Nadadora ferida por queda de árvore continua internada em SP

O hospital não deu previsão de alta e a equipe médica não informou ainda se ela ficará com sequelas por conta da lesão

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

O estado de saúde da nadadora Larissa Oliveira, internada desde a última quarta-feira, no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, é bom, de acordo com boletim médico divulgado no dia anterior.

Nadadora Larissa Oliveira
Nadadora Larissa Oliveira

Ela passou por uma cirurgia em decorrência de um ferimento de 30 centímetros na coxa direita. Depois de uma árvore cair sobre o seu carro. Durante o temporal que atingiu São Paulo na quarta-feira.

O hospital não deu previsão de alta. A equipe médica não informou ainda se ela ficará com sequelas por conta da lesão. Os médicos responsáveis pelo tratamento de Larissa são Rodrigo Novaes do Canto e Ricardo Basile.

Rio 2016

Larissa participou da delegação brasileira que foi aos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Ela completou cinco provas: 100 e 200 m livres. Nos revezamentos 4×100 m medley, e 4×100 m e 4×200 m nado livre.

A atleta também já foi campeã mundial de piscina curta em Doha, em 2014, na prova de 4×50 m medley misto. E é três vezes medalhista panamericana. Foi prata no 4×200 m livre e bronze no 4×100 m livre e no 4×100 m medley, nos jogos de Toronto 2015.

Turquia diz que identidade de atirador foi estabelecida e caçada continua

A Turquia estabeleceu a identidade do atirador que matou 39 pessoas em um ataque a uma boate de Istambul na noite de Ano Novo

O atirador matou um policial e um civil na entrada da famosa boate Reina no domingo, e então abriu fogo com um fuzil no interior do local

Por Redação, com Reuters – de Istambul:

A Turquia estabeleceu a identidade do atirador que matou 39 pessoas em um ataque a uma boate de Istambul na noite de Ano Novo, disse o ministro das Relações Exteriores do país, e novas prisões foram feitas nesta quarta-feira, mas o autor do ataque continua foragido.

A Turquia estabeleceu a identidade do atirador que matou 39 pessoas em um ataque a uma boate de Istambul na noite de Ano Novo
A Turquia estabeleceu a identidade do atirador que matou 39 pessoas em um ataque a uma boate de Istambul na noite de Ano Novo

O atirador matou um policial e um civil na entrada da famosa boate Reina no domingo, e então abriu fogo com um fuzil no interior do local, recarregando sua arma meia dúzia de vezes e atirando naqueles que estavam feridos no chão.

O Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade pelo ataque, dizendo ter sido uma revanche pelo envolvimento militar da Turquia na Síria.

– A identidade da pessoa que realizou o ataque em Ortakoy foi determinada – disse o ministro turco das Relações Exteriores, Mevlut Cavusoglu, em entrevista transmitida pela TV com a agência de notícias estatal Anadolu. Ele não deu detalhes.

Segundo imprensa turca, acredita-se que o agressor seja da etnia uigur, possivelmente o Quirguistão. 

O massacre no bairro de Ortakoy, em Istambul, um distrito afluente à margem do Bósforo. Aconteceu após um ano em que a Turquia, que faz parte da aliança militar da Otan. Foi abalada por uma série de ataques radicais islâmicos e de militantes curdos. Além de um fracassado golpe de Estado.

O Parlamento aprovou a extensão por mais três meses do estado de emergência. Imposto inicialmente após a fracassada tentativa de golpe de Estado. Permitindo ao governo editar novas leis e limitar ou suspender direitos e liberdades quando considerar necessário.

Ataque

O presidente Tayyip Erdogan disse que o ataque contra a popular boate. Com presença de celebridades locais e estrangeiros endinheirados. Estava sendo explorado para tentar dividir a nação de maioria muçulmana. Acrescentou que o Estado nunca se intrometeu no estilo de vida das pessoas.  

– Não existe motivo para tentar culpar o atentado de Ortakoy sobre as diferenças nos estilos de vida – disse ele em um discurso no palácio presidencial em Ancara. “O estilo de vida de ninguém está sob ameaça sistemática na Turquia. Nós nunca permitiremos isso”, disse ele. Este foi o primeiro discurso público do presidente desde o atentado. 

Uma fonte de segurança e um jornal turco disseram na terça-feira que o atirador parece ser conhecedor de táticas de guerrilha e pode ter treinado na Síria.

O jornal Haberturk disse que investigações da polícia revelaram que o atirador havia entrado na Turquia vindo da Síria. Dirigindo-se para a cidade de Konya, centro do país, em novembro. Viajando com sua mulher e dois filhos para não atrair suspeitas.

Na quarta-feira, a polícia da cidade de Izmir deteve 27 pessoas que haviam chegado de Konya, citando ligações suspeitas com o ataque, de acordo com a agência de notícias Dogan. Entre os presos estavam mulheres e crianças. 

Sete turcos da etnia uigur também foram detidos em um restaurante na vizinhança de Zeytinburnu, em Istambul. Onde acredita-se que o atirador tenha ido de táxi após o ataque e pedido dinheiro emprestado para pagar o motorista. Disse o jornal Haberturk.

Segundo o jornal, a polícia realizou batidas em 50 endereços no distrito. Onde muitos usbeques, cazaques e uigures vivem, prendendo 14 pessoas no total. 

Presidente colombiano diz que cessar-fogo continua em vigor

Juan Manuel Santos reconhece vitória do não em plebiscito sobre acordo com as Farc e anuncia reunião para determinar próximos passos. Líder da guerrilha lamenta resultado, mas reforça compromisso com a paz

Por Redação, com DW – de Bogotá:

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, reconheceu a vitória do não no plebiscito sobre o acordo de paz assinado com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e ressaltou que o cessar-fogo continua em vigor.

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, reconheceu a vitória do não no plebiscito sobre o acordo de paz
O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, reconheceu a vitória do não no plebiscito sobre o acordo de paz

– Como chefe de Estado devo garantir a estabilidade da nação, e esta decisão democrática não pode afetar essa estabilidade – disse Santos, num pronunciamento televisivo, após o resultado da consulta popular.

O presidente afirmou que continuará buscando a paz e ressaltou que o cessar-fogo “bilateral e definitivo”, que teve início em 29 de agosto, continua em vigor. Santos anunciou ainda que se reunirá com lideranças que apoiaram o não para determinar os próximos passos.

Negociadores do governo foram enviados a Havana para manter as lideranças das Farc informadas sobre os resultados do diálogo. “Não vou me render”, disse Santos, reiterando que buscará a paz até o último minuto.

 Farc lamentam resultado

O número um das Farc, Rodrigo Londoño Echeverri, conhecido como Timochenko, lamentou o resultado do plebiscito e assegurou que a guerrilha manterá seu compromisso com a paz.

– As Farc lamentam profundamente que o poder destrutivo daqueles que semeiam o ódio e o rancor tenha influenciado a opinião dos colombianos – disse Echeverri. Ele salientou que a guerrilha, apesar do resultado, continua buscando a paz.

Numa disputa acirrada, os colombianos rejeitaram neste domingo o acordo de paz assinado entre o governo e as Farc. Cerca de 13 milhões dos 34 milhões de eleitores foram às urnas para a consulta popular. Do total, 50,22% votaram contra o acordo de paz e 49,77% a favor do documento.

Desta maneira, foi dada a última palavra sobre o acordo histórico que colocaria fim ao conflito armado. Com a vitória do não, o governo fica impedido de pôr em prática as medidas previstas no documento.

Alcançado em agosto em Havana, após quatro anos de negociações, o acordo foi assinado pelo governo e pelas Farc na segunda-feira.  A cerimônia reuniu líderes mundiais como o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon; o secretário de Estado americano, John Kerry; além dos presidentes de Cuba, Raúl Castro, do Equador, Rafael Correa, e do Panamá, Juan Carlos Varela; e do rei Juan Carlos da Espanha.

Comerciário na loja ou na rua a luta continua

Os comerciários são considerados o maior segmento de uma categoria de trabalho do município do Rio

O sindicato dos comerciários tem história e este mês completa cento e oito anos de existência. Mas, agora, algo inédito ocorreu na categoria: a decretação de estado de greve, instrumento máximo da luta de um sindicato

Por Flávio Corrêa de Mello – do Rio de Janeiro:

Os comerciários são considerados o maior segmento de uma categoria de trabalho do município do Rio. Cerca de 400 mil trabalhadores desenvolvem atividades remuneradas no ramo. O emprego no comércio é considerado por boa parte dos membros da categoria como transitório, penoso e sofrido. Os salários geralmente são baixos e as condições de trabalho se caracterizam pela exploração, desvios de função, pressão psicológica, assédio moral e por não se ter os seus direitos básicos garantidos.

Os comerciários são considerados o maior segmento de uma categoria de trabalho do município do Rio
Os comerciários são considerados o maior segmento de uma categoria de trabalho do município do Rio

Muitos desses fatores decorrem justamente da categoria ter ficado sem uma representação sindical que a dignificasse por anos. Muito embora, já houve um momento de conquistas dos trabalhadores, entre elas a famosa semana inglesa, que permitia o descanso nos dias de domingo.

O peleguismo sindical se apossou do sindicato em 1966, em plena ditadura, quando Luizant Mata-Roma assumiu o sindicato através de uma intervenção imposta pelo governo militar. Desde então, o sindicato perdeu sua força de luta. Sua base sindical foi desmantelada e uma perspectiva assistencial impôs-se paulatinamente. Comprar votos, fraudar atas e desviar recursos para se manter no poder por quase cinquenta anos foram as práticas da família Mata-Roma. Estebelecidos no sindicato, a condução em geral priorizava o rodízio de seu núcleo familiar e aliados nas gestões. Cerceavam a oposição com ameaças verbais e mesmo físicas. O patrimônio do sindicato lhes rendeu a possibilidade de deter o poder e abrir diversos outros empreendimentos empresariais de tal monta que visavam expandir a riqueza da família. Estacionamentos, restaurantes, bancas de jornais e empresas de taxi aéreo são algumas das empresas ligadas aos diretores das gestões que detiveram a direção neste período até o ano passado.

A partir de 2006, motivado por uma série de denúncias, o MP começou a investigar o sindicato. Em Outubro de 2014, uma intervenção judicial foi designada pelo juiz Marcelo Moura e, então, Otto Mata-Roma, presidente da época (filho do falecido Luizant Mata-Roma), foi afastado e teve seus bens bloqueados pela justiça. Em junho de 2015, organizado pela intervenção, ocorreu o pleito eleitoral que elegeu a atual gestão do sindicato: A hora da mundança.

Em sua primeira campanha salarial, a gestão se deparou com sindicatos patronais bastante viciados em antigas relações com o sindicato. Eles não estavam acostumados com uma gestão feita de comerciários que sabem da lida diária das lojas e dos supermercados. Os dirigentes sindicais são pessoas de pés calejados de ficar em pé horas a fio. A atual gestão conhece na prática o que representa o banco de horas, a ajuda mínima para o trabalho nos feriados, os casos de assédio moral, a pressão das metas e, sobretudo, sabe qual é a dificuldade de colocar o feijão no fogão no final do mês por conta de um salário completamente incompatível com o custo de vida elevado da cidade do Rio de Janeiro. A direção conhece isso porque é tão povo quanto sua base sindical.

A campanha salarial do sindicato se iniciou praticamente no mês de Maio. Após um período de pesquisas junto à categoria, a direção levou sua pauta de reinvindicações ao patronato. Nela existem cláusulas salariais, laborais e sociais. A proposta inicial submeteu um aumento de 15% para a categoria. Previa uma reposição da inflação medida pelo INPC (Instituto Nacional de Preços ao Consumidor), com o índice em torno de 9% e um ganho real de mais 6% para a categoria. Se pensarmos bem, algo muito pouco diante do piso atual do comerciário (R$ 965,00), ainda assim um ganho. Nas rodadas iniciais, a patronal se recusou a acordar a proposta. De semana em semana, de pressão em pressão, de loja em loja, o sindicato se movimentou e dialogou com o trabalhador.

 Nesta semana a campanha endureceu de vez. O sindicato botou o bloco na rua. Os diretores entraram nas lojas e puderam perceber o quanto são queridos por seus colegas. As empresas do comércio sentiram que o sindicato é sério, que a parada agora é a luta na loja e na rua. Colocaram a pressão em cima do Patrão!

Agora o problema está nas mãos dos patrões. O sindicato quer o acordo coletivo! Mas tem de haver um ganho real de salário. Durante anos os empresários do comércio obtiveram lucros altíssimos e têm condições de assugurar ao trabalhador do comércio um salário mais digno. Se a queda de braço continuar, muito provavelmente o comércio vai parar mesmo.

Flávio Corrêa de Mello, é assessor cultural do Sindicato dos Comerciários.

Petrobras continua projeto de refinaria mesmo sem apoio

O diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, afirmou na manhã desta quarta-feira que se não for fechado um acordo entre a estatal brasileira e a PDVSA, estatal venezuelana do petróleo, sobre a sociedade na Refinaria Abreu Lima, em Pernambuco, o projeto poderá continuar apenas com a participação da empresa brasileira.

– A Petrobras tem petróleo pesado suficiente para isso – afirmou ele, que participou da inauguração do Centro de Integração do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio.

De acordo com Costa, a PDVSA teria demonstrado intenção de fornecer petróleo para ser refinado por valores superiores aos praticados no mercado internacional. Por outro lado, a Petrobras quer usar a cotação do barril tipo Brent, referência no mercado europeu.

A Refinaria Abreu e Lima, também conhecida como Refinaria de Pernambuco, terá capacidade de processar cerca de 300 mil barris de petróleo por dia, para atender ao crescimento da demanda de derivados de petróleo, principalmente óleo diesel, no Nordeste. Metade desse volume seria formada por petróleo pesado brasileiro e a outra metade viria da Venezuela.

O empreendimento deverá demandar investimentos de cerca de US$ 4 bilhões, a serem divididos conforme o percentual de participação de cada empresa na unidade.

Pamela Anderson é desejada, aos 41 anos

Apesar de seus 41 anos, a atriz Pamela Anderson segue sendo uma desejada sex symbol. A última aparição da atriz foi na praia e, vestindo um pequeno biquíni, dói a alegria dos banhistas no dia, segundo se pode ler na página da web: Mail On Line.

A “exportadora de Playboys” passou um tranqüilo dia junto com seu atual marido em uma tranqüila praia de Malibú, lugar onde reside, e deixou à vista muitos dos seus encantos, deixando o pouco restou para a imaginação dos presentes.

Ao que parece, a triz voltou a encontrar o amor depois de três matrimônios fracassados. Ela foi vista em várias situações românticas com seu último marido, na última desfrutando de um tranqüilo dia de praia, bronzeando-se ao sol.

Hamas diz que continua diferença em proposta de trégua do Egito

Um líder do Hamas disse nesta quarta-feira que pontos de divergência se mantiveram sobre a proposta do Egito de estabelecer um cessar-fogo entre Israel o grupo islâmico.

– Ainda há pontos de divergência na iniciativa e estes pontos ainda não foram resolvidos – disse Osama Hamdan, representante do Hamas no Líbano, em entrevista para a emissora de televisão Al Jazeera.

– A iniciativa em sua atual forma não atinge os interesses (palestinos). Pontos específicos precisam ser alterados…Nós acreditamos que não há iniciativa que não possa ser modificada ou alterada – disse ele.

O canal árabe Al Arabiya e o jornal espanhol El País, citaram o ministro das Relações Exteriores da Espanha, Miguel Angel Moratinos, que teria dito que o Hamas aceitou a proposta do Egito.

A proposta original era de uma trégua temporária para permitir conversações a longo prazo para garantir a segurança na fronteira entre Egito e Gaza e o fim do bloqueio israelense a Gaza.

No entanto, a proposta deve ter sido alterada durante negociações secretas mediadas pelo Egito na última semana.

Acusado de adulterar medicamento no Rio continua preso

Denunciado e preso no Rio por suposta prática do delito tipificado no artigo 273 do Código Penal – falsificar, corromper, adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais – Jomar Cardoso Portes continuará preso. O corregedor-geral da Justiça Federal, ministro Hamilton Carvalhido, presidente em exercício do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou seu pedido de liminar em habeas-corpus.

No habeas-corpus contra decisão da Oitava Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, a defesa alegou que a prisão foi decretada com base em ilegalidades, arbitrariedades, mentiras e abuso de poder praticados durante o inquérito policial e a ação penal. O réu está preso preventivamente, desde novembro de 2008.

Segundo o ministro, a denúncia contra o réu não contraria a norma do artigo 41 do Código de Processo Penal, uma vez que ela descreve a conduta delituosa imputada ao paciente.

De acordo com o referido artigo, a denúncia ou queixa conterá a exposição do fato criminoso, a qualificação do acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo, a classificação do crime e, quando necessário, o rol das testemunhas.

Ao indeferir a liminar, o ministro Hamilton Carvalhido ressaltou que o decreto de prisão traz noticias de ameaças feitas pelo réu à outra denunciada no processo penal. Ele também solicitou informações ao TJRJ e ao juízo da Vara Única da Comarca de Itaocara e o envio destas ao Ministério Público Federal para elaboração de parecer.

O mérito do habeas-corpus, em que a defesa pede o trancamento da ação penal e o relaxamento da prisão preventiva, será julgado pela Quinta Turma, sendo relator o ministro Napoleão Nunes Maia.

Rio-Niterói continua com trabalhos de recuperação

O sol aparece nesta sexta-feira e é boa a visibilidade na Ponte Rio – Niterói. O Fluxo normal nos dois sentidos da rodovia, com tempo médio de travessia de 14 minutos. Nesta sexta, a concessionária Ponte S.A. prossegue com os serviços de recuperação de talude (corte de aterro) e faz a manutenção estrutural e eletrônica da via.

Pela manhã, técnicos instalam um novo sistema de telefonia no pórtico 13, na região da grande reta, sentido Niterói. O serviço, que começou às 9h e tem previsão de término às 13h, utiliza o Moog, equipamento que projeta para fora da pista uma plataforma que avança 18 metros por baixo da ponte. Uma faixa de rolamento fica interditada.

No período da tarde, equipes também fazem a inspeção e recuperação das estruturas de concreto (vigas, pilares e aparelhos de apoio) na região do Cais do Porto. O serviço é realizado por baixo da Ponte, utilizando o caminhão Sky, que é equipado com um braço mecânico.

Entre 10h e 18h, é feita a recuperação de talude nos acessos a Niterói. O serviço tem por objetivo garantir a estabilidade do aterro que fica próximo às muretas da Ponte. O trabalho não impacta o tráfego de veículos.

Batalha continua noite adentro na Faixa de Gaza

Soldados israelenses com apoio da artilharia aérea disputavam território na segunda-feira com combatentes do Hamas dentro da Faixa de Gaza, apesar dos apelos internacionais por um cessar-fogo no conflito que matou mais de 540 palestinos em dez dias.

Em discurso por uma rádio, Abu Ubaida, porta-voz militar do Hamas, conclamou os combatentes a lutarem “em cada rua, em cada beco” e ameaçou disparar ainda mais foguetes contra Israel.

Os presidentes da França, Nicolas Sarkozy, que foi ao Oriente Médio tentar mediar a crise, e dos EUA, George W. Bush, a 15 dias do fim de seu mandato, fizeram um apelo por um cessar-fogo.

Mas as discordâncias sobre quem vai parar de atirar primeiro e quais seriam os termos da trégua tornam essa hipótese remota.

Falta comida, água e energia em Gaza, onde pelo menos 541 pessoas já morreram, muitas delas civis. Entre as vítimas de segunda-feira estão 13 integrantes de uma família palestina cuja casa, num campo de refugiados, foi atingida num bombardeio, segundo fontes médicas.

O Exército de Israel disse já ter matado dezenas de combatentes do Hamas desde o início da incursão terrestre, no sábado, depois de uma semana de bombardeios por mar e ar.

Israel lançou a ofensiva depois do fim de uma trégua de seis meses, em dezembro, quando o Hamas intensificou o uso de foguetes em resposta contra as ações militares e o bloqueio ao território, que esteve sob ocupação israelense entre 1967 e 2005.

Os combates na segunda-feira entraram pela noite. Militantes usam morteiros, granadas e minas, e tentam atrair os soldados para áreas densamente urbanizadas, segundo testemunhas.

A Força Aérea de Israel bombardeou dezenas de alvos, inclusive casas de membros do Hamas usadas como depósitos de armas.

Ao anoitecer, os soldados tentavam capturar um morro com vista para a cidade de Jabaliya e um campo de refugiados, mas enfrentavam a forte resistência dos combatentes islâmicos, segundo testemunhas. Israel concentrava sua artilharia e sua aviação nessa área.

O avanço militar de Israel na Faixa de Gaza, que tem 40 quilômetros de comprimento, separou o território em dois. A Cidade de Gaza está sob cerco.

O ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, disse que a operação ainda pode ficar mais difícil. De acordo com ele, o Hamas sofreu um golpe, “mas não podemos dizer que sua capacidade de combate tenha sido afetada”.

– O Hamas não buscou o confronto direto com as nossas forças e quer atraí-las para áreas urbanas. Há momentos difíceis pela frente nesta operação, e o principal teste ainda pode estar por vir – disse.

A chanceler de Israel, Tzipi Livni, rejeitou as propostas européias para o envio de observadores internacionais à Faixa de Gaza, e sugeriu o envio de equipes que ajudem a localizar e lacrar túneis que possam ser usados pelo Hamas para o contrabando de armas.

Na ONU, países árabes estão redigindo uma resolução – com poucas perspectivas de aprovação – que exige um fim imediato à “agressão israelense”.