Alunos vão reforçar atos contra PEC 55 e reforma do ensino médio

Mobilização de centrais sindicais e movimentos sociais terá apoio da UNE

Mobilização de centrais sindicais e movimentos sociais terá apoio da UNE, Ubes e ANPG, que também estarão em vigília para votação da PEC 55 no Senado, no próximo dia 29 deste mês

Por Redação, com RBA – de São Paulo:

A União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) vão se juntar a centrais sindicais e movimentos sociais nas mobilizações marcadas para o próximo dia 25 deste mês em todas as capitais.

Mobilização de centrais sindicais e movimentos sociais terá apoio da UNE
Mobilização de centrais sindicais e movimentos sociais terá apoio da UNE

As manifestações são um preparativo para o dia 29 de novembro. Dia da votação no Senado da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55. Quando os estudantes pretendem fazer uma grande mobilização.

A decisão foi tomada pela direção da entidades estudantis, que estiveram reunidas com representantes de ocupações de escolas e campi universitários de todo o país na segunda e terça-feira, na Universidade de Brasília (UnB).

A reunião foi para discutir os próximos passos para o movimento de ocupações contra a PEC. Também contra a Medida Provisória (MP) 746, que fragmenta e reduz o currículo do ensino médio. De autoria do governo de Michel Temer (PMDB). A MP tramita no Congresso e teve seu prazo prorrogado por mais 60 dias.

Outra bandeira dos estudantes é a derrubada da chamada “lei da mordaça”. Conjunto de projetos de lei que tramitam no Congresso. Nas assembleias estaduais e municipais em todo o país, para proibir o debate em sala de aula e criminalizar os professores.

Conforme o documento assinado pelas entidades. Os estudantes e o movimento educacional “estarão a postos para resistir contra o assalto do nosso futuro”. Eles vão “transformar Brasília na capital das ocupações”.

O documento faz duras críticas às medidas de Michel Temer. À aprovação do projeto de lei que tira da Petrobras a prerrogativa de participar da exploração de todos os campos do pré-sal. A criminalização dos movimentos sociais. Simbolizada pelas desocupações truculentas e sem mandado judicial.

O anúncio do ministro Mendonça Filho em cobrar financeiramente das entidades estudantis o adiamento do Enem. A invasão pela polícia da Escola Nacional Florestan Fernandes, do MST.

As entidades destacam ainda que a nova agenda econômica que o governo tenta impor. Tornará inviável a implementação do Plano Nacional de Educação (PNE), que contém conquistas históricas dos estudantes.

– Enquanto o PNE propõe a meta de 10% do PIB para a educação. Com a finalidade de erradicar o analfabetismo no país. Universalizar o acesso à creche, reestruturar o ensino médio em tempo integral. Expandir o ensino superior público e o número de mestres e doutores no país.

A PEC diminui os investimentos em educação, condenando o ensino público à falência. A intenção é destinar ainda mais o orçamento público para os bancos”.

Por meio das redes sociais, as lideranças estudantis lamentaram a morte do estudante Guilherme Silva Neto, de 20 anos, e do seu pai, Alexandre José da Silva Neto, no final da tarde de terça-feira. Guilherme, estudante de Matemática da Universidade Federal de Goiás. Ele era integrante do Diretório Acadêmico do seu curso e militante da ocupação da UFG.

Para a UNE, embora o caso revele uma relação particular entre pai e filho. Preocupa o fato de que a morte de Guilherme tenha envolvido uma discussão sobre as suas preferências políticas. A intolerância que isso provocou no ambiente familiar. O que reforça a necessidade de reafirmação do diálogo como saída para as divergências.

Caravana dos estudantes

A UNE está recebendo doações para a custeio da caravana por meio de depósito em conta no Banco do Brasil,Agência: 7067-X, Conta Corrente: 6635-4, em nome da
União Nacional dos Estudantes, CNPJ: 29.258.597/0001-50. Ou pela internet, por meio do link http://bit.ly/contabbune

Centrais preparam novos atos em defesa dos direitos

Ato na praça da Sé reuniu centenas de manifestantes

A unidade das principais centrais de trabalhadores do país tem demonstrado fôlego contra a política de retirada de direitos sociais e trabalhistas apresentada pelo governo de Michel Temer

 

Por Redação, com Vermelho – de Brasília:

No dia 25 deste mês, as entidades realizam novos protestos contra as reformas trabalhista e previdenciária de Temer. Na avaliação dos dirigentes, o fortalecimento dos atos é um novo elemento na conjuntura

 Ato na praça da Sé reuniu centenas de manifestantes

Ato na praça da Sé reuniu centenas de manifestantes

Nota publicada no site da Força Sindical pelo presidente Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, convoca os trabalhadores para os atos do dia 25 de novembro. No texto, a entidade afirma que vai intensificar as manifestações contra a retirada de direitos.

– É bom lembrar que a classe trabalhadora está carregando um fardo muito pesado nesta crise. Com 12 milhões de desempregados. E os reflexos da crise são cruéis. Redução do consumo, juros altos, diminuição da produção e dos empregos – diz trecho da convocação.

Em entrevista à Agência Sindical. O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, avaliou que os atos da última sexta-feira superaram as expectativas.

Segundo Adilson, a sociedade começa a ficar apreensiva com essas ações. Que ameaçam violar os direitos à saúde, à educação e conquistas históricas dos trabalhadores. O dirigente sindical se referiu à Proposta de Emenda Parlamentar (PEC) 55 que congela por 20 anos recursos para a saúde e educação.

– O povo está tomando conta da dimensão do estrago que essa política neoliberal pode causar. Caso prevaleça essa agenda – afirmou o dirigente.

Rumo à greve geral

O êxito das mobilizações de sexta-feira também foi destacado ao site Brasil de Fato. Pelo presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Vagner Freitas, e por Raimundo Bonfim, da Central de Movimentos Populares (CMP). Na opinião deles, a força dos atos fortalece a construção de uma greve geral.

– A mídia estava louquinha para dizer que nós não temos representatividade. E por isso, não fizemos a greve geral”, ponderou Vagner. “Eu acho que a greve geral virá no timing da reforma da Previdência que Temer está propondo. Já que este é um dos temas mais inflamáveis para nós trabalhadores e trabalhadoras”, ressaltou o sindicalista.

– A gente entende a dificuldade dos trabalhadores em um momento de crise econômica. E de muito medo da perda de emprego. Mas eu avalio que a unidade das centrais sindicais com os movimentos populares é fundamental. Para que a gente avance no estreitamento com a classe trabalhadora”, afirma o dirigente.

Os trabalhadores dos transportes deram uma demonstração de força nas paralisações do dia 11. O presidente da CTB-SP, o metroviário Onofre Gonçalves, analisou que os atos de sexta fortaleceram os protestos que acontecerão no dia 25.

– É um passo muito importante para a construção da greve geral. Avaliamos que foi muito positivo –  afirmou.

Mais protestos

O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) bloqueou no dia 11 de novembro 10 rodovias e avenidas, em São Paulo. Com a presença dos secundaristas, nos protestos contra as reformas de Temer e especialmente a PEC 55.

O coordenador do movimento Guilherme Boulos, em vídeo gravado nas redes sociais. Provocou os que torciam contra o êxito dos atos.

– Pra quem achava que não tinha resistência, ocorreram grande lutas no país. Isso é só o começo. Dia 20 de novembro, negros e negras farão mais manifestações. E dia 27 grande ato contra a PEC do fim do mundo – convocou Boulos.

O Dia Nacional de Luta e Paralisações em defesa dos direitos alcançou 19 Estados. Eles realizaram panfletagens, trancaços em rodovias, ocupações de prédios públicos, atos políticos e marchas pelo país. As Frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular e movimentos populares reforçaram o ato coordenado pelas centrais de trabalhadores unificadas.

Ato antissemita faz milhares trocarem França por Israel

Um dos picos de violência ocorreu durante manifestações de apoio a palestinos na Faixa de Gaza
Um dos picos de violência ocorreu durante manifestações de apoio a palestinos na Faixa de Gaza

Os atos antissemitas quase dobraram neste ano na França, segundo levantamento feito pelo Conselho Representativo das Instituições Judaicas (CRIF) do país, baseado em dados do Ministério do Interior francês. Os atos antissemitas quase dobraram neste ano na França, segundo levantamento feito pelo Conselho Representativo das Instituições Judaicas (CRIF) do país, baseado em dados do Ministério do Interior francês.

Nos primeiros sete meses deste ano, foram registrados 527 episódios antissemitas, agressões, vandalismos em sinagogas ou ameaças, um aumento de 91% em relação ao mesmo período de 2013.

O aumento de 126% nos ataques mais violentos (atentados ou tentativas, incêndios, agressões e vandalismo) foi ainda mais acentuado, que o de ameaças (gestos e insultos, cartas ou cartazes), que cresceram 79%.

‘Fenômeno de massa’

– O antissemitismo se tornou um fenômeno de massa. É uma realidade que se instala cada dia mais profundamente e de maneira duradoura na França – afirmou o CRIF em um comunicado.

– O mais preocupante são as novas formas de violência: ataques grupais a locais de culto, agressões planejadas contra sinagogas, atos de vandalismo contra lojas de comerciantes judeus e atentados terroristas.

Segundo os cálculos destas organizações judaicas, cerca de 5,5 mil pessoas devem se mudar da França neste ano e realizar a “aliyah” (ida para Israel) por causa do antissemitismo.

– O governo está determinado a combater esse ódio. Desde maio, a proteção de todos os locais de culto foi reforçada  afirmou o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, ao jornal Le Monde.

– A polícia pode informar à Justiça sobre essas ações, mesmo se não houver prestação de queixa, para que nenhum ato racista ou antissemita fique sem punição.

De acordo com o Serviço de Proteção da Comunidade Judaica, que detalhou o número de atos antissemitas na França, houve dois picos importantes de aumento da violência neste ano.

O primeiro ocorreu em janeiro, quando o governo decidiu proibir um espetáculo, fato raro na França, do polêmico humorista Dieudonné, ligado a correntes que negam o Holocausto e conhecido fazer piadas consideradas antissemitas.

Dieudonné atrai em suas apresentações muitos jovens de periferias pobres da França, onde vivem muitas pessoas de origem muçulmana.

O segundo pico de atos antissemitas ocorreu em julho, durante manifestações de apoio aos palestinos, em reação aos ataques militares israelenses à Faixa de Gaza.

A França possui a maior comunidade muçulmana da Europa, estimada em mais de 6 milhões de pessoas e também a maior comunidade judaica do continente, com cerca de 500 mil judeus.

Inglaterra

Na Grã-Bretanha, também houve um pico recorde de atos antissemitas em julho.

Segundo a Community Security Trust (CST), que cuida da proteção da comunidade judaica britânica, houve 302 atos antissemitas, o número mais elevado já registrado em um mês.

Em julho de 2013, ocorreram 59 atos antissemitas no país, de acordo com a associação.

Em agosto, foram registrados 150 atos contra judeus na Grã-Bretanha, o que representa o terceiro mês com maior números de agressões no levantamento da CST, realizado desde 1984.

Quase dois terços dos atos antissemitas de julho passado foram registrados em Londres e seus arredores.

Um terço dos incidentes envolveu “imagens ou linguagem relativa ao Holocausto”, diz a CST.

Cartas com ameaças foram enviadas a sinagogas, que também foram alvo de pichações nas paredes, entre outros atos de vandalismo.

Polícia Federal promete reprimir quaisquer atos que ponham em risco as eleições de domingo

O superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, Valdinho Jacinto Caetano, garantiu nesta quinta-feira que o órgão vai continuar reprimindo quaisquer ações que possam pôr em risco as eleições de domingo. Além do município de Magé, Caetano disse que Nova Iguaçu é outra localidade que está concentrando a atenção da PF.

Em Magé, por exemplo, os policiais federais realizaram operação, em conjunto com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), na última segunda-feira, na qual foram apreendidas quatro toneladas de propaganda irregular. O superintendente disse que “isso é uma sinalização muito forte para candidatos que transgridem a lei, de que a Polícia Federal também vai atuar. Isso causa a eles um prejuízo previsível, podendo chegar, inclusive,  à sua inelegibilidade”. Valdinho Jacinto Caetano disse que essa é uma ação pedagógica. “Foi  isso o que nós fizemos. E é isso que nós vamos fazer até o final das eleições”. Diante de qualquer situação emergencial no estado do Rio, o superintendente prometeu agir rapidamente.

Segundo Caetano, a PF efetuou um mapeamento dos locais mais críticos no território fluminense, que resultou até o momento em 27 áreas. O trabalho, contudo, não foi encerrado. “E, diante de um problema que surge, uma das grandes virtudes da Polícia Federal é a sua agilidade”, manifestou, durante entrevista na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), que teve como principal figura o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa.

O processo eleitoral este ano, ”no geral”, está correndo bem, avaliou Corrêa. Os policiais do órgão se mantêm prontos para atender a eventuais emergências.

– A gestão local atende isso. Mas, se extrapolar, pede socorro – explicou.

Corrêa não acredita, entretanto, que isso será necessário,  “porque o espírito do brasileiro e, particularmente do  fluminense e do carioca, sempre foi pacífico. E, historicamente, a conduta nas eleições demonstra isso. É uma festa cívica e o brasileiro entra no clima, do lado positivo”. O diretor geral da PF admitiu, contudo, que há focos isolados. Mas, afirmou que a resposta dada pelo estado, “com seus aparatos,  tem mantido as eleições como um modelo exemplar”. No estado do Rio de Janeiro, a PF conta com um efetivo de mil homens para as eleições de domingo.

Luiz Fernando Corrêa disse que, desde  o começo da campanha eleitoral, a Polícia Federal vem agindo sob a orientação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dos tribunais regionais.

– Ela é a polícia judiciária eleitoral – lembrou.

Isso significa que em caso de crime eleitoral, a PF é a  encarregada da instauração de inquéritos. Esclareceu ainda que os superintendentes do órgão estão trabalhando em sintonia com os presidentes dos TREs  e permanecem atentos às sinalizações de maior demanda para efetuarem o deslocamento de efetivos e cobrirem a área, de modo a garantir um atendimento rápido pelo juiz eleitoral.

– Isso é histórico no nosso atendimento – enfatizou.