Atiradores e morteiros do EI atingem forças do Iraque em Mossul

A luta vem cobrando seu preço em mortos e feridos dos soldados, das forças especiais e das unidades policiais do Iraque

Por Redação, com Reuters – de Mossul:

Em um hospital de campanha perto da linha de frente da cidade de Mossul, um policial federal do Iraque jaz desconfortável em uma maca, com soro em um braço e curativos no peito devido aos estilhaços de um morteiro que perfuraram seu esterno.

Policiais iraquianos em quarto onde dizem que atirador do Estado Islâmico estava escondido em Mosul
Policiais iraquianos em quarto onde dizem que atirador do Estado Islâmico estava escondido em Mosul

A explosão que feriu Jaafar Kareem, de 23 anos, e dois colegas. Aconteceu em uma área onde avanços rápidos contra o Estado Islâmico realizados no começo desta semana. Desaceleraram devido aos disparos de morteiros e à ação de atiradores de elite contras os soldados iraquianos.

Ao menos 10 projéteis caíram no local naquela manhã antes de atingirem seu alvo, segundo Kareem.

– Muitos caras ficaram feridos na mesma área hoje – disse, virando a cabeça cuidadosamente para ver um militar em uma maca próxima ser tratado de um ferimento na perna.

Na quinta-feira a clínica improvisada em uma casa abandonada. Administrada por voluntários norte-americanos e médicos militares do Iraque. Tratou vários membros das forças de segurança nacional levados às pressas da linha de batalha em ambulâncias ou veículos blindados.

– Já recebemos cerca de 20 pessoas para tratamento (na quinta-feira). Cerca de 70% civis. Mas até hoje tem havido mais (baixas) militares – disse Kathy Bequary, diretora do NYC Medics, a organização a cargo da clínica.

As baixas que sua equipe vêm testemunhando ultimamente vão de ferimentos superficiais a pacientes mortos ao chegar. Inclusive um soldado com oito buracos de bala no torso, disse.

À medida que as forças iraquianas se embrenham mais a oeste de Mossul para combater militantes do Estado Islâmico. Mais resistência encontram, já que os jihadistas estão recorrendo a morteiros e franco-atiradores. Para tentar conter a ofensiva apoiada pelos Estados Unidos, que tenta expulsá-los de seu último grande bastião no país.

Luta

A luta vem cobrando seu preço em mortos e feridos dos soldados, das forças especiais e das unidades policiais do Iraque. Os militares não divulgaram o número de suas próprias baixas.

As táticas do Estado Islâmico, que incluem se abrigar entre a população civil. Também têm freado o progresso em certas áreas à medida que os combates se aproximam do centro mais povoado da cidade.

A área onde Kareem e seus colegas foram atingidos não fica a mais do que algumas centenas de metros da linha de frente, onde as forças iraquianas de fato ganharam terreno. Uma rua ampla e importante que leva ao edifício do governorado estava sob controle da Polícia Federal na quinta-feira, disse um correspondente da Reuters que visitava uma unidade de elite do Ministério do Interior.

Atiradores deixam mortos e feridos na Índia

Agressores vestidos com uniformes militares mataram pelo menos 13 pessoas a tiros e feriram outras 15 nesta sexta-feira

Um dos agressores foi morto e forças de segurança estavam à caça de três ou quatro outros na área, disse a jornalistas o chefe de polícia de Assam, Mukesh Sahay

Por Redação, com agências internacionais – de Guwahati, Índia/Berlim:

 

Agressores vestidos com uniformes militares mataram pelo menos 13 pessoas a tiros e feriram outras 15 nesta sexta-feira em uma área comercial movimentada de uma cidade de Assam, Estado conturbado do nordeste da Índia, um ataque atribuído pelas autoridades a um grupo separatista regional.

Agressores vestidos com uniformes militares mataram pelo menos 13 pessoas a tiros e feriram outras 15 nesta sexta-feira
Agressores vestidos com uniformes militares mataram pelo menos 13 pessoas a tiros e feriram outras 15 nesta sexta-feira

Três homens armados dispararam indiscriminadamente e lançaram granadas de mão no mercado lotado de Kokrajhar, cidade situada cerca de 220 quilômetros a oeste da capital comercial do Estado, Guwahati, disseram testemunhas oculares.

Um dos agressores foi morto e forças de segurança estavam à caça de três ou quatro outros na área, disse a jornalistas o chefe de polícia de Assam, Mukesh Sahay.

Uma autoridade de alto escalão do Ministério de Assuntos Internos de Nova Déli disse que relatos preliminares indicam que o ataque foi realizado por militantes separatistas da Frente Nacional Democrática de Bodoland (Songbijit).

– A polícia iniciou uma caçada para rastrear insurgentes escondidos perto do local do incidente. É um ataque militante e enviaremos uma equipe a Délhi para investigar mais – disse a autoridade.

Assam, um Estado remoto e subdesenvolvido do nordeste indiano, sofre há anos com as insurgências étnicas e tribais. O partido nacionalista do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, conquistou poder em uma eleição estadual recentemente.

Terroristas de Wurzburg e Ansbach

Os terroristas islâmicos de Wurzburg e Ansbach, na região alemã da Baviera, não foram enterrados em cemitérios muçulmanos.

A decisão foi tomada pelo Conselho Central dos Muçulmanos da Alemanha, que negou sepultura aos suicidas que atacaram as duas cidades em 18 e 25 de julho, respectivamente.

No primeiro caso, um jovem de 17 anos invadiu um trem que ia para Wurzburg, feriu quatro pessoas gravemente com um machado e foi morto pela polícia. No segundo, um imigrante sírio explodiu uma bomba perto de um festival em Ansbach, mas não deixou nenhuma vítima, além dele mesmo.

Ambos os ataques foram reivindicados pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI). “Nós negaremos tanto uma cerimônia religiosa quanto a sepultura no nosso cemitério a terroristas suicidas”, declarou Abu El Qomsan, expoente do Conselho Central dos Muçulmanos da Alemanha, que representa as comunidades islâmicas do país.

No entanto, o órgão não possui a última palavra em todos os cemitérios muçulmanos da Baviera, que deverão decidir se aceitam ou não os restos mortais dos jihadistas.

– Se isso acontecer, abriria um duro debate interno entre nós. É melhor que nestes casos sejam usadas sepulturas laicas em cemitérios públicos – acrescentou Qomsan.

Os corpos ainda estão sob responsabilidade da Procuradoria Federal de Karlsruhe, mas em algum momento deverão ser enterrados.

 

Policiais são mortos em protesto nos EUA

Franco-atiradores fazem emboscada e disparam em batalhão que acompanhava uma manifestação

Franco-atiradores fazem emboscada e disparam em batalhão que acompanhava uma manifestação contra a morte de dois negros nesta semana nos EUA. Três suspeitos são detidos, e um é morto

 

Por Redação, com DW – de Washington:

 

Cinco policiais foram mortos e seis ficaram feridos em Dallas nesta sexta-feira durante uma manifestação contra violência policial nos Estados Unidos. Segundo a polícia de Dallas, dois franco-atiradores dispararam contra o batalhão que acompanhava o protesto “a partir de uma posição elevada”, escreveu o órgão no Twitter.

Franco-atiradores fazem emboscada e disparam em batalhão que acompanhava uma manifestação
Franco-atiradores fazem emboscada e disparam em batalhão que acompanhava uma manifestação

Um dos atiradores foi encontrado morto, após passar mais de uma hora entrincheirado num estacionamento. Não se sabe se ele foi alvejado pela polícia ou se se matou. Um dos policiais feridos morreu no hospital. “Tem sido uma noite devastadora. Estamos tristes por informar que um quinto policial morreu”, disse a polícia na rede social.

Três pessoas foram detidas, uma mulher que se escondia num estacionamento e dois homens que tentavam fugir num carro interceptado pela polícia. Com eles, foi encontrada uma mala, que é analisada por um departamento antibombas.

O chefe da polícia de Dallas, David Brown, disse que eles tiveram a intenção de “ferir ou matar o máximo número de policiais” e prepararam uma emboscada, atirando contra os agentes pelas costas.

Segundo Brown, os suspeitos não estão cooperando com as autoridades. A polícia ainda não sabe se há outros envolvidos.

Cerca de 100 agentes foram enviados ao centro de Dallas. A manifestação foi organizada contra a morte de dois negros por policiais brancos nesta semana nos EUA.

Vídeos geraram indignação

Dois vídeos que supostamente mostram a morte de homens negros por policiais nos EUA circularam na internet, gerando uma nova onda de protestos contra violência policial.

Um deles foi postado pela namorada de Philando Castile, de 32 anos, nesta quinta. O casal foi parado no trânsito pela polícia. “Ele estava tentando tirar a identidade e a carteira do bolso”, conta Lavish Reynolds. “Ele informou o policial que tinha uma arma de fogo e que estava pegando a carteira, e o policial atirou no braço dele.”

Segundo Reynolds, foram vários disparos. “Por favor, meu Deus, não me diga que ele está morto. Por favor, policial, não me diga que o senhor fez isso com ele”, diz a mulher. O vídeo motivou manifestações nas ruas de Falcon Heights, no estado de Minnesota.

O incidente ocorreu horas depois de o Departamento de Justiça dos EUA anunciar a abertura de um inquérito para investigar dois policiais que teriam matado um negro em Baton Rouge, capital do estado de Louisiana, na noite de terça. Centenas de pessoas se reuniram na cidade para protestar.

Obama: “Todos devem se precupar”

Os EUA voltaram a viver jornadas de protesto em diversas cidades após as mortes dos dois afro-americanos em ações da polícia. Em Varsóvia, onde participa da cúpula da Otan, Obama disse quea violência policial contra negros deve preocupar todos os norte-americanos.

– Quando ocorrem incidentes como estes, há pessoas que sentem que não devem tratá-los igual por causa da cor da pele. Esta não é uma questão branca, não é uma questão latina, é uma questão norte-americana, declarou.

Segundo Obama, os dois episódios são “sintomáticos de um cenário maior de disparidades raciais que existem no sistema de justiça criminal”. O presidente americano citou estatísticas que apontam para uma desproporção no número de detenções e condenações de negros em comparação com brancos no país.

Obama disse que é necessário dar um “sentido de urgência” para a questão da reformas da polícia nos EUA por considerar que, até o momento, “a mudança foi lenta demais”.

EUA: Apple pede ao governo formação de comissão sobre criptografia

A Apple, lutando contra uma demanda do governo dos Estados Unidos para desbloquear um iPhone usado por um dos atiradores de San Bernardino

 

O FBI está buscando ajuda da companhia para acessar o celular do atirador Syed Rizwan Farook com a desabilitação de algumas de suas proteções por senhas

 

Por Redação, com Reuters – de Nova York:

 

A Apple, lutando contra uma demanda do governo dos Estados Unidos para desbloquear um iPhone usado por um dos atiradores de San Bernardino, pediu a criação de uma comissão governamental ou um painel de especialistas para discutir as implicações da demanda sobre problemas como segurança nacional e liberdades pessoais.

– A Apple vai participar de bom grado de tal esforço – disse a companhia em uma publicação em seu site.

O FBI está buscando ajuda da companhia para acessar o celular do atirador Syed Rizwan Farook com a desabilitação de algumas de suas proteções por senhas.

A companhia argumentou que tal movimento pode representar um precedente perigoso.

A Apple, lutando contra uma demanda do governo dos Estados Unidos para desbloquear um iPhone usado por um dos atiradores de San Bernardino
A Apple, lutando contra uma demanda do governo dos Estados Unidos para desbloquear um iPhone usado por um dos atiradores de San Bernardino

Sobre criptografia

A Apple provavelmente evocará a proteção de liberdade de expressão dos Estados Unidos como um de seus principais argumentos legais na tentativa de bloquear um mandado para desbloquear um iPhone encriptado de um dos atiradores de San Bernardino, disseram esta semana advogados com experiência no assunto.

A companhia recebeu três dias adicionais na última quinta-feira, concedidos pelo tribunal, para apresentar uma resposta à ordem. A Apple agora terá até 26 de fevereiro para responder, disse uma pessoa familiarizada com o assunto à agência inglesa de notícias Reuters.

A gigante de tecnologia e o governo Obama estão a caminho para uma colisão gigante sobre segurança da computação e criptografia após uma juíza federal em Los Angeles emitir um mandado na última terça-feira requerendo que a Apple fornecesse softwares específicos e assistência técnica aos investigadores.

O presidente-executivo da Apple, Tim Cook, classificou a solicitação do FBI como sem precedentes. Outras gigantes de tecnologia como Facebook, Twitter e Alphabet saíram em defesa da Apple.

A Apple contratou dois proeminentes advogados especialistas em liberdade de expressão para a luta contra o governo, de acordo com os papéis: Theodore Olson, que venceu o caso sobre expressão política dos Cidadãos Unidos contra a Comissão de Eleições Federais em 2010, e Theodore Boutrous, que frequentemente representa organizações de mídia.

A Apple pode argumentar que a solicitação para criar e fornecer códigos de computação específicos corresponde a uma obrigação de expressão ilegal, disse a pesquisadora de criptografia Riana Pfefferkorn, do Centro para Internet e Sociedade da Universidade de Stanford.

O mandado contra a Apple é novidade porque obriga a empresa a criar novas ferramentas forenses, não apenas entregar informações que possuía, disse Pfefferkorn. “Eu acho que há uma preocupação significativa em relação à Primeira Emenda (da constituição dos EUA)”, ela disse.

 

 

Autoridades consideram conexão terrorista em massacre na Califórnia

Por Redação, com DW – de San Bernardino, EUA:

Autoridades de inteligência dos Estados Unidos divulgaram que o atirador do ataque em San Bernardino fez contato nas redes sociais com extremistas islâmicos conhecidos. Com novos detalhes sobre o ataque, investigadores tentam determinar se o incidente que matou 14 pessoas na última quarta-feira foi um ato de terrorismo islâmico.

A polícia local afirmou que o atirador Syed Rizwan Farook e sua esposa, Tashfeen Malik, possuíam munição e bombas suficientes para matar centenas de pessoas no momento do ataque ao centro de assistência a portadores de deficiência onde Farook trabalhava.

Atiradores no ataque em San Bernardino supostamente tiveram contato com radicais islâmicos e podem ter sido radicalizados
Atiradores no ataque em San Bernardino supostamente tiveram contato com radicais islâmicos e podem ter sido radicalizados

Vestindo uniformes pretos de combate, ambos usaram ao menos 75 cartuchos de munição dentro do auditório, matando 14 pessoas e deixando outras 21 feridas em uma festa de fim de ano dos funcionários. Quatro horas depois, após uma perseguição policial, o casal foi morto num tiroteio com a polícia. No confronto, o casal utilizou outros 76 cartuchos.

Autoridades afirmaram que o ataque tinha sido planejado meticulosamente. “Houve obviamente uma missão aqui. Sabemos disso. Mas não sabemos por quê. Não sabemos se isso (a festa) era o alvo intencionado ou se houve algo que desencadeou uma reação imediata dele”, disse o diretor-assistente do FBI em Los Angeles, David Bowdich.

Imã desmente radicalização

De acordo com outra autoridade do FBI, que falou sob condição de anonimato, o casal nunca esteve no radar das autoridades antes. Segundo o jornal norte-americano New York Times, a polícia federal dos EUA está tratando o incidente como um potencial ato terrorista, mas acrescentou ser cedo demais para chegar a qualquer conclusão.

Um imã local rejeitou os relatos de conexão religiosa com o ataque. “Nós não vimos nenhum sinal de radicalização”, disse Mahmood Navi, da comunidade al-Uloom al-Islamiyah, sobre o atirador Farook, que era cidadão norte-americano e muçulmano.

Farook participou de uma peregrinação a Meca em 2013 e visitava regularmente a mesquita nos EUA. Outro clérigo descreveu o atirador como “calmo, tímido e reservado”. Ele também rejeitou que Farook tenha cometido o crime por motivos religiosos.

O presidente dos EUA, Barack Obama , disse que um ataque terrorista não pode ser descartado no caso, mas lembrou à população norte-americana de que os fatos ainda não haviam sido estabelecidos. “Neste estágio, nós ainda não sabemos por que este terrível incidente ocorreu”, disse. “É possível que tenha relações terroristas, mas nós não sabemos. Também é possível que tenha sido relacionado ao local de trabalho.”

Com apenas um pouco mais de um ano no cargo, o presidente norte-americano tem apelado repetidamente ao Congresso majoritariamente republicano para que aprove leis de armas mais rígidas nos EUA, após um aumento significativo no número de fuzilamentos em massa no país nos últimos anos.

O atentado em San Bernardino foi o tiroteio em massa mais mortal nos EUA desde o ataque à escola primária Sandy Hook em Newton , no Estado de Connecticut, em 2012. Na época, 26 pessoas morreram, incluindo 20 crianças.

Arsenal de armas

O incidente em San Bernardino poderia ter sido mais grave. O casal deixou três bombas com um dispositivo de controle remoto no centro de serviço social, que aparentemente não detonaram devido a um defeito. No carro do casal a polícia encontrou mais 1,6 mil cartuchos de munição.

Além disso, numa casa na cidade vizinha de Redlands, os dois mantinham mais de uma dúzia de bombas e outros três mil cartuchos de munição, segundo declarações da polícia local. Há relatos também de que os atiradores destruíram celulares e um disco-rígico de um computador para tentar apagar pistas.

Autoridades identificaram as vítimas do tiroteio como seis mulheres e oito homens entre 26 e 60 anos, em sua maioria funcionários municipais e colegas de Farook, que trabalhou como inspetor ambiental para o departamento de saúde. Ao todo 21 pessoas ficaram feridas, incluindo dois policiais. Dois feridos se encontram em estado crítico.

O casal Farook e Malik tinha uma filha de seis meses de idade, que eles deixaram com a mãe de Farook antes do tiroteio.

Controle de armas

Um dia após o pior ataque com armas nos Estados Unidos dos últimos três anos, o presidente norte-americano, Barack Obama, voltou a pedir na quinta-feira por uma legislação mais rígida sobre o controle de armas.

– Vemos a prevalência desse tipo de tiroteios em massa nesse país e acho que muitos americanos, às vezes, sentem que não há nada que possamos fazer – disse Obama, num pronunciamento televisivo. “Todos temos um papel a desempenhar” para evitar que assassinos potenciais obtenham armas, acrescentou o presidente.

– É importante para todos nós, incluindo nossos legisladores, ver o que podemos fazer para dificultar as coisas quando indivíduos decidem que querem fazer o mal, porque, no momento, é muito fácil – argumentou Obama ao defender a restrição ao acesso a armas.

No pior ataque com armas nos EUA desde 14 de dezembro de 201 quando um homem matou 26 pessoas numa escola em Newtown.

 

Mali: polícia invade hotel e liberta 80 reféns

Por Redação, com DW -de Bamako:

Depois de sete horas, os reféns mantidos em um hotel de luxo no Mali foram libertados, segundo o coronel Salif Traoré, ministro da Segurança Interior do país. No hotel, foram encontrados ao menos 18 corpos, segundo a agência de notícias AFP.

O grupo extremista Mourabitounes, formado por dissidentes da rede terrorista Al Qaeda, reivindicou a ação no hotel Radisson Blu, na capital Bamaco, em comunicado. A autenticidade da declaração, contudo, ainda não foi confirmada.

Mais cedo, as agências internacionais informaram que as forças especiais do Mali invadiram um hotel de luxo na capital Bamako e libertaram pelo menos 80 dos 170 reféns mantidos por atiradores que atacaram nesta sexta-feira, segundo a emissora estatal do país. A rede de hotéis Radisson disse que 124 hóspedes e 13 funcionários do local ainda estão em poder dos terroristas. Segundo a empresa, dois homens teriam atacado o hotel.

Homens armados invadiram hotel gritando em árabe "Alá é grande"
Homens armados invadiram hotel gritando em árabe “Alá é grande”

À agência inglesa de notícias Reuters, citando fontes da segurança, afirma que cerca de 10 atiradores participaram da ação. Eles teriam entrado no local atirando e gritando “Allahu Akbar” (Alá é grande, em árabe). Testemunhas relataram ter ouvido os atiradores falando em inglês.

Pelo menos três pessoas morreram e dois seguranças do hotel ficaram feridos no ataque. Fontes de seguranças disseram que os atiradores são jihadistas que entraram no local usando um veículo com placa diplomática. A identidade dos atiradores e o grupo a que pertencem ainda são desconhecidos.

A agência estatal de notícias chinesa Xinhua anunciou que diversos turistas chineses estão entre os reféns. Também haveria franceses e indianos entre eles. A companhia aérea Turkish Airlines divulgou que seis de seus funcionários estão entre o grupo detido no hotel.

Além da polícia, forças integrantes da Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização no Mali (Minusma) e militares franceses estão no local.

O ataque ocorreu no hotel Radisson Blu, localizado a oeste do centro da cidade, em uma região onde ministros e diplomatas moram.

Em 2012, o norte do Mali foi ocupado por milícias islâmicas, alguns ligados à Al Qaeda. Embora eles tenham sido expulsos por uma operação militar liderada pela França, a violência esporádica continua.

Apesar de um acordo de paz firmado em junho entre o governo de Mali e diversos grupos armados, entre eles rebeldes tuaregues, extremistas ainda promovem ataques no país.

Em março, um atentado em casa noturna em Bamako deixou dois europeus e três malineses mortos.

Atiradores fazem reféns em hotel no Mali

Por Redação, com DW – de Bamako:

Um hotel de luxo frequentado por estrangeiros em Bamako, na capital do Mali, no oeste africano, foi atacado por atiradores nesta sexta-feira. Cerca de 140 hóspedes e 30 funcionários foram feitos reféns, segundo informou o grupo que administra a rede de hotéis Radisson.

A rede disse ainda que dois homens teriam atacado o hotel. À agência inglesa de notícias Reuters, citando fontes da segurança, afirma que cerca de 10 atiradores participaram da ação. Eles teriam entrado no local atirando e gritando “Allahu Akbar” (Alá é grande, em árabe).

Polícia isolou região do hotel
Polícia isolou região do hotel

Pelo menos três pessoas morreram e dois seguranças do hotel ficaram feridos no ataque. Fontes de seguranças disseram que os atiradores são jihadistas que entraram no local usando um veículo com placa diplomática. A identidade dos atiradores e o grupo a que pertencem ainda são desconhecidos.

– Houve um tiroteio de manhã. Aparentemente ele visava fazer reféns. A polícia isolou a área – afirmou um agente de segurança. De acordo com a agência de notícias AFP, a ação ocorreu no sétimo andar do hotel.

A agência estatal de notícias chinesa Xinhua anunciou que diversos turistas chineses estão entre os reféns. Também haveria franceses e indianos entre eles. A companhia aérea Turkish Airlines divulgou que seis de seus funcionários estão entre o grupo detido no hotel.

A polícia afirmou que 20 reféns já foram liberados, alguns foram soltos pelo grupo, incluindo aqueles que sabiam recitar versos do Alcorão. As forças de segurança do Mali invadiram o hotel para libertar os detidos, mas ainda não há informações sobre o resultado da ação.

Segundo testemunhas, a polícia cercou o hotel e bloqueou várias ruas na região. Além da polícia, forças integrantes da Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização no Mali (Minusma) e militares franceses estão no local.

O ataque ocorreu no hotel Radisson Blu, localizado a oeste do centro da cidade, em uma região onde ministros e diplomatas moram.

Em 2012, o norte do Mali foi ocupado por milícias islâmicas, alguns ligados à Al Qaeda. Embora eles tenham sido expulsos por uma operação militar liderada pela França, a violência esporádica continua.

Apesar de um acordo de paz firmado em junho entre o governo de Mali e diversos grupos armados, entre eles rebeldes tuaregues, extremistas ainda promovem ataques no país.

Em março, um atentado em casa noturna em Bamako deixou dois europeus e três malineses mortos.

Talebã realiza ataque ao Parlamento afegão

Membros das forças de segurança do Afeganistão no Parlamento, em Cabul
Membros das forças de segurança do Afeganistão no Parlamento, em Cabul
Membros das forças de segurança do Afeganistão no Parlamento, em Cabul

 

Um homem-bomba e seis atiradores do Talebã atacaram o Parlamento afegão nesta segunda-feira, ferindo pelo menos 19 pessoas e provocando uma nuvem de fumaça preta sobre Cabul, enquanto o grupo militante islâmico capturou um segundo distrito do norte em dois dias.

O ataque ao centro simbólico de poder, um dos mais ousados em anos, junto com uma série de ganhos do Talebã em outros lugares, levanta questões sobre a capacidade das forças de segurança afegãs treinadas pela Otan e o quão longe os militantes podem avançar.

A violência entrou em uma espiral no Afeganistão desde a saída de grande parte das forças estrangeiras, no final do ano passado. Os insurgentes estão tentando tomar territórios, mais de 13 anos depois da intervenção militar liderada pelos Estados Unidos que derrubou o Talebã do poder.

O ataque começou quando um militante do Talebã explodiu um carro cheio de explosivos fora dos portões do Parlamento, disse Ebadullah Karimi, porta-voz da polícia de Cabul, levantando questões sobre como o motorista passou por diversos pontos de checagem de segurança.

Seis atiradores se posicionaram em prédios perto do Parlamento, segundo ele. As forças de segurança mataram os seis após uma troca de tiros que levou quase duas horas.

Afeganistão

No domingo, uma bomba explodiu em uma estrada e matou pelo menos 19 civis afegãos, incluindo nove crianças, em uma província do sul, enquanto o Talebã avançou a um distrito chave no norte, em luta pela cidade de Kunduz, disseram autoridades.

A violência aumentou no Afeganistão desde a saída da maior parte das tropas estrangeiras no ano passado.

Os rebeldes estão tentando tomar o território das forças de segurança afegãs treinadas pela Otan, mais de 13 anos após a intervenção militar dos Estados Unidos derrubar o Talebã.

Na província de Helmand, no sul, o oficial da polícia Haji Janan Aqa disse que 19 pessoas foram mortas na noite de sábado e que outras cinco pessoas ficaram feridas.

As vítimas haviam fugido recentemente do distrito de Marjah e aparentemente estavam tentando voltar para casa.

– Eles queriam voltar para a sua aldeia, mas a sua van bateu em uma bomba plantada pelo Talebã – disse Aqa.

 

 

Polícia busca atiradores após mortes em quartel da Marinha dos EUA

Polícia trabalha com a hipótese de haver mais de um atirador
Polícia trabalha com a hipótese de haver mais de um atirador

A polícia de Washington busca dois supostos atiradores que teriam efetuado disparos em uma instalação da Marinha na capital americana nesta segunda-feira.

Os tiros, que deixaram ao menos quatro mortos, foram disparados por volta das 8h20 da manhã (horário local, 9h20 em Brasília) dentro da instalação Washington Navy Yard, onde trabalham 3 mil pessoas, a algumas quadras de distância do Congresso americano.

A polícia diz que um dos supostos atiradores foi morto e que trabalha com a hipótese de outros dois ainda estarem foragidos – ainda que a participação deles não esteja confirmada no episódio.

Se confirmada, a existência de mais de um atirador indicaria que o ataque foi premeditado.

– Até onde sabemos, é um incidente isolado. Nenhuma outra instalação naval foi atacada – disse em entrevista coletiva o prefeito de Washington, Vincent Gray.

Mortos

Gray e porta-vozes da polícia e da Marinha ainda não confirmaram o número de mortos e feridos no episódio, afirmando apenas que há “diversas vítimas” dentro da instalação naval.

Entretanto, anteriormente, o capitão Ed Buclatin, diretor de relações públicas da instalação, havia dito no Twitter que estavam confirmadas quatro mortes e oito pessoas feridas.

O comandante da Marinha Tim Juris disse à BBC que estava no quarto andar do complexo quando ouviu os tiros.

– O som era de uma arma de brinquedo, e não de uma arma real – contou.

O presidente dos EUA, Barack Obama, confirmou em pronunciamento que o país está diante de “mais um ataque a tiros, desta vez em uma instalação militar” e afirmou que uma investigação do caso já está em curso.

Exército argelino realiza ofensiva final em complexo de exploração de gás

O exército argelino realizou um “assalto final” no sábado contra atiradores ligados à Al Qaeda em um complexo de exploração de gás no deserto, matando 11 homens armados ligados à al-Qaeda depois que eles tiraram a vida de sete reféns estrangeiros, informou a agência estatal de notícias do país.

A empresa estatal de petróleo e gás, Sonatrach, disse que os militantes que atacaram a planta na quarta-feira e fizeram um grande número de reféns tinham preparado uma armadilha no complexo de gás com a colocação de explosivos.

– Acabou agora, o ataque acabou, e os militares estão no interior da usina limpando-a das minas”, disse uma fonte local familiarizada com a operação à agência inglesa de notícias Reuters.

O secretário de defesa britânico Philip Hammond disse que “foi dado um fim” à situação de crise dos reféns com uma ofensiva do exército argelino contra os militantes.

Exército
Pessoas esperam em frente a um hospital na cidade argelina de Amenas em busca de informações sobre o destino de parentes feitos reféns por militantes islâmicos

O número exato de mortos entre os militantes e os trabalhadores estrangeiros e argelinos na fábrica perto da cidade de In Amenas, próxima da fronteira da Líbia, ainda não está claro, mas relatos de diversas fontes indicam que várias dezenas de pessoas foram mortas.

O ataque de islamistas no complexo de gás testou as relações da Argélia com o mundo, expondo a vulnerabilidade de operações de petróleo de multinacionais no Saara e o radicalismo islâmico no norte da África.

Alguns governos de países ocidentais expressaram frustração por não terem sido informados dos planos das autoridades argelinas de invadir o complexo.

Libertação de reféns

Como o encerramento da ação do exército, 16 reféns estrangeiros foram libertados, disse uma fonte próxima à crise. Entre eles estavam dois norte-americanos e um português. A Grã-Bretanha disse que menos 10 dos seus cidadãos ainda estavam desaparecidos e que estava urgentemente buscando estabelecer qual a condição de todos os britânicos envolvidos na crise.

Na base de exploração de gás, ficavam trabalhadores estrangeiros da britânica BP, da norueguesa Statoil, e da empresa japonesa de engenharia JGC Corp entre outras.

O presidente-executivo da BP, Bob Dudley, disse neste sábado que 4 de seus 18 funcionários na planta de gás estavam desaparecidos. Os outros 14 estão a salvo.

A crise na usina de gás marcou uma grave escalada de agitação no noroeste da África, onde as forças francesas estão em Mali desde a semana passada, lutando contra a tomada por islamistas de Timbuktu e outras cidades.

Os sequestradores disseram que o ataque contra a usina de gás da Argélia foi uma resposta à ofensiva francesa no Mali. No entanto, algumas autoridades norte-americanas e européias dizem que o ataque provavelmente necessitou de muito planejamento para ter sido organizado do zero desde que a França lançou seus ataques.

Dezenas de ocidentais e centenas de trabalhadores argelinos estavam dentro do complexo de gás quando foi tomado na madrugada de quarta-feira por combatentes islâmicos que disseram que queriam a suspensão da intervenção francesa no vizinho Mali.

Centenas escaparam na quinta-feira, quando o exército lançou uma operação de resgate, mas muitos reféns foram mortos.

Antes do ataque final, diferentes fontes estimavam que o número de reféns mortos estava entre 12 e 30, com muitos estrangeiros ainda desaparecidos, entre eles noruegueses, japoneses, britânicos e norte-americanos.

A estimativa de 30 mortos foi dada por uma fonte da força de segurança da Argélia, que disse que oito argelinos e pelo menos sete estrangeiros estavam entre as vítimas, incluindo dois japoneses, dois britânicos e um francês.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos disse na sexta-feira que um americano, Frederick Buttaccio, tinha morrido, mas não deu mais detalhes.

Mais cedo neste sábado, forças especiais argelinas encontraram 15 corpos queimados na usina, disse uma fonte à Reuters.