, Escandinávia e América do Norte. Mas as maiores áreas florestais, segundo o estudo, ficam nos trópicos, com 43% (1,39 trilhão) das árvores. Mais 22% (610 bilhões) estão em zonas temperadas.

Os pesquisadores descobriram que o clima pode ajudar a prever a densidade de árvores na maioria dos biomas. De acordo com o levantamento, nas zonas mais úmidas, por exemplo, mais árvores são capazes de crescer. No entanto, os efeitos positivos da umidade foram invertidos em algumas regiões, porque as pessoas normalmente preferem as áreas úmidas para se instalar porque são produtivas para a agricultura.

O estudo mostrou também que a densidade de árvores geralmente cai com o aumento da população e que o desmatamento, as mudanças no uso da terra e o manejo florestal são responsáveis por uma perda de mais de 15 bilhões de árvores a cada ano.

Queda de árvore interrompe circulação de trens no Rio

Segundo o boletim de funcionamento dos trens da Supervia, o ramal Japeri está operando em intervalos irregulares
Segundo o boletim de funcionamento dos trens da Supervia, o ramal Japeri está operando em intervalos irregulares
Segundo o boletim de funcionamento dos trens da Supervia, o ramal Japeri está operando em intervalos irregulares

A queda de uma árvore na linha férrea interrompeu, entre as 19h deste domingo e as 6h desta segunda-feira, o tráfego de trens no ramal Japeri, que liga o Centro da cidade do Rio de Janeiro à cidade da Baixada Fluminense. O incidente ocorreu próximo à Estação Comendador Soares.

A queda da árvore danificou os cabos da rede aérea (que movimentam os trens) e impediu a passagem dos trens nos dois sentidos de circulação. Por isso, até as 6h desta segunda, os trens só circulavam entre Nova Iguaçu e a Central. Técnicos da Supervia ainda trabalham para retirar a árvore nesta manhã, mas uma linha já foi liberada, o que permite a passagem dos trens nesse trecho.

Segundo o boletim de funcionamento dos trens da Supervia, o ramal Japeri está operando em intervalos irregulares. O ramal Japeri é o mesmo onde, no início do mês, dois trens se chocaram, deixando mais de 200 feridos.

 

Inauguração da árvore de Natal da Lagoa terá esquema especial neste sábado

A prefeitura do Rio de Janeiro montou um esquema especial para inauguração da árvore de Natal da Lagoa, que ocorre neste sábado. A operação para manter a fluidez do tráfego e orientar os pedestres contará com 120 agentes de trânsito, entre guardas municipais e CET-Rio, 80 controladores de tráfego, 20 viaturas e 30 motocicletas.

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A prefeitura do Rio recomenda que as pessoas utilizem transporte público para ir ao local e sugere que os motoristas que não irão ao evento evitem passar pela região da Lagoa

As intervenções ocorrerão nos arredores da Lagoa Rodrigo de Freitas e nas principais vias impactadas pelo evento, como as ruas Humaitá e Mario Ribeiro, além dos túneis Rebouças, Acústico e Zuzu Angel. O centro de operações da CET-Rio vai monitorar toda a área do evento com 35 câmeras.

A prefeitura do Rio recomenda que as pessoas utilizem transporte público para ir ao local e sugere que os motoristas que não
irão ao evento evitem passar pela região da Lagoa. Mais de 30 linhas de ônibus passam pela área do evento, vindas de todas as regiões da cidade.

Metrô – Para ir de metrô ao evento, é possível utilizar as estações Cantagalo ou General Osório. Nos fins de semana de inauguração e encerramento (dias 1º e 2 de dezembro e dias 5 e 6 de janeiro de 2013) estará disponível a linha de ônibus General Osório – Lagoa.

Os ônibus exclusivos da linha Metrô Na Superfície sairão da Estação Ipanema/General Osório e farão o trajeto até a Lagoa, com intervalos de sete a dez minutos. O serviço estará disponível nos sábados (1/12 e 5/01) das 18h às 23h e nos domingos (02/12 e 06/01) das 18h às 22h.

Poda de árvores interdita vias na Tijuca até sábado

Poda de árvore interdita duas ruas na Tijuca

Duas ruas na Tijuca, zona norte do Rio, terão o tráfego de veículos interditado para a realização de serviços de poda de árvores, segundo informações da Coordenadoria de Regulamentação e Infrações Viárias do Município do Rio.

O bloqueio ocorre a partir de quinta-feira até este sábado. O tráfego será interditado nas seguintes vias:

– Rua Mário Barreto, em toda a extensão, no sábado, dia 31, das 8h às 17h;
– Rua Barão de Cotegipe, em toda a extensão, quinta-feira, e amanhã, dias 29 e 30, das 7h às 15h;

O estacionamento de veículos fica proibido nessas vias.

SOS Mata Atlântica distribui mudas de pitanga em rodovias de São Paulo para lembrar Dia da Árvore

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A pitangueira é uma árvore nativa da Mata Atlântica

A Fundação SOS Mata Atlântica distribuiu, neste sábado, em sete rodovias do Estado de São Paulo, 120 mil mudas de espécies nativas de árvores da Mata Atlântica como parte das comemorações do Dia da Árvore, comemorado em 21 de setembro.

A ação vai ser realizada nos pedágios de saída da capital paulista, nas rodovias Anhanguera (km 26), Ayrton Senna (km 32), Bandeirantes (km 39), Castello Branco (km 18), Imigrantes (km 32), Dutra (km 165) e Santos Dumont (km 60,8). Os motoristas de veículos que passarem por esses locais vão receber mudas de pitanga e serão convidados a plantar uma árvore. Eles também vão receber um folheto explicativo sobre como cultivar essas plantas.

Acessando o site da Conexão Mata Atlântica, pelo endereço www.conexaososma.org.br, o motorista poderá, depois, contar como plantou a sua muda de pitanga.

Tempestade derrubou meio bilhão de árvores na Amazônia

Uma única, violenta e avassaladora tempestade que varreu toda a floresta amazônica em 2005 pode ter destruído meio bilhão de árvores, diz um estudo norte-americano.

Embora tempestades sejam uma causa conhecida de mortes de árvores na Amazônia, o novo estudo – feito por especialistas da Tulane University, em Nova Orleans, em parceria com cientistas brasileiros do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) e da Unesp – é o primeiro a oferecer uma contagem mais precisa.

Segundo seus autores, o trabalho revela perdas muito maiores do que se pensava, sugerindo que tempestades cumprem um papel bem mais importante do que se supunha na dinâmica da floresta amazônica.

Os cientistas advertem que, por causa das mudanças climáticas, tempestades violentas deverão se tornar mais frequentes na região, matando mais árvores e, consequentemente, aumentando as concentrações de carbono na atmosfera.

O estudo será publicado na revista científica Geophysical Research Letters.

Estudo

Uma pesquisa anterior tinha atribuído um aumento na mortalidade de árvores em 2005 na região a uma seca prolongada que afetou partes da floresta naquele ano. Mas o estudo recente identificou uma área não atingida pela seca onde houve grande perda de árvores (a região de Manaus).

Segundo os cientistas, entre 16 e 18 de janeiro de 2005, uma única linha de instabilidade com 1000 km de comprimento e 200 km de largura cruzou toda a bacia amazônica de sudoeste a nordeste, levando tempestades violentas, com raios e chuvas pesadas, provocando várias mortes nas cidades de Manaus, Manacaparu e Santarém.

Ventos verticais fortes, com velocidades de 145 km/hora, arrancaram ou partiram árvores ao meio. Em muitos casos, ao cair, as árvores atingidas derrubaram outras a seu redor.

Para calcular o número de árvores mortas, os pesquisadores usaram uma combinação de imagens de satélite, contagens feitas por especialistas em áreas pré-selecionadas da floresta e modelos matemáticos.

O uso associado de imagens de satélite e observações feitas no campo permitiu que os pesquisadores incluíssem quedas de grupos menores de árvores (menos de dez unidades) que não podem ser detectadas pelo satélite.

Os cálculos iniciais, relativos a áreas afetadas pela tempestade na região de Manaus, foram depois usados como base para se chegar ao número total de mortes em toda a floresta.

Os cientistas concluíram que entre 441 e 663 milhões de árvores foram destruídas em toda a floresta.

Nas regiões mais atingidas, cerca de 80% das árvores foram atingidas.

Linhas de instabilidade que se movem de sudoeste a nordeste na Amazônia são raras e pouco estudadas, disse Robinson Negrón-Juárez, da equipe da Tulane University.

Tempestades destrutivas que avançam na direção oposta, da costa nordeste para o interior do continente, são mais comuns – ocorrendo até quatro vezes por mês – e também provocam grandes quedas de árvores.

O que é bastante incomum são tempestades que cruzam toda a bacia Amazônica, como a de 2005, explicou Negrón-Juarez.

– Precisamos começar a medir a perturbação causada pelos dois tipos de linhas de instabilidade sobre a floresta –, ele disse.

– Precisamos dessas informações para calcular a perda total de biomassa nesses eventos naturais, algo que nunca foi quantificado.

Outro cientista da equipe, Jeffrey Chambers, acrescentou:

– Com as mudanças climáticas, há previsões de que as tempestades aumentem em intensidade. Se começarmos a observar aumentos na mortalidade das árvores, precisamos ser capazes de estabelecer o que está matando as árvores.