Bumlai assume pagamentos a Delcídio, mas nega obstrução à Lava Jato

O pecuarista negou qualquer envolvimento com Cerveró, com quem não tinha nenhuma relação antes do ex-diretor ser preso, em 2015

Por Redação, com ABr – de Brasília:

O pecuarista José Carlos Bumlai confirmou nesta sexta-feira que seu filho, Maurício Bumlai, fez dois repasses de R$ 50 mil ao ex-senador Delcídio do Amaral, mas negou que o dinheiro tenha qualquer relação com a compra do silêncio do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró.

O pecuarista José Carlos Bumlai
O pecuarista José Carlos Bumlai

Na ação em que prestou depoimento nesta sexta-feira, Bumlai é réu junto com Delcídio, Lula. O banqueiro André Esteves e mais duas pessoas. Todos acusados de buscar obstruir as investigações da Operação Lava Jato. Ao tentarem impedir que Cerveró assinasse um acordo de delação premiada com a Justiça.

O pecuarista, que já foi condenado a nove anos de prisão na primeira instância em outro caso da Lava Jato. Cumpre prisão domiciliar em São Paulo. Ele foi interrogado nesta sexta-feira pelo juiz Ricardo Soares Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília.

Bumlai confirmou que Delcídio de fato falou sobre uma possível delação de Cerveró em uma conversa que teve em 2015 com seu filho, Maurício Bumlai, mas este teria recusado qualquer envolvimento com o assunto.

– Ele (Maurício) falou não, que ele não ia fazer isso, porque não tínhamos nada a ver com Nestor Cerveró. Depois ele (Delcídio) voltou e pediu ajuda em caráter pessoal. Para manter o padrão de vida que ele tem, não era com salário de senador – disse José Carlos Bumlai.

– Inicialmente o pedido foi R$ 50 mil , ele (Maurício) deu. Ai teve um segundo pedido de mais R$ 50 mil e ele deu também, e é só – afirmou Bumlai, reiterando que as quantias teriam sido entregues por seu filho somente para manter uma boa relação com o então senador, cujo poder poderia prejudicar os negócios dos Bumlai.

Envolvimento com Cerveró

O pecuarista negou qualquer envolvimento com Cerveró, com quem não tinha nenhuma relação antes do ex-diretor ser preso, em 2015. Os dois dividiram uma cela por quase um ano na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. “Se eu tivesse que pedir alguma coisa teria pedido ali”, disse Bumlai, que classificou a acusação de “absolutamente mentirosa”.

À época dos repasses, em 2015, Delcídio chegou a ser preso em pleno exercício do cargo de senador, acusado de tentar montar um esquema para impedir a delação premiada de Cerveró. Ao Conselho de Ética do Senado, no processo que resultaria na cassação de seu mandato, ele disse ter encaminhado R$ 250 mil dados por Bumlai para o ex-diretor da Petrobras a pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em depoimento anterior no mesmo caso, Bernardo Cerveró, filho de Nestor, admitiu ter recebido dois repasses de R$ 50 mil de Delcídio, a título de “ajuda à família”. Segundo ele, o então senador chegou a pedir para que seu pai não celebrasse acordo de delação premiada.

Na próxima terça-feira, às 10h está marcado o depoimento de Lula no caso. O advogado do ex-presidente confirmou que ele comparecerá à audiência. 

Lava Jato: STF permite que Bumlai cumpra prisão domiciliar

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), permitiu nesta sexta-feira que o pecuarista José Carlos Bumlai cumpra prisão domiciliar

Bumlai teve sua prisão preventiva decretada pelo juiz Sérgio Moro, que chegou a permitir que ele cumprisse a medida em casa para o tratamento de um câncer na bexiga

Por Redação, com ABr – de Brasília:

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), permitiu nesta sexta-feira que o pecuarista José Carlos Bumlai cumpra prisão domiciliar, devido ao seu estado de saúde debilitado.

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), permitiu nesta sexta-feira que o pecuarista José Carlos Bumlai cumpra prisão domiciliar
O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), permitiu nesta sexta-feira que o pecuarista José Carlos Bumlai cumpra prisão domiciliar

Bumlai teve sua prisão preventiva decretada pelo juiz Sérgio Moro. Ele chegou a permitir que ele cumprisse a medida em casa para o tratamento de um câncer na bexiga. Mas após cinco meses ordenou que ele retornasse à carceragem da Polícia Federal em Curitiba, em setembro.

Na ocasião, o magistrado alegou que os atestados apresentados para justificar a prisão domiciliar eram vagos e não traziam previsão de alta.

Moro levara em consideração também indícios de que Bumlai teria “auxiliado terceiros a subornar criminoso a fim de evitar que esse celebrasse acordo de colaboração premiada”.

A defesa de Bumlai recorreu ao STF para que ele cumprisse a prisão preventiva em casa. Com tornozeleira eletrônica, em função de seu estado de saúde. Bumlai possui também problemas cardíacos. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se manifestou contra a medida. Com a justificativa de que, em casa, poderia dar continuidade a práticas criminosas. 

Teori, de início, havia negado o pedido da defesa, mas agora reconsiderou sua decisão. Permitindo que Bumlai aguarde em casa o julgamento de mérito sobre seu habeas corpus.

Prisão domiciliar

– O restabelecimento da prisão domiciliar do paciente é medida, mais do que adequada. Recomendável, uma vez que visa a preservar ao mesmo tempo a integridade física do custodiado. Mantém hígidos os fundamentos da prisão preventiva – escreveu Teori na decisão, em que também determina que a 13ª Vara Federal de Curitiba remeta ao STF informações sobre o estado de saúde de Bumlai. 

Em setembro, Moro condenou Bumlai. Ele foi apontado pelos investigadores como amigo pessoal do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, a nove anos e 10 meses de prisão. Como consequência das investigações da Operação Lava Jato.

Bumlai foi condenado por ter contraído um empréstimo, nunca quitado, de R$ 12 milhões no Banco Schahin. Com objetivo de usar o dinheiro para pagar dívidas de campanhas eleitorais do PT. Em troca, o grupo Schahin fechou um contrato de US$ 1,5 bilhão para operar um navio-sonda da Petrobras. 

Lava Jato: Bumlai é condenado a 9 anos e 10 meses de prisão

Segundo os procuradores do MPF, o empréstimo foi pago de forma irregular por meio da concessão de um contrato de afretamento da Petrobras para o Grupo Schahin

Por Redação, com Reuters – de Brasília:

O juiz federal Sérgio Moro condenou nesta quinta-feira o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a 9 anos e 10 meses de prisão, devido a um empréstimo fraudulento de R$ 12 milhões relacionado ao PT e investigado no âmbito da operação Lava Jato.

O juiz federal Sérgio Moro condenou nesta quinta-feira o pecuarista José Carlos Bumlai
O juiz federal Sérgio Moro condenou nesta quinta-feira o pecuarista José Carlos Bumlai

Junto a Bumlai também foram condenadas mais sete pessoas, incluindo o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e o ex-diretor da Petrobras PETR4.SA Nestor Cerveró, ambos já condenados em outras ações penais oriundas da Lava Jato, além des executivos do Grupo Schahin.

De acordo com o Ministério Público Federal, Bumlai foi utilizado como intermediário para a obtenção de um empréstimo fictício de R$ 12 milhões junto ao Banco Schahin, cujos recursos teriam sido repassados ao PT.

Segundo os procuradores do MPF, o empréstimo foi pago de forma irregular por meio da concessão de um contrato de afretamento da Petrobras para o Grupo Schahin.

Bumlai foi condenado pelos crimes de corrupção passiva e gestão fraudulenta de instituição financeira.

– A prática do crime envolveu fraudes de especial complexidade, como a quitação por simulação de dação em pagamento de semoventes, de difícil detecção, e ainda a utilização de empresa estatal em benefício indevido de agremiação partidária e do próprio condenado – afirmou o juiz em sua sentença.

Segundo Moro, “consequências devem igualmente ser valoradas negativamente, já que a prática do crime envolveu o financiamento ilícito de agremiação partidária, com distorções no processo político democrático”.

Bumlai, que foi preso em novembro do ano passado, cumprirá o início da pena em regime fechado, mas o juiz disse que a progressão de regime é uma possibilidade em caso de reparação de danos. Segundo Moro, não houve acordo de colaboração de Bumlai com o MPF, mas uma confissão do pecuarista.

Bumlai volta para a carceragem da PF em Curitiba

Moro ordenou que ele se reapresentasse à carceragem da Polícia Federal em Curitiba, alegando que os atestados apresentados para justificar a prisão domiciliar são vagos

Por Redação, com ABr – de Brasília:

O pecuarista José Carlos Bumlai voltou na manhã desta terça-feira para a carceragem da Polícia Federal em Curitiba, por determinação do juiz Sergio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato.

José Carlos Bumlai retornou para a carceragem da Polícia Federal, em Curitiba
José Carlos Bumlai retornou para a carceragem da Polícia Federal, em Curitiba

Bumlai é investigado pelos crimes de lavagem de dinheiro e ocultação de bens e teve a prisão preventiva decretada em novembro de 2015, na Operação Passe Livre, 21ª fase da Lava Jato. Em março deste ano, ele teve permissão para cumprir detenção domiciliar, por causa do tratamento de um câncer.

Moro ordenou que ele se reapresentasse à carceragem da Polícia Federal em Curitiba, alegando que os atestados apresentados para justificar a prisão domiciliar são vagos e não trazem previsão de alta.

O magistrado levou em consideração também indícios de que Bumlai “auxiliou terceiros a subornar criminoso a fim de evitar que esse celebrasse acordo de colaboração premiada”.

Empréstimo de R$ 12 milhões

Bumlai, que é apontado pelos investigadores como amigo pessoal do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, é suspeito de ter contraído um empréstimo de R$ 12 milhões junto ao Banco Schahin com o objetivo de financiar gastos do PT.

Posteriormente, o Grupo Schahin firmou um contrato de US$ 1,6 bilhão com a Petrobras para a operação de um navio sonda. A força-tarefa da Lava Jato suspeita que o negócio tenha sido uma compensação para que não fosse cobrada a dívida assumida por Bumlai, que nunca pagou o empréstimo.

Lula é considerado réu e entra na alça de mira do juiz Sérgio Moro

Ex-presidente Lula da Silva

A denúncia contra o ex-presidente Lula foi apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no início deste ano

 

Por Redação – de Brasília

 

O relatório da Procuradoria-Geral da República que acusa o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-senador Delcídio do Amaral e outras cinco pessoas de tentativa de obstrução da Justiça foi aprovado, nesta sexta-feira, pela Justiça Federal de Brasília. A decisão transforma Lula em réu e abre a possibilidade de prisão imediata do líder petista, que entra definitivamente na alça de mira do juiz Sergio Moro, chefe da Operação Lava Jato, em Curitiba. Todos são acusados de tramar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, que acabou cedendo à oferta de delação premiada, formulada por parte do juiz Moro.

Ex-presidente Lula da Silva
Ex-presidente Lula chegou a ser nomeado ministro da Casa Civil do governo Dilma

A denúncia contra o ex-presidente foi apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no início deste ano, sustentada em acordo de delação com o ex-senador Amaral. O processo corre na Justiça de Brasília desde a edição do golpe de Estado, em 13 de Junho último, que retirou do ex-presidente o foro privilegiado no STF. Nessa mesma ação constam o pecuarista José Carlos Bumlai, o filho dele, Maurício Bumlai, o banqueiro André Santos Esteves, o ex-assessor de Amaral citado na denúncia, Diogo Ferreira, e o advogado Rodriguez Edson Siqueira Ribeiro Filho, que atuou como defensor de Cerveró.

Procurador da República no Distrito Federal, o promotor Ivan Cláudio Marx alterou a peça inicial para ampliar a descrição dos fatos e as provas que envolvem os acusados. Cabe, ainda, ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região definir o juiz titular da ação. A denúncia estava com o juiz Ricardo Leite, que atuava na Operação Zelotes mas terminou afastado após uma série de irregularidades na condução da Justiça. Os defensores dos réus foram unânimes em pedir a redistribuição dos autos.

Lula nega contato

Na denúncia, a PGR indica ao STF que Lula “impediu e ou embaraçou investigação criminal que envolve organização criminosa, ocupando papel central, determinando e dirigindo a atividade criminosa praticada por Delcídio do Amaral, André Santos Esteves, Edson de Siqueira Ribeiro, Diogo Ferreira Rodrigues, José Carlos Bumlai, e Maurício de Barros Bumlai”. A pena requerida por obstrução da Justiça é de reclusão, entre três e oito anos. Nos autos, os investigadores juntaram e-mails, extratos bancários, telefônicos, passagens aéreas e diárias de hotéis.

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não havia concluído a nota que pretende divulgar, nas próximas horas, mas em depoimento à PGR, Lula garante que jamais discutiu com Delcídio a tentativa de obstruir a delação de Cerveró. A defesa de José Carlos Bumlai também nega as acusações.

A defesa de André Esteves declarou que ele não cometeu nenhuma irregularidade. Segundo o advogado do banqueiro, Antônio Carlos de Almeida Castro, a confirmação da denúncia “era tecnicamente esperada”, embora a defesa de Esteves esperasse que o cliente fosse excluído da denúncia, uma vez que outros denunciados como pretensos participantes do ilícito penal não foram citados.

Lava Jato: Bumlai negocia acordo de delação premiada com MPF, diz jornal

O pecuarista José Carlos Bumlai, preso pela operação Lava Jato desde novembro

O MPF quer saber de Bumlai se Lula tinha conhecimento da contratação do Grupo Schahin pela Petrobras para operar um navio-sonda

 

Por Redação, com agências – de Brasília:

 

O pecuarista José Carlos Bumlai, ligado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e preso pela operação Lava Jato desde novembro, negocia um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF), segundo reportagem do jornal Valor Econômico nesta segunda-feira.

O pecuarista José Carlos Bumlai, preso pela operação Lava Jato desde novembro
O pecuarista José Carlos Bumlai, preso pela operação Lava Jato desde novembro

A reportagem relata que o MPF quer saber de Bumlai se Lula tinha conhecimento da contratação do Grupo Schahin pela Petrobras para operar um navio-sonda, supostamente como contrapartida por um empréstimo milionário contraído pelo pecuarista junto ao banco Schahin que teria como destino o PT.

Outro ponto de interesse dos investigadores é um sítio em Atibaia (SP), que, segundo a Lava Jato, pertence a Lula, acrescentou o jornal.

Procurador da Lava Jato

Os sucessivos vazamentos de informações sob sigilo da Operação Lava Jato já prejudicaram as investigações e podem ter resultado na destruição e ocultamento de provas, disse o procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, ao ser questionado durante entrevista à imprensa na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. O procurador deu entrevista para explicar a 24º fase da Operação Lava Jato, deflagrada na última sexta-feira.

– O vazamento pode ter sido a origem do que nós comprovamos hoje ter sido a destruição de provas e ocultamento de documentos. Nesse momento, vamos apurar todos os vazamentos e identificar os responsáveis – disse o procurador durante entrevista coletiva sobre a nova fase da Lava Jato, chamada Operação Aletheia.  “Houve prejuízo à invesitgação da Polícia Federal”, afirmou o procurador a jornalistas.

A força-tarefa da Lava Jato investiga também os indícios de que a deflagração da Operação Aletheia tenha previamente vazado para jornalistas e blogueiros, o que prejudicou os cumprimentos dos mandados pela PF, por se tratarem de ações de alta sensibilidade social. Um dos alvos da operação desta sexta-feira é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi levado para prestar depoimento no escritório da PF no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

 

Moro autoriza internação do pecuarista Bumlai para exames

O pecuarista José Carlos Bumlai

 

Moro autorizou também que o Ministério Público Federal (MPF) compartilhe provas sobre Bumlai com a Receita Federal

 

Por Redação, com ABr – de Brasília:

 

O juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal, em Curitiba, autorizou que o empresário e pecuarista José Carlos Bumlai seja internado no próximo dia 8. A defesa de Bumlai protocolou na quinta-feira um pedido de deslocamento ao hospital para que o pecuarista seja internado e faça exames. O pedido da defesa foi baseado em um relatório médico. O empresário foi preso no dia 24 de novembro do ano passado, durante a Operação Passe Livre, 21ª fase da Lava Jato, que investiga indícios de fraude em licitação na contratação de navio sonda pela Petrobras.

O pecuarista José Carlos Bumlai
O pecuarista José Carlos Bumlai

Segundo a decisão de Moro, o relatório médico demonstra a necessidade de que Bumlai seja internado por 24 horas. “Caso a necessidade de internamento se confirme, havendo recomendação médica por escrito dos médicos do Hospital Santa Cruz, autorizo desde logo o internamento, sob escolta da Polícia Federal, enquanto lá permanecer”, diz o texto. No início do ano Moro já havia autorizado outras idas de Bumlai ao hospital para a realização de exames.

Na mesma decisão, Moro autorizou também que o Ministério Público Federal (MPF) compartilhe provas sobre Bumlai com a Receita Federal. O pedido foi feito no último dia 21, pelo Ministério Público Federal.

– O Ministério Público Federal, nos autos acima identificados, vem à presença de Vossa Excelência para requerer o compartilhamento dos elementos produzidos em face de José Carlos Bumlai e outros investigados com a Receita Federal do Brasil. A Receita Federal do Brasil solicita o compartilhamento dos elementos informativos produzidos no bojo da denominada operação Lava Jato envolvendo o investigado José Carlos Bumlai, seus familiares e suas empresas – diz o pedido do MPF.

Na decisão, Moro lembra que em outras ocasiões já foram dadas decisões sobre o compartilhamento de provas da Operação Lava Jato tanto com a Receita Federal, como com outros órgãos. “A cooperação entre as diversas instituições públicas, com o compartilhamento das informações, é um objetivo político válido e que se impõe caso se pretenda alguma eficácia na investigação e persecução de crimes complexos, como os crimes de colarinho branco ou os crimes praticados por organizações criminosas. Tal objetivo favorece interpretações do sistema legal no sentido de admitir o compartilhamento de provas, desde que preenchidos os requisitos que autorizam a adoção do método especial de investigação e desde que o compartilhamento vise apenas atender ao interesse público”, diz o juiz.

Para Moro, o compartilhamento solicitado, além de servir ao interesse público, atende também “a finalidades próprias do processo penal”, diz o juiz, na decisão.

Bumlai tem pedido de habeas corpus negado

Por Redação, com ABr – de Brasília:

O ministro Marcelo Navarro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou, nesta quarta-feira, um pedido de habeas corpus ao empresário e pecuarista José Carlos Bumlai. O pedido foi protocolado segunda-feira e negado na manhã desta quarta-feira.

Bumlai
Bumlai foi preso no dia 24, em Brasília, durante a Operação Passe Livre, 21ª fase da Operação Lava Jato

Bumlai foi preso no dia 24, em Brasília, durante a Operação Passe Livre, 21ª fase da Operação Lava Jato. Nesse mesmo dia, Bumlai se apresentaria para depor na CPI do BNDES. Ele é acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de usar contratos firmados com a Petrobras para quitar um empréstimo com o Banco Schahin.

O argumento da defesa de Bumlai no pedido do habeas corpus negado pelo STJ é que o pecuarista se colou à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos e que não haveria risco de obstrução à coleta de provas.