Chuva deixa SP em estado de atenção para alagamentos

A previsão do tempo para os próximos dias é de mais chuva, com a frente fria que se afasta do litoral paulista, mas produz ventos úmidos

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

A chuva deixou nesta segunda-feira toda a cidade de São Paulo em estado de atenção para alagamentos, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE). Os motoristas devem ficar atentos aos alagamentos nas marginais Tietê e Pinheiros.

A chuva deixou nesta segunda-feira toda a cidade de São Paulo em estado de atenção para alagamentos
A chuva deixou nesta segunda-feira toda a cidade de São Paulo em estado de atenção para alagamentos

Áreas de instabilidade na Grande São Paulo avançam sobre a cidade com deslocamento lento. A chuva é moderada nas regiões do Centro, Tremembé, Perus e Jaraguá (Zona Norte). Nas regiões da Vila Leopoldina, Lapa, Rio Pequeno e Butantã (zona oeste). Chuvas mais intensas caem nas regiões de Cangaíba, Ermelino Matarazzo e São Miguel Paulista (zona leste).

As temperaturas oscilam em torno dos 27°C em São Paulo. O aeroporto de Congonhas funcionou normalmente. Apresentando quatro voos atrasados entre meio-dia e 13h, além de quatro voos cancelados desde a sua abertura nesta manhã.

Aeroporto

O aeroporto de Guarulhos também operou normalmente, com dois voos em atraso e nenhum cancelado.

A previsão do tempo para os próximos dias é de mais chuva, com a frente fria que se afasta do litoral paulista, mas produz ventos úmidos que passam a soprar do oceano. A terça-feira terá tempo nublado, chuvas isoladas e garoa, principalmente no início e no fim do dia. Os termômetros devem variar entre 19°C e 26°C.

Pará: tráfego na BR-163 volta a ser interrompido por causa da chuva

Há duas semanas, por causa das chuvas intensas na região e do aumento do tráfego de caminhões carregados, vários pontos de atoleiros se formaram em um trecho de 47 quilômetros

Por Redação, com ABr – de Brasília:

 

O tráfego na BR-163, no sudoeste do Pará, voltou a ser interrompido às 9h deste sábado por causa da chuva forte na região, informou o Exército. A rodovia ficará interditada até avaliação sobre o seu estado. Na noite anterior, os caminhões começaram a ser liberados no sentido do município paraense de Miritituba. Mais cedo, o fluxo no sentido sul, em direção a Mato Grosso, também havia sido liberado.

Chuva forte e tráfego intenso de caminhões levaram à formação de atoleiros na BR-163
Chuva forte e tráfego intenso de caminhões levaram à formação de atoleiros na BR-163

A BR-163, conhecida como Rodovia Cuiabá-Santarém, é a principal ligação entre a maior região produtora de grão do país, em Mato Grosso. Os portos da Região Norte, principalmente em Miritituba e Santarém, no Pará.

Há duas semanas, por causa das chuvas intensas na região e do aumento do tráfego de caminhões carregados. Vários pontos de atoleiros se formaram em um trecho de 47 quilômetros (km). Localizado entre as comunidades de Santa Luzia e Bela Vista do Caracol. A fila de caminhões chegou a ocupar mais de 50 km.

O Exército e a Polícia Rodoviária Federal estão trabalhando nos pontos de retenção em apoio ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Que faz a manutenção da rodovia, e à Defesa Civil de Itaituba, que presta auxílio aos motoristas e suas famílias e aos moradores dos vilarejos próximos à estrada.

Segundo o Dnit, 756,6 km da BR-163 no Pará estão pavimentados, faltando 190 km. Desde a divisa com Mato Grosso até Miritituba, faltam 100 km para serem asfaltados. Em 2016, foram asfaltados 20 quilômetros. O trecho da rodovia onde se verificam os pontos críticos devido às chuvas será pavimentado este ano. De acordo com o Dnit. A meta é asfaltar 60 km em 2017 e concluir o asfaltamento até o porto de Miritituba até 2018.

O órgão informou que, até a conclusão das obras, serão adotadas medidas emergenciais. Como o controle de tráfego e a drenagem para escoar água da estrada. Dando passagem aos veículos, especialmente os caminhões com cargas mais pesadas.

Economia de R$ 1,4 bilhão

Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a conclusão da obra da BR-163, iniciada em 1973, levará a uma economia de R$ 1,4 bilhão por ano com o transporte de cargas. Divulgado em 2013, o estudo BR-163. Quebra de Paradigma no Transporte do Comércio Exterior aponta que a economia resultará da redução de gastos logísticos ao mudar a via de exportação do Sul e Sudeste para os portos do Norte do Brasil, uma rota mais curta e mais barata.

– Para se ter uma ideia, a conclusão da estrada reduziria de três a cinco dias a viagem de navio entre o Brasil e a Europa se comparado à rota partindo de Santos (SP) ou Paranaguá (PR) –informou a CNI, ao destacar que a viagem entre os portos das regiões Sul e Sudeste e a Europa demora em torno de 15 dias.

Segundo a CNI, na direção inversa, a rodovia também possibilitará que mercadorias produzidas na Zona Franca de Manaus. Como motos e eletroeletrônicos, sejam movimentadas para a Região Centro-Sul a partir de Santarém. Reduzindo dois dias em relação à rota utilizada atualmente. Hoje, a produção de Manaus é transportada via barcaça até Belém e segue por 2,9 mil quilômetros por rodovia até a capital paulista.

Chuva deixa desaparecidos e população fica sem água em SP

O rompimento de uma adutora também provocou o desabastecimento de água, há cinco dias, em todo o município, que tem 652 mil habitantes

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

A forte chuva que atingiu a cidade de Sorocaba, no interior paulista, deixou um homem e um menino, levados pela correnteza em um córrego, desaparecidos desde sábado. O rompimento de uma adutora também provocou o desabastecimento de água, há cinco dias, em todo o município, que tem 652 mil habitantes.

A forte chuva que atingiu a cidade de Sorocaba, no interior paulista, deixou um homem e um menino, levados pela correnteza em um córrego
A forte chuva que atingiu a cidade de Sorocaba, no interior paulista, deixou um homem e um menino, levados pela correnteza em um córrego

O Corpo de Bombeiros retomou nesta manhã as buscas pelos desaparecidos. No sábado, a chuva começou às 17h e elevou a vazão do córrego, no Jardim Novo Horizonte, onde quatro crianças pescavam. Elas caíram na água, mas uma conseguiu se salvar e pedir ajuda a um adulto. O homem resgatou duas crianças, mas foi levado pela correnteza quando tentava salvar a última vítima.

De acordo com a Defesa Civil, 11 pessoas morreram em razão da chuva desde dezembro do ano passado. Quatro municípios paulistas estão em estado de alerta para precipitação: Francisco Morato, São Vicente, São Sebastião e Bom Jesus dos Perdões.

Desabastecimento

Segundo a prefeitura, toda a cidade foi afetada pelo desabastecimento de água, que começou com o rompimento da principal adutora de Sorocaba durante a forte chuva que ocorreu na madrugada entre o dia 31 do mês passado e a última quarta-feira. Naquela noite, foram registrados 128 milímetros, precipitação esperada para todo o mês de janeiro.

A população recebe água em esquema de rodízio. Também conta com o auxílio de 16 caminhões-pipa enviados pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). A adutora rompida tem 800 milímetros de diâmetro, 20 metros de extensão e 15 metros de altura.

Sem água nas escolas, a prefeitura decidiu adiar o retorno das aulas desta segunda para quarta-feira nas 148 escolas municipais. O calendário escolar não será prejudicado, já que as aulas vão ser repostas, informou a prefeitura. A população também pode buscar água em 21 escolas, onde foram disponibilizados caminhões-pipa.

Obras

O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) enfrenta dificuldade para fazer as obras de reparo. Pois o local é de difícil acesso e também porque a chuva não cessa. No sábado, com a chuva intensa, não houve estabilização do solo para a passagem das máquinas.

As equipes fizeram a reposição dos tubos por guindaste de grande porte, que vão içar a estrutura metálica no vão existente após o rompimento. Em sequência, será feita a soldagem das duas extremidades do novo tubo. A previsão é de que o abastecimento seja normalizado nesta terça-feira.

Bombeiros retomam buscas por homem desaparecido durante chuva em SP

Os bombeiros retomaram nesta terça-feira, as buscas por Odair José Chagas, de 38 anos, em Guarulhos, na Grande São Paulo

No município de São Paulo, os bombeiros atenderam 34 chamadas de ocorrências relacionadas à chuva, como de pessoas ilhadas

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

Os bombeiros retomaram nesta terça-feira, as buscas por Odair José Chagas, de 38 anos, em Guarulhos, na Grande São Paulo. Ele estava com a esposa quando o carro foi arrastado pela enchente e caiu no Córrego Taboão na noite de domingo.

Os bombeiros retomaram nesta terça-feira, as buscas por Odair José Chagas, de 38 anos, em Guarulhos, na Grande São Paulo
Os bombeiros retomaram nesta terça-feira, as buscas por Odair José Chagas, de 38 anos, em Guarulhos, na Grande São Paulo

Após buscas, o Corpo de Bombeiros encontrou o veículo com o corpo da analista contábil Maria Santos Chagas, de 39 anos, às 4h30 de segunda-feira.

Depois que familiares e vizinhos comunicaram o desaparecimento do marido de Maria, os bombeiros fizeram uma varredura ontem à noite em todo o córrego Taboão, que desemboca no Rio Tietê, buscando o corpo, mas não encontraram.

Chuva

Em Guarulhos, no domingo, o Córrego Taboão transbordou e atingiu vários bairros. Principalmente o Jardim Santa Emília. A capital paulista registrou, no nesno dia, o transbordamento do Córrego Paciência, na Zona Norte, às 23h, do Córrego Tremembé, na Zona Norte, à meia-noite; e do Córrego Franquinho, na Zona Leste, à meia-noite e meia.

No município de São Paulo, os bombeiros atenderam 34 chamadas de ocorrências relacionadas à chuva, como de pessoas ilhadas. O Centro de Gerenciamento de Emergências registrou seis pontos de alagamento intransitáveis.

Chuva causa alagamentos em São Paulo

No município de São Paulo, os Bombeiros atenderam 34 chamadas de ocorrências relacionadas à chuva, como pessoas ilhadas

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

Uma mulher morreu afogada em Guarulhos, na Grande São Paulo, após seu carro ser arrastado pela enchente e cair no Córrego Taboão na noite de domingo. Após buscas, o Corpo de Bombeiros encontrou o veículo com o corpo da vítima às 4h30 desta segunda-feira.

O Centro de Gerenciamento de Emergências registrou seis pontos de alagamento intransitáveis
O Centro de Gerenciamento de Emergências registrou seis pontos de alagamento intransitáveis

Em Guarulhos, o Córrego Taboão transbordou e atingiu vários bairros, principalmente o Jardim Santa Emília. A capital paulista registrou o transbordamento do Córrego Paciência, Zona Norte, às 23h, do Córrego Tremembé, Zona Norte, à meia-noite; e do Córrego Franquinho, Zona Leste, à meia-noite e meia.

No município de São Paulo, os Bombeiros atenderam 34 chamadas de ocorrências relacionadas à chuva, como pessoas ilhadas. O Centro de Gerenciamento de Emergências registrou seis pontos de alagamento intransitáveis.

A cidade de Francisco Morato teve, às 22h30, chuva de forte intensidade e curta duração, que alagou o centro e os bairros Cento e Vinte, Jardim Silvia e Jardim Alegria, segundo a Defesa Civil. Houve deslizamento de terra na Rua Moacir Flex, onde os Bombeiros resgataram quatro moradores, que ficaram presos dentro de casa. O imóvel foi interditado e a família está em casa de parentes.

Em Itapevi, a enxurrada provocou erosão do solo às 19h30, na Chácara Vitápolis, que atingiu um veículo e uma casa abaixo do nível da rua. Os quatro moradores foram alojados na casa de parentes.

Interior do Estado

Na região de Campinas, a cidade de Cabreúva, registrou forte chuva às 21h, que alagou ruas e 10 residências. Segundo a Defesa Civil, 45 pessoas tiveram de deixar suas casas. Na cidade de Jaú, 10 casas ficaram alagadas e pessoas ficaram ilhadas. A Defesa Civil interditou três casas no bairro Chácara Flora, pois sofreram avarias na estrutura. As famílias foram para casas de parentes.

Nova Friburgo: vítimas de chuva recebem imóveis após seis anos de espera

Em toda a Região Serrana, mais de 4,5 mil famílias perderam suas casas

Em toda a Região Serrana, mais de 4,5 mil famílias perderam suas casas e tiveram que esperar a construção de unidades habitacionais públicas

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

 

As últimas 220 unidades das 2,3 mil construídas em Nova Friburgo para os desabrigados das chuvas de janeiro de 2001 foram entregues pela prefeitura da cidade. Os imóveis foram construídos pela Secretaria Estadual de Obras através do Programa Minha Casa, Minha Vida, da Caixa Econômica Federal.

Em toda a Região Serrana, mais de 4,5 mil famílias perderam suas casas
Em toda a Região Serrana, mais de 4,5 mil famílias perderam suas casas

Em toda a Região Serrana, mais de 4,5 mil famílias perderam suas casas e tiveram que esperar a construção de unidades habitacionais públicas.

O desastre deixou mais de 900 mortos e dezenas de desaparecidos, entre soterrados e pessoas levadas pelas enxurradas.

Desastre

Essas últimas 220 residências foram construídas no conjunto Terra Nova, que tem mais de 2,1 mil apartamentos.

Além da construção das unidades habitacionais. Também foi feita uma macrodrenagem na região do condomínio Terra Nova e a canalização do Córrego dos Afonsos.

Deslizamento provocado pela chuva mata duas pessoas no Rio

O deslizamento atingiu pelo menos quatro casas

O secretário de Defesa Civil e Segurança Pública, Rafael Simão, fez um apelo para que as pessoas não se dirijam à região e advertiu que a presença de curiosos atrapalha o trabalho das equipes que atuam no local

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

 

A Secretaria de Defesa Civil e Segurança Pública do município de Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, confirmou na manhã desta terça-feira a morte de uma mulher de 49 anos e de um homem de 70 anos, vítimas do deslizamento de terra e de rochas ocorrido no fim da noite passada no bairro de Quitandinha.

O deslizamento atingiu pelo menos quatro casas
O deslizamento atingiu pelo menos quatro casas

Os corpos foram resgatados por equipes do Corpo de Bombeiros. Eles estavam em uma das casas atingidas na Rua Uruguai, área considerada nobre da cidade serrana. As vítimas foram identificadas como Consuelo de Carmo e Paulo Roberto Souza.

O deslizamento atingiu pelo menos quatro casas. As buscas pelas duas vítimas foram iniciadas logo depois do incidente, por volta das 23h. O trabalho chegou a ser interrompido pouco depois das 3h. Por conta da chuva, da pouca visibilidade e da instabilidade em toda a área, mas foi retomado esta manhã.

De acordo com nota divulgada pela prefeitura de Petrópolis. O prefeito Rubens Bomtempo esteve no local e manifestou solidariedade às famílias das vítimas. O secretário de Defesa Civil e Segurança Pública, Rafael Simão. Ele fez um apelo para que as pessoas não se dirijam à região. E advertiu que a presença de curiosos atrapalha o trabalho das equipes que atuam no local.

Risco

A rua permaneceu interditada, com risco iminente de novos deslizamentos. Toda a área foi isolada. Os moradores da região foram orientados a sair de casa e seguir para locais seguros.

Segundo a Defesa Civil, a Igreja Santíssima Trindade e o posto de saúde que funciona no prédio anexo à igreja permaneceram abertos. Servindo como ponto de apoio. O Centro de Educação Infantil Chiquinha Rola também está aberto como opção aos moradores da região.

Chuva provoca queda de barreiras em rodovias no Rio

A chuva que desde sexta-feira atinge o Estado do Rio, provocou queda de barreiras em rodovias na manhã deste domingo

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Rodovia BR-116, na serra de Teresópolis. Ficou fechada entre 23h30 de sábado e 2h40 deste domingo

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

 

A chuva que desde sexta-feira atinge o Estado do Rio, provocou queda de barreiras em rodovias na manhã deste domingo, chegou a acionar o sistema de alerta em Petrópolis. Foram registrados problemas também em Teresólis e na Costa Verde, litoral sul Fluminense.

A chuva que desde sexta-feira atinge o Estado do Rio, provocou queda de barreiras em rodovias na manhã deste domingo
A chuva que desde sexta-feira atinge o Estado do Rio, provocou queda de barreiras em rodovias na manhã deste domingo

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Rodovia BR-116, na serra de Teresópolis. Ficou fechada entre 23h30 de sábado e 2h40 deste domingo. Houve queda de barreira no quilômetro 84, sem feridos. No local, o trânsito já foi normalizado.

Na Rio-Santos (BR-101), houve queda de barreira entre Conceição de Jacareí e o condomínio Porto Galo, na Costa Verde, com interdição parcial. A Defesa Civil foi acionada e não houve feridos. O trânsito foi desviado pelo acostamento, sentido Rio.

Segundo a Defesa Civil de Mangaratiba, a chuva provocou alagamentos na cidade e inundou algumas casas. Houve o desabamento de um sobrado na Praia do Apara, sem vítimas.

Sistema de sirenes

Na cidade serrana de Petrópolis, o sistema de sirenes foi ligado durante a madrugada. Alertando os moradores a procurarem refúgio seguro. Mas não houve ocorrências graves. Em Teresópolis, no Vale da Revolta, a Defesa Civil registrou 10 deslizamentos, uma residência foi atingida e interditada pelo órgão.

Na BR 116 (Rodovia Presidente Dutra), em Piraí, quilômetro 223, sentido São Paulo, por volta das 8h30 deste domingo, o tráfego foi interrompido por causa de uma carreta quebrada. A pista foi liberada por volta das 10h.

Coreia do Norte: Cruz Vermelha tem dificuldade de levantar fundos para enchente

A Cruz Vermelha está com dificuldades para levantar fundos necessários para ajudar as regiões afetadas pela enchente

 

Pelo menos 133 pessoas morreram na Coreia do Norte e cerca de 600 mil pessoas foram afetadas por inundações provocadas por fortes chuvas no fim de agosto e início de setembro

Por Redação, com Reuters – de Pequim:

 

A Cruz Vermelha está com dificuldades para levantar fundos necessários para ajudar as regiões afetadas pela enchente da Coreia do Norte depois de uma resposta decepcionante da comunidade internacional ao seu apelo de emergência, disse um porta-voz neste sábado.

A Cruz Vermelha está com dificuldades para levantar fundos necessários para ajudar as regiões afetadas pela enchente
A Cruz Vermelha está com dificuldades para levantar fundos necessários para ajudar as regiões afetadas pela enchente

Pelo menos 133 pessoas morreram na Coreia do Norte e cerca de 600 mil pessoas foram afetadas por inundações provocadas por fortes chuvas no fim de agosto e início de setembro.

As preocupações sobre a saúde e o bem-estar das pessoas afetadas aumenta com a chegada do inverno.

Cruz Vermelha

A Cruz Vermelha levantou apenas 25 %  dos 15,2 milhões de francos suíços (US$ 15,38 milhões ). Buscava em um apelo de emergência destinado a ajudar mais de 330 mil pessoas. Que necessitam de assistência humanitária ao longo dos próximos 12 meses.

Os doadores internacionais precisam “colocar a política de lado e reconhecer que isso é uma tragédia humanitária para milhares de pessoas”. Disse Patrick Fuller, gerente de comunicações para a Federação Internacional da Cruz Vermelha. E do Crescente Vermelho (FICV, na sigla em inglês), a repórteres em Pequim depois de voltar da Coreia do Norte.

Preocupações políticas dos doadores sobre o governo norte-coreano têm dificultado os esforços para levantar fundos. Fuller disse, mesmo que o dinheiro doado para a Cruz Vermelha seja gasto pela organização, sem passar pelo governo.

Em março, o Conselho de Segurança da ONU impôs novas sanções à Coreia do Norte após o seu quarto teste nuclear em janeiro.

– Nós podemos realmente avançar com o financiamento que temos, mas não é o suficiente. Não é nem perto do suficiente para apoiar a operação nos próximos meses – disse Fuller.

O governo norte-coreano se comprometeu a construir 20 mil casas antes que o pior momento do inverno chegue.

 

Jogos Olímpicos acabam com chuva, alegria e carnaval

Em uma festa que reforçou o que tem de melhor e extrapolou as fronteiras Fluminenses para falar da arte e cultura nacional, o Rio de Janeiro se despediu dos Jogos Olímpicos

No Maracanã, os mais de 200 países que participaram da Olimpíada de 2016 deram adeus ao Rio de Janeiro em uma cerimônia realizada sob chuva e com direito mais uma vez a muita música brasileira

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

 

Em uma festa que reforçou o que tem de melhor e extrapolou as fronteiras Fluminenses para falar da arte e cultura nacional, o Rio de Janeiro se despediu dos Jogos Olímpicos na noite de domingo, em cerimônia realizada no Estádio do Maracanã. Em espetáculo pensado para ressaltar a criatividade do brasileiro e sua capacidade de criar com as próprias mãos, o tom foi de celebração e congraçamento.

Em uma festa que reforçou o que tem de melhor e extrapolou as fronteiras Fluminenses para falar da arte e cultura nacional, o Rio de Janeiro se despediu dos Jogos Olímpicos
Em uma festa que reforçou o que tem de melhor e extrapolou as fronteiras Fluminenses para falar da arte e cultura nacional, o Rio de Janeiro se despediu dos Jogos Olímpicos

No Maracanã, os mais de 200 países que participaram da Olimpíada de 2016 deram adeus ao Rio de Janeiro em uma cerimônia realizada sob chuva e com direito mais uma vez a muita música brasileira, principalmene o samba.

Em comparação à cerimônia de abertura, o encerramento teve orçamento e tempo reduzido, o que tradicionalmente acontece em Jogos Olímpicos. Além de receber um aporte financeiro menor, com cifras finais não reveladas pelos organizadores, a apresentação final também é mais curta. Enquanto a abertura se estendeu por quatro horas, o encerramento teve duração de 2h30.

A grande quantidade de lugares vazios, especialmente os mais próximos do gramado, chamou a atenção. O Maracanã ficou bem mais vazio do que na final do futebol masculino, disputada no dia anterior no mesmo estádio. Além disso, outros empecilhos testaram os criadores do espetáculo: o ensaio geral das coreografias só pode ser realizado horas antes do início da cerimônia. O tempo também não colaborou, com chuva, frio e ventos fortes durante quase toda a cerimônia.

Diante das limitações impostas pelo local da cerimônia, como o pouco espaço disponível, os lugares no nível do campo e as portas com menos de dois metros de altura, recursos artísticos que funcionaram na abertura, como projeções e coreografias, foram novamente utilizados.

Figura que dividiu brasileiros e norte-americanos durante a cerimônia de abertura, Santos Dumont voltou a ser evocado no encerramento dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Fotos históricas do inventor foram mostradas no telão do Maracanã. O personagem histórico, interpretado pelo ator Tuca Andrade, conferiu que era hora da festa começar em um relógio de pulso, uma de suas invenções. Projeções de engrenagens foram exibidas no chão do estádio, encerrando o breve ato inicial da festa.

Alguns dos cartões postais do Rio de Janeiro, como os Arcos da Lapa, o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar, tiveram suas formas moldadas pelos dançarinos. No total, 3 mil pessoas integram o elenco, sendo 300 dançarinos profissionais e 2,7 mil voluntários. O norte-americano Bryn Walters, um dos maiores especialistas em coreografias de massa e montagem e responsável pelas aberturas de Atenas 2004 e Londres 2012, assinou a coreografia do show.

O Hino Nacional brasileiro foi executado no batuque da percussão e entoado por um coro de crianças, representando cada uma das estrelas da bandeira do país, projetada no chão do estádio.

Em seguida, teve início a parada dos atletas, em um clima bem mais informal e descontraído do que se viu no dia 5 de agosto. Os competidores entraram em uma fila única, ao longo de um corredor formado pelos porta-bandeiras, em uma grande confraternização ditada por música eletrônica, repente e frevo.

Trabalho manual

O ato seguinte contou a história da arte popular brasileira, em suas diversas manifestações e extrapolando as fronteiras da cidade-sede. As pinturas e gravuras rupestres encontradas no parque arqueológico da Serra da Capivara, no Piauí, ganharam vida com movimentos coreografados. No chamado “momento lembrança”, Arnaldo Antunes declamou o poema Saudade, de sua autoria, evocando a palavra que só existe em língua portuguesa.

A tradição das rendeiras foi exaltada ao som da tradicional canção Mulher Rendeira, entoado pelas Ganhadeiras de Itapuã, grupo que resgata as antigas tradições do bairro de Salvador. Uma projeção criou a ilusão de que uma renda tinha sido tecida no chão do estádio. Em seguida, o grupo Corpo apresentou um trecho do espetáculo Parabelo, em ritmo de forró.

O público levantou-se logo nos primeiros acordes de Asa Branca, uma das canções mais conhecidas de Luiz Gonzaga, improvisando uma ciranda nas arquibancadas. Em homenagem a mestre Vitalino e suas esculturas, os dançarinos foram caracterizados como bonecos de barro e mostraram passos do forró.

Vaias

Repetindo uma tradição olímpica, a cerimônia de premiação da maratona masculina aconteceu no meio do encerramento, na entrega das últimas medalhas dos Jogos. O ouro ficou com o queniano Eliud Kipchoge, a prata com o etíope Feyisa Lilesa e o bronze com o norte-americano Galen Rupp. Na apresentação dos atletas recém-eleitos para compor a Comissão dos Atletas do Comitê Olímpico Internacional (COI), a mais aplaudida foi a saltadora russa Yelena Isinbayeva.

Depois da homenagem aos voluntários da Rio 2016, em que o cantor Lenine apresentou uma versão feita para eles de sua música Jack Soul Brasileiro, a bandeira da Grécia foi hasteada e o hino do país entoado para o recolhimento da bandeira olímpica.

Na passagem para a governadora de Tóquio, Yuriko Koike, o prefeito Eduardo Paes foi anunciado e acabou sendo muito vaiado. Em seu discurso, o presidente do COI, Thomas Bach, pontuou, em português: “Valeu, Brasil! Esses foram Jogos Olímpicos maravilhosos, na Cidade Maravilhosa”.

Toque oriental

Os próximos anfitriões também tiveram tempo de mostrar o que querem fazer daqui a quatro anos, em Tóquio. Em uma apresentação que começou com o hino japonês, se observou uma mistura de luzes, formas geométricas, tambores tradicionais (taikos) e a cultura dos videogames.

Os espectadores vibraram no momento em que o personagem Mario deixou a animação exibida no telão para “saltar” de um cano montado no centro do estádio. Na verdade, era o primeiro-ministro japonês, Shinz Abe, com os trajes do famoso encanador do mundo virtual.

Os japoneses também fizeram questão de agradecer, por meio de projeções da palavra “arigato” (que quer dizer obrigado) em vários idiomas, expressando gratidão ao mundo pela solidariedade e apoio prestados após o terremoto que devastou o país em 2011. No fim, eles fizeram o convite: “vejo você em Tóquio”.
Chuva

Carnaval

No momento em que Bach declarou os Jogos Olímpicos encerrados, um lamento ecoou das arquibancadas. A chama olímpica foi apagada em um ato cheio de simbolismo. Enquanto a cantora Mariene de Castro interpretava a música Pelo tempo que durar, de Marisa Monte e Adriana Calcanhoto, uma chuva, que representa a abundância das águas tropicais, caiu sobre a pira, extinguindo o fogo.

A mensagem passada, no entanto, foi de renovação. Um grande árvore feita de cordas foi içada no centro da cena, em meio a colorida representação da flora brasileira, reforçando o início de um novo ciclo.

E o Maracanã virou carnaval com a chegada do Cordão do Bola Preta e de integrantes de escolas de samba, embalados pela marchinha Cidade Maravilhosa, hino da cidade do Rio de Janeiro.

O público ficou de pé para cantar as marchinhas que ganham o carnaval de rua e sambas-enredos consagrados. A festa ficou completa com a chegada de um carro alegórico, convidando os atletas a tomarem o gramado e acompanharem os fogos de artifício. Só faltou avisar que a festa tinha acabado: atletas, voluntários e o público continuou dançando, ao som do samba tocado nos alto-falantes, como se os Jogos estivessem só começando.